aCONTECIMENTOS eclesiais

 

DO PAÍS

 

 

Fátima:

Santuário promove Simpósio Teológico-Pastoral

dedicado à santidade

 

O Santuário de Fátima promoveu o Simpósio Teológico-Pastoral ‘Fátima, hoje: pensar a Santidade’, no contexto do centenário da morte de Santa Jacinta Marto, em regime presencial e online, até ao domingo de dia 20 de junho.

Na sessão de abertura, o cardeal D. António Marto afirmou que a santidade é “geradora de sentido e de esperança” e disse que os santos “amaram o mundo do seu tempo em crise”.

“Confinar Deus na religião e na Igreja é uma tentação forte face ao mundo difícil, contraditório, global e em crise global em que nos toca viver, mas os grandes santos amaram o mundo do seu tempo em crise”, afirmou o bispo de Leiria-Fátima.

Lembrando o Papa Francisco na exortação apostólica “Exultai e alegrai-vos”, D. António Marto referiu que, “na perspetiva cristã, a santidade mostra uma extraordinária força humanizadora e uma grande oferta de sentido e de esperança”. E acrescentou: “só como um património do passado”, porque “o futuro da Igreja é também história da santidade”.

“A santidade de Jacinta e Francisco é um exemplo e apelo a toda a Igreja, cada um tem um perfil espiritual próprio no caminho da santidade: Francisco era mais dedicado à oração e à contemplação, Jacinta viva mais a compaixão da entrega em favor da humanidade”, disse o cardeal D. António Marto.

Na sessão de apresentação do Simpósio Teológico-Pastoral, o padre Carlos Cabecinhas explicou que a mensagem de Fátima apresenta “caminhos e exorta à santidade”, os Santos Francisco e Jacinta Marta são “rostos concretos dessa santidade” a que são chamados e a santidade “adquire um rosto familiar, próximo, e sobretudo desejável e possível”.

O reitor acrescentou que o simpósio não pretende “dedicar-se exclusivamente” à santidade dos pastorinhos ou à santidade da mensagem de Fátima, “este é ponto de partida mas pretende-se alargar a reflexão”.

Este Simpósio Teológico-Pastoral ‘Fátima, estava previsto para o ano pastoral 2019/2020 que o Santuário de Fátima dedicou ao tema da santidade no centenário da morte de Jacinta (2020) e de Francisco (2019), e decorre no grande auditório do Centro Pastoral de Paulo VI.

“Tem lugar agora sem que se perca o prazo da validade da reflexão. Aliás, aparecerá enriquecida com o este tempo aduz a esta matéria”, salientou o presidente da Comissão Científica e Organizadora do Simpósio, Marco Daniel Duarte.

Para o também diretor do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima, “pensar a santidade é uma ousadia”, quer no contexto do pensamento e vivência da humanidade, quer no próprio contexto eclesial, e “vivê-la será a mais feliz das responsabilidades”.

O Simpósio Teológico-Pastoral contou com intervenções, entre outros, do cardeal Luis Antonio Tagle, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos; D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa; Crispino Valenziano, do Colégio Pontifício de Santo Anselmo; Jerónimo Trigo, teólogo moralista da Universidade Católica e Teresa Messias, da mesma Universidade.

 

Forças Armadas:

Militares juntam-se em oração online

 

A Peregrinação Nacional dos Militares a Fátima, cancelada por causa da pandemia, e foi assinalada com uma oração mariana, juntando o bispo do Ordinariato Castrense e os cinco ramos das Forças Armadas e de Segurança.

Os militares uniram-se, online, na recitação do terço, presidida pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança; e cada ramo foi responsável pela dinamização de um dos cinco mistérios luminosos: Marinha, Exército, Força Aérea, GNR e PSP, indicou à Agência Ecclesia D. Rui Valério.

O cancelamento da grande peregrinação não impediu que os diferentes ramos das Forças Armadas e de Segurança se pusessem a caminho e peregrinassem a locais de oração.

O Comando territorial de Coimbra da GNR rumou recentemente de bicicleta ao Santuário de Fátima enquanto que os militares e civis do Regimento de Cavalaria nº 3 de Estremoz realizou uma peregrinação «Pelos Caminhos de Santiago», interior alentejano.

“Houve mais iniciativas, quer do Porto rumo a Fátima, de bicicleta, como também, do Montijo”, regista o bispo das Forças Armadas e de Segurança.

“A peregrinação militar a Fátima leva muito tempo na sua organização e quando devia começar a ser organizada estávamos em confinamento. Decidiu-se que o melhor seria cancelar”, explica o responsável, que deixou o convite para uma “união espiritual” que poderia ser acompanhada através da Internet.

 

LiSboa:

Opus Dei comemora 75 anos de «trabalho estável» em Portugal

 

A prelatura do Opus Dei está a comemorar 75 anos de “trabalho estável” em Portugal, com diversas iniciativas que lembram o serviço realizado desde 5 de fevereiro de 1946, assim como o seu fundador, São Josemaria Escrivá.

“Era muito afetuoso com toda a gente, com todos nós”, recordou Mons. Dr. Hugo de Azevedo, no programa ‘Ecclesia’ transmitido na RTP2.

Sacerdote do Opus Dei desde 1955, o padre Hugo de Azevedo privou de perto com o fundador da prelatura, São Josemaria Escrivá, que faleceu em 1975.

“Tinha insinuado que morreria mais cedo; Eu só chorei quando elegeram o D. Álvaro [del Portillo], foi nesse momento que eu senti a ausência”, partilha o sacerdote.

O padre Hugo de Azevedo lembra que uma vez, em Roma, São Josemaria Escrivá pediu-lhe a “agenda” e escreveu: “Que bem entendo as saudades quando se está longe de Portugal”.

Do livro das memórias, o sacerdote português recorda uma viagem do fundador do Opus Dei ao Porto, onde estavam a “preparar a residência de estudantes universitários da Boavista”, e viu uma pessoa “de uma simpatia, de uma simplicidade, de uma juventude, que não esperava”.

“Subiu as escadas de madeira para o primeiro piso cantando, esse momento é que fixei, que não posso esquecer: Ver um sacerdote já maduro tão ágil e, ao mesmo tempo, a cantar uma canção popular”, explicou o padre Hugo de Azevedo, que este ano publicou o livro ‘O Fundador do Opus Dei em Portugal: um testemunho pessoal’.

