6º Domingo Comum

12 de Fevereiro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ouçamos a palavra, M. Faria, NRMS 6 (II)

Salmo 30, 3-4

Antífona de entrada: Sede a rocha do meu refúgio, Senhor, e a fortaleza da minha salvação. Para glória do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nos últimos domingos temos vindo a ler S. Marcos que nos conta o ministério de Jesus na Galileia. A acção apostólica, o poder e as curas realizadas por Jesus, sua vida e na ida à sinagoga de Cafarnaum. Eis o poder, a bondade e a liberdade de Jesus em relação à Lei. E a proposta de uma opção séria e decidida de modo a ajudar-nos a tirar proveito desta celebração em que temos Jesus connosco. Ele está no meio de nós. Possa cada um viver com maior intensidade a graça deste encontro e banquete divino, e a nossa missa torna-se uma fonte de alegria e de esperança.

 

Oração colecta: Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Levítico apresenta-nos a lei da pureza e as categorias de puro e impuro os costumes judaicos que levam a tratar com diferença as pessoas conforme a sua situação legal.

 

Levítico 13, 1-2.44-46

1O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo: 2«Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão ou a algum dos sacerdotes, seus filhos.44O leproso com a doença declarada 45usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará: ‘Impuro, impuro!’ 46Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».

 

Temos aqui uma pequena amostra da legislação judaica sobre a lepra, uma legislação mais religiosa do que profilática, englobando diversas doenças de pele. A lepra era considerada a pior de todas as doenças e como que uma maldição de Deus, constituindo a pessoa num estado de impureza legal. O leproso era um proscrito, impedido da convivência social, obrigado a guardar determinadas distâncias das pessoas e a avisar quando alguém se aproximava.

1 «O Senhor falou a Moisés e Aarão». Não se entende no sentido de as leis do Levítico, concretamente a chamada «Lei de pureza» (Lev 11 – 16), terem sido directamente reveladas por Deus a Moisés, mas no sentido de que Yahwéh guiou a Moisés na compilação, adaptação e adopção de leis, em grande parte comuns a outros povos; desta maneira elas se tornavam a vontade de Deus para aquele povo.

45 «Impuro». Sobre o conceito de pureza legal, ver supra, nota ao v. 24 do Evangelho da festa da Apresentação do Senhor.

 

Salmo Responsorial    Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)

 

Monição: A busca de Deus e a oração do salmista anima toda a via daquele que ora e reza os salmos à luz do Novo Testamento. O salmista põe toda a confiança no Senhor.

 

Refrão:         Sois o meu refúgio, Senhor;

Dai-me a alegria da vossa salvação.

 

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.

 

Confessei-Vos o meu pecado

e não escondi a minha culpa.

Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta

e logo me perdoastes a culpa do pecado.

 

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,

fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,

exultai, vós todos os que sois rectos de coração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O Apóstolo apresenta-se como exemplo no seguimento do Senhor. Diz mesmo: sede meus imitadores como eu o sou de Cristo.

 

1 Coríntios 10, 31 – 11, 1

Irmãos: 31Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. 32Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à Igreja de Deus. 33Fazei como eu, que em tudo procuro agradar a toda a gente, não buscando o próprio interesse, mas o de todos, para que possam salvar-se. 1Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo.

 

A leitura com que se concluem neste ano B os retalhos a ler da 1ª aos Coríntios é a conclusão final da longa discussão acerca de comer ou não comer os idolótitos.

31 «Fazei tudo para glória de Deus». Como sucede mais vezes nesta epístola, S. Paulo, querendo resolver um caso particular (aqui o da comida das carnes imoladas nos cultos idolátricos e vendidas na praça) enuncia princípios de uma validade universal. Nesta passagem temos uma dessas maravilhosas regras de oiro que resumem toda a moral e espiritualidade cristã.

32 «A Igreja de Deus». S. Paulo designa como Igreja não apenas as comunidades locais, mas também, outras vezes, toda a Igreja universal, que parece ser a visada aqui, como o é no cap. 12, 28 e sobretudo nas epístolas do cativeiro.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 7, 16

 

Monição: A misericórdia do Senhor é clara e imediata para com aqueles que buscam o seu auxílio.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Apareceu entre nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 40-45

Naquele tempo, 40veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». 41Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo». 42No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo. 43Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: 44«Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». 45Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.

