aCONTECIMENTOS eclesiais

 

 

DO MUNDO

 

 

Polónia:

Filho da primeira-ministra é ordenado sacerdote!

 

A família manifesta sua grande alegria sem qualquer vergonha ou temor de viver a fé católica em público: Este é um dia histórico para a nossa família, uma grande festa! Estamos extremamente felizes e orgulhosos”, declarou aos jornalistas Beata Szydło, primeira-ministra da Polônia, após a Santa Missa celebrada por seu filho, o Pe. Tymoteusz Szydło, de 25 anos.

Tal como os outros doze sacerdotes recém-ordenados na diocese, o Pe. Tymoteusz preparou-se durante seis anos de formação no seminário da arquidiocese de Cracóvia.

O facto despertou debates sobre os seus precedentes na história moderna: será que há ou não há outros casos de ordenação sacerdotal do filho de um chefe de governo em atividade no mundo atual? Recorde-se que Paul Adenauer, filho do primeiro chanceler da República Federal da Alemanha, Konrad Adenauer, também era sacerdote católico. Mas o fato de que o filho de uma primeira-ministra ou primeiro-ministro seja ordenado sacerdote durante o governo da mãe ou do pai certamente não é nada frequente.

Durante a sua primeira missa, o pe. Tymoteusz Szydło manifestou seu agradecimento primeiramente (e diretamente) a Deus: “As palavras humanas não podem expressar a gratidão que te devo, meu Deus! Por isso, eu posso apenas te pedir humildemente que me conserves no Teu santo serviço!”

Em seguida dirigiu-se à família, amigos e vizinhos: “Rezem por mim. Não peçam que eu seja excelente, ou que nenhum mal me aconteça, ou que eu triunfe, mas que eu viva a minha vida como um sacerdote deve viver, porque é isto que eu sou agora: um sacerdote”.

No final da celebração da Eucaristia, o jovem padre abençoou os fiéis presentes, incluindo os seus pais. As redes sociais polacas publicaram a cena da primeira-ministra ajoelhada ao lado do marido recebendo a bênção do filho sacerdote!

Ao apresentar seu filho aos jornalistas, Beata Szydło declarou:

“Ele recebeu ontem as ordens sagradas na catedral e hoje rezou a sua primeira Santa Missa na paróquia do seu lar, para os nossos vizinhos e familiares. Foi aqui mesmo que ele foi batizado, fez a Primeira Comunhão e foi acólito. Estamos cheios de alegria! É um dia histórico para a nossa família, uma grande festa! Estamos extremamente felizes e orgulhosos!”

 

Paquistão:

Mulheres cristãs no enfrentam discriminação e pobreza

 

A vida dos cristãos no Paquistão não é fácil. Como membros de uma minoria religiosa, frequentemente são vítimas de discriminação e exclusão social. A maioria dos cristãos pertence às classes mais pobres da sociedade. Muitos deles não possuem apoio jurídico e são ignorados pelas forças da lei e da ordem quando tentam defender seus direitos humanos. Para as mulheres cristãs então, essa vulnerabilidade é ainda maior e mais perigosa. Os relatos públicos de abuso sexual e casamentos forçados são cada vez mais numerosos, e o número real de casos é provavelmente ainda maior.

A fundação pontifícia ACN – Ajuda à Igreja que Sofre está a apoiar um programa que visa capacitar jovens mulheres cristãs que vivem nessas circunstâncias extremamente difíceis. Muitas das jovens envolvidas no programa são estudantes ou domésticas nas áreas suburbanas de uma grande cidade paquistanesa. 

Uma das jovens, “Samia”, vive no norte do Paquistão com seus pais e quatro irmãos. O pai dela é operário e a mãe dela é dona de casa. “Como pertenço a uma família cristã, meus pais sempre me alertaram para nunca falar sobre diferenças religiosas com outras pessoas. Eles nos ensinaram a simplesmente suportar qualquer tipo de discriminação, uma vez que não temos influência, dado que estamos vivendo em um país muçulmano. Tenho medo de ser discriminada pelas leis; somos uma minoria e não temos apoio no Paquistão. Vivemos com ansiedade e pressão constante. Acreditamos que se tentarmos defender nossos direitos, seremos acusados de blasfêmia como já ocorreu no passado”, explica.

Outra jovem envolvida no programa, “Ashia”, é filha de um varredor de rua e ganha apenas 10.000 rúpias (cerca de 310 Reais) por mês. “Quando fui para a universidade, sofri muitos atos de discriminação por parte dos meus professores e colegas, e não conseguia concentrar-me nos estudos”, explica Ashia, de 17 anos.

 “Eu ouvi as sessões de aconselhamento e eles deram-me a nova esperança de poder lidar com minhas circunstâncias. Vou estudar muito e mostrar às pessoas que o Senhor está sempre connosco, que Ele nos dá força, nos guia e nos protege”, conclui.

Outro caso típico é o de ‘Shazia’. Como muitas jovens cristãs, esta jovem de 19 anos tinha grandes sonhos. O pai dela, um motorista de riquixá (meio de transporte em que uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas com um ou dois passageiros), era a única pessoa que sustentava a família. Com muito esforço por parte de sua família, ela conseguiu estudar engenharia de software na universidade. “Comecei a trabalhar em uma fábrica para ajudar meu pai a sustentar a família. Eu ganhava entre oito e dez mil rúpias paquistanesas por mês (cerca de 300 Reais). Achei que esse era o meu destino e esse seria o meu futuro”, lembra.

Uma das participantes mais jovens do programa é ‘Nasreen’, com apenas 15 anos. Ela estava no nono ano de um curso de escola estadual quando a pandemia destruiu sua vida. Ela era a única mulher cristã na classe e teve de deixar as aulas online. “Fiquei muito magoada e aborrecida, mas não pude falar sobre isso com meus pais porque eles já estavam a sofrer muito por conta da situação financeira difícil da família”, lembra.