Em Portugal desde 5 de fevereiro de 1946, a instituição católica foi criada 18 anos antes em Espanha, em 1928, por São Josemaría Escrivá de Balaguer, canonizado em 2002, com a finalidade de colaborar na missão evangelizadora da Igreja e na difusão da visão cristã no mundo.

O vigário regional do Opus Dei, Mons. Dr. José Rafael Espírito Santo, lembra que o “trabalho apostólico estável” da obra em Portugal começou na Diocese de Coimbra e, atualmente, têm “pessoas por todo o país para servir a Igreja”.

Do trabalho apostólico em Portugal destacam-se iniciativas de caráter social, de educação e pastoral, com casas de retiros, centros de formação sacerdotal, a escola de formação no âmbito empresarial AESE Business School, clubes de formação de adolescentes, colégios e residências universitárias.

Pedro Viana, da comissão das comemorações dos 75 anos do Opus Dei em Portugal, recorda que este foi o primeiro país onde começaram o seu trabalho, depois de Espanha, com a mensagem que “é possível encontrar Deus no dia-a-dia, nas tarefas diárias”, e ter uma relação “muito terna, de um filho com um pai”.

Opus Dei é uma prelatura pessoal da Igreja Católica – figura pastoral prevista no Concílio Vaticano II – que “sensibiliza” os cristãos para a importância religiosa da “vida corrente do dia-a-dia, na família e no trabalho”, e oferece uma proposta formativa, teológica, espiritual e apostólica, que passa por retiros, aulas de formação, círculos sobre temas de vida cristã, e acompanhamento espiritual pessoal.

 

Funchal:

Diocese assinala os 30 anos da visita

do Papa João Paulo II à Madeira

 

A Diocese do Funchal assinalou os 30 anos da visita do Papa São João Paulo II à Ilha da Madeira com diversas iniciativas.

Uma nota enviada à Agência Ecclesia informa que o bispo do Funchal, D. Nuno Brás, celebrou uma Eucaristia para assinalar a data de nascimento do Papa João Paulo II, na Sé, e colocou uma coroa de flores na base da estátua no adro dessa igreja.

Os 30 anos desta histórica visita foram também assinalados na paróquia do Atouguia, Calheta, neste dia que se assinala a data do aniversário de São João Paulo II, com uma conferência do bispo emérito do Funchal, D. Teodoro de Faria.

A paróquia do Atouguia é a única igreja na Madeira a possuir uma relíquia do Papa João Paulo II.

Nesse, o papamóvel usado pelo Papa São João Paulo II esteve em frente à Catedral do Funchal e uma pequena exposição de fotografias recordou essa visita.

 

Porto:

Bispo manifesta intenção de revalorizar espaço do Monte da Virgem,

com nova igreja

 

O bispo do Porto na celebração da festa do Monte da Virgem, adiantou a intenção de requalificar o Santuário da Imaculada Conceição no Monte da Virgem, Vila Nova de Gaia, com a construção de uma nova igreja.

“Reuni com a Confraria da Virgem Imaculada (Monte da Virgem, Gaia) para a revalorização do espaço e edificação de um novo templo. Com a bênção de Maria, será, certamente, o segundo maior santuário de Portugal, depois de Fátima. Haverá novidades brevemente”, escreveu D. Manuel Linda, na sua conta da rede social Twitter.

A confraria local, tutelada pela Diocese do Porto, é a entidade proprietária do espaço, localizado na margem esquerda do rio Douro; a construção do Santuário foi iniciada em 1905 e a inauguração aconteceu em 1937.

“Eu, D. António José de Sousa Barroso, Bispo do Porto, coloquei esta pedra do monumento e santuário da Bem-aventurada e Imaculada Virgem Maria, erigida neste Monte Grande, hoje chamado Monte da Virgem, que vão ser edificados com esmolas dos fiéis, em memória da definição dogmática”, refere o documento que assinala o lançamento da primeira pedra.

 

Santarém:

Cristãos necessitam da beleza da Eucaristia

 

O Bispo de Santarém, D. José Traquina, disse na homilia da Solenidade do Corpo de Deus que nesta festa se celebra “a beleza da Eucaristia” e que a “fragilidade da vida necessita desta atualização” permanente.

“Precisamos constantemente de sentir o perdão de Deus e o perdão de quem vive connosco porque fragilmente nos ofendemos”, realçou na homilia o Bispo de Santarém.

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo começou a ser celebrada há mais de sete séculos, em 1246, na cidade de Liège, na atual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula ‘Transiturus’, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Na origem, a solenidade constituía uma resposta a heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo-se afirmado também como o coroamento de um movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento; terá chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus.

 

Guarda:

D. Manuel Felício pede uma “prece especial” pelos sacerdotes

 

O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, pediu para que, no Dia de Oração pela Santificação do Clero fosse feita “uma prece especial, quanto possível em ato comunitário, por aqueles que, no exercício do Sacramento da Ordem, o Senhor lhes envia para serem seus pastores”.

Nessa sexta-feira celebrava-se a Solenidade do Coração de Jesus e também o dia de oração pela santificação do clero, neste contexto, o Bispo da Guarda refere que “a Igreja e as suas comunidades precisam de sacerdotes que sejam, antes de mais, sacerdotes segundo o Coração de Cristo”.

O Bispo da Guarda recordou que “quem orienta, como pertence aos sacerdotes, precisa sempre da necessária coragem para saber conjugar bem a compreensão das pessoas, nas suas limitações e dificuldades, com a determinação necessária no apontar dos caminhos a seguir, mesmo quando tal implica sacrifícios”.

 

Setúbal:

Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

assinalou 50 anos da presença dos Missionários de São Carlos

 

O bispo de Setúbal presidiu à Missa na igreja do Beato João Batista Scalabrini, na Paróquia de Amora, assinalando os 50 anos de presença em Portugal dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos).

 D. José Ornelas, também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), elogiou o exemplo desta congregação religiosa, dedicada aos migrantes, pedindo “abertura de coração a todos”.

Na sua homilia, o Bispo de Setúbal sublinhou que a pandemia veio lembrar a importância de “cuidar dos mais frágeis” “Enquanto houver um imigrante que não tem condições de vida”, observou o bispo de Setúbal, não é só ele que está mal, mas “a sociedade toda”.

O presidente da CEP falou de Portugal como um povo “migrante” e país com “tradição de acolher”. “Infelizmente, somos um país que não aprendeu a integrar bem”, advertiu.

