aCONTECIMENTOS eclesiais

 

DA SANTA SÉ

 

 

Papa:

Sobre a «Amoris Laetitia»

afirma que «o amor conjugal não termina» no casal,

mas «gera uma família»

 

O Papa Francisco afirmou que “o amor dá sempre vida” e salientou que o amor conjugal “não termina dentro do casal, mas gera uma família”, num vídeo dedicado à Exortação ‘Amoris Laetitia’, documento dedicado à família.

“Na família gera-se e acolhe-se a vida, cada filho que chega é um dom de Deus. Toda a criança deve ser acolhida porque é filho, em qualquer caso e qualquer circunstância: Um filho é um filho”, disse.

Para o vídeo foi escolhido o casal italiano Enrico e Francesca de Veneza, estão casados há 28 anos e têm sete filhos, pertencem ao Caminho Neocatecumenal e estão em missão em Bridgport, nos EUA. “O amor pela vida cresceu dentro de nós desde que éramos crianças, vindos de duas famílias numerosas”, começou por assinalar Enrico.

Francesca explica que os médicos diziam que era “estéril”, “após dois abortos espontâneos e duas cirurgias uterinas”, nos primeiros anos de matrimónio.

“Sete anos de sofrimento durante os quais sentimos o apoio da Igreja, da nossa comunidade Neocatecumenal, dos nossos catequistas. Sentimos que Deus nos chamava a sermos fecundos para nos abrirmos à vida, ao seu plano para nós e adotamos na Rússia o nosso primeiro filho Emanuel”.

O Papa realça que a adoção “é uma escolha cristã” e destaca que “adotar é dar uma família a quem não a tem”, é o “ato de amor” através do qual um homem e uma mulher “se tornam mediadores do amor de Deus”.

 “O amor dos pais é instrumento do amor de Deus, que espera com eles o nascimento de cada filho, o aceita e o acolhe assim como ele é. Toda a mulher que espera um filho, eu digo: ‘Você é um instrumento maravilhoso de Deus para trazer ao mundo uma nova vida’”, desenvolveu Francisco.

 

Papa:

«Os avós e os idosos não são sobras de vida» – Papa Francisco

         

        O Papa alertou para o abandono dos mais velhos, numa homilia lida durante a celebração do I Dia Mundial dos Avós e Idosos, na Basílica de São Pedro.

“Os avós e os idosos não são sobras de vida, desperdícios para deitar fora”, advertiu Francisco.

O texto foi entregue ao arcebispo Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, que presidiu à Missa em nome do Papa.

O Santo Padre recordou o olhar dos avós e idosos sobre a vida das crianças. “Depois duma vida feita muitas vezes de sacrifícios, não se mostraram indiferentes a nosso respeito nem apressados, sem nos ligar, mas tiveram olhos atentos, cheios de ternura”, referiu.

Que olhar temos para os avós e os idosos? Qual foi a última vez que fizemos companhia ou telefonamos a um idoso para o certificar da nossa proximidade e deixar-nos abençoar pelas suas palavras?”.

Os avós, que alimentaram a nossa vida, hoje têm fome de nós: da nossa atenção, da nossa ternura; de nos sentir ao pé deles”, sublinhou Francisco.

O Papa renovou o seu pedido de que jovens e idosos se unam, os primeiros como “profetas do futuro” e os mais velhos como “sonhadores sempre incansáveis”.

“Perguntemo-nos: ‘Visitei os avós? Os idosos da minha família ou do meu bairro? Prestei-lhes atenção? Dediquei-lhes algum tempo?’”, questionou.

 

Vaticano:

Papa alerta para «fundamentalistas»

que propõem um «caminho de ascese artificial»

 

O Papa Francisco disse que apesar dos “pecados, Deus não abandona, com o seu amor misericordioso” e alertou para os “fundamentalistas que propõem um caminho de ascese artificial”, na audiência geral semanal, no Vaticano.

“Deus está sempre perto de nós com a sua bondade. Peçamos a sabedoria de percebermos sempre essa realidade e mandar embora os fundamentalistas que nos propõem um caminho de ascese artificial, distante da ressurreição de Cristo. A ascese é necessária, mas uma ascese sábia e não artificial”, disse o Papa no encontro realizado na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Francisco assinalou que apesar dos “pecados” de cada um, “Deus não abandona, mas permanece com o seu amor misericordioso”.

