Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

01 de Janeiro de 2006

 

Na Oitava do Natal do Senhor

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor, trazei-nos a paz, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Ou

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A vida é um dom maravilhoso e bênção generosa de Deus. O encontro com Deus torna a vida mais bela, com sentido, com fundamento, cheia de esperança e feita partilha.

A Mãe de Deus é referência da vida, oferta da vida, apelo da vida e defesa da vida. Cada pessoa humana é a razão da Sua presença, maternidade, intercessão, ajuda e consolo.

Cada dor, cada sofrimento, cada vítima, cada morte é grave atentado ao ser humano e a Deus. No itinerário da História, esta Mulher admirável, aí está a interceder na defesa dos mais débeis e pequeninos.

A ausência de paz revela um mundo de morte e das suas manifestações.

Maria é a Mulher da Vida e por isso da Paz. Não pode haver paz sem aceitação, respeito e serviço à vida.

Que o nosso mundo acolha os pedidos de Maria na construção da paz que passa pelo amor à vida, eloquentemente presente em Cristo Filho de Deus vivo.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A bênção de Deus é a tradução da sua bondade e misericórdia. A bênção é um canto à vida e à paz.

 

Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

 

24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras e com 7 as seguintes (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.

 

Salmo Responsorial    Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)

 

Monição: Cantemos a presença de Deus no meio do seu povo, manifestada em tantos sinais da vida e da paz.

 

Refrão:         Deus Se compadeça de nós

                e nos dê a sua bênção.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Em Cristo manifesta-se a vitalidade dos filhos de Deus, libertos e possuidores do Espírito Santo, Senhor que dá a vida.

 

Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.

 

O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico, parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.

 

Aclamação ao Evangelho        Hebr 1, 1-2

 

Monição: Deus Menino é o grande Dom para a Humanidade: revelação de Deus e do Homem. Que maravilhoso Deus que se faz tão próximo! E quem é o Homem para que Deus se faça semelhante a ele?

O Deus da Vida manifestou-se em rosto humano. Escutemos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Muitas vezes e de muitos modos

falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

 

Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».

 

Sugestões para a homilia

 

1-As maravilhas de Deus

2-Maria, bênção para a Humanidade

3-Comprometidos como Maria

1-As maravilhas de Deus.

O Povo da Antiga Aliança tem uma viva consciência da presença de Deus na sua caminhada histórica. O Deus da Aliança é um Deus que ouve, vê, conhece profundamente essa história de alegria, dor e esperança, e vem ao encontro do seu povo.

O Povo reconhece nos sinais da vida a presença de Deus que se traduzem em bênçãos de paz, de alegria, unidade e de esperança. São sinais surpreendentes de libertação em acontecimentos de Páscoa libertadora. São sinais que anunciam uma relação cada vez mais forte e única. São sinais a exigir atenção, vigilância e amor para não se deixar passar a «hora» de Deus, a vinda do Messias, a maior bênção oferecida ao Povo da Aliança.

O encontro com o Deus da Vida traduz-se na alegria de viver, na fidelidade à sua Palavra e no compromisso de Aliança. A grande fé e esperança deste Povo estão fundadas na certeza da vitória protagonizada pelo Messias, o Salvador. É à luz da sua vinda que a Aliança se manifesta, e se realizará plenamente na força da Vida e doação que vence todo o mal e a morte: a Páscoa de Cristo.

2-Maria, Bênção para a Humanidade

São Lucas coloca-nos Maria «guardando estes acontecimentos no seu coração». Mas primeiro esteve Ela no Coração de Deus, e por Ele, no Coração da Humanidade.

Esta atitude de Maria não é um acto isolado. Ela permanece no centro das «Maravilhas» de Deus, no Centro da vida Divina e da vida dos homens e mulheres de todos os tempos.

Antes de O conceber em seu ventre virginal já Ela O tinha concebido em seu virginal coração. Desde a Encarnação até ao Pentecostes, passando pelos inícios da Igreja e pela história dos discípulos de Jesus… Ela guarda tudo no «seu coração de Mãe» e por isso nos atrai ao Seu Coração, espaço privilegiado do encontro com a Vida e compromisso, desde a interioridade, com todos os homens e mulheres.