 

Sudão do Sul:

Papa assina apelo ecuménico pela paz,

reafirmando intenção de visitar o país

 

O Papa assinou uma mensagem conjunta com o primaz anglicano e o líder da Igreja da Escócia, apelando à paz no Sudão do Sul, que celebrava o 10.º aniversário de independência, mergulhado em crise social e política

“Infelizmente, o vosso povo continua a viver com medo e incerteza, sem confiança de que o seu país possa realmente oferecer a ‘justiça, liberdade e prosperidade’ celebrada no hino nacional”, refere o texto dirigido aos líderes políticos da mais jovem nação africana.

A declaração é assinada por Francisco, Justin Welby (arcebispo da Cantuária, Comunhão Anglicana) e Jim Wallace (Moderador da Igreja da Escócia, presbiteriana).

 “A vossa nação é abençoada com um potencial imenso e nós encorajamos-vos a fazer esforços ainda maiores para permitir que o vosso povo desfrute de todos os frutos da independência”, acrescentam os responsáveis cristãos.

Francisco, Welby e Wallace tinham assinado uma mensagem conjunta, no último Natal, pedindo que os líderes políticos desenvolvessem uma relação de confiança e fossem “mais generosos no serviço ao seu povo”.

“Desde então, ficamos satisfeitos por ver alguns pequenos progressos. Muito mais precisa de ser feito no Sudão do Sul para formar uma nação que reflita o reino de Deus, na qual a dignidade de todos seja respeitada e todos sejam reconciliados”, realçam agora.

Os responsáveis cristãos sublinham que aos políticos é pedido “sacrifício pessoal” no serviço ao seu país. “Queremos que saibam que estamos ao vosso lado enquanto olhais para o futuro e procurais discernir como melhor servir todas as pessoas de Sudão do Sul”, indicam.

O texto evoca o “histórico encontro” dos líderes políticos e religiosos do Sudão do Sul no Vaticano, em 2019, e as promessas feitas nessa ocasião.

O encontro de 2019, no Vaticano, ficou marcado pelo gesto de Francisco que, no final do seu discurso de encerramento do retiro espiritual, se inclinou para beijar os pés dos líderes do Sudão do Sul, reunidos para a iniciativa de paz.

O Sudão do Sul, com uma população maioritariamente cristã, obteve a sua independência ao separar-se do Norte árabe e muçulmano em 2011, mas no final de 2013 mergulhou num conflito civil causado pela rivalidade entre o presidente, Salva Kiir, e o seu então vice-presidente, Riek Machar.

A situação agravou-se nas últimas semanas, com milhares de deslocados, por causa da violência, sem acesso a alojamento, água ou alimento, alertou a diocese católica de Tombura-Yambio.

 

República Democrática do Congo:

Jornal do Vaticano publica testemunho de missionário português,

com alerta para guerra

 

O padre Claudino Gomes, missionário português Comboniano, alertou para a instabilidade na República Democrática do Congo, referindo que a missão católica “é alvo de grupos de manifestantes”.

“Temos receio de ser atacados a qualquer momento, estamos preocupados porque se trata de uma guerra ‘em pedaços’, que dizima milhares de pessoas e é quase ignorada pelos meios de comunicação e instituições que deveriam fazer-se ouvir mais”, relatou o sacerdote, citado pela edição semanal em português do jornal do Vaticano, ‘L’ Osservatore Romano’.

O missionário adianta que a “violência aumenta” no Kivu do Norte, leste do país, e a missão dos Combonianos, em Butembo – cidade com mais de dois milhões e meio de habitantes -, “é alvo de grupos de manifestantes, que desafiam cada vez mais a presença das tropas da ONU”. “Estamos sempre aqui, permanecemos e vivemos com as pessoas que fomos enviados a servir, em nome de Jesus”, assinalou.

Segundo o religioso português, numa reunião de líderes de movimentos de base foi organizada uma “pilhagem” à casa onde estão alojados seis missionários e 19 seminaristas, porque os rebeldes pensavam que existiriam agentes das Nações Unidas com os Combonianos.

“Ainda somos um alvo, ouvimos pessoas que gritavam: ‘Wacomboni watoke’, que em suaíli significa ‘Combonianos, ide embora’”, acrescentou.

O padre Claudino Gomes contextualizou que a hostilidade contra a Monusco: “As últimas semanas foram de grande apreensão após as manifestações, especialmente de jovens e adolescentes contra os capacetes azuis das Nações Unidas, considerados não à altura do mandato, que às vezes degeneram em conflito e nalgumas vítimas”, referiu.

As Forças Democráticas Aliadas (ADF), nascidas no vizinho Uganda e estabelecidas no leste do Congo em 1995, foram acusadas de ter assassinado mais de 800 civis, no Kivu do Norte e no Kivu do Sul, em 2020.

A Comissão Permanente, do episcopado da República Democrática do Congo (CENCO), apelou à paz, para pôr fim aos conflitos armados que “causam morte, desolação e deslocação de populações, na esperança de obter uma grande mobilização para lutar contra as causas profundas desta insegurança”.

 

França:

Robert Schuman considerado venerável pelo Papa Francisco

 

 “O Papa autorizou a promulgação do Decreto que reconhece as virtudes heroicas de Robert Schuman, fiel leigo, nascido a 29 de junho de 1986 em Clausen, no Luxemburgo, e morto em Scy-Chazelles, França, a 4 de setembro de 1963”, pode ler-se num comunicado na sala de imprensa do Vaticano.

Schuman foi chefe do governo francês, ministro e autor da declaração de 19 de Maio de 1950 que deu um grande impulso à construção europeia, abrindo uma nova via de relações internacionais baseada na negociação política. Entre 1958 e 1960 foi o primeiro presidente do Parlamento Europeu. O Papa Paulo VI definiu-o como «um infatigável pioneiro da unidade europeia».

O processo de beatificação de Robert Schuman foi aberto pela Igreja católica a 9 de Junho de 1990, e o processo encontra-se na Congregação para as Causas dos Santos na Santa Sé. O reconhecimento das “virtudes heroicas” é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade; para a beatificação, exige-se o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do agora venerável.

Com o reconhecimento das virtudes heroicas de Robert Schuman, o estadista francês torna-se Venerável.

A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”; se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”. Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, o beato é proclamado “santo”.

