2º Domingo Comum

15 de Janeiro de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor é a força do seu povo, F. da Silva, NRMS 106

Salmo 65, 4

Antífona de entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor, e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

«Eu venho, Senhor, para fazer a Vossa vontade» (Salmo Responsorial).

A vontade de Deus é para todos nós caminho certo de felicidade e de salvação. É a vontade de um Pai sapientíssimo que nos ama com um amor infinito. Toda a arte do cristão está no amor à obediência. Os desígnios de Deus são sempre de amor e de misericórdia. Procuremos saber o que Deus quer de cada um de nós e entremos decididamente por caminhos da obediência.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Samuel ouve a voz de Deus no recolhimento da noite, mas não sabe Quem o chama; esclarecido pelo sacerdote Heli, ele dá-se conta de que é o Senhor e coloca-se imediatamente à Sua disposição: «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta».

 

1 Samuel 3, 3b-10.19

Naqueles dias, 3bSamuel dormia no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4O Senhor chamou Samuel e ele respondeu: «Aqui estou». 5E, correndo para junto de Heli, disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Mas Heli respondeu: «Eu não te chamei; torna a deitar-te». E ele foi deitar-se. 6O Senhor voltou a chamar Samuel. Samuel levantou-se, foi ter com Heli e disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Heli respondeu: «Não te chamei, meu filho; torna a deitar-te». 7Samuel ainda não conhecia o Senhor, porque, até então, nunca se lhe tinha manifestado a palavra do Senhor. 8O Senhor chamou Samuel pela terceira vez. Ele levantou-se, foi ter com Heli e disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Então Heli compreendeu que era o Senhor que chamava pelo jovem. 9Disse Heli a Samuel: «Vai deitar-te; e se te chamarem outra vez, responde: ‘Falai, Senhor, que o vosso servo escuta’». Samuel voltou para o seu lugar e deitou-se. 10O Senhor veio, aproximou-Se e chamou como das outras vezes: «Samuel, Samuel!» E Samuel respondeu: «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta». 19Samuel foi crescendo; o Senhor estava com ele e nenhuma das suas palavras deixou de cumprir-se.

 

Esta leitura é uma selecção de versículos de 1 Sam 3, onde se relata a célebre vocação do profeta pregador que, no séc. XI, havia de imprimir novo rumo ao povo de Israel. A escolha dos versículos deixa ver que a intenção da Liturgia não se centra nos pormenores da história, nem na infidelidade de Eli, mas na lição de obediência pronta do jovem Samuel, oferecido ao Senhor por sua mãe, Ana (cf. 1, 28), que vivia com o sacerdote Eli como servidor do santuário de Silo – «no templo do Senhor» (v. 3) –, onde se guardava a Arca da Aliança. Com Samuel inicia-se em Israel o profetismo como ministério constante e ininterrupto. Como veio a suceder com os grandes profetas, a sua missão aparece precedida dum chamamento sobrenatural e bem claro de Deus. A presente leitura é a história duma vocação e fala-nos da prontidão e disponibilidade para seguir a chamada divina.

 

Salmo Responsorial    Salmo 39 (40), 2.4ab.7-8a.8b-9.10-11 (R. 8a.9a)

 

Monição: Perante a chamada de Deus não podemos ter outra resposta que não seja um sim: «Eis-me aqui, para fazer a vossa vontade»

 

Refrão:         Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.

 

Esperei no Senhor com toda a confiança

e Ele atendeu-me.

Pôs em meus lábios um cântico novo,

um hino de louvor ao nosso Deus.

 

Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,

mas abristes-me os ouvidos;

não pedistes holocaustos nem expiações,

então clamei: «Aqui estou».

 

«De mim está escrito no livro da Lei

que faça a vossa vontade.

Assim o quero, ó meu Deus,

a vossa lei está no meu coração».

 

«Proclamei a justiça na grande assembleia,

não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.

