27º Domingo Comum

3 de Outubro de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Levanto os meus olhos – J. Santos, NRMS, 70

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Todos nascemos e vivemos com desejos sinceros e profundos de felicidade. Estes sentimentos tão sinceros e comuns a todos foram depositados em nós por Deus, nosso Criador e Pai bondosíssimo. São pois bons e terão total correspondência com o encontro definitivo com Ele, no Reino dos Céus. Para atingirmos essa meta tão almejada, o Senhor marcou a cada um o caminho que deverá percorrer nesta vida, que é sempre tão passageira. Essa felicidade será totalmente alcançada por cada um, na medida em que acertar com o caminho proposto por Deus. A esse chamamento denominamos vocação. Como é importante encontrá-lo! Dessa descoberta e seguimento dependerá a verdadeira felicidade terrena e eterna de cada um. Grande parte da humanidade foi escolhida por Deus para seguir pelo caminho da vida matrimonial. É desse chamamento que de uma maneira especial nos falam as Leituras da Missa de hoje. Vamos estar atentos para que ninguém se deixe enganar pelo demónio, pai da mentira, que odeia a nossa verdadeira felicidade e por isso se opõe à Família, ao Sacramento do Matrimónio.

 

Ato penitencial

Porque tantas vezes na vida prestamos mais atenção aos enganos do mundo, do demónio e da carne do que á voz amorosa e sempre verdadeira de Deus, nosso Pai, comecemos por, com toda a sinceridade, Lhe pedirmos perdão.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Nesta página do primeiro livro da Bíblia, Deus ensina a igual dignidade do homem e da mulher e a indissolubilidade do matrimónio.

 

Génesis 2,18-24

18Disse o Senhor Deus: «Não é bom que o homem esteja só: vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele». 19Então o Senhor Deus, depois de ter formado da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, conduziu-os até junto do homem, para ver como ele os chamaria, a fim de que todos os seres vivos fossem conhecidos pelo nome que o homem lhes desse. 20O homem chamou pelos seus nomes todos os animais domésticos, todas as aves do céu e todos os animais do campo. Mas não encontrou uma auxiliar semelhante a ele. 21Então o Senhor Deus fez descer sobre o homem um sono profundo e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma costela, fazendo crescer a carne em seu lugar. 22Da costela do homem o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem. 23Ao vê-la, o homem exclamou: «Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne. Chamar-se-á mulher, porque foi tirada do homem». 24Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne.

 

A narrativa conserva, na linguagem e no estilo, todas as características da tradição jarvista, em particular, uma grande vivacidade de expressão, e, de acordo com o modo de pensar e de falar da época a que o texto pertence, uma rica linguagem simbólica ou mítica. No entanto, mesmo quando se vê que adopta elementos comuns aos mitos cosmogónicos da antiguidade, esta linguagem é cuidadosamente purificada de toda a magia e politeísmo que os impregnam, de tal modo que Deus aparece como Senhor transcendente e Pai providente. Sem dificuldade, sob o estrato da antiga narração, descobrimos aquele conteúdo verdadeiramente admirável no que diz respeito às qualidades e à condensação das verdades, que nele estão encerradas (cf. João Paulo II, numa série de Audiências Gerais de 1979/80, que tomamos como pano de fundo destas notas). O texto deixa claro que a atracção dos sexos é algo querido por Deus e que a diferenciação sexual encerra um sentido intrínseco, não arbitrário; e também ela que não foi introduzida no mundo por nenhum princípio maléfico misterioso.

18-20 Deus é apresentado em linguagem antropomórfica, isto é, à maneira humana, como um «oleiro», e a deliberar no sentido de ir aperfeiçoando a sua obra, num texto que se presta a veicular ricos ensinamentos de antropologia teológica. «Não é bom que o homem esteja só»: a solidão do homem, sentida por ele (v. 20) e reconhecida por Deus (v. 18), traduz, por um lado, a interioridade do ser humano, capaz de perceber a sua própria solidão (coisa de que os animais não são capazes), e, por outro lado, como este foi criado por Deus para a comunhão inter-pessoal.

