aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

 

Braga:

D. Jorge Ortiga enaltece «dedicação aos mais pobres»  do venerável frei João d’Ascensão

 

O arcebispo de Braga evocou o exemplo “de fidelidade à Igreja e de dedicação e solicitude dos mais pobres” deixado por frei João d’Ascensão, que faleceu há 160 anos.

“Espero que o testemunho da sua vida seja conhecido e imitado” e que “o processo da sua beatificação volte, em colaboração e trabalho conjunto com a Ordem do Carmo, a reintroduzir-se para bem da Igreja e da sociedade”, disse D. Jorge Ortiga.

Frei João d’Ascensão de Neiva, lembrado como “Fradinho do Carmo”, nasceu a 26 de outubro de 1787, na freguesia de São Romão de Neiva, concelho de Viana do Castelo, e faleceu a 16 de março de 1861, com 74 anos de idade, em Braga, cidade onde passou os últimos anos de vida.

O religioso está sepultado na Igreja do Carmo, em Braga.

“Por onde passou, deixou rasto de luz e fidelidade aos ensinamentos da Igreja, que toda a sua palavra era para mover os corações para Deus e devolver a paz e a consolação de Deus aos corações atribulados”, explica o provincial da Ordem dos Padres Carmelitas Descalços, padre Pedro Lourenço Ferreira.

D. Jorge Ortiga desejou que os cristãos saibam “aprender as lições de vida do Fradinho do Carmo” e caminhem “com os necessitados, sendo samaritanos de todos os problemas da sociedade moderna”.

Para o administrador diocesano de Viana do Castelo, monsenhor Sebastião Pires Ferreira, o exemplo deste venerável concretiza-se numa “vida dedicada inteiramente à oração e contemplação”.

 

Bragança-Miranda:

D. José Cordeiro indicou São José como referência sacerdotal de «amor gratuito»

 

O bispo de Bragança-Miranda convidou os padres da diocese a procurarem no exemplo de São José, “homem praticante”, as atitudes para a missão de sacerdote.

D. José Cordeiro recordou os sete traços acerca da paternidade apresentados pelo Papa Francisco na carta apostólica «Patris Corde»: “Pai amado; Pai de ternura; Pai na obediência; Pai no acolhimento; Pai com coragem criativa; Pai trabalhador e Pai na sombra”.

“Que ele (São José) nos ensine a partilhar o pão, a água, o vinho, como sinais da simplicidade, da generosidade e beleza da festa da fraternidade e da amizade. José de Nazaré é o «servo fiel, humilde e silencioso», homem justo, paciente e prudente, «patriarca do silêncio e do trabalho»”, afirmou D. José Cordeiro na homilia da Missa Crismal, que esta manhã celebrou na Sé de Bragança.

O Bispo de Bragança-Miranda lembrou a figura de São José como o “silencioso peregrino da fé”.

“Não tenhamos medo de ir a São José e ser como ele, recebendo Deus no coração e na inteligência e de O comunicar na alegria da fé, da esperança e da caridade”, convidou.

À semelhança de São José, D. José Manuel Cordeiro, desafiou os padres a ser “artesãos da esperança”, e recordou-o, na tradição da Igreja, aludindo à sua “fé, a obediência dedicada e silenciosa às manifestações da vontade de Deus, à piedade sincera, à fortaleza nas provações, ao amor a Maria, à paternidade de Jesus, ao trabalho escondido e à simplicidade de vida autêntica”.

Sublinhou ainda o “amor gratuito” de São José e identificou-o como referência do “amor e a amizade autênticos” que não se cobram ou negoceiam.

“Tenhamos, pois, cautela para não cultivar a amargura do coração, porque um coração amargo cai quase sempre na inveja e no prejuízo crítico sobre o próximo. A amargura não nos transforma em filhos e amigos de Deus em Jesus Cristo, mas só em submissos ou profissionais do sagrado na lógica do mérito sem acolher o Dom da Graça”, preveniu.

 

Ordinariato Castrense:

«A morte é fim, não caminho; é estagnação, não progresso»

 

O Bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança disse, na homilia da Vigília Pascal que há “forças perniciosas na sociedade” que “apresentam apenas a morte como critério e caminho”.

“Não nos podemos alhear de haver forças perniciosas na sociedade que, em vez de estarem orientadas no sentido da promoção da vida, em todas as fases do seu desenvolvimento, e dessa forma serem forças pascais de ressurreição, apresentam apenas a morte como critério e caminho”.

“Do sepulcro vazio”, o Bispo das Forças Armadas e de Segurança pede aos cristãos para erguerem a voz e gritem: “a morte é fim, não caminho; é estagnação, não progresso”

“Nada gera a Ressurreição, nenhuma força é suficientemente forte para a ativar, apenas a omnipotência de Deus, ou seja, a potência do Seu amor”, disse D. Rui Valério).