 

No relato da cura do leproso não se evidencia apenas o poder e a compaixão de Jesus, mas também a superação da lei antiga, que, como determinava o Lv 13 (cf. 1ª leitura de hoje), declarava impuro o contacto com um leproso. Com efeito, sem que fosse necessário, Jesus «estendeu a mão e tocou-lhe» (v. 41).

40 «Se quiseres, podes curar-me». A oração do leproso é um modelo acabado de oração no que se refere à fé no poder de Jesus e à confiança na sua bondade. Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «Não disse: se Tu o pedires a Deus; mas apenas: se Tu o queres. E a Deus, que é misericordioso, não é preciso pedir-lhe, basta expor-lhe a nossa necessidade».

44 «Não digas nada a ninguém». Trata-se da já antes referida «disciplina do segredo messiânico», que Jesus recomendava, especialmente no princípio da vida pública. O povo devia-se ir convencendo pouco a pouco do carácter do messianismo de Jesus que era espiritual, não político. Doutro modo, prestava-se a ser instrumentalizada pelos nacionalistas exaltados, provocando-se assim uma intervenção romana que impediria a missão do Senhor (cf. Mt 8, 4; 9, 30; 16, 20; 17, 19). Uma divulgação intensiva dos seus milagres acarretaria compreensíveis efervescências populares à volta de Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

Missão salvadora

A doença espiritual

O poder divino

Missão salvadora

A realidade mostra-se nos um mundo tocado por sombras, perigos e doenças que ferem e fazem sofrer. A dor acompanha a humanidade no decurso da história. Na Bíblia o mal físico, a doença e a lepra esperam um libertador. Esse libertador é anunciado como o Messias. Quando Jesus começa a pregar o Reino vem como o Messias anunciado e os evangelistas salientam essa circunstância. Jesus vem e prova o seu poder sobre as doenças, a lepra e o pecado de que Ele quer salvar o homem. O evangelista realça o poder divino de Jesus, a sua bondade e a sua atenção aos que sofrem como no caso do leproso que se aproxima do divino Taumaturgo. Jesus deixa-se tocar pelo leproso e este fica curado e vai anunciar o que lhe aconteceu e a missão salvadora de Jesus é divulgada por toda a parte.

O passado torna-se actual hoje na nossa vida e na vida dos irmãos para interiorizar a presença de Jesus vivo e actual a propor ao mundo contemporâneo a lançar-se para o futuro que nos espera.

Na Igreja cada cristão é uma profecia do futuro ao receber e anunciar na vida pessoal e comunitária o tesouro da graça. A doença e a lepra é a imagem do pecado que Jesus vem curar, do qual todo o cristão pode purificar-se deixando-se tocar por Jesus, aceitando essa missão salvadora, essa tarefa nobre que ninguém pode deixar para os outros. Ouve-se tantas vezes falar na falta de colaboradores nas tarefas da Igreja. Talvez a razão é a falta de fé e de coragem, ao contrário do leproso que se aproximou de Jesus. Há muito respeito humano, mesmo a encobrir virtudes e qualidades bem nobres de tantos cristãos. É preciso não ter medo, difundir por toda a parte os dons de Deus, sentir e mostrar a alegria de pertencer ao povo de Deus, a Igreja dos nossos dias, da nossa vida, a nossa Igreja do tempo em que vivemos. A missão do Salvador continua.

A doença espiritual

As realidades físicas, sensíveis aos sentidos, referidas nos livros santos, particularmente na 1.ª leitura e no Evangelho de hoje, são imagem de realidades espirituais mais profundas. O pecado é a maior doença espiritual. A vida em Deus e para Deus é muitas vezes dificultada pelo pecado. Urge falar de pecado nas suas diversas vertentes, sempre como desobediência a Deus e atentado à dignidade humana. Os mandamentos e a consciência tornam-se norma de vida quando o cristão bem esclarecido e de boa vontade quer escutar Deus. Não foge d’Ele e segue as exortações que lhe são dirigidas, quer pela própria consciência, quer pelas exortação da Igreja, quer pela leitura atenta dos Livros Santos e a escuta desta mensagem hoje apresentada a toda assembleia cristã.

A vida corporal é sustentada pelo alimento material. A vida espiritual deve ser alimentada por Cristo e todos os seus dons. A oração e louvor à Santíssima Trindade, a reconciliação permanente ao amor de Deus, que tendo criado o mundo e o homem, vem ter connosco na pessoa de seu Filho vivo e ressuscitado no meio de nós aqui e agora, na vida de cada um a realizar o seu ministério, a curar da doença espiritual que nos ameaça. Com Ele a força e a vida que purifica do pecado e vence toda a doença espiritual que nos aflige.

