aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

Portugal:

Presidente português doa valor de prémio da CPLP

à Cáritas de Moçambique

 

O presidente da República Portuguesa anunciou, na sessão de encerramento da XIII cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Luanda: “Tenciono doar o valor deste prémio à Caritas de Moçambique para que seja distribuído pelas organizações não-governamentais que em Cabo Delgado tanto fazem, e em condições tão difíceis, pela verdadeira e duradoura paz social com ilimitada devolução humanitária”.

Instituído em 2011 e bienal, o “Prémio José Aparecido de Oliveira” promove a atribuição de um diploma de mérito e de uma prestação pecuniária de 30 mil euros, pretendendo “reconhecer e homenagear personalidades e instituições que se distingam na defesa, valorização e promoção dos princípios, valores e objetivos da CPLP”.

O chefe de Estado português, citado pela Lusa, mostrou-se “sensibilizado” por ter sido escolhido para receber o “Prémio José Aparecido de Oliveira”, falecido em 2007, que foi diplomata e ministro da Cultura do Brasil.

“Para além de uma enorme honra, este prémio representa também uma enorme responsabilidade no sentido de continuarmos juntos a pugnar pela valorização da língua portuguesa e pela promoção dos princípios e objetivos da CPLP”, acrescentou Rebelo de Sousa.

A Cáritas Portuguesa saudou a decisão do presidente da República: “É uma boa noticia e revela grande generosidade por parte do presidente Marcelo, aliás confirma e reforça aquilo que tem sido a sua posição sobre Cabo Delgado”.

 

CNE:

Federação Escutista vai organizar

a «maior atividade escutista de jovens» mundial, em 2025

 

A Federação Escutista de Portugal (FEP) – constituída pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE) e os Escoteiros – foi eleita para organizar o World Scout MOOT 2025, “a maior atividade escutista de jovens adultos a nível mundial”.

Num comunicado enviado à Agência Ecclesia, a FEP explica que ‘Engage’ (“Envolve-te”) vai ser o mote do MOOT 2025 que vai juntar jovens dos 18 aos 25 anos de todo mundo e que serão desafiados a “percorrer o país e contactar com a comunidade local”, juntando-se, depois, no Centro Escutista do Buçaquinho, em Ovar.

“A realização do evento em território nacional será impactante a vários níveis, desde a dinamização turística, a consciencialização local, nacional e internacional sobre questões globais atuais”, explica a Federação Escutista de Portugal.

Neste contexto, no World Scout MOOT 2025 vão também “potenciar” o envolvimento dos jovens no desenvolvimento sustentável das comunidades locais, na sociedade nacional e internacional e ainda incentivar relações entre “os países lusófonos, desenvolvendo condições especiais para a sua participação no evento e posterior apoio no desenvolvimento de outros projetos”.

O World Scout MOOT 2025 é promovido pela Organização Mundial do Movimento Escutista (OMME) e Portugal foi eleito para ser o país organizador, depois de ter apresentado a sua candidatura, na 42ª Conferência Mundial do Escotismo, “onde debatem o futuro do maior movimento de jovens do mundo”, que começou no dia 25 de agosto e termina este domingo.

O Corpo Nacional de Escutas (CNE – escutismo católico) e a Associação dos Escoteiros de Portugal, as duas associações nacionais que constituem a FEP, vão trabalhar com a OMME para acolher o World Scout MOOT, em 2025.

 

Viseu:

Bispo faz memória de D. João de Oliveira Matos,

«um servo apaixonado por Deus e pela Igreja»

 

O bispo de Viseu destaca em “memória agradecida” que D. João de Oliveira Matos, bispo auxiliar da Guarda, foi “um servo apaixonado por Deus e pela Igreja”, nos 59 anos da morte do Servo de Deus, assinalados este domingo.

“Na vida do Servo de Deus o apelo à santidade foi o fio condutor de todo o seu agir de Pastor, fazendo do seu ensinamento uma reflexão espiritual e social para todos. Atento aos mais desprotegidos e vulneráveis fez deste modo um caminho peculiar para o anúncio da Alegria do Evangelho”, escreve D. António Luciano.

Na nota enviada à Agência Ecclesia, o bispo de Viseu salienta que, fazendo eco da santidade vivida por D. João de Oliveira Matos, o Papa Francisco declarou “a heroicidade das suas virtudes”, através do decreto que concedeu o título de Venerável, a 3 de junho de 2013.

“Este momento foi por parte da Igreja a confirmação de que o que ele pregava aos outros, ele próprio o vivia. Agora resta-nos a todos continuar a pedir a Deus a graça de um milagre pela sua intercessão para ser beatificado”, acrescenta.

D. João de Oliveira Matos, bispo auxiliar da Guarda, recebeu a ordenação episcopal no dia 25 de julho de 1923, na Sé, e fundou a Liga dos Servos de Jesus, a 11 de fevereiro de 1924, que se “estendeu pela Diocese da Guarda e por outras dioceses do país” e “surgiram muitas casas, patronatos, escolas e comunidades que serviram e ajudaram o povo de Deus a crescer espiritualmente”.

D. João de Oliveira Matos nasceu em Valverde, concelho do Fundão, no dia 1 de março de 1879; frequentou os Seminários da Guarda, foi ordenado presbítero a 28 de março de 1903, na capela do Paço Episcopal do Fontelo, em Viseu, e celebrou a primeira Missa na igreja do Fundão em 3 de abril de 1903.