A canonização, ato reservado ao Papa, é a confirmação por parte da Igreja de que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

 

Timor-Leste:

Centro Social Padre Manuel Nunes Formigão com obras de ampliação

 

A missão da Congregação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima (IRNSF) em Maliana, Timor-Leste, iniciou, em final de maio a ampliação do Centro Social Padre Manuel Nunes Formigão, a funcionar atualmente “em instalações provisórias e insuficientes”.

Em missão naquele país, a irmã Cristina Macrino, realça que a comunidade pensa, se tiverem apoios, em “ano e meio para a conclusão da obra”.

Para a primeira fase, a Congregação teve “um apoio da Papal Foundation, uma organização internacional em que o Vaticano colabora como intermediário da confirmação da veracidade da obra, e de uma da organização Católica da Coreia do Sul, a Peacemakers”, explica a irmã Cristina.

A obra é construída num vale abaixo da missão e residência da Congregação das IRNSF, num terreno adquirido para essa finalidade, no distrito de Bobonaro, no Suco (freguesia) Tapo – Memo, e a missão está a cerca de 7 km da cidade distrital, Maliana, a uma distância de 4 horas da cidade capital, Díli.

O Centro Social Padre Manuel Nunes Formigão trabalha na área da educação, nomeadamente com a promoção da língua portuguesa, com o acompanhamento de estudo às crianças em idade escolar, formação na área de informática, desenvolvimento de artesanato local, formação profissional, espiritual e pastoral.

O objetivo do centro é continuar a apoiar crianças dos 4 aos 18 anos de idade com atividades diversas e com acompanhamento dos que têm “menos possibilidades económicas”.

Com as obras agora iniciadas, “o Centro Padre Manuel Nunes Formigão apoiará cerca de 350 crianças em salas diversas, terá uma residência para voluntários que queiram dar um tempo e partilhar a sua experiência connosco, havendo possibilidade também de apoiar em estudos universitários.

O Centro Padre Manuel Nunes Formigão terá também uma pequena biblioteca para consulta e leitura em língua portuguesa”.

A Congregação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima está em Timor desde 2011.

 

China:

Foi publicamente confiada a Nossa Senhora em 1924

 

O santuário de Maria Auxiliadora dos Cristãos de Zo-sé usufrui de uma importância internacional, e está situado no coração da China católica, sobre uma colina, distante alguns quilômetros de Xangai.

Em 1844, um missionário, ao descobrir um templo de Buda em ruínas, pensou em colocar um santuário para Nossa Senhora naquele lugar. Ele conseguiu realizar o seu sonho, em 1867 e, a partir de então, começaram as peregrinações ao santuário.

Em 1924, o Delegado Apostólico da China, todos os bispos e inúmeros sacerdotes, foram até o templo para consagrar a China à Virgem Maria. O santuário atual, inaugurado em 1935, foi declarado Basílica Menor pelo Papa Pio XII, em 1942. Após a vitória militar de Mao Tse-Toung, o santuário foi profanado e manteve-se fechado durante vinte anos. Porém, a coragem de mais de trinta mil peregrinos, reverteu a situação.

Em 1978, entre os dias 15 e 17 de março, os peregrinos penetraram no interior do santuário (ainda em ruínas) e lá colocaram uma pequena imagem da Virgem Maria. As autoridades não puderam intervir porque a ação havia sido realizada sem qualquer distúrbio. Assim, reaberto ao culto, o santuário foi confiado aos padres da Igreja nacional, então, separada de Roma. Em 1990, uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, trazida de Turim, foi levada para o santuário.

 

Argentina:

Papa agradeceu a voluntários da Cáritas

por acolhimento de pessoas sem-abrigo em hotéis

 

O Papa agradeceu o voluntariado realizado pela Cáritas Diocesana de Mar del Plata, na Argentina, e destacou a aluguer de hotéis para acolher pessoas em situação de sem-abrigo.

“Gostaria de saudar de uma forma especial os servos da ‘La Noche de Caridad’ e do ‘Hogar de Nazareth’ da Diocese de Mar del Plata pela atenção às pessoas sem moradia fixa. Obrigado pelo que fazem!” disse Francisco, numa mensagem vídeo divulgada hoje pela Santa Sé.

O Papa adiantou que conversou com o bispo da Diocese de Mar del Plata, D. Gabriel Mestre, o qual lhe contou que “arrendaram dois hotéis para terem mais espaço para todos no inverno rigoroso e húmido” desta região costeira da província de Buenos Aires.

“Obrigado a todos, leigos, leigas, pastores, benfeitores da Igreja e a todos os setores, porque assistem Cristo na face dos irmãos mais pobres e marginalizados. Ali está Cristo, no centro do Evangelho estão os pobres. Obrigado, muito obrigado por aquilo que fazem”, acrescentou Francisco.

‘La Noche de la Caridad’ e ‘Hogar de Nazareth’ são dois programas assistenciais da Igreja Católica na cidade de Mar del Plata, local de muita afluência de pessoas por ter um dos maiores portos da Argentina, e destino turístico pela sua localização no Oceano Atlântico.

O programa ‘La Noche de la Caridad’ arrendou um hotel que vai receber 45 pessoas em situação de sem-abrigo durante os três meses de inverno, até dia 21 de setembro, que para além do alojamento vão receber o jantar e o pequeno-almoço, “graças ao esforço dos voluntários e com a ajuda de padrinhos”.

‘La Noche de la Caridad’ funciona todos os dias do ano, produzindo e distribuindo marmitas com comida quente, com uma “mensagem de amor e esperança”; Há 20 anos que os voluntários apoiam todas as noites 160 pessoas, em Mar del Plata, e já entregaram oito milhões de marmitas, desde em 2001.

O outro projeto da Cáritas Diocesana de Mar del Plata, ‘Hogar de Nazareth’, também apoia a população em situação de sem-abrigo, têm uma casa solidária com capacidade para 60 pessoas e ajudam na reinserção.

 

Bélgica:

«Famílias encontram lugar de apoio»

na Comunidade de Língua Portuguesa

de Saint Gilles

 

A comunidade existe há mais de 30 anos, na zona de Bruxelas, sendo uma “comunidade autónoma que se equipara a uma paróquia”, com portugueses que chegaram no início e outros recém chegados.

