aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

Equador: 53º

Congresso Eucarístico Internacional vai ser neste país

 

O Papa Francisco aprovou a designação da arquidiocese de Quito, no Equador, como a sede do 53º Congresso Eucarístico Internacional a realizar-se no ano 2024.

A Sala de Imprensa da Santa Sé destaca o facrto de esta realização ocorrer por ocasião do 150º aniversário da consagração daquele país ao Sagrado Coração Jesus.

“Este grande encontro eclesial vai manifestar a fecundidade da Eucaristia para a evangelização e a renovação da fé no continente latino-americano”, sublinha o comunicado.

O próximo congresso Eucarístico Internacional está agendado para Budapeste, capital da Hungria, entre os dias 5 e 12 de setembro de 2021, depois de ter ser adiado um ano por causa da pandemia da Covid-19, e tem por tema ‘«Todas as minhas fontes estão em ti» – A Eucaristia: fonte da nossa vida e da nossa missão cristã’ .

O Secretariado Nacional de Liturgia de Portugal acompanha a preparação deste encontro e já disponibilizou um subsídio com as reflexões teológicas e pastorais de preparação para o evento.

 

Estados Unidos da América:

Bispos católicos apelam a «reconciliação racial»

e sublinham que cada vida «importa e é sagrada»

 

A Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) apelou, em comunicado, à “reconciliação racial” do país, depois de o ex-polícia Derek Chauvin ter sido considerado culpado da morte de George Floyd.

Os bispos católicos sublinham que “as injustiças sociais continuam a existir” e os EUA permanecem “profundamente divididos sobre como curar essas iniquidades”.

A morte do afro-americano George Floyd, de 46 anos, aconteceu a 25 de maio de 2020, na sequência da sua detenção pela polícia de Minneapolis.

O júri do julgamento de Derek Chauvin, acusado de matar Floyd considerou, por unanimidade, o ex-polícia culpado de todas as acusações de homicídio.

“A morte de George Floyd destacou e ampliou a profunda necessidade de ver a sacralidade de todas as pessoas, em particular as que foram historicamente oprimidas. Qualquer que seja a sua fase, a vida humana não só interessa, como é sagrada”, escreve a USCCB.

A nota destaca a “a urgente necessidade de reconciliação racial”, para que as questões sejam abordadas “ultrapassando acusações e recriminações, com soluções práticas e não violentas para os problemas diários encontrados nas comunidades”.

Os bispos católicos recordam formas mais subtis de racismo, que “nunca chegam às manchetes” dos jornais, e convidam a reconstruir pacificamente “o que o ódio e a frustração destruíram”.

 

Camarões:

Papa lamenta morte do cardeal Christian Tumi,

referência pela paz nos Camarões

 

O Papa lamentou o falecimento do cardeal Christian Tumi, referência pela paz nos Camarões, que em 2019 recebeu o prémio Nelson Mandela, pelo seu papel na defesa da minoria anglófona no país africano.

O arcebispo emérito de Douala faleceu aos 90 anos de idade.

Francisco recorda, numa mensagem divulgada pelo Vaticano, o cardeal Tumi como alguém que “deixou uma marca indelével na Igreja, bem como na vida social e política do seu país, empenhando-se sempre com coragem na defesa da democracia e na promoção dos direitos humanos”.

O Papa destaca que, mesmo numa idade avançada, o responsável camaronês se manteve “sempre disponível ao serviço da paz e da reconciliação”.

 

Brasil:

Padroeira da Diocese de Petrópolis (Rio de Janeiro)

receberá Coroação Pontifícia

 

Durante as comemorações pelos 75 anos de sua criação, a Diocese de Petrópolis, Rio de Janeiro, recebeu um presente muito especial diretamente do Papa Francisco: a devoção diocesana a Nossa Senhora do Amor Divino será estendida a toda Igreja Católica através da Coroação Pontifícia da imagem, com a data a ser marcada.

Destacando que a Coroação Pontifícia de Nossa Senhora do Amor Divino acontece há exatos 270 anos da inauguração de sua primeira capela em 1751, o Bispo de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, OSB, afirmou que esta é uma grande graça para a igreja diocesana e para toda Igreja no Brasil.

Segundo o Padre Thomas Andrade Gimenez Dias, assessor eclesiástico para Liturgia, a Coroação Pontifícia é um ato no qual uma Imagem de Nossa Senhora, à qual está ligada uma importante devoção, é canonicamente coroada pelo próprio Santo Padre ou por um Bispo delegado por ele, que fará todos os atos em nome e com a autoridade do Papa.

O sacerdote recorda ainda que algumas imagens brasileiras de Nossa Senhora já receberam essa graça do Santo Padre. “Podemos citar a imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 1904; a imagem de Nossa Senhora do Carmo, de Recife, em 1919; a imagem de Nossa Senhora do Pilar, de São João Del Rei, em 1954 e a imagem de Nossa Senhora do Carmo, de Mariana, em 1961”, destacou.

O assessor eclesiástico para Liturgia ressalta ainda que a Coroação Pontifícia é o reconhecimento que o Papa faz de uma devoção Mariana, ligada a uma imagem, venerada em uma região. Com esse ato, aquele título mariano e a sua devoção ficam expandidas para todo o mundo católico.

“Com este reconhecimento pelo Papa Francisco, a Diocese de Petrópolis é incentivada a incrementar a devoção à Santíssima Virgem do Amor Divino, venerada na região de Petrópolis desde 1751”, concluiu.

 

Bangladesh:

Papa enviou mensagem, pelo cinquentenário da sua independência

 

O Papa Francisco pediu à população do Bangladesh que continue próxima das pessoas que “não têm voz”, numa mensagem-vídeo pelos 50 anos da sua independência e 100 anos de nascimento do xeque Mujibur Rahman.

“Peço a todos que continuem o empenho de generosidade e de sensibilização junto aos refugiados, aos mais pobres, aos desfavorecidos e aos que não têm voz”, disse Francisco.

O Papa apresenta-se “como amigo do Bangladesh” e encoraja a população, “especialmente as gerações mais jovens”, a dedicar-se ao trabalho “pela paz e prosperidade para a nobre nação que representam”.

Francisco destaca que o Bangladesh, “um país de beleza natural única”, “é uma nação moderna”, que se esforça por unir “a unidade da língua e da cultura”, com o respeito pelas diversas tradições e comunidades.

O país asiático está a comemorar 50 anos de independência e 100 anos de nascimento do xeque Mujibur Rahman, o ‘Pai da Pátria’, que, segundo o Papa, promoveu uma “cultura de encontro e de diálogo”, por que sabia que só numa sociedade plural e inclusiva “é que se constrói um mundo mais justo e fraterno”.

“Uno-me a todos vocês para agradecer a Deus pelas muitas bênçãos concedidas a Bangladesh ao longo desses anos”, referiu.

Na mensagem, o Francisco lembrou a sua viagem ao Bangladesh, uma visita de quatro dias em novembro de 2017, e referiu que o país “sempre teve um lugar especial no coração dos Papas”, fazendo votos que as boas relações entre a nação e a Santa Sé “continuem a florescer”.

“Da mesma forma, espero que o crescente clima de encontro interreligioso e de diálogo, que testemunhei durante minha visita, continuará a permitir que os crentes expressem livremente suas convicções mais profundas sobre o significado e propósito da vida, contribuindo assim para a promoção dos valores espirituais que são a base segura para uma sociedade pacífica e justa”, desenvolveu, lê-se na mensagem divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Em 2018, o Bangladesh assinalou 500 anos de evangelização, começada por missionários portugueses. O Cristianismo chegou ao país em 1518 pela mão de comerciantes portugueses que se instalaram em Chittagong, tendo este território ficado confiado à Diocese de Cochim e Goa.

 

China:

Católicos chineses estão a construir comunidade em Lisboa

 

A comunidade católica chinesa de Lisboa tem, neste momento, cerca de 50 pessoas a celebrar Missa na igreja de São Tomás de Aquino, no Patriarcado de Lisboa, com vários membros à espera.