«Um auxiliar semelhante». O facto de se dizer auxiliar, ou ajuda, não contradiz a dignidade da mulher, como se esta ficasse reduzida a uma simples muleta para o homem, pois estamos perante uma complementaridade que é mútua; de qualquer modo, não se diz que é uma serva ou uma propriedade do marido, destinada dar-lhe frutos, à maneira de uma terra fecunda, como então se pensava. Por outro lado, também de Deus se diz que Ele é um auxiliar para o homem; além disso, a palavra hebraica (‘ézer, auxílio), ao designar habitualmente o socorro que Deus concede ao seu povo (15 em 21 vezes no A. T.), indicia que o relato está redigido com base na noção de aliança: a relação homem-mulher aparece então como um reflexo da relação Deus-homem, uma relação de aliança (M. Merode).

«O homem deu nome a todos os animais», é uma forma de pôr em relevo a superioridade do homem e o seu domínio sobre eles, que ficam postos ao seu serviço (cf. Gn 1,28). Adão aparece como um rei que passa revista a todos os seus súbditos. Impor o nome significava frequentemente ter direito sobre algo ou alguém, assim como o mudar o nome correspondia a assinalar uma nova missão. Não se pretende ensinar que os animais foram criados só depois do homem (nem antes!), apenas o autor visa dramatizar a situação do homem solitário e enaltecer a Providência amorosa de Deus, que instituiu a sociedade conjugal para bem do próprio homem e num plano de grande dignidade, sublinhando que até os próprios animais maiores eram «behemáh», isto é, (animais) mudos, que não estavam ao nível do homem. Nesta encenação poderia haver também, em segundo plano, a condenação da bestialidade, frequente entre os cananeus e os egípcios (cfr. Lv 18,23-25) – um pecado que a Lei punia drasticamente (Ex 22,18; Lev 20,15-16; cf. Dt 21,21) –, e ainda a rejeição do paganismo, que com frequência prestava culto a animais divinizados, uma aberração absurda, dado que Adão é superior e nem sequer encontra algum que, ao menos, lhe seja semelhante.

21-22 Ao arrepio da mentalidade da época, a mulher aparece em toda a sua dignidade, não como os animais, que são tirados da terra (v. 19); com efeito, ela é tirada da costela do homem, isto é, «da substância de Adão», como esclarece S. Gregório de Nissa, igual por natureza. Para isso – não para o anestesiar, como às vezes se diz – conta-se que adormeceu profundamente o homem (v. 21), a fim de que, sem que ele se apercebesse, lhe satisfizesse os seus ideais e anseios: formou a mulher e apresentou-a ao homem (v. 22). O «sono profundo» nada tem a ver com alguma espécie de sono de anestesia; o termo hebraico – tardemah – envolve uma certa conotação de mistério, pois é a palavra que se usa, quando durante um sono assim designado, ou logo após este, se verificam acontecimentos de grande alcance (cf. Gn 15,12; 1Sam 26,12; Is 29,10; Job 4,13; 33,15), de modo que até os LXX não traduziram este termo por hypnos (sono), mas sim por ékstasis (êxtase). É assim que se pode ver como a criação da mulher está envolta em mistério, pois aparece como uma especial acção divina que se insere no âmbito do mistério da Aliança, no próprio coração da história da salvação. Assim como em Gn 15,12, o sono de Abraão é o sinal de que este se deixa ultrapassar por Deus, que lhe revela a Aliança, assim também aqui o sono de Adão é o sinal de que, pela bissexualidade humana, Deus nos revela o mistério do matrimónio como imagem de Deus (cf. Gn 1,26-28). «Em ambos os casos, segundo os textos em que (...) o livro do Génesis fala do sono profundo (tardemah), realiza-se uma acção divina especial, isto é, uma aliança carregada de consequências para toda a história da salvação: Adão dá começo ao género humano, Abraão ao povo eleito» (João Paulo II, Audiência Geral de 1/11/19). Note-se que costela, – em hebraico tselá‘ – sugere um significativo jogo de palavras: o étimo sumério de tselá‘ significa vida e o nome Eva – em hebraico haváh – também significa vida.

22 «E apresentou-a ao homem». Também é significativo que não se diga que é o homem a fazer aparecer a mulher ou a descobri-la: tudo é dom e iniciativa divina, e a relação do homem com a mulher enquadra-se na relação fundamental do homem com Deus.

23 «Ao vê-la, o homem exclamou». As palavras que o hagiógrafo coloca na boca de Adão são a expressão dum entusiasmo eufórico, próprio dum coração enamorado, em linguagem poética, com ritmo, elegância, paralelismo e jogo de palavras, logrando-se um belo efeito literário: Adão, ignorando como a mulher tinha sido formada, verifica que ela corresponde plenamente ao seu ideal; formada do lado ou da costela sobre o coração, a mulher procedia do coração do homem, respondendo às suas profundas aspirações.

