aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

Braga:

Basílica do Bom Jesus promove visita pela internet

 

A Confraria do Bom Jesus do Monte, na Arquidiocese de Braga, tem disponível uma visita virtual guiada à sua basílica, uma nova ferramenta para “divulgar e valorizar” o património do santuário.

Num comunicado, o presidente da confraria assinala que se trata de uma ferramenta inovadora que permite a qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, visitar pormenorizadamente o exterior e interior da Basílica do Bom Jesus.

Esta aplicação permite, também, às escolas trabalharem este património mundial com os seus alunos, através de aulas e trabalhos mais interativos.

“A visita virtual, sendo uma forma de comunicar, interagir e dar a conhecer a beleza e riqueza de um espaço Património Mundial a todas as pessoas, permite ao visitante fazer uma experiência aproximada à de uma visita presencial”, desenvolve a Confraria do Bom Jesus do Monte.

“Pode escolher onde começar ou parar, que objetos ver e que percurso realizar, disponibilizando orientações que ajudam o visitante a tirar o melhor partido da sua visita, com informações sobre aspetos artísticos e litúrgicos e tem em consideração os vários públicos e os seus diversos interesses”, acrescenta.

A nova ferramenta sublinha também a dimensão religiosa de um espaço que, no percurso e conteúdo apresentados, propõe uma oportunidade de reflexão e interioridade, de transmissão da mensagem evangélica, em todo o seu esplendor.

A 7 de julho de 2019, o santuário português foi inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO, uma candidatura apresentada em janeiro de 2014.

O conjunto arquitetónico do Bom Jesus do Monte é considerado um ‘ex-líbris’ da cidade de Braga; em 1373 já existia uma ermida dedicada à Santa Cruz.

O atual templo que remata o escadório, com as Capelas e Passos da Paixão, foi concluído em setembro em 1811, substituindo um antigo templo barroco que vinha do tempo de D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728).

 

Igreja:

«Rosário para as Famílias» foi lançado em versão texto e áudio

 

A Rede Mundial de Oração do Papa e o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida lançaram o «Rosário para as Famílias», uma proposta de oração gratuita e para ser rezada em família, com as crianças.

O «Rosário para as Famílias» existe em “versão texto e áudio” e em cada mistério, faz-se uma reflexão à luz do Evangelho e da Exortação Apostólica Amoris Laetitia.

“O texto, um e-book gratuito, pode ser descarregado na livraria Apostolado da Oração e a versão áudio encontra-se na aplicação Click To Pray eRosary, disponível na App Store e no Google Play”, realça.

A proposta de oração surge no contexto do Ano “Família Amoris laetitia”, que decorre até 26 de junho de 2022, altura em que se encerra com o X Encontro Mundial das Famílias, em Roma, e reitera a ideia do Papa Francisco que “a família que reza unida permanece unida” (AL 227).

O Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cardeal Kevin Farrell, assinala que no Ano de São José, que termina a 8 de Dezembro deste ano, a recitação do Rosário em família é também uma forma concreta de obter uma indulgência plenária.

O cardeal Kevin Farrell refere ainda que as meditações do Rosário para as Famílias são breves, retiradas da Amoris Laetitia e vêm acompanhadas de perguntas curtas e imagens que podem ajudar a refletir sobre a fé, juntamente com as crianças.

O objetivo é que as famílias possam usar esta proposta para “transformar as Igrejas domésticas em cenáculos de oração para irradiar o amor de Maria pelo mundo”.

 

Fátima:

«Catequese pode ajudar a criar um novo sentido de comunhão»

 

 O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) afirmou que é necessário “um novo modelo de catequese” e fez balanço “positivo” do encontro dos responsáveis europeus deste setor, que decorreu no Vaticano.

“Perante o niilismo que se vive temos que procurar algo mais, voltar a redescobrir o sagrado através do anúncio alegre do querigma que é Jesus Cristo morto e ressuscitado. A catequese pode ajudar a criar um novo sentido de comunhão”, disse D. António Moiteiro, em declarações divulgadas pelo portal ‘Educris’ da CEECDF.

O presidente do organismo episcopal indica que hoje é necessário “um novo modelo de catequese” que seja capaz de “gerar um novo sentido de pertença”, numa sociedade cada vez mais individual.

D. António Moiteiro participou no encontro europeu ‘Catequese e Catequistas para a Nova Evangelização’, organizado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (Santa Sé), e fez um balanço “positivo” desta iniciativa e desafiou as comunidades cristãs a serem “lugares de compaixão ao jeito de Jesus”.

“A atitude de compaixão, a misericórdia é a atitude de que precisamos hoje para replicarmos o modo como Jesus estava perante as pessoas com que se encontrava”, desenvolveu o bispo de Aveiro.

Segundo o presidente da CEECDF, o encontro deixou expressa uma necessidade de conversão para se fazer parte de “uma comunidade que acredita num Deus comunhão”.

“A catequese tem aqui um papel fundamental, no criar comunidade. A Catequese é abrir a porta e manter essa porta aberta para que outros possam entrar nesta comunhão, neste amor ao Deus trindade e sentido de pertença a uma família que não nos deixa sós”, acrescentou.

Em Portugal, o setor da catequese da Igreja Católica está a desenvolver o itinerário ‘Ser Catequista’ e prepara um novo ‘Itinerário de iniciação à vida cristã’.

D. António Moiteiro espera que possa ser uma proposta “para pais, filhos, catequistas e catequizandos”. “Não há catequese apenas destinada a determinados grupos de pessoas. Queremos que haja uma catequese para aqueles que partilham a mesma vida, anseios e aspirações. Não podemos pensar nos filhos sem os pais caminharem com os filhos na transmissão da fé”, salientou o bispo de Aveiro.

 

Liturgia:

Igreja Católica em Portugal tem nova edição do Missal Romano

 

O Vaticano aprovou a nova edição portuguesa do Missal Romano, que vai ter a data de 21 de novembro de 2021, solenidade de Cristo-Rei.

“Esta edição para as celebrações em língua portuguesa deve ser considerada ‘típica’ para a Igreja peregrina em Portugal, oficial para o uso litúrgico, e poderá usar-se após a sua publicação, entrando em vigor a partir do dia 14 de abril de 2022, Quinta-feira da Semana Santa”, informou hoje a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), no final da Assembleia Plenária que decorreu em Fátima.

D. José Cordeiro, presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, abordou durante os trabalhos o projeto que levou à tradução.

“A nova edição do Missal Romano será um excelente estímulo para todo o povo de Deus celebrar e viver melhor a Eucaristia”, indica a CEP.

Os bispos discutiram ainda a carta ‘Traditionis Custodes’, do Papa Francisco, sobre o uso da Liturgia Romana anterior à reforma de 1970, “quanto à sua pertinência e aplicação nas dioceses”.

A Assembleia considerou “o forte empenhamento de todas” as dioceses no processo sinodal em curso, tendo como horizonte o Sínodo dos Bispos de 2023, sobre o tema ‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão’.

“Ficou decidido que a fase diocesana se prolongasse até 31 de maio de 2022 com a entrega das respetivas sínteses”, anunciou a CEP.

 

Fátima:

Santuário celebra 100 anos do jornal «Voz da Fátima»

 

O jornal «Voz de Fátima», jornal oficial daquele santuário mariano, celebrou o seu centenário de 13 de outubro deste ano até à mesma data de 2022.

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinha, divulgou o programa comemorativo da celebração do centenário do Jornal «Voz da Fátima», que se publica ininterruptamente desde 13 de outubro de 1922, e realçou que no dia 27 de novembro vai ser inaugurada uma exposição mural, nas alamedas que ladeiam o Recinto de Oração, que exibirá as primeiras páginas das edições do primeiro ano do jornal.

Esta exposição procura também “trazer algumas das páginas que contém temas marcantes da vida deste Santuário ao longo dos cem anos do jornal”, referiu.

O jornal passa de 12 para 16 páginas com o selo comemorativo do centenário, que acompanhará todas as edições até outubro de 2022 e vai ter com mais opinião dos leitores, do Movimento da Mensagem de Fátima e dos jovens através de uma colaboração mensal de escolas.

Em abril de 2022, o encontro “O Mundo visto de Fátima – Jornadas de Comunicação no contexto do centenário do Jornal Voz da Fátima”, reunirá especialistas da academia e responsáveis da imprensa de inspiração cristã, que refletirão sobre o papel do jornalismo católico na construção do Portugal moderno.

Em junho, a edição será inteiramente dedicada aos mais novos, que sempre tiveram uma presença efetiva no jornal com a rubrica “Fátima dos pequeninos”. Esta edição terá a particularidade de ser escrita, editada e publicada por crianças.

Finalmente, para encerrar o centenário, será dada à estampa uma publicação cientifica sobre o jornal, com o contributo de investigadores de diferentes universidades portuguesas, que terá a coordenação do Diretor do Departamento de Estudos do Santuário, serviço que contribuirá também com alguns textos produzidos pelos seus investigadores.

O primeiro número da Voz da Fátima foi dado à estampa a 13 de outubro de 1922 e desde aí, até aos nossos dias, o jornal nunca sofreu qualquer interrupção na sua publicação mensal.

Atualmente, tem uma tiragem de 62 mil exemplares e, desde 2005, a Voz da Fátima está disponível na página on-line do Santuário em www.fatima.pt.