Não escondi a justiça no fundo do coração,

proclamei a vossa bondade e fidelidade».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo exorta os cristãos de Corinto a glorificar a Deus nos seus corpos, vivendo delicadamente e com alegria a castidade.

 

1 Coríntios 6, 13c-15a.17-20

Irmãos: 13cO corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. 15aNão sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? 17Aquele que se une ao Senhor constitui com Ele um só Espírito. 18Fugi da imoralidade. Qualquer outro pecado que o homem cometa é exterior ao seu corpo; mas o que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. 19Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não pertenceis a vós mesmos, 20porque fostes resgatados por grande preço: glorificai a Deus no vosso corpo.

 

Como em todos os anos, A, B e C, sempre se inicia o tempo comum tendo como 2ª leitura respigos da 1ª aos Coríntios; neste ano B, começa-se no cap. 6; no próximo ano C. no cap. 12.

A leitura é tirada do fim dia primeira parte de 1 Cor na qual S. Paulo procura remediar vários abusos verificados naquela comunidade nascente. É bem conhecida a má fama da capital da província romana da Acaia: «viver em Corinto» – Korinthiázein – era sinónimo de levar vida libertina. O próprio vício era divinizado: no templo de Afrodite havia cerca de mil sacerdotisas dedicadas à prostituição sagrada. É, pois, fácil de compreender que, para alguns convertidos, fosse difícil abandonar uma mentalidade generalizada que legitimava a fornicação. E, para a justificarem, chegariam mesmo, segundo se depreende do v. 12, a torcer as próprias palavras de S. Paulo: «tudo me é permitido» (cf. 1 Cor 10, 23), e a dizer que se tratava duma simples necessidade corporal, como comer e beber (cf. v. 13), e não como algo em que tem um sentido superior que envolve toda a pessoa. O Apóstolo, para levar estes maus cristãos ao bom caminho e impedir que os outros se deixem perverter, não se detém a dar-lhes um curso de educação sexual, nem a insistir na fealdade do vício e das suas funestas consequências para o indivíduo e para a sociedade. Apela para os motivos da fé: «o corpo… é para o Senhor» (v. 13); ele há-de ressuscitar (v. 14); é membro de Cristo (v. 15); é «templo do Espírito Santo» (v. 19); «resgatados» por Cristo, já «não pertencemos a nós mesmos» (v. 20a); a castidade é uma afirmação cheia de alegria: «glorificai a Deus no vosso corpo» (v. 20b). S. Paulo não se limita a condenar a prostituição sagrada dos santuários idolátricos, pois não trata aqui da idolatria, mas da castidade; fala sem os eufemismos: «fornicação», traduzida pelo termo vago, «imoralidade» (v. 18), tendo-se omitido na leitura litúrgica os bem fortes versículos 15b-16: «como é possível tomar os membros de Cristo para fazer deles membros duma prostituta?…»

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 1, 41.17b

 

Monição: Tal como os primeiros discípulos, também nós devíamos vibrar de alegria pelo nosso encontro com Jesus Cristo.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Encontramos o Messias, que é Jesus Cristo.

Por Ele nos veio a graça e a verdade.

 

 

Evangelho

 

São João 1, 35-42

35Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos 36e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». 37Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. 38Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?» Eles responderam: «Rabi que quer dizer ‘Mestre’ onde moras?» Disse-lhes Jesus: 39«Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde. 40André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. 41Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» que quer dizer ‘Cristo’; 42e levou-o a Jesus. Fitando os olhos nele, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» que quer dizer ‘Pedro’.

 

Os três Sinópticos apresentam os primeiros discípulos noutro contexto, o do chamamento (Mt 4,18-22; Mc 1,16-20; Lc 5,1-11), ao passo que o IV Evangelho se limita a relatar um primeiro encontro, cheio de vivacidade e encanto.