«Osso dos meus ossos...» Trata-se duma expressão corrente para designar parentesco, comunidade de natureza (cf. Gn 29,14; Jz 9,2; 2Sam 5,1; 1Cron 11,1). Esta afirmação é dum alcance extraordinário, transcendendo de longe as mais avançadas civilizações em que a mulher sempre foi considerada um ser inferior, quanto à natureza e direitos. Ela tem a mesma natureza e os mesmos direitos que o homem, por isso «chamar-se-á mulher», num jogo de palavras em hebraico: ’ixáh («virago» em Latim da Vulgata: a forma feminina de ’ix, «varão»); ela já não é mais a beulat-baal (a propriedade dum senhor – cf. Dt 22,22). Sem diluir diferenças e peculiaridades, há uma igualdade fundamental entre o homem e a mulher, mesmo quando o relato apresenta o homem a ser criado em primeiro lugar; a mulher, embora surja como um auxiliar, ela é criada semelhante a ele (v. 18). Notar que as expressões «osso dos meus ossos» e «carne da minha carne» são uma espécie de superlativo hebraico (como «cântico dos cânticos»), equivalente a dizer que é mesmo carne e osso meu, um «alter ego», correspondendo a: «é igual a mim quanto à natureza e quanto aos direitos», segundo as categorias do nosso pensamento abstracto.

24 «Por isso, o homem deixará pai e mãe...» Os laços que unem marido e mulher são mais fortes ainda do que aqueles que unem os filhos aos pais: a união matrimonial é estável, (perpétua e indissolúvel, segundo a explicação de Jesus no Evangelho de hoje). É uma união total e íntima, tão profunda que abarca toda a pessoa, desde o físico até ao espiritual, segundo a expressão do original hebraico, «wedabaq», que a Vulgata traduziu por «et adhærebit», melhor que a nossa tradução: «para se unir à sua esposa». O texto permite ver a unidade do matrimónio – um só homem com uma só mulher (a sua mulher) – e a indissolubilidade, pois os dois passarão a ser «uma só carne». A expressão hebraica «lebassár ehád» («in carnem unam») indica não apenas o corpo, mas tudo o que constitui a natureza do homem: corpo e espírito, pensamento e amor, sentimentos e vontade, o que dá azo a João Paulo II para falar do significado esponsal do corpo humano, um significado que só se pode compreender dentro do contexto da pessoa: «o corpo tem o seu significado esponsal porque o homem-pessoa é uma criatura que Deus quis por si mesma e que, ao mesmo tempo, não pode encontrar a sua plenitude senão mediante o dom de si próprio» (Audiência Geral de 16/1/80). O Papa acrescenta que no celibato pelo Reino dos Céus esse significado não se perde, mas é ainda mais pleno, pois se torna mais expressiva a liberdade do dom no corpo humano; o homem só é capaz de doação enquanto pessoa e é doando-se que se realiza como pessoa; e a sua máxima doação é a entrega total (corpo e alma) a Deus.

 

Salmo Responsorial      Sl 127 (128), 1-2.3.4-5.6 (R. cf. 5)

 

Monição: Deus abençoa já neste mundo os que Lhe obedecem fielmente.

 

Refrão:         O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida.

 

Feliz de ti que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos como ramos de oliveira,

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião o Senhor te abençoe:

vejas a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida;

e possas ver os filhos dos teus filhos. Paz a Israel.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Jesus assumiu a nossa natureza humana e sujeitou-Se à morte para nos salvar.

 

Hebreus 2,9-11

Irmãos: 9Jesus, que, por um pouco, foi inferior aos Anjos, vemo-l'O agora coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos. 10Convinha, na verdade, que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir muitos filhos para a sua glória, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o Autor da salvação. 11Pois Aquele que santifica e os que são santificados procedem todos de um só. Por isso não Se envergonha de lhes chamar irmãos.

 

Vamos ter como 2ª leitura até ao fim do ano litúrgico alguns respigos da epístola aos Hebreus, poucos, mas expressivos. O tema central do «discurso de exortação» (cf. 13,22), que constitui o escrito, nunca é tratado nos restantes livros do N. T.: o sacerdócio de Cristo, uma elaboração teológica admirável e sublime, entremeada de exortações, uma verdadeira obra prima que impressiona vivamente o leitor. Embora pertença ao chamado corpus paulinum, este documento não parece ter sido redigido por S. Paulo (alguns pensam que poderia ser um sermão do seu colaborador Apolo: cf. Act 18,24-28), nem tem um carácter epistolar, se exceptuamos os vv. finais (13,22-25), que até poderiam ser um bilhete do próprio Paulo. O trecho de hoje é extraído da 1ª parte, em que Jesus é apresentado como Filho de Deus e superior aos próprios anjos, não obstante todas as humilhações a que se quis sujeitar.