Teresa Peng, coordenadora da comunidade, disse à Agência Ecclesia que a sua família começou a estabelecer uma comunidade católica para “todos os chineses conhecerem Cristo” e começarem um “caminho na Igreja e na religião”.

A responsável já esteve com cardeal-patriarca, D. Manuel Clemente, que deu “muito apoio, sugestões e boas perspetivas de futuro” para a comunidade.

Teresa Peng recordou que a sua família, “com uma prática católica há quatro gerações”, chegou a Lisboa, em 2016, não encontrando qualquer estrutura de apoio à comunidade chinesa; neste momento, são cerca de 50 as pessoas que se reúnem e celebram na igreja de São Tomás de Aquino.

A irmã Dominia Shen, missionária Serva do Espírito Santo, chegou a Portugal para estudar, em 2019, com o objetivo de ir em missão no Brasil.

“Quando cheguei não encontrei nenhuma pessoa católica chinesa, perguntei muitas vezes a pessoas da China. Um dia perguntei a um grupo numa rede social e dois minutos depois um senhor respondeu ‘sim’, o meu coração ficou contente e chorei”, recordou, em entrevista ao Programa Ecclesia, emitido hoje na RTP 2.

A missionária adianta que já combinaram com o sacerdote que acompanha a comunidade o regresso às celebrações comunitárias, depois de estarem “separados por causa da pandemia, do confinamento”.

A irmã Dominia Shen explica que organizam a Igreja e “atividades para todas as pessoas”, e também pedem que os católicos chineses sejam informados desta comunidade que os vai receber de braços abertos.

A missionária Serva do Espírito Santo salientou que gostam dos “católicos portugueses” e estão a caminho, para “aprender muitas coisas” com eles, mesmo com a dificuldade da língua.

 

Chile:

deputados descriminalizam eutanásia e suicídio assistido

 

Em 21 de abril, o Chile deu um desastroso passo histórico que conduz à descriminalização da eutanásia.

A Câmara dos Deputados aprovou uma iniciativa de lei que visa permitir que uma pessoa com uma doença terminal e incurável, uma patologia muito dolorosa ou uma doença que provoca sofrimento psíquico, seja ajudada a morrer, se assim o desejar. Não pode ser aplicado a menores.

O projeto de descriminalização da eutanásia foi aprovado, artigo por artigo, pela unanimidade dos 141 deputados presentes na sessão.

Para esta iniciativa de lei ser definitivamente aprovada e levar o Chile a ser o oitavo país a tornar legal a eutanásia, só é necessário agora que ela seja ratificada e aprovada pelo Senado.

O projeto de “morte digna e cuidados paliativos” regulamenta a “assistência médica para morrer” em casos de pessoas que sofrem de doenças “incuráveis, irreversíveis e progressivas”, sem possibilidade de resposta a tratamentos paliativos e com prognóstico de vida limitado.

O contraditoriamente denominado “atendimento médico para morrer” é composto por duas modalidades de inscrição, de acordo com o projeto.

Uma dessas modalidades de inscrição conduz à “eutanásia” praticada por profissional de saúde sob supervisão e ordem médica. A outra trata do “suicídio medicamente assistido” ou a prescrição de uma substância a um paciente, para que ele a auto administre causando sua própria morte. Sempre sob supervisão médica… (JSG)

 

Moçambique:

Bispos alertam para «trágica situação»

da população de Cabo Delgado

provocada por «atos de barbárie»

 

A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) alertou para a crescente “perceção” de “interesses de vária natureza” por trás dos conflitos em Cabo Delgado e lamenta a insegurança e a fome das populações provocados por “atos de barbárie”.

“Deploramos e condenamos todos os atos de barbárie cometidos”, afirmam os bispos moçambicanos numa declaração aprovada na Sessão Plenária que decorreu em meados de abril.

Lastimam a “trágica situação que vive a população de Cabo Delgado” onde as “pessoas indefesas são mortas, feridas e abusadas”, veem os “seus bens pilhados, a intimidade dos seus lares violada, suas casas destruídas e cadáveres de seus familiares profanados” e as pessoas “obrigadas a abandonarem a terra que os viu nascer e onde estão sepultados os seus antepassados”.

Alerta para o facto de que cresce e consolida-se a “perceção de que por de trás deste conflito há interesses de vária natureza e origem, nomeadamente de certos grupos de se apoderarem da nação e dos seus recursos”.

Os Bispos advertem que os recursos da região estão a ser “subtraídos” com “total falta de transparência”, “alimentando a revolta e o rancor”, nomeadamente “no coração dos jovens” e tornam-se “fonte de descontentamento, de divisão e de luto”, quando deveriam ser “postos ao serviço das comunidades locais e tornarem-se fonte de sustento e de desenvolvimento”.

“Reconhecemos que um dos motivos fortes que move os nossos jovens a se deixarem aliciar e a juntarem-se às várias formas de insurgência, desde a criminalidade ao terrorismo, ou também aquela outra insurgência, não menos nociva, do extremismo político ou religioso, assenta na experiência de ausência de esperança num futuro favorável por parte dos nossos jovens”, lembra o episcopado moçambicano.

A CEM refere que, para a maioria dos jovens, “não há oportunidades de se construir uma vida digna”, a sociedade e decisores “ignoram o seu sofrimento e não escutam a sua voz”.

“Como missão da Igreja Católica tem sido sempre nosso compromisso colaborar para o bem da nação, apontando os perigos e esperando sempre que quem tem responsabilidades busque as devidas soluções”, afirma a CEM.

Pedem que “as forças políticas nacionais, as organizações presentes no país, a comunidade internacional” unam esforços e “socorram as populações deslocadas”, criem “mais oportunidades de trabalho e de desenvolvimento para todos” e apelam para que “todos contribuam para a pacificação, protegendo a população, fechando as vias de financiamento à guerra, isolando e travando indivíduos ou grupos que tiram proveito da tragédia de Cabo Delgado”.

 

Japão:

Arcebispo de Tóquio manifesta solidariedade

com a população e a Igreja em Myanmar

 

O arcebispo de Tóquio afirmou que “a paz é o único caminho” numa carta enviada à Conferência Episcopal de Myanmar, e ao cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Rangum, onde manifestou proximidade na oração da arquidiocese nipónica.

“Enquanto renovamos nossa dedicação a Cristo e nos esforçamos para viver uma nova vida em nossa comunidade, rezamos para que o sacrifício e as orações do povo de Myanmar tragam paz e renovação ao país”, escreveu D. Isao Kikuchi, divulga o portal ‘Vatican News’.

Um golpe militar derrubou o Governo de Aung San Suu Kyi na antiga Birmânia, a 1 de fevereiro, acusando a comissão eleitoral do país de não ter posto cobro às “enormes irregularidades” que dizem ter existido nas legislativas de novembro; As forças de segurança têm intensificado o uso de força para dispersar os manifestantes.

O arcebispo de Tóquio expressa “profunda preocupação” pela atual situação que se vive em Myanmar e pelo “impacto que está tendo sobre as pessoas” e manifestou solidariedade com a Igreja em Myanmar, “comprometida em servir os mais fracos e promover a paz para todos”.

“Unidos ao Santo Padre, rezamos para que aqueles que têm autoridade trabalhem com a vontade sincera de servir o bem comum e os direitos humanos e civis fundamentais, de promover a justiça e a estabilidade nacional por uma convivência harmoniosa, democrática e pacífica”, desenvolveu D. Isao Kikuchi, citando o observador permanente da Santa Sé junto à ONU em Genebra, D. Ivan Jurkovic.

O arcebispo de Tóquio recordou que conheceu a realidade da Igreja em Myanmar, na visita que realizou em fevereiro de 2020, quando foi tocado pela profunda fé dos católicos birmaneses.

