Ascensão do Senhor

DIa MUndial Das comunicações sociais

16 de Maio de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aclamai Jesus Cristo – J. F. Silva, NRMS, 65

cf. Actos 1, 11

Antífona de entrada: Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu? Como vistes Jesus subir ao céu, assim há-de vir na sua glória. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos a Ascensão gloriosa de Jesus ao Céu, a glorificação da Sua Humanidade Santíssima. Aclamemo-Lo cheios de alegria, recordando que continua vivo no meio de nós na Eucaristia. Foi e ficou. Só Ele o podia fazer.

 

Esta presença viva do Senhor anima-nos a purificar-nos para podermos estar com Ele e participar verdadeiramente nesta festa.

 

Oração colecta: Deus omnipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: S.Lucas no livro dos Actos dos Apóstolos, em que relata os primeiros tempos da Igreja, começa narrando a Ascensão do Senhor ao Céu. Meditemos neste acontecimento tão importante na vida de Jesus e da Igreja.

 

Actos 1,1-11

1No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio 2até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. 3Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. 4Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da Qual – disse Ele – Me ouvistes falar. 5Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». 6Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?» 7Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; 8mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». 9Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. 10E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, 11que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».

 

Lucas começa o livro de Actos com a referência ao mesmo facto com que tinha terminado o seu Evangelho; a Ascensão desempenha assim na sua obra um papel de charneira, pois assinala tanto a ligação como a distinção entre a história de Jesus, que se realiza aqui na terra (o Evangelho), e a história da Igreja que então tem o seu início (Actos).

3 «Aparecendo-lhes durante 40 dias». Esta precisão do historiador Lucas permite-nos esclarecer algo que no seu Evangelho não tinha ficado claro quanto ao dia da Ascensão, pois o leitor poderia ter ficado a pensar que se tinha dado no dia da Ressurreição. A verdade é que a Ascensão faz parte da glorificação e exaltação de Jesus; por isso S. João parece pretender uni-la à Ressurreição, nas palavras de Jesus a Madalena (Jo 20,17), podendo falar-se duma ascensão invisível na Páscoa de Jesus, sem que em nada se diminua o valor do facto sucedido 40 dias depois e aqui relatado, a Ascensão visível de Jesus, que marca um fim das manifestações visíveis aos discípulos, «testemunhas da Ressurreição estabelecidas por Deus». A Ascensão visível engloba também uma certa glorificação acidental do Senhor ressuscitado, «pela dignidade do lugar a que ascendia», como diz S. Tomás de Aquino (Sum. Theol., III, q. 57, a. 1). Há numerosas referências à Ascensão no Novo Testamento: Jo 6,62; 20,17; 1Tim 3,26; 1Pe 3,22; Ef 4,9-10; Hbr 9,24; etc.. Mas a Ascensão tem, além disso, um valor existencial excepcional, pois nos atinge hoje em cheio: Cristo, ao colocar à direita da glória do Pai a nossa frágil natureza humana unida à sua Divindade (Cânon Romano da Missa de hoje), enche-nos de esperança em que também nós havemos de chegar ao Céu e diz-nos que é lá a nossa morada, onde, desde já, devem estar os nossos corações, pois ali está a nossa Cabeça, Cristo.

4 «A Promessa do Pai, da qual Me ouvistes falar». Na despedida da Última Ceia, Jesus não se cansou de falar aos discípulos do Espírito Santo: Jo 14,16-17.26; 16,7-15.

5 «Baptizados no Espírito Santo», isto é, inundados de enorme força e luz do Espírito Santo, cheio dos seus dons, dez dias depois (cf. Act 2,1-4).

8 «Minhas Testemunha em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra». Estas Palavras do Senhor são apresentadas por S. Lucas para servirem de resumo temático e estruturante do seu livro de Actos. O que nele nos vai contar ilustrará como a fé cristã se vai desenvolver progressivamente seguindo estas 3 etapas geográficas: Jerusalém (Act 2 – 7); Judeia e Samaria (8 – 12); até aos confins da Terra (13 – 28).

 

Salmo Responsorial    Sl 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R. 6)

 

Monição: Com o salmo 46 vamos aclamar a Jesus, Senhor do Universo.

 

Refrão:        Por entre aclamações e ao som da trombeta,

                     ergue-Se Deus, o Senhor.

 

Ou:               Ergue-Se Deus, o Senhor,

                     em júbilo e ao som da trombeta.

 

Ou:               Aleluia

 

Povos todos, batei palmas,

aclamai a Deus com brados de alegria,

porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,

o Rei soberano de toda a terra.

 

Deus subiu entre aclamações,

o Senhor subiu ao som da trombeta.

Cantai hinos a Deus, cantai,

cantai hinos ao nosso Rei, cantai.