O Venerável Servo de Deus morreu com “fama de santidade” em 29 de agosto de 1962, poucos meses antes da abertura solene do Concílio Vaticano II, a em 11 de dezembro de 1962.

 

Braga:

Exposição «75 anos do Opus Dei em Portugal»

 

A cidade de Braga acolheu, a partir do dia 16 deste mês, no Museu Pio XII a exposição «75 anos do Opus Dei em Portugal».

A exposição que esteve patente até ao dia 02 de outubro contém “14 painéis, com fotografias inéditas e de alguns objetos históricos, onde se contam os principais momentos da história desta instituição da Igreja Católica em Portugal”, lê-se numa nota enviada à Agência Ecclesia.

O programa incluiu também a apresentação pública do livro de Hugo de Azevedo O Fundador do Opus Dei em Portugal., uma conferência sobre o papel da mulher na sociedade atual e ainda atividades para crianças.

A exposição concluirá com uma missa na Basílica do Bom Jesus do Monte, no dia 2 de outubro, evocando a presença de S. Josemaria naquele Santuário.

Esta mesma exposição esteve já patente em Lisboa, em Coimbra, no Porto e em Viseu.

O Opus Dei está a celebrar 75 anos de trabalho em Portugal e a celebração que decorre ao longo do ano, tem como objetivo “dar graças pelos frutos do serviço a Deus, à Igreja e a tantas almas, bem como dar a conhecer a história destes 75 anos”, refere.

 

Beja:

Bispo nomeia coordenador dos trabalhos diocesanos

para o Sínodo dos Bispos 2023

 

O bispo de Beja, D. João Marcos, nomeou o padre Manuel António Guerreiro do Rosário como coordenador dos trabalhos diocesanos para o Sínodo dos Bispos de 2023, convocado pelo Papa Francisco.

O sacerdote, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores da diocese alentejana, é docente do Instituto Superior de Teologia de Évora.

A abertura do percurso do Sínodo de 2023 acontece no Vaticano, sob a presidência do Papa, nos próximos dias 9 e 10 de outubro, e em cada diocese católica, a 17 de outubro, sob a presidência do respetivo bispo.

Estas celebrações dão início à “fase consultiva” da 16ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos, a partir de um documento preparatório, um questionário e um vademécum com propostas de consulta em cada diocese.

O Vaticano determina que cada bispo nomeia um responsável ou uma equipa diocesana para a consulta sinodal; cada Conferência Episcopal deve fazer o mesmo.

 

Forças Armadas:

Maria é «o farol que há de orientar

a direção que a humanidade deve seguir»

 

O bispo da Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança presidiu à solenidade litúrgica da Assunção de Nossa Senhora, referindo que Maria “é o farol que há de orientar a direção que a humanidade deve seguir”.

D. Rui Valério recordou que a proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora pelo Papa Pio XII, em 1950, indicou “o caminho de esperança e o rumo do recomeço ao mundo que ainda estava a sair do drama da segunda guerra mundial”.

“Também hoje, neste agosto de 2021, a humanidade está novamente a viver uma etapa crucial da sua história, porque está igualmente num retomar de vida, está a sair de um período de confinamento e de pandemia e, paulatinamente, começa a recuperar a vida normal”, afirmou o bispo das Forças Armadas.

D. Rui Valério disse que, como em 1950, também neste ano de 2021, “a grande referência que a nível mundial existe” é a “solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao céu”

“É o farol que há de orientar a direção que a humanidade deve seguir. Por isso, é muito sugestivo e profético que nesta Igreja da Senhora da Lapa, onde se celebra e exalta Nossa Senhora da Assunção, se erga majestoso um farol”, afirmou.

Na homilia da Missa, D. Rui Valério indicou que o mistério da Assunção de Nossa Senhora é um “farol que vai orientar a rota da humanidade que navega no mar do mundo e tem que enfrentar tempestades e turbulência e, ao mesmo tempo, construir história”.

O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança pregou o tríduo da Assunção de Nossa Senhora na Igreja da Lapa, na Póvoa de Varzim, e presidiu à Eucaristia da solenidade litúrgica da Assunção de Nossa Senhora, numa celebração que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e do comandante da Escola dos Serviços do Exército.

 

Porto:

Bispo foi recebido pelo Papa

 

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou que o Papa recebeu em audiência o bispo do Porto, D. Manuel Linda.

Na rede social Twitter, o bispo do Porto referiu que se encontrava em Roma a tratar de “assuntos ordinários da diocese” e pediu ao Papa para ser recebido em audiência privada.

“Uma simpatia”, assim se refere D. Manuel Linda ao Papa Francisco, após o encontro que decorreu na manhã de um sábado, no Vaticano.

“Prometi ao Papa que rezaremos por ele. E ele envia a bênção apostólica para todos os diocesanos do Porto”, acrescente o bispo do Porto.

D. Manuel Linda foi nomeado bispo em 2009, para auxiliar da Arquidiocese de Braga, em 2013 o Papa Francisco nomeou-o bispo da Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança e, em março de 2018, bispo do Porto.