“Que suas esperanças e aspirações não sejam destruídas. A paz é possível, a paz é o único caminho”, acrescentou, assegurando a oração da comunidade católica de Tóquio.

Numa carta, o Papa Francisco também manifestou “preocupação e amor” por Myanmar e encorajou a Igreja Católica a “empenhar-se no processo de paz”, para além de vários apelos pelo fim da violência..

 

Austrália:

Papa recorda vítimas das inundações

 

O Papa recordou as vítimas das inundações no estado australiano de Nova Gales do Sul, que provocaram milhares de desalojados e elevados danos materiais.

“Estou perto das pessoas e famílias ainda afetadas por esta calamidade, especialmente aquelas que viram as suas casas destruídas, e encorajo aqueles que trabalham nas operações de busca e socorro”, disse, no final da audiência geral transmitida desde a biblioteca do Palácio Apostólico do Vaticano.

Francisco recordou também o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, celebrado nesse dia 2 de março.

“Que esta ocasião favoreça um renovado impulso no tratamento desta doença e uma maior solidariedade com aqueles que dela sofrem. Sobre eles e sobre suas famílias, invoco o conforto do Senhor”, referiu o Papa.

 

Coreia do Sul:

Papa lamentou morte do cardeal Nicholas Cheong Jinsuk

 

O cardeal Nicholas Cheong Jinsuk, arcebispo emérito de Seul, na Coreia do Sul, faleceu, aos 89 anos de idade, depois de uma vida dedicada “à oração para mais fiéis católicos e mais vocações”, informa o Vatican News.

“Foi com tristeza que soube da morte do cardeal, arcebispo emérito de Seul, e ofereço as minhas sinceras condolências e a garantia de minhas orações”, escreveu o Papa, num telegrama enviado ao arcebispo de Seul, D. Andrew Yeom Soo-jung.

No telegrama, Francisco une-se ao arcebispo de Seul “em agradecimento pelos muitos anos de serviço do cardeal Jin-suk à Igreja na Coreia e à Santa Sé”.

“Uno-me a todos que estarão reunidos para a Missa fúnebre solene, recomendando a sua nobre alma ao amor compassivo de Cristo Bom Pastor”, acrescentou o Papa.

O cardeal Nicholas Cheong Jinsuk nasceu em Supyo Dong, perto de Seul, a 7 de dezembro de 1931, numa família católica; Entrou para o Seminário Maior de Song Shin e foi ordenado sacerdote em 18 de março de 1961, os católicos coreanos representavam menos de 1% da população.

O arcebispo emérito de Seul, que também foi administrador apostólico de Pyongyang na Coreia do Norte, faleceu no Hospital St. Mary, na Coreia do Sul, onde recebia tratamento por complicações relacionados com os seus 89 anos de idade, informou a Arquidiocese de Seul.

D. Nicholas Cheong Jinsuk foi criado cardeal pelo agora Papa emérito Bento XVI, no Consistório de 24 de março de 2006, com o título de Santa Maria Imaculada de Lourdes, no bairro Boccea.

O cardeal sul-coreano foi membro do Conselho de Cardeais para o estudo dos problemas organizacionais e económicos da Santa Sé, traduziu livros e compilou uma série de comentários sobre o Direito Canónico, que “foi a primeira do género na Ásia”.

Formado em Direito Canónico, na Universidade Urbaniana de Roma, D. Nicholas Cheong Jinsuk regressou à Coreia e foi nomeado bispo de Cheongju, pelo Papa Paulo VI, a 25 de junho de 1970, tendo sido ordenado dia 3 de outubro do mesmo ano.

Quando foi nomeado existiam seis padres coreanos, 20 padres de Maryknoll, e 22 paróquias sob sua jurisdição pastoral em Cheongju e 28 anos depois, os sacerdotes diocesanos eram 106.

 

Nigéria:

Bandidos matam padre e seis leigos

em ataque a igreja na Nigéria

Kate Holt/ UNICEF /eyevine/EAST NEWS

 

Bandidos matam padre e seis leigos em ataque a igreja na Nigéria, confirmou a diocese de Katsina-Ala, segundo informações reportadas pela agência de notícias ACI África, do grupo católico ACI.

O pe. Ferdinand Fanen Ngugban acabava de celebrar a Missa na igreja de São Paulo no vilarejo de Aye-Twar, no Estado de Benue, quando foi baleado na cabeça por bandidos armados nesta terça-feira, 30 de março.

O sacerdote havia saído da igreja para verificar o que estava ocorrendo enquanto um grupo de pessoas deslocadas por bandos jihadistas tentavam abrigar-se nas instalações da paróquia. Na confusão, os delinquentes dispararam e alvejaram sete pessoas, entre elas o pe. Ferdinand.

Ao informar sobre os preparativos do funeral, o chanceler diocesano pe. Fidelis incentivou os fiéis a rezarem pela alma das pessoas vitimidas pela enésima barbárie perpetrada na Nigéria nos últimos anos:

“Que as almas do pe. Ferdinand Fanen Ngugban e dos seus companheiros descansem em paz”.

O Papa condenou no Vaticano os recentes ataques terroristas no Níger, que provocaram a morte de 137 pessoas, manifestando a sua “dor” perante estes acontecimentos.

“Rezemos pelas vítimas, pelas suas famílias e toda a população, para que a violência sofrida não faça diminuir a confiança no caminho da democracia, da justiça e da paz”, disse, no final da audiência geral que foi transmitida a partir da biblioteca do Palácio Apostólico.

Na sequência do ataque de 15 de março, o exército nigerino enviou reforços para a região de Tillabéri, junto à fronteira com o Mali e Burquina Faso, foco da intervenção de grupos ‘jihadistas’.

 

Suíça:

Faleceu o teólogo suíço Hans Küng

 

teólogo suíço Hans Küng, que participou no Concílio Vaticano II (1962-1965), faleceu aos 93 anos de idade na sua casa em Tubinga, Alemanha.

Padre desde 1954, Hans Küng defendeu a sua tese de doutoramento em Teologia sobre a convergência entre católicos e reformados relativamente à doutrina da Justificação; em 1960, tornou-se professor titular da Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Tubinga e participou no Concílio Vaticano II, como especialista.

O cardeal Walter Kasper, antigo responsável pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé), falou ao jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’, sobre a sua relação com o teólogo suíço, de quem foi assistente entre 1961 e 1964.

“No fundo de seu coração, ele era um católico. Claro que o seu comportamento nem sempre foi assim, mas isso é outra coisa. Ele nunca pensou em deixar a Igreja e isso é muito importante”, aponta.

O cardeal revela que, no fim da vida, Küng teve uma “reaproximação” com o Papa Francisco, que foi informado do agravamento do seu estado de saúde e da sua vontade de “morrer em paz com a Igreja”.

“As diferenças teológicas permaneceram e não foram resolvidas, mas isso já não poderia ser discutido. No plano pastoral e humano, porém, houve uma pacificação”, conclui D. Walter Kasper.

O portal de notícias do Vaticano evoca a vida e obra de Küng, um “crítico da doutrina sobre a infalibilidade papal”, que em 1979 viu revogada a sua licença para ensinar teologia católica.

“Além de dedicar-se ao estudo da história das religiões, em particular as religiões abraâmicas, era conhecido pelas suas posições nos campos teológico e moral, com frequentes críticas em relação a certas questões da doutrina católica”, como o celibato sacerdotal, o sacerdócio feminino, a contraceção ou a eutanásia, sublinha o ‘Vatican News’.

Bento XVI recebeu Küng a 24 de setembro de 2005, numa audiência privada, debatendo o projeto de ‘Weltethos’, do teólogo suíço, que “destaca os valores morais sobre os quais convergem as grandes religiões do mundo”.

 

Guiné-Bissau:

«Último adeus» a D. Pedro Zilli vivido com emoção nas ruas de Bafatá

 

Centenas de pessoas acompanharam, nas ruas de Bafatá o funeral do bispo local, D. Pedro Zilli, missionário brasileiro que morreu aos 66 anos, vítima da Covid-19, na Guiné-Bissau.