Na homilia, intitulada «Para os cristãos, cada fim é um começo», o Bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança realçou que a Ressurreição é um acontecimento que “continua a questionar a lógica” das certezas e “os mecanismos das convicções humanas, minimizando as barreiras” dos horizontes.

Neste mistério “sem tempo nem espaço”, Deus “irrompe na história, não simplesmente com a promessa da eternidade, mas com a própria realidade eterna”, acentua D. Rui Valério.

 

Portalegre-Castelo Branco:

D. Antonino Dias convidou padres a viver santidade

e a levá-la às comunidades

 

D. Antonino Dias disse que cada padre deve procurar a santidade, para poder “ajudar os irmãos” a viver a mesma vocação, assente na “intimidade com Deus e amor à Igreja”.

“Que Ele renove em cada um a infusão do espírito de santidade que nos torna semelhantes a Ele, para agirmos em seu nome, viver em nós os seus sentimentos e orientarmos incansavelmente os irmãos para a santidade nas comunidades cristãos. Foi para isso que nos chamou, nos chama amigos e em nós confiou”, afirmou o bispo de Portalegre-Castelo Branco na homilia da celebração da Missa Crismal, em Castelo-Branco.

D. Antonino convidou os padres, reunidos na Sé para a renovação das promessas sacerdotais, a deixarem “ecoar” dentro de cada um a certeza de que a escolha não coube aos próprios mas a Deus.

“Temos de deixar ecoar dentro de nós o Senhor a dizer «não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi, para estarem comigo, para darem, fruto e para que o fruto permaneça»”, afirmou.

D. Antonino Dias explicou que a esta amizade, cada um deve corresponder “amando os outros”, procurando animar e dinamizar as comunidades confiadas.

“É fundamental a consciência de que nunca falte ao sacerdote o dom do Espírito Santo que nos faz agir em função do convite que Deus fez e no envio. A consciência do dom funda e sustenta a inabalável confiança do padre nas dificuldades, tentações nas fraquezas que encontra no seu caminho espiritual”, resumiu.

 

Coimbra:

Paróquia de São José aprofunda a figura e as facetas do Pai de Jesus

 

O padre Jorge Santos disse à Agência Ecclesia que, ao longo deste ano, a Paróquia de São José, em Coimbra, vai aprofundar, com a realização “de várias iniciativas”, o pensamento do Papa Francisco sobre as facetas de São José.

“Para além das conferências temáticas sobre São José, a paróquia pensa fazer uma ação ambiental com crianças e jovens, em junho, e ao nível social, já existe o Centro de Acolhimento João Paulo II que já tem um trabalho relevante nesta área”, realçou o pároco de São José, na cidade de Coimbra.

A redescoberta, ou maior conhecimento, de São José é um desafio que a paróquia de São José “quer partilhar com toda a cidade e com todos os que se revelem interessados”, disse o padre Jorge Santos

Para o Dia de São José, 01 de maio, a paróquia organizou uma conferência dedicada ao tema “São José: Pai Trabalhador”.

Para esta conferência, o Salão de São José esteve de portas abertas para acolher “todos os que pretendiam assistir, apenas com as limitações que decorrem do respeito pelas regras de lotação em vigor para este tipo de atividades, sendo respeitadas todas as normas de distanciamento e de proteção pessoal”.

Por iniciativa do Papa Francisco, toda a Igreja Católica dedica este ano a São José.

O anúncio dessa decisão foi acompanhado pela publicação da Carta Apostólica «Patris Corde» (Com Coração de Pai), em que o Papa Francisco partilha com todos a sua reflexão sobre São José, sublinhando a sua particular atualidade no contexto que vive.

“São José lembra-nos que todos aqueles que estão, aparentemente, escondidos ou em segundo plano, têm um protagonismo sem paralelo na história da salvação. A todos eles, dirijo uma palavra de reconhecimento e gratidão”, pode ler-se na Carta Apostólica.

A Paróquia de São José, em Coimbra, depois de a 19 de março, Dia do Pai, ter acompanhado a proposta lançada a toda a Diocese de Coimbra de refletir sobre São José como “Pai com Coragem Criativa”, continua este percurso centrando a atenção na característica de São José como “Pai Trabalhador”.

Para tal, esta igreja da cidade de Coimbra está, “ao longo deste ano, de portas abertas, convidando todos a entrar e a passar alguns momentos na capela de São José, no interior da igreja, que foi preparada para acolher quem ali se queira recolher num momento de oração”.

Os cartazes que se encontram afixados na fachada indicam a todos a característica de São José que vai sendo aprofundada em cada um dos meses.

