4º Domingo Comum

29 de Janeiro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Sl 105, 47

Antífona de entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas as nações, para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso louvor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O início da vida pública de Jesus é marcado pela profissão pública que o demónio faz da identidade do Santo de Deus. Mas Jesus quer que essa identidade permaneça escondida até ao momento por Deus escolhido. Também nós começamos a nossa celebração com a certeza de Jesus é o Santo de Deus e que esta Boa-Nova não deverá agora permanecer mais escondida.

 

oração colecta: Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Se alguém não escutar a Palavra de Deus que não seja por culpa do profeta que tem obrigação de a proclamar, senão será a este que Deus pedirá contas.

 

Deuteronómio 18, 15-20

Moisés falou ao povo, dizendo: 15«O Senhor teu Deus fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deveis escutar. 16Foi isto mesmo que pediste ao Senhor teu Deus no Horeb, no dia da assembleia: 'Não ouvirei jamais a voz do Senhor meu Deus, nem verei este grande fogo, para não morrer'. 17O Senhor disse-me: 'Eles têm razão; 18farei surgir para eles, do meio dos seus irmãos, um profeta como tu. Porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar. 19Se alguém não escutar as minhas palavras que esse profeta disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas. 20Mas se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá'».

 

Estamos perante um texto verdadeiramente institucional do profetismo em Israel. Moisés não é simplesmente o libertador da escravidão do Egipto e o legislador e organizador do povo, mas é tido como o primeiro e o modelo de todos os profetas (cf. Dt 34, 10). O contexto dos vv. 19-22 deixa ver que profeta tem aqui um sentido colectivo; alude-se à permanência do carisma profético ao longo da história do povo. Mas também se pode incluir aqui o próprio Messias, como reconhecia a tradição judaica no tempo de Jesus, concretamente os manuscritos de Qumrã (1 QS 9). O v. 18 é citado textualmente no discurso de Pedro no Templo (Act 3, 20-23) e em S. João Jesus é chamado «o Profeta» (Jo 6, 14; 7, 40; cf. 1, 21.45). Jesus cumpre esta profecia de modo eminente.

 

Salmo Responsorial    Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)

 

Monição: A Palavra é efémera, passa e dura uns segundos, por isso a importância que é dada à escuta atenta e vigilante.

 

Refrão:         Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,

                      não fecheis os vossos corações.

 

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,

aclamemos a Deus, nosso Salvador.

Vamos à sua presença e dêmos graças,

ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

 

Vinde, prostremo-nos em terra,

adoremos o Senhor que nos criou;

pois Ele é o nosso Deus

e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:

«Não endureçais os vossos corações,

como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,

onde vossos pais Me tentaram e provocaram,

apesar de terem visto as minhas obras».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Preocupar-se com as coisas do Senhor é dar-lhe atenção e a primeira prova de amor é a escuta da Sua palavra.

 

1 Coríntios 7, 32-35

Irmãos: 32Não queria que andásseis preocupados. Quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor. 33Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, 34e encontra-se dividido. Da mesma forma, a mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com a forma de agradar ao marido. 35Digo isto no vosso próprio interesse e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios.

 

Na continuação do texto do passado Domingo, S. Paulo continua a fazer a apologia do celibato por amor do Senhor. Aqui recorre a outro argumento a favor: «aquele que se casou… encontra-se dividido» (v. 34). Mesmo que a pessoa casada ame o seu cônjuge por amor de Deus, com um amor recto e puro, sem mistura de egoísmo, a verdade é que nela se produz uma inevitável divisão afectiva, para além do facto de não dispor de tanto tempo para dedicar só a Deus. S. Paulo louva e encarece o celibato por amor do Reino, mas sem o impor (cfr. vv-25-26.38.40). O Magistério da Igreja definiu solenemente a superioridade do celibato apostólico sobre o matrimónio, mas isto não quer dizer que os casados não estejam chamados igualmente à santidade, nem que não possam vir a ser até mais santos do que muitos que vivem o celibato apostólico; o que sucede é que estes arrancam de um escalão mais elevado rumo à santidade – a entrega dum coração indiviso –, embora possa suceder que não cheguem tão alto como muitos casados podem chegar. Convém sublinhar que este ensinamento paulino é original e está ao arrepio da mentalidade da época, nada tendo que ver com o desprezo pelo corpo, pela mulher e pelo matrimónio, próprio do maniqueísmo posterior; a mentalidade da época era avessa à continência e até à castidade em geral; o celibato praticado pelo insignificante grupo dos essénios era um fenómeno isolado e sem qualquer impacto. O apreço de Paulo pela santidade do matrimónio leva-o a propô-lo como imagem da união entre Cristo e a Igreja (cf. 2 Cor 11, 2; Ef 5, 21-33).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 4, 16