O corpo saiu da morgue do Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, para a Catedral de Bafatá, no leste do país africano.

A celebração das exéquias foi presidida por D. José Camnaté Na Bissign, bispo emérito de Bissau, o qual sublinhou que Deus foi o “centro de interesse” na vida do falecido bispo de Bafatá.

D. José evocou D. Pedro Zilli como “servo e pastor, que fez tudo quanto podia para colocar Jesus no centro da sua vida”.

Várias das pessoas que participaram na celebração envergaram uma t-shirt com o lema episcopal do primeiro bispo de Bafatá, ‘O Amor Jamais Passará’ (1Cor 13,8).

“A melhor forma de homenagear D. Pedro, agora, é viver segundo a sua divisa”, disse D. José Camnaté Na Bissign.

A celebração, com limitações impostas pela pandemia, contou com autoridades civis e outras entidades, além de representantes do clero, institutos de vida consagrada e paróquias guineenses.

D. Pedro Zilli faleceu a 31 de março, depois de duas semanas de internamento no Hospital de Cumura.

O primeiro bispo de Bafatá nasceu a 7 de outubro de 1954, em Santa Cruz do Rio Pardo (São Paulo) e foi ordenado sacerdote em janeiro de 1985, seguindo para a Guiné-Bissau, como membro do Pontifício Instituto Missões Exteriores (PIME).

Foi nomeado como bispo da Diocese de Bafatá no dia 13 de março de 2001, por São João Paulo II; a sua ordenação episcopal aconteceu no dia 30 de junho de 2001, no Brasil.

O presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, evocou um bispo que deixa “memórias de dedicação”.

“Os guineenses vão saber honrar a sua memória e reforçar o seu espírito de diálogo, reconciliação e de oração, para que Deus abençoe a Guiné-Bissau”, indicou, em comunicado.

 

Haiti:  

Cinco sacerdotes e duas religiosas foram sequestrados

 

O portal de notícias do Vaticano informou que sete religiosos católicos foram sequestrados por um “grupo criminoso” no Haiti, que pediu um resgate de um milhão de dólares.

A Conferência Episcopal Haitiana apelou à libertação dos cinco sacerdotes, entre eles dois franceses, e duas religiosas, raptadas na região nordeste da capital.

“A nação deve levantar-se para combater estes episódios”, afirmou o padre Gilbert Peltrop, secretário-geral do organismo episcopal.

O Papa referiu-se ao Haiti na sua mensagem da Páscoa de 2021

“O meu pensamento dirige-se de forma especial para vós, queridas irmãs e irmãos haitianos: estou unido e solidário convosco e faço votos de que se resolvam definitivamente os vossos problemas. Rezo por isso, queridos irmãos e irmãs haitianos”, disse.

 

Índia:

Cáritas apela solidariedade internacional

para responder à pandemia que está a «devastar o país»

 

A Cáritas Indiana lançou um “apelo urgente” à comunidade internacional para ajudar a responder à segunda onda da pandemia Covid-19 que está “a devastar o país”.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Caritas Internationalis alerta para o grande número de infeções, mais de 300 mil diárias, que têm colocado o sistema de “saúde de rastos”, sem oxigénio nem medicamentos.

“A situação é deveras terrível. As pessoas vão para os hospitais, os hospitais não têm camas e as pessoas morrem. Os profissionais de saúde e voluntários trabalham 24 horas por dia para conseguir manter a assistência médica”, afirma o padre Paul Moonjely, diretor executivo Caritas Indiana

O responsável pela Cáritas na Índia referiu-se também à saturação de estruturas funerárias, nomeadamente os crematórios, cujos “fornos derreteram devido ao uso excessivo” e as são obrigadas a cremar os corpos em espaços abertos.

O padre Paul Moonjely apela à comunidade internacional para continuar a “apoiar e a rezar” pela Índia, onde já se registaram 18 milhões de casos de Covid-19 desde o início da pandemia.

As ajudas à Cáritas Indiana podem ser enviadas através da Caritas Internationalis nesta ligação.

 

Indonésia:

atentado a bomba durante a Missa de Ramos

 

Estava a decorrer a missa na Catedral do Sagrado Coração de Jesus, na Arquidiocese de Makassar, (Indonésia) na manhã do Domingo de Ramos, quando dois bombistas suicidas (homens-bomba) que se faziam transportar numa motocicleta tentaram entrar no portão principal que dá acesso ao edifício.

A atuação imediata dos seguranças da paróquia evitou que eles se aproximassem mais da Catedral e impediu que a explosão da bomba que traziam consigo ocorresse no interior do templo.

A bomba deflagrou junto à porta da Catedral situada no sul da ilha das Celebes. Ambos os terroristas morreram de imediato, havendo ainda a registar pelo menos 14 feridos entre os funcionários da Igreja que se encontravam no local.

Também o Papa Francisco falou do ataque bombista antes da recitação do Ângelus com que encerrou a celebração do Domingo de Ramos na Basílica de São Pedro, pedindo as orações “por todas as vítimas da violência, em particular pelas do atentado que aconteceu esta manhã na Indonésia, diante da Catedral de Makassar”.

Nos últimos anos, tem havido um aumento de violência contra a comunidade cristã na Indonésia, que é o maior país muçulmano do mundo.

O ataque à catedral de Makassar, na Indonésia, teria sido muito trágico, não fosse o gesto de coragem de um fiel. 

Dois suicidas – um homem e uma mulher – pertencentes a uma rede terrorista tentaram invadir a igreja em uma motocicleta depois de uma explosão. 

De facto, a explosão aconteceu na parte externa da igreja, onde estava a maioria dos fiéis. Vinte pessoas ficaram feridas.

No local, Kosmas Balembang, de 50 anos, estava ajudando a controlar o estacionamento dos carros de quem chegava para a celebração do Domingo de Ramos. Ele viu o casal a chegar. Sentindo que algo estava errado, aproximou-se deles e impediu-os de irem mais longe. Assim, eles foram obrigados a detonar o explosivo do lado de fora da igreja.

Balembang teve queimaduras por causa da explosão. Foi hospitalizado e passa bem. 

O gesto heroico do homem foi uma grande inspiração. O que aconteceu com Balembang foi uma experiência de fé para todos. “A sua história fortalece a crença entre os católicos daqui de que Deus nos protegerá do mal”, disse ele. 

O Ministro para Assuntos Religiosos da Indonésia, Yaqut Cholil Qoumas, elogiou a coragem do católico que impediu o atentado à catedral da Indonésia e assegurou que “sem sua intervenção haveria mais vítimas”.  

 

Albânia:

Cardeal perseguido pelos comunistas

Celebra 65 anos de sacerdócio

 

Sessenta e cinco anos de sacerdócio, alguns deles exercidos em condições extremas: o cardeal albanês Ernest Simoni, de 92 anos, celebrou este marco eclesiástico verdadeiramente excepcional em Florença, Itália, no dia 7 de abril. Ele passou 28 anos como prisioneiro fazendo trabalhos forçados, por não ter aceitado renegar a Cristo e Sua Igreja.

Desde o dia de sua libertação em 1990, e até a chegada da pandemia, ele nunca cessou seu ministério. Nesses anos sempre visitou as paróquias e encontrou-se com fiéis na Albânia, como também na Itália e nos Estados Unidos, onde vivem também muitos grupos da sua terra natal.

Hoje, Simoni é cónego na catedral de Florença, a capital da Toscana. Ele é o único padre ainda vivo que testemunhou a perseguição do regime comunista de Enver Hoxha, que proclamou a Albânia o “primeiro estado ateu do mundo”.

Para dar uma ideia de sua personalidade, lembra o cardeal:

Eu costumava repetir para mim mesmo, e ainda repito: quem sou eu, um homem pobre e pecador, para tomar o corpo de Jesus em minhas mãos? Hoje reafirmo meu amor a Cristo e à Igreja, como tenho procurado fazer todos os dias nestes 65 anos.