 

Porto:

Futuro deve ser conjugado com o verbo «ajudar»

 

O bispo do Porto agradeceu a todos os cuidadores dos doentes Covid-19 na homilia da Celebração da Paixão e disse que é necessário aproveitar a lição da pandemia e conjugar o futuro com o verbo “ajudar”.

“Aproveitemos esta lição da pandemia. Conjuguemos o futuro com um verbo ajudar. Ajudar e deixar-se ajudar deveria ser a matriz da sociedade”, afirmou D. Manuel Linda.

O bispo do Porto desafiou à participação numa “sociedade construída na dedicação aos outros”, “menos egoísta, mais solidária, mais investidora em amor e em estruturas que sabe serem, mais tarde ou mais cedo, necessárias para todos e cada um”, e agradeceu a todos os cuidadores no tempo da pandemia.

“Quero, nesta Sexta-feira Santa, dia que nós identificamos com a condição humana que é tecida de penas e de doações, a partir desta Sé, coração da nossa Diocese do Porto, agradecer aos cuidadores que se deram aos mais frágeis dos frágeis com toda a dedicação e generosidade: o Senhor escreveu a letras de ouro no seu registo o bem que fizestes a seu exemplo”, afirmou.

O bispo do Porto evocou a dedicação de muitos cuidadores, nos “momentos mais duros e mais negros da pandemia”, especialmente os que “passaram dias e dias sem ir a casa por motivos dos contágios” e “sofreram ao lado dos sofredores com lágrimas no coração mas um sorriso de disfarce” fazendo “tudo o que podiam e o que não podiam para que nada faltasse”.

“Foram verdadeira imagem de Cristo, pois o Senhor tanto está presente nos que necessitam de ajuda e, por isso, deixou que o Cireneu lhe levasse a cruz, como está na pessoa dos que cuidam e, como tal, passou a vida fazendo o bem, como atestam os seus milagres”, afirmou na homilia da celebração da Paixão.

D. Manuel Linda quis também “abraçar os mais idosos”, os que foram contagiados pela Covid-19 e estiveram hospitalizados e “quantos sofreram por causa dela”, evocando a “dor suportada, por vezes com imenso ânimo”.

Para o bispo do Porto, a Cruz que é adorada na Sexta-feira Santa, quando se recorda a paixão e morte de Jesus, revela um Deus que “não é cruel, desinteressado ou distante das experiências que tecem a nossa vida”, mas mostra “um Deus totalmente solidário, que ama, se doa, une, consola, perdoa, acaricia, afaga e garante a glória e a alegria da ressurreição”.

A concluir a homilia, o bispo do Porto referiu-se à “campanha de um crucifixo em cada casa” proposta pela Diocese, afirmando que “é interpelação a construir a família e a sociedade na abnegação, na entrega aos outros, na generosidade”.

 

Santarém:

«Jesus Cristo não é apenas uma figura histórica do passado,

faz parte do nosso tempo presente»

 

O bispo de Santarém afirmou que a informação de que Jesus ressuscitou “é explosiva”, um estar vivo “numa nova ordem, uma nova habilitação existencial”.

“A ressurreição de Jesus não é um voltar à vida neste mundo para mais tarde voltar a morrer. Trata-se de estar vivo para sempre, não igual ao que era antes, mas numa nova ordem, uma nova habilitação existencial, uma vida completamente nova”, disse D. José Traquina na Sé de Santarém.

Na homilia da vigília Pascal, o bispo de Santarém evocou as “multidões de homens e mulheres” que afirmaram que Jesus Ressuscitou porque “escutaram a sua Palavra, acreditaram nele”.

“Tornou-se ainda mais acessível pela escuta da sua Palavra que, desde então ressoa na sua comunidade e, extensivamente, pelo testemunho que os cristãos podem dar em família ou por proposta a alguém que queira conhecer Jesus”, desenvolveu.

D. José Traquina assinalou que a experiência da vida à luz da fé em Cristo Ressuscitado leva “para além da historicidade dos factos” e explicou que Jesus Cristo “não é apenas uma figura histórica do passado” mas faz parte do tempo presente, a quem confiam os “segredos mais íntimos”.

O bispo de Santarém indicou que acreditando na palavra de Jesus e “pedindo o batismo na sua morte e ressurreição” se pode participar da “vida nova” que os apóstolos e outros discípulos passaram a viver e a testemunhar.

 

Açores:

Seminário de Angra promove Jornadas de Teologia sobre «ateísmo e fé»

 

O Seminário de Angra promoveu as suas Jornadas de Teologia 2021, com o tema ‘O Átrio dos gentios- Ateísmo e fé: diálogo e procura’.