Manuel da Silva Rodrigues Linda nasceu a 15 de abril de 1956 na Freguesia de Paus (Concelho de Resende, Diocese de Lamego e Distrito de Viseu); frequentou os Seminário Menor (Resende) e Maior (Lamego), e o Instituto de Ciência Humanas e Teológicas (Porto) tendo sido ordenado padre a 10 de junho de 1981, na Diocese de Vila Real.

Na diocese transmontana foi pároco, assistente diocesano da Ação Católica, promotor de Justiça e Defensor do Vínculo no Tribunal Eclesiástico e responsável pela Pastoral Juvenil; foi também capelão militar.

Ao longo de 19 anos, assumiu a missão de reitor do Seminário de Vila Real e de vigário episcopal para a Cultura, tendo sido coordenador diocesano da pastoral e membro dos Conselhos Presbiteral, Pastoral e de Consultores.

D. Manuel é licenciado em Humanidades, pela Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa (1987), e em Teologia, pela Faculdade de Teologia (Porto) da mesma Universidade (1988); obteve a licenciatura canónica (estudos de segundo grau, equivalente ao Mestrado) em Teologia, pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma (1991), e o doutoramento em Teologia, especialidade de Teologia Moral, pela Universidad Pontifícia Comillas, em Madrid (1998), com a tese ‘Andragogia política em D. António Ferreira Gomes’, bispo do Porto.

 

Viana do Castelo:

Jovens promovem semana dedicada aos avós e idosos,

por inspiração do Papa

 

A Juventude Unida de Deocriste (Diocese de Viana do Castelo) dedicou uma semana aos mais velhos da paróquia, assinalando o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, iniciativa do Papa Francisco.

“Tivemos uma ligação entre os idosos que não estávamos à espera, gostamos bastante. Foi uma missão muito boa”, disse Tiago Ferros à Agência Ecclesia.

O entrevistado, membro da Juventude Unida de Deocriste (JUD), adianta que o grupo já conversou sobre as visitas que realizaram a cerca de 16 idosos, 11 casas na paróquia, e todos “gostaram muito”.

“Divertimo-nos, conseguimos aprender coisas novas, coisas antigas da freguesia. Entregamos uma rosa a cada idoso e contaram uma história”, explicou, adiantando que estiveram cerca de meia hora em cada casa.

Neste contexto, os JUD estão a “dedicar” uma semana aos avós e idosos na rede social Facebook, onde publicam vídeos com uma pessoa “a falar sobre a freguesia, sobre os tempos antigos, e alguns sobre o quanto é bom ter um grupo de jovens”.

Tiago Ferros adianta que já combinaram visitar “os idosos mais vezes” e esta foi a primeira iniciativa do género do grupo de jovens da Paróquia de Deocriste, que conta com 19 elementos e que foi criado antes da Páscoa deste ano.

“Estamos a começar a fazer alguma coisa e estamos a descobrir o que é um grupo de jovens. O nosso primeiro projeto foi preparar a Semana Santa, com faixas nos cruzeiros, fizemos também um tapete”, acrescentou Tiago Ferros.

A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2023, em Lisboa, e as dioceses portuguesas convidaram os jovens a participarem “num grande movimento nacional”, na iniciativa ‘Faz Missão pelos Avós e os Idosos’, no próximo sábado e domingo.

 

Vila Real:

D. António Augusto Azevedo diz que «progressiva superação

da pandemia» vai exigir «esforço» e pede empenho de todos

 

A Diocese de Vila Real vai viver o próximo ano centrada nas famílias, na sinodalidade e na juventude, com a celebração do centenário da sua criação no horizonte, indica D. António Augusto Azevedo no Plano Pastoral.

“A celebração do centenário da diocese de Vila Real estará no centro das nossas preocupações com várias iniciativas previstas no programa, preparado pela Comissão do Centenário, que procurarão assinalar condignamente a efeméride e favorecer o crescimento da consciência de ser diocese, de pertença a esta Igreja local”, escreve o bispo de Vila Real na apresentação do plano pastoral ‘Permanecer Unidos em Cristo’, publicado no site da diocese.

D. António Augusto Azevedo acredita que o próximo ano pastoral, com a “progressiva superação da pandemia” terá de traduzir “um grande esforço para reativar a vida das comunidades cristãs” e pede, por isso, “forte empenhamento na dinamização da vida eclesial” por parte de todos, “clero e leigos, famílias, jovens e adultos”.

O Bispo de Vila Real assume a “sintonia com a Igreja” que, com proposta do Papa Francisco, vive o Ano da Família Amoris Laetitia e que Vila Real deseja valorizar, com “coordenação e apoio do Secretariado Diocesano” e a participação “dos casais sensibilizados para esta causa”.

“É necessário dar novos passos em frente relativamente à descoberta do valor do matrimónio, à preparação dos noivos, ao acompanhamento de casais e famílias, dando especial atenção às «famílias feridas»”, destaca.

Quanto aos jovens, com o horizonte na Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, pede D. António Augusto Azevedo que se envolvam e se associem à “estrutura organizativa já em funcionamento”, quer na preparação como no acolhimento.

“É indispensável que, a partir de agora, os jovens se associem aos grupos das paróquias, arciprestados e aos vários movimentos de juventude para preparem a sua participação na JMJ, bem como o acolhimento dos jovens da Europa e do mundo que virão até nós”, sublinha.