Durante esses anos, o homem que brincava de rezar a missa já quando criança, segundo Avvenire, colocou o memorial do sacrifício de Cristo no centro de sua existência. No final de uma celebração eucarística, ele foi preso em sua paróquia de Barbullush, um vilarejo próximo a Scutari, na noite de Natal de 1963.

Ernest Simoni foi preso após a celebração da missa. “Quatro policias levaram-me à força; eles estavam a ponto de quebrar os meus braços”, disse ele.

Ele lembra que foi preso pelas autoridades comunistas porque praticava exorcismos e porque havia celebrado missas em sufrágio do presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy, assassinado no mês anterior. Ele foi preso, torturado e condenado à morte – uma sentença comutada para 25 anos de trabalhos forçados.

Ernest Simoni foi preso após a celebração da missa. “Quatro policias levaram-me à força; eles estavam a ponto de quebrar os meus braços”, disse ele.

Ele lembra que foi preso pelas autoridades comunistas porque praticava exorcismos e porque havia celebrado missas em sufrágio do presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy, assassinado no mês anterior. Ele foi preso, torturado e condenado à morte – uma sentença comutada para 25 anos de trabalhos forçados.

 

Inglaterra:

Arcebispo de Westminster lamenta falecimento do príncipe Filipe

 

O arcebispo de Westminster, cardeal Vincent Nichols, lamentou em comunicado o falecimento do príncipe Filipe, marido da rainha Isabel II, que morreu aos 99 anos.

“Neste momento de tristeza e perda, rezo pelo descanso da alma do príncipe Filipe, o fiel e leal marido de sua majestade a rainha. Rezo pela rainha e por toda a família real”, escreveu o responsável católico.

O cardeal inglês evoca a “presença e caráter” do duque de Edimburgo, “tão cheio de vida e vigor. “Ele foi um exemplo de lealdade inabalável e dever oferecido com alegria. Que descanse em paz”, conclui a mensagem.

O portal de notícias do Vaticano assinala a notícia com uma pequena nota biográfica sobre o príncipe Filipe e os vários encontros que teve com os Papas, desde 1961, quando foi recebido em audiência por São João XXIII.

O último encontro aconteceu em abril de 2014, na Casa de Santa Marta, com o Papa Francisco; o duque de Edimburgo esteve ainda com São João Paulo e Bento XVI.

 

Israel:

Arqueólogos descobriram novos fragmentos bíblicos,

escritos principalmente em grego

 

A Israel Antiquities Authority – Autoridade de Antiguidades de Israel – descobriu novos fragmentos de manuscritos bíblicos com 2 mil anos, escritos principalmente em grego, com passagens dos doze profetas menores, como Zacarias e Naum.

“Depois das grandes descobertas dos anos 40 e 50, especialmente em Qumran e no Deserto da Judeia, nada semelhante tinha sido registado em relação a textos bíblicos. Achados de tamanha importância reacendem a emoção dos pesquisadores”, disse Marcello Fidanzio, professor de Ambiente Bíblico da Faculdade de Teologia de Lugano, ao portal ‘Vatican News’.

A operação de escavação onde descobriram os novos fragmentos de manuscritos bíblicos, que datam de 2 mil anos, escritos principalmente em grego, e fragmentos dos doze profetas menores, em particular Zacarias e Naum, foi conduzida pela Autoridade de Antiguidades de Israel no Deserto de Judá, território que se estende entre o Estado de Israel e a Cisjordânia.

“Estamos diante de pequenos fragmentos, um número limitado de linhas de texto escrito em grego a respeito do Antigo Testamento. Eles são o testemunho do que os estudiosos chamam de fluidez textual, a época em que o texto da Bíblia ainda não era estável e único. Apenas mais tarde, as Escrituras foram canonizadas, determinadas e transmitidas com grande fidelidade aos nossos dias”, desenvolveu Marcello Fidanzio, que é também diretor do Instituto de Arqueologia e Cultura das Terras Bíblicas.

Segundo o professor universitário de Ambiente Bíblico, essas descobertas introduzem num “momento histórico extremamente fascinante”, aquele em que a Bíblia “encontra a sua forma, se constitui”.

“Já havia naquela época, como nos pergaminhos usados na época de Jesus, um grande respeito pelo Nome de Deus, que não era pronunciado. Escreve-lo fazendo recurso a outro alfabeto é uma estratégia do escriba que visa induzir o leitor a concentrar a atenção nessas letras, ou seja, é um ponto do texto que exige grande respeito e sacralidade”, realçou.

O ‘Vatican News’ informa que foi descoberto um esconderijo de moedas raras da época de Bar-Kokhba, líder judeu que, entre 132 e 135, liderou a revolta contra os romanos.

Os arqueólogos encontraram também um esqueleto de uma criança, “envolto em um pano de linho há mais de seis mil anos”, provavelmente do sexo feminino, envolto em um pano e mumificado, e uma grande cesta intacta que remonta há 10.500 anos, provavelmente a mais antiga do mundo.

Marcello Fidanzio explicou que durante as duas revoltas “alguns refugiados encontraram abrigo nas cavernas”, durante as perseguições dos romanos, e esta caverna o “nome dramático” de “Caverna dos Horrores”, onde “morreram de fome e sede cerca de 40 pessoas, entre homens, mulheres e crianças”.

O também diretor do Instituto de Arqueologia e Cultura das Terras Bíblicas assinala que a descoberta de novos fragmentos de manuscritos bíblicos é “uma nova página na história das escavações arqueológicas”.

 

Itália:

Cerimónia de meditação e oração diante do Santo Sudário

 

Na catedral de Turim, em Itália, decorreu, em abril, uma cerimónia de meditação e oração diante do Santo Sudário.

A cerimónia foi transmitida em direto para todo o mundo via satélite pela emissora italiana TV 2000, com intervenções de peritos sobre o tema do Santo Sudário, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

Após as intervenções realizou-se uma cerimónia na catedral de São João Batista, em Turim.

O Santo Sudário encontra-se em Turim desde 1578 e é um “longo lençol funerário onde é possível visualizar as enigmáticas imagens em tonalidade sépia da região ventral e dorsal do corpo de um flagelado e crucificado com todas as características das lesões sofridas por Jesus na paixão”, lê-se.

 

Birmânia:

Papa celebra Missa com comunidade birmanesa que reside em Roma

 

O Santo Padre presidiu em 16 de maio à Missa da solenidade da Ascensão, com a comunidade birmanesa que reside em Roma.

A Eucaristia teve início marcado para as 10h00 locais (menos uma em Lisboa), na Basílica de São Pedro.

Antes, o Papa Francisco tinha apelado à oração pela paz no país asiático, perturbada por um golpe de estado dado pelos militares, depois de eleições livres.

 

Espanha:

Kiko Argüello, fundador do Caminho Neocatecumenal

internado por covid-19

 

21.300 comunidades neocatecumenais em 134 países oferecem orações para que o fundador "supere este momento crítico"

Internado por covid-19 Kiko Argüello, fundador do Caminho Neocatecumenal, nesta Quinta-Feira Santa, 1º de abril de 2021.

Francisco José Gómez Argüello, nome de batismo do pintor Kiko Argüello, testou positivo para o coronavírus há uma semana, de acordo com informações do movimento por ele fundado. Os médicos que o acompanham aconselharam o seu internamento num hospital de Madrid para tratar um início de pneumonia. O estado geral de saúde e a oxigenação do fundador do Caminho Neocatecumenal são considerados bons, mas ele apresentou febre de 38,2º nesta manhã.

Assinado pelo pe. Mario Pezzi e por Ascensión Romero, o comunicado emitido pelo movimento pede que, durante o Tríduo Pascal, os membros das 21.300 comunidades neocatecumenais espalhadas por 134 países ofereçam suas orações para que o fundador “supere este momento crítico e celebre a Páscoa conosco novamente”.