 “A pergunta pelo ateísmo e pelas razões da fé cristã, pela descrença ou pela indiferença, deve recuperar a sua seriedade”, realça o padre Hélder Miranda num comunicado enviado à Agência Ecclesia.

 “O Átrio dos Gentios é um caminho constante, que até se enquadra na sinodalidade que a diocese está a viver. Devemos estar no mundo procurando desempoeirar a mente e permitir que o Espírito Santo nos ilumine”, explicou o reitor do Seminário de Angra.

No quotidiano persistem as “respostas silenciadas, os olhares confiantes, mas também os preconceitos e as tensões culturais”, por isso, as Jornadas procuram “refletir acerca do diálogo corajoso e autêntico com o diferente, mas também sobre a procura intensa dentro da própria personalidade, que se adentra no mistério”, sublinha o reitor da instituição.

 Segundo o sacerdote, nestes dias de estudo, espera-se “alargar o debate à sociedade civil” e vão “provocar” várias linhas de pensamento e de reflexão, nomeadamente o ensino da Teologia – “Na Fronteira do diálogo entre linguagens”, “Ateísmo e fé: perspetivas” e “Fé e ciência: a perspetiva de um físico”.

O bispo de Angra disse que a pós-modernidade “exige um novo discurso sobre Deus”, assinalando que “reconhecer a sua existência” não compromete nem se “opõe à dignidade do homem”.

“Já não estamos perante a recusa de tudo o que não pode ser racionalizado, mas com a indiferença perante tudo o que não seja a satisfação individual imediata”, afirmou D. João Lavrador, esta quarta-feira, na abertura das Jornadas de Teologia, promovidas pelo seminário diocesano.

O encontro começou com uma intervenção do bispo de Angra, D. João Lavrador, e no primeiro dia foi ser também apresentado o terceiro volume da revista científica do Seminário Fórum Teológico XXI, informa o sítio online diocesano ‘Igreja Açores’.

 

Algarve:

53 adultos receberam os sacramentos de iniciação cristã durante o Tempo Pascal

 

53 adultos receberam os sacramentos da iniciação cristã na Diocese do Algarve durante o Tempo Pascal, informa o Gabinete de Informação diocesano.

Por causa “limitações impostas pela pandemia e pelo estado de emergência”, apenas alguns adultos receberam os sacramentos da iniciação cristã, o Batismo, Confirmação (Crisma) e Eucaristia, na Vigília Pascal, e outros ao longo dos 50 dias do Tempo Pascal.

“Estes adultos, pertencem às seguintes comunidades: Amparo (3), Boliqueime (5), Estoi e Santa Bárbara (2), Ferreiras (13), Matriz Portimão (4), Olhão (4), Paderne (1), Tavira (5), Algoz (3), Silves (8) e Lagoa (2)”, indica o Gabinete de Informação da Diocese do Algarve.

Os sacramentos da iniciação cristã são recebidos após “completaram a preparação exigida pela Igreja”, no tempo chamado catecumenado, que propõe um “percurso próprio para a iniciação cristã dos adultos”.

O Gabinete de Comunicação da Diocese do Algarve recorda que a “caminhada do catecumenado foi recuperada após o Concílio Vaticano II e teve origem nos primeiros séculos do Cristianismo”.

 

Viseu:

Bispo destaca exemplo e vida de monsenhor Joaquim Alves Brás, «defensor da família»

 O bispo de Viseu destacou a vida e o exemplo de monsenhor Joaquim Alves Brás, “defensor da família e dos seus valores”, que fez da “Casa de Nazaré um modelo e estilo de vida para todos”.

“Na Sagrada Família de Nazaré encontrou um ideal de vida que propôs a todos e que continua neste ano de São José e “Família Amoris Laetitiae”, a desafiar-nos”, explica D. António Luciano dos Santos numa mensagem que escreveu pelo aniversário da morte de monsenhor Joaquim Alves Brás.

Na mensagem enviada à Agência Ecclesia, o bispo de Viseu recorda que o mês de março é preenchido por muitas datas marcantes da vida do monsenhor Joaquim Alves Brás, como o seu nascimento, a fundação do Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF) e a sua morte, há 55 anos, dia 13 de março de 1966.

“Partiu para a casa do Pai, para descansar das suas muitas azáfamas pastorais, do seu amor às obras que fundou, à família e à Igreja, consequência de um acidente de viação faleceu em Lisboa, no Hospital de Jesus no dia 13 de março de 1966”, acrescentou.

D. António Luciano dos Santos indica que era “promotor da vocação secular” e tem a “alegria” receber a aprovação de Direito Diocesano do ISCF, cujo carisma é o cuidado da “Santificação da Família e dos Sacerdotes”, no dia 19 de março de 1961, Solenidade de São José.