 “Esta carta ajudar-nos-á a não dar ouvidos a propostas um pouco fundamentalistas, ajudará a avançar na vocação pascal de Jesus”, explicou.

Francisco referiu que São Paulo faz perguntas para “despertar as suas consciências”, os Gálatas corriam o risco de perder a fé em Cristo e apelou à memória do primeiro anúncio.

O Papa explica que São Paulo convida refletir sobre como se vive a fé, se o amor de Cristo crucificado e ressuscitado “permanece no centro da vida quotidiana como fonte de salvação”, ou será que cada um se contenta “com algumas formalidades religiosas para estar em paz” com a sua consciência.

 “Estamos apegados ao tesouro precioso, à beleza da novidade de Cristo, ou preferimos algo que neste momento nos atrai, mas que depois nos deixa vazios por dentro?  O efémero bate muitas vezes à porta dos nossos dias, mas é uma triste ilusão, que nos faz cair na superficialidade e nos impede de discernir aquilo por que realmente vale a pena viver”, desenvolveu.

 “Cuidado com a rigidez que eles lhe propõem: cuidado. Porque por trás de cada rigidez há algo de mau, não há o Espírito de Deus”, acrescentou.

 

Vaticano:

Papa convida famílias a retomar tempos de oração à refeição

 

O Papa convidou as famílias católicas a recuperar o hábito de rezar antes da refeição, abrindo espaço para Jesus, “o essencial, o necessário para a vida quotidiana”.

“Pelo menos uma vez por dia, comemos juntos; talvez à noite, com a família, após um dia de trabalho ou estudo. Seria bom, antes de partir o pão, convidar Jesus, pão da vida, pedir-lhe simplesmente que abençoe o que fizemos e o que não pudemos fazer”, disse.

“Convidemo-lo a entrar em casa, rezemos em estilo doméstico. Jesus estará à mesa connosco e seremos alimentados por um amor maior”, acrescentou.

O encontro dominical com peregrinos, na Praça de São Pedro, partiu de uma passagem do Evangelho segundo São João, “Eu sou o pão da vida” (Jo 6,48).

“O que significa pão da vida? Para viver, precisamos de pão. Os famintos não pedem comida refinada e cara, mas pão. Quem está sem trabalho não pede salários altíssimos, mas sim o ‘pão’ de um emprego”, assinalou o Papa.

Francisco afirmou que Jesus é uma presença “essencial” na vida dos católicos e pediu que todos renovem o “espanto” perante o sacramento da Eucaristia.

Só Ele alimenta a nossa alma, só Ele nos perdoa daquele mal que não podemos vencer sozinhos, só Ele nos faz sentir amados mesmo que todos nos desapontem, apenas Ele nos dá a força para amar e perdoar nas dificuldades, só Ele dá ao coração a paz que este procura, só Ele, só Jesus, dá a vida para sempre quando a vida aqui na terra acaba”.

“Podemos falar com Ele sobre os afetos, o trabalho, o dia, as dores, as angústias, tudo”, declarou.

O Papa realçou que cada católico deve cultivar a “intimidade” com Jesus, que não pode “ser negligenciado e deixado de lado”, ou chamado apenas quando se tem necessidade dele.

“Que a Virgem Maria, na qual o Verbo se fez carne, nos ajude a crescer dia após dia na amizade com Jesus, pão da vida”, concluiu.

 

Solidariedade:

Papa assinala que partilha «abre caminhos de liberdade,

renascimento e dignidade»

 

O Papa Francisco recebeu a Fundação italiana ‘Arché’, que tem como missão cuidar do núcleo “mãe e filho” com dificuldades social e fragilidade pessoal, e afirmou que as suas comunidades acolhedoras “são um sinal de esperança”.

“As suas comunidades acolhedoras são um sinal de esperança para essas mulheres e seus filhos, mas também são um sinal de esperança para vocês que partilham suas vidas com eles”, disse o Papa, na audiência desta quinta-feira.

Francisco acrescentou que também são um “sinal de esperança” para os voluntários, os jovens e os jovens casais que “nestas comunidades fazem experiência do serviço não só para os pobres, mas com os pobres”.