Ela mergulhou também no coração da humanidade pecadora e sabe da brutalidade de que o ser humano é capaz. Ela conhece a intensidade das forças da morte e do mal. Mas Ela nos apresenta o Salvador que venceu e vence pelo seu Mistério Pascal. E também Ela intercede em favor de todos os povos para que o homem não se deixe tentar pelas seduções do egoísmo que destrói a vida dos seus filhos e filhas e torna a humanidade insensível e cega diante do dom, das inúmeras bênçãos de Deus.

Deixarmo-nos interpelar por Esta Mulher Maravilhosa, Maria, Mãe de Deus, Mãe da Humanidade, para nos deixarmos apaixonar por Cristo Salvador do Mundo.

3- Comprometidos como Maria

A expressão «Escola de Maria» era muito usada por Sua Santidade João Paulo II. A sua própria vida interpreta-se à luz da vida e missão de Maria (Totus tuus).

O Evangelho é proposta de Cristo para todos. A festa de hoje permite que ao vislumbrarmos o rosto de Cristo tenhamos necessariamente de focar o nosso olhar na Mulher que no-l’O apresenta. Maria só sabe apresentar Jesus Cristo Salvador. E aproximar-se d’Ela é amar e aceitar seu Filho em nossa vida. Maria, em sua vida e missão leva-nos sempre a Cristo Salvador.

É o desafio e compromisso a sermos pequeninos imitando o nosso Deus que se despojou a Si próprio e assumiu condição de servo. E comungando com os mais pequeninos lutar pela sua defesa e dignidade.

É o apelo a viver da Palavra de Deus. A guardá-la, no coração e na vida, à maneira de semente que espera a sua hora para brotar em vida.

Maria guardou essa Palavra que se fez carne em Seu seio virginal. Depois ofereceu-a à humanidade e tornou-se sua Mãe. Agora permanece também no caminho da nossa vida apelando à vivência da Palavra no compromisso com a vida.

Os seus braços apresentam Jesus Cristo Salvador, feito Menino. Inspira ternura, alegria e ânsia de vida. Mais tarde os mesmos braços de Maria o recolherão sem vida. Aí, Maria, nos mostrará que a sua fé é maior do que a de Abraão, porque não desce do monte com o filho vivo! Mas Ela espera e crê que Ele é o Salvador que vence a morte e o mal! Maria vive a experiência da vitória da Vida, a experiência de Cristo Ressuscitado. É o apelo que nos faz a uma profunda confiança em Cristo e no seu Mistério Pascal.

Quem acolhe Jesus Cristo, como Maria, deve tornar-se disponível e generoso na entrega e na fidelidade confiando na vitória de Cristo Salvador.

Ela acolheu a Vida, o mesmo Deus. Mas Maria nos apela ao amor à vida, misteriosamente presença de Deus em cada pessoa humana.

No seu ventre a vida foi uma história eloquente de amor e salvação. Em muitos ventres há gritos de tragédia que só Deus escuta e fica magoado.

Uma sociedade que não ame, defenda e dignifique a vida é uma sociedade sem paz.

Como pode uma sociedade que aceita a morte de crianças indefesas encontrar paz! Como pode uma sociedade onde os homens e mulheres limitados pela idade e doença são desprezados e humilhados encontrar a paz?

Como pode a pessoa humana ter paz se não encontra o amor de Deus e a sua Graça?

 

Fala o Santo Padre

 

«Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem.»

1. «Salve, Mãe santa: tu deste à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos, eternamente» (Antífona de entrada).

No primeiro dia do ano, a Igreja reúne-se em oração diante do ícone da Mãe de Deus, e honra com alegria Aquela que deu ao mundo o fruto do seu seio, Jesus, o «Príncipe da paz» (Is 9, 5). […]

3. O Dia Mundial da Paz constitui um convite aos cristãos e a todos os homens de boa vontade a renovar o seu decidido compromisso na construção da paz. Isto pressupõe o acolhimento de uma exigência moral fundamental, expressa oportunamente pelas palavras de São Paulo: «Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem» (Rm 12, 21).