9-10 «Por um pouco, foi inferior aos Anjos». Em constantes citações do A. T. ao longo de toda a epístola, o autor sagrado faz aqui (nos vv. 5-9) uma releitura cristológica do Salmo 8. A inferioridade de Jesus deu-se apenas no aspecto exterior e sensível, especialmente nos momentos da sua Paixão e Morte; mas a humilhação da morte que sofreu mereceu-lhe a exaltação gloriosa da sua SS. Humanidade (cf. Lc 24,26; Filp 2,6-11). Por outro lado, essa humilhação não foi sem um nobilíssimo motivo, pois foi «em proveito de todos», isto é, em ordem à salvação de todas as criaturas, não apenas de uns tantos privilegiados. Mais ainda, «convinha que (Deus, o Pai…) levasse à perfeição, pelo sofrimento, o Autor da salvação». Nesta única vez em que se usa em toda a Escritura o «argumento de conveniência» para o agir divino, aparece um dos temas fulcrais da epístola, o da «perfeição»: Jesus é o sacerdote perfeito (5,9; 7,11-28; 10,14), em contraposição com o sacerdócio levítico com todas as suas exigências de perfeição exterior (cf. Lv 21,18-23). Aqui se expõe como atingiu essa perfeição; foi pelo sofrimento, com que, obedecendo ao Pai, quis levar a cabo a obra da Redenção até ao «consummatum est» (Jo 19,30), no supremo exercício do seu sacerdócio.

11 «Procedem todos de um só»: Jesus, «Aquele que santifica» e os homens, «os que são santificados», têm uma origem comum (Deus, Adão, Abraão, ou simplesmente a mesma natureza), o que torna possível que Jesus seja «sacerdote» e «mediador» (cf. 2,14-18; 5,1; 8,6; 9,15), podendo, apesar da sua suprema dignidade, chamar com toda a verdade os homens «seus irmãos» (cf. Jo 20,17).

 

Aclamação ao Evangelho           1 Jo 4, 12

 

Monição: Jesus deixa as coisas claras sobre a indissolubilidade do matrimónio. A Sua doutrina continua atual e hoje de modo particular. Ouçamos com atenção.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. Berthier, COM, (pg 112)

 

Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós

e o seu amor em nós é perfeito.

 

 

Evangelho

 

*Forma longa: São Marcos 10,2-16       Forma breve: São Marcos 10,2-12

Naquele tempo, 2aproximaram-se de Jesus uns fariseus para O porem à prova e perguntaram-Lhe: «Pode um homem repudiar a sua mulher?» 3Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?» 4Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio, para se repudiar a mulher». 5Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. 6Mas, no princípio da criação, 'Deus fê-los homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, 8e os dois serão uma só carne'. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. 9Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». 10Em casa, os discípulos interrogaram-n'O de novo sobre este assunto. 11Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. 12E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».

[13Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. 14Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: «Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus. 15Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele». 16E, abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo as mãos sobre elas.]

 

Jesus é posto à prova num tema hoje bem actual e que já na sua época era debatido entre os rabinos de então: a escola rigorista de Xamai só permitia o divórcio em casos extremos, como por adultério, ao passo que para a escola liberal de Hillel bastava qualquer razão banal, como uma forte atracção por outra mulher, ou simplesmente o servir uma comida com esturro. Na sua resposta, Jesus não pergunta pelas posições dos rabinos, mas pela Lei de Moisés na sua forma escrita. No entanto, também não estão no horizonte de Jesus as modernas questões histórico-literárias, pois neste caso poderia dizer que Moisés nunca autorizou o divórcio, apenas o considera como um facto real, a exigir regulamentação para minorar os males que acarreta. De facto, o célebre texto do Deuteronómio, o único na Thoráh a falar do certificado de divórcio (Dt 24,1-4), quando bem lido no original hebraico, de modo nenhum quer dizer que Moisés «permitiu que se passasse um certificado de divórcio», como responderam os fariseus (v. 4). Como explica Díez Macho, a autorização do divórcio de Dt 24,1 não passa de uma simples inclusão na legislação do Pentateuco de um costume do meio ambiente, mas nem para o canonizar, nem para o autorizar, mas sim para lhe pôr obstáculo (Sto. Agostinho diz que é mais uma desaprovação do que uma aprovação). Dt 24,1 é uma tolerância do divórcio reinante, pela dureza do coração, como justamente Jesus interpretou». O judaísmo posterior é que interpretou o texto como uma autorização do divórcio, um privilégio divino para os maridos israelitas, considerando o final do v. 1 de Dt 24 como um preceito («escreva-lhe uma carta de repúdio»), quando a verdade é que se tratava da consideração de mais uma condição («e se lhe escreve uma carta de repúdio»); os 3 primeiros vv. devem ser lidos como prótase («se…, se…, se…»), aparecendo a apódose só no v. 4, com o preceito: «(então), o primeiro marido que a despediu não a poderá tomar de novo por sua mulher» (isso seria indecoroso). 

