Páscoa da Ressurreição do Senhor

Sábado Santo – Solene Vigília Pascal

16 de Abril de 2022

 

 

No Sábado Santo, a Igreja permanece junto do sepulcro do Senhor, meditando na sua Paixão e Morte. Abstém-se do sacrifício da Missa (a mesa sagrada continua despida) até ao momento em que, depois da solene Vigília ou expectativa nocturna da ressurreição, se dará lugar à alegria pascal, que na sua plenitude se prolonga por cinquenta dias.

Neste dia não é permitido distribuir a sagrada comunhão, a não ser como viático.

 

Vigília pascal na Noite Santa

 

Segundo uma antiquíssima tradição, esta é uma noite de vigília em nome do Senhor (Ex 12, 42), noite que os fiéis celebram, segundo a recomendação do Evangelho (Lc 12, 35 ss.), de lâmpadas acesas na mão, à semelhança dos servos que esperam o Senhor, para que, quando Ele vier, os encontre vigilantes e os faça sentar à sua mesa.

A Vigília desta noite ordena-se deste modo: depois de um breve lucernário (primeira parte), a santa Igreja medita nas maravilhas que o Senhor, desde o princípio dos tempos, realizou em favor do seu povo confiante na sua palavra e na sua promessa (segunda parte: liturgia da palavra), até ao momento em que, ao despontar o dia da ressurreição, juntamente com os novos membros renascidos pelo Baptismo (terceira parte), é convidada para a mesa que o Senhor, com a sua morte e ressurreição, preparou para o seu povo (quarta parte).

Toda a celebração da Vigília Pascal se realiza de noite, isto é, não se pode iniciar antes do anoitecer do Sábado e deve terminar antes do amanhecer do Domingo.

A Missa da Vigília Pascal, ainda que termine antes da meia noite, é a Missa pascal do Domingo da Ressurreição. Quem participar nesta Missa pode comungar de novo na segunda Missa da Páscoa.

Quem celebrar ou concelebrar a Missa da Vigília pode celebrar ou concelebrar de novo na segunda Missa da Páscoa.

O sacerdote e os ministros revestem-se, desde o princípio, com paramentos brancos, como para a Missa.

Preparam-se velas para todos os que tomam parte na Vigília.

 

 

Solene início da Vigília ou Lucernário

 

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Páscoa é o centro de todo o calendário festivo cristão e a Vigília Pascal é a “mãe de todas as vigílias” do ano litúrgico.

Celebramos a libertação dos hebreus da escravidão do Egito, figura da nossa libertação pelo Batismo. Eles passaram através das águas do Mar Vermelho, da escravidão para a liberdade, e nós passamos através das águas batismais para a liberdade de filhos de Deus.

Tal como o Povo de Deus, alcançada a liberdade, começou uma longa peregrinação pelo deserto até à Terra da Promissão, também nós caminhamos pelo deserto da vida, cheio de provações, até ao paraíso, a Jerusalém celeste onde comungaremos da felicidade da Trindade Santíssima para sempre

Recordamos também os nossos irmãos na fé e no Batismo que, na Igreja primitiva, passavam a noite inteira em vigília de oração e acolhimento da Palavra de Deus, aguardando a Ressurreição de Jesus, o sol que se levanta na noite do mundo, para nunca mais ter ocaso.

Lembramos nesta hora feliz os cristãos da Igreja do silêncio — na China, na Coreia do Norte, no Laos e em muitos países muçulmanos — que a esta mesma hora celebram a Vigília Pascal na clandestinidade, às escuras, esquivando-se aos perseguidores

Celebramos todas estas maravilhas na nossa Vigília Pascal em comunhão com os cristãos do mundo inteiro e damos graças ao Senhor pela paz, segurança e alegria em que as podemos celebrar.

Preparemo-nos para a celebração festiva desta Vigília da Páscoa em que vamos renovar as promessas do Baptismo, depois de nos termos preparado para isso, ao longo de toda a caminhada quaresmal.

 

Bênção do lume novo

 

As luzes da igreja devem estar apagadas.

Fora da igreja, em lugar apropriado, acende-se o lume. Reunido o povo nesse lugar, o sacerdote aproxima-se, acompanhado dos ministros, um dos quais leva o círio pascal.

 

Onde não for possível acender o fogo fora da igreja, o rito será como se indica no n. 13.

O sacerdote saúda o povo na forma habitual e faz uma breve admonição sobre o significado desta vigília nocturna, com estas palavras ou outras semelhantes:

 

Monição: O fogo aparece na Sagrada Escritura como revelador do poder de Deus. Moisés contempla, no Sinai, a sarça ardente que não se consome.

Na Vigília Pascal o lume novo é o símbolo de Cristo Ressuscitado que ilumina a noite do mundo com a luz da Ressurreição.

Com o lume novo se acende o Círio Pascal que ficará a arder junto do ambão, onde é proclamada a Palavra de Deus, durante todo o Tempo Pascal.

 

Em seguida, benze-se o fogo:

 

Oremos.

Senhor, que por meio do vosso Filho destes aos homens a claridade da vossa luz, santificai este lume novo e concedei-nos que a celebração das festas pascais acenda em nós o desejo do céu, para merecermos chegar com a alma purificada às festas da luz eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Do fogo novo acende-se o círio pascal.

 

Preparação do Círio

 

Se a mentalidade do povo o aconselhar, pode ser oportuno realçar a dignidade e o significado do círio pascal mediante alguns símbolos. Isto pode fazer-se do seguinte modo:

Depois da bênção do lume novo, um acólito ou um dos ministros apresenta o círio pascal ao celebrante, o qual, com um estilete, grava no círio uma cruz; depois grava a letra grega Alfa por cima da cruz e a letra grega Ómega por debaixo e, entre os braços da cruz, grava os quatro algarismos do ano corrente. Enquanto grava estes símbolos, diz:

 

1. Cristo, ontem e hoje

Grava a haste vertical da cruz.

 

2. Princípio e fim

Grava a haste horizontal da cruz.

 

3. Alfa

Grava o Alfa por cima da haste vertical.

 

4. e Ómega.

Grava o Ómega por debaixo da haste vertical.

 

5. A Ele pertence o tempo

Grava no ângulo superior esquerdo o primeiro algarismo do ano corrente.

 

6. e a eternidade.

Grava no ângulo superior direito o segundo algarismo do ano corrente.

 

7. A Ele a glória e o poder

Grava no ângulo inferior esquerdo o terceiro algarismo do ano corrente.

 

8. para sempre. Amen.

Grava no ângulo inferior direito o quarto algarismo do ano corrente.

 

Depois de ter gravado a cruz e os outros símbolos, o sacerdote pode colocar no círio cinco grãos de incenso, em forma de cruz, dizendo:

 

1. Pelas Suas chagas                                                   1

2. santas e gloriosas,

3. nos proteja                                                    4       2       5

4. e nos guarde

5. Cristo Senhor. Amen.                                             3

 

O sacerdote acende do lume novo o círio pascal, dizendo:

A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito.

 

Estes elementos podem ser utilizados, no todo ou em parte, conforme as circunstâncias pastorais do ambiente e do lugar. Entretanto, as Conferências Episcopais também podem determinar outras formas mais adaptadas à índole dos povos.

Quando, por justas razões, não se acende o fogo, a bênção do lume será adaptada convenientemente às circunstâncias. Reunido o povo na igreja, o sacerdote dirige-se para a porta da igreja, acompanhado dos ministros com o círio pascal. O povo, na medida do possível, volta-se para o sacerdote.

Feita a saudação e a admonição, como acima no n. 8, procede-se à bênção do lume (n. 9) e, se parecer oportuno, prepara-se e acende-se o círio (nn.10-12).

 

 

Procissão

 

O diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, toma o círio pascal e, levantando-o, canta sozinho:

 

V. A luz de Cristo.      Lumen Christi

R. Graças a Deus.     Deo gratias

 

As Conferências Episcopais podem estabelecer uma aclamação mais solene.

Dirigem-se todos para a igreja, indo à frente o diácono com o círio pascal. Se se usa o incenso, o turiferário, com o turíbulo aceso, vai à frente do diácono.