“O grupo de catequistas é sinal disso, temos uma catequista que está desde o início da comunidade e temos agora recém chegados, temos crianças de pais que vieram agora e temos crianças de pais que já fizeram catequese connosco”, recorda a consagrada.

Carla Carvalho emigrou em 2014 e, quando decidiu casar e “procurar o curso de noivos”, encontrou a irmã Isabel e a comunidade de Língua Portuguesa.

“A partir do momento que quis casar e tinha de fazer o curso de noivos que me cruzei com a irmã Isabel – das Servas de Nossa Senhora de Fátima – e com a comunidade e, desde aí que tudo cresceu, tenho aqui as minhas responsabilidades, mas também usufruo disso, desde que entrei para o grupo de catequistas que ganhei uma rede de apoio”, reconhece.

 “A catequese é onde os pais acabam por encontrar na comunidade a família, muitos têm família também aqui emigrada, acabam por fazer novos amigos, o que é muito importante para estes que acabam de chegar, a catequese tem sido um ponto de contacto de abrirem o leque de pessoas que conhecem e terem um ponto de recurso quando não sabem algo”, aponta.

Em tempo de pandemia surgiram as limitações de encontros presenciais. “Estávamos num encontro de pais a conversar, e, de repente, tínhamos de dar tempo para que cada um diga o que vai na alma e no coração, fale da sua saudade ou dor, porque há casos de pessoas que têm familiares de mais idade em Portugal e não puderem ver ou estar com eles”, explica.

 

Turquia:

Bíblia em aramaico é apreendida com contrabandistas na Turquia

 

Um manuscrito em aramaico com 26 páginas de texto e ilustrações da crucifixão de Jesus foi apreendido pela polícia da Turquia em Kirikkale, a 80 quilômetros a leste da capital Ancara, na semana passada. Uma quadrilha de contrabandistas tentava vender a Bíblia por US$ 13 milhões.

A Bíblia, escrita em couro de gazela, não tem datação precisa. O mais antigo manuscrito em couro da Bíblia data do século IV, depois de Cristo. De acordo com o canal de notícias estatal turco TRT Haber, as equipes de combate ao crime organizado do Comando da Gendarmaria Provincial tinham informações de que três suspeitos estavam procurando compradores para vender a peça histórica. A polícia encontrou a relíquia ao revistar os carros dos membros da quadrilha.

 

Mali:

«Rezem muito por mim», pede religiosa

raptada há quatro anos no Mali

 A irmã Gloria Narváez Argoty, religiosa franciscana raptada em Karangasso, no Mali, há quatro anos, escreveu uma carta à sua família pedindo: “Rezem muito por mim. Que Deus vos abençoe. Espero que Deus me ajude a alcançar a liberdade. Fraternamente Glória”, escreveu a religiosa de 57 anos de idade, divulga a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Gloria Narváez Argoty enviou a mensagem ao seu irmão Edgar Argoty, professor em Pasto (Colômbia), através da Cruz Vermelha Internacional, explicando que se encontra refém de um novo grupo, o “GSIM”.

A AIS explica que “GSIM” será o ‘Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos’, uma aliança jihadista do Sahel, vinculada à Al-Qaeda.

Segundo a fundação pontifícia, a carta de 3 de fevereiro deste ano foi escrita pela irmã Gloria Narváez Argoty em castelhano, com “11 linhas no total”, a tinta azul de esferográfica e letra maiúscula.

Edgar Argoty contou que a sua irmã está bem, segundo informações da Cruz Vermelha, mas ficou “um pouco abalada psicologicamente” quando foi libertada outra refém, a médica francesa Sophie Petronin, em outubro de 2020.

“Essa separação fez mal à minha irmã, psicologicamente, mentalmente, porque foram quatro anos de amizade. Davam-se muito bem, ficaram boas amigas. Está fisicamente acabada, muito magra, a pele, o rosto parece estar queimado pelo sol, pelo clima do Mali, mas, graças a Deus, manteve-se sã. Tem muita força”, desenvolveu.

Segundo este testemunho, a religiosa franciscana colombiana e a médica francesa Sophie Petronin dormiam na mesma tenda, “onde eram vigiadas, mas tinham a sua liberdade”.

“Tinham alimentação, pequeno-almoço, jantar, medicamentos, havia um médico, eram bem tratadas pelo facto de serem mulheres e por causa do hábito religioso da irmã respeitaram-na muito”, acrescentou Edgar Argoty.

 

Índia:

Religiosa alerta para «crise terrível» na Índia

onde há anúncios para adotar crianças órfãs (c/vídeo)

 

A irmã Christin Joseph, do Convento de Santa Cruz, em Calcutá, alertou para uma “crise terrível” na Índia, por causa da pandemia, com mortes diárias e anúncios de adoção de crianças órfãs. “Os anúncios nas redes sociais sobre a adoção de crianças órfãs devido a pandemia são de partir o coração. É uma situação muito, muito triste”, explicou, numa mensagem à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Na informação enviada à Agência Ecclesia, pelo secretariado português da AIS, a irmã Christin Joseph refere que estão a “enfrentar uma crise terrível”, com a segunda vaga da pandemia de Covid-19. “É algo que nunca vi nem experimentei na minha vida”, acrescenta a religiosa, que denuncia o “colapso de todo o sistema, especialmente o sistema nacional de saúde”.

Segundo a irmã Christin Joseph, todos os dias “chegam notícias da morte” de sacerdotes, de irmãs, leigos, colaboradores, amigos e animadores de pequenas comunidades” e o “sentimento de pânico” entre as pessoas na Índia “é muito palpável”.

 “As dioceses e congregações religiosas estão a unir-se como grupo de trabalho para estar ao lado das pessoas, ajudando as instituições com recursos e cuidados médicos para os pacientes Covid. Estamos a preparar também um serviço de aconselhamento online, grátis, 24 horas por dia, para ensinar a lidar com o pânico” desenvolve.

A religiosa assinala que, neste momento, “qualquer coisa que se faça é pouco” e não se chega a nenhum lado porque “as necessidades, a dor e o sofrimento são muito grandes”. “O Senhor é o único que nos pode ajudar. Meus queridos amigos da AIS, quero pedir humildemente as vossas orações, para que Deus nos ajude a encontrar o caminho e a força para proteger-nos e para proteger a nossa gente que está a sofrer esta pandemia”, acrescenta a irmã Christin Joseph.

A Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre lançou um apelo de sensibilização aos seus benfeitores e amigos em Portugal para a “urgência da ajuda à Igreja na Índia”, no contexto da crise provocada pela pandemia.

 

Itália:

Papa desafia bispos a promover Sínodo nacional

desde o povo, «de baixo para cima»

 

O Papa inaugurou em Roma a 74ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), desafiando os bispos a promover o Sínodo nacional a partir do povo, da “paróquia mais pequena”.

“O Sínodo deve começar de baixo para cima”, referiu Francisco, o que exige “paciência, trabalho, deixar que as pessoas falem”.

O Papa, que é o bispo de Roma, deslocou-se a um hotel da capital italiana para discursar, de improviso, na reunião da CEI, com o tema ‘Proclamar o Evangelho em tempo de renascimento – Dar início ao caminho sinodal’.

Francisco elogiou a reorganização dos tribunais eclesiásticos e manifestou preocupação com o acompanhamento dos seminaristas.

“A rigidez não pertence ao espírito bom”, advertiu.

 

Terra Santa:

Cáritas Jerusalém no terreno para ajudar população de Gaza

 

A Cáritas Jerusalém, organização da Igreja Católica na Terra Santa, está a auxiliar a população em Gaza, com diversos cuidados médicos, exortando a comunidade internacional a enfrentar as “causas profundas” do conflito israelo-palestino. “A comunidade internacional deve olhar para a destruição e abordar as causas profundas do conflito”, assinalou a secretária-geral da Cáritas Jerusalém, irmã Bridget Tighe.

A ocupação, a expropriação, os assentamentos e despejos originam “violência, mais guerras e ao ódio entre as pessoas”, lê-se numa nota divulgada pela Cáritas Internacional.

“Um amigo judeu disse-me que tanto os judeus como os palestinos são pessoas traumatizadas. Eles não podem fazer as pazes sem ajuda externa e independente. A ajuda tem de ser independente, tem de ser compreensiva e compassiva para permitir que esses dois povos vivam em paz”, desenvolveu a irmã Bridget Tighe.

A Cáritas Jerusalém espera que este “terrível conflito” leve ao renascimento de “um verdadeiro processo de paz” e ao levantamento do bloqueio, no contexto do cessar-fogo entre Israel e Hamas, anunciado a 20 de maio.

A situação permitiu a reabertura da clínica principal, com médicos, enfermeiras, técnicos de laboratório e farmacêuticos, com tratamentos de doenças crónicas “como diabetes e hipertensão”, os “ferimentos que não precisam de hospitalização” e cuidados de saúde às pessoas que receberam alta do hospital mais cedo.

“Quem vier até nós, nós tratamos”, referiu a irmã Bridget Tighe.

A Cáritas tem “mais de 60 funcionários em Gaza”, prontos para servir as comunidades que “enfrentam luto, lesões físicas, traumas psicológicos”.

A irmã Bridget Tighe assinalou que os jovens de Gaza, com 20 anos de idade, “passaram por quatro ou cinco conflitos” e alertou para os efeitos desta situação.

“Os jovens não podem sair de Gaza, não podem experimentar um mundo além daquele pequeno pedaço de terra que abriga 2 milhões de pessoas”, observou.

 

Espanha:

Em 10 de junho completaram-se 95 anos sobre a morte de Antoni Gaudí, o arquiteto da Sagrada Família

 

Em 10 de junho completaram-se 95 anos sobre a morte de Antoni Gaudí, o arquiteto que projectou a Basílica da Sagrada Família de Barcelona (Espanha); e a sua vida está a ser estudada para saber se viveu as virtudes cristãs em grau heróico para ser declarado venerável, um dos primeiros passos para uma provável canonização. 

Antoni Gaudí faleceu a 10 de junho de 1926 aos 73 anos de idade. Três dias antes foi atropelado por um elétrico quando se dirigia para o oratório de São Filipe Neri para rezar, depois de acabar o seu trabalho na Sagrada Família.

Pela sua aparência de mendigo, ninguém acudiu a socorrê-lo depois do atropelo. De facto, até quatro táxis se negaram a transportá-lo ao hospital, até que um guarda civil impôs a sua autoridade e obrigou um automóvel a levá-lo a uma casa de saúde próxima

Nos seus bolsos, Antoni Gaudí não levava documentação, somente um livro com os Evangelhos, um rosário, um lenço da mão e a pequena chave do seu escritório.

Devido à gravidade das feridas, os médicos decidiram trasladar Antonio Gaudí para o Hospital da Santa Creu (Cruz). Todavia, já nada se podia fazer e faleceu em 10 de junho de 1926.

Depois da sua morte, o féretro percorreu grande parte da cidade e milhares de pessoas acudiram para lhe demonstrar a sua admiração e respeito. A sua fama era tão grande que as autoridades proibiram o envio de coroas, mas a gente atirou flores à passagem da urna.

Antoni Gaudí foi sepultado, no primeiro nicho da cripta do templo da Sagrada Família, na capela do Carmo.

Este impressionante enterro mostrou como o arquiteto era querido e respeitado pelos seus concidadãos. Tinha dedicado os seus últimos 40 anos da vida à construção da Sagrada Família, também conhecida como “a catedral dos pobres”, porque desde o início da sua construção dependeu sempre dos donativos.

Gaudí disse: “O templo expiatório da Sagrada Família fá-lo o povo e reflete-se nele. É uma obra que está nas mãos de Deus e na vontade do povo”.

A Associação Por-Beatificação de António Gaudí, em 1992, pediu ao Arcebispado de Barcelona a autorização para difundir a sua devoção privada. Desde então tem recebido testemunhos de numerosos favores atribuídos à sua intercessão, mas nenhum foi ainda reconhecido como milagre.

 

China:

prende bispo, sete padres e treze seminaristas

 

China prende bispo, sete padres e treze seminaristas católicos fiéis à comunhão com Roma na prefeitura apostólica de Xinxiang, que não é reconhecida pelo governo comunista chinês. Para a ditadura chinesa, as atividades do bispo dom Zhang Weizhu e dos outros católicos presos são “ilegais” e “criminosas”.