Diante das múltiplas manifestações do mal, que infelizmente ferem a família humana, a exigência prioritária consiste em promover a paz recorrendo a instrumentos coerentes, dando importância ao diálogo, às obras de justiça e educando para o perdão (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2005, n. 1).

4. Vencer o mal com as armas do amor torna-se o modo com o qual todos podem contribuir para a paz de todos. Esta é a vereda pela qual são chamados a caminhar os cristãos e os fiéis das diversas religiões, juntamente com quantos se reconhecem na lei moral universal.

Caríssimos Irmãos e Irmãs, a nossa missão conjunta é promover a paz na terra!

Que a Virgem Maria nos ajude a realizar as palavras do Senhor: «Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

Feliz Ano Novo a todos!

Louvado seja Jesus Cristo!

João Paulo II, Vaticano, 1 de Janeiro de 2005

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Na solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus,

façamos subir até ao Pai a nossa oração pela paz e o bem-estar em toda a terra,

dizendo (ou cantando), com alegria:

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

Ou: Senhor, dai-nos a vossa paz.

 

 

1.  Pelo Santo Padre Bento XVI, para que encontre em todos nós

disponibilidade e generosa entrega na construção da vinha do Senhor,

dando frutos de serviço à vida humana,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Nosso Bispo (N.) para que o Senhor o assista no seu ministério episcopal

ao serviço desta diocese e da Igreja de Cristo,

para que encontre em todos a coragem do testemunho,

a audácia do anúncio e o compromisso generoso,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos Povos e Governos de todo o mundo

para que não coloquem Cristo fora das suas cidades e das suas vidas;

se convençam que são servos e não donos absolutos do mundo,

da vida e das pessoas; aceitem Cristo como referência de humildade, doação e serviço,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os Institutos de Vida Consagrada,

pelos Movimentos e Obras de Apostolado,

pelas mais variadas manifestações do Espírito e da vitalidade da Igreja,

para que sejamos sinal e testemunho da presença de Deus no meio de nós,

da autenticidade do projecto de Cristo, e do contributo à Paz,

oremos ao Senhor.

 

5.  Por todas as famílias para que fomentem o amor à vida,

sejam verdadeiras comunidades onde cada pessoa se sente amada e pode crescer,

e onde o serviço e a doação fazem descobrir a autêntica felicidade,

oremos ao Senhor.

 

6.  Por cada um de nós, para que aproximando-se de Maria

aprenda a dar-se a Deus e aos outros ,

oremos ao Senhor.

 

Pai santo, que chamais vossos filhos

aqueles que promovem a paz,

concedei-nos a graça de trabalhar incansavelmente

pela instauração da justiça,

que pode garantir aos homens a paz firme e verdadeira.

Por Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Santa Maria, Mãe de Deus, M. Simões, NRMS 41

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Maria deu à luz, Jesus Cristo, em Belém.

Belém significa «casa do pão»! Que Maria me ensine o compromisso vital com Jesus Cristo, Pão da Vida.

 

Cântico da Comunhão: O Verbo fez-se Carne, Az. Oliveira, NRMS 52

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que este novo ano de 2006 seja tempo vivido com Cristo e em Cristo, Senhor da Vida e da História.

Que Maria nos ensine e ajude a apaixonarmo-nos por Cristo. Assim seremos comprometidos com a Boa-Nova vivida com entusiasmo, ardor e dinamismo.

 

Cântico final: O Povo de Deus Te aclama, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

Homilias Feriais

 

feira, 2-I: A figura do Anti-Cristo

1 Jo. 2, 22-28 / Jo. 1, 19-28

Quem é mentiroso?... Este é que é o Anti-Cristo; aquele que nega o Pai e o Filho.

João Baptista anuncia a proximidade do aparecimento do Messias, pedindo: «Endireitai os caminhos do Senhor» (Ev.).

Mas ainda há muitos que se afastam dos caminhos do Senhor: são o anti-cristo. São todos aqueles que se põem no lugar de Deus, que querem ser os senhores da vida e da morte, que decidem quem deve nascer e quem deve morrer, esquecendo que a vida é sagrada e pertence a Deus. Mas também nós podemos pôr-nos no lugar de Deus, quando fazemos muitas coisas como se Ele não existisse. Estamos a começar o novo Ano. Sigamos o conselho do Apóstolo: «permanecei em Cristo» (Leit.).