35 «João». A tradução litúrgica, para desfazer equívocos, acrescentou: «Baptista». A verdade é que o 4.° Evangelho só conhece um João, por isso nunca o adjectiva de Baptista. Neste relato não se fala do nome do companheiro de André, que seria o próprio evangelista (cf. 13, 23; 18, 15; 19, 26.35; 20, 2; 21, 2.20.24), o qual, por humildade, nunca fala do seu próprio nome, o que é um sinal de que a ele se deve a autoria deste Evangelho.

36 «Eis o Cordeiro de Deus» (cf. Jo 1, 20). A Liturgia e a iconografia cristã dão grande relevo a este testemunho do Baptista. A expressão é muito rica de significado e faz referência não só ao cordeiro pascal (cf. 1 Cor 5, 7; Jo 19, 36), como também ao Servo de Yahwéh Sofredor, comparado em Is 57, a um manso cordeiro levado à morte (a própria palavra aramaica certamente usada pelo Baptista, «talyá», significa tanto cordeiro como servo).

37-40 O relato conserva a frescura e o encanto de quem viveu intensamente aquele momento único e decisivo da vida docemente subjugado pela atracção humana e fascínio divino da pessoa de Jesus. Cerca de setenta anos depois, João recorda exactamente a hora e, em pormenor, aquela inolvidável e tímida troca de palavras. Eis o comentário de Santo Agostinho: «Não O seguiram para ficar definitivamente com Ele. (...) Quiseram somente ver onde habitava… O Mestre mostrou-lhes onde habitava e eles foram e permaneceram com Ele. Que dia feliz e que feliz noite passaram! Quem poderá dizer-nos o que eles ouviram da boca do Senhor? Façamos nós também uma habitação no nosso coração, e venha o Senhor até junto de nós para nos ensinar e falar connosco!» (In Ioh. tract. 7, 9).

41-42 «Encontrámos o Messias!» (Eurêkamen ...) O grande achado da vida, que os faz exclamar mais exultantes que o sábio grego Arquimedes ao descobrir o seu célebre princípio da Física: «êureka!». E não se pode conhecer Cristo sem transmitir a outros essa grande e feliz notícia. «Messias», é uma palavra hebraica (em grego «Cristo»), que significa aquele que foi ungido, designando-se assim um novo rei David esperado para restaurar o reino de Israel no fim dos tempos (cf. 2 Sam 7, 12-16.19.25.29; 1 Cr 17, 11-14; Is 11, 1-9; Act 2, 30; Lc 1, 32-33). Cefas não era um nome, mas um apelativo original, pedra (em aramaico), para indicar, neste caso, não uma característica pessoal (Simão não se distinguia pela firmeza da rocha: cf. 18, 17.25.27), mas a missão a que Deus o destinava de vir a ser a pedra em que Jesus assenta a sua Igreja (cf. Jo 21, 15-18; Mt 16, 18-19; Lc 22, 31-33).

 

Sugestões para a homilia

 

1. Vontade de Deus- vontade de um Pai.

2. O valor da obediência.

3. Generosidade na entrega.

1. Vontade de Deus-vontade de um Pai.

A vida de um cristão não tem por que ser amarga; pelo baptismo somos filhos de Deus em Jesus Cristo e, se procuramos amar a Deus sobre todas as coisas, fazendo sempre e em tudo a Sua santíssima vontade, que é sempre a vontade de um Pai que nos ama com amor infinito e tudo encaminha para o nosso bem, não temos por que nos afligir. Tudo o que nos possa acontecer será sempre para nosso bem.

A vontade de Deus é o que mais importa. «Não te esqueças: muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer» (Caminho, 755). «Não é o que diz ‘Senhor, Senhor!’ que entrará no Reino dos Céus, mas aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus» (Mt. 7, 21).