À porta da igreja, o diácono pára e, levantando o círio, canta pela segunda vez:

 

V. A luz de Cristo.      Lumen Christi

R. Graças a Deus.     Deo gratias

 

Acendem então as velas do lume do círio pascal. A procissão continua; e, ao chegar junto do altar, o diácono, voltado para o povo, canta pela terceira vez:

 

V. A luz de Cristo.      Lumen Christi.

R. Graças a Deus.     Deo gratias.

 

Cântico: A Luz de Cristo – Az. Oliveira, NRMS, 88

 

E acendem-se as luzes da igreja (mas não as velas do altar: cf. n. 31).

 

 

Precónio Pascal

 

É o solene anúncio da Páscoa no qual se cantam as maravilhas operadas por Deus no mundo para a salvação de todos nós.

 

Ao chegar ao altar, o sacerdote dirige-se para a sua cadeira. O diácono coloca o círio pascal no respectivo candelabro, preparado no meio do presbitério ou junto ao ambão. Em seguida, se se usa incenso, faz-se como para o Evangelho na Missa: o diácono pede a bênção ao sacerdote, que diz em voz baixa:

 

V. O Senhor esteja no teu coração e nos teus lábios, para anunciares dignamente o seu precónio pascal. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

R. Amen.

 

Se o precónio é cantado por outro que não seja diácono, omite-se esta bênção.

O diácono, ou, na sua falta, o sacerdote, depois de incensar o livro e o círio (se se usa o incenso), proclama o precónio pascal no ambão ou no púlpito, conservando-se todos de pé, com as velas acesas na mão.

O precónio pascal pode ser proclamado, se for necessário, por um cantor que não seja diácono. Nesse caso, omitirá as palavras Quapropter astantes vos (E vós, irmãos caríssimos) até ao fim do invitatório, bem como a saudação Dominus vobiscum (O Senhor esteja convosco).

O precónio pode ser cantado na forma mais breve.

Além disso, as Conferências Episcopais podem introduzir no precónio certas aclamações para serem ditas pelo povo.

As aclamações previstas pela Conferência Episcopal Portuguesa para se intercalarem no precónio pascal:

a. A luz de Cristo venceu as trevas da noite.

b. Cristo venceu o pecado e a morte.

c. Glória ao Senhor.

 

Precónio Pascal

 

Exulte de alegria a multidão dos Anjos, exultem as assembleias celestes, ressoem hinos de glória para anunciar o triunfo de tão grande Rei. Rejubile também a terra, inundada por tão grande claridade, porque a luz de Cristo, o Rei eterno, dissipa as trevas de todo o mundo.

Alegre-se a Igreja, nossa mãe, adornada com os fulgores de tão grande luz, e ressoem neste templo as aclamações do povo de Deus.

[E vós, irmãos caríssimos, aqui reunidos para celebrar o esplendor admirável desta luz, invocai comigo a misericórdia de Deus omnipotente, para que, tendo-Se Ele dignado, sem mérito algum da minha parte, admitir-me no número dos seus ministros, infunda em mim a claridade da sua luz, para que possa celebrar dignamente os louvores deste círio] .

 

 

[V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.]

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação proclamar com todo o fervor da alma e toda a nossa voz os louvores de Deus invisível, Pai omnipotente, e do seu Filho Unigénito, Jesus Cristo, nosso Senhor.

Ele pagou por nós ao eterno Pai a dívida por Adão contraída e com seu Sangue precioso apagou a condenação do antigo pecado.

 

Celebramos hoje as festas da Páscoa, em que é imolado o verdadeiro Cordeiro, cujo Sangue consagra as portas dos fiéis.

 

Esta é a noite, em que libertastes do cativeiro do Egipto os filhos de Israel, nossos pais, e os fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho.

 

Esta é a noite, em que a coluna de fogo dissipou as trevas do pecado.

Esta é a noite, que liberta das trevas do pecado e da corrupção do mundo aqueles que hoje por toda a terra crêem em Cristo, noite que os restitui à graça e os reúne na comunhão dos Santos.

Esta é a noite, em que Cristo, quebrando as cadeias da morte, Se levanta vitorioso do túmulo. De nada nos serviria ter nascido, se não tivéssemos sido resgatados.

 

Oh admirável condescendência da vossa graça! Oh incomparável predilecção do vosso amor! Para resgatar o escravo, entregastes o Filho.

Oh necessário pecado de Adão, que foi destruído pela morte de Cristo! Oh ditosa culpa, que nos mereceu tão grande Redentor!

Oh noite bendita, única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro!

Esta é a noite, da qual está escrito: A noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz.

Esta noite santa afugenta os crimes, lava as culpas; restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes; derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz.

Nesta noite de graça, aceitai, Pai santo, este sacrifício vespertino de louvor, que, na solene oblação deste círio, pelas mãos dos seus ministros Vos apresenta a santa Igreja.

Agora conhecemos o sinal glorioso desta coluna de cera, que uma chama de fogo acende em honra de Deus: esta chama que, ao repartir o seu esplendor, não diminui a sua luz; esta chama que se alimenta de cera, produzida pelo trabalho das abelhas, para formar este precioso luzeiro.

 

Oh noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!

 

Nós Vos pedimos, Senhor, que este círio, consagrado ao vosso nome, arda incessantemente para dissipar as trevas da noite; e, subindo para Vós, como suave perfume, junte a sua claridade à das estrelas do céu. Que ele brilhe ainda quando se levantar o astro da manhã, aquele astro que não tem ocaso: Jesus Cristo vosso Filho, que, ressuscitando de entre os mortos, iluminou o género humano com a sua luz e a sua paz e vive glorioso pelos séculos dos séculos.

 

R. Amen.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Para a Vigília Pascal são propostas nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento. Se, por motivos particulares, as circunstâncias o requerem, pode-se reduzir o número das leituras. Façam-se, pelo menos, três leituras do Antigo Testamento, ou, em casos mais urgentes, só duas, antes da Epístola e do Evangelho. Mas nunca se deve omitir a leitura do Êxodo sobre a passagem do Mar Vermelho (Leitura III).

 

Todos os presentes apagam as suas velas e se sentam. Antes de se iniciarem as leituras, o sacerdote dirige ao povo uma breve admonição, com estas palavras ou outras semelhantes:

 

Irmãos caríssimos:

Depois de iniciarmos solenemente esta Vigília, ouçamos agora, de coração tranquilo, a palavra de Deus. Meditemos como Deus outrora salvou o seu povo e como, na plenitude dos tempos, enviou Jesus Cristo, nosso Salvador. Oremos para que Deus realize esta obra pascal de salvação e seja consumada a redenção do mundo.

 

Seguem-se as leituras. O leitor vai ao ambão e faz a primeira leitura. Seguidamente o salmista ou cantor diz o salmo, a que o povo responde com o refrão. Depois todos se levantam; o sacerdote diz Oremos e todos oram em silêncio durante alguns momentos; o sacerdote diz então a oração colecta.

Em vez do salmo responsorial, pode guardar-se um tempo de silêncio sagrado; neste caso, omite-se a pausa depois do Oremos.

 

 

Primeira Leitura

 

Monição: É uma verdade da nossa fé que Deus criou do nada todas as coisas visíveis e invisíveis. Construiu no mundo, com amor infinito, um berço repleto de maravilhas para que o homem pudesse caminhar nele ao encontro do seu Criador.