D. António Augusto Azevedo apresenta o Plano para este ano com o lema ‘Permanecer Unidos em Cristo’ inserido num caminho iniciado no ano pastoral de 2020, assente no tema ‘Aprofundar as Raízes’ e que vai levar ao ano do centenário da diocese, que celebra 100 anos em 2022, com o lema ‘Frutificar com Alegria’.

 

Açores:

Caminhada sinodal desafia comunidades católicas

a colocar pobres no centro da sua ação

 

O programa pastoral da Diocese de Angra para 2021-2022 desafia as comunidades católicas dos Açores a colocar pobres no centro da sua ação.

“Não se trata já tão só de realizar algumas ações em favor dos pobres e excluídos, mas sim de colocar o marginalizado e o pobre como protagonistas da sua promoção e, sobretudo, aprender a partir das características do despojado como se devem organizar as prioridades da pessoa e sobretudo do cristão” refere o texto, divulgado pelo portal diocesano, ‘Igreja Açores’.

O documento sublinha a necessidade de tornar as pessoas necessitadas “protagonistas do seu desenvolvimento e do seu futuro”.

“Pertence-nos a nós enquanto sociedade oferecer os meios materiais, educativos, sanitários, habitacionais, culturais e laborais para que aqueles que padecem de exclusão possam de forma integrada ser sujeitos da sua própria dignidade de seres humanos”, pode ler-se.

Ser solidário, oferecendo apenas coisas materiais, é pouco. Urge comprometermo-nos como pessoas no acompanhar aqueles que por si sós não conseguem progredir na conquista do seu bem-estar e na sua formação integral”.

Este ano, terceiro desta caminhada, vai desenvolver duas questões relacionadas com o desafio da missão e o convite a uma “Igreja pobre, com os pobres”.

“Para nós, será uma oportunidade para consolidarmos ainda mais a nossa caminhada sinodal e de partilharmos com a Igreja Universal da nossa experiência e das nossas expectativas”, refere o documento.

 

Braga:

Arquidiocese enviou mais de 500 mil euros para Pemba

 

A Arquidiocese de Braga informou que enviou mais de 500 mil euros para a Diocese de Pemba, na província moçambicana de Cabo Delgado, no âmbito de uma cooperação missionária que se concretiza no projeto ‘Salama!’.

“Pemba continuará a merecer o nosso carinho. Sabemos que a Província de Cabo Delgado, em Moçambique, continua a ser local de muitas mortes, de desalojamentos, destruição de residências e ocupação dos terrenos que alimentam aquelas populações. Queremos ser uma voz que defende aquelas populações”, refere o arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga, numa nota divulgada pelo site da arquidiocese minhota.

Em agosto, após a superação de “constrangimentos burocráticos impostos pela pandemia”, partem para Pemba dois voluntários, o padre António Faria e a missionária Fátima Castro.

Nos últimos sete anos, a Arquidiocese de Braga já ajudou com cerca de 2 milhões e duzentos mil euros outras dioceses, com intenções de Missas, permitindo aos “sacerdotes um pouco de alento e serenidade”, realça D. Jorge Ortiga.

 

Lisboa:

Município de Alenquer inaugurou monumento

evocativo dos 700 anos das Festas do Espírito Santo

 

A Câmara Municipal de Alenquer, no Patriarcado de Lisboa, inaugurou um monumento evocativo da fundação das Festas do Império do Divino Espírito Santo (FIDES), há 700 anos, pela rainha Santa Isabel de Aragão e o rei D. Dinis.

O município, no Patriarcado de Lisboa, contextualiza que celebram este ano 700 anos da fundação das FIDES em Alenquer e homenagearam esta tradição com um monumento no Largo do Espírito Santo.

No novo monumento, “de produção inteiramente alenquerense”, estão representados a rainha Santa Isabel e D. Dinis, com desenhos a partir de retratos da época.

O município lembra que após o casamento a rainha Santa Isabel passou a ser donatária de várias terras e castelos, incluindo a vila de Alenquer e com a Ordem Franciscana “terão germinado as festas em honra do Divino Espírito Santo”, com início no domingo de Páscoa e encerramento sete semanas depois, no domingo de Pentecostes.

A procissão solene e o bodo, uma refeição constituída por pão e sopa de carne que era distribuída aos pobres, são característicos nas Festas do Império do Divino Espírito Santo.

No encerramento das festas, a procissão com as suas insígnias, a coroa e a bandeira, partia da igreja de São Francisco até à capela do Espírito Santo, mandada erguer pela rainha, junto a uma albergaria que doou ao povo de Alenquer.

 

Lisboa:

Cardeal-patriarca assinala 75 anos

de presença do Opus Dei em Portugal

 

O cardeal-patriarca de Lisboa assinalou com “apreço e gratidão” os 75 anos da presença do Opus Dei em Portugal, num texto publicado pelo jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’.

“Verifico e agradeço o que o Opus Dei nos tem dado para que tal aconteça, quer pelo lugar próprio que reconhece aos leigos, quer pelo apoio ao ministério sacerdotal, mutuamente complementares e em prol da santificação de cada fiel e do mundo em geral. Creio ser este, sobretudo, o grande contributo que a Obra nos tem dado em Portugal, estando certo de que assim continuará a ser”, escreve D. Manuel Clemente.