6-9 «Mas no princípio da criação…». Jesus apela para as palavras do Génesis lidas na 1.ª leitura e dá-lhes o seu profundo sentido: «passarão a ser uma só carne» significa a unidade e indissolubilidade do Matrimónio. Por isso a legítima tradição da Igreja nunca admitiu a mínima excepção à indissolubilidade dum matrimónio validamente realizado e consumado. A sentença de Jesus é absoluta e irrevogável: «O que Deus uniu que não o separe o homem» (v. 9); com efeito, não se trata de uma simples imposição duma lei externa, mas de algo que pertence à própria natureza das cosias.

11-12 «Quem repudiar... e, se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério». Jesus apresenta as normas morais tão exigentes para o homem como para a mulher, reforçando o ensino anterior (vv. 5-9), quando para o judaísmo só o marido é que podia repudiar a mulher e não o contrário. Jesus não só restituiu o Matrimónio à sua dignidade original, segundo o projecto de Deus para a felicidade do ser humano, mas também confere a graça do Sacramento do Matrimónio, que possibilita superar as situações mais difíceis, com que nos deparamos cada vez mais, e remediar a dureza do coração, uma coisa impossível para a Lei de Moisés.

13-16 Esta perícope, que fala das crianças, nada tem a ver com a anterior, embora estas sejam as grandes vítimas inocentes dos divórcios; a ligação é artificial, e nada se diz das circunstâncias do momento e do lugar do facto relatado nos três Sinópticos. Então havia o costume de aos sábados os pais abençoarem as suas crianças (com menos de 12 anos), mas só na festa do Yom Kipur é que elas recebiam a bênção dos rabis; que o acontecimento relatado tivesse sido por esta ocasião não passa de mera possibilidade. É apenas S. Marcos – que gosta de registar as emoções de Jesus (cf. 1,43; 3,5; 8,12; 14,33-34) – quem refere a indignação de Jesus perante a oposição dos discípulos (v. 14), que partilhavam da mentalidade corrente de desprezo pelas crianças; então não se considerava a sua inocência, mas a sua imaturidade. O tema central do relato é o do Reino de Deus, concretamente, que pessoas poderão fazer parte dele: «Só aqueles que o reconhecem e o aceitam como um dom – como uma criança que recebe presentes – é que podem esperar vir a fazer parte dele; o reino é para aqueles que não fazem reivindicações de poder ou de posição social» (The new Jerome B. Commentary). E, sem humildade, como a da criança que se sente débil e insignificante, não é possível entrar no Reino de Deus (cf. Mt 18,3-4; Mc 9,35-36), o que está no pólo oposto da atitude dos fariseus, que pensavam poder comprar o Reino de Deus com os seus próprios méritos. Por outro lado, o relato deixa ver como as crianças são tomadas a sério, como pessoas, por Jesus – só Marcos refere que Ele as abraçou – e como elas gostam de se relacionar com Jesus e com o Reino.

 

Sugestões para a homilia

 

     1. O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida.

     2.  A vocação é o chamamento amoroso que Deus a cada um de nós.

     3.  A felicidade e o progresso humano aguardam que todos cumpram a sua vocação.

 

1.     O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida”.

 

“O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida” pedimos há momentos. E sabemos que o Senhor, infinitamente bom, nos abençoará sempre que aceitarmos a Sua Bênção. Bênção que é penhor e garantia de felicidade, de alegria, de vitória e de salvação eterna. Mas então haverá alguém que não queira receber esta tão feliz Bênção? Infelizmente há. São todos aqueles que em vez de seguirem os caminhos do Senhor, optam por outros caminhos diferentes.