 

Funchal:

D. Nuno Brás indica Sínodo como processo

onde ninguém é «insubstituível» e «todos são indispensáveis»

 

D. Nuno Brás lembrou durante a celebração de início do Sínodo dos Bispos na Diocese do Funchal ser esta a ocasião que mostra que ninguém é “insubstituível” e que “todos são indispensáveis” na Igreja.

“Um povo onde sopra o Espírito do Senhor, que sempre renova a face da terra. Um povo que sabe escutar o entusiasmo irreverente do jovem, a certeza madura dos adultos, o ancião cheio de sabedoria. Um povo que se estende de uma ponta à outra do universo. Um povo onde todos têm lugar: santos e pecadores à procura de conversão. Um povo, multidão que procura transformar o seu tempo. Um povo que, nascido da morte e ressurreição de Jesus e do Espírito que nos faz um com o próprio Cristo, procura ser, no seio de uma humanidade dividida e em sofrimento, o lugar da unidade e da eternidade”, afirmou o bispo do Funchal na celebração de início do Sínodo dos Bispos na diocese do Funchal, a que presidiu na Sé, e de acolhimento das relíquias de São Tiago.

As dioceses portuguesas assinalam, a partir deste domingo, a fase inicial de consulta e mobilização das comunidades católicas no processo sinodal convocado pelo Papa, que decorre até 2023.

A auscultação das Igrejas locais é uma etapa inédita, desenhada pelo Papa Francisco, que pediu a cada bispo que replicasse a celebração de abertura que decorreu no Vaticano, a 9 e 10 de outubro, com uma cerimónia diocesana.

 

Fátima:

Santuário vai ter Centro de Escuta,

«lugar para o acolhimento incondicional»

 

O Santuário de Fátima está a preparar um ‘Centro de Escuta’, que vai acolher todas as pessoas, “sem qualquer tipo de discriminação ou exclusão, preconceito ou juízo prévio”.

“Um lugar para o acolhimento incondicional de quem sente a necessidade de contar a história da sua fragilidade pessoal e ser ouvido e ajudado com compaixão por pessoas competentes na arte de escutar e cuidar espiritualmente”, disse o padre Carlos Cabecinhas, citado pelo jornal ‘Voz da Fátima’.

O reitor do Santuário de Fátima explica que a finalidade do Centro de Escuta, a funcionar no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, é “acolher empaticamente a todos”, “sem qualquer tipo de discriminação ou exclusão, preconceito ou juízo prévio”.

A ideia do Centro de Escuta no santuário mariano surgiu da perceção de que existe um elevado número de peregrinos em situação de fragilidade, que “sentem necessidade de alguém que os acolha, escute e ajude”; Uma situação que se agravou com a pandemia de Covid-19.

O espaço destina-se a todas as pessoas que estejam a atravessar um momento mais difícil, causado pela doença, solidão, medo, luto, angústia, ressentimento, dificuldades de aceitação pessoal, ou outras feridas e mágoas interiores, impossibilidade de perdoar a outros ou a si mesmo, conflitos ou roturas familiares, relações problemáticas com os outros, problemas laborais, crises de fé ou de inclusão eclesial, interrogações religiosas, ausência de sentido para a vida.

O Santuário de Fátima informa que vão estar ao serviço do Centro de Escuta capelães, alguns colaboradores profissionais e voluntários. O novo projeto vai funcionar num espaço que está a ser especificamente preparado para proporcionar acolhimento e privacidade, e que vai estar identificado quando entrar em funcionamento, “o que se prevê no próximo ano”.

 

Lisboa:

Instituto da Formação Cristã começa ano pastoral

com Eucaristia e entrega de diplomas

 

O Instituto Diocesano da Formação Cristã (IDFC), do Patriarcado de Lisboa, começou em 23 de setembro o ano pastoral 2021-2022, com uma Eucaristia e entrega de diplomas da Escola de Leigos, às 19h00, na igreja do Sagrado Coração de Jesus.

“Este novo ano conta com novas propostas formativas, em regime presencial, online e à distância, das quais se destacam cursos destinados a formar adultos para o acolhimento e acompanhamento dos jovens tendo em vista a preparação para as Jornadas Mundiais da Juventude”, assinala o IDFC na informação enviada à Agência Ecclesia.

“’Maria levantou-se e partiu apressadamente’ (Lc 1,39) – O sonho missionário de chegar a todos os jovens” é o tema do novo ano, assumindo o tema do Patriarcado de Lisboa.

O cónego António Janela, presidente do IDFC, salienta que na Diocese de Lisboa vão começar “uma nova fase” orientada para o “grande encontro” da juventude, que vai ser a edição internacional da Jornada Mundial da Juventude na capital portuguesa, em 2023, e a colaboração de base “na preparação do sínodo”, que se vai realizar em Roma, em 2022.

O ano pastoral 2021/2022 começou com a celebração de uma Eucaristia e entrega de diplomas aos finalistas do triénio de Bíblia e Teologia da Escola de Leigos, a partir das 19h00, na igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa.

O IDFC indica que esta iniciativa é aberta a todos mas, por causa do contexto pandémico, “há limitação de pessoas permitidas no interior”, e pode-se reservar o lugar através de inscrição.

Instituto Diocesano da Formação Cristã tem três instâncias formativas para adultos: Escola de Leigos, criada em 1988, o Centro de Formação a Distância, desde 1992, a Escola de Música Sacra.

 

Guarda:

Bispo rejeita objetivo do sínodo de uma «Igreja muito arrumadinha»

e volta-se para o serviço à sociedade

 

A Diocese da Guarda apresentou a sua comissão sinodal diocesana para ajudar “quer a Igreja internamente, quer a própria sociedade” a assumirem “as suas responsabilidades”, rejeitando o objetivo de uma “Igreja muito arrumadinha”.

“Nós não queremos trabalhar para ter uma Igreja muito arrumadinha, nós queremos trabalhar para que os cristãos e a Igreja prestem um serviço a esta sociedade em que nos encontramos”, explicou D. Manuel Felício, informa uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

O bispo da Guarda afirmou que há aspetos da vida, “essenciais para as pessoas, que estão esquecidos”, enquanto outros são agredidos e ainda existem “outros que não são valorizados”.

A Comissão Sinodal Diocesana da Guarda foi apresentada este domingo, na Missa na Sé Catedral, e na Jornada de Pastoral, que a diocese realizou no dia anterior, dia 16.

“Ajude quer a Igreja internamente, quer a própria sociedade, em que nós estamos inseridos, a assumirem as suas responsabilidades”, explicou.

Segundo D. Manuel Felício, a grande missão desta equipa é “motivar” os fiéis em geral, as instituições da diocese, os arciprestados, as paróquias, mas também os movimentos, os serviços, as obras de apostolado, para darem resposta ao apelo do Papa, “sem prejuízo de transversalmente” estarem “atentos ao sentir da própria sociedade” e poderem “ajudar a valorizar aspetos para a vida de qualidade”.

A Comissão Sinodal Diocesana da Guarda, coordenada pelo padre Jorge Castela, é constituída pelo padre Francisco Barbeira, o diácono Paulo Caetano, a irmã Maria da Graça Afonso, Tânia Marques, Ana Rita Loureiro e Joaquim Monteiro Brigas.

 

Leiria-Fátima:

Cardeal D. António Marto assinalou Bodas de Ouro Sacerdotais

com Missa no Santuário

 

O cardeal D. António Marto presidiu no domingo 7, de novembro a uma Eucaristia no Santuário de Fátima, assinalando o seu 50.º aniversário de ordenação sacerdotal.

“Estou convencido que a minha vida é um dom de Deus e que eu devo oferecê-la para o bem dos outros”, disse o bispo de Leiria-Fátima, numa intervenção partilhada no final da celebração e divulgada pelo santuário nacional.

D. António Marto sublinhou que a celebração das bodas de ouro sacerdotais é uma ocasião para “renovar o seu o sim ao dom de Deus” e olhar “com esperança” o dom das vocações, mesmo diante das dificuldades do mundo.

“O dom do sacerdócio não é só para a Igreja, mas também para a humanidade, para o mundo inteiro” afirmou o cardeal português.

Segundo o Santuário de Fátima, na Basílica da Santíssima Trindade marcaram presença diocesanos, amigos e familiares de D. António Marto.

A intervenção assinalou ainda o final da Semana Nacional dos Seminários.

Trata-se, antes de mais, de esperança no sacerdócio, apesar das aparências imediatas. É a esperança de que Deus nunca deixará de suscitar no coração da Igreja a vocação ao sacerdócio como dom para o seu povo e para a humanidade”.

O bispo de Leiria-Fátima agradeceu publicamente pela “amizade pessoal” do Papa Francisco, falando de “50 anos de vida feliz como presbítero e como bispo.

D. António Marto sublinhou “a proteção terna e materna da nossa Boa Mãe do Céu, Nossa Senhora de Fátima, e dos santos Pastorinhos”.

“Estou convencido que a minha vida é um dom de Deus e que eu devo oferecê-la para o bem dos outros”, concluiu.

Celebração Litúrgica associa-se, com muita alegria, à celebração das Boas de Ouro Sacerdotais do Cardeal D. António Augusto dos Santos Marto de deseja-lhe uma vida longa ao serviço da Igreja que ele tão generosamente tem servido.

 

Évora:

Diocese aposta no “Cuidar e inserir os sedentos da Esperança”

 

A Arquidiocese de Évora viveu, em 5 de outubro, o Dia da Igreja Diocesana que marcou o início do Ano Pastoral 2021/2022, o terceiro do quadriénio “Discípulos Missionários da Esperança” que tem como lema “Cuidar e Inserir os sedentos da Esperança”.