A Criação do universo é obra da omnipotência e do amor de Deus. O Texto sagrado sublinha o optimismo com que Deus criou todas as coisas, repetindo várias vezes a frase: «E Deus viu que isto era bom

 

* O texto que está entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido

 

Forma longa: Génesis 1,1 – 2,2             Forma breve: Génesis 1,1.26-31a

No princípio, Deus criou o céu e a terra. [A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a superfície do abismo e o espírito de Deus pairava sobre as águas. Disse Deus: «Faça-se a luz». E a luz apareceu. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou ‘dia’ à luz e ‘noite’ às trevas. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: era o primeiro dia. Disse Deus: «Haja um firmamento no meio das águas, para as manter separadas umas das outras». Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das águas que estavam por cima dele. E ao firmamento chamou ‘céu’. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia. Disse Deus: «Juntem-se as águas que estão debaixo do firmamento num só lugar e apareça a terra seca». E assim sucedeu. À parte seca Deus chamou ‘terra’ e ‘mar’ ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom. Disse Deus: «Cubra-se a terra de verdura: ervas que dêem sementes e árvores de fruto, que produzam sobre a terra frutos com a sua semente, segundo a própria espécie». E assim sucedeu. A terra produziu verdura: erva que produz semente, segundo a sua espécie, e árvores que dão frutos com a sua semente, segundo a própria espécie. Deus viu que isto era bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia. Disse Deus: «Haja luzeiros no firmamento do céu, para distinguirem o dia da noite e servirem de sinais para as festas, os dias e os anos, para que brilhem no firmamento do céu e iluminem a terra». E assim sucedeu. Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento do céu para iluminarem a terra, para presidirem ao dia e à noite e separarem a luz das trevas. Deus viu que isto era bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia. Disse Deus: «Povoem as águas inúmeros seres vivos e voem as aves na terra sob o firmamento do céu». Deus criou os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas, segundo as suas espécies, e todos os animais voadores, segundo as suas espécies. Deus viu que isto era bom; e abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei as águas dos mares e multipliquem-se as aves sobre a terra». Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia. Disse Deus: «Produza a terra seres vivos, segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies». E assim sucedeu. Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra, segundo as suas espécies. Deus viu que isto era bom.] Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado.

 

Salmo Responsorial    Salmo 103 (104),1-2a.5-6.10.12.13-14.24.35c (R. cf. 30)

 

Monição: O mundo criado por Deus, com tantas maravilhas que mostram a Sua omnipotência, amor e sabedoria, convida-nos a adorar e aa dar graças ao Senhor.

Sentimo-nos ainda mais felizes e reconhecidos, quando pensamos que tudo isto foi criado para nós, pois Deus quis que fôssemos a coroa desta criação.

 

Refrão:        Enviai, Senhor, o vosso espírito

                     e renovai a face da terra.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

Senhor, meu Deus, como sois grande!

Revestido de esplendor e majestade,

envolvido em luz como num manto!

 

Fundastes a terra sobre alicerces firmes:

não oscilará por toda a eternidade.

Vós a cobristes com o manto do oceano,

por sobre os montes pousavam as águas.

 

Transformais as fontes em rios

que correm entre as montanhas.

Nas suas margens habitam as aves do céu;

por entre a folhagem fazem ouvir o seu canto.

 

Com a chuva regais os montes,

encheis a terra com o fruto das vossas obras.

Fazeis germinar a erva para o gado

e as plantas para o homem, que tira o pão da terra.

 

Como são grandes as vossas obras!

Tudo fizestes com sabedoria:

a terra está cheia das vossas criaturas.

Glória a Deus para sempre.

 

Oremos.

Senhor nosso Deus, que de modo admirável criastes o homem

e de modo mais admirável o redimistes,

dai-nos a graça de resistir às seduções do pecado

com a sabedoria do espírito,

para merecermos chegar às alegrias eternas.

Por Nosso Senhor...

 

Segunda Leitura

 

Monição: Abraão é provado por Deus na sua fidelidade, quando recebe a ordem para imolar Isac, o filho da promessa.

No último momento, Deus intervém para salvar a vida do jovem, porque nunca aceitará sacrifícios humanos, a não ser o do Seu Filho no Calvário.

 

* O texto que está entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido

 

*Forma longa: Génesis 22,1-18                             Forma breve: Génesis 22,1-2.9a.10-13.15-18

Naqueles dias, Deus quis pôr à prova Abraão e chamou-o: «Abraão!» Ele respondeu: «Aqui estou». Deus disse: «Toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar». [Abraão levantou-se de manhã cedo, aparelhou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e o seu filho Isaac. Cortou a lenha para o holocausto e pôs-se a caminho do local que Deus lhe indicara. Ao terceiro dia, Abraão ergueu os olhos e viu de longe o local. Disse então aos servos: «Ficai aqui com o jumento. Eu e o menino iremos além fazer adoração e voltaremos para junto de vós». Abraão apanhou a lenha do holocausto e pô-la aos ombros do seu filho Isaac. Depois, tomou nas mãos o fogo e o cutelo e seguiram juntos o caminho. Isaac disse a Abraão: «Meu pai». Ele respondeu: «Que queres, meu filho?» Isaac prosseguiu: «Temos aqui fogo e lenha; mas onde está o cordeiro para o holocausto?» Abraão respondeu: «Deus providenciará o cordeiro para o holocausto, meu filho». E continuaram juntos o caminho.] Quando chegaram ao local designado por Deus, Abraão levantou um altar e colocou a lenha sobre ele, [atou seu filho Isaac e pô-lo sobre o altar, em cima da lenha.] Depois, estendendo a mão, puxou do cutelo para degolar o filho. Mas o Anjo do Senhor gritou-lhe do alto do Céu: «Abraão, Abraão!» «Aqui estou, Senhor», respondeu ele. O Anjo prosseguiu: «Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças mal algum. Agora sei que na verdade temes a Deus, uma vez que não Me recusaste o teu filho, o teu filho único». Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro, preso pelos chifres num silvado. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto, em vez do filho. Abraão deu ao local este nome: «O Senhor providenciará». E ainda hoje se diz: «Sobre a colina o Senhor providenciará». O Anjo do Senhor chamou Abraão, do Céu, pela segunda vez, e disse-lhe: «Por Mim próprio te juro ― oráculo do Senhor ― já que assim procedeste, e não Me recusaste o teu filho, o teu filho único, abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia que está nas praias do mar, e a tua descendência conquistará as portas das cidades inimigas. Porque obedeceste à minha voz, na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra».

 

 

Salmo Responsorial    Êxodo 15, 1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 1a)

 

Refrão:        Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.

 

Ou:               Deus fez maravilhas: o seu nome é Senhor.

 

Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória:

precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.

O Senhor é a minha força e a minha protecção:

a Ele devo a minha liberdade.

 

Ele é o meu Deus: eu O exalto;

Ele é o Deus de meu pai: eu O glorifico.

O Senhor é um guerreiro, Omnipotente é o seu nome;

precipitou no mar os carros do Faraó e o seu exército.

 

Os seus melhores combatentes afogaram-se no Mar Vermelho,

foram engolidos pelas ondas, caíram como pedra no abismo.

A vossa mão direita, Senhor, revelou a sua força,

a vossa mão direita, Senhor, destroçou o inimigo.

 

Levareis o vosso povo e o plantareis na vossa montanha,

na morada segura que fizestes, Senhor,

no santuário que vossas mãos construíram.

O Senhor reinará pelos séculos dos séculos.

 

Oremos.

Senhor nosso Deus, que iluminastes com a luz do Novo Testamento

as maravilhas operadas nos tempos antigos,

revelando no Mar Vermelho a imagem da fonte baptismal

e no povo libertado da escravidão do Egipto os mistérios do povo cristão,

fazei que todos os homens, elevados pela fé à dignidade de povo escolhido,

se tornem em Cristo nova criação pela graça do vosso Espírito.

Por Nosso Senhor....

 

Terceira Leitura

 

Monição: Uma das leituras obrigatórias nesta solene vigília pascal é a narração da libertação dos hebreus da escravidão do Egipto, operada pela intervenção direta do Senhor.

Nela tem origem a celebração da Páscoa, e recorda-nos a nossa libertação do pecado e da tirania de Satanás, operada pela misericórdia divina.

 

Êxodo 14,15-31; 15,1

 

Naqueles dias, disse o Senhor a Moisés: «Porque estás a bradar por Mim? Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha. E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto. Entretanto, vou permitir que se endureça o coração dos egípcios, que hão-de perseguir os filhos de Israel. Manifestarei então a minha glória, triunfando do Faraó, de todo o seu exército, dos seus carros e dos seus cavaleiros. Os egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor, quando Eu manifestar a minha glória, vencendo o Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros». O Anjo de Deus, que seguia à frente do acampamento de Israel, deslocou-se para a retaguarda. A coluna de nuvem que os precedia veio colocar-se atrás do acampamento e postou-se entre o campo dos egípcios e o de Israel. A nuvem era tenebrosa de um lado e do outro iluminava a noite, de modo que, durante a noite, não se aproximaram uns dos outros. Moisés estendeu a mão sobre o mar e o Senhor fustigou o mar, durante a noite, com um forte vento de leste. O mar secou e as águas dividiram-se. Os filhos de Israel penetraram no mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. Os egípcios foram atrás deles: todos os cavalos do Faraó, os seus carros e cavaleiros os seguiram pelo mar dentro.