 “A mãe com o menino é um ícone familiar para nós, cristãos. Para vocês não ficou apenas um quadro, vocês traduziram-no numa experiência concreta, formada de histórias e rostos concretos”, salientou o Papa.

Neste contexto, acrescentou que, “certamente, significa problemas, dificuldades e fadigas”, mas também significa alegria: “A alegria de ver que a partilha abre caminhos de liberdade, renascimento e dignidade”.

Francisco agradeceu terem ido contar a sua história, “não só com palavras, mas com rostos e presença”, observou que o nome ‘Arché’ lembra a origem, o princípio, e destacou que “no princípio existe o amor, o amor de Deus”.

“Tudo que é vida, tudo que é belo, bom e verdadeiro vem dali, de Deus que é amor, assim como a vida humana vem do coração e do ventre de uma mãe, assim como Jesus, que é amor feito carne, veio do coração e do ventre de uma Mãe”, desenvolveu.

 

 

Vaticano:

Papa enviou mensagem a jovens reunidos em Medjugorje

 

O Papa enviou uma mensagem aos jovens reunidos na Mladifest, um encontro anual internacional de oração que se realizou de 1 a 6 de agosto em Medjugorje, Bósnia-Herzegóvina.

“O que Jesus propõe não é tanto um homem despojado de tudo, quanto um homem livre e rico em relacionamentos”, destaca Francisco, a partir do tema escolhido, ‘O que farei de bom para ter a vida eterna’, palavras do jovem rico de que falam os Evangelhos (cf. Mt 19,16-22; Mc 10,17-22; Lc 18,18-23).

A mensagem deseja a todos os participantes que vivam uma “semana de oração e de encontro com Jesus Cristo, em particular na sua Palavra viva, na Eucaristia, na adoração e no sacramento da Reconciliação”.

O Papa aponta aos jovens um conjunto de “etapas da vida eterna”, a começar pelo “amor concreto pelo próximo” e a passagem “da lógica do ‘mérito’ para a do ‘dom’”.

“Jesus muda a perspetiva: convida a não pensar em assegurar a vida após a morte, mas a dar tudo na vida terrena, imitando assim o Senhor. É um chamamento à maturidade adicional, para passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor livre e total”.

Francisco desafia os participantes a assumir o convite de “ser discípulos de Jesus”, sem medo de arriscar e sem apego aos bens materiais.

“Não tenham medo de acolher a Palavra de Cristo e de aceitar o seu chamamento. Não desanimem como o jovem rico do Evangelho; em vez disso, fixem o olhar em Maria, o grande modelo da imitação de Cristo, e confiem-se a Ela que, com seu ‘eis-me aqui’, respondeu sem reservas ao chamamento do Senhor”, aponta.

 

Solidariedade:

Papa pede à «Associação Lázaro»

que «não desistam» das periferias

 

O Papa Francisco recebeu a ‘Associação Lázaro’ (França), que se dedica às pessoas em situação de sem-abrigo, e pediu que “não desistam, não desencorajem”, incentivando que possam continuar a ir às periferias.

“Num ambiente cheio de indiferença, individualismo e egoísmo, fazem-nos compreender que os valores da vida autêntica se encontram em acolher as diferenças, respeitar a dignidade humana, escutar, cuidar e servir os mais humildes”, escreveu Francisco no seu discurso, divulga a sala de imprensa da Santa Sé.

Na audiência à delegação da ‘Associação Lázaro’, Francisco referiu que as periferias “estão frequentemente cheias de solidão, tristeza, feridas interiores e perda do gosto pela vida”. “Com as suas palavras e ações, derramem o óleo de consolação e cura sobre os corações feridos. Quero repetir: Deus os ama”, salientou.

A associação francesa, que está a celebrar 10 anos de existência, acolhe pessoas em apartamentos “solidários” com jovens de várias idades, e o Papa destacou que o projeto é como “uma montra da amizade social” que todos são “chamados a viver”.

Francisco agradece a Deus pela “bela experiência” que a ‘Associação Lázaro’ tem na “coabitação e fraternidade” que vivem no dia-a-dia no serviço às pessoas em situação de sem-abrigo.

 “Vocês são a face amorosa de Cristo. Então espalhem à vossa volta este fogo de amor que aquece corações frios e secos”, incentivou, pedindo que “não desistam, não desencorajem”.