A atividade diocesana decorreu na Igreja de São Francisco daquela cidade e D. Francisco Senra Coelho realçou que “a Igreja de Évora é Cristo em Évora. Somos nós que O tornamos vivo e presente, alimentados por Ele. É Ele que faz connosco. Nós somos simples instrumentos”.

De seguida, o padre Carlos Carneiro, s.j. fez uma reflexão sobre o tema do Ano Pastoral, sublinhando a frase do Evangelho que serve de mote «Dai-lhes vós de comer».

Depois da conferência, D. Francisco José Senra Coelho fez a apresentação do Plano Pastoral 2021-2022, que está disponível em formato digital no site da Arquidiocese de Évora, que tem como objetivo geral “consolidar nas comunidades cristãs a missão de cuidar e inserir os sedentos da Esperança”,

“Valorizar os momentos celebrativos como lugares de acolhimento para todos”; “Proporcionar um novo impulso na formação de catequistas em harmonia com o programa aprovado pela CEP e aplicar as orientações do Diretório Catequético”; “Suscitar uma reflexão sobre os Centros Sociais Paroquiais para que se tornem, cada vez mais, lugares de promoção humana e pastoral”; “Levar a Arquidiocese de Évora com os seus jovens e famílias, a viver um tempo forte de preparação para as jornadas Mundiais da Juventude em 2023 em Lisboa e para o 10º encontro Mundial das famílias em Roma” e “Incentivar o espírito sinodal nas comunidades cristãs mediante a preparação para o Sínodo Romano de 2023” são também objetivos deste ano pastoral.

 

Ordinariato Castrense:

Começa caminhada sinodal,

com um convite à «conversão»

 

A Diocese das Forças Armadas e de Segurança deu início, em outubro, na Igreja da Memória, em Lisboa, à caminhada sinodal.

O bispo das Forças Armadas e de Segurança de Portugal incentivou à “conversão pessoal e pastoral” na celebração de início da caminhada sinodal no Ordinariato Castrense, “uma diocese diferente das outras”, na Igreja da Memória, em Lisboa.

“Dificilmente, sem conversão pastoral e pessoal, veremos acontecer sinodalidade connosco e entre nós. Se não nos convertermos não ‘caminharemos juntos’. Convido-vos a pormo-nos à escuta da Palavra de Deus e, com humildade e espírito de santidade, acolhamos a criatividade da sua luz”, disse D. Rui Valério na homilia da celebração enviada à Agência Ecclesia.

D. Rui Valério disse que capelães e leigos da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança são “dom do Senhor, para os outros”.

“A conversão reside nessa relativização do eu; implica a desmontagem da conceção que cada um faz de si mesmo, muitas vezes desmedida, exagerada e enganadora”, assinalou.

‘Sem conversão não há sinodalidade’ foi o tema da homilia de D. Rui Valério.

‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão’ é o tema do Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa Francisco, a 16ª assembleia geral vai decorrer em outubro de 2023, e é precedida por um processo de consulta com assembleias diocesanas e continentais, que começou, este domingo, nas Igrejas particulares.

Na celebração foi apresentada a equipa de leigos da caminhada sinodal, que tem como coordenador o padre Leonel Castro, e é constituída por um elemento de cada ramo das Forças Armadas – Marinha, Força Aérea e Exército – e das Forças de Segurança – GNR e PSP: Tenente-general Joaquim Almeida, coronel Paulo Pereira Zagalo, superintendente-chefe Pedro Lopes Clemente, 1º sargento André Justino Leandro e capitão-tenente Mariana Cirne de Vasconcelos Araújo de Brito.

Os presentes rezaram a oração pelo sínodo e foi oferecido um exemplar da Revista ‘Lumen’, da Conferência Episcopal Portuguesa, com os documentos do Sínodo dos Bispos 2021/2023.

 

Viseu:

Bispo faz memória de D. João de Oliveira Matos,

«um servo apaixonado por Deus e pela Igreja»

 

O bispo de Viseu destaca em “memória agradecida” que D. João de Oliveira Matos, bispo auxiliar da Guarda, foi “um servo apaixonado por Deus e pela Igreja”, nos 59 anos da morte do Servo de Deus, assinalados este domingo.

“Na vida do Servo de Deus o apelo à santidade foi o fio condutor de todo o seu agir de Pastor, fazendo do seu ensinamento uma reflexão espiritual e social para todos. Atento aos mais desprotegidos e vulneráveis fez deste modo um caminho peculiar para o anúncio da Alegria do Evangelho”, escreve D. António Luciano.

Na nota enviada à Agência Ecclesia, o bispo de Viseu salienta que, fazendo eco da santidade vivida por D. João de Oliveira Matos, o Papa Francisco declarou “a heroicidade das suas virtudes”, através do decreto que concedeu o título de Venerável, a 3 de junho de 2013.

“Este momento foi por parte da Igreja a confirmação de que o que ele pregava aos outros, ele próprio o vivia. Agora resta-nos a todos continuar a pedir a Deus a graça de um milagre pela sua intercessão para ser beatificado”, acrescenta.

D. João de Oliveira Matos, bispo auxiliar da Guarda, recebeu a ordenação episcopal no dia 25 de julho de 1923, na Sé, e fundou a Liga dos Servos de Jesus, a 11 de fevereiro de 1924, que se “estendeu pela Diocese da Guarda e por outras dioceses do país” e “surgiram muitas casas, patronatos, escolas e comunidades que serviram e ajudaram o povo de Deus a crescer espiritualmente”.

D. João de Oliveira Matos nasceu em Valverde, concelho do Fundão, no dia 1 de março de 1879; Frequentou os Seminários da Guarda, foi ordenado presbítero a 28 de março de 1903, na capela do Paço Episcopal do Fontelo, em Viseu, e celebrou a primeira Missa na igreja do Fundão em 3 de abril de 1903.

O Venerável Servo de Deus morreu com “fama de santidade” em 29 de agosto de 1962, poucos meses antes da abertura solene do Concílio Vaticano II, a em 11 de dezembro de 1962.

 

Braga:

A cidade dos Arcebispos acolhe exposição

«75 anos do Opus Dei em Portugal»

 

A cidade de Braga acolheu a exposição ‘75 anos do Opus Dei em Portugal’, no Museu Pio XII.

A exposição que esteve patente até ao dia 2 de outubro continha “14 painéis, com fotografias inéditas e de alguns objetos históricos, onde se contam os principais momentos da história desta instituição da Igreja Católica em Portugal”, lê-se numa nota enviada à Agência Ecclesia.

O programa incluiu também a apresentação pública de um livro, uma conferência sobre o papel da mulher na sociedade atual e ainda atividades para crianças.

A prelatura do Opus Dei está a celebrar 75 anos de trabalho em Portugal e a celebração que decorre ao longo do ano, tem como objetivo “dar graças pelos frutos do serviço a Deus, à Igreja e a tantas almas, bem como dar a conhecer a história destes 75 anos”, refere.

Em Portugal desde 5 de fevereiro de 1946, a instituição católica foi criada 18 anos antes em Espanha, em 1928, por São Josemaría Escrivá de Balaguer, canonizado em 2002, com a finalidade de colaborar na missão evangelizadora da Igreja e na difusão da visão cristã no mundo.

 

Viana do Castelo:

Papa nomeia D. João Lavrador

como novo bispo de Viana do Castelo

 

O Papa nomeou em 21 de setembro D. João Lavrador, até agora bispo de Angra, como novo responsável pela Diocese de Viana do Castelo, informou a Nunciatura Apostólica, em nota enviada à Agência Ecclesia.

A diocese do Alto Minho encontrava-se em sede vacante desde 18 de setembro de 2020, após o falecimento de D. Anacleto Oliveira na sequência de um despiste de automóvel, ficando confiada a um administrador diocesano, monsenhor Sebastião Ferreira, então, Vigário Geral.

D. João Lavrador, de 65 anos, nasceu a 18 de fevereiro de 1956 em Mira, Diocese de Coimbra, ao serviço da qual foi ordenado padre, em 1981; o Papa Emérito Bento XVI nomeou-o bispo auxiliar do Porto, a 7 de maio de 2008, e a 29 de junho do mesmo ano recebeu a ordenação episcopal, em Coimbra.

A 29 de junho de 2015, o Papa Francisco nomeou-o bispo coadjutor de Angra, tendo tomado posse da diocese açoriana a 15 de março do ano seguinte, como sucessor de D. António Sousa Braga.

Na Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), é presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais desde 2017.

Doutorado em Teologia, o novo bispo de Viana do Castelo defendeu tese de licenciatura sobre ‘O Laicado no Magistério dos Bispos Portugueses, a partir do Vaticano II’ e de doutoramento sobre ‘Pensamento Teológico de D. Miguel da Anunciação –Bispo de Coimbra (1741 – 1779) e renovador da Diocese’.

Em Coimbra, D. João Lavrador foi capelão do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, tendo acompanhado a Irmã Lúcia durante os últimos anos da sua vida; foi ainda reitor do Seminário e docente no Instituto Superior de Estudos Teológicos, dirigindo o Instituto Universitário Justiça e Paz.

O novo bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador, dirigiu uma mensagem às comunidades católicas e aos habitantes deste território, assumindo o objetivo de construir uma “sociedade mais justa e fraterna”.

O administrador diocesano de Viana do Castelo saudou a nomeação de um novo bispo, D. João Lavrador, convidando as comunidades católicos a recebê-lo de “braços abertos”.