 

feira, 3-I: A filiação divina e o pecado.

1 Jo. 2, 29- 3, 6 / Jo. 1, 29-34

Todo aquele que tem esta esperança (ser filho de Deus) purifica-se a si mesmo como Ele é puro.

Esta é a grande maravilha resultante da Encarnação do Verbo: «Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus» (Leit.). E o Filho de Deus, para nos ajudar a viver esta condição, veio purificar-nos do pecado: «Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo» (Ev.).

Colaboraremos nesta tarefa procurando estar muito unidos ao Senhor: «quem permanece nele não peca» (Leit.); cumprindo os mandamentos da Lei; «o pecado consiste em transgredir a Lei» (Leit.).

 

feira, 4-I: Queremos vencer o demónio?

1 Jo. 3, 7-10 / Jo. 1, 35-42

(João Baptista) olhou para Jesus que passava, e disse: Eis o Cordeiro de Deus.

João Baptista assinala Jesus como o ‘Cordeiro de Deus’ a dois dos seus discípulos (André e João).

O Cordeiro de Deus era o símbolo da redenção de Israel na primeira Páscoa. Agora passará a ser a redenção do novo povo de Deus. Esta manifestação do Filho de Deus é para destruir as obras do demónio (cf. Leit.), que induz o homem a desobedecer a Deus. Nos combates diários recorramos sempre, com muita confiança, àquele que é o vencedor do demónio; evitemos a desobediência, consequência da soberba, aos mandatos do Senhor.

 

feira, 5-I: Mudança de vida no amor ao próximo.

1 Jo. 3, 11-21 / Jo. 1, 43-51

(Filipe): Acabamos de encontrar aquele de quem Moisés e os profetas escreveram na Lei. É Jesus de Nazaré.

O aparecimento de Jesus vem mudar a vida de uns quantos pescadores e seus amigos (cf. Ev.).

O Senhor pede-nos igualmente uma mudança de vida: «Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos» (Leit.). Sendo nalguns casos difícil este amor, havemos de procurar amar o próximo como Cristo, que «ofereceu a sua vida por nós» (Leit.). E esse amor tem que se traduzir em obras: «não amemos por palavras e com a língua, mas por obras e de verdade» (Leit.).

 

feira, 6-I: A vida nova que o Filho nos traz.

1 Jo. 5, 5-6. 8-13 / Mc. 1, 6-11

O testemunho de Deus é superior, porque o testemunho de Deus é que Ele o deu acerca de seu Filho.

E este testemunho de Deus (cf. Leit.) é o que João Baptista recorda do momento do baptismo do Jesus: «Tu és o meu Filho muito amado: em ti pus o meu enlevo» (Ev.).

É no momento do nosso baptismo que recebemos a vida sobrenatural, a semente da vida eterna (cf. Leit.). Esta vida está no Filho: «quem tem o Filho tem a vida» (Leit.). Mantenhamos e aumentemos esta vida sobrenatural pela união com Cristo, através da recepção dos sacramentos, da vida de oração, da presença de Deus nas nossas ocupações.

 

Sábado, 7-I: O convite de Nossa Senhora.

1 Jo. 5, 14-21 / Jo. 2, 1-12

E, sabendo que nos escuta em tudo o que peçamos, sabemos também que já temos os bens que lhe pedimos.

Estas palavras aplicam-se à actuação de Nossa Senhora nas bodas de Caná. Sabendo que Jesus a escutaria («não têm vinho»), sabe também que terá o que lhe pede, mesmo que pareça que não lhe será concedido. Por isso diz: «Fazei o que Ele vos disser».

«Este é o grande convite maternal que Ela dirige à Igreja de todos os tempos: ‘Fazei o que Ele vos disser’. É uma exortação que introduz bem as palavras e os sinais de Cristo durante a vida pública, constituindo o fundo mariano de todos os ‘mistérios da luz’» (RVM, 21).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:  Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha

 


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