E como hei-de saber qual é a vontade de Deus? Como hei-de saber, em cada momento, o que Deus quer de mim?...O jovem Samuel, de quem nos fala a 1ª leitura, é um bom exemplo para nós: ele «não deixou cair por terra nenhuma das suas palavras». Na intimidade da oração, escutemos atentamente a voz de Deus, que nos fala através da consciência, através dos seus Mandamentos, das indicações, conselhos e preceitos da Igreja, dos deveres familiares, profissionais e sociais, que nos fala através dos acontecimentos diários, alegres e dolorosos...

2. O valor da obediência.

Estavam os Apóstolos no mar da Galileia, veio o Senhor e disse-lhes: «Lançai a rede para a pesca...» (Lc 5, 4-5). «–À tua palavra, lançarei a rede, eu que não pesquei nada toda a noite». – é a resposta pronta de S. Pedro. A pesca foi abundantíssima...É a fecundidade da obediência...

Os dois discípulos de que fala o Evangelho de hoje, às palavras de João Baptista: «Eis o Cordeiro de Deus», não hesitaram e seguiram Jesus. A sua vida, a partir desse momento, já nunca mais foi a mesma... Nunca mais esqueceram aquele primeiro encontro com Cristo. Muito anos mais tarde, S. João, um dos dois discípulos, escreve no seu Evangelho: «Era por volta das quatro horas da tarde» (Evangelho de hoje).

Fundamentados na obediência, participaremos na eficácia de Deus...Jesus é o grande modelo de obediência: «Obediente até à morte e morte de cruz...». Nossa Senhora igualmente: «Faça-se em mim segundo a tua palavra...».

Se obedecemos, estamos a fazer sempre o melhor e libertamo-nos de incertezas e da inquietação em que se consomem muitas vidas. Deus dá-nos a conhecer a sua vontade servindo-se, muitas vezes, de outras pessoas, a quem dá as graças convenientes: pais, superiores, sacerdotes, etc.

«Que importa que Deus nos manifeste a sua vontade por si mesmo ou pelos seus ministros, quer sejam anjos, quer sejam homens?» (S. Bernardo).

3. Generosidade na entrega.

O Senhor não se contenta com pouco mas quer tudo; Ele tem direito a uma entrega sem restrições. Fazer a vontade de Deus é, indubitavelmente, correr um «risco»: aproximar-se d'Ele um pouco mais significa estar disposto a uma nova rectificação, a escutar mais atentamente as suas inspirações...Os dois discípulos de que fala o Evangelho perguntaram a Jesus: «–Onde moras?...» E Jesus replicou-lhes: «Vinde ver!». E eles foram e permaneceram junto d'Ele nesse dia. Foi para eles o início de uma maravilhosa aventura. Que grande sorte para eles o terem sido prontos e terem conhecido Jesus naquela tarde.

Vale a pena jogar a vida e entregar-se por inteiro à vontade do Senhor, correspondendo generosamente ao amor e à confiança que Deus deposita em nós.

A exemplo de Nossa Senhora, de S. José e de tantos Santos, sejamos generosos na entrega, sirvamos ao Senhor como Ele merece, demo-nos sem medida, combatendo o bom combate, trabalhando sem procurar descanso, gastando-nos sem esperar outra recompensa senão saber que fazemos a Santíssima e amabilíssima vontade de Deus.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos, a Deus Pai,

Senhor do Céu e da terra,

suplicando com fé e humildade:

 

R. Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.  Pela santa Igreja de Deus:

para que seja sempre fiel à Vontade de Deus,

e os seus membros que somos nós

se purifiquem de todos os pecados

pela graça do Espírito Santo,

oremos, irmãos.

 

2.  Pela nossa pátria e pelos nossos governantes:

para que tomem consciência de que são

simples instrumentos de Deus,

contem sempre com a Sua ajuda

e sirvam o bem comum com generosidade e competência,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas pessoas consagradas,

pelos lares cristãos e seus filhos,

pelos idosos e pelos que vivem sozinhos:

para que Deus os guarde na santidade do seu amor,

os alegre com a sua luz

e lhes conceda a firme esperança do reino futuro,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos nossos emigrantes

espalhados pelos quatro cantos da terra,

para que Deus abençoe os seus trabalhos

e faça deles testemunhas fiéis de Cristo ressuscitado,

oremos, irmãos.