“Servidor das empregadas domésticas, libertador da opressão e exploração da mulher, tornou-se um profeta e apóstolo da família, um sonhador da vocação secular na Igreja ao serviço da transformação do mundo como luz, sal e fermento”, refere.

D. António Luciano dos Santos destaca de monsenhor Joaquim Alves Brás que é “exemplo e testemunho de virtudes” e com o Processo de Beatificação e Canonização a decorrer na Congregação da Causa dos Santos, esperam um milagre por sua intercessão.

Na mensagem envaida às Cooperadoras da Família, o bispo de Viseu assinala que monsenhor Joaquim Alves Brás “cresceu e viveu uma infância normal”, no seio da família num ambiente calmo e cristão da sua terra, “onde o amor ao trabalho e à honestidade, se acrescentava o ambiente de piedade religiosa, que se vivia no seu lar”.

No contexto do ano especial ‘Família Amoris Laetitiae’, recorda o que o escreveu o seu biógrafo: “Ao domingo da sua família ninguém faltava à Missa. (…) À noite rezava-se o terço em família, à volta da lareira quando estava frio. Era o pai que presidia à oração. (…) Na educação dos filhos contava mais com o exemplo do que com os ralhos ou os castigos. Nunca lhes bateu. Esse encargo, quando se tornava necessário, ficava por conta da Mãe”.

 

 

 

Beja:

«Ser homem de Deus é mais do que ser funcionário religioso»

 

D. João Marcos pediu aos padres da diocese de Beja para serem homens de “oração”, “libertos de preocupações económicas” e “disponíveis para ajudar os necessitados”.

“Sejamos, de facto, homens de Deus, homens de oração, homens libertos de preocupações económicas e sempre disponíveis para ajudar os necessitados. Ser homem de Deus é muito mais do que ser um funcionário religioso”, afirmou o bispo de Beja durante a homilia da celebração da Missa Crismal.

Na homilia, o Bispo afirmou que a vida de um padre, “se não tiver vida espiritual, não tem sentido” e criticou quem “não trabalha por Cristo mas por amor próprio”.

“Em vez de procurar o bem daqueles a quem foi enviado, é para si próprio que junta”, indicou.

D. João Marcos lembrou que um padre é “um mediador”, que a liturgia “é dirigida a Deus, a quem se oferece o culto e só depois ao povo”.

“Queridos padres: guardai estas orientações que vos ajudarão a recuperar a dimensão vertical da celebração eucarística e da vida cristã. Não nos basta fazermos celebrações espetaculares, mas horizontalistas, sem transcendência, celebrações das quais as pessoas saem superficialmente contentes, mas sem levarem no coração o Espírito Santo”, sublinhou.

 “Preguemos, caros padres, com as nossas palavras, a palavra de Cristo, para que Ele cresça e nós diminuamos, e não o contrário. Quantas vezes, nas homilias e sermões, vemos como brilha o pregador que se prega a si mesmo! Ele e as suas ideias são o texto e Deus, Cristo e a Igreja, ficam reduzidos a contexto ou a mero pretexto. Quantas vezes, por medo de escandalizar as pessoas, não lhes anunciamos o Evangelho! E, por isso mesmo, muitas deixam de vir à igreja”, lamentou.

D. João Marcos convidou os padres da sua diocese a “perscrutar com frequência” a Bíblia.

 

Braga:

Arquidiocese elege a juventude para o anúncio da Páscoa

 

O arcebispo de Braga afirmou que os jovens estão distantes da Igreja e indicou o cuidar da juventude como um dos “primeiros trabalhos” na arquidiocese.

“A arquidiocese não pode passar ao lado da história real dos jovens e esperar que eles a venham procurar. Teremos de percorrer as suas estradas e mergulhar nas aventuras que tecem os seus dias”, afirmou D. Jorge Ortiga.

Durante homilia da Vigília Pascal, o arcebispo de Braga lembrou que “o número dos jovens que gravitam em torno da Igreja é muito reduzido”, afirmando que Jesus “percorreria os caminhos dos jovens e hoje a missão da Igreja consiste em colocar Cristo nesses caminhos”.

“Os caminhos deles não são habitualmente os caminhos da Igreja mas, sem dúvida nenhuma, são os caminhos de Cristo, aqueles por onde Ele andaria se viesse a esta sociedade incrédula e desmotivada de valores”, afirmou

D.  Jorge Ortiga lembrou que os jovens vivem numa sociedade “que quer construir um mundo sem Deus” e onde “o homem se sente perdido”.

“Nesta noite de Páscoa convido cada um de vós a colocar Deus no mundo, para os jovens também se encontrem com Ele e nós próprios sintamos que em Deus está a nossa alegria e a nossa felicidade”, sublinhou.