A reflexão destaca a figura do fundador do Opus Dei, São José Maria (1902-1975) como “um dos precursores da eclesiologia dogmática e pastoral presente nas constituições e decretos do Concílio Vaticano II”, sobretudo quanto à relação entre “sacerdócio ministerial e condição laical”.

Citando várias reflexões do santo espanhol, D. Manuel Clemente recorda que, ao longo das últimas décadas, houve um crescimento do apostolado laical, “em formas renovadas ou emergentes do seu exercício, bem como o desenvolvimento do ministério ordenado, com a recuperação do diaconado permanente, ou o dos serviços e ministérios laicais, como agora se pretende com o leitorado, o acolitado ou o de catequista”.

“Tudo isto dá grande oportunidade e realismo às palavras de São José Maria, acentuando o que é específico e indispensável no sacerdócio ministerial, centrado na presidência eucarística e na reconciliação sacramental”, acrescenta o cardeal-patriarca.

 

Aveiro:

Bispo desafia diocese a «caminho em conjunto»

para renovação da Igreja

 

O bispo de Aveiro desafiou a diocese a reforçar o “caminho em conjunto” para a renovação da Igreja. “Cada vez mais se torna necessário fazer um caminho em conjunto, em colegialidade, onde os fiéis cristãos – leigos e clero – têm um papel ativo na renovação da Igreja”, escreve D. António Moiteiro.

D. António Moiteiro destaca que a Diocese de Aveiro “não pode ficar alheia” à exigência que o Papa faz a toda a Igreja, no sentido de preparar o próximo Sínodo dos Bispos, de 2023, que tem como título “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”.

“A caminhada presbiteral que fizemos ao longo deste ano – inquérito aos sacerdotes, reflexão conjunta nos arciprestados e as propostas apresentadas ao presbitério – ajudou-nos a tomar consciência do presbitério que somos com as suas luzes, que são muitas, mas também com as suas sombras e dificuldades”, realça D. António Moiteiro.

A abertura do percurso do Sínodo de 2023 acontece no Vaticano, sob a presidência do Papa, nos próximos dias 9 e 10 de outubro, e em cada diocese católica, a 17 de outubro, sob a presidência do respetivo bispo.

Estas celebrações dão início à “fase consultiva” da 16ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos, a partir de um documento preparatório, um questionário e um vademécum com propostas de consulta em cada diocese.

O bispo de Aveiro dirige-se em particular aos sacerdotes, pedindo “uma atitude permanente de conversão pastoral”.

“Para vivermos esta comunhão é necessário conviver, concelebrar, aprender a trabalhar juntos, partilhar sucessos e fragilidades, nomeadamente com os colegas do arciprestado, para sermos o rosto fraterno de Cristo, onde o bispo, os sacerdotes e os diáconos devem suscitar a fraternidade na construção da comunidade cristã”, disse.

 

Bragança-Miranda:

Morrer abandonadas é o «maior medo» de pessoas mais velhas,

disse D. José Cordeiro

 

O bispo de Bragança-Miranda presidiu à solenidade da Senhora das Graças e disse na homilia da Missa que muitas pessoas vivem na “globalização da superficialidade” e as mais velhas têm “medo” de morrer abandonadas.

“Algumas pessoas mais velhas confidenciaram-me que o maior medo que têm é mesmo o de morrerem abandonados no hospital, em casa ou nos lares”, afirmou D. José Cordeiro na Catedral de Bragança na celebração da padroeira principal da cidade.

O bispo de Bragança-Miranda recordou o “maior sonho” de avós e bisavós, que “era o de ter uma longa vida”.

“Efetivamente, hoje temos vida longa! E que fazemos aos mais velhos e com eles? Mandamo-los para um lar de idosos e não mais os acompanhamos? Como cuidamos da vida longa? Estão sós? Estão isolados? Estão esquecidos? Estão abandonados?”, interrogou.

D. José Cordeiro recordou o apelo do Papa francisco para valorizar “a vocação dos mais velhos” e afirmou que as famílias, as cidades e as comunidades cristãs não podem “desprezar a sua memória”.

“A uma árvore podemos cortar os ramos e, às vezes, até convém, mas se cortamos as raízes, a árvore morre. Assim acontece com a memória e com os encontros e os desencontros com os mais velhos – os avós e os idosos”, afirmou.

O bispo de Bragança-Miranda invocou também a Virgem Santa Maria “Mãe dos doentes, dos refugiados, dos reclusos, dos pobres, dos que mais sofrem as crises humanitárias e necessitam de uma viva dignidade humana integral”.

“Aqui e agora, pedimos que renasça a chama do amor para uma “ecologia do coração”! Ajudai-nos ó Senhora Mãe das Graças”, concluiu D. José Cordeiro.

 

Coimbra:

D. Virgílio Antunes defende maior «relevância»

para figura do Padre Américo

 

O bispo de Coimbra disse que a figura do Padre Américo, fundador da Obra de Rua, merece maior “relevância” na vida das comunidades católicas, falando no 65.º aniversário da morte do sacerdote português.

D. Virgílio Antunes participou na conferência que assinalou a data, no Seminário Maior de Coimbra, seguida da celebração da Eucaristia, a que presidiu.

D.Virgílio evocou um homem “simples”, que se mostrou “uma obra-prima da ação da graça de Deus”. Para ele, “o Padre Américo é uma “uma figura ímpar” que deve inspirar as comunidades católicas e ganhar “uma relevância ainda maior”.