O Senhor hoje fala-nos de uma maneira especial daqueles que por Ele foram chamados a seguir a vida matrimonial. Trata-se de uma verdadeira vocação, tão importante como qualquer outra, pois é, como as restantes, caminho de santificação.

Cada um de nós é uma obra prima e irrepetível de Deus. Foi com muito carinho que Ele nos chamou à vida e ao fazê-lo foi para que fôssemos felizes, isto é santos, já que só seremos tanto mais felizes quanto mais santos.

 

2.     A vocação é o chamamento amoroso que Deus fez a cada um de nós.

 

Para a concretização da felicidade a que todos aspiramos, Deus, nosso Pai, a uns chamou para o Sacerdócio, outros para Religiosos e ainda a muitos outros para vida matrimonial. E ao fazê-lo não foi para que cada um se casasse com qualquer um, mas sim com um/a muito concreto. O namoro destina-se a fazer essa descoberta. Uma vez feita é por aí que se deve seguir, cumprindo a vontade de Deus. Para que tal se concretize é necessário que haja um projeto de entrega total e definitivo mediante o Sacramento do Matrimónio. Os dois passarão a ser uma só carne. Já não poderá ser um a puxar para cada lado, mas sim ambos na mesma direção. Neste projeto de doação total é de grande importância a sintonia de fé e a crença religiosa.

A indissolubilidade matrimonial é uma das condições essenciais para se receber a Bênção de Deus, da qual se falava no início desta Eucaristia. Quem não aceitar esta condição essencial no momento da entrega, não recebe o Sacramento do Matrimónio, pelo que voltará para casa solteiro. Recusou receber a bênção de Deus. Quem a recebe deve esforçar-se por ser coerente com a mesma bênção, lembrando-se sempre que perfeito, perfeito é só Deus.  Amar é aceitar o outro como ele é e procurar estar sempre ao seu serviço. Por vezes tal missão não é fácil, mas o Senhor não nos avisou que o Reino de Deus sofre violência, que o caminho que nos conduz ao céu, é mesmo estreito? Mas como é bom segui-lo! Aí se encontra a verdadeira santificação pessoal. Aí encontramos as Bênçãos de Deus.

 

3.     A felicidade e o progresso humano aguardam que todos cumpram a sua vocação.

 

Portugal, a Europa e o mundo em geral precisa de famílias onde impere o verdadeiro amor. Consequentemente que surjam famílias generosas na aceitação de seus filhos, que o serão também de Deus, e contribuam para o bem estar da sociedade. A cultura da morte, que é a cultura do inimigo, procura deitar areia nos olhos de quem quer ver. Eles vêm apresentando desde há anos certos dados chamados “científicos, estatísticos”, mas que de verdadeira ciência e fé, nada possuem. Dizem que é necessário diminuir os habitantes sob pena de deixarem existir meios de subsistência para todos, etc, etc. Resultado está á vista: tantas famílias reduzidas ao mínimo, chegando a existir mais pessoas de idade avançada do que as restantes, não havendo já quem possa velar pelas mais velhos, tantas casas fechadas, tantos comércios a extinguir-se, tanta falta de profissionais. Quando o homem se mete onde não é chamado, a sua atuação é desastrosa. É afinal o que o inimigo pretende.

O homem é a obra prima de Deus, pelo que por eles vela de uma maneira especial o Senhor que tudo criou. Cumprindo a vontade de Deus, nada nos faltará. “Procurai em primeiro lugar a reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo”, nos garante Aquele que tudo pode e que nunca se engana. Com clareza o Senhor esclarece que valemos muito mais que os passarinhos e os lírios do campo que se vestem melhor que Salomão e se destinam a ser queimados. A experiência confirma este poder e grandeza da generosidade de Deus: Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, era o  filho  mais novo de 12 irmãos, Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja, que conseguiu fazer voltar para Roma o Papa que vivia em Avinhão, era fruto do 24º parto de sua mãe, Santa Teresinha do Menino Jesus era a mais nova de 9 irmãos,  São Tomás de Aquino era também o mais novo de 12 irmãos, o Cardeal Pironio  era o mais novo do 23º parto de sua pobre mãe, apesar de a mesma ter sido avisada por médico a não tornar a engravidar a partir do primeiro parto. Ela confiou em Deus e foi mãe de 23 filhos. Ele falecido em 1998, com 77 anos, tem introduzida a causa de sua canonização. Nada disto aconteceu por acaso, já que para Deus não existem acasos. É Deus a falar com toda a clareza e bem alto. E Portugal e não só, continuando a dormir, debate-se com um dos maiores problemas atuais: a grande queda demográfica, a maior verificada desde há anos, com a consequente falta de mão de obra, o que atinge a própria segurança social. Tudo isto é revelador da cultura da morte, que os inimigos de Deus não se cansam de divulgar.