O arcebispo de Braga lembrou aos jovens que “Cristo Vive” e “tudo o que Ele toca experimenta a vida”. E “só mostrando Cristo vivo”, em todas as pessoas e nas estruturas, é possível fazer com que “os jovens e todas as outras pessoas se encontrem com a luz neste mundo.

D. Jorge Ortiga convidou as 551 paróquias da Arquidiocese de Braga a uma “solicitude especial pelos jovens” para que se “encontrem com Cristo”.

 

Vila Real:

Bispo diocesano incentiva à «multiplicação de sinais»

de proximidade, de solidariedade e fraternidade

 

O bispo de Vila Real apela, na sua mensagem para a Páscoa de 2021, à “multiplicação” de sinais de solidariedade, em particular junto do “irmão mais pobre, doente ou sem-abrigo”.

“Estes tempos difíceis, em que à nossa volta cresce o número de pessoas e famílias com dificuldades várias, a celebração desta Páscoa tem de se expressar na multiplicação de sinais de proximidade, de solidariedade e de autêntica fraternidade”, escreve D. António Augusto Azevedo.

No documento enviado à Agência Ecclesia, o bispo de Vila Real assinala que a Páscoa, mesmo celebrada “debaixo das sombras de uma pandemia”, com as limitações no encontro das famílias e nas festivas exteriores, “não perde nem fica diminuída no seu significado”.

“É uma graça celebrar a Páscoa deste ano, acolher o dom maior da salvação, a promessa de vida e liberdade que Jesus Cristo nos oferece. Dons ainda mais preciosos quando a cultura da vida é questionada, algumas liberdades parecem retroceder e o futuro surge com sombras”, desenvolve.

D .António Augusto Azevedo explica que para todos os membros da Igreja diocesana de Vila Real celebrar esta Páscoa “é uma oportunidade para o encontro com Cristo vivo e ressuscitado”.

“A vivência desta festa com menos sinais exteriores favorece uma celebração mais espiritual do mistério que ela celebra e ajuda a um encontro mais profundo com Cristo”, acrescenta, na mensagem ‘celebrar a Páscoa, encontrar a vida e a liberdade’,

Para o bispo de Vila de Real, a celebração da Páscoa deverá produzir “um forte impacto nas comunidades cristãs” e, em plena pandemia que afetou a vida e atividade das comunidades, seria desejável que se “renovassem as energias espirituais” de todos os seus membros traduzidas num maior entusiasmo e dinamismo pastorais”.

 

 

Évora:

Postulação de D. Manuel Mendes da Conceição Santos

vai ter núcleo museológico

 

A causa da postulação de D. Manuel Mendes da Conceição Santos (1876-1955), na Arquidiocese de Évora, vai abrir um espaço próprio, numa das artérias turísticas da cidade, para aí fazer a sua sede.

“Este espaço é um encontro vivo com D. Manuel Mendes, com os seus objetos, com as suas marcas de santidade que transparecem da sua vida modesta, exigente, da sua atitude orante”, refere à Agência Ecclesia D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora.

O novo espaço vai acolher um museu onde será possível contactar com objetos pertencentes a D. Manuel Mendes da Conceição Santos, ligados à sua e ação pastoral do arcebispo que chegou à cidade alentejana há 100 anos.

D. Francisco Senra Coelho destaca a grandeza espiritual deste antigo arcebispo, uma figura “querida pelo povo, que o evoca como “santo”. “O seu túmulo nos claustros da Sé de Évora é visitado, é rezado, aparecem flores, velas”, indica.

Estes são elementos que, para o atual arcebispo, revelam uma “devoção a D. Manuel Mendes  como intercessor nesta teologia do corpo místico de Cristo”.

A Arquidiocese de Évora assinala este ano o centenário da entrada solene de D. Manuel Mendes da Conceição Santos, que aconteceu a 11 de fevereiro de 1921.

D. Francisco Senra Coelho chama a atenção para “o homem que vai, na proximidade, ao encontro”, em particular do seu clero. “Ele aparecia de surpresa, mas levava um baú com o almoço que depois partilhava com o sacerdote que visitava. Durante a refeição, inteirava-se das suas condições de vida, conhecia cada padre no pormenor da sua história”, relata.

D. Francisco destaca também a atenção especial que D. Manuel Mendes dedicou ao Seminário, apostando num ensino de qualidade.

O trabalho da causa de canonização já concluiu a recolha do arquivo histórico, surgindo a necessidade de criar uma nova comissão “para elaborar o relatório final”.

D. Manuel Mendes da Conceição Santos, nasceu em 1876, no lugar de Pé de Cão, Freguesia de Olaia, Concelho de Torres Novas; entrou no Seminário de Santarém, a 2 de agosto de 1890 como aluno gratuito, por “ser oriundo de uma família economicamente pobre”.