 

Líbano:

Secretariado português da AIS alerta para «crise profunda»

 

A diretora do secretariado português da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) considera que a comunidade cristã “é uma das que mais sofre” no Líbano, país que atravessa uma “crise profunda”.

“A cidade de Beirute, capital do Líbano, ficou completamente devastada depois da explosão de agosto de 2020, mas não se pode baixar os braços”, disse Catarina Martins Bettencourt à Agência Ecclesia.

Os libaneses necessitam “de ajuda” da comunidade internacional e de alguém que “lhes leve esperança”, frisou a responsável.

Em relação à Síria que “está em guerra há dez anos e onde a comunidade cristã tem sofrido imenso”, Paulo Aido, jornalista desta instituição, sublinha que esta guerra “brutalizou o país e transformou-o numa imensa ruína”.

“Calcula-se que nesta década já morreram mais de meio milhão de pessoas e cerca de cinco milhões e meio de sírios abandonaram o país”, precisou.

A Síria caiu na “mais absoluta pobreza” e os cristãos pedem para que “não se esqueçam deles”.

“Está nas nossas mãos ajudar este povo que tem sido tão martirizado”, apela Paulo Aido.

 

Médio Oriente:

Vaticano convida católicos a ajudar comunidades da Terra Santa,

em risco de sobrevivência

 

A Igreja Católica promoveu a Coleta de Sexta-feira Santa, em favor dos católicos que vivem em Israel, Palestina e outros 11 territórios, particularmente atingidas pela falta de peregrinações por causa da pandemia.

“Em 2020 os cristãos daquelas terras sofreram um isolamento que os fez sentir ainda mais distantes, separados do contacto vital com os irmãos provenientes de vários países do mundo”, alerta o cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais (Santa Sé), numa carta enviada aos bispos de todo o mundo.

O apelo em favor destas comunidades sublinha que muitas pessoas perderam o seu trabalho, devido à ausência de peregrinos, tendo dificuldade em “viver dignamente”.

Noutros países, a “persistência da guerra e das sanções agravaram os efeitos da pandemia”, acrescenta o colaborador do Papa.

A carta destaca a importância da ‘colecta pro Terra Sancta 2021’, no atual cenário.

“Se diminuir este pequeno gesto de solidariedade e de partilha (São Paulo e São Francisco o chamariam de “restituição”) será ainda mais difícil para tantos cristãos daquelas terras de resistir à tentação de deixar o próprio país, será difícil manter as paróquias na sua missão pastoral, e continuar a obra educativa através das escolas cristãs e o empenho social a favor dos pobres e dos que sofrem”, assinala o cardeal Sandri.

Esta recolha anual de donativos serve como principal fonte de sustento para os Lugares Santos e apoio às comunidades eclesiais do Médio Oriente.

O montante, que em 2020 se aproximou dos 10 milhões de dólares, permite desenvolver “atividades de solidariedade, a manutenção de estruturas pastorais, educacionais, assistenciais, de saúde e sociais”.

Os territórios que beneficiam desta coleta são Jerusalém, Palestina, Israel, Jordânia, Chipre, Síria, Líbano, Egito, Etiópia, Eritreia, Turquia, Irão e Iraque.

 

Filipinas:

Papa assinalou 500 anos de evangelização

com Missa na Basílica de São Pedro

 

O Papa presidiu no Vaticano a uma Missa pelos 500 anos de evangelização das Filipinas, na Basílica de São Pedro, evocando a chegada do Cristianismo ao arquipélago, na viagem de Fernão de Magalhães.

Na celebração com migrantes filipinos em Roma, Francisco deixou uma mensagem de agradecimento à população do país asiático – que tem o terceiro número mais alto de católicos no mundo – pelo seu trabalho de evangelização em todo o mundo.

“Recebestes a alegria do Evangelho: Deus amou-nos tanto que deu o seu Filho por nós. E esta alegria pode ser vista no vosso povo, pode ser vista nos vossos olhos, nos vossos rostos, nos vossos cantos e orações. Quero agradecer-vos pela alegria que levais ao mundo inteiro e às comunidades cristãs”, disse, na homilia da Eucaristia.

O Papa recordou, em particular, os milhares de migrantes filipinos que levam a fé cristã a todo o mundo, “através de um serviço humilde e escondido, corajoso e perseverante”.

“Quero exortar-vos a não parar com a obra de evangelização, que não é proselitismo. O anúncio cristão que recebestes deve ser sempre levado aos outros, o Evangelho da proximidade de Deus pede para ser expresso no amor pelos irmãos”, referiu Francisco.

                    O logótipo das comemorações dos 500 anos de evangelização das Filipinas representa a cruz plantada pelo navegador português Fernão de Magalhães na ilha de Cebu.

Em julho de 2020, a imagem do ‘Santo Niño’, o mais antigo e um dos mais venerados ícones religiosos nas Filipinas, ficou destruída durante um incêndio que atingiu a igreja onde se encontrava, em Manila.

A pequena imagem do Menino Jesus foi uma oferta de Fernão de Magalhães aos primeiros católicos do arquipélago.

 

Venezuela:

Papa saúda beatificação de José Gregorio Hernández,

médico venezuelano conhecido pela sua dedicação aos pobres

 

O Papa saudou no Vaticano a beatificação José Gregorio Hernández (1864-1919), médico venezuelano conhecido pela sua dedicação aos pobres, que se celebrou em Caracas.

Francisco elogiou um “médico cheio de ciência e de fé” que, como “bom samaritano”, soube reconhecer “o rosto de Cristo” nos doentes, com “caridade evangélica”.

“Que o seu exemplo nos ajude a cuidar de quantos sofrem, no corpo e no espírito”, disse aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, após a recitação da oração do ‘Regina Caeli’, pedindo um aplauso para o novo beato.

O médico, já conhecido pela população venezuelana como santo, cuidou de vários doentes durante a pandemia de febre espanhola e acabaria por morrer atropelado, quando se deslocava a uma farmácia para comprar medicação para uma idosa.

Francisco tinha enviado uma mensagem à população da Venezuela, antes da celebração, com votos de paz e reconciliação.

“Precisamos sempre da reconciliação, da mão estendida”, realçou, manifestando o seu desejo de visitar o país.

Rezo para que, todos juntos, possamos recuperar aquela Venezuela na qual todos sabem que têm um lugar, na qual todos podem encontrar um futuro. E peço ao Senhor que nenhuma intervenção externa vos impeça de percorrer esse caminho de unidade nacional”.

A mensagem lamenta o impacto da pandemia, que também limitou a celebração do povo venezuelano nesta beatificação, convidando todos a seguir o “exemplo de serviço altruísta” do médico dos pobres, reconhecendo os outros “como iguais, como irmãos, como filhos da mesma pátria”.

“Acredito sinceramente que este momento de unidade nacional, em torno da figura do médico do povo, constitua um momento especial para a Venezuela e exige ir mais longe, dando passos concretos em favor da unidade, sem se deixar vencer pelo desânimo”, acrescentou.

 

França:

Papa vai anunciar data da canonização de Charles de Foucauld

 

O Papa Francisco anunciou a data da canonização do beato Carlos de Foucauld, religioso francês que foi assassinado em 1916, na Argélia, no dia 3 de maio, no consistório público, às 10h00 (menos uma hora em Lisboa).

O beato Carlos de Foucauld foi morto aos 58 anos, por um grupo armado no Saara argelino, a 1 de dezembro de 1916.

O religioso francês, que ficou conhecido como o “irmão universal” pela sua vivência como monge eremita, no deserto do Saara, em respeito pelas outras religiões, foi beatificado a 13 de novembro de 2005, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, pelo cardeal português D. José Saraiva Martins, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé), no pontificado de Bento XVI.