Na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e da nuvem para o acampamento dos egípcios e lançou nele a confusão. Bloqueou as rodas dos carros, que só dificilmente conseguiam avançar. Então os egípcios disseram: «Fujamos dos israelitas, que o Senhor combate por eles contra os egípcios». O Senhor disse a Moisés: «Estende a mão sobre o mar e as águas precipitar-se-ão sobre os egípcios, sobre os seus carros e os seus cavaleiros». Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar retomou o seu nível normal, quando os egípcios fugiam na sua direcção. E o Senhor precipitou-os no meio do mar. As águas refluíram e submergiram os carros, os cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinham entrado no mar, atrás dos filhos de Israel. Nem um só escapou. Mas os filhos de Israel tinham andado pelo mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. Nesse dia, o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar. Viu também o grande poder que o Senhor exercera contra os egípcios, e o povo temeu o Senhor, acreditou n'Ele e em seu servo Moisés. Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este hino em honra do Senhor: «Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória, precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro».

 

Salmo Responsorial    Êxodo 15, 1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 1a)

 

Monição: A vitória dos israelitas sobre os egípcios é também uma profecia e antecipação da nossa vitória pascal. Pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, Deus arrebatou a humanidade ao império da escravidão do pecado e da morte. Só é escravo quem teimar EM SÊ-LO.

Demos graças ao Senhor nosso deus, fazendo nossa a oração do salmo de meditação

 

Refrão:        Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.

 

Ou:               Deus fez maravilhas: o seu nome é Senhor.

 

Cantarei ao Senhor, que fez brilhar a sua glória:

precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.

O Senhor é a minha força e a minha protecção:

a Ele devo a minha liberdade.

 

Ele é o meu Deus: eu O exalto;

Ele é o Deus de meu pai: eu O glorifico.

O Senhor é um guerreiro, Omnipotente é o seu nome;

precipitou no mar os carros do Faraó e o seu exército.

 

Os seus melhores combatentes afogaram-se no Mar Vermelho,

foram engolidos pelas ondas, caíram como pedra no abismo.

A vossa mão direita, Senhor, revelou a sua força,

a vossa mão direita, Senhor, destroçou o inimigo.

 

Levareis o vosso povo e o plantareis na vossa montanha,

na morada segura que fizestes, Senhor,

no santuário que vossas mãos construíram.

O Senhor reinará pelos séculos dos séculos.

 

Oremos.

Senhor nosso Deus, que iluminastes com a luz do Novo Testamento

as maravilhas operadas nos tempos antigos,

revelando no Mar Vermelho a imagem da fonte baptismal

e no povo libertado da escravidão do Egipto os mistérios do povo cristão,

fazei que todos os homens, elevados pela fé à dignidade de povo escolhido,

se tornem em Cristo nova criação pela graça do vosso Espírito.

Por Nosso Senhor....

 

 

Quarta Leitura

 

Monição: O profeta Isaías, com a linguagem da ternura de Deus, fala aos hebreus exilados em Babilónia, assegurando-lhes o perdão do Senhor pelos seus descaminhos e enchendo-os da esperança do regresso.

Enquanto estamos nesta vida, Deus não cessa de nos convidar à conversão pessoal.

 

Isaías 54, 5-14

 

5O teu Criador, Jerusalém, será o teu Esposo e o seu nome é ‘Senhor do Universo’. 6O teu Redentor será o Santo de Israel, que se chama ‘Deus de toda a terra’. Como a mulher abandonada e de alma aflita, o Senhor volta a chamar-te, como esposa da juventude, repudiada, diz o teu Deus. 7Por um momento abandonei-te, mas no meu grande amor volto a chamar-te. 8Num acesso de ira, escondi de ti a minha face, mas na minha misericórdia eterna tive compaixão de ti, diz o Senhor, teu Redentor. 9Comigo sucede como no tempo de Noé, quando jurei que as águas do dilúvio não mais invadiriam a terra. Assim Eu juro não tornar a irritar-Me contra ti, não voltar a ameaçar-te. 10Ainda que sejam abaladas as montanhas e vacilem as colinas, a minha misericórdia não te abandonará, a minha aliança de paz não vacilará, diz o Senhor, compadecido de ti. 11Pobre cidade, batida pela tempestade e desolada, vou assentar as tuas pedras sobre jaspe e os teus alicerces em safiras; 12vou fazer-te ameias de rubis, portas de cristal e todas as tuas muralhas de pedras preciosas. 13Todos os teus habitantes serão instruídos pelo Senhor e gozarão de uma grande paz. 14Serás fundada sobre a justiça, longe da violência, porque nada terás a temer, longe do pavor, porque não poderá atingir-te.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 29 (30), 2 e 4.5-6.11 e 12a e 13b (R. 2a)

  

Monição: O salmista convida-nos a cantar a nossa própria salvação operada por Cristo e a esperança de ter sempre os braços do Senhor abertos, quando quisermos regressar.

Que este salmo esteja nos nossos lábios e no nosso coração muitas vezes, agradecendo ao Senhor a Sua misericórdia para connosco.

 

Refrão:        Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

 

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes

e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.

Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,

vivificastes-me para não descer ao túmulo.

 

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,

e dai graças ao seu nome santo.

A sua ira dura apenas um momento

e a sua benevolência a vida inteira.

 

Ao cair da noite vêm as lágrimas

e ao amanhecer volta a alegria.

Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,

Senhor, sede Vós o meu auxílio.

 

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:

Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

 

 

Depois da última leitura do Antigo Testamento com o salmo responsorial e a oração correspondente, acendem-se as velas do altar. O sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas (Gloria in excelsis Deo), que é cantado por todos. Tocam-se os sinos, conforme os costumes locais.

Terminado o hino, o sacerdote diz a oração colecta, na forma habitual:

 

Oremos.

Deus de infinita bondade,

que fazeis resplandecer esta sacratíssima noite

com a glória da Ressurreição do Senhor,

renovai na vossa Igreja o Espírito da adopção filial,

para que, renovados no corpo e na alma,

nos entreguemos plenamente ao vosso serviço.

Por Nosso Senhor...

 

Quinta Leitura

 

Monição: São Paulo recorda-nos, na sua carta aos cristãos da Igreja de Roma que, pelo nosso Baptismo, fomos sepultados com Cristo na Sua morte e ressuscitamos com Ele, pela graça, para uma vida nova.

Devemos, pois, a partir de agora, renovar as promessas do Baptismo, para levarmos uma vida de ressuscitados em Cristo.

 

Romanos 6,3-11

 

Irmãos: 3Todos nós que fomos baptizados em Cristo fomos baptizados na sua morte. 4Fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. 5Se, na verdade, estamos totalmente unidos a Cristo por morte semelhante à sua, também o estaremos por uma ressurreição semelhante à sua. 6Bem sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que fosse destruído o corpo do pecado e não mais fôssemos escravos dele. 7Quem morreu está livre do pecado. 8Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos, 9sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer, a morte já não tem domínio sobre Ele. 10Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida é uma vida para Deus. 11Assim vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.

 

Esta leitura resume o tema central da Vigília Pascal: a passagem da morte à vida em Cristo e em nós pelo Baptismo. A nossa Páscoa é a transposição deste mistério da Morte e Ressurreição de Cristo para a nossa própria vida.

3-4 S. Paulo faz apelo à simbologia do Baptismo por imersão: o facto de ser imergido para dentro da água representa a morte e sepultura; o emergir da água, já tornado «nova criatura», significa a ressurreição, a nova vida divina. S. Paulo, ao dizer que nós «fomos baptizados na sua morte», quer dizer que nos unimos pelo Baptismo tão intimamente à morte de Cristo, destruidora de todo o pecado, que também nós morremos para o pecado, a tal ponto que este já não deve dominar mais a nossa vida. A nossa vida tem que ser uma vida de ressuscitados: «vivos para Deus, em Cristo Jesus» (v. 11). Mas nós não somos uns meros beneficiários, estranhos ao mistério pascal de Cristo: a nossa nova vida é uma vida em Cristo Jesus, pois estamos incorporados n’Ele pela fé e pelo amor, feitos membros do seu Corpo, sendo Ele a Cabeça.