O bispo de Setúbal disse ainda que esta celebração é um “momento de ação de graças” pela presença dos Scalabrinianos, que a diocese sadina, território de imigração, acolheu como “uma bênção”.

A Congregação dos Missionários de São Carlos foi fundada na Itália, em 1887, pelo Beato João Baptista Scalabrini, bispo e apóstolo dos migrantes; na Paróquia de Amora esteve presente o superior geral da congregação.

 

Viana do Castelo:

Diocese promove vigília de oração

«pela eleição de um novo bispo»

 

A Diocese de Viana do Castelo realizou “uma vigília de oração pela eleição de um novo bispo” para esta Igreja local, na Solenidade do Corpo de Deus, pelas 21h00, na capela do seminário.

A Diocese do Alto Minho explica que a comunidade eclesial concretizou “o pedido do administrador diocesano de oração pela nomeação de um novo pastor”.

“Desde a morte de D. Anacleto Oliveira, a 18 de setembro de 2020, que a Diocese de Viana do Castelo vive em sede vacante, decorridos quase 9 meses”, contextualiza a nota de imprensa.

A “vigília de oração pela eleição de um novo bispo” na Diocese de Viana do Castelo teve a participação de leigos e sacerdotes que “fazem parte desta mesma família diocesana”.

D. Anacleto Oliveira faleceu aos 74 anos de idade, na sequência de um despiste de automóvel, na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, no dia 18 de setembro de 2020; o bispo de Viana do Castelo era o único ocupante da viatura.

Desde esse dia, monsenhor Sebastião Pires Ferreira, vigário-geral da Diocese de Viana do Castelo, assumiu as funções de administrador diocesano, por decisão do Colégio de Consultores da diocese do Alto Minho, “em conformidade com as normas do Código de Direito Canónico”, tendo em vista o governo interino desta Igreja local, até à nomeação de um novo bispo por parte do Papa.

 

Vila Real:

Bispo incentiva casais a «testemunhar a força do amor»

 

O bispo de Vila Real apresentou a “esperança e compromisso” como inspiração para o caminho das famílias cristãs e de toda a pastoral na diocese, presidindo à Missa no Dia Diocesano da Família.

“Caros casais, não tenhais medo ou vergonha de testemunhar a força do amor que vos une, o tesouro incomparável que são os filhos, a beleza do projeto que assumistes de construir uma família”, pediu D. António Augusto Azevedo, na homilia da celebração a que presidiu na catedral diocesana.

 “Neste dia em que celebramos, na nossa diocese, o Dia da Família, estas duas palavras – esperança e compromisso – devem inspirar e orientar o caminho das famílias cristãs e de toda a pastoral”, realçou D. António Augusto Azevedo.

A diocese agradeceu aos casais que comemoraram 10, 20, 25, 50 e 60 anos de jubileu matrimonial. “Que este dia renove em vós a esperança de que há ainda um caminho a percorrer pelo casal. Que o façais unidos por um amor cada vez mais forte e com a consciência de que o projeto de família nunca está concluído. Esperança de que, com os vossos filhos e depois netos, possais viver muitos momentos felizes e de nas adversidades permaneçais unidos e fortes”, desenvolveu o bispo de Vila Real.

O Bispo pediu a todos que deem “testemunho da sua fé”, a começar pela própria casa, porque, dessa forma, vão estar a contribuir para o anúncio do Evangelho.

No contexto do encerramento da ‘Semana da Vida’ 2021, para além da Missa do Dia Diocesano da Família, foi realizada uma vigília mariana, no sábado, em Vila Pouca de Aguiar.

 

Lisboa:

Comunidade Vida e Paz inaugura «resposta inovadora»

para pessoas em situação de sem-abrigo

 

A Comunidade Vida e Paz (CVP) vai ter uma nova resposta de apoio à população em situação de sem-abrigo, a ‘Unidade Integrativa para Pessoas em Situação de Sem-abrigo’ (UIPSSA).

A CVP, instituição do Patriarcado de Lisboa, informa que este programa que tem em vista o “desenvolvimento de autonomia e competências sociais” das pessoas apoiadas, através da prestação de um acompanhamento personalizado.

A Unidade Integrativa para Pessoas em Situação de Sem-abrigo é uma parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, e está localizada na Quinta do Lavrado, na Olaias, vai funcionar em regime residencial e tem capacidade para acolher 40 pessoas, do sexo masculino e feminino, e os seus animais de estimação.

“É uma resposta inovadora não só para a cidade de Lisboa mas também para a Comunidade Vida e Paz”, refere Renata Alves, presidente da instituição, convidada da entrevista conjunta Renascença/Ecclesia que vai ser publicada e emitida este domingo.

Os utentes vão ser acompanhados por uma equipa técnica constituída por psicólogos, serviço social, apoio médico, apoio psiquiátrico, apoio judicial, “o objetivo vai ser apostar na reintegração”, e encontrar uma alternativa permanente para essas pessoas.

A UIPSSA entrou recentemente em funcionamento e esta abertura foi assinalado com “uma pequena cerimónia” e o acolhimento dos primeiros utentes.

A cerimónia oficial de inauguração está prevista para o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a 17 de outubro, se a situação pandémica o permitir.

 

Lamego:

Bispo ordenou um novo sacerdote

 

D. António Couto, presidiu à ordenação presbiteral do diácono João Miguel Pereira, na igreja catedral. “Temos de olhar uns para os outros com muito mais qualidade, com muito mais carinho, com muito mais ternura. É assim o nosso Deus que se quis fazer ver no rosto de Jesus, tão pequenino que nasceu numa família como nós, e que vive no meio de nós como nós: Fez-se nosso irmão”, disse D. António Couto, na celebração transmitida pelo Seminário Maior de Lamego.

Aos fiéis e ao futuro sacerdote, o bispo de Lamego explicou que “Deus não anda lá muito acima” das suas cabeças, por isso, têm de “andar muito atentos” porque podem “tropeçar nele a toda a hora”.

D. António Couto acrescentou que todos têm de “aprender” com o apóstolo Paulo e o profeta Ezequiel a dizer: “Quando eu sou fraco, então é que sou forte”.

“Não importa esgrimir armas ou argumentos, importa apresentar a palavra de Deus às pessoas. Importa aproximar-se das pessoas com ternura e afeto, importa ser cá de baixo e dizer aos nossos irmãos que Deus anda aqui, aqui no chão, no meio de nós, e pode passar por nós tantas vezes”, desenvolveu.