O poder divino

A lepra é considerada como uma impureza que isola da comunidade. Jesus mostra que este sistema de exclusão esmaga as pessoas e pelo seu gesto e poder divino, pela sua palavra soberana purifica o leproso e reintegra-o na sociedade. Ele envia o leproso aos sacerdotes, não para cumprir prescrições de ritual dos judeus, mas para confirmar a sua reinserção. Sobretudo manifesta o seu poder divino. Esta passagem do Evangelho realça algumas atitudes de Jesus: Compadecido, estendeu a mão… e curou-o. A recusa de Jesus em relação à publicidade da cura não é que Jesus se queira esconder. Ele quer dar tempo a que os circunstantes se apercebam do seu poder divino e da sua misericórdia para com os humildes.

De resto não são os gestos rituais e formais que têm valor diante de Cristo, mas a decisão humilde e confiante do leproso que faz Jesus compadecer-se e responder ao seu pedido. A purificação ritual pode não corresponder à purificação do coração se não é verdadeira e sincera. É o sentido da grandeza e santidade de Deus que converte e purifica o homem.

S. Paulo recomenda-nos n 2.ª leitura: Fazei tudo para glória de Deus.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, neste domingo em que a palavra do Senhor

nos propõe uma opção clara e o reconhecimento humilde das nossas fraquezas,

peçamos a graça da perseverança nos bons propósitos,

assim como os dons de bem e felicidade para todos os nossos irmãos.

 

1.  Pelo Santo Padre e pela Igreja sempre atenta e vigilante

à espera do Senhor que realiza o ministério salvador pelo seu poder divino,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos bispos, sacerdotes e missionários,

pelos homens e mulheres de apostolado que encontram dificuldades na sua missão,

para que Jesus seja sempre a sua fortaleza,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos responsáveis pela condução civil dos cidadãos

para que desempenhem o seu dever com generosidade

e manifestem o interesse pelo bem comum,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos povos de todas as nações

para que ninguém seja descriminado ou excluído

na busca de interesses justos que lhe são devidos,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos familiares e amigos

que não puderam participar hoje nesta celebração dominical de fé e caridade,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos familiares, benfeitores, amigos e conterrâneos

que neste dia lembramos com saudade,

para que o Senhor lhes dê o eterno descanso,

oremos, irmãos.

 

Atendei, Senhor a nossa oração e concedei-nos a nós a aos nossos irmãos

as graças que vos pedimos. Por nosso Senhor…

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que estes dons sagrados nos purifiquem e renovem, para que, obedecendo sempre à vossa vontade, alcancemos a recompensa eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor nas canseiras da sua vida pública nos guia, cura, conduz e salva. Ele apresenta hoje para nós motivos de opção e escolha para toda a vida da Igreja, como prometeu aos discípulos.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós, Senhor, está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 77, 24.29

Antífona da comunhão: O Senhor deu-lhes o pão do Céu: comeram e ficaram saciados.

 

Ou

Jo 3, 16

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito. Quem acredita n'Ele tem a vida eterna.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, concedei-nos a graça de buscarmos sempre aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A vida do cristão é uma peregrinação contínua. Por vezes surgem dificuldades e perigos que urge ultrapassar sem medo. Cristo é a nossa força, o médico divino das fraquezas e pecados. Ele acompanha-nos sempre e ajuda a ultrapassar todos os obstáculos.

 

Cântico final: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

6ª SEMANA

 

feira, 13-II: Os sinais da celebração sacramental.

Tg. 1, 1-11 / Mc. 8, 11-13

Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes: por que pede esta geração um sinal?

Embora Jesus se tenha recusado a dar um sinal do céu aos fariseus, ele serviu-se de muitos sinais: na criação, nas curas, na nova Aliança, etc., porque Ele próprio é o sentido de todas esses sinais (cf. CIC, 1151).

Cada celebração sacramental é um diálogo com Deus, através de palavras e acções. É necessário pois que a Palavra de Deus e a nossa resposta de fé dêem valor a estas acções (cf. CIC, 1153). S. Tiago (cf. Leit.) aconselha-nos a pedir e a actuar com fé, pois aquele que hesita é agitado como as ondas do mar, lançadas pelo vento de um lado para o outro.