 

 

Terminada a leitura da Epístola, todos se levantam.

O sacerdote entoa solenemente o Aleluia, que todos repetem. O salmista ou um cantor canta o salmo e o povo responde cantando Aleluia.

Se for necessário, o próprio salmista, em vez do sacerdote, entoa o Aleluia.

 

Salmo Responsorial    Salmo 117 (118), 1-2.16ab-17.22-23 (R. Aleluia)

 

Refrão:        Aleluia. Aleluia. Aleluia.

 

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque é eterna a sua misericórdia.

Diga a casa de Israel:

é eterna a sua misericórdia.

 

A mão do Senhor fez prodígios,

a mão do Senhor foi magnífica.

Não morrerei, mas hei-de viver

para anunciar as obras do Senhor.

 

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

Tudo isto veio do Senhor:

é admirável aos nossos olhos.

 

Para a proclamação do Evangelho não se levam círios, mas apenas incenso, se este se usar.

 

 

 

 

Evangelho

 

São Lucas 24,1-12

1No primeiro dia da semana, ao romper da manhã, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia foram ao sepulcro, levando os perfumes que tinham preparado. 2Encontraram a pedra do sepulcro removida 3e ao entrarem não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4Estando elas perplexas com o sucedido, apareceram-lhes dois homens com vestes resplandecentes. 5Ficaram amedrontadas e inclinaram o rosto para o chão, enquanto eles lhes diziam: «Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? 6Não está aqui: ressuscitou. Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: 7‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’». 8Elas lembraram-se então das palavras de Jesus. 9Voltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze, bem como a todos os outros. 10Eram Maria Madalena, Joana e Maria mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas diziam isto aos Apóstolos. 11Mas tais palavras pareciam-lhes um desvario e não acreditaram nelas. 12Entretanto, Pedro pôs-se a caminho e correu ao sepulcro. Debruçando-se, viu apenas as ligaduras e voltou para casa admirado com o que tinha sucedido.

 

A ressurreição de Jesus é um mistério, um facto de ordem sobrenatural, que se situa para além da experiência humana, mas, como acontecimento real que é, teve manifestações historicamente comprováveis. A primeira destas foi a verificação do túmulo vazio. Esta verificação não constitui uma prova da ressurreição, nem é apresentada como tal pelos quatro evangelistas, pois provoca perplexidade nas Santas Mulheres, que pensam no roubo do cadáver. O anúncio angélico da ressurreição contado por elas aos Onze, pareceu a estes «um desvario e não acreditaram nelas» (v. 11). A concordância entre os diversos relatos dos quatro Evangelhos é impressionante; as dificuldades para uma perfeita harmonização quanto a certos pormenores são mais um indício de veracidade.

João dá mais pormenores acerca da visita ao sepulcro vazio (Jo 20), ao passo que Lucas generaliza o relato. Assim, Lucas junta «Maria Madalena» às «outras mulheres» (v. 10), a qual não estaria com elas, como se depreende do IV Evangelho (cf. Jo 20,1); logo de manhã, ainda escuro teria vindo ao túmulo à frente das companheiras, e sozinha, antes de qualquer visão, tinha ido avisar os Apóstolos de que o túmulo estava vazio.

N.B. – No domingo de Páscoa podem ver-se mais comentários sobre a Ressurreição, especialmente nas notas ao Evangelho.

 

 

Sugestões para a homilia

 

• A nossa história divina

• Com Cristo Ressuscitado

 

1. A nossa história divina

 

Na pedagogia de Deus, o Antigo Testamento é uma preparação para as maravilhas que estamos a viver.

Saímos de Deus e vamos para Deus. Ao mesmo tempo, é uma figura da nossa vida na Igreja. Também nós éramos escravos, e Deus restituiu-nos à liberdade de filhos de Deus, para caminharmos rumo ao Céu.

Tudo isto nos é contado nas leituras proclamadas do AT.

Como anunciar isto às pessoas que vivem connosco, se acham, na prática, que Deus e a relação com Ele não fazem falta nenhuma e até nos estorvam de sermos felizes?

Piora esta situação o dilúvio de lama que acaba de cair sobre a face da Igreja, nos seus membros mais responsáveis. É esta a Igreja que Deus nos oferece como instrumento de Salvação?

Deus nunca perde batalhas e aproveita esta situação para nos apresentar uma igreja mais humilde e em saída, à procura dos mais carenciados.

Visão otimista do cristão. Ao narrar-nos a criação, Deus convida-nos a olhar o mundo com otimismo. E viu que tudo era bom.

Deus criou um universo por amor por nós, cheio de maravilhas que as descobertas científicas revelam, de vez em quando.

O próprio corpo humano, que um dia será revestido de imortalidade e glória, é uma obra de arte.

Deus criou-nos para partilhar connosco a Sua mesma felicidade para sempre e tornou-nos Seus filhos no Filho.

A perturbação do pecado. A inveja do demónio levou-o a tentar o homem e a desviá-lo do seu caminho de felicidade.

Mas o Filho de Deus incarnado restituiu-nos à vida divina, acolheu-nos na Igreja e nela nos oferece os meios de triunfar. É tudo uma questão de confiarmos em Jesus e O seguirmos.

Doutrina, oração e Sacramentos, de mãos dadas uns com os outros, ajudando-nos mutuamente no caminho do Céu é o programa que Ele nos entrega.

Mas às vezes vivemos de olhos fechados às realidades do Céu, como se tudo fosse mentira. Damos a Deus o que nos sobeja de tempo e disposição e encolhemos os ombros quando as pessoas mais íntimas fraquejam e desistem de ir para o Céu.

A vitória de Deus. Somos inclinados ao pessimismo, à tristeza e ao desânimo. A nossa falta de fé, nos momentos de apuros, de dificuldade, leva-nos facilmente a pensar que ninguém nos acode e, por isso, tudo está perdido e sem remédio. A tristeza, o desânimo e o pessimismo não vêm de Deus, mas do Inimigo.

A libertação dos hebreus da escravidão do Egito – leitura obrigatória nesta solene vigília – ensina-nos que Deus está do nosso lado e nada resiste ao Seu poder.

Nos momentos difíceis, lembremo-nos da nossa filiação divina e renovemos a nossa confiança inabalável em Deus.

A aventura começada no Batismo. No Batismo, o Pai fez uma Aliança de Amor connosco e nós queremos hoje renová-la, restituir-lhe o brilho da alegria e do amor.

Deus acolhe-nos como o melhor dos pais e compromete-Se a pôr à nossa disposição todos os meios para vivermos como bons filhos.

Nós comprometemo-nos a fazer a Sua vontade – Ele só quer o nosso maior bem –  e a alimentar com as Três Pessoas da Santíssima Trindade uma amizade crescente que vai continuar para sempre no Paraíso.

Façamos a renovação das promessas com alma, com sinceridade: Sim. Renuncio! Sim. Quero!

A isto nos convida S. Paulo na carta aos Romanos: Todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na sua morte. Fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.

 

2. Com Cristo Ressuscitado

 

Procuram Cristo morto. Na manhã do Domingo de Páscoa, um grupo de mulheres dirigiu-se à sepultura de Jesus. Tinham acompanhado o Mestre na vida pública, testemunharam a Sua Paixão e Morte, e queriam agora, com tempo disponível, preparar o Corpo do Senhor, como qualquer cadáver, antes de O entregar às leis da corrução.

Na tarde de Sexta Feira Santa, escasseou tempo para lavar e ungir o Corpo do Crucificado – o descanso do sábado começava pouco depois das cinco horas da tarde, com o pôr do sol – além da insegurança em que se vivia no momento em que Jesus foi sepultado.

Queriam agora lavá-lo do sangue, dos escarros e suor, substituir o lençol e ungir o Corpo com unguentos e perfumes.

«No primeiro dia da semana, ao romper da manhã, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia foram ao sepulcro, levando os perfumes que tinham preparado.»

Cristo ressuscitou dos mortos. Procuravam Cristo morto e totalmente abandonado à paz do túmulo.

Mas o sofreram o primeiro choque ao encontrarem removida do seu lugar a primeira grande mó de pedra que fechara a entrada do sepulcro.

Para aumentar o seu espanto e desgosto, o sepulcro estava vazio, pois, «ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus.» Tinha desaparecido o corpo.