 “João, acrescentou, significa ‘Deus dá-nos graça’” e pediu ao novo ordinando que viva “com amor, estremecimento, espanto e emoção”. “Um presbítero no dia em que perder o estremecimento, o espanto e a emoção o que é que fica? Um cristão no dia em que perder o estremecimento, o espanto e a emoção fica o quê? Não fica nada”, alertou.

“Vivemos lado a lado com Deus e tantas vezes, nem sequer estremecemos”, observou o bispo de Lamego, na homilia da ordenação presbiteral do diácono João Miguel Pereira.

O novo sacerdote é mestre em Teologia pela Faculdade de Teologia, da Universidade Católica Portuguesa, com tese ‘Permanecereis no meu amor – Uma leitura exegético-teológica de Jo 15, 9-17’.

João Miguel Pereira nasceu a 26 de dezembro de 1996 em Freigil, concelho de Resende, no distrito de Viseu.

 

Lisboa:

Focolares celebram 30 anos de «Economia de Comunhão»

 

O Movimento dos Focolares assinalou os 30 anos do projeto ‘Economia de Comunhão’ (EdC), através de um evento online de Itália.

Em Portugal, a data foi comemorada com um diálogo entre vários convidados “Amigos e Companheiros de Viagem por uma Nova Economia”, numa transmissão a partir da Cidadela Arco-Íris, situada em Alenquer, que foi acompanhado nas redes sociais do movimento.

O projeto EdC nasceu em 1991 quando Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, ficou impressionada ao sobrevoar a cidade brasileira de São Paulo “com o contraste entre os arranha-céus e a miríade de favelas que os rodeavam”, refere um comunicado enviado à Agência Ecclesia.

“Como resposta a esta contrastante desigualdade social nasceu a Economia de Comunhão, que completou 30 anos em 2021. A este projeto aderiram, até ao momento, mais de 1000 empresas e 15 incubadoras empresariais em várias partes do mundo”, acrescenta.

A página da internet do Movimento dos Focolares refere que “a EdC nasce de uma espiritualidade de comunhão, expressão do carisma da unidade na vida civil; conjuga eficiência e fraternidade; acredita na força do dar e da espiritualidade para transformar o comportamento económico; não considera os pobres como um problema, mas como um valioso recurso para o Bem Comum”.

Para Luigino Bruni, coordenador da EdC, este projeto “é um bem comum global, um dom para todos”.

 

Viseu:

Bispo incentiva sacerdotes a «construir comunidades novas»

e a serem «fermento da alegria do Evangelho»

 

O bispo de Viseu disse na Jornada Mundial de Oração pelos Sacerdotes: “Somos chamados a construir comunidades novas e a ser no mundo de hoje nas nossas paróquias e comunidades espalhadas pela Diocese fermento da alegria do Evangelho. As nossas comunidades conduzidas pelo Espírito Santo e servidas pelos sacerdotes que se oferecem como dom gratuito ao Coração de Cristo, para ajudar os fiéis a viver a espiritualidade cristã centrada no essencial, no tesouro escondido, que se manifesta no vinho novo da salvação”, disse D. António Luciano.

Na Missa da solenidade do Coração de Jesus, o bispo de Viseu afirmou que aquela celebração convida-os a “encontrar no Coração de Cristo, manso e humilde de coração a força, a coragem, a resiliência e a esperança” para serem quem na pandemia continua “a cuidar e a anunciar ao mundo o Evangelho da libertação”.

“A primeira responsabilidade pastoral do sacerdote é cuidar do rebanho que lhe foi confiado. É este o cuidado que o Sagrado Coração de Jesus tem por todos os sacerdotes”, assinalou.

D. António Luciano afirmou que a ternura do Coração de Jesus “é o melhor remédio para aprender a cuidar o que é mais frágil na pessoa humana”.

Ser sacerdote segundo o Coração de Cristo, acrescentou, significa revestirem-se “d`Ele”, identificarem-se “com Ele até ao ponto dos mesmos sentimentos, que havia em Cristo Jesus, atentos a cuidar com amor, gratidão e compaixão”.

“Peçamos ao Coração de Jesus que nos dê sacerdotes zelosos que se dediquem ao ministério do acolhimento espiritual, ao serviço de escuta. Confessores sábios e santos que no Sacramento da Reconciliação imitem São João Maria Vianey e saibam mostrar aos pecadores e aflitos de coração a grandeza do perdão, que nos vem do coração misericordioso do Pai.”

 

Aveiro:

Bispo desafia sacerdotes a maior atenção

para quem se afastou da Igreja

 

O bispo de Aveiro afirmou que a diocese tem de dedicar maior atenção a quem se afastou da Igreja citando os dados de um recenseamento à prática dominical e o recente impacto da pandemia.

“Os dados do recenseamento requerem da nossa parte um modelo de pastoral mais centrado na missão, mais atento aos afastados, exigindo de todos uma conversão pastoral, como caminho de renovação da Igreja”, declarou D. António Moiteiro, na homilia da solenidade do Coração de Jesus.

A Missa foi concelebrada pelos padres da diocese, na Sé de Aveiro, num dia dedicado à oração pela santificação dos sacerdotes.

O bispo diocesano falava de um estudo sobre a participação dos católicos nas celebrações dominicais da Missa, realizado em março de 2019, o qual revelou uma quebra de 44% em 18 anos. D. António Moiteiro sublinhou ainda que a pandemia que tem afetado a vida das comunidades cristãs, com o encerramento das igrejas “nos momentos mais críticos” e maior necessidade de respostas solidárias.

O Bispo anunciou que, acolhendo o convite do Papa para preparar o Sínodo de 2023, sobre o tema “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”, vai decorrer a 17 de outubro uma assembleia diocesana de abertura do Ano Pastoral.

“O individualismo afeta a corresponsabilidade pastoral nos seus variados níveis e é um obstáculo para a conversão à sinodalidade. Urge unificar todos os aspetos do nosso sacerdócio em torno da caridade pastoral, que é o caminho para a perfeição sacerdotal: serviço que nos santifica e santifica aqueles a quem servimos”, apelou.

Após a celebração, decorreu a Assembleia de Presbíteros no Seminário de Aveiro, para apresentação das linhas orientadoras do plano pastoral 2021-22.

 

Lisboa:

«Quem entra na prisão com alguma humanidade facilmente a perde»

 

O padre Ricardo Jacinto, assistente espiritual e religioso do Estabelecimento Prisional de Vale dos Judeus, disse à Agência Ecclesia: “Algumas vezes queria acreditar que não acontece mas, quem entra na prisão com alguma humanidade facilmente a perde, a maioria das vezes sai pior do que entrou”, aponta o sacerdote.