“Um homem que venceu tantas resistências e deu um testemunho que fez bem à Igreja. Peçamos que nos abençoe do céu e nos ajude a caminhar nos caminhos de pobreza, contemplação e serviço aos pobres”, referiu Francisco no centenário da morte de Carlos de Foucauld.

Nascido em Estrasburgo (França), a 15 de setembro de 1858, o religioso empreendeu em 1883 uma expedição no deserto de Marrocos que lhe valeu a medalha de ouro da Sociedade de Geografia; converteu-se ao catolicismo em 1886 e foi ordenado sacerdote em 1901 em Viviers, tendo decidido partir para Beni-Abbès, no deserto argelino, perto da fronteira com Marrocos.

Acompanhou militares pelas montanhas do Hoggar, junto dos Tuaregues, um povo nómada e hostil aos franceses; em 1909 regressa a Tamanrasset onde fica até à sua morte, apesar da instabilidade provocada pela I Guerra Mundial; foi sequestrado por um grupo de rebeldes e assassinado (1 de dezembro de 1916) por um grupo de tuaregues senussi.

A sua vida deu origem a dez congregações religiosas, entre as quais as fraternidades dos Irmãozinhos e Irmãzinhas de Jesus, criadas depois da sua morte.

 

Paquistão:

Seguranças, armas e detentores de metais

procuram proteger igrejas e pessoas

 

William Arif Khan, responsável por equipas de segurança nas igrejas do Paquistão, disse que todos têm “medo dos terroristas”, por isso, têm seguranças, armas, detentores de metais, para proteção das pessoas na catedral do Sagrado Coração de Lahore.

Em informação recorda que explosões de bombas nas igrejas causaram “mais de uma centena de mortos”, na última década, em Quetta, Lahore ou Peshawar, falando numa “crescente onda de intolerância para com os cristãos”.

Neste contexto, “não é estranho ver seguranças, por vezes até armados”, nas principais igrejas no Paquistão durante as celebrações religiosas, onde muitos são voluntários e desempenham “um trabalho essencial na prevenção de eventuais ataques terroristas”.

“A nossa fé diz-nos que Deus não nos vai desiludir. Portanto, executamos os nossos deveres com total paixão e evitamos o pensamento negativo”, realça William Arif Khan.

O responsável explica que os voluntários “estão equipados com detentores de metais”, para prevenir a entrada de pessoas com armas ou de objetos que possam ser usados em possíveis ataques.

Para uma maior eficácia do trabalho destes voluntários prevê-se a criação de equipas femininas.

Os elementos das forças de segurança também são destacados para as igrejas nas Eucaristias festivas da Páscoa, Natal e Ano Novo, e os templos têm mecanismos para controlar as entradas das pessoas, como “portões de passagem”.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre recorda que o arcebispo de Lahore, D. Sebastian Shaw, lamentou que igrejas e escolas cristãs tenham de se proteger como se fossem “prisões”.

“Temos de estar em alerta, porque estes grupos radicais vão e vêm, como num jogo do gato e do rato. Viver neste ambiente é muito difícil”, explicou o arcebispo, em 2018, quando esteve em Portugal a convite da AIS.

 

República Democrática do Congo:

Igreja alerta para «ameaça crescente» de milícias islâmicas (c/vídeo)

 

Os bispos católicos da República Democrática do Congo (RDC) alertaram para a “ameaça crescente” de milícias islâmicas no país, especialmente na região leste.

Num comunicado divulgado pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), os Bispos falam na situação de insegurança como uma “verdadeira crise”, e dizem temer pelo desenvolvimento do país enquanto a região “permanecer sob o controlo dos predadores”.

Uma delegação de bispos da RDC, acompanhada por representantes da Associação das Conferências Eclesiásticas da África Central, visitou as províncias do Kivu do Norte e de Ituri, no mês de janeiro.

Os responsáveis católicos afirmam que há indícios de “uma estratégia profunda” para a “islamização da região”, e que isso se refletirá a longo prazo na estabilidade política do país.

Segundo o comunicado, as milícias têm vindo a promover “a ocupação da terra, a exploração ilegal de recursos naturais, o autoenriquecimento gratuito e a Islamização da região sem respeito pela liberdade religiosa”.

Em Butembo-Beni, na província do Kivu do Norte, houve mais de 6 mil mortos desde 2013, e em Bunia mais de 2 mil, só no ano de 2020.

No Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, publicado pela Fundação AIS a 20 de abril, a República Democrática do Congo está classificada como um país que enfrenta “sérios desafios devido à pobreza, corrupção, debilidade das estruturas estatais, elevados níveis de insegurança e surtos de ébola e da pandemia do coronavírus”.

 

Polónia:

Seminarista canceroso é ordenado sacerdote

no quarto de um hospital

 

O seminarista Michel Los, da congregação dos Filhos da Divina Misericórdia, foi diagnosticado com um grave tipo de cancro e, segundo os médicos, está em fase terminal.

Devido ao estado de saúde crítico, a comunidade à qual ele pertence correu contra o tempo para realizar o sonho do jovem de 31 anos: tornar-se padre.

Michel fez os votos perpétuos no quarto de um hospital militar de Varsóvia, na Polônia. No outro dia, recebeu simultaneamente as ordenações diaconal e sacerdotal pelas mãos do bispo auxiliar de Varsóvia, dom Marek Solarczyk.

Isso só foi possível porque o Papa Francisco concedeu permissões e dispensas especiais para que as ordenações acontecessem na mesma cerimónia.

 

Síria:

«Começa a faltar o pão» e outros bens de primeira necessidade,

alerta religiosa portuguesa

 

A irmã Maria Lúcia Ferreira, religiosa portuguesa que vive na Síria, alerta para as dificuldades que pessoas enfrentam no dia-a-dia num país em guerra há 10 anos, nomeadamente o acesso a bens de primeira necessidade como o pão.

“Começa a faltar o pão. Há muita gente que sobrevivia porque o governo tabelou o preço muito baixo para que todos pudessem ao menos comer pão. O preço continua baixo, relativamente baixo mas o pior é que começa a não haver para todos”, disse a irmã Maria Lúcia Ferreira ao Secretariado português da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Na informação enviada à Agência Ecclesia pela AIS, a religiosa da Congregação das Monjas de Unidade de Antioquia explica que é preciso “esperar quatro dias para se ter um saco de pão”, com “oito pães achatados”, e uma grande família “não pode subsistir assim”.

Assinalam-se 10 anos do início da guerra na Síria, a 15 de março de 2011, e, segundo dados do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), quase 5,6 milhões de habitantes fugiram para outras partes do mundo, enquanto 6,6 milhões de sírios estão deslocados no seu próprio país.

“O pior de tudo são os preços que aumentam, aumentam, aumentam… Uma das grandes culpas é a situação do Covid-19, a segunda grande culpa é das sanções económicas à Síria. Sanções criminosas para o povo que não afetam tanto o governo. É o povo que paga”, explicou a irmã Maria Lúcia Ferreira.

A religiosa portuguesa refere que por causa da destruição da guerra e com a economia paralisada pelas sanções económicas o ‘mercado negro’ ganha força.

“O mercado negro do dólar dentro do país é uma grande dificuldade. O governo tem tentado resolver isso e é muito difícil, se coloca alguns na prisão, outros aparecem, e as pessoas já dizem que nós vamos ficar como a Venezuela. É a mesma coisa”, acrescentou.

A irmã Maria Lúcia Ferreira alerta também que por todo o país há falhas no fornecimento de eletricidade, e acontece o mesmo com os combustíveis, “como o mazut [para o aquecimento] e a gasolina”, que são racionados, para além de ser “muito difícil encontrar gás para cozinhar”.

 

Sudão do Sul:

Bispo eleito é atacado por homens armados

 

O bispo-eleito de Rumbek, Sudão do Sul, D. Christian Carlassare, foi ferido a tiro, de madrugada, por dois homens armados que o atacaram com três balas nas duas pernas e fugiram.