Enviado para Roma, em 1885, formou-se em Teologia Dogmática e Línguas Clássicas, e regressou a Portugal em 1898, sendo nomeado perfeito e professor de Teologia do Seminário de Santarém.

Ordenado presbítero, passou pela Diocese da Guarda como vice-reitor do seminário, foi nomeado bispo de Portalegre pelo Papa Bento XV, onde deu entrada 7 de maio de 1916; quatro anos mais tarde, foi nomeado bispo-coadjutor do arcebispo de Évora, D. Augusto Eduardo Nunes, entrando definitivamente na arquidiocese a 11 de fevereiro de 1921 e ali permanecendo até à sua morte, em 1955.

 

Funchal:

Apresentação do «Catálogo das Obras Impressas nos Séculos XVI-XVIII»

 

O «Catálogo das obras impressas nos séculos XVI – XVIII – A coleção da biblioteca da Cúria Diocesana» foi apresentada, na Cúria da Diocese do Funchal (Ilha da Madeira).

A obra, da autoria de Sofia Bettencourt da Silva, é apresentada pela autora; pelo Bispo do Funchal, D. Nuno Brás, e pelo secretário regional do Turismo e da Cultura, Eduardo Jesus.

De acordo com a autora, este trabalho surge na sequência da elaboração, em 2011, da sua tese de doutoramento que versa as bibliotecas religiosas da Ilha da Madeira no século XVIII.

A obra, prefaciada pelo Bispo Emérito do Funchal, D. António Carrilho, apresenta 876 entradas, divididas “por tipografia portuguesa (30%) e tipografia estrangeira (70%), realça.

Estes exemplares que “formam a coleção do livro antigo da biblioteca da cúria, chegou à Diocese do Funchal pela mão do deão da Sé, António Joaquim Gonçalves de Andrade, que as escolheu no depósito das livrarias dos extintos conventos, para integrar a biblioteca do Seminário do Funchal”, acrescenta.

 

Guarda:

Bispo defende «respeito e valorização» das pessoas

 

O bispo da Guarda disse na homilia da missa comemorativa da Última Ceia, que as pessoas devem ser “respeitadas e valorizadas nas suas competências” e nunca reduzidas “à capacidade produzir”.

“Sejam assistidas nas suas necessidades e motivadas para a participação na vida comunitária, incluindo nas suas decisões”, acrescentou D. Manuel Felício, na Sé da Guarda.

D. Manuel pediu condições “para que esse valor e respetivos carismas possam ser devidamente desenvolvidos e exercidos”. “Temos aqui longo caminho a percorrer”, acrescentou.

D. Manuel Felício identificou “duas grandes tentações” na sociedade de hoje, “o individualismo, raiz da competitividade desenfreada” e a pretensão de “reduzir a vida comunitária a relações de força na luta por interesses”.

Segundo ele, o individualismo “não é caminho” porque “ninguém se salva sozinho” e pretender organizar a vida comunitária “com base na competitividade desenfreada dá mau resultado”.

O bispo da Guarda referiu ainda que o respeito pela natureza obriga a procurar “novas formas de utilizar os bens”, para garantir a sustentabilidade da casa comum no presente, mas também na herança que deve “às gerações futuras”.

 

Lamego:

Município presta homenagem a D. António Francisco dos Santos

 

O município de Lamego prestou uma homenagem a D. António Francisco dos Santos, bispo que faleceu a 11 de setembro de 2017.

A cerimónia constou do descerrar de uma placa evocativa com a inscrição “Os pobres não podem esperar”, situada na rotunda do Centro Escolar de Lamego Nº1, seguindo-se a realização de uma sessão simbólica no auditório deste estabelecimento de ensino com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Lamego, Ângelo Moura, e de diversas autoridades eclesiásticas.

A rotunda do Centro Escolar de Lamego vai acolher “no futuro uma escultura da autoria de Francisco Laranjo, conceituado artista plástico lamecense, em tributo a esta indelével figura de Lamego, do Douro e de Portugal”, refere.

A cerimónia de homenagem a D. António Francisco Santos teve lugar no dia 19 de março, dia em que é assinalado o 16º aniversário da sua ordenação episcopal.

Natural de Tendais, concelho de Cinfães, D. António Francisco dos Santos foi Bispo Auxiliar de Braga, Bispo de Aveiro e Bispo da Diocese do Porto.

Em 2005, foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade de Lamego, a mais alta distinção outorgada por este Município.