“É com imensa alegria que a Diocese de Viana do Castelo recebe a nomeação de D. João Evangelista Pimentel Lavrador como novo bispo diocesano de Viana do Castelo. Acolhemos esta boa nova de coração aberto, disponível e renovado”, escreve Mons. Dr. Sebastião Pires Ferreira.

 

Beja:

Diocese coloca a caridade no centro da sua ação pastoral

 

A Diocese de Beja vai ter a caridade no centro da sua ação pastoral no ano 2021/2022 e o bispo diocesano quer esta Igreja local a “responder com a vida” aos desafios da sua fé.

Numa nota enviada à Agência Ecclesia, a Diocese de Beja informa que a caridade vai definir os seus próximos três anos pastorais, convidando “a conhecer, a viver e a praticar”.

“O grande objetivo destes programas é, antes de mais, motivar-nos a dar espaço a Deus nas nossas vidas, nas nossas famílias, nas nossas paróquias, na nossa diocese”, afirma o bispo de Beja, D. João Marcos.

O Plano Pastoral da diocese alentejana tem como tema ‘Entendeis o que vos fiz?’, uma frase do Evangelho de São João, que enquadra a ação pastoral diocesana dos próximos três anos. “Entender, compreender significa também amar e guardar no coração aquilo que o Senhor realizou, para o podermos imitar”, explica D. João Marcos na carta que escreveu à diocese.

O bispo de Beja define caridade, uma “virtude teologal”, como “ponto de chegada do percurso da fé e da esperança” e afirma que só é possível entre aqueles que adotam atitudes de “humildade, misericórdia ou paciência”.

D. João Marcos explica que não se deve confundir caridade com solidariedade ou justiça social e indica que solidariedade “começa e termina no ser humano”, “é uma virtude que não precisa da religião” e que “veste muito bem”, socialmente, quem a pratica.

O triénio começa com a Diocese de Beja a ‘Compreender e Redescobrir o sentido cristão da caridade, segundo o mandamento de Jesus’, no ano pastoral 2021/2022.

No programa deste ano destaca-se também o objetivo de envolver a “Igreja diocesana e a sociedade” no caminho de preparação e vivência da Jornada Mundial da Juventude, que se vai realizar em Lisboa, no verão de 2023.

A identidade cristã da caridade nas Instituições Eclesiais vai marcar o ano pastoral 2023/2024, desafiando os católicos a ser “rosto de uma Igreja ativa na reabilitação e apoio dos mais frágeis”.

O plano pastoral de Beja foi apresentado na assembleia do Dia Diocesano, no centro pastoral.

 

Aveiro:

Diocese promove encontros de discernimento vocacional

 

O Serviço de Vocações, Acolhimento e Formação Espiritual da Diocese de Aveiro vai promover três encontros de discernimento vocacional para jovens – rapazes ou raparigas – a partir dos 17 anos, no seminário.

A Diocese de Aveiro informa que os encontros vão realizar-se no próximo dia 27 de novembro, e a 5 de março e 4 de junho de 2022, entre as 9h30 e as 18h00, no seminário.

‘Encontro Cais’ é o nome dos encontros de discernimento vocacional para jovens a partir dos 17 anos, que desejam “aprofundar a sua vocação”, vão decorrer sob a orientação do padre João Alves, reitor do seminário de Santa Joana Princesa.

‘Amarra-te pra ir mais longe’ é o convite do Serviço de Vocações, Acolhimento e Formação Espiritual e as inscrições para o primeiro encontro já estão a decorrer, até dia 25 de novembro, por email para sdv@diocese-aveiro.pt ou através de um formulário online.

O Serviço de Vocações, Acolhimento e Formação Espiritual da Diocese de Aveiro pretende ser “um meio para ajudar todos os diocesanos a ter consciência da sua vida como vocação, como resposta ao Amor de Deus”, e foi apresentado publicamente, no dia 18 de abril deste ano.

O bispo de Aveiro disse que o testemunho, “mais do que nunca”, é “forma de atração vocacional”, numa mensagem para a Semana dos Seminários 2021.

 

Portugal:

Associação Cristã de Empresários e Gestores

promove concurso «Presépios nas Empresas»

 

A Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) promove o concurso ‘Presépios nas Empresas 2021’, em cinco categorias, até ao dia 3 de dezembro.

“O presépio é o principal elemento simbólico do Natal e indica-nos o que nele é central: O nascimento de Jesus”, assinala a ACEGE.

A iniciativa decorre pela segunda vez, após o “grande sucesso” que teve em 2020.

“São já muitas as empresas e organizações que marcam esta época, fazendo um presépio ao qual dão um lugar de destaque nas suas instalações. Por vezes também, de forma espontânea, são os próprios colaboradores que, individualmente ou organizados por departamentos montam o seu próprio presépio”, realça a ACEGE, acrescentando que com o teletrabalho surgiram os “presépios virtuais”.

O concurso ‘Presépios nas Empresas 2021’ tem cinco categorias: Individual, grupo de colaboradores (constituído por mais de duas pessoas da mesma empresa), pequena empresa (até 50 colaboradores), média empresa (entre 51 e 249 colaboradores) e grande empresa (com mais de 250 colaboradores). A ACEGE publicou o regulamento do concurso no seu sítio online.

O júri – composto por três membros da direção da ACEGE, o presidente e dois vogais – vai escolher os três melhores presépios em cada uma das cinco categorias.

A Associação Cristã de Empresários e Gestores destaca que “todos os presépios” vão ser divulgados no seu site e os “melhores de cada categoria receberão um diploma”, também vão ser apresentados nas suas redes sociais (Facebook, Instagram e LinkedIn) e ainda divulgados na sua comunicação de Natal, de 20 a 30 dezembro.

A ACEGE procura promover boas-práticas na gestão, baseadas em valores e na ética cristã, que ajudem cada empresa/organização a criar mais valor para todos os que se relacionem com ela; Tem por lema inspirar líderes a viver o Amor e a Verdade no mundo económico e empresarial e a dar testemunho junto da comunidade.

A associação sem fins lucrativos, constituída em 1952, sob a denominação UCIDT – União Católica de Industriais e Dirigentes de Trabalho, tem personalidade jurídico-canónica e civil, nos termos do artigo 10 da Concordata entre a Santa Sé e o Estado Português e do Cân. 215 do Código de Direito Canónico.

 

Angra:

Diocese recebe reunião dos comités organizadores

da JMJ Lisboa 2023

 

A Diocese de Angra acolheu a reunião do Comité Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 com os Comités Organizadores Diocesanos (COD), , em Ponta Delgada.

“Estes encontros servem para preparar este que é o maior evento da Igreja Católica em todo o mundo, a Jornada Mundial da Juventude que, em cada uma das suas edições, reúne milhões de jovens de todo o mundo”, explicou o responsável pelo COD de Angra, o padre Norberto Brum.

Este encontro insere-se na dinâmica dos encontros mensais que são mantidos entre estas duas estruturas - Comités Diocesanos e Comité Local Organizador – que estão a preparar a Jornada Mundial da Juventude, que se vai realizar em Lisboa, no verão de 2023.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) na Solenidade de Cristo Rei, (ou em data a definida por cada diocese), alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.

 

Porto:

Bispo celebra a festa da Imaculada Conceição

no Santuário do Monte da Virgem

 

O Bispo do Porto, D. Manuel Linda, vai celebrar, dia 08 de dezembro, às 11h00, a solenidade da Imaculada Conceição no Santuário Diocesano do Monte da Virgem Imaculada.

O Santuário do Monte da Virgem é o santuário mariano do Grande Porto e para preparar a festa realiza-se, de 29 de novembro a 07 de dezembro, a Novena da Imaculada, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

O Santuário do Monte da Virgem situa-se no monte com o mesmo nome (anteriormente designado Monte Grande) a 216 m de altitude, na freguesia de Oliveira do Douro, concelho de Vila Nova de Gaia. Em 1904, por ocasião da celebração do cinquentenário da definição do dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, surge a ideia, a vontade, de construir um Monumento em honra de Maria Imaculada.

O Santuário do Monte da Virgem foi confirmado como “santuário diocesano” por D. Manuel Linda, Bispo do Porto, a 7 de julho de 2020, estando confiado à responsabilidade de um Reitor, auxiliado pela Confraria do Monte da Virgem Imaculada.

 

Fátima:

Jornadas Nacionais de Catequistas 2021

refletiram sobre «Sinodalidade e Catequese»

 

Do programa destacou-se a apresentação do documento “Itinerário de iniciação à vida cristã com as famílias, com as crianças e com os adolescentes”, que “tem vindo a ser preparado por especialistas na área da catequese em Portugal e que se vai constituir como orientador das linhas de ação catequéticas dos próximos anos”, pode ler-se.

O encontro acontecu no Centro Paulo VI (Salão Bom Pastor), em Fátima, com “centenas de catequistas” e iniciou-se com D. António Moiteiro, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), que analisou o tema «A Catequese: primeiro anúncio na família e na comunidade cristã».

 “Há aqui uma intuição que a catequese não é de catequizandos e catequistas, mas é, e em primeiro lugar, com as famílias. Temos tido no nosso país a catequese da paróquia – grupos de catequese – e a catequese familiar – grupos de pais com os filhos: Não queremos fazer esta separação mas gostávamos que a catequese fosse com as famílias e com todos os catequizandos, sabendo que a família tem uma presença diferente consoantes as idades”, explicou D. António Moiteiro a 500 catequistas, reunidos nas suas Jornadas Nacionais.