O novo bispo de Rumbek é missionário Comboniano e foi nomeado bispo a 08 de março e a sagração episcopal está marcada para 23 de maio, domingo de Pentecostes, anuncia o site dos missionários Combonianos.

O padre Andrea Osman, do clero de Rumbek, disse à ACI-Africa que dois homens armados atacaram o bispo-eleito “com três balas nas duas pernas e fugiram”, mas “não se conhece o motivo do ataque”.

O missionário Comboniano foi assistido no hospital de CUAMM, uma ONG católica italiana, em Rumbek, “onde recebeu uma transfusão de sangue”, e o padre Louis Okot, superior provincial dos Combonianos naquele país, disse que “está fora de perigo e aguarda um avião para ser evacuado para Juba”.

O bispo eleito de Rumbek tem 43 anos, trabalha no Sudão do Sul desde 2005, dedicou-se “à evangelização do povo Nuer, o inimigo declarado da etnia Dinka, maioritária em Rumbek”.

“O complexo da CUAMM fica perto da casa de D. Christian Carlassare e os voluntários ouviram os tiros e correram, imediatamente, encontrando o D. Christian ferido nas pernas por alguns tiros e ajudaram-no e levaram-no ao hospital da cidade no Sudão do Sul”, refere a o órgão de comunicação social Avvenire.

Consciente e sofredor, D. Christian telefonou diretamente à família para os informar e disse ao responsável dos Missionários Combonianos em Itália: “Reze não tanto por mim, mas pelo povo de Rumbek que sofre mais do que eu”.

O padre Christian tornou-se, aos 43 anos, o “mais jovem bispo italiano no mundo da jovem diocese de Rumbek”.

 

Timor-Leste:

Missionário português

alerta para necessidades da população em Tibar

 

Frei Pedro de Sousa, missionário português em Timor-Leste, alertou para as necessidades da população timorense em Tibar, a oeste da capital, no município de Liquiçá, nos bairros onde estão “os pobres dos mais pobres”.

O religioso capuchinho relatou hoje à Agência Ecclesia o impacto das enchentes do início de abril, após a chuva “torrencial ininterrupta assustadora” na Páscoa (4 de abril), que isolou esta população.

“A estrada que liga Tibar a Díli tinha ruído completamente, ficou isolada de Díli e de outras mais populações e lugares próximos”, recordou o missionário.

O sacerdote português contextualiza que, na véspera da Páscoa, “ninguém” saiu de casa com a “chuva torrencial ininterrupta assustadora”; no dia seguinte, um grupo de consagrados timorenses e portugueses foi “acolher os inúmeros pedidos de ajuda” dos bairros próximos do convento de São Francisco da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

Frei Pedro de Sousa adianta também que, os frades Capuchinhos, fizeram um levantamento porta a porta, na semana depois da Páscoa, para referenciar as pessoas “mais afetadas” pelas cheias e elaborarem uma “lista mais justa e equitativa”.

“As necessidades são ao nível dos alimentos, roupas de criança e de adultos, calçado, colchões, lençóis, materiais de cozinha, manuais e material escolar”, exemplifica.

No dia de Páscoa, os consagrados encontraram muros derrubados, arvores caídas, “lama por todo o lado”, animais mortos e “gado solto” mas “o pior” eram as pessoas nos telhados de zinco, “na esperança que alguém os pudesse auxiliar”.

Segundo o missionário português, quando chegaram aos bairros, onde estão “os pobres dos mais pobres”, começaram por retirar a lama e “tentar aproveitar tudo o que se podia” mas “as casas estavam todas inabitáveis”.

Neste contexto, destaca a mobilização solidária das pessoas – as Irmãs Escravas da Eucaristia, as Irmãs Concepcionistas, as Irmãs do Sagrado Coração, muitos timorenses – para limpar as casas.

Um jovem casal português que “perdeu praticamente tudo” teve “vários gestos de ajuda”, como levar “um enorme contentor de água” a pessoas que “não tinham nem eletricidade nem água”.

As ordens e congregações religiosas também começaram a apoiar na alimentação, com “uma porção de arroz e outros alimentos” para distribuir pelas pessoas.

 

Venezuela:

Conferência Episcopal pede ajuda internacional para vacinação da população

 

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) pediu ajuda da comunidade internacional para a vacinação contra a Covid-19, sublinhando a “grave crise” que atinge a população do país sul-americano.

“Pedimos às nações do mundo e aos organismos multilaterais que se ocupam da distribuição das vacinas que deem os passos certos para colaborar com o nosso povo, permitindo o envio das vacinas sem que isso implique um pesado fardo para nossa nação, atingida por uma grave crise desde há vários anos”, refere uma comunidade dos bispos católicos, divulgado esta quinta-feira.

A CEV destaca que a população “tem direito a ser devidamente atendida, tanto na prevenção como nos cuidados médicos necessários”.

“É uma urgência que deve ser enquadrada no apelo à prática do mandamento do amor fraterno”, destacam os bispos.

“Não podemos esperar mais”, indicam os responsáveis, defendendo que a vacinação seja realizada “sem exceção ou discriminação”.

A CEV dirige-se às autoridades sanitárias e entidades públicas e privadas da Venezuela, pedindo que pensam “no bem das pessoas que devem servir”.

 

Vietname:

Formação de leigos, beatificação dos primeiros missionários é o  temas dos bispos

 

 Os 25 bispos e arcebispos de 25 dioceses vietnamitas, incluindo ainda o cardeal Peter Nguyen Van Nhon, arcebispo emérito de Hanói, estiveram reunidos de 12 a 16 de abril em Nha Trang.

Antes da sessão, os prelados receberam uma mensagem do representante pontifício não residente no Vietnã, Dom Marek Zalewski, que não pôde comparecer ao encontro devido às restrições devidas à Covid-19.

Dom Zalewski exortou os prelados a encontrar planos pastorais que possam ajudar os católicos a permanecerem fiéis ao amor de Deus, apesar deste momento difícil marcado pela pandemia.

Entre as iniciativas neste sentido, destinadas à formação dos leigos, a assembleia decidiu que, por ocasião do Ano de São José que se iniciou no dia 19 de março, todas as paróquias do país celebrarão todas as quartas-feiras, até 8 de dezembro de 2021, Missas e devoções especiais ao Esposo da Virgem Maria.

Além disso, os fiéis vietnamitas serão exortados a rezar com especial fervor a São José para invocar a sua proteção sobre a Igreja universal e local.

O bispo Dom Joseph Nguyen Duc Cuong, de Thanh Hoa, responsável pela Comissão Justiça e Paz, anunciou um programa especial de capacitação sobre a Doutrina Social da Igreja para ajudar os fiéis leigos a testemunhar o Evangelho na sociedade.

Já a Comissão Episcopal para a Evangelização, que tem à sua frente Dom Alfonse Nguyen Huu Long, anunciou que está preparando a organização de um encontro nacional sobre o tema “Anunciar a Boa Nova”, em colaboração com a Diocese de Long Xuyen.

Durante os trabalhos, os bispos também quiseram expressar a gratidão da Igreja vietnamita aos missionários que levaram o Evangelho ao Vietnã, acelerando o processo de beatificação dos primeiros dois bispos do país: o francês Dom Lambert de la Motte, fundador da Sociedade para as Missões Estrangeiras de Paris (MEP), e Dom François Pallu, bispos dos vicariatos da Cochinchina e Tonkin erigidos em 1659.

Os bispos dedicaram uma Missa especial a Dom La Motte para comemorar sua primeira visita pastoral às paróquias de Nha Trang, que teve lugar em 16 de abril de 1671 e que lançou as bases para o desenvolvimento da Igreja Católica no Vietnã.

Por fim, estava na ordem do dia a causa de beatificação de Dom Jean Cassaigne (1895-1973), bispo de Saigon, que dedicou sua vida aos leprosos das minorias étnicas da região de Di Linh.

 


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