Ao longo destes oito anos em que é assistente espiritual e religioso do Estabelecimento Prisional de Vale dos Judeus, o sacerdote de 43 anos tem vindo a sentir “uma boa perspetiva na vontade de mudar a mentalidade de quem está no terreno”, sejam as direções, técnicos ou corpo de guardas. 

Depois da primeira ou segunda vez de lá ir os obstáculos deixaram de fazer sentido, quase que não dava conta de onde estava a entrar; fui continuando o trabalho e fazendo o melhor que posso, mas o maior gelo era em relação à minha perceção da realidade e senti-me bem acolhido, quer pela direção da altura, quer pela equipa, chefe de guardas quer sobretudo pelos reclusos”. 

Dos reclusos “Alguns tenho ainda relação, até porque fui sendo padrinho de crisma e até de batismo de alguns deles e vou mantendo relação”, conta.

Apesar de ter episódios menos agradáveis, por exemplo quando “passa o átrio e ouve algumas bocas que considera normal”, o sacerdote destaca um episodio agradável.

“Era um recluso que já não está lá, depois de ter proximidade com ele, disse-me nos olhos, ‘o senhor não faz ideia do que aqui faz, nunca me recebeu atrás de uma secretária, para si não sou um número, sabe o meu nome, e dá-me um abraço quando me vê’, são coisas simples mas para quem, num ambiente frio, entre eles porque é competição contínua e mas também frio de quem os governa, orienta e guarda, ter alguém de afeto faz toda a diferença, e deste tipo de comentários há vários”, explica. 

 

Fátima:

«Rádio Maria» assume missão de «formação espiritual

e promoção humana»

 

O diretor da Rádio Maria, que iniciou as suas emissões este mês em Portugal. Este projeto de comunicação está centrado “na espiritualidade mariana” e que evangeliza através “da formação espiritual e promoção humana”.

Uma rádio de evangelização com formação espiritual e promoção humana que é sustentada pela providência divina porque não tem qualquer tipo de publicidade”, disse à Agência Ecclesia o padre Marco Luis, diretor da emissora.

A Rádio Maria nasceu há 34 anos no norte de Itália e foi-se expandindo por vários países; o início das emissões em Portugal aconteceu a 13 de maio deste ano.

A rádio é sustentada “pelos ouvintes” e é um projeto de “voluntariado” porque são estes que “conduzem os programas”, frisou o sacerdote.

Os programas são feitos nos países onde são emitidos e os “estúdios móveis” permitem “transmitir a Santa Missa, as vésperas, as laudes e o terço”, realçou o diretor da Rádio Maria em Portugal.

“Fátima é um lugar privilegiado na programação”, acrescentou. A recitação do terço, a partir da Capelinha das Aparições, em Fátima, e com transmissão em simultâneo para todas as Rádios Maria no mundo, deu início às emissões em Portugal.

A programação pensada para 24 horas apresenta “uma componente muito forte de oração, com espaço para as notícias nacionais e internacionais relacionadas com a vida da Igreja Católica e, designadamente de cada diocese portuguesa”.

 

Açores:

Festas do Divino Espírito Santo limitadas por causa da pandemia

 

As festas do Espírito Santo realizam-se por todo o Arquipélago dos Açores, todas as semanas desde a Páscoa até ao Domingo de Pentecostes.

O culto ao Divino Espírito Santo é uma das marcas da religiosidade popular açoriana. Na ilha Terceira, este culto está documentado desde 1492, quando faziam o Império e se distribuía o bodo, no dia de Pentecostes, à porta de uma capela do hospital do Espírito Santo.

A dinâmica das festas em honra da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, e assinala que na ilha Terceira têm uma força “muito original”, são vividas sobretudo na zona do Ramo Grande (Ouvidoria da Praia), onde a economia continua a ser predominantemente agrária, e são “bastante conhecidos” os impérios da Vila Nova e das Lajes pelo número de pessoas envolvidas.

 

Beja:

D. João Marcos pede aos padres para prepararem as homilias

 

O bispo de Beja pediu aos padres da diocese para “não dispensarem a Liturgia das Horas e a Missa diária”, recomendando-lhes ainda que preparem as homilias.

“Preparemos as homilias, frequentemos a Sagrada Escritura, cultivemos a comunhão dos santos, sobretudo a devoção à Virgem Santa Maria rezando o terço diariamente, e a São José, e também aos padroeiros das paróquias que apascentamos em nome do Senhor”, disse D. João Marcos, na homília da celebração da solenidade do Coração de Jesus, a que presidiu, na Sé de Beja.

Na jornada de oração pela santificação do clero, D. João Marcos convidou os sacerdotes a aproximar-se “humildemente do Sacramento da Reconciliação” e a uma “conversão permanente”.

O “grande objetivo” da celebração do Coração de Jesus é contemplação, “no Coração rasgado” do Salvador, “as consequências dos pecados”, mas, sobretudo, “o amor indizível de Deus”, sublinhou D. João Marcos, numa intervenção enviada à Agência Ecclesia.

As raízes da vida “não estão no dinheiro, no prazer, nas honras”, mas em Jesus Cristo, acrescentou.

Anualmente, a celebração deste dia na Catedral de Beja sublinha a dedicação da Sé ao Sagrado Coração de Jesus e a presença das Irmãs Oblatas do Divino Coração na diocese, cuja obra de ação social e eclesial é exercida principalmente em Beja e Odemira.

 

Algarve:

Diocese vai promover novo Curso Básico de Teologia

para agentes de pastoral

 

A Diocese do Algarve está a preparar uma edição do Curso Básico de Teologia para agentes de pastoral, em regime online e seis jornadas presenciais, que vai começar este ano, a partir de 18 de outubro, até 2024.

“O curso destina-se à Igreja do Algarve, mas não se impossibilita a participação de outros interessados”, disse o diretor do Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve (CEFLA).

Entre os destinatários do Curso Básico de Teologia vão ter “em especial atenção” os possíveis candidatos ao diaconado permanente e os “animadores de comunidades”. “Os candidatos ao diaconado permanente terão, concomitantemente, um percurso de discernimento vocacional, que será feito em conjunto e em casal (acompanhado também pelos filhos)”.

A assiduidade e a avaliação são obrigatórias para os alunos que querem ter uma classificação no certificado de participação, e para os candidatos ao diaconado permanente.