A intervenção, no final da conferência, assinalou o sentido “contemplativo e orante” e de “dedicação aos outros” do sacerdote, convidando todos a aprender com o “Pai Américo” a “forma apaixonada” de estar com Deus e com o próximo.

Já na celebração da Missa, D. Virgílio Antunes recordou que o fundador da Obra de Rua está a caminho da “declaração da santidade”. “É o que nos esperamos e é por essa intenção que nós rezamos”, assinalou.

O bispo de Coimbra evocou um homem que “deu a sua vida” pelos outros e não falou apenas pelos seus escritos, mas sobretudo através das suas obras.

A conferência que antecedeu a Missa esteve a cargo do padre José da Rocha Ramos, da Diocese do Porto, que falou sobre ‘Padre Américo – Místico do nosso tempo’.

Segundo o sacerdote, Américo Monteiro de Aguiar foi um homem de oração, que “não se prendeu ao seu tempo”, fugindo a um “devocionismo exagerado” para viver uma espiritualidade centrada em “Cristo ressuscitado”.

Segundo o conferente, a humildade e a confiança foram “pilares” da vida de fé desta figura “fascinante”.

O Padre Américo institui a Obra da Rua em janeiro de 1940, com a fundação da primeira Casa do Gaiato; o sacerdote nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de outubro de 1887, e faleceu no Hospital de Santo António, Porto, a 16 de julho de 1956, na sequência de um acidente de viação, tendo sido sepultado na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Penafiel.

A 12 de dezembro de 2019, o Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” do Padre Américo, um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade.

 

Évora:

«Problemática da desertificação humana do Alentejo é muito grave»

 

O arcebispo de Évora alertou para as consequências da desertificação no Alentejo, comentando a quebra demográfica registada pelos resultados preliminares dos Censos 2021.

“A problemática da desertificação humana do Alentejo é muito grave e cruza-se com a Encíclica ‘Laudato Si'”, referiu D. Francisco Senra Coelho, em entrevista publicada pelo semanário diocesano ‘a defesa’ e enviada à Agência Ecclesia.

D. Francisco entende que “uma terra despovoada, sem a presença humana, é uma terra abandonada”.

Segundo os dados divulgados pelo INE, nos últimos 10 anos o Alentejo teve uma quebra de população da ordem dos 6,9%.

D. Francisco Senra Coelho questiona opções políticas que levam a encerrar escolas ou centros de saúde, por exemplo, considerando que cada uma destas perdas “empobrece a região”. “Uma política que marca o seu atuar por estes gestos não pode dizer que quer promover a renovação da população”, referiu.

O arcebispo de Évora defende a criação de condições académicas e de trabalho para fixar as novas gerações na região, referindo que “é necessário discriminar pela positiva o Alentejo”, uma valorização das regiões para que “Portugal se consolide num só”.

“A interioridade gera situações que não nos dão as mesmas possibilidades de quem vive no litoral desenvolvido, onde tudo é próximo e acessível”, precisa.

Como é que se consegue travar a diminuição da população quando os jovens partem e não há renovação das gerações?”

A entrevista aborda o impacto do Alqueva na agricultura e a chegada de trabalhadores imigrantes.

 “São pessoas inseridas em grupos recrutados por empresas que se improvisam, para fazer o transporte, com diversas ações de subcontratação, em que no final aquele que aqui chega é o último elo de uma corrente, sendo o que mais sofre”, adverte.

D. Francisco Senra Coelho realça que a Igreja Católica “acompanha a população”.

“A Igreja é o povo alentejano e ribatejano. A Igreja está, acompanha e sente este povo e traz esta palavra, esta voz dos que não têm voz.  Que o Alentejo seja olhado e visto com atenção e com cuidado”, conclui.

 

Fátima:

D. António Marto pede que luta contra a pobreza seja «desígnio nacional»

 

O cardeal D. António Marto lembrou em Fátima os 400 mil pobres que a pandemia provocou em Portugal e disse que a luta contra a pobreza deve ser um “desígnio nacional”.

“Que ninguém olhe o outro com indiferença; que nenhum vire a cara diante do sofrimento de tantos”, exortou o bispo de Leiria-Fátima, na homilia da Missa a que presidiu no recinto de oração do santuário nacional.

O cardeal citou o mais recente documento da Comissão Nacional Justiça e Paz (organismo laical da Conferência Episcopal), destacando que este número representa “um aumento de 25% da taxa de pobreza e um aumento da desigualdade de 9%” o que deixa Portugal “entre os cinco países da União Europeia com maior risco de pobreza”.

“Acudir a estas pessoas, não lhes ficar indiferente é um desígnio nacional”, reiterou, indicando que para os católicos esta ação passar pela “compaixão e misericórdia real e concreta”.

D. António Marto convidou a imitar a atitude de Jesus, com amor por quem sofre.

“Hoje a indiferença é um vírus; ao outro, o necessitado, viramos-lhes as costas”, advertiu, numa intervenção divulgada pelo portal do Santuário de Fátima.

O convite de Jesus desafia-nos a desenvolver uma cultura de misericórdia que nos ajuda a crescer. Que ninguém olhe o outro com indiferença; que ninguém vire a cara diante do sofrimento do outro”.