 

Monição: Jesus começou a ensinar na Sinagoga e todos se maravilhavam. Ouvir a proclamação do Evangelho é ouvir Jesus, escutemo-lo maravilhados nós também.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;

para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 21-28

21Jesus chegou a Cafarnaúm e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, 22todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. 23Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: 24«Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». 25Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». 26O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. 27Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe28E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

 

O final do texto da leitura evangélica de hoje (v. 27) põe em evidência dois aspectos notáveis: a autoridade de Jesus e o seu poder sobre os demónios. Jesus ensina uma «nova doutrina» – é a novidade do Evangelho – e «com que autoridade!». Não era «como os escribas» (v. 22); de facto, estes limitavam-se a repetir as lições que procediam da tradição rabínica, a lei oral atribuída a Moisés. Jesus não é um repetidor, ainda que frequentemente recorra aos ensinamentos das mestres de Israel (cf. Strack-Billerbeck), nunca os cita e as suas palavras sempre estão iluminadas por um espírito novo. Nunca apela para os mestres rabínicos e, quando apela para Moisés, atreve-se a acrescentar: «Eu, porém, digo-vos».

O outro aspecto é o poder sobre os demónios. Que o demónio existe não se pode pôr em dúvida. Que as doenças eram então atribuídas ao demónio também é verdade. Que todas as vezes que Jesus cura um endemoninhado, o que faz é simplesmente curar algum tipo de doença psíquica era o que em 1779 escrevia o protestante J. S. Semler e alguns hoje repetem, sem que o possam provar. Recentemente a Igreja católica publicou o ritual dos exorcismos, onde aparecem orações que qualquer pessoa pode rezar para se livrar do demónio e onde estão os exorcismos propriamente ditos que só se podem fazer com autorização da autoridade diocesana e só depois de esgotados todos os recursos humanos de ciência médica.

24-25 «Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus» Não é uma confissão de fé do demónio, mas um expediente para captar o favor de Jesus, que o Evangelista regista para mostrar quem é Jesus. «Cala-te e sai desse homem» é a forma original que Jesus emprega para expulsar demónios, ao invés dos exorcistas tradicionais, que se serviam de várias técnicas complicadas e demoradas; a palavra de Jesus encerra um poder divino, pois para Deus basta dizer, para que se faça o que Ele quer (cf. Gen 1).

 

Sugestões para a homilia

 

A primeira leitura faz parte do chamado Código Deuteronomista, que começa no capítulo 12 e estende-se até o capítulo 26 do livro do Deuteronómio. Tal código contêm uma série de normas inspiradas na revelação divina e que regulamentavam o culto, os sacrifícios, as festas, as instituições e a vida social e civil do povo de Deus. O trecho de hoje faz parte deste código e se destina à regulamentação da instituição e do serviço profético. A profecia é um dom de Deus, uma vocação e, consequentemente, um serviço aos demais irmãos. É Deus quem faz surgir os profetas para o seu povo. O profeta sempre será um homem escolhido por Deus, tirado do meio dos irmãos, sem compromissos com ninguém e com nenhuma espécie de poder, para assim poder realizar plenamente a sua vocação, servindo exclusivamente a Deus seu Senhor e ao povo para o qual ele foi enviado. O profeta sempre foi uma espécie de mediador entre Deus e os homens. Sua missão é apresentar a Deus as súplicas e necessidades dos homens seus irmãos. É ele que fala ao povo em nome de Deus e lhes transmite as coisas de Deus, revelando aos seus irmãos o seu plano e sua vontade. É ele que leva e apresenta a Deus a resposta positiva ou negativa dos homens. Quase sempre o profeta é um homem mal visto, mal compreendido e maltratado por aqueles que ele serve, pois sempre fala aquilo que Deus lhe ordena e não aquilo que os homens gostariam que ele falasse. Por não ter compromissos com ninguém além de Deus, o profeta fala abertamente, denunciando as injustiças, gritando contra a opressão dos pequenos, apontando as falsidades dos corações dos homens, chamando a atenção dos poderosos e convidando todos indistintamente para a conversão, mostrando-lhes a bondade e a misericórdia de Deus. Ele sempre foi uma pessoa incómoda para homens do seu tempo. Como aquilo que ele anuncia ou denuncia é sempre vindo de Deus e revela a sua vontade, ainda que não agrade, deve ser seguido e acolhido com carinho, pois Deus nos pedirá contas de tudo quanto os seus profetas nos anunciam em seu nome. Ainda que estejamos acostumados a pensar que vocação profética é coisa do passado, temos que saber que pelo nosso baptismo, todos nos tornamos participantes por direito e por dever da missão sacerdotal, real e profética do Cristo. Pela graça do Espírito Santo que nos foi derramada no baptismo, todos fomos colocados em condição de ser estes mensageiros de Deus entre os homens. Todos estamos envolvidos nesta árdua missão e para cumpri-la com dignidade, precisamos ser homens e mulheres de Deus. Não podemos nos comprometer com nenhuma pessoa ou com algum tipo de poder humano, mas permanecer livres de qualquer compromisso para podermos servir somente a Deus e o seu plano salvífico em favor dos homens filhos seus. Temos que ter consciência de que no exercício desta nossa participação na missão profética de Cristo, seremos amados por poucos e odiados por muitos. Seremos mal vistos, mal falados, maltratados e perseguidos. Nada poderá nos assustar ou diminuir a força do nosso testemunho, pois é muito mais seguro permanecer fiel a Deus, do que se comprometer com os homens e seus pecados. Devemos temer somente ao juízo divino que é eterno e absolutamente justo e não àquele dos homens, que é passageiro, limitado, leviano e muitas vezes, completamente injusto.