O presidente da CEECDF, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), assinalou que o novo itinerário supõe “um caminho, uma viagem, não é acabado, não é meta”, mas um percurso formativo, a catequese “deve iniciar processos”, porque são os processos que mudam.

O novo percurso catequético está estruturado em quatro tempos e começa com o ‘Despertar da fé’, o acompanhamento das famílias pela comunidade cristã, com dois momentos: dos 0 aos 5 anos de idade e os 6 e 7 anos, segue-se a ‘Iniciação à vida cristã’, dos 7 aos 10 anos, onde incluem os sacramentos de iniciação cristã; o terceiro tempo é o ‘aprofundamento mistagógico’ e celebram a profissão solene da fé, dos 10 aos 13 anos, e o tempo dos ‘discípulos missionários’, a partir dos 14 anos, e continuam na Pastoral Juvenil.

“Este novo itinerário, esperamos que possa vir trazer à catequese em Portugal um novo elã que seria este caminhar em conjunto. Foi uma intuição que tivemos antes da convocação do sínodo e que me parece que está inserida neste esforço de caminhar em conjunto na Igreja”, disse D. António Moiteiro à Agência Ecclesia.

O presidente da Comissão da Educação Cristã e Doutrina da Fé adiantou que querem apresentar o novo itinerário à Assembleia Plenária da CEP, na reunião de de novembro, para ser aprovado.

Em declarações à Agência Ecclesia, o padre Diogo Pereira, um dos elementos do grupo de trabalho, destacou que “uma grande novidade” do itinerário é não começar quando os catequizandos vão para a escola mas quando “as crianças são batizadas”.

“É nesse momento que entram para a Igreja e, desde logo, com as famílias, são chamados a um percurso catequético especial, adaptado à realidade e ao percurso das famílias e das comunidades”, acrescentou.

O sacerdote da Diocese do Porto salientou também a adaptação da catequese ao ritmo de cada comunidade e ao percurso de cada grupo e de cada catequisando, “possibilitando percursos diferenciados dentro do mesmo grupo”, a “entreajuda”, e no percurso com os jovens a inspiração grande que o itinerário tem na experiência do ‘Say Yes’,  rumo à JMJ Lisboa 2023.

“Pretendemos olhar o nosso tempo, olhar a realidade das nossas paróquias, olhar a realidade das crianças, dos adolescentes, das próprias famílias, e encontrar forma de a catequese poder chegar até eles e pela catequese ser possível este encontro com Cristo”, acrescentou.

Segundo o padre Diogo Pereira, pároco de Árvore, Azurara, Mindelo e Tougues, o grande desafio nas paróquias “é sempre o da formação”, terem catequistas e comunidades que estejam disponíveis para “acompanhar as famílias, as crianças, e os jovens”, mas também comunidades e catequistas preparados para esse acompanhamento.

As Jornadas Nacionais de Catequistas 2021 encerraram com a celebração da Eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade, presidida por D. Manuel Pelino, bispo emérito de Santarém e vogal da CEECDF.

 

Algarve:

Diocese promove Curso Básico de Teologia

para agentes de pastoral

 

A Diocese do Algarve vai realizar uma nova edição do Curso Básico de Teologia para agentes de pastoral, em regime online e seis jornadas presenciais, a partir de 18 de outubro, até 2024. “O curso destina-se à Igreja do Algarve, mas não se impossibilita a participação de outros interessados”, disse o diretor do Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve (CEFLA).

O padre Mário de Sousa explica: “Os candidatos ao diaconado permanente terão, concomitantemente, um percurso de discernimento vocacional, que será feito em conjunto e em casal (acompanhado também pelos filhos)”, acrescentou o sacerdote.

A assiduidade e a avaliação são obrigatórias para os alunos que querem ter uma classificação no certificado de participação, e para os candidatos ao diaconado permanente.

O Curso Básico de Teologia é composto por 18 disciplinas semestrais de frequência online, uma das novas disciplinas é ‘A arte de acolher, comunicar e presidir’, e conta com 14 docentes desta diocese algarvia, de Beja e de Évora, para além de seis jornadas de participação presencial.

As seis jornadas intensivas, entre 2022 e 2023, são exclusivamente presenciais “para permitir também o encontro físico entre os participantes”, têm cinco docentes e a formação começa hoje, cada uma das 18 disciplinas vai ter 13 aulas de 50 minutos.

Na última edição do Curso Básico de Teologia para agentes de pastoral, realizada entre 2015 e 2018, destinou-se também a professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), catequistas, orientadores de grupos da ‘Lectio Divina’, animadores de grupos de jovens, dirigentes do Corpo Nacional de Escutas, ministros extraordinários da comunhão, orientadores da celebração dominical na ausência de ministro ordenado, acólitos e leitores.

 

Évora:

Santa Casa da Misericórdia

dinamiza iniciativa solidária «Estendal no Jardim»

 

A Santa Casa da Misericórdia de Évora oferece “roupas quentes, calçado e acessórios”, para “o frio que se aproxima com a chegada do inverno”, entre 10 e 12 de novembro, na iniciativa solidária ‘Estendal no Jardim’.

Na informação enviada à Agência Ecclesia, a Misericórdia de Évora explica que “continua a registar um aumento de pedidos” de doações de roupa e utilidades e, “para dar resposta a esse problema”, dinamizou a quarta edição do ‘Estendal no Jardim’ com “roupas quentes, calçado e acessórios”.

“O estendal é de todos e para todos” e esteve em funcionamento nos dias 10, 11 e 12 de novembro – das 10h00 às 16h30.

A Santa Casa da Misericórdia de Évora convida toda a comunidade a visitar o seu estendal solidário e a recolher o que necessitem e que possa “contribuir para aumentar o conforto na época fria que se avizinha”, com a chegada do inverno.

“Continuamos atentos à evolução da pandemia, voltamos à rua e a estar junto das pessoas, mas apelamos ao respeito pelas normas de segurança e higiene no recinto do Estendal”, lê-se no comunicado.

 

Santarém:

D. José Traquina convida famílias a saírem do egoísmo

 

O Bispo de Santarém, D. José Traquina, presidiu, na Igreja de São Pedro, em Torres Novas, à eucaristia das Famílias para assinalar a abertura do ano da Pastoral Familiar.

Na celebração, D. José Traquina reforçou o caracter único da vocação familiar e frisou a importância do acompanhamento, não só dentro de cada família mas entre as famílias no seio da comunidade.

“Uma família cristã não pode ser uma família fechada e egoísta, mas é alguém que cuidando de si se alarga também a cuidar dos outros” porque “se muito não pode fazer, pode dar uma palavra, pode rezar, pode estar próxima, mas indiferente não”, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

No final, foram divulgadas as atividades que vão ser promovidas pelo secretariado ao longo do ano pastoral centradas no Sínodo, no ano da Família Amoris Laetitia e na caminhada rumo às JMJ2023.

 

Vila Real:

D. António Augusto Azevedo preside à missa das vindimas

 

O Bispo de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, presidiu, num domingo de setembro, na Igreja Matriz do Peso da Régua, à missa das vindimas.

A missa das vindimas é uma iniciativa da Câmara Municipal do Peso da Régua, com a colaboração da paróquia local e da Confraria dos Vinhos do Douro, lê-se numa nota.

Aos cristãos que vão comparecer “apela-se para que sigam as orientações dos responsáveis no local”.

 

Braga:

Concerto de órgão abre as comemorações

dos 450 anos do Seminário Conciliar

 

O Seminário Conciliar de Braga iniciou, este ano, as comemorações dos 450 anos da sua fundação e no dia 04 de outubro, às 21h30, realizou-se um concerto de órgão por André Bandeira na Igreja de São Paulo, daquela cidade.

O primeiro concerto comemorativo do 450º aniversário da fundação do Seminário Conciliar de Braga teve a entrada livre e foi realizado no órgão de tubos construído por Manuel de Sá Couto, em 1832, cujo restauro filológico foi realizado, em 2017, pela empresa organeira italiana Giovanni Pradella Bottega Organara, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

André Bandeira foi o organista convidado e é conhecedor profundo deste instrumento, no qual deu um concerto por ocasião da apresentação do livro resultante do processo do seu restauro.

Do programa do concerto constavam obras de J. B. Peyer (1678 – 1733) J. Cabanilles (1644 – 1712), S. Scheidt (1587-1654), D. Zipoli (1688-1726), G. Frescobaldi (1583-1643), A. Cabezón (1510-1566), B. Galuppi (1706-1785) e P. Bruna (1657-1687).

As comemorações dos 450 anos da criação do Seminário Conciliar de Braga vão prosseguir durante o presente e o próximo ano letivo, com outros concertos, celebrações, artigos na imprensa e publicações, um congresso, exposições, um ciclo de cinema e atividades de dinamização da pastoral vocacional.

Além dos antigos alunos, nas efemérides, serão envolvidas as instituições eclesiais, académicas (em particular da Universidade Católica Portuguesa) e da sociedade, a fim de se dignificar uma das mais emblemáticas obras de São Bartolomeu dos Mártires, fundador do Seminário.

 

Lisboa:

Escolas Católicas afirmam que parceria público-privada

«gera poupanças incríveis» ao Estado

 

O secretário-geral da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) afirmou: “Há muitas escolas privadas, católicas e outras, com contrato de associação que estão a viver momentos extremamente aflitivos. 80.500 euros por turma não dá para pagar as despesas. Este valor mantém-se há uma série de anos”, disse Jorge Cotovio à Agência Ecclesia.