Cerca de 100 polícias cercaram uma fábrica em cujas instalações funcionava um seminário diocesano. A fábrica foi fechada e seu dono também foi preso.

Após a detenção, os seminaristas foram mandados para casa, proibidos de continuar estudando teologia católica. Seus pertences, assim como os dos sacerdotes também presos, foram confiscados. A prisão do bispo dom Zhang foi. O prelado de 63 anos já tinha sofrido a prisão em outras ocasiões. Desde que foi nomeado bispo por São João Paulo II, em 1991, tem sido perseguido pelo regime chinês.

Entretanto, ainda segundo a Asia News, a truculência do ateísmo comunista piorou desde então, com fechamentos em série de igrejas e capelas, destruição de monumentos cristãos, expulsão de párocos e freiras, multas exorbitantes a fiéis católicos e prisões arbitrárias de seminaristas, padres e bispos.

Quanto à prefeitura apostólica de Xinxiang, trata-se de uma circunscrição eclesiástica fundada na província de Henan em 1936, ou seja, treze anos antes da chegada dos comunistas ao poder na China em 1949. O governo comunista nunca a reconheceu. Seus cerca de 100 mil fiéis se mantêm leais à autoridade da Santa Sé e, portanto, resistem bravamente às pressões do regime para se filiarem à assim chamada Associação Católica Patriótica Chinesa. Apesar do nome, essa entidade nada tem de católica: foi criada pelo próprio regime comunista e é inteiramente controlada pelo Partido, visando barrar a influência do Vaticano sobre os fiéis chineses.

O governo já tinha tomado medidas inacreditáveis como mandar substituir quadros dos 10 mandamentos dentro de igrejas por frases do atual presidente Xi Jinping, bem como imagens religiosas por retratos do mandatário.

 

Bielorrússia:

Vaticano diz acompanhar «de perto» situação

 

O porta-voz do Vaticano disse que a Santa Sé está a acompanhar “de perto” a situação na Bielorrússia, em resposta a questões colocadas pelos jornalistas.

“A Santa Sé continua a acompanhar de perto a evolução da situação na Bielorrússia e os passos dados pelos diversos atores envolvidos, mantendo-se empenhada na busca de soluções democráticas e pacíficas para as legítimas aspirações do povo bielorrusso”, indicou Matteo Bruni.

A 4 de junho, os Estados-membros da União Europeia adotaram a decisão de fechar o espaço aéreo e aeroportos a aeronaves da Bielorrússia, na sequência do desvio forçado de um voo comercial para a detenção do ativista Roman Protasevich.

O país tem sido palco de protestos antigovernamentais, após as eleições presidenciais de agosto de 2020.

 

Canadá:

Papa condena «modelo colonizador»,

após descoberta de restos mortais de 215 crianças indígenas

           

          O Papa condenou o “modelo colonizador” na relação da Igreja e da sociedade do Canadá com as comunidades indígenas, mostrando a sua tristeza pela descoberta de restos mortais de 215 crianças numa instituição católica.

“Sigo com dor as notícias que chegam do Canadá sobre a desconcertante descoberta dos restos mortais de 215 crianças, alunos da Kamloops Indian Residential School (Escola Residencial Indígena Kamloops), na província da Colúmbia Britânica”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.

Esta escola era uma instituição pertencente à rede de escolas administrada pela Igreja Católica e destinada à educação de crianças indígenas. “Uno-me aos bispos canadianos e a toda a Igreja Católica, para manifestar a minha proximidade ao povo canadiano, traumatizado pela chocante notícia”, referiu Francisco.

Segundo o Papa, esta “triste descoberta” aumenta “a consciência das dores e sofrimentos do passado”. “As autoridades políticas e religiosas do Canadá continuem a colaborar com determinação para trazer luz sobre este triste acontecimento, empenhando-se humildemente num caminho de reconciliação e cura”, apelou.

Estes momentos difíceis representam um forte apelo, a todos nós, para que nos afastemos do modelo colonizador e também das colonizações ideológicas, de hoje, caminhando lado a lado, no diálogo, no respeito recíproco e no reconhecimento dos direitos e dos valores culturais de todos os filhos e filhas do Canadá”.

Os corpos das crianças indígenas estavam numa vala comum encontrada na antiga escola residencial na Colúmbia Britânica, que fechou em 1978.

A modalidade de internato administrado pelo governo e por autoridades religiosas, nos séculos XIX e XX, tinha por objetivo “reeducar” crianças indígenas, retiradas das suas famílias.

O Papa nomeou como seu novo representante no Canadá o arcebispo esloveno Ivan Jurkovic, um experiente diplomata que era, até agora, representante da Santa Sé junto da ONU e outras organizações internacionais, em Genebra.

 

Burquina Faso:

Papa condena atentado no que fez mais de 100 vítimas

 

O Papa condenou no Vaticano o atentado que fez mais de 100 vítimas no Burquina Faso.

“Estou próximo dos familiares e a todo o povo do Burquina Faso, que está a sofrer muito, por causa destes ataques repetidos”, referiu, após a recitação da oração do ângelus, perante centenas de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

“A África precisa de paz, não de violência”, acrescentou.

Cerca de 100 civis foram mortos num ataque de homens armados contra um posto das milícias anti-jihadistas, no noroeste do Burquina Faso.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, mostrou-se “indignado” perante o atentado, o mais mortífero desde que a violência jihadista começou no norte do país africano, em 2015.

As autoridades do Burquina Faso declararam um luto nacional de 72 horas.

O Papa Francisco manifestou depois a sua adesão à iniciativa de oração da Ação Católica Internacional, que convidava a rezar um minuto pela paz, a 8 de junho, pelas 13h00, “cada um segundo a sua própria tradição religiosa”.

“Rezemos em particular pela Terra Santa e Myanmar”, indicou.

 

Brasil:

Bispos rezam por 500 mil vítimas da pandemia

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil organizou um dia de sensibilização e oração em memória das pessoas vítimas mortais da pandemia, intitulado «Toda vida importa», e pedem que se trabalhe por “solidariedade” e resiliência”.