 

5.  Por nós próprios, congregados nesta assembleia,

para que, cumprindo sempre e em tudo a vontade de Deus,

demos muitos frutos de boas obras,

e levemos muitas almas para o Senhor,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro:

para que, purificados das sua faltas,

possam contemplar na eternidade o rosto de Cristo,

oremos, irmãos.

 

Deus todo–poderoso e eterno,

que desejais salvar todos os homens

e não quereis que nenhum deles se perca,

ouvi as orações do vosso povo;

fazei que os acontecimentos do mundo

se desenrolem para nós em paz segundo a Vossa vontade

e que a Igreja se alegre no Vosso serviço.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós, Senhor, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, a graça de participar dignamente nestes mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício realiza-se a obra da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

A união a Jesus Cristo é condição indispensável para fazer a vontade do Pai e dar frutos sobrenaturais de boas obras, como Ele mesmo afirmou, dizendo: «Sem Mim nada podeis fazer».

A Eucaristia é o Sacramento Santíssimo que nos une cada vez mais a Jesus Cristo: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em Mim e Eu nele» – diz o Senhor. Comunguemos, pois o Seu Corpo e a nossa vida será sempre do agrado de Deus e repleta de uma admirável fecundidade apostólica.

 

Cântico da Comunhão: Eu venho, Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

Salmo 22, 5

Antífona da comunhão: Para mim preparais a mesa e o meu cálice transborda.

 

Ou

1 Jo 4, 16

Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para connosco.

 

Cântico de acção de graças: Povos da terra, louvai ao Senhor, M. Simões, NRMS 55

 

Oração depois da comunhão: Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade, para que vivam unidos num só coração e numa só alma aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Iluminados pela Palavra do Senhor e fortalecidos com a Santíssima Eucaristia, seremos Cristo que passa em todos os ambientes da sociedade e do mundo em que vivemos, seremos apóstolos de todos os que nos rodeiam e daremos frutos abundantes de salvação.

Soa aos nossos ouvidos o apelo maternal de Nossa Senhora aos serventes de Caná da Galileia: «Fazei tudo o que meu Filho vos disser». E aquele outro de Jesus: «Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando».

Vamos, pois, cumprir sempre a vontade de Deus: «Faça-se a Vossa vontade assim na terra como no Céu» (Pai Nosso).

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, 35

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

feira, 16-I: Os remendos e os rasgões.

1 Sam. 15, 16-23 / Mc. 2, 18-22

Ninguém põe um remendo de pano cru em vestido velho. Aliás, o acrescento leva parte do vestido... e o rasgão fica pior.

Samuel, eleito rei de Israel, deixou-se cair na insubmissão e na obstinação (cf. Leit.). Os seus últimos remendos (cf. Ev.) estragaram a veste de que tinha sido revestido; e as consequências foram dramáticas: «uma vez que rejeitaste a palavra do Senhor, Ele te rejeitou como rei» ((Leit.).

Na vida e ensinamentos do Senhor não cabem remendos como, por exemplo, a desobediência aos mandatos do Senhor; a mediocridade de vida; as interpretações ‘aguadas’ do Evangelho...

 

feira, 17-I: S. Antão: Dedicação ao serviço do Senhor.

1 Sam. 16, 1-13 / Mc. 2, 23-28

(Samuel) deu-lhe a unção no meio dos irmãos. Daqui em diante, o Espírito do Senhor apoderou-se de David.

No Antigo Testamento houve vários ungidos’ do Senhor, especialmente o rei David (cf. Leit.). Mas Jesus é ‘ungido de Deus’ de uma maneira única: Ele é constituído ‘Cristo’ (Ungido) pelo Espírito Santo (cf. CIC, 695).