O responsável exemplificou com o caso do Colégio de Calvão (Diocese de Aveiro), que este ano “gera uma poupança de cerca de 1,3 milhões de euros ao Estado”.

“Esta parceria público-privada, que se tem feito ao longo dos últimos 50 anos com os privados, tem sido extremamente vantajosa para o Estado, gera poupanças incríveis”, destacou.

Jorge Cotovio, que é também o diretor pedagógico do Colégio Conciliar de Maria Imaculada (Leiria), lembrou que, recentemente, o ministro da Educação precisou que cada aluno custa em média 6200 euros por ano, sustentando que numa escola privada com contrato de associação esse valor é cerca de metade.

“Segundo os dados deste ano, há um diferencial aproximadamente de 3 mil euros, ou seja uma escola privada com contrato de associação fica mais barata ao Estado em cerca de 3300 euros por aluno”, precisou o entrevistado numa emissão do Programa Ecclesia, na RTP2.

O secretário-geral da APEC destaca que “são poupanças verdadeiramente incríveis”, mas para a opinião pública, “estrategicamente movido por setores radicais”, passa a ideia contrária, de que o Estado “esbanja dinheiro com o ensino privado”.

Nos últimos anos, têm fechado escolas católicas “emblemáticas” como o Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache, o Colégio de Bustos (Oliveira do Bairro), o Colégio de Nossa Senhora dos Remédios, em Tortosendo, o Colégio Salesiano de Poiares, na Régua, entre outros.

“Estavam abertos a populações desprotegidas e tiveram mesmo de fechar, não tinham outra possibilidade, não tinham famílias que pudessem pagar propinas. Isto só prejudica a educação nacional e prejudica imenso a própria Igreja, cada Escola Católica que fecha é a mesma coisa que uma paróquia fechar”, desenvolveu Jorge Cotovio.

Já o presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas, Fernando Magalhães, salienta é necessário perceber o que é que “efetivamente” se anda a fazer em relação a quem se financia com “um valor particularmente inferior”.

 

Fundação AIS:

Campanha de Natal vai lembrar drama dos refugiados

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) vai lembrar, com a Campanha de Natal deste ano, o “drama crescente” de milhões de refugiados e deslocados no mundo.

Esta iniciativa vai procurar, através da sensibilização da opinião pública, “mobilizar recursos para projetos que a instituição está a promover em várias regiões do globo junto das populações mais atingidas por este flagelo”, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

Segundo dados das Nações Unidas, haverá, atualmente, mais de 82,4 milhões de pessoas deslocadas à força devido a perseguições, conflitos, violência e violações dos direitos humanos.

Para a Fundação AIS, o apoio aos deslocados e refugiados é parte integrante da sua missão que começou precisamente há 75 anos junto dos que estavam perdidos entre as ruínas da II Guerra Mundial.

Dada a dimensão dramática desta realidade, a Campanha de Natal da Fundação AIS em Portugal vai focar este ano a urgência da ajuda humanitária junto destas populações, nomeadamente na Síria, Nigéria, Líbano, Moçambique, República Democrática do Congo e Burkina Faso.

Através das estruturas locais da Igreja, a Fundação AIS tem procurado mobilizar “recursos no apoio a estes deslocados, atendendo às suas necessidades básicas, desde o fornecimento de abrigo e alimentos, mas também com cuidados na área da saúde, da educação, em especial de crianças e jovens, e também ao nível do acompanhamento espiritual, num esforço só possível graças à dedicação extraordinária de sacerdotes, religiosas, catequistas e de inúmeros voluntários”, lê-se

Todos os anos, em sintonia com os outros secretariados da instituição em todo o mundo, a Fundação AIS faz iluminar de vermelho, este ano realiza-se de 17 a 24 de novembro, alguns monumentos mais significativos como forma de procurar chamar a atenção da opinião pública para o drama da perseguição contra os cristãos e a necessidade de se garantir a liberdade religiosa.

Em Portugal, diversas paróquias já se associaram este ano a esta iniciativa, nomeadamente Ramada, em Odivelas; Em Braga, além das paróquias de São Lázaro, Senhora-a-Branca e a Basílica dos Congregados, também será iluminado de vermelho o Santuário de São Bento de Porta Aberta.

O mesmo vai acontecer – tal como em anos anteriores – com o Monumento ao Cristo Rei, em Almada.

 

Fátima:

Arcebispo de Évora desafia movimento Cursilhos de Cristandade

a renovação e impulso evangelizador

 

O arcebispo de Évora disse, em Fátima, que o Movimento dos Cursilhos de Cristandade (MCC) deve encontrar “formas de dialogar com as novas sensibilidades” da sociedade, promovendo um impulso evangelizador.

“É necessário passar de uma experiência de fé tradicional e cultural a uma experiência de fé de convicção esclarecida, assumida na liberdade” referiu à Agência Ecclesia D. Francisco Senra Coelho, durante o II Congresso Nacional do MCC.

D. Francisco Senra Coelho proferiu a conferência de abertura dos trabalhos, com o tema ‘Cursilhos de Cristandade numa Igreja em saída’, assinalando que o impacto da cultura digital exige renovação.

“Vivemos um tempo de grande velocidade, de um dinamismo enorme, onde é necessária uma perspetiva de adaptação, versatilidade”, indicou o arcebispo de Évora.

O entrevistado desafiou os membros do MCC a oferecer aos outros a experiência de uma “libertação interior”, através do encontro com Jesus Cristo, indo ao encontro das pessoas que se sentem “marginalizadas”.

D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real, partilhou com os participantes a sua visão sobre a importância do MCC na vida de uma diocese.: “Quis reconhecer o trabalho importante do Movimento dos Cursilhos de Cristandade em Portugal, nestes 60 anos, em que muita gente ali despertou para o valor da fé, para o ser Igreja, para a sua consciência laical, de empenhamento”, declarou.

Para o presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, os movimentos têm “um papel muito importante no presente e no futuro da Igreja”, como espaços de acolhimento, crescimento na fé e formação laical,

O II Congresso Nacional do MCC decorreu nos dois últimos dias de outubro, no Centro Pastoral Paulo VI, do Santuário de Fátima, contando com vários testemunhos e partilha de experiência de quem fez estes cursos.

Fernando Santos, selecionador nacional de futebol, disse à Agência Ecclesia que o testemunho de fé tem de acontecer “naturalmente”, assumindo que a sua forma de viver a fé mudou, há 27 anos, depois de um Curso de Cristandade. “Quem é cristão, tem de perceber qual é o sentido, o significado de o ser”, respondendo à missão de evangelizar, deixada por Jesus, acrescentou.

Vítor Amaral Dias encontrou o MCC por causa de questões que se lhe levantaram, na leitura da Bíblia. “Foi um desafio extraordinário que me apaixonou, que me contagiou, e agora estou também a tentar contagiar outras pessoas”, relata.

Margarita Gomez, enfermeira, fez o Curso há 14 anos, por proposta do capelão do Hospital onde trabalha. “Foi um reforço grande na minha vida, na minha experiência de fé, que me leva a comprometer-me, cada vez mais, em missões, voluntariado”, aponta.

Joaquim Mota, presidente do Secretariado Nacional do MCC, assume a vocação de continuar a ser um movimento de “ligação” da Igreja com o mundo, através do compromisso dos leigos católicos.

Mais de 150 mil pessoas fizeram esta experiência, ao longo de 60 anos; o congresso quer celebrar esse percurso e “reanimar” o movimento nalgumas dioceses em que as atividades pararam, por causa da pandemia.

Os participantes reuniram-se, no domingo, 31, para as celebrações no recinto de oração do Santuário de Fátima.

 

Coimbra:

Diocese apresenta plano pastoral para triénio

«especialmente dedicado aos jovens»

 

A Diocese de Coimbra apresentou o Plano Pastoral para o triénio 2021-2024, “especialmente dedicado aos jovens”, numa conferência de imprensa. “Numa altura em que já se vive uma grande onda de entusiasmo rumo às Jornadas Mundiais da Juventude 2023, a Diocese de Coimbra inicia um novo triénio de caminhada pastoral, especialmente dedicado aos jovens, com o objetivo de lhes abrir novos caminhos de encontro com Cristo e potenciar a sua integração na Igreja”, destaca a Diocese de Coimbra.

 “O Plano Pastoral Diocesano será um instrumento unificador de orientações, perspetivas e sonhos da nossa Igreja de Coimbra, que se sente a caminhar em sintonia com o Espírito de Deus, necessitada de juventude e que se deseja ver renovada em todas as suas pessoas e estruturas por uma presença maior dos jovens tocados pela fé em Jesus Cristo”, explicou D. Virgílio Antunes na carta pastoral ‘Jovem, levanta-te! Cristo vive.’ para o triénio 2021-2024.

A Diocese de Coimbra assinala que o plano pastoral para os próximos três anos, “inspirado no dinamismo sinodal”, foi elaborado com base na avaliação ao plano pastoral do triénio anterior e com o contributo das respostas aos questionários realizados aos Conselhos Pastorais e Equipas de Animação Pastoral, aos jovens integrados na Igreja, bem como a jovens não crentes.

O novo plano pastoral centra-se nos jovens mas “dirige-se a toda a Igreja diocesana” e o seu bispo convida a comunidade a “avançar com confiança, esperança e fé”.

plano pastoral tem três objetivos gerais que se revelam como metas que querem “alcançar, conscientes de que cada um vale por si mesmo” mas têm, ao mesmo tempo, relação com os outros dois e não devem ser entendidos como uma sequência, “mas são para operacionalizar em simultâneo”: “Envolver os jovens na edificação da Igreja”, “proporcionar aos jovens o encontro com Jesus Cristo” e “acompanhar o discernimento vocacional dos jovens”.