O Curso Básico de Teologia é composto por 18 disciplinas semestrais de frequência online, uma das novas disciplinas é ‘A arte de acolher, comunicar e presidir’, e conta com 14 docentes desta diocese algarvia, de Beja e de Évora, para além de seis jornadas de participação presencial. As seis jornadas intensivas, entre 2022 e 2023, são exclusivamente presenciais “para permitir também o encontro físico entre os participantes”, e têm cinco docentes.

A formação vai começar a 18 de outubro deste ano e cada uma das 18 disciplinas vai ter 13 aulas de 50 minutos; O Jornal ‘Folha de Domingo’ informa que a Diocese do Algarve tem as inscrições abertas para o Curso Básico de Teologia até 24 de setembro, para Serviços Diocesanos de Pastoral.

Na última edição do Curso Básico de Teologia para agentes de pastoral, realizada entre 2015 e 2018, destinou-se também a professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), catequistas, orientadores de grupos da ‘Lectio Divina’, animadores de grupos de jovens, dirigentes do Corpo Nacional de Escutas, ministros extraordinários da comunhão, orientadores da celebração dominical na ausência de ministro ordenado, acólitos e leitores.

 “Dos ecos que me têm chegado, as paróquias têm sabido aproveitar a formação que as pessoas receberam, quer na continuidade dos serviços que já exerciam, quer nos novos que se lhes entregaram”, salientou o diretor do Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve.

 

Setúbal:

Bispo anuncia realização do primeiro Sínodo diocesano em 2025

 

O bispo de Setúbal proclamou um “Caminho Sinodal da Igreja Diocesana” para preparar a o primeiro Sínodo da Diocese, em 2025, ano em que celebra 50 anos de criação.

“Hoje, na Igreja de Santa Maria da Graça, Sé da nossa Diocese, na Solenidade do Pentecostes, na qual celebramos a efusão do Espírito Santo que marca o início da Igreja, em Jerusalém, proclamo um Caminho Sinodal da Igreja Diocesana de Setúbal, que deve concluir-se com a celebração do Primeiro Sínodo Diocesano, em 2025, no Cinquentenário da criação da Diocese”, afirmou D. José Ornelas.

 “Na tradição da Igreja, este convergir e caminhar juntos diz-se com uma palavra importante, que vamos ouvir, interiorizar e viver: ‘Sínodo’ – ‘syn-odós’ – ‘juntos em caminho’. É esta Palavra que vai marcar o nosso peregrinar até ao cinquentenário, em 2025”, afirmou.

O bispo de Setúbal propôs uma “atitude de alegria e gratidão” para percorrer o caminho de preparação para celebrar o primeiro cinquentenário da diocese, sublinhando que é uma Igreja “habituada a caminhar”.

O caminho sinodal representa uma “tomada de consciência” da história de Setúbal e “há de ser sobretudo um caminho de renovação”, considera D. José Ornelas, lembrando que é um percurso “de cada membro” da Diocese de Setúbal, onde todos são “convocados e necessários”.

 “Cada um e cada uma terão de ser objeto de atenção, acolhimento e estima; e cada qual é chamado a colocar ao serviço de todos os dons que recebeu de Deus. É isto que significa a sinodalidade: caminhar, discernir e anunciar em conjunto, colocando ao serviço da vida e da missão da Igreja, os dons que recebeu de Deus”, disse o bispo de Setúbal.

O bispo de Setúbal valorizou a instituição, pelo Papa Francisco de três “ministérios importantes”, “estavelmente ligados a serviços de leigos e leigas nas comunidades de toda a Igreja: o Ministério de Leitor/Leitora, ligado à proclamação e anúncio da Palavra de Deus; o Ministério de Acólito/Acólita, ligado à celebração da Eucaristia, centro da vida da Igreja; e o Ministério do/da Catequista, que se concentra na transmissão da fé”.

“É assim, no Serviço/Ministério e na responsabilidade de todos que somos chamados a encetar este caminho. Queremos crescer, como fazendo parte de uma Igreja Sinodal, isto é, uma Igreja de gente ao serviço uns dos outros, ao serviço do Evangelho”, sublinhou.

A Diocese de Setúbal foi criada pelo Papa Paulo VI, em 1975; D. Manuel Martins foi o primeiro bispo da diocese sadina, até 1998, sucedendo D. Gilberto Canavarro Reis, até 2015, ano em que tomou posse D. José Ornelas.

 

Fátima:

1000 acólitos participaram na 25ª peregrinação nacional

ao Santuário de Fátima

 

O Serviço Nacional de Acólitos, da Igreja Católica em Portugal, promoveu no dia 1 de maio, a 25ª peregrinação nacional ao Santuário de Fátima, e nele participaram 1000 acólitos “para permitir o afastamento e toda a segurança”.

“Teremos um espaço mais reservado para os acólitos, gostaríamos de ter o habitual dos cinco mil acólitos presentes, não será possível, teremos lugar para 1000 acólitos paramentados, para permitir o afastamento necessário e toda a segurança”, disse o padre Luís Leal, em entrevista à Agência Ecclesia.

Procurou-se que a 25ª peregrinação nacional ao Santuário de Fátima “se realize, que seja de festa”, mas com toda a segurança, “e não seja ocasião para qualquer tipo de risco”.

O programa deste encontro nacional este ano consistiu numa Eucaristia, no altar do recinto do santuário, às 11h00 horas, presidida pelo cardeal Jean Claude Hollerich, arcebispo do Luxemburgo e presidente do Coetus Internationalis Ministrantium (CIM), a associação europeia de acólitos, que “sempre mostrou muito interesse em estar presente nesta peregrinação”.

‘Sê santo, sê original’ é o tema da peregrinação e o padre Luís Leal contextualiza que foi um jovem que usou esta expressão, o beato Carlo Acutis, e o Papa Francisco também tem lembrado, “de uma forma especial aos acólitos”.

“Podemos olhar para os exemplos dos santos e os exemplos dos outros como estilo mas dentro da originalidade, dentro da nossa individualidade, e é ai que se realiza a nossa santidade”, assinalou.

“A juventude prima pela capacidade de serem originais, e mais nos dias de hoje, muitas vezes a originalidade é não serem como muitos outros jovens que conhecem mas terem a ousadia da vivência da fé e da vivência da santidade a que todos somos chamados”, desenvolveu o diretor do Serviço Nacional de Acólitos.