Enquanto pensavam nas diversas hipóteses sobre o que tinha acontecido, dois homens com vestes resplandecentes – dois Anjos – vieram tirá-las desta perplexidade. Por momentos, ficaram cheias de vergonha, por causa desta presença inesperada.

Ouviram então a grande mensagem: «Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’».

Cristo vive. Quando nos deixamos cair no desânimo, quando nos esquecemos da Sua ajuda no momento oportuno, quando silenciamos a nossa filiação divina e alegria de filhos de Deus, estamos a proceder como se Cristo estivesse morto.

Quando rezamos, temos a convicção de que estamos a falar com uma Pessoa viva que nos vê, nos ouve e nos ama? Ou como se estivéssemos diante de um túmulo.

Dar testemunho de Cristo Ressuscitado. Embora acreditemos que Jesus ressuscitou, quem nos vê e ouve pode pensar que não acreditamos a sério, por causa das palavras e obras da nossa vida. Como havemos de manifestar a nossa fé na ressurreição?

Pelo nosso comportamento. Acreditamos e queremos viver de tal modo que participemos um dia na Sua glória.

Se Cristo vive, façamos amizade com Ele, pela nossa oração diária, recebamos a Sua ajuda pelos Sacramentos e façamos a Sus vontade cumprindo os Mandamentos.

Pela alegria e otimismo nas conversas. Falamos com tanto pessimismo como se Deus tivesse desanimado e desistido de nos salvar, ou não fosse capaz de o conseguir.

Ele está connosco. Alegremos com Maria, que viveu muito feliz com a ressurreição de Jesus.

 

Fala o Santo Padre

 

«Com Jesus, podemos realizar também nós a Páscoa, isto é, a passagem: passagem do fechamento à comunhão, da desolação ao conforto, do medo à confiança.

Não fiquemos a olhar para o chão amedrontados, fixemos Jesus ressuscitado: o seu olhar infunde-nos esperança, porque nos diz que somos sempre amados.»

1. As mulheres vão ao túmulo levando os aromas, mas temem que a viagem seja inútil, porque uma grande pedra bloqueia a entrada do sepulcro. O caminho daquelas mulheres é também o nosso caminho; lembra o caminho da salvação, que voltamos a percorrer nesta noite. Nele, parece que tudo se vai estilhaçar contra uma pedra: a beleza da criação contra o drama do pecado; a libertação da escravatura contra a infidelidade à Aliança; as promessas dos profetas contra a triste indiferença do povo. O mesmo se passa na história da Igreja e na história de cada um de nós: parece que os passos dados nunca levam à meta. E assim pode insinuar-se a ideia de que a frustração da esperança seja a obscura lei da vida.

Hoje, porém, descobrimos que o nosso caminho não é feito em vão, que não esbarra contra uma pedra tumular. Uma frase incita as mulheres e muda a história: «Porque buscais o Vivente entre os mortos?» (Lc 24, 5); porque pensais que tudo seja inútil, que ninguém possa remover as vossas pedras? Porque cedeis à resignação ou ao fracasso? A Páscoa, irmãos e irmãs, é a festa da remoção das pedras. Deus remove as pedras mais duras, contra as quais vão embater esperanças e expetativas: a morte, o pecado, o medo, o mundanismo. A história humana não acaba frente a uma pedra sepulcral, já que hoje mesmo descobre a «pedra viva» (cf. 1 Ped 2, 4): Jesus ressuscitado. Como Igreja, estamos fundados sobre Ele e, mesmo quando desfalecemos, mesmo quando somos tentados a julgar tudo a partir dos nossos fracassos, Ele vem fazer novas todas as coisas, inverter as nossas deceções. Nesta noite, cada um é chamado a encontrar, no Vivente, Aquele que remove do coração as pedras mais pesadas. Perguntemo-nos, antes de mais nada: Qual é a minha pedra a ser removida, como se chama esta pedra?

Muitas vezes, a esperança é obstruída pela pedra da falta de confiança. Quando se dá espaço à ideia de que tudo corre mal e que sempre vai de mal a pior, resignados, chegamos a crer que a morte seja mais forte que a vida e tornamo-nos cínicos e sarcásticos, portadores dum desânimo doentio. Pedra sobre pedra, construímos dentro de nós um monumento à insatisfação, o sepulcro da esperança. Lamentando-nos da vida, tornamos a vida dependente das lamentações e espiritualmente doente. Insinua-se, assim, uma espécie de psicologia do sepulcro: tudo termina ali, sem esperança de sair vivo. Mas, eis que surge a pergunta desafiadora da Páscoa: Porque buscais o Vivente entre os mortos? O Senhor não habita na resignação. Ressuscitou, não está lá; não O procures, onde nunca O encontrarás: não é Deus dos mortos, mas dos vivos (cf. Mt 22, 32). Não sepultes a esperança!

Há uma segunda pedra que, muitas vezes, fecha o coração: a pedra do pecado. O pecado seduz, promete coisas fáceis e prontas, bem-estar e sucesso, mas, depois, dentro deixa solidão e morte. O pecado é procurar a vida entre os mortos, o sentido da vida nas coisas que passam. Porque buscais o Vivente entre os mortos? Porque não te decides a deixar aquele pecado que, como pedra à entrada do coração, impede à luz divina de entrar? Porque, aos lampejos cintilantes do dinheiro, da carreira, do orgulho e do prazer, não antepões Jesus, a luz verdadeira (cf. Jo 1, 9)? Porque não dizes às vaidades mundanas que não é para elas que vives, mas para o Senhor da vida?

2. Voltemos às mulheres que vão ao sepulcro de Jesus… À vista da pedra removida, sentem-se perplexas; ao ver os anjos, ficam – diz o Evangelho – «amedrontadas» e «voltam o rosto para o chão» (Lc 24, 5). Não têm a coragem de levantar o olhar. E quantas vezes nos acontece o mesmo! Preferimos ficar encolhidos nos nossos limites, escondidos nos nossos medos. É estranho! Mas, por que o fazemos? Muitas vezes porque, no fechamento e na tristeza, somos nós os protagonistas, porque é mais fácil ficarmos sozinhos nas celas escuras do coração do que abrir-nos ao Senhor. E, todavia, só Ele levanta. Uma poetisa escreveu: «Só conhecemos a nossa altura, quando somos chamados a levantar-nos» (E. Dickinson, Nunca sabemos quão alto estamos nós). O Senhor chama-nos para nos levantarmos, ressuscitarmos à sua Palavra, olharmos para o alto e crermos que estamos feitos para o Céu, não para a terra; para as alturas da vida, não para as torpezas da morte: Porque buscais o Vivente entre os mortos?

Deus pede-nos para olharmos a vida como a contempla Ele, que em cada um de nós sempre vê um núcleo incancelável de beleza. No pecado, vê filhos carecidos de ser levantados; na morte, irmãos carecidos de ressuscitar; na desolação, corações carecidos de consolação. Por isso, não temas! O Senhor ama esta tua vida, mesmo quando tens medo de a olhar de frente e tomar a sério. Na Páscoa, mostra-te quanto a ama. Ama-a a ponto de a atravessar toda, experimentar a angústia, o abandono, a morte e a mansão dos mortos para de lá sair vitorioso e dizer-te: «Não estás sozinho, confia em Mim!» Jesus é especialista em transformar as nossas mortes em vida, os nossos lamentos em dança (cf. Sal 30, 12). Com Ele, podemos realizar também nós a Páscoa, isto é, a passagem: passagem do fechamento à comunhão, da desolação ao conforto, do medo à confiança. Não fiquemos a olhar para o chão amedrontados, fixemos Jesus ressuscitado: o seu olhar infunde-nos esperança, porque nos diz que somos sempre amados e que, não obstante tudo o que possamos combinar, o amor d’Ele não muda. Esta é a certeza não negociável da vida: o seu amor não muda. Perguntemo-nos: Na vida, para onde olho? Contemplo ambientes sepulcrais ou procuro o Vivente?