São também apresentados “desafios concretos” para cada comunidade/unidade pastoral como ter “um serviço de pastoral de juvenil organizado” e um serviço de pastoral e discernimento vocacional, ter um centro juvenil “como espaço de encontro, formação, oração, convívio”, a promoção de iniciativas de espiritualidade – retiros, missões, jornadas de voluntariado – e a valorização de “grandes atividades” como campos de férias, peregrinações, caminhadas.

 

CEP:

Bispos criam comissão nacional de Proteção de Menores

e prometem «real independência»

para investigar denúncias e casos de abusos

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou a criação de uma comissão nacional para “reforçar e alargar” o atendimento de casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero, institutos religiosos ou em instituições eclesiais.

A comissão visa o “acompanhamento a nível civil e canónico” das vítimas e “o estudo em ordem ao apuramento histórico desta grave questão”, sendo ainda criado “um ponto de escuta permanente a nível nacional”.

“A Assembleia manifestou ainda um voto de confiança à generalidade do clero português que, com toda a disponibilidade e dedicação, continua a servir a Igreja no seu ministério pastoral”, acrescenta o comunicado final da CEP.

D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal, disse aos jornalistas, em conferência de imprensa: “Faremos tudo para esclarecer cabalmente esta questão. Portanto, o que for necessário fazer vamos fazer, sobre isto não tenho a mínima dúvida”, frisou.

O que interessa, a acentuação que se pôs, é a capacidade de liberdade de pensamento e de ação destas comissões na busca intransigente de clareza que queremos para esta questão”.

D. José Ornelas rejeitou qualquer intenção de “cobrir o que quer que seja”, assumindo a intenção de respeitar a vítimas, “na sua individualidade” e de evitar “soluções parciais e apressadas”. “Não temos medo e temos todo o interesse em esclarecer tudo isto. Isso deve ser claro para todos”, insistiu.

Os casos de abusos de menores e adultos vulneráveis, bem como a posse ou divulgação de pornografia, são agora inseridos numa secção especificamente dedicada aos “delitos contra a vida, a dignidade e liberdade do homem”.

 

CNE:

Conferência Internacional Católica do Escutismo

reunida em Fátima

 

No Santuário de Fátima decorreu, de 11 a 14 de novembro, a Conferência Internacional Católica do Escutismo (CICE), que teve como tema «A nossa tenda está aberta a todas as religiões».

A Conferência Internacional Católica do Escutismo (CICE), da qual o Corpo Nacional de Escutas (CNE) é membro, é um “espaço de encontro, reflexão, partilha e comunhão dos escuteiros católicos de todo o mundo, tendo um estatuto consultivo junto da Organização Mundial do Movimento Escutista”, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

A reunião teve na ordem de trabalhos a reflexão acerca de um documento sobre “a visão católica da religião no escutismo; a eleição dos novos membros do Comité Mundial e a aprovação do Plano para os próximos anos”.

“A CICE tem como principais finalidades contribuir para a formação integral dos jovens através do escutismo do ponto de vista da fé católica, cooperar no desenvolvimento e aprimoramento da dimensão espiritual do escutismo, assegurar que os escuteiros católicos estejam ativamente presentes na Igreja e garantir a comunicação entre a Igreja Católica e o Movimento Mundial do Escutismo”, lê-se.

A organização encontra-se dividida em quatro regiões: Europa-Mediterrâneo, Inter-Americana, Ásia e África, contabilizando cerca de 60 associações membro.

 

Açores:

Presidente do Governo Regional

destacou serviço de D. João Lavrador

 

O presidente do Governo Regional dos Açores destacou o trabalho e “preocupação” de D. João Lavrador à frente da Diocese de Angra, numa sessão de cumprimentos de despedida do bispo nomeado para Viana do Castelo.

“Foi bom D. João Lavrador com a sua preocupação na diocese, ter sempre uma palavra para fazer do seu legado uma missão ao serviço dos mais carenciados e do povo açoriano”, disse José Manuel Bolieiro, citado pelo portal ‘Igreja Açores’.

O 39º bispo de Angra foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo de Viana do Castelo, a 21 de setembro de 2021, depois de ter estado seis anos nos Açores: Chegou ao arquipélago como bispo coadjutor, em 2015, e no ano seguinte assumiu funções enquanto bispo residencial.

“Teve sempre uma palavra, para além das nossas tradições e crenças religiosas, não apenas para as nossas ilhas, porque compreendeu bem a nossa açorianidade também no que diz respeito à diáspora”, afirmou o presidente do Governo Regional dos Açores do atual administrador diocesano de Angra.

Após a reunião para marcar a despedida do bispo da diocese, na sede da Presidência do Governo Regional dos Açores, em Ponta Delgada, D. João Lavrador disse aos jornalistas que parte do arquipélago “rico de humanidade”.

“Sinto realmente uma aprendizagem. Sinto saudade. Sinto já aquela resistência para a mudança, mas a minha missão é assim. Parto muito mais rico, mais rico em cultura, em amizade”, explicou.

“Rico neste sentido de uma sociedade que tem vitalidade e que nos envolve e que quer caminhar com tradições religiosas e culturais. Vou rico de humanidade de todos os açorianos”, destacou o administrador diocesano de Angra, informa o sítio online ‘Igreja Açores’.

D. João Lavrador vai deixar o arquipélago açoriano no dia 27 de novembro, dia em que toma posse na Diocese de Viana do Castelo, às 12h00, no Centro Pastoral Paulo VI.

A entrada solene na Sé de Viana celebrar-se-á no dia seguinte, às 15h30.

 

Leiria-Fátima:

«Nem só de algoritmos vive o homem»,

afirma D. António Marto 50 anos depois da ordenação sacerdotal

 

D. António Marto celebrou em 7 de novembro 50 anos de sacerdócio e disse à Agência Ecclesia que o padre tem de ser um “homem de relações”, assumir o “ministério da síntese” e afirmar que “nem só de algoritmos vive o homem”.

“O Evangelho diz ‘nem só de pão vive o homem’ e hoje temos de atualizar isso e dizer ‘nem só de algoritmos vive o homem’. Os algoritmos são bons e necessários para encontrar meios ou soluções de ordem tecnológica e até financeira, mas a dimensão humana é insubstituível”, afirmou o bispo de Leiria-Fátima.

Para D. António Marto, a Igreja e o padre hoje tem de seguir as indicações do Papa Francisco e definir-se pela proximidade, o cuidado da casa comum e a fraternidade.

“Não é ir com condenações imediatas ou juízos imediatos. Isso é lógica do poder, do autoritarismo! A Igreja hoje tem de saber falar ao mundo de hoje como Jesus, que não era de condenação ou juízo imediato, mas de acolhimento e compaixão, misericórdia. Melhor dito: proximidade, compaixão e ternura, uma expressão do Papa que resume a presença da Igreja no mundo de hoje e o perfil do padre também”.

Numa entrevista onde partilha o perfil do padre ao longo dos 50 anos de sacerdócio, desde a ocasião em que decidiu entrar no seminário, aos 10 anos, contrariando a vontade do pai que o queria militar e da mãe que via no filho um advogado, oi bispo de Leiria-Fátima disse um “padre tem de ser um homem de relações”, tando “relação com Deus”, porque “as pessoas gostam de um padre muito próximo mas gostam de saber que é um homem de fé e que é diferente”, e também relações com todas as pessoas, que sejam expressão de “acolhimento, atenção a cada um, de escuta, de partilha das alegrias e sofrimentos”.

“Um padre pode saber muito, ter grande formação em Teologia, Filosofia, Sociologia, saber explicar muito bem as coisas, fazer grandes sermões, mas se não tem a proximidade com seu povo, com as pessoas, falta-lhe algo, não serve! E o que é que lhe falta? Falta-lhe a língua, falta-lhe o poder de falar? Não, falta-lhe o coração, a humanidade”.

Ordenado sacerdote em 1971, em Roma, pelo cardeal D. António Ribeiro, D. António Marto, que é natural de Chaves, recorda que o pai também foi seu Formador quando lhe disse, na altura da ordenação, “não te suba o poder à cabeça” e “trata sempre bem os pobres e os humildes”.

“Eu isso nunca esqueci na vida! Foi uma marca que recordo sempre, praticamente todos os dias, sem grande esforço. Assim, o meu pai também foi educador e formador de um pastor”, reconheceu com emoção.

D. António Marto refere que “hoje a figura do padre não tem aquele prestígio social que teve antigamente”, “não tem o apoio cultural que tinha”, o que pode gerar “medo do momento presente”.

“Há dois riscos: ficar fechados no imobilismo (sempre se fez assim, vamos continuar) ou ficar no tradicionalismo da nostalgia do passado (o que acontece nalgum clero jovem também)”.

Para o bispo de Leiria-Fátima, o padre hoje tem de abandonar as lógicas do poder, deve ser ajudado por um “laicado maduro” e exercer o “ministério da Síntese”.

“O ministério do padre não é açambarcamento dos ministérios dos outros, mas o ministério da síntese, a comunhão entre todos, em que todos os ministérios e serviços confluem para o bem da comunidade mas isto leva tempo”.