 

Porto:

Bispo do Porto lamenta «forte desvalorização»

do apreço pela Missa do domingo

 

O Bispo do Porto, D. Manuel Linda, disse, na homilia da Solenidade do Corpo de Deus que se assiste “à forte desvalorização” do apreço pela missa do domingo.

“É, pois, com profunda angústia que se assiste à forte desvalorização do apreço pela Missa do Domingo”, referiu na Sé do Porto.

Esta realidade já acontecia “antes da pandemia” e o Bispo do Porto sublinha que “ao deixar-se a missa, deixam-se as outras dimensões religiosas católicas: a fé, o estilo de vida crente e a pertença à comunidade ou Igreja”.

Se este estado de coisas “já era preocupante antes do confinamento”, agora não sabe como vão reagir “muitos dos praticantes”. “Temos de os ajudar a regressar”, apelou o Bispo do Porto.

A Igreja considera a Eucaristia como “centro e cume de toda a vida cristã”, a ponto de, na prática, a identificar com a própria condição cristã: “ser crente é ir à Missa; não a frequentar é não ter fé ou tê-la de forma ténue e adormecida” Os cristãos são chamados à “receção de diversos sacramentos”, a alimentarem-se com a palavra de Deus, “ao fortalecimento contínuo da fé e ao exercício da caridade”.

 

Braga:

Paróquia de São Mamede recorda o «Apóstolo da Eucaristia»

 

A paróquia de São Mamede (Braga) evocou na eucaristia, o padre Abílio Gomes Correia, que foi seu pároco de 1907 a 1967, quase ininterruptamente.

Chamado de «Apóstolo da Eucaristia» por D. Manuel Vieira de Matos, e conhecido ainda como o «Cura de Ars português», o Servo de Deus Padre Abílio sustentou” todo o seu ministério no sacramento da Eucaristia, celebrado e adorado diariamente” e cujo culto e devoção “espalhou a centenas de paróquias, não só de Portugal mas de diversos países lusófonos” realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

O Padre Abílio Gomes Correia faleceu a 29/06/1967 e para perpetuar e agradecer o seu legado espiritual, a comunidade paroquial atribuiu o seu nome ao edifício recentemente construído, para apoio às atividades pastorais e de formação dos seus grupos paroquiais.

O Espaço Padre Abílio, salão com possibilidade de subdivisão em 5 salas, foi “solenemente benzido” pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, no final da celebração eucarística no dia 4 de Julho.

O processo canónico sobre a heroicidade de vida e virtudes do Servo de Deus Padre Abílio, depois de instruído em Braga na década de noventa do século passado, deu entrada na congregação para a Causa dos Santos em 2002 e é Postulador da Causa em Roma Senhor Doutor Mário Rui F. Oliveira, Chanceler do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.

Entretanto, está a ser ultimada uma Biografia do Servo de Deus, por um sacerdote da Diocese.

 

Bragança-Miranda:

Aldeia mariana retoma peregrinação anual

 

A peregrinação anual ao Santuário do Imaculado Coração de Maria, em Cerejais, Alfândega da Fé (Diocese de Bragança-Miranda) foi ser presidida por D. Manuel Pelino.

O bispo emérito da Diocese de Santarém, D. Manuel Pelino Domingues, presidiu, no sábado, , à Eucaristia seguida pela recitação do Rosário e Procissão de Velas no interior do recinto do Santuário, lê-se numa nota enviada à Agência Ecclesia

No domingo de manhã, na aldeia mariana de Cerejais os peregrinos foram acolhidos pelo toque festivo do carrilhão, seguido de uma “visita guiada ao Calvário e à Loca, locais icónicos do santuário diocesano”.

A recitação do rosário começou às e a Eucaristia foi presidida pelo bispo emérito de Santarém.

O santuário começou a ser construído em 1961. Existe uma profunda ligação com o santuário de Fátima, a imagem do Imaculado Coração de Maria foi entregue a um grupo de peregrinos a Fátima pelo Bispo de Leiria. Três anos depois inauguravam-se as catorze cruzes de granito e a capela do Calvário. Nesta encontra-se um conjunto de escultura em tamanho natural representando o encontro da Mãe Dolorosa com o Filho.

Em 1967 o projecto foi concluído com a inauguração de 15 estátuas representando os mistérios do rosário. E em 1976, para comemorar o sexagésimo aniversário das aparições de Fátima, foi erguida uma cruz gigantesca. No entanto, as obras de ampliação tem sido ininterruptas, com a construção de um lar de dia ou de acolhimento de peregrinos. Recebe milhares de peregrinos, sobretudo na época de floração das amendoeiras.

O Padre Joaquim Ochoa foi a alma de toda a construção e vida do Santuário.

 

Coimbra:

Bispo incentivou jovens a assumir «grandes decisões de fé»

 

O bispo de Coimbra disse aos jovens que “este é o momento oportuno para as grandes decisões de fé”, falando da homilia da Missa de ordenação de um novo diácono.

“Caríssimos jovens, este é o momento oportuno para as grandes decisões de fé. Não é amanhã nem num futuro próximo ou distante, quando estiverem preenchidos todos os requisitos ou satisfeitas todas as condições que, normalmente, fazem adiar as respostas”, afirmou D. Virgílio Antunes, este domingo, na Sé Nova de Coimbra.

O bispo de Coimbra referiu que as vocações sacerdotais são sempre o “fruto desse encontro de fé” do qual brota a generosidade e o serviço aos irmãos, “que precisam desse toque divino que cura, ressuscita e salva”. “Quando um jovem quer dar-se na totalidade a partir da fé em Jesus Cristo, encontra na vocação cristã e nas vocações específicas o melhor lugar de entrega”, salientou, na Missa de ordenação diaconal de António José Jesus Sebastião.

 “Desejamos que toda a diocese se sinta em comunhão de fé e de objetivos pastorais, uma vez que é necessário um novo impulso evangelizador dos crentes e não crentes”, indicou.

Neste contexto, D. Virgílio assinalou que os caminhos a percorrer hão de incluir “todos os elementos necessários a uma pré-evangelização”, que contam com o despertar das características inatas que eles possuem, como são “a sua grande humanidade, os seus anseios por mais e melhor, os seus desejos de superação e de edificação de uma sociedade mais justa e fraterna”.