O Evangelho nos apresenta Jesus em pleno exercício de sua missão profética. Ele é o profeta por excelência, pois não somente anuncia, mas realiza o plano do Pai. Ele é o próprio Deus e tudo quanto anuncia, se realiza, pois com Ele chegou a plenitude dos tempos e o momento oportuno para a plena realização de todas as promessas de Deus em favor dos seus filhos. Num dia de sábado, dia dedicado ao Senhor Deus, Jesus entra no templo e começa a ensinar. Ele não se limita a ler as escrituras como qualquer outro homem do seu povo, mas ensina, isto é, interpreta, aplica, dá vida à Palavra de Deus lida no templo, pois tudo o que era lido no templo sob forma de oração e que era apresentado ao povo sob a forma de promessa da parte de Deus, encontrava em Jesus a sua plena realização. Diversamente do que ensinavam os doutores da Lei, o ensinamento de Jesus era oferecido com autoridade e causava a admiração de todos os ouvintes. Jesus não se perdia nos infinitos detalhes que foram criados pelos doutores do templo, mas ensinava o povo a ver com profundidade o que era essencial na Lei, a vontade do Pai, garantia de vida e salvação para todos os filhos de Deus. Tudo aquilo que Jesus anunciava era confirmado pelo Pai. Ele foi o único que em tudo e sempre cumpriu a vontade do Pai, por isto, tudo o que ele anunciava se cumpria. Aquilo que Jesus anunciava era tão verdadeiro e de acordo com o desejo do Pai, que até mesmo o demónio, maior inimigo dos filhos de Deus e do seu Reino, lhe obedecia e ficava completamente impotente.

Deste modo de fazer de Jesus, podemos tirar algumas conclusões práticas para a nossa vida de filhos: Jesus já venceu o demónio e todo o mal. Aqueles que são seus, também caminham para isto e um dia, todos terão vencido o demónio, o mal e todas as suas consequências. Porém, enquanto estamos no caminho desta vida, seremos sempre tentados pelo demónio que nos quer ver longe do cumprimento da vontade de Deus. As vezes até caímos em suas ciladas, mas temos modos para nos livrarmos delas, como nos ensina Jesus hoje. O caminho mais seguro é escutar a sua Palavra salvífica, seguir o seu Evangelho e, seguindo o seu exemplo, permanecermos fiéis ao Pai em tudo até o fim. No coração de todo aquele que guarda as palavras de Jesus e procura fazer a vontade do Pai, não sobra espaço para a acção do demónio. Com a chegada de Jesus entre nós, chegou-nos a salvação e o mal não tem mais poder sobre os filhos de Deus. Basta que enchamos nossas vidas de Deus, das suas palavras salvífica e nenhum mal nos acontecerá.

Finalmente, o evangelho de hoje nos traz um forte questionamento a respeito do testemunho que damos da nossa fé em Jesus. O espírito mal que havia possuído aquele homem, reconhece e proclama publicamente que Jesus é o Santo de Deus, o Messias esperado e enviado por Deus. Ao contrário, nós que somos os filhos de Deus e que tudo recebemos Dele, somos acomodados, medrosos e muito fracos no nosso testemunho de Jesus e do seu evangelho. Portanto, hoje devemos nos perguntar com toda sinceridade: o que há em nossos corações que nos faz tão frios e duros, diante de um Deus que é tão bom e misericordioso para connosco? A nossa participação na missão profética do Cristo exige que sejamos anunciadores e incansáveis testemunhas da pessoa e da obra de Jesus, pois Nele realizou-se tudo o que o Pai havia prometido ao longo dos tempos, em favor dos homens, filhos seus.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo–poderoso, e imploremos a Sua misericórdia, dizendo:

Ouvi-nos Senhor.