Após a ordenação sacerdotal, D. António Marto continuou os estudos teológicos, foi depois 24 anos professor de Teologia e formador do Seminário Maior do Porto, até ser nomeado bispo, primeiro para auxiliar de Braga, no ano 2000, depois para Viseu, em 2004, e para a Diocese de Leiria Fátima, em 2006, e afirma que gosta de “andar neste mundo”, sem ter “medo da morte”.

“Não sei quantos anos mais viverei, mas farei o que puder ao serviço da Igreja e do Mundo”, afirmou.

 

Lisboa:

«Inclusão é possível e cria impacto na vida das pessoas»

 

O encontro «3 Milhões de Nós» afirmou que a “inclusão é possível” e que a integração no mercado de trabalho de pessoas com deficiência é o caminho para “criar impacto e alterar a vida das pessoas”.

“(O facto) de eu trabalhar teve impacto em mim e nos outros. Ao fim de quatro anos tenho colegas que me ligam para ir almoçar e eu tenho de dizer «já tenho planos». Já não tenho de pedir porque já percebem que é normal”, contou Patrícia, funcionária de uma entidade bancária, que partilhou a sua experiência de inclusão no painel «Está nas nossas mãos dar».

Sem nunca ter andado, devido a uma doença muscular, Patrícia necessita de ajuda para se alimentar e desde o primeiro dia conta com essa ajuda entre os colegas de trabalho.

“A diferença é um tabu na vida das pessoas. Involuntariamente estou a conseguir mudar o «chip» das pessoas. Eu percebo que o que é diferente assuste, mas depende de nós mostrar que não é assim tão diferente. É possível integrar pessoas com diversas tarefas e fazer com que a deficiência não seja mau; uma coisa diferente, sim, mas adaptável a todas as situações”, assumiu Patrícia, durante a apresentação partilhada com Inês Oom.

A trabalhar numa entidade bancária, Inês Oom define como seu objetivo “construir uma sociedade mais inclusiva”.

“A inclusão é um longo caminho e temos de reconhecer que nunca vamos estar preparados, mas a caminho. E está nas nossas mãos dar este passo.”, sublinhou.

«Está nas nossas mãos dar» foi o painel da tarde do encontro que decorre na Aula Magna e que quer fazer refletir os jovens para a capacidade de mudança que está nas mãos de cada um.

O painel apresentou ainda o testemunho de Martim Ferreira que durante o tempo de pandemia criou o projeto «Vizinho Amigo», com o objetivo de ajudar pessoas em risco com necessidades durante a pandemia.

“Juntámos mais de 7 mil voluntários e alcançámos um milhão de pessoas; com vários parceiros ajudámos mais de quatro mil famílias”, registou.

O encontro «3 milhões de nós», que se realizou na Aula Magna em Lisboa, centrou as suas reflexões no papel que os jovens têm na construção de uma sociedade mais justa.

“Está nas tuas mãos ir mais além”; “Está nas tuas mãos dar”; “Está nas tuas mãos pedir” e “O que está nas nossas mãos?” são temas a desenvolver nesta iniciativa.

 

Braga:

Presépio ao Vivo de Priscos

 

 O projeto “Mais Natal Priscos” da Paróquia de Priscos, (Braga), dá trabalho a reclusos do Estabelecimento Prisional daquela cidade há 7 anos, no âmbito de um protocolo assinado entre a paróquia e a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

“É a única paróquia de Portugal a realizar esta missão e já gastou “mais de 200 mil euros neste projeto”, refere uma nota enviada à Agência Ecclesia.

O Presépio ao Vivo de Priscos é uma “esperança, talvez mesmo um sonho que começou a realizar-se, na vida de muitos reclusos que são considerados não apenas pelo crime cometido, pelo qual estão a pagar com responsabilidade, mas também pela capacidade de fazer o bem”, acentua.

O trabalho para os reclusos “não pode ser uma obrigação, nem um privilégio, mas sim um direito”, aponta o padre João Torres, responsável pelo projeto «Mais Natal Priscos».

Permitir que reclusos antes do fim da sua pena passem algum tempo na comunidade é “um elemento vital para sua reintegração na sociedade”.

É necessário acreditar na “reabilitação dos reclusos, pois influenciará não apenas na melhoria do seu trabalho como também num comportamento positivo”.

Nesta linha de ação já passaram por Priscos, ao longo destes 7 anos “cerca de 40 reclusos”.

No Presépio ao Vivo de Priscos os reclusos cumprem um horário de trabalho entre as 08h30 e as 17h00, com intervalo de 60 minutos para almoço, e têm a remuneração mensal.

Uma parte do vencimento, cerca de metade, fica retida numa conta para que os reclusos possam fazer um pé-de-meia que lhes será devolvido quando saírem em liberdade.

A paróquia de São Tiago de Priscos tem manifestado, junto das autoridades competentes, “o desejo de continuar esta missão de ajudar reclusos a abandonarem o mundo do crime, para que não haja mais vítimas e tenham a possibilidade de seguirem as suas vidas com a dignidade humana possível”, conclui o padre João Torres.

 

Bragança:

D. José Cordeiro quer alargar Sínodo

a realidades «sociais, políticas, económicas e culturais»

 

D. José Cordeiro afirmou a intenção na diocese de Bragança – Miranda de escutar, no processo do Sínodo dos bispos, “outras realidades da pastoral antropológica e territorial: sociais, políticas, económicas e culturais”.

“Gostaríamos, ainda, de escutar outras pessoas que raramente são ouvidas: os pobres, os reclusos, os migrantes, as pessoas com deficiência, as minorias étnicas e as outras periferias existenciais e os gemidos da recente pandemia que são invisíveis na cidade, na vila ou na aldeia”, afirmou o bispo de Bragança-Miranda durante a celebração que deu início ao Sínodo dos Bispos na diocese.

O responsável pediu que se “acredite e ame a Igreja”, e que se cônjuge uma “gramática do dom de caminhar juntos”, “em espírito de serviço dedicado, sincero e humilde do coração”, procurando “escutar”.

“Todavia, quantas vezes ouvimos dizer: “Jesus sim, a Igreja não”, como se um pudesse ser alternativa à outra. Não se pode conhecer Jesus, se não se conhece a Igreja. Só se pode conhecer Jesus por meio dos irmãos e irmãs da sua comunidade. Ninguém pode dizer-se plenamente cristão, se não viver a dimensão eclesial da fé»”, afirmou.

D. José Cordeiro afirmou que este caminho sinodal que agora tem início “não parte do zero” mas deve “consolidar âmbitos permanentes da comunhão sinodal”.

“Conscientes que a sinodalidade é o estilo próprio da vida e da missão da Igreja, queremos consolidar nos âmbitos permanentes da comunhão sinodal: no conselho presbiteral, no colégio dos consultores, no conselho pastoral diocesano, no conselho episcopal, no conselho diocesano para os assuntos económicos, conselhos paroquias dos assuntos económicos (fábricas da igreja), direções e colaboradores das IPSS’s e outras realidades da diaconia da caridade, nas comissões diocesanas, nos secretariados e serviços diocesanos, nos conselhos pastorais das unidades pastorais, no conselho pastoral dos arciprestados, nas comunidades e pessoas de vida consagrada, nos movimentos, nos grupos eclesiais e na piedade popular”, reconheceu.

D. José Manuel Cordeiro apontou a “circularidade dinâmica de: «todos», «alguns» e «um»”. “Todos os membros da Igreja somos convocados à consulta, alguns (equipa e assembleia sinodal) são chamados a discernir, um (o Bispo Diocesano) é quem tem a decisão na proximidade a Deus, ao Colégio episcopal, ao Presbitério e a todo o povo santo de Deus”, explicou.

D. José Cordeiro apresentou o processo sinodal como uma etapa “nova e surpreendente na Igreja”, um “caminho com Deus e com a humanidade para viver uma experiência humilde e desinteressada na lógica do serviço”.

 

Catequese:

CEP aprova novo itinerário de iniciação cristã

projetado «ao longo de toda a vida»

 

O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé disse à Agência Ecclesia que o novo itinerário de iniciação à vida cristã, aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa, decorre dos “tempos de profundas mudanças” na atualidade.

No novo documento, intitulado “Itinerário de iniciação à vida cristã com as famílias, com as crianças e com os adolescentes”, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) indica “um novo olhar” sobre a transmissão da fé na infância e adolescência.

“Estes tempos de profundas mudanças no que diz respeito à família, à personalização da fé, à própria educação da fé, à cultura que nos envolve, implicam um novo olhar, um novo trabalho em conjunto para que a educação da fé se faça não apenas em seis, sete, nove, dez anos, mas se vá fazendo ao longo de toda a vida”, disse D. António Moiteiro à Agência Ecclesia.

O itinerário corresponde ao Inicio de “um processo sinodal no campo da catequese”, oferece um “plano geral” com propostas de “tempos” e “percursos”, começando agora a etapa de preparação de “materiais catequéticos”. “É um tema a estudar porque é preciso inserir o mundo digital”, acrescentou.

O documento “Itinerário de iniciação à vida cristã com as famílias, com as crianças e com os adolescentes” foi aprovado pela Assembleia Plenária que terminou hoje em Fátima, assim como “a proposta de proclamar São Bartolomeu dos Mártires como padroeiro dos Catequistas”.

“Foi ainda apresentada e aprovada a proposta de se gerar um movimento de reflexão sobre educação, coordenada pela Comissão Episcopal e integrando os organismos e instituições envolvidos nas várias dimensões educativas, que apresente o pensamento da Igreja sobre esta dimensão humana e social”, acrescenta o Comunicado Final da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa.


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