Falou ainda em convocar os jovens: “Oferecer-lhes lugar na Igreja, momentos e lugares de encontro são frequentemente o princípio de uma simpatia que abre caminho ao anúncio claro e explícito de Jesus Cristo; Os jovens precisam de conhecer Aquele mesmo Jesus que conheceu o chefe da sinagoga ou a mulher doente que nos apresentava o Evangelho”, acrescentou. “Estremecemos de comoção sempre que a Palavra de Jesus, vem e segue-Me, ecoa e encontra resposta fiel, amiga e generosa no coração de alguém, sempre que se levanta alguém para dizer “sim” com amor humano ao amor divino que se lhe manifesta irresistível e poderoso, apesar de sempre proposto e não imposto, discreto e não ruidoso”, desenvolveu, numa homilia em que incentivou a diocese à “generosidade”.

 

Lisboa:

Aposta nos jovens e «reflexão sobre unidades pastorais»

são prioridades apresentadas pelo Sínodo

 

O Patriarcado de Lisboa quer apostar na pastoral juvenil e universitária, auxiliar as IPSS a “elaborar uma estratégia” para ajudar a enfrentar “desafios administrativos e de identidade cristã”, e iniciar uma reflexão sobre a criação de unidades pastorais.

O caminho sinodal que o Patriarcado de Lisboa iniciou em 2014, terminou com a apresentação do documento final «O sonho missionário de chegar a todos» que apresentou cinco opções estratégicas, reunindo participantes do caminho em Assembleia de Avaliação da Receção do Sínodo.

“Dar continuidade ao processo de recepção da constituição sinodal, promovendo dinâmicas sinodais e tendo-a como referência para o discernimento dos critérios de ação e orientação pastoral da diocese; Favorecer dinamismo evangelizador da Igreja diocesana, proporcionando verdadeiras experiências de anúncio do Evangelho no contexto da preparação e vivência da JMJ 2023”, foram linhas apresentadas pela equipa redatorial do documento final.

Os quatro relatores do documento final apresentaram o desafio de apostar na pastoral juvenil e universitária, com “a criação de espaços de referência, com pessoas e meios, onde se desenvolva uma iniciação à vida espiritual”.

O documento final reconhece os “desafios que as Instituições Particulares de Solidariedade Social enfrentam, do ponto de vista administrativo e estratégico”, mas reconhecem também desafios na sua “identidade cristã”, indicando a importância de iniciar uma reflexão que ajude as IPSS a continuar a desenvolver o seu trabalho.

Iniciar uma reflexão sobre “a criação de diversas unidades pastorais”, atendendo a uma possível reconfiguração, foi outra opção estratégica apresentada.

D. Manuel Clemente disse que o documento final, “modesto, mas nosso”, convida a “projetar o futuro” e é oferecido à Igreja universal.

 

Braga:

Pastoral Penitenciária deve ser vista

como «oportunidade de humanização»

dos estabelecimentos prisionais

 

O padre João Torres, Coordenador Diocesano da Pastoral Penitenciária de Braga, disse à Agência Ecclesia: “Eu acho que a própria Igreja Católica terá de assumir este trabalho como algo de sério e muito importante até para a própria sociedade, mas também a direção geral de serviços prisionais tem de olhar para este serviço como grande oportunidade de humanização dos estabelecimentos prisionais”, afirmou.

O sacerdote de 45 anos é assistente espiritual e religioso dos Estabelecimentos Prisionais de Braga e Guimarães e sente que, nesta missão, “leva outro ar ao estabelecimento prisional”.   “O assistente religioso leva outro ar ao estabelecimento prisional, não é só a parte cultual, ritos e celebrações, mas outro trabalho que tem de existir, em que a própria pessoa faz caminho de descoberta, das coisas boas que tem dentro de si, processos de conversão interior, de se reconciliar consigo e a quem fez mal, um processo que leva tempo e que precisa de atores, assistentes sociais, psicólogos mas também de uma parte espiritual”, aponta.

O padre João Torres afirmou: “Acho que mesmo os serviços de reinserção social terão de fazer muito mais, quando alguém quer mudar de vida devíamos arranjar possibilidades para que mude mesmo, a cadeia não serve só para prender alguém 10 ou 15 anos, quando se sai pior ser humano do que quando entrou, com outros hábitos, seja por exemplo a ociosidade que se cultiva nos estabelecimentos prisionais e terá de acabar”, admite.

O atual Coordenador Diocesano da Pastoral Penitenciária de Braga descobriu esta missão “ainda seminarista” num convite do reitor para que pudesse colaborar no estabelecimento prisional de Braga, onde inicialmente ficou “assustado” mas depressa percebeu que ali estavam “pessoas sedentas de esperança, de uma oportunidade na vida e a quererem ser tratadas com a mesma dignidade que qualquer outra pessoa merece”.

 

Évora:

Arcebispo recorda que a «humilhante problemática dos migrantes no Alentejo»

foi denunciada em 2019

 

O arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, lamenta a “humilhante problemática dos migrantes no Alentejo” e recorda o documento de 2019, emitido pela Comissão Diocesana Justiça e Paz, onde denunciava “esta nova forma de escravatura”.

“Grato pelo excelente trabalho refletido e elaborado pela Comissão Diocesana Justiça e Paz, permito-me refrescar a memória cultural, social e política do país que somos e lembrar no atual contexto de forte rumor político e mediático, as constatações então apresentadas e a disponibilidade para colaborar por parte da Igreja presente no Alentejo”, o arcebispo de Évora em nota enviada à Agência Ecclesia.

O prelado questiona ainda “porque pouco ou nada se fez?” referindo-se à situação dos migrantes no Alentejo, onde “nenhuma resposta surgiu, exceto o silêncio de muitos, mesmo tratando-se de um apelo urgente com consequências de desumanização”.

Na nota o Arcebispo cita três parágrafos do documento, um deles onde se mostrava a disponibilidade e ajuda da Igreja, como “parceiro privilegiado neste acolhimento, através dum acompanhamento próximo da realidade laboral e social, ajudando, dentro da sua esfera de influência local/regional, a uma melhor integração, principalmente através da projeção da visibilidade da sua realidade”.

D. Francisco Senra Coelho escreveu a nota intitulada a “humilhante problemática dos migrantes no Alentejo” evocando o primeiro documento da Comissão Diocesana Justiça e Paz de Évora, intitulado “Despovoação e Migração no Alentejo”, apresentado em conferência de imprensa no dia 4 de dezembro de 2019.

“Com esperança e confiança na competência das autoridades constituídas, acompanhamos e apoiaremos todas as medidas regularizadoras, de fiscalização, e humanizantes para esta situação que toca os direitos fundamentais da pessoa humana”, termina.

 

 

 


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