3. Porque buscais o Vivente entre os mortos? As mulheres escutam a advertência dos anjos, que acrescentam: «Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia» (Lc 24, 6). Aquelas mulheres tinham esquecido a esperança, porque não recordavam as palavras de Jesus, a chamada que lhes fez na Galileia. Perdida a memória viva de Jesus, ficam a olhar o sepulcro. A fé precisa de voltar à Galileia, reavivar o primeiro amor com Jesus, a sua chamada: precisa de O recordar, ou seja – literalmente –, de voltar com o coração para Ele. Voltar a um amor vivo para com o Senhor é essencial; caso contrário, tem-se uma fé de museu, não a fé pascal. Mas Jesus não é um personagem do passado, é uma Pessoa vivente hoje; não Se conhece nos livros de história, encontra-Se na vida. Hoje, repassemos na memória o momento em que Jesus nos chamou, quando venceu as nossas trevas, resistências, pecados, como nos tocou o coração com a sua Palavra.

Irmãos e irmãs, voltemos à Galileia.

Recordando Jesus, as mulheres deixam o sepulcro. A Páscoa ensina-nos que o crente se detém pouco no cemitério, porque é chamado a caminhar ao encontro do Vivente. Perguntemo-nos: na minha vida, para onde caminho? Sucede às vezes que o nosso pensamento se dirija continua e exclusivamente para os nossos problemas, que nunca faltam, e vamos ter com o Senhor apenas para nos ajudar. Mas, deste modo, são as nossas necessidades que nos orientam, não Jesus. E continuamos a buscar o Vivente entre os mortos. E quantas vezes, mesmo depois de ter encontrado o Senhor, voltamos entre os mortos, repassando intimamente saudades, remorsos, feridas e insatisfações, sem deixar que o Ressuscitado nos transforme! Queridos irmãos e irmãs, na vida demos o lugar central ao Vivente. Peçamos a graça de não nos deixarmos levar pela corrente, pelo mar dos problemas; a graça de não nos estilhaçarmos contra as pedras do pecado e os rochedos da desconfiança e do medo. Procuremo-Lo a Ele, deixemo-nos ser procurados por Ele, procuremo-Lo em tudo e antes de tudo. E com Ele, ressuscitaremos.

        Papa Francisco, Homilia, Basílica Vaticana, 20 de abril de 2019

 

Liturgia baptismal

 

Introdução

 

Depois de termos escutado e meditado a Palavra de Deus iremos continuar a nossa celebração participando na Liturgia Baptismal. Invocaremos a intercessão de todos os santos, a fim de que a nossa oração contribua para uma consciencialização mais efectiva da missão que a todos nós nos é cometida pela recepção do sacramento do Baptismo.

 

O sacerdote, acompanhado dos ministros, dirige-se para a fonte baptismal, se esta se encontra à vista dos fiéis; caso contrário, coloca-se um recipiente com água no presbitério.

Se houver catecúmenos para serem baptizados, faz-se a respectiva chamada; são apresentados pelos padrinhos, ou, se forem crianças, são levados pelos pais e padrinhos à presença da assembleia eclesial.

O sacerdote faz aos presentes uma admonição com estas palavras ou outras semelhantes:

 

– Se há administração do Baptismo:

 

Ajudemos com as nossas preces estes nossos irmãos, preparados para receberem a vida nova do Baptismo. Oremos a Deus nosso Pai, para que, na sua grande misericórdia, os guie e acompanhe até à fonte baptismal.

 

– Se não há administração do Baptismo, mas apenas a bênção da fonte baptismal:

 

Supliquemos a Deus nosso Pai que santifique esta água, para que todos os que nela receberem a vida nova do Baptismo, sejam incorporados em Cristo e contados entre os filhos de Deus.

 

Dois cantores entoam as Ladainhas e todos, de pé (em virtude do Tempo Pascal), respondem.

 

Se a procissão para o Baptistério é longa, as Ladainhas cantam-se durante a procissão. Neste caso, os baptizandos são chamados antes da procissão. Esta organiza-se do modo seguinte: à frente, o círio pascal; em seguida, os catecúmenos acompanhados dos padrinhos; depois, o sacerdote acompanhado dos ministros. A admonição faz-se antes da bênção da água.

 

Se não houver baptizandos nem bênção da fonte baptismal, omitem-se as Ladainhas e faz-se imediatamente a bênção da água (n. 45).

 

Nas Ladainhas podem acrescentar-se alguns nomes de Santos, sobretudo o do titular da igreja, dos padroeiros do lugar e dos baptizandos.

 

A invocação Senhor, tende piedade de nós pode ser substituída por Senhor, misericórdia ou Kyrie, eleison, como na Missa.

 

Ladainha dos Santos

 

Senhor, tende piedade de nós.                                             Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.                                Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.                                             Senhor, tende piedade de nós.

 

Santa Maria, Mãe de Deus,                                                  rogai por nós.

São Miguel,                                                                            rogai por nós.

Santos Anjos de Deus,                                                                         rogai por nós.

São João Baptista,                                                                 rogai por nós.

São José,                                                                               rogai por nós.

São Pedro e São Paulo,                                                        rogai por nós.

Santo André,                                                                                         rogai por nós.

São João,                                                                               rogai por nós.

Santa Maria Madalena,                                                         rogai por nós.

Santo Estêvão,                                                                       rogai por nós.

Santo Inácio de Antioquia,                                                     rogai por nós.

São Lourenço,                                                                        rogai por nós.

São João de Brito,                                                                 rogai por nós.

Santa Perpétua e Santa Felicidade,                                     rogai por nós.

Santa Inês,                                                                             rogai por nós.

 

São Gregório,                                                                        rogai por nós.

Santo Agostinho,                                                                   rogai por nós.

Santo Atanásio,                                                                     rogai por nós.

São Basílio,                                                                                           rogai por nós.

São Martinho,                                                                        rogai por nós.

São Bento,                                                                             rogai por nós.

São Martinho de Dume, São Frutuoso e São Geraldo,      rogai por nós.

São Teotónio,                                                                        rogai por nós.

São Francisco e São Domingos,                                                         rogai por nós.

Santo António de Lisboa,                                                      rogai por nós.

 

São João de Deus,                                                                rogai por nós.

São Francisco Xavier,                                                                          rogai por nós.

São João Maria Vianney,                                                      rogai por nós.

Santa Isabel de Portugal,                                                      rogai por nós.

Santa Catarina de Sena,                                                       rogai por nós.

Santa Teresa de Jesus,                                                                       rogai por nós.

Santa Beatriz da Silva,                                                                         rogai por nós.

Todos os Santos e Santas de Deus,                                    rogai por nós.

 

Sede-nos propício,                                                                 livrai-nos, Senhor.

De todo o mal                                                                        livrai-nos, Senhor.

De todo o pecado                                                                  livrai-nos, Senhor.

Da morte eterna                                                                     livrai-nos, Senhor.

 

Pela vossa encarnação,                                                                       livrai-nos, Senhor.

Pela vossa morte e ressurreição,                                                        livrai-nos, Senhor.

Pela efusão do Espírito Santo,                                                            livrai-nos, Senhor.

 

A nós, pecadores,                                                                  ouvi-nos, Senhor.

 

Se houver baptizandos:

 

Dignai-Vos dar uma vida nova a estes eleitos

pela graça do Baptismo,                                                        ouvi-nos, Senhor.

 

Se não houver baptizandos:

Santificai esta água, para o renascimento

espiritual dos vossos filhos,                                                  ouvi-nos, Senhor.

 

Jesus, Filho de Deus,                                                                           ouvi-nos, Senhor.

Cristo, ouvi-nos.                                                                     Cristo, ouvi-nos.

Cristo, atendei-nos.                                                                Cristo, atendei-nos.

 

Bênção da água

 

Senhor nosso Deus: Pelo vosso poder invisível, realizais maravilhas nos vossos sacramentos. Ao longo dos tempos preparastes a água para manifestar a graça do Baptismo.

Logo no princípio do mundo, o vosso Espírito pairava sobre as águas, prefigurando o seu poder de santificar.

Nas águas do dilúvio destes-nos uma imagem do Baptismo, sacramento da vida nova, porque as águas significam ao mesmo tempo o fim do pecado e o princípio da santidade.

Aos filhos de Abraão fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho, para que esse povo, liberto da escravidão, fosse a imagem do povo santo dos baptizados.