 

1.  Pelos bispos, presbíteros e diáconos:

para que sejam profetas do mundo novo e não se cansem nunca de anunciar a Boa-Nova,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos catequistas:

para que sejam fiéis à sua vocação de arautos do Evangelho

juntos das crianças que lhes são confiadas,

oremos, irmãos

 

3.  Para que nunca percamos a esperança

perante as dificuldades da vida, e sejamos sempre conscientes

de que o Amor de Deus é mais forte que a morte,

oremos, irmãos.

 

4.  Para que todos aqueles que dedicam a sua vida

à preocupação exclusiva pelas coisas do Senhor,

para que nunca esqueçam que o Amor de Deus é inseparável do amor ao próximo,

oremos, irmãos

 

5.       Para que todos nós vivamos nossa fé em Cristo ressuscitado

numa Comunidade que saiba ser fiel à sua vocação profética,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, fazei-nos encontrar no anúncio de Jesus como o Messias,

o Santo de Deus, a razão de ser da Igreja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo …

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Louvai o nosso Deus, F. da Silva, NRMS 60

 

Oração sobre as oblatas: Apresentamos, Senhor, ao vosso altar os dons do vosso povo santo; aceitai-os benignamente e fazei deles o sacramento da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é memória e actualização da morte e ressurreição de Jesus. O Deus outrora escondido aos homens e reconhecido dos demónios é agora reconhecido na Eucaristia pelo homem de fé.

 

Cântico da Comunhão: Eucaristia, celeste alimento, M. Carneiro, NRMS 77-79

Sl 30, 17-18

Antífona da Comunhão: Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto, salvai-me, Senhor, pela vossa bondade e não serei confundido por Vos ter invocado.

Ou: Mt 5, 3-4

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra prometida.

 

Cântico de acção de graças: Exulta de alegria no Senhor, M. Carneio, NRMS 21

 

Oração depois da Comunhão: Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção, nós Vos suplicamos, Senhor, que, por este auxílio de salvação eterna, cresça sempre no mundo a verdadeira fé. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Os Judeus saíram da Sinagoga e logo a fama de Jesus se espalhou por toda parte. Também nós estivemos hoje na presença de Jesus e o ouvimos a ensinar com autoridade. Temos agora que levar Jesus a todos os homens.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

feira, 30-I: A fé e as ‘desgraças’.

2 Sam. 15, 13-14. 30; 16, 5-13 / Mc. 5, 1-20

... narraram o que havia sucedido ao possesso e o que se passava com os porcos. Começaram então a pedir a Jesus que se retirasse do seu território.

Os gadarenos pedem a Jesus que se retire do seu território por causa da desgraça’ da morte dos dois mil porcos (cf. Ev.). Pelo contrário, David aceita todas as pedradas e insultos que lhe são dirigidos como permitidas por Deus: «Deixa-o amaldiçoar: foi o Senhor quem lho ordenou» (Leit.)-

Só a fé nos fará descobrir a mão de Deus por detrás daquilo que consideramos os males humanos. Aproveitemos bem as desgraças desta vida para sermos mais felizes na outra e não nos afastemos do Senhor por causa das provações.

 

feira, 31-I : S. João Bosco: Procuremos ‘tocar’ no Senhor.

2 Sam. 18, 9-10. 14. 24-25. 30- 19, 4 / Mc. 5, 21-43

Pois dizia consigo: Se eu, ao menos, lhe tocar nas vestes, ficarei curada.

Jesus curou esta mulher, porque viu a sua grande fé: «foi a tua fé que te salvou» (Ev). Jesus tem em conta a fé manifestada em silêncio, mas tocando na sua veste.

Nós estamos constantemente a tocar em Jesus, quando participamos na Eucaristia, quando o recebemos na Comunhão, quando fazemos oração ou levamos a cabo o nosso trabalho... S. João Bosco (século XIX) foi ‘tocado’ pelo Senhor para dedicar a sua vida à educação da juventude, tendo fundado a Sociedade dos Salesianos, apoiando muitos jovens a aproximar-se do Senhor.

 

feira, 1-II: Confiança em Deus e contrição.

2 Sam. 24, 2. 8-17 / Mc. 6, 1-6

(Jesus) não pode fazer ali qualquer milagre... Estava admirado com a falta de fé daquela gente.

Jesus entristece-se com a falta de fé dos seus conterrâneos (cf. Ev.). Também pela falta de confiança em Deus. David quis saber com quantos homens poderia contar para os seus combates (cf. Leit.). Acabou por reconhecer o seu pecado e pediu perdão ao Senhor, aceitando qualquer penitência que lhe fosse imposta.

Quando fazemos alguma coisa que não agrada a Deus, não deixemos de recorrer à contrição, que é uma dor de alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de não pecar mais no futuro (cf. CIC, 1452).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:  Hermenegildo Faria

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha


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