Que Deus Nosso Senhor toque os corações daqueles a quem foi concedida a vocação para a vida matrimonial para que cumpram sempre com fé e generosidade a nobre missão de colaborarem com Deus na Sua obra mais maravilhosa, dando novos homens e mulheres, sábios e santos a este mundo, dos quais todos tanto precisamos. Deus com nada faltará. Verdadeiramente as crises do mundo são crises de fé, crises de santos.

 

Fala o Santo Padre

 

«O projeto originário do Criador inclui o homem e a mulher

chamados a reconhecer-se, a completar-se, a ajudar-se reciprocamente no matrimónio.»

O Evangelho deste domingo (cf. Mc 10, 2-16) oferece-nos a palavra de Jesus sobre o matrimónio. A narração abre-se com a provocação dos fariseus que perguntam a Jesus se é lícito que um marido repudie a esposa, como previa a lei de Moisés (cf. vv. 2-4). Antes de tudo, Jesus, com a sabedoria e a autoridade que lhe vêm do Pai, ameniza a prescrição moisaica dizendo: «Pela dureza dos vossos corações ele — ou seja, o antigo legislador — vos deixou escrito este mandamento» (v. 5). Trata-se portanto de uma concessão que serve para remediar as falhas causadas pelo nosso egoísmo, mas não corresponde à intenção originária do Criador.

E aqui Jesus retoma o Livro do Génesis: «Desde o início da criação [Deus] os criou varão e mulher; por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua esposa e os dois serão um só» (vv. 6-7). E conclui: «Não divida o homem o que Deus uniu» (v. 9). O projeto originário do Criador não inclui o homem que se casa com a mulher e, se as coisas não funcionam, a repudia. Não. Ao contrário, inclui o homem e a mulher chamados a reconhecer-se, a completar-se, a ajudar-se reciprocamente no matrimónio.

Este ensinamento de Jesus é muito claro e defende a dignidade do matrimónio, como união de amor que requer a fidelidade. Aquilo que consente que os esposos permaneçam unidos no matrimónio é um amor de doação recíproca amparado pela graça de Cristo. Se, ao contrário, prevalecer nos cônjuges o interesse individual, a própria satisfação, então a sua união não poderá resistir.

E a mesma página evangélica recorda-nos, com grande realismo, que o homem e a mulher, chamados a viver a experiência da relação e do amor, podem dolorosamente fazer gestos que a põem em crise. Jesus não admite tudo o que pode levar ao naufrágio da relação. Faz isso para confirmar o desígnio de Deus, no qual sobressaem a força e a beleza da relação humana. A Igreja, por um lado, não se cansa de confirmar a beleza da família como nos foi recomendada pela Escritura e pela Tradição; ao mesmo tempo, esforça-se por fazer sentir concretamente a sua proximidade materna a quantos vivem a experiência de relações interrompidas ou levadas por diante de maneira sofrida e fadigosa.

O modo de agir do próprio Deus com o seu povo infiel — isto é, connosco — ensina-nos que o amor ferido pode ser sanado por Deus através da misericórdia e do perdão. Por isso à Igreja, nestas situações, não é pedida imediata e unicamente a condenação. Ao contrário, face às tantas dolorosas falências conjugais, ela sente-se chamada a viver a sua presença de amor, de caridade e de misericórdia, para reconduzir a Deus os corações feridos e desorientados.

Invoquemos a Virgem Maria, para que ajude os cônjuges a viver e a renovar sempre a sua união a partir da doação originária de Deus.

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 7 de outubro de 2018

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs,

unidos a Cristo vivo no meio de nós e principal celebrante desta Eucaristia,

com a intercessão de Nossa Senhora, peçamos ao Pai, cheios de confiança

dizendo:

Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

1.     Pela Santa Igreja de Deus,

para que o Senhor desperte nela abundância

de vocações sacerdotais, missionárias e religiosas

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

2      Pelo Santo Padre

para que o Senhor o encha de alegria, de fortaleza e sabedoria

e abençoe com muitos frutos as suas canseiras apostólicas,

oremos, irmãos.