O presidente da celebração deixou uma mensagem aos participantes na peregrinação nacional do Movimento da Mensagem de Fátima (MMF), representados pelos estandartes diocesanos.

D. António Marto agradeceu “a assistência espiritual de proximidade” que o MMF desenvolve em todas as dioceses do país e deixou, ainda, uma palavra de “profunda gratidão” ao padre Manuel Antunes que durante 44 anos foi o rosto deste movimento e se vai aposentar, a seu pedido.

 

Guarda:

Bispo preside a Missa para pedir a canonização

de Frei Pedro da Guarda

 

O bispo da Guarda presidiu a uma Missa de ação de graças pela vida e obra de Frei Pedro da Guarda, pedindo a canonização do religioso franciscano, falecido no século XVI.

“O exemplo de humildade e grande dedicação ao bem das pessoas da nossa terra, em tempos difíceis como aqueles que entre nós viveu Frei Pedro, pode inspirar, assim o desejamos, os projetos de ação em favor do bem comum da nossa cidade e do nosso concelho que estão a ser apresentados para serem oportunamente referendados”, refere D. Manuel Felício.

O bispo diocesano recorda o religioso como “modelo da oração contemplativa”, que “gostava de rezar em lugares ermos e isolados”.

“Talvez por esta razão, escolheu a Ilha da Madeira para uma maior experiência com Deus. No Convento de São Bernardino foi cozinheiro. Para além desta sua missão, passava muito tempo no coro ou numa gruta em oração contemplativa. Apesar desta sua inclinação natural, à hora própria tinha a refeição pronta para os seus confrades. Mais tarde, a cozinha passou a ser um local de devoção para os religiosos e para o povo”, relata D. Manuel Felício.

Frei Pedro da Guarda, franciscano, e residiu desde 1485 no Convento de São Bernardino em Câmara de Lobos, onde faleceu a 27 de Julho de 1505, com fama de santidade.

A Diocese da Guarda informa ainda sobre os trabalhos de conservação e restauro do painel de azulejos de Frei Pedro da Guarda, realizados pela empresa Lainho – Conservação e Restauro, do Porto.

O painel representa o religioso, acompanhado por um cão, ostentando a inscrição “Frei Pedro da Guarda procura entre a neve os viandantes perdidos na Serra”.

 

Lisboa:

Médicos católicos promovem encontro nacional

sobre «O que queres que eu faça por ti?»

 

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) realiza, a 9 de outubro, em Lisboa, o encontro nacional subordinado ao tema “O que queres que eu faça por ti?”

A direção da AMCP pretende que a iniciativa, que vai decorrer no Auditório Fidelidade, Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa, Rio de Mouro (Campus de Sintra), “seja mais do que um congresso médico, feito por e para médicos, mas um evento que abra as portas às pessoas de boa vontade que querem aprender e debater temas da saúde”, lê-se numa nota enviada à Agência Ecclesia.

Na jornada destacam-se “quatro grandes áreas, apresentadas como interrogações, desafios e convites à reflexão: «Porque temos medo?»; «De quantos likes precisas?»; «Este médico é dos que trata ou dos que mata?» e «De Homo sapiens a Homo ciborgue?».

Na iniciativa, que decorre em formato presencial e online, “doentes, médicos e um sacerdote testemunham sobre o impacto da pandemia da COVID-19 nas suas vidas e na vida da Igreja, procurando um sentido para o que nos aconteceu”; “uma mãe, influencers e uma psicóloga debatem o desafio de crescer em modo digital e analisam o impacto das redes sociais na saúde mental dos jovens”; oradores internacionais apresentam números e factos da Bélgica, Holanda e Canadá que mostram que a indeterminação da lei da eutanásia é inevitável e preocupante” e “uma reflexão sobre o transhumanismo enquanto abordagem que promove a tecnociência para modificar o ser humano. Quem quer ser diferente de ser humano?”, realça a nota.

 

Porto:

Bispo pede «padres abertos ao futuro»,

em dia de festa com oito ordenações

 

O bispo do Porto presidiu à ordenação oito sacerdotes, na igreja de São Lourenço, desafiando-os a ser “padres abertos ao futuro” e capazes de trabalhar em conjunto, ao serviço das comunidades católicas.

“Se a minha geração imaginava que tinha muito claro as tarefas que devia fazer, a vós, o Espírito do Senhor pede muito mais criatividade, inovação, liderança, carisma para congregar, abertura à novidade, privilegiar do serviço em detrimento da autoridade”, referiu D. Manuel Linda, na homilia da Eucaristia, com transmissão online.

D. Manuel Linda assumiu que este é um momento de “grande festa e profunda comoção” para a diocese, com a “preciosidade de oito novos padres que tanta falta fazem à evangelização e à vida religiosa”.

“Olho para vós e penso na novidade e beleza deste tempo e na esperançosa Igreja do futuro que vós sereis chamados a construir”, disse.

Para o bispo do Porto, a prioridade da missão dos novos sacerdotes não é a “conservação imóvel da instituição”, mas “o despertar de todo o povo de Deus para uma caminhada conjunta mediante o exercício das funções requeridas pela sua vocação batismal”.