 

Leiria-Fátima:

D. António Marto desafia os padres a viver a «fraternidade» eclesial

 

O cardeal de Leiria – Fátima lembrou na celebração da Missa Crismal a importância de “realizar a fraternidade” entre os padres, de promover a “comunhão eclesial” e instigar uma “espiritualidade de comunhão”.

“Esta é fundamental, antes de mais, para realizar a fraternidade do presbitério que deriva do sacramento da ordem e é alimentada pela eucaristia. Ajuda a crescer no acolhimento, na amizade e no apoio recíprocos, no diálogo e na partilha, na oração e no trabalho em equipa. Como será bom que o nosso povo possa dizer dos seus padres o que se dizia dos primeiros cristãos: “Vede como eles se amam”!», afirmou na homilia da celebração a que presidiu esta manhã, na Sé de Leiria.

O cardeal D. António lembrou aos sacerdotes, reunidos para a renovação das promessas sacerdotais, a necessária preparação no ministério que desenvolvem, na pregação mas também no serviço da “unidade e fraternidade das comunidades”.

“Desde logo, devemos ter consciência de que a finalidade da pregação é levar o ouvinte ao encontro com Deus santo e misericordioso. O risco que corremos não é só o da improvisação ou pouca preparação. É transmitir uma palavra sem energia espiritual, de maneira superficial, amorfa, que não chega ao coração dos fiéis, mas se esvazia rapidamente”, registou.

Ao padre, “não lhe basta celebrar só os ritos sagrados; deve também viver a eucaristia em comunhão solidária com todos os que carregam sobre si as pesadas cruzes das suas vidas”.

D. António Marto pediu “paixão pelo seu povo, os mesmos sentimentos de misericórdia, compaixão e ternura, manifestados na vida terrena de Jesus, “«para que todos sejam um» e se amem como irmãos”.

“O padre é, na verdade, um tecedor dos fios de comunhão fraterna num trabalho quotidiano, paciente e perseverante, de acolhimento, de escuta, compreensão, acompanhamento, de cultura de encontro e diálogo entre todos”, lembrou.

“Quem, como o padre, tem um campo de relações tão ricas e belas com crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, doentes, pobres, famílias e feridos da vida? O cuidado de uns pelos outros impõe-se cada vez mais como necessidade pessoal e comunitária para formar comunidades fraternas onde todos se sintam irmãos”, acrescentou.

 

Setúbal:

Diocese disponibiliza serviço telefónico para escutar quem está sozinho e isolado

 

A Diocese de Setúbal lança hoje o serviço telefónico ‘PalavrAmiga’, para ir encontro das pessoas que estão sozinhas e isoladas e ajudar a “novos horizontes de esperança”, todos os dias das 10h00 às 21h00.

“Nós não podemos ficar sozinhos temos que partilhar a vida que Deus nos dá, com as suas dificuldades, mas também com a força que Ele nos dá para as superar”, explica D. José Ornelas, na informação enviada à Agência Ecclesia.

O bispo de Setúbal assinala que é este novo serviço é uma linha de comunicação que “se abre ao diálogo de quem se encontra mais longe, mais isolado”, mas tem desejo de dialogar, de sair, de se encontrar.

O serviço ‘PalavrAmiga’ vai funcionar todos os dias, através do número de telefone 265 529 039 (custo de uma chamada local), entre as 10h00 e as 21h00, de forma “anónima e confidencial”.

Uma variada equipa de voluntários – sacerdotes, religiosos, teólogos, psicólogos, professores e catequistas – vai estar disponível para escutar, mas também dar uma “palavrAmiga na busca de novos horizontes de caminho e de esperança.

A Diocese de Setúbal assinala que se lança “em missão sob a proteção de São José”, numa altura em que Portugal está a entrar numa nova fase de desconfinamento mas a pandemia Covid-19 “continua a condicionar a normal proximidade entre as pessoas”.

Este serviço, acrescenta, “deseja ser” a expressão do “carinho que Deus tem por cada pessoa” e é um complemento telefónico ao apoio que “já é prestado, diariamente, nas paróquias”.

 

Viana do Castelo:

Apostolado da Oração da diocese pede para que reze o Pai-Nosso

 

O Apostolado da Oração da Diocese de Viana apela aos seus membros que “rezem o Pai-Nosso”, às 12h00, desta quinta-feira, inspirando-se no convite, do ano passado, do Papa Francisco.

Com esta iniciativa, que decorreu na data em que liturgicamente se assinala a anunciação do anjo a Maria (nove meses antes do Natal), os cristãos respondem «à pandemia do vírus», afirmou Francisco em 2020.

“Já que temos que manter as distâncias físicas, ao menos unamos o coração uns aos outros e todos ao Coração Misericordioso de Jesus para rezarmos como Ele nos ensinou”, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

 

 

 

 

 

 

 


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