 

feira, 14-II: S. Cirilo e Metódio: Dificuldades no anúncio da palavra de Deus.

Act. 13, 46-49 / Lc. 10, 1-9

Uma vez, porém, que a rejeitais (a palavra de Deus)... vamos voltar-nos para os pagãos, pois assim nos mandou o Senhor.

O Senhor tinha designado 72 discípulos e enviou-os em missão, de dois em dois, a todas as cidades (cf. Ev.). Como em muitos lugares foram rejeitados foi necessário voltar-se para os pagãos (cf. Leit.). Esta cena repetiu-se no século IX com os irmãos Cirilo e Metódio, que partiram a evangelizar os povos eslavos (cf. Oração).

Além de uma intensa actividade missionária, conseguiram também preparar os textos litúrgicos em língua eslava, utilizando as letras do chamado ‘alfabeto cirílico’. Saibamos ultrapassar as dificuldades para que a palavra de Deus chegue a mais pessoas.

 

feira, 15-II: O valor dos sinais sacramentais.

Tg. 1, 19-27 / Mc. 8, 22-26

Depois deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou-lhe: vês alguma coisa?

Nesta passagem encontramos dois sinais utilizados por Jesus: a saliva e a imposição das mãos (cf. Ev.).

A saliva é um sinal sensível através do qual Jesus cura um cego. Depois de Pentecostes, é o Espírito Santo que opera a santificação através dos sinais sacramentais (cf. CIC 1152). A imposição das mãos é usada por Jesus para curar doentes e abençoar as crianças. Mas, depois da efusão do Espírito Santo, a Igreja continua a usá-la nas cerimónias e epicleses sacramentais (cf. CIC, 699). Descubramos os novos efeitos dos sinais sacramentais.

 

feira, 16-II: Ignorância sobre Jesus.

Tg. 2, 1-9 / Mc. 8, 27-33

Jesus perguntou-lhes: E quem dizeis vós que eu sou? Pedro tomou a palavra:... Tu és o Messias.

Também actualmente muitas pessoas não saberiam responder à pergunta de Jesus (cf. Ev.). Muitas terão apenas uma vaga ideia; outras, ideias deformadas... mas muito poucas chegariam ao Jesus Redentor e Salvador da humanidade.

A maior ignorância será talvez idêntica à de Pedro, quando ele não entendeu o valor salvífico da Redenção, de tal modo que quis impedir Jesus de sofrer a paixão e morte. Já dizia S. Jerónimo: quem não conhece os Evangelhos é um ignorante. E de facto é nos Evangelhos que aprendemos tantas coisas: amor fraterno, sofrimento, dor, vida eterna, perdão, arrependimento, etc.

 

feira, 17-II: Sete Fundadores Ordem dos Serviras: A fé, as obras e a Cruz.

Tg. 2, 14- 24. 26 / Mc. 8, 34-39

Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé.

«A fé sem as obras está pura e simplesmente morta» (Leit.). É muito difícil estarmos fielmente unidos a Cristo, aceitando as suas palavras, sem que as nossas obras sejam coerentes com a fé.

Procuremos guardar a fé, viver dela, dar testemunho dela e propagá-la. Uma boa concretização é levar à prática o conselho do Senhor: «quem quiser salvar a própria vida há-de perdê-la» (Ev.). Os Sete Fundadores da Ordem dos Servitas (século XIV) deixaram tudo para se dedicarem à veneração e culto da Virgem Maria e depois à pregação da Boa Nova.

 

Sábado, 18-II: S. Teotónio: Ícone da contemplação cristã.

Tg. 3, 1-10 / Mc. 9, 2-13

(Jesus) transfigurou-se diante deles: as vestes tornaram-se mais brilhantes, muitíssimo brancas.

Esta cena é como que um ‘ícone’ da contemplação cristã (João Paulo II). Devemos levar à nossa oração pessoal todos os acontecimentos da nossa vida até conseguirmos ver claramente, com nova luz, o seu significado. Com a vida de oração faz-se luz para todos os assuntos.

S. Teotónio (século XI), fundador do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, fez duas peregrinações à Terra Santa e terá certamente contemplado a passagem de Jesus por ela, tirando importantes conclusões para a sua vida e a dos outros.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:   José Valentim Vilar

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha

 


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