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

3      Pelos bispos e sacerdotes,

para que se entreguem generosamente no serviço de todos as almas

em especial no sacramento da penitência, como o Santo Cura d’Ars,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

4      Por todos os casais, para que saibam vencer o egoísmo,

aceitando alegremente os filhos e ensinando-os desde pequenos

a amar a Jesus e a cumprir os Seus mandamentos,

oremos, irmãos.

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

5      Para que imitando Nossa Senhora e S. José, saibamos amar a Deus,

cumprindo fielmente a Sua vontade nas tarefas humildes de cada dia,

sobretudo na vida de família,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

6      Por todas as mães, para que o Senhor as encha de alegrias

na aceitação generosa dos filhos e na sua esmerada formação cristã,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

7.  Por todos os casais cristãos,

para que sejam alfobre de abundantes vocações,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

Senhor que nos chamastes à vida nova em Cristo,

aumentai em nós a fé e o amor, para que, vivendo sempre na alegria de

filhos vossos, cheguemos todos à glória do Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

na união com o Pai e o Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No Senhor Omnipotente – M. Faria, NRMS, 1 (l)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – ENPL, 15

 

Monição da Comunhão

 

Como é grande a generosidade de Deus para connosco! Apesar de ter dado a Vida por todos e cada um de nós, fica connosco na Santíssima Eucaristia!  É Ele que nos dá força para amar, para vivermos como Seus filhos cá na terra. Vamos recebê-lO com muito amor, muita fé e prometamos corresponder à Sua generosidade.

 

Cântico da Comunhão: Saboreai como é bom – J. Santos, NRMS, 93

Lam 3, 25

Antífona da Comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

Ou:   

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

 

Cântico de acção de graças: Hóstia santa, penhor de salvação – M. Simões, NRMS, 6

 

Oração depois da Comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A correspondência, que nos é pedida ao Amor infinito de Deus, há-de manifestar-se no nosso dia a dia na forma concreta como amamos o nosso próximo que a Deus pertence. Com Nossa Senhora, neste mês do Rosário vamos ajudar todas as famílias em dificuldades com a nossa oração.  Com esse propósito, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é amor, – J. F. Silva, NRMS, 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

27ª SEMANA

 

2ª Feira, 4-X: O amor a Deus e ao próximo.

Jon 1, 1-2.1.11 / Lc 10. 25-37

Amarás ao Senhor, com todo o teu coração, com toda a tua alma...e, ao próximo, como a ti mesmo.

O amor a Deus e o amor ao próximo andam ligados. Se nos aproximamos de Deus, outros serão atraídos. Façamos muitas vezes o papel de ‘bom samaritano’ (EV), indo ao encontro das necessidades do próximo. Deste modo, imitamos mais o Senhor, que é o bom samaritano.

Jonas, ao fugir de Deus, é acusado da desgraça de um temporal: Lançaste-me no meio do abismo das águas (SR), e também foi culpado das desgraças de todos os passageiros, pelo que o lançaram ao mar (LT).

 

3ª Feira, 5-X: Saber escolher a melhor parte.

Jon 3, 1-10  / Lc 10,38-42

Uma só coisa é necessária: Maria, na verdade, escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.

Ao receber o Senhor em sua casa, Marta andava muito atarefada. Maria fazia companhia a Jesus, ouvindo o louvor do Mestre: Maria escolheu a melhor parte (EV). Saibamos também escolher a melhor parte, mesmo que isso nos exija um maior sacrifício, para estarmos mais perto de Deus.

Os ninivitas, perante a ameaça de destruição da sua cidade, decidiram fazer penitência, para cumprir a vontade de Deus e assim se salvaram, bem como a sua própria cidade (LT). No Senhor está a misericórdia (SR).

 

4ª Feira, 6-X: A misericórdia divina e a mesquinhez humana.

Jon 4, 1-11 / Lc 11, 1-4

Perdoai-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todo aquele que nos ofende.

A pedido dos discípulos, Jesus ensinou-nos a rezar: Perdoai-nos as nossas ofensas (EV).. Assim, relacionou o perdão de Deus com as nossas ofensas. Em Deus não há medida nem limite para o perdão. E nós como perdoamos o nosso próximo?

Quanto a Jonas, teve pena de um carrapiteiro que secou e não soube perdoar aos 120 mil habitantes de Nínive (LT). Senhor, sois um Deus paciente e misericordioso (SR). Acorramos também à Mãe de Misericórdia.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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