 

O vosso Filho, Jesus Cristo, ao ser baptizado por João Baptista nas águas do Jordão, recebeu a unção do Espírito Santo; suspenso na cruz, do seu lado aberto fez brotar sangue e água e, depois de ressuscitado, ordenou aos seus discípulos: «Ide e ensinai todos os povos e baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

Olhai agora, Senhor, para a vossa Igreja e dignai-Vos abrir para ela a fonte do Baptismo. Receba esta água, pelo Espírito Santo, a graça do vosso Filho Unigénito, para que o homem, criado à vossa imagem, no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo.

 

Introduzindo, conforme as circunstâncias, o círio pascal, uma ou três vezes na água, continua:

 

Desça sobre esta água, Senhor, por vosso Filho, a virtude do Espírito Santo,

 

com o círio na água, prossegue:

 

para que todos, sepultados com Cristo na sua morte pelo Baptismo, com Ele ressuscitem para a vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Retira o círio da água; entretanto, o povo faz a seguinte aclamação ou outra semelhante:

 

Fontes do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-O e exaltai-O para sempre.

 

Cântico: Fontes do Senhor – C. Silva, OC, pg 125

 

Os catecúmenos, cada um por sua vez, renunciam ao demónio, professam a fé e são baptizados.

Os catecúmenos adultos, porém, se está presente o Bispo ou um sacerdote com poderes para confirmar, recebem também a Confirmação.

 

 

Bênção da água lustral

 

Se não houver baptizandos nem bênção da água baptismal, o sacerdote procede à bênção da água, dizendo a admonição e oração seguintes:

 

Oremos, irmãos caríssimos, a Deus nosso Senhor, suplicando-Lhe que Se digne abençoar esta água, que vai ser aspergida sobre nós para memória do nosso Baptismo, e nos renova interiormente, a fim de permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

 

Todos oram em silêncio durante alguns momentos. Depois, o sacerdote diz:

 

Senhor nosso Deus, estai connosco e assisti ao vosso povo em vigília nesta sacratíssima noite. Ao celebrarmos a obra admirável da nossa criação e a maravilha ainda maior da nossa redenção, dignai-Vos abençoar esta água.

Vós a criastes para dar fecundidade à terra e frescura e pureza aos nossos corpos. Vós a fizestes instrumento de misericórdia, libertando da escravidão o vosso povo e matando a sua sede no deserto. Por meio dos Profetas, Vós a proclamastes sinal da nova aliança que quisestes estabelecer com os homens.

Finalmente, nas águas do Jordão, santificadas por Cristo, inaugurastes o sacramento da regeneração espiritual, que renova a nossa natureza humana, libertando-a da corrupção do pecado.

Esta água, Senhor, nos faça reviver o Baptismo que recebemos e nos leve a participar na alegria dos nossos irmãos baptizados na Páscoa de Cristo Nosso Senhor, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Renovação das promessas do Baptismo

 

Monição: Pelo Baptismo tornamo-nos novas criaturas, renascemos para a vida em Cristo e renunciamos a todo o mal. Renovemos, então, as promessas feitas nesse dia, com o firme propósito de procurarmos ser fiéis ao encontro pessoal com Jesus.

Terminado o rito do Baptismo (e da Confirmação), ou, se este não se realizou, depois da bênção da água, todos os presentes, de pé, com as velas acesas na mão, renovam as promessas do Baptismo.

O sacerdote dirige-se aos fiéis com estas palavras ou outras semelhantes:

 

Irmãos caríssimos:

Pelo mistério pascal, fomos sepultados com Cristo no Baptismo, para vivermos com Ele uma vida nova. Por isso, tendo terminado os exercícios da observância quaresmal, renovemos as promessas do santo Baptismo, pelas quais renunciámos outrora a Satanás e às suas obras e prometemos servir fielmente a Deus na santa Igreja católica.

 

Sacerdote:  Renunciais a Satanás?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Sacerdote: E a todas as suas obras?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Sacerdote: E a todas as suas seduções?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Ou

 

Sacerdote: Renunciais ao pecado, para viverdes na liberdade dos filhos de Deus?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Sacerdote: Renunciais às seduções do mal, para que o pecado não vos escravize?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Sacerdote: Renunciais a Satanás, que é o autor do mal e pai da mentira?

Todos:        Sim, renuncio.

 

Se convier, esta segunda fórmula pode ser adaptada pelas Conferências Episcopais às circunstancias do tempo e do lugar.

Depois o sacerdote continua:

 

Sacerdote: Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?

Todos:        Sim, creio.

 

Sacerdote: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai?

Todos:        Sim, creio.

 

Sacerdote: Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?

Todos:        Sim, creio.

 

Sacerdote: Deus todo-poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo e nos perdoou todos os pecados, nos guarde com a sua graça, em Jesus Cristo Nosso Senhor, para a vida eterna.

 

Todos:        Amen.

 

 

O sacerdote asperge o povo com água benta, enquanto todos cantam a antífona seguinte ou outro cântico de índole baptismal:

 

Vi a água sair do lado direito do templo. Aleluia.

E todos aqueles a quem chegou esta água foram salvos. Aleluia. Aleluia.

 

 

Entretanto os neófitos são conduzidos para os seus lugares no meio da assembleia dos fiéis.

Se a bênção da água baptismal não tiver sido feita no baptistério, os ministros levam com reverência o recipiente da água para o baptistério.

Se não houve bênção da água baptismal, a água benta coloca-se num lugar conveniente.

Feita a aspersão, o sacerdote volta para a sua sede e, omitindo o Credo, dirige a oração universal, em que os neófitos participam pela primeira vez.

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

A Cristo, que Se levantou vitorioso do túmulo,

elevemos as nossas orações cheios de alegria,

para que o Céu se una à terra neste dia feliz

e o homem se encontre se verdade com Deus.

Oremos (cantando), com a alma em festa:

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa prece.

 

1. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro,

    para que dê a vida eterna aos que n’Ele acreditam,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa prece.

 

2. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro,

    para que inunde hoje com a sua paz a terra inteira,

    oremos, irmãos.

   

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa prece.

 

3. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro,

    para que dissipe as trevas do pecado com a Sua luz,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa prece.

 

4. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro,

    para que encha da verdadeira alegria os que estão tristes,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa prece.

 

5. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro,

    para que faça de cada um de nós, Seus discípulos fiéis,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa prece.

 

6. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro,

    para que acolha na alegria do Céu os nossos defuntos,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa prece.

 

Senhor Jesus Cristo, Ressuscitado dos mortos

que sois glorificado pelos Anjos no Céu

e, na terra, pelas aclamações dos fiéis,

salvai e inundai de misericórdia

a santa Igreja, vossa Esposa e nossa Mãe.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

As leituras desta noite santa encheram de luz o nosso caminho, para seguirmos Jesus até à glorificação final.

Jesus quer agora que a celebração desta Páscoa seja vivida em plenitude. Dentro de momentos vai oferecer-Se-nos como o verdadeiro Cordeiro Pascal, no Sacramento da Eucaristia.

 

Cântico do ofertório: Rainha dos Céus alegrai-vos – J. F. Silva, NRMS, 17

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, com estas oferendas, as orações dos vossos fiéis e fazei que o sacrifício inaugurado no mistério pascal por vossa graça nos sirva de remédio para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade nesta noite]: p. 53

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.

 

Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Santo: F. Silva, NRMS, 14

 

Saudação da Paz

 

Vivamos esta Páscoa numa verdadeira reconciliação com todas as pessoas que partilham a vida connosco.

Coloquemos Jesus Cristo Ressuscitado no centro da nossa vida e teremos a verdadeira paz que ambicionamos.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Se Cristo não tivesse ressuscitado, como poderia dar-Se-nos na Santíssima Eucaristia?

Enquanto no aproximamos para receber o verdadeiro Corpo de Cristo Ressuscitado, avivemos a fé na Presença Real do Senhor.

 

Cântico da Comunhão: Cristo, nosso Cordeiro Pascal – M. Simões, NRMS, 25   

1 Cor 5, 7-8

Antífona da comunhão: Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado: celebremos a festa com o pão ázimo da pureza a da verdade. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Aclamai o Senhor, terra inteira – J. Santos, NRMS, 48

 

Oração depois da comunhão: Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor aqueles que saciastes com os sacramentos pascais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Conservemos a nossa alma em festa – na graça de Deus – fazendo que a nossa vida seja uma Páscoa perene.

 

Cântico final: Vencida foi a morte – J. S. Bach, NRMS, 57

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Fernando Silva

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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