 

Vaticano:

Papa questiona fé «miraculista» que instrumentaliza Deus

 

O Papa censurou no Vaticano quem vive a fé de forma “superficial” e “miraculista”, instrumentalizando-a para responder apenas às suas necessidades.

“Entre as muitas tentações, que temos na vida, há uma que poderíamos chamar de tentação idólatra. É a que nos leva a buscar a Deus para o nosso uso e consumo, para resolver problemas, para ter, graças a Ele, o que não podemos obter por nós mesmos. Por interesse”, advertiu, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação da oração do ângelus.

Francisco destacou que, nessa “fé imatura não existe Deus”, mas as próprias necessidades, uma atitude que afeta as relações humanas e sociais, levando à exploração dos outros. “Usar as pessoas eme benefício próprio, isto é feio”, declarou.

O Papa partiu da passagem do Evangelho lida hoje nas igrejas de todo o mundo, relativa ao episódio da multiplicação dos pães por Jesus, relatada por São João.

“O convite do Evangelho é este: em vez de nos preocuparmos apenas com o pão material que nos alimenta, acolhamos Jesus como pão da vida e, a partir da amizade com ele, aprendamos a amar-nos uns aos outros. Com gratuidade e sem cálculos. Amor gratuito e sem cálculos, sem usar as pessoas”, apelou.

Francisco questionou os presentes sobre as motivações da sua fé e a forma como o vivem.

“O amor verdadeiro é altruísta, é gratuito: não se ama para se receber um favor em troca, isso é interesse. E tantas vezes somos interesseiros, na vida”, assinalou.

O Papa convidou a passar de “fé mágica, que pensa apenas nas próprias necessidades, a uma fé que agrada a Deus”, seguindo Jesus.

Francisco falou de uma espiritualidade que ultrapassa a “lógica do juro e do cálculo”.

“Não se trata de acrescentar práticas religiosas ou observar preceitos especiais; é acolher Jesus na vida, viver uma história de amor com Ele. Será Ele a purificar a nossa fé”, apontou.

 

Papa:

Milhões de pessoas sem direito a comer,

à educação, ao trabalho «são os novos escravos»

 

O Papa Francisco disse na catequese da audiência pública que “milhões de pessoas sem direito a comer, à educação, ao trabalho” são sinal de que a “escravatura ainda existe hoje”.

“São os novos escravos, que estão na periferia, explorados por todos. Ainda hoje há escravidão, pensemos nisto”, afirmou o Papa na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Francisco referiu-se às diferenças entre homens e mulheres para afirmou que “têm a mesma dignidade”, condenou expressões de desprezo ao género feminino, e observou que existe na história hoje uma “escravidão das mulheres”, “não tem as mesmas oportunidades que os homens”.

Na catequese sobre o tema ‘Somos filhos de Deus’, o Papa afirmou que “as diferenças e os contrastes” que criam separação “não deveriam existir”.

“As diferenças e os contrastes que criam separação não deveriam existir entre os fiéis em Cristo. Pelo contrário, a nossa vocação é tornar concreta e evidente o chamamento à unidade de toda a raça humana”, afirmou Francisco na Sala Paulo VI, no Vaticano.

 “A nossa vocação é tornar concreta e evidente o chamamento à unidade de toda a raça humana. Tudo o que exacerba as diferenças entre as pessoas, muitas vezes causando discriminação, tudo isto, perante Deus, já não tem qualquer substância, graças à salvação realizada em Cristo”, desenvolveu.

O Papa definiu como audaciosas, chocantes e revolucionárias as afirmações de São Paulo, uma vez que pelo batismo, a filiação divina prevalece sobre as diferenças culturais, sociais e religiosas: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher”.

‘Somos filhos de Deus’ foi o tema da catequese de hoje, e o Papa alertou que os cristãos dão, “frequentemente, por certa esta realidade de ser filhos de Deus”.

“Pelo contrário, é bom recordar sempre com gratidão o momento do nosso batismo, para viver com maior consciência o grande dom recebido”, acrescentou na catequese da audiência geral desta quarta-feira.

Francisco realçou a importância de saber a data de batismo e recordá-la todos os anos: “Se eu perguntasse quem sabe a data do batismo, creio que poucos levantariam a mão”, acrescentou, recomendando que os fiéis celebrem esta memória.

 

 


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