Santo Antão (séculos III-IV) retirou-se para o deserto, levando uma vida penitente. Mas também ajudou os cristãos perseguidos por Diocleciano; e colaborou com S. Atanásio na luta contra os arianos. Jesus pede-nos que saibamos igualmente dedicar-lhe algum tempo (ou todo o dia) e saibamos defender o dia do Senhor: «o Filho do homem é também senhor do Sábado» (Ev.).

 

feira, 18-I: Oitavário: Exigências de unidade.

1 Sam. 17, 32-33. 37. 40-51 / Mc. 3, 1-6

(David): Tu vens contra mim com espada... e eu vou contra ti em nome do Senhor do universo... que tu desafiaste.

Neste primeiro dia de orações pela unidade dos cristãos tenhamos presente que é um dom de Deus e que é necessário ultrapassar grandes dificuldades, mas David venceu Golias em nome do Senhor do universo (cf. Leit.).

Jesus quer curar a mão de um homem (cf. Ev.) e fica triste com a dureza do coração dos fariseus. O desejo de recuperar a unidade da Igreja exige conversão do coração, com o fim de levar uma vida mais pura segundo o Evangelho, pois a causa das divisões é a infidelidade dos membros ao dom de Cristo (cf. CIC, 821).

 

feira, 19-I: Oitavário: Cura da ‘ferida’ da divisão.

1 Sam. 18, 6-9; 19, 1-7 / Mc. 3, 7-12

Na verdade havia curado muita gente e, assim, todos os que tinham padecimentos corriam para ele.

Jesus tinha o poder de curar (cf. Ev.) e perdoar pecados. É, sem dúvida, o Médico divino.

Para curar esta grande ferida da divisão dos cristãos precisamos recorrer ao médico divino. Mas também devemos ter presente que estas divisões se devem aos pecados dos homens: onde há pecados, há multiplicidade, cisma, heresia, conflito. Onde há virtude há união (cf. CIC, 817). Foi um pecado de inveja que provocou grande divisão entre Saul e David , de tal modo que o primeiro queria matar o último (cf. Leit.). Evitemos o pecado e melhoremos as nossas virtudes.

 

feira, 20-I: S. Fabião e Sebastião: Oitavário: Os Apóstolos, fundamento da Igreja.

1 Sam. 24, 3-21 / Mc. 3, 13-19

Estabeleceu, pois, os Doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago...

Desde o início do seu ministério público, Jesus escolheu alguns homens, em número de doze, para participarem na sua missão (cf. Ev.). Constituirão os alicerces, onde se apoia a Igreja (cf. Ev.).

Os mártires Fabião (papa) e Sebastião sofreram o martírio durante a época das perseguições e o derramamento do seu sangue, em vez de enfraquecer a Igreja ainda a fortaleceu mais. Também Saul moveu uma perseguição a David, acabando por reconhecer o seu erro (cf. Leit.). Se defendermos com firmeza a nossa fé seremos igualmente um bom apoio para a unidade.

 

Sábado, 21-I: S. Inês: Oitavário: A divisão dos cristãos: Um grande desgosto.

2 Sam. 1, 1-4. 11-12. 19. 23-27 / Mc. 3, 20-21

Depois, manifestaram o seu desgosto, choraram e jejuaram até à tarde, por causa de Saul e seu filho Jónatas, do povo do Senhor.

É natural que a divisão dos cristãos provoque um grande desgosto no Senhor e no seu Vicário; como a morte de Saul e Jónatas em David (cf. Leit.). As armas que usaram foram a penitência (conversão) e o jejum (sacrifício).

S. Inês, mártir romana do século III-IV ofereceu a sua vida para defender a fé, evitando mais divisões. Para alcançarmos a unidade dos cristãos utilizemos estas armas: a conversão pessoal, o oferecimento de penitências, a defesa da fé.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:  Alfredo Melo

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha


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