“A oração lembra os irmãos e irmãs que morreram na decorrência da pandemia do novo coronavírus, muitas sem o mínimo necessário para o tratamento digno como ser humano. O pedido é que Deus Pai acolha esses filhos e filhas e conceda-lhes a paz eterna. A prece também é que o povo brasileiro possa trabalhar por solidariedade, acolhimento, partilha, compreensão e resiliência. Que a saudade seja estímulo à fraternidade! E que a fé seja o sustento de nossa esperança!”, pode ler-se na página da Internet da CNBB.

O Brasil regista a infeção de quase 18 milhões de pessoas pela pandemia, num total de 17.802.176, e uma média duas mil mortes diárias.

A iniciativa foi apresentada durante a última reunião do Conselho Permanente e o objetivo é que todos que participam neste dia possa marcar visualmente nas redes sociais a sua adesão a esta memória; os bispos pretendem ainda que os sinos das Igrejas possam acompanhar a iniciativa e toquem às 15h.

O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, D. Walmor Oliveira de Azevedo, vai presidir a uma celebração eucarística, à mesma hora, no Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, Minas Gerais, “com transmissão pelas redes sociais da CNBB e pelas emissoras de TV de inspiração católica, como TV Horizonte, TV Pai Eterno, Rádio e Rede Imaculada e TV Nazaré”.

A CNBB preparou ainda um vídeo de oração e pede que as emissoras de TV utilizem o material no final dos noticiários, como uma homenagem, ou em outros programas, e será distribuído nas redes sociais da CNBB e rádios católicas.

 

Colômbia:

Imagem de Nossa Senhora intacta

após explosão de carro-bomba

 

Causou admiração uma imagem de Nossa Senhora intacta após explosão de carro-bomba na Colômbia: o ataque foi perpetrado em 15 de junho, diante de uma unidade do exército colombiano em Cúcuta, nordeste do país, na fronteira com a Venezuela.

A autoria do atentado, que feriu 36 pessoas, foi atribuída pelo governo à guerrilha ELN (Exército de Libertação Nacional), embora não tenha sido descartada uma possível participação de rebeldes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) distanciados do acordo de paz firmado em 2016. O ELN já realizou ataque semelhante contra a Escola de Cadetes da Polícia em 2019.

Segundo o ministério colombiano da Defesa, pelo menos duas explosões foram registradas junto às instalações da 30ª Brigada do Exército na terça-feira.

Quanto à imagem de Nossa Senhora que ficou intacta após a explosão, uma reportagem do jornal La Opinión informa que ela “estava colocada muito perto do ponto onde o veículo explodiu”. Apesar dessa proximidade, que normalmente ocasionaria a destruição da imagem pela força do impacto, a reportagem confirma que ela não sofreu nenhum dano.

Fotos compartilhadas nas redes sociais, de fato, mostram os estragos no local do atentado e o vidro de proteção da imagem despedaçado.

Esta imagem de Maria foi desenhada por Patricia Pérez, esposa de um comandante militar, e elaborada por soldados do 9º Batalhão de Operações Terrestres. A invocação pela qual ela passou a ser conhecida é, significativamente, “Virgen de la Protección”.

 

Venezuela:

Conferência Episcopal pede ajuda internacional para vacinação da população

 

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) pediu ajuda da comunidade internacional para a vacinação contra a Covid-19, sublinhando a “grave crise” que atinge a população do país sul-americano.

“Pedimos às nações do mundo e aos organismos multilaterais que se ocupam da distribuição das vacinas que deem os passos certos para colaborar com o nosso povo, permitindo o envio das vacinas sem que isso implique um pesado fardo para nossa nação, atingida por uma grave crise desde há vários anos”, refere uma comunidade dos bispos católicos, divulgado esta quinta-feira.

A CEV destaca que a população “tem direito a ser devidamente atendida, tanto na prevenção como nos cuidados médicos necessários”.

“É uma urgência que deve ser enquadrada no apelo à prática do mandamento do amor fraterno”, destacam os bispos.

“Não podemos esperar mais”, indicam os responsáveis, defendendo que a vacinação seja realizada “sem exceção ou discriminação”.

A CEV dirige-se às autoridades sanitárias e entidades públicas e privadas da Venezuela, pedindo que pensam “no bem das pessoas que devem servir”.

 

México:

 220 sacerdotes e 5 bispos faleceram

por COVID-19

 

Pelo menos 220 sacerdotes e cinco bispos faleceram no México por causa da pandemia de COVID-19.

De acordo com a mais recente informação do Centro Católico Multimédia (CCM), difundido em maio, também morreram por causa do novo coronavirus oito religiosas, seis religiosos e 12 diáconos no México.

No total, o número de bispos infectados de covid-19 no país mantem-se em 24, com 19 que tiveram um progresso favorável e se recuperaram da enfermidade.

Além disso, cinco bispos declararam publicamente que receberam a vacina contra o covid-19.

A diocese mais golpeada pelas mortes de sacerdotes foi a Arquidiocese de Guadalajara com 24 falecidos. Segue-se-lhe a Arquidiocese do México com 21 presbíteros e um dos seus bispos auxiliares, Mons. Francisco Daniel Rivera Sánchez.

Segundo as últimas notícias do CCM, o aumento de falecidos em relação à informação anterior, foi de quatro sacerdotes e um religioso. Também se registou a morte de um diácono.

Embora nenhum bispo se manifestou sobre o fim da dispensa de participar nas Missas dominicais, o Arcebispo de Guadalajara, Cardeal Francisco Robles Ortega, chamou a atenção dos fiéis para voltarem a participar de modo presencial na Eucaristia.

 

Moçambique:

Diocese de Tete inicia processo de canonização de dois Jesuítas

 

A diocese de Tete, em Moçambique, vai iniciar o processo de canonização de dois jesuítas, um deles português, que foram mortos na missão de Chapotera, em 1985.

O Pe. Sílvio Moreira, português de 44 anos, e o Pe. João de Deus Gonçalves Kamtedz, moçambicano de 54, foram brutalmente assassinados no dia 30 de Outubro por um grupo armado.

