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NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

 

 

 

 

 

 

Hugo de Azevedo

 

 

Peço desculpa do tom pessoal, e aparentemente disparatado, desta nota, mas, quando chega a jubilosa festa da Assunção aos Céus da nossa Mãe Santíssima, não resisto a escandalizar quem me ouve ao asseverar que eu contribuí para a declaração dogmática desse mistério: porque, um ou dois anos antes, Sua Santidade me consultou; e consultou-me, porque sou infalível! E eu confirmei por escrito essa verdade da fé.

O disparate esclarece-se facilmente: além da tradição milenária e da consulta a graves teólogos da Santa Igreja, o Santo Padre Pio XII, quis consultar o Povo de Deus, que é infalível no que confessa e crê ao longo dos séculos. Passavam listas de assinaturas por este mundo fora, e vi-me na única ocasião de prestar o meu contributo para a glorificação de Nossa Senhora, elevada ao Céu em corpo e alma! Com que alegria assinei a lista que corria na Congregação Mariana do Porto!

Só faltava que não houvesse um tirsense a corroborar o dogma! Se a vila era abençoada por Ela no Monte da Assunção!

Infantilismo? Talvez, mas que bem nos sabe! Que bom sentir a sua Maternidade e o seu Poder junto da Santíssima Trindade! E que bem me sinto ao recordar que «leu» o meu nome, entre os milhares de filhos consultados!

É Mãe ou não é? E, se é, como não há-de abençoar cada filho que a chame?

É evidente que Ela não precisa de listas para conhecer e cuidar de cada filho. Mas viu lá o meu nome escrito. Ninguém me tira essa tão feliz recordação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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