Ides ser expressão de uma Igreja sinodal que sabe fazer caminho lado a lado com a totalidade dos seus membros: com os diáconos, com todos os ministérios e, de forma geral, com todo o povo de Deus. E que sabe formá-los para isso, animá-los e enviá-los”

Na igreja de São Lourenço, também conhecida por igreja dos Grilos, foram ordenados seis sacerdotes formados no Seminário Maior do Porto e dois no Seminário Diocesano Missionário ‘Redemptoris Mater’.

 

Santarém:

«Preocupações sociais são também desafios para os cristãos»

 

O bispo de Santarém convidou as comunidades católica a assumir as “preocupações sociais”, neste momento de crise, assinalando o 46.º aniversário de fundação da diocese.

“As preocupações sociais são também desafios para os cristãos afirmarem a sua fé, a sua confiança e revelarem a sua generosidade”, referiu D. José Traquina, na homilia da Missa a que presidiu esta sexta-feira, na Catedral de Santarém.

A intervenção realçou a importância de “aprender também com as dificuldades da vida e registar o que de positivo foi saliente em tempo de pandemia”.

“O valor inestimável da vida humana, a família, a solidariedade, as pessoas idosas, os profissionais de saúde, as preocupações com os migrantes estrangeiros em Portugal, a missão dos governantes e das instituições sociais em tempo de crise. Com a pandemia ainda instalada, surgiram novas preocupações: a crise climática deixou de ser um tema, para ser uma realidade com consequências graves em vários países da Europa”, indicou o bispo de Santarém.

D. José Traquina evocou o exemplo da venerável Luiza Andaluz, que há 100 anos, em plena epidemia da pneumónica, “empregou as suas forças e conhecimento ao cuidado pelos outros”.

D. José Traquina alertou para uma “fase especial da história da Diocese em que se pede uma especial atenção e compreensão a todos os cristãos e comunidades”.

 “Estamos com uma redução significativa de sacerdotes, por razões diversas: falecimentos, regresso a Dioceses de origem, suspensões do exercício do ministério e saídas para outras Dioceses”, precisou.

 

Setúbal:

Santuário do Cabo Espichel, um lugar de história,

«silêncio espiritual», património e natureza

 

O padre Francisco Mendes destacou que o Santuário de Nossa Senhora do Cabo, na Diocese de Setúbal, é um lugar a visitar em qualquer altura pelo “muito de silêncio espiritual” e pela natureza, numa visita a este património.

“É um lugar sempre muito de silêncio espiritual, agradável, ventoso mas mesmo assim agradável pelo agreste da natureza mas também na beleza que esse mesmo agreste nos traz. É um lugar a visitar”, disse o sacerdote historiador à Agência Ecclesia, numa visita ao Santuário do Cabo Espichel.

A história deste local é “secular, quase milenar”, existe uma “história longa de sacralidade partilhada com muçulmanos, possivelmente, ainda mais antiga com romanos”, e os visitantes, peregrinos e fiéis encontram “uma perspetiva das construções do século XVII e XVIII”, a ermida da memória do século XIV, por exemplo.

 “Diz a tradição perto do lugar onde está a ermida e que teria sido anunciada em sonhos a um velho de Alcabideche e uma velha da Caparica, margem norte, margem sul, aqueles que tradicionalmente vinham aqui com devoção”.

Segundo o historiador, o que sabe para lá da lenda, é que foi encontrada uma “imagem muito antiga, tosca, que há de ser da altura da ocupação muçulmana”, e os cristãos que ali viviam, possivelmente, esconderam-na “para que não fosse destruída”.

A pequena ermida, de “arquitetura popular”, com alguma inspiração muçulmana, é o lugar tradicional onde segundo a lenda se encontrou a imagem e “foi construída para marcar essa memória”.

O santuário mariano na Diocese de Setúbal “chegou a ser o principal santuário da corte”, que ia festejar todos os anos Nossa Senhora do Cabo, “às vezes com o próprio rei”, e a família real “é a grande patrocinadora e dinamizadora” deste lugar, “pelo menos a partir de D. Pedro II”.

Na igreja do santuário pode-se observar o “esplendor do barroco”, “arte e esplendor prévio ao terramoto” que teve algumas sequelas, “nomeadamente no teto que teve de ser refeito em boa parte”, a pintura do teto de Lourenço da Cunha, “feita em perspetiva”, a talha dourada e os materiais da região, como a rocha da Arrábida e o calcário de Sesimbra.

A música sacra era reservada para a igreja e no espaço envolvente existia uma ‘Casa da Ópera’ onde se fazia “o que a corte apreciava” – D. João V, D. José – e “foram executadas peças musicais e de teatro”, algumas estreias, “peças comuns” que todos podiam assistir.

No santuário destacam-se também as construções laterais, “as alas dos romeiros”, casas construídas pelas paróquias que iam em festa ao Cabo Espichel e Cristina Conceição, técnica do Museu Municipal de Sesimbra, indica que 1366 é “a primeira data documental que remete para as primeiras romarias”.

Segundo a especialista, a Ermida da Memória já estaria construída em 1428 e há registo que seriam “várias as pessoas em romagem da zona saloia” ao Cabo Espichel, mas o primeiro foi instituído dois anos depois, 1430.

Cristina Conceição destaca também que a zona do cabo foi “sempre muito árida”, por isso, a construção da Casa da Água, por iniciativa real, foi “um dos grandes benefícios”, ligada por um aqueduto de 2,5 quilómetros à zona da Azoia.

 


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