Apesar de os autores morais do homicídio nunca terem sido apurados, D. Diamantino Antunes, bispo de Tete, acredita que os dois missionários foram mortos porque denunciavam as atrocidades da guerra e defendiam a dignidade do povo da Angónia, sendo considerados, por isso, “testemunhas incómodas” dos abusos das autoridades políticas e policiais. A diocese acredita no martírio dos dois Jesuítas e vai propor a canonização num processo que começará a 14 de Agosto.

“O crime não teve motivações religiosas, mas o martírio não é só o ódio à fé, mas também às virtudes ligadas à fé, como a justiça ou a caridade”, explicou ao Ponto SJ D. Diamantino Antunes.

D. Diamantino sublinhou as virtudes dos dois missionários, "profundamente empenhados em servir pastoralmente a população e em dignificá-la, mesmo que isso implicasse denunciar o clima de violência que se vivia na região, e, com isso, colocar em risco a própria vida". Os relatos que existem dão conta da coragem e lealdade ao povo dos dois homens, que ajudavam a sepultar os mortos (mesmo perante ameaças das autoridades), animavam pastoralmente as comunidades e administravam os sacramentos, por vezes às escondidas, para não atrair a atenção das forças militares.

Os dois sacerdotes estavam em Chapotera há pouco mais de um ano quando se deu o ataque, em 1985.

O Pe. Sílvio Alves Moreira nasceu em Rio Meão, Vila da Feira, a 16 de Abril de 1941, sendo o mais novo de 13 irmãos. Em 1952 entrou no Seminário Menor que a Companhia possuía em Macieira de Cambra e, mais tarde, para o noviciado, em Soutelo. Estudou depois Humanidades e Filosofia em Braga, tendo, a seu pedido, embarcado para Moçambique para fazer o magistério, onde regressou mais tarde, depois de frequentar a Teologia na Universidade Católica de Lisboa. Em 1972 foi ordenado sacerdote e regressou a Moçambique, onde deu aulas no seminário do Zóbué e exerceu actividade pastoral no Matundo. Em 1981 foi para Maputo, onde foi pároco e professor. Depois de um tempo a descansar em Portugal, regressou a Moçambique em 1984, sendo destinado à Angónia, onde foi, juntamente com o Pe. João de Deus, assistir a comunidade cristã da missão de Lifidzi, concretamente em Chapotera.

O Pe. João de Deus nasceu em Vila Mouzinho, na Angónia, a 8 de Março de 1930, filho de pai português e mãe moçambicana. Aí foi baptizado e fez os estudos secundários em Portugal, no Seminário de Macieira de Cambra. Estudou Filosofia em Braga e Teologia em Barcelona. 

 

Turquia:

Erdoğan pretende tornar mesquitas

todas as igrejas cristãs?

 

A Turquia pretende tornar mesquitas todas as igrejas cristãs? Esta foi a pergunta colocada sem rodeios pelo site italiano Cristiani Today, em matéria na qual questiona qual é, afinal, a política do governo de Recep Tayyip Erdoğan no tocante aos templos cristãos existentes no país de maioria muçulmana, mas supostamente laico.

A reportagem parte do caso mais emblemático de todos, o da histórica Basílica de Santa Sofia, que está prestes a completar um ano como mesquita por determinação do governo turco. O templo cristão bizantino foi inaugurado no ano 537 pelo imperador Justiniano, que comandava o Império Romano do Oriente após a decadência de Roma. Construída no ponto de encontro entre a Europa e a Ásia, a basílica monumental foi dedicada à Sabedoria Divina: “sabedoria”, em grego, se diz “sophía”, motivo pelo qual a basílica se tornou conhecida ao longo dos séculos como Santa Sofia.

Em 1453, os turcos otomanos conquistaram a cidade, que então se chamava Constantinopla, e transformaram a basílica em local de culto muçulmano. O Império Otomano também ruiu com o passar dos séculos: quando Mustafa Kemal Atatürk fundou a República laica da Turquia, na década de 1920, a então mesquita foi transformada em museu, em 1934. No dia 10 de julho de 2020, um decreto de Erdoğan anulou a decisão de Atatürk e voltou a fazer de Santa Sofia uma mesquita, após insistente campanha de um grupo islâmico local. Em discurso à nação, Erdoğan anunciou que a primeira oração muçulmana a ser feita na mesquita de Santa Sofia seria no dia 24 de julho, como de fato ocorreu.

O caso de Santa Sofia está longe de ser o único. O antigo mosteiro de Chora e sua famosa igreja do Santíssimo Salvador também foi remanejado para o culto muçulmano sob a denominação de Mesquita Kariye. O local tem trajetória parecida com a de Santa Sofia: foi construído em 534, transformado em mesquita em 1511, tornado museu em 1945 e, agora, passou a ser mesquita novamente.

 

Etiópia:

Francisco alerta para «grave crise»,

com milhares de crianças em risco

 

O Papa alertou para a “grave crise” no Estado etíope do Tigray, onde há milhares de crianças em risco de morrer à fome. “Há carestia, hoje, há fome”, denunciou Francisco, após a recitação do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício.

Perante centenas de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Papa realçou que a região do Tigray é “atingida por uma grave crise humana, que expõe os mais pobres à carestia”.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou esta sexta-feira que cerca de 30 mil crianças subnutridas correm o risco de morrer à fome, na Etiópia.

“Rezemos juntos para que cesse imediatamente a violência, que sejam garantidas a todos a assistência alimentar e sanitária e se retome, o mais rapidamente possível, a harmonia social”, apelou Francisco.

A este propósito, o Papa agradeceu a todos os que trabalham para “aliviar os sofrimentos” da população.

O portal de notícias do Vaticano, que cita missionários católicos no terreno, diz que o cenário no Tigray é marcado por “escolas destruídas ou ocupadas por pessoas deslocadas e famílias desaparecidas”

Um conflito entre o exército e as forças locais rebentou sete meses e mais de 90% da população do Tigray precisa de assistência alimentar neste momento, segundo o Programa Alimentar Mundial da ONU.

O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, lançou uma ofensiva militar contra as forças leais ao ex-partido do governo local, Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), após meses de tensões com o governo central da Etiópia.

 


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