 

Deus é Rei do universo:

cantai os hinos mais belos.

Deus reina sobre os povos,

Deus está sentado no seu trono sagrado.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo fala-nos de Cristo glorificado pelo Pai na Sua Humanidade Santíssima depois da humilhação da cruz, para nos salvar. Ele é Cabeça da Igreja, que é o Seu Corpo Místico.

 

Efésios 1,17-23

Irmãos: 17O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de luz para O conhecerdes plenamente 18e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos 19e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim o mostra a eficácia da poderosa força 20que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, 21acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir. 22Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, 23que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.

 

Neste texto temos um dos principais temas da epístola: a Igreja como Corpo (místico) de Cristo. A Igreja é a plenitude de Cristo, «o Cristo total» (S. Agostinho). A Igreja recebe da sua Cabeça, Cristo, não só a chefia, mas o influxo vital, a graça; com efeito, ela vive a vida de Cristo. Jesus sobe ao Céu, mas fica presente no mundo, na sua Igreja.

17 «O Deus de N. S. J. Cristo». «O Pai é para o Filho fonte da natureza divina e o criador da sua natureza humana: assim Ele é, com toda a verdade, o Deus de N. S. J. C.» (Médebielle). «O Pai da glória», isto é, o Pai a quem pertence toda a glória, toda a honra intrínseca à sua soberana majestade. «Vos conceda um espírito», o mesmo que um dom espiritual. Não se trata do próprio Espírito Santo; dado que não tem artigo em grego, trata-se, pois, de uma graça sua.

20-23 Temos nestes versículos a referência a um tema central já tratado em Colossenses: a supremacia absoluta de Cristo, tendo em conta a sua SS. Humanidade, uma vez que pela divindade é igual ao Pai. A sua supremacia coloca-O «acima de todo o nome», isto é, acima de todo e qualquer ser, qualquer que seja a sua natureza e qualquer que seja o mundo a que pertença. Mas agora a atenção centra-se num domínio particular de Cristo, a saber, na sua Igreja, da qual Ele é não apenas o Senhor, mas a Cabeça. A Igreja é o «Corpo de Cristo»; ela é o plêrôma de Cristo (v. 23), isto é, o seu complemento ou plenitude: a igreja é Cristo que se expande e se prolonga nos fiéis que aderem a Ele. (Alguns autores preferem entender o termo plêrôma no sentido passivo: a Igreja seria plenitude de Cristo, enquanto reservatório das suas graças e merecimentos que ela faz chegar aos homens).

23 «Aquele que preenche tudo em todos». A acção de Cristo é sem limites, especialmente na ordem salvífica; a todos faz chegar a sua graça, sem a qual ninguém se pode salvar. No entanto, é mais corrente preferir, com a Vulgata, outro sentido a que se presta o original grego: a Igreja é a plenitude daquele que se vai completando inteiramente em todos os seus membros. Assim, a Igreja completa a Cristo, e Cristo é completado pelos seus membros (é uma questão de entender como passivo, e não médio, o particípio grego plêrouménou, de acordo com o que acontece em outros 87 casos do N. T.).

 

Pode utilizar-se outra, como 2ª leitura:

Hebreus 9,24-28; 10,19-23

24Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. 25E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no santuário, com sangue alheio; 26nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. 27E como está determinado que os homens morram uma só vez – e a seguir haja o julgamento –, 28assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem aparência de pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam. 19Tendo nós plena confiança de entrar no santuário por meio do sangue de Jesus, 20por este caminho novo e vivo que Ele nos inaugurou através do véu, isto é, o caminho da sua carne, 21e tendo tão grande sacerdote à frente da casa de Deus, 22aproximemo-nos de coração sincero, na plenitude da fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado na água pura. 23Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel.

 

A leitura é respigada do final da primeira parte de Hebreus, em que o autor sagrado expõe a superioridade do sacrifício de Cristo sobre todos os sacrifícios da Lei antiga (8,1 – 10,18). Aqui Jesus é apresentado como o novo Sumo Sacerdote da Nova Aliança, em contraste com o da Antiga, que precisava de entrar cada ano – «com sangue alheio» –, no dia da expiação (o Yom Kippur: cf. Ex 16) «num santuário feito por mãos humanas», ao passo que Jesus entra «no próprio Céu» (v. 24), não precisando de o fazer cada ano – «muitas vezes» (v. 25-26) –, pois, «uma só vez» bastou «para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo» (v. 26), por meio do seu próprio Sangue. Como habitualmente, o autor aproveita a exposição doutrinal para fazer ricas exortações práticas; apela, um pouco mais adiante (10,19-23), para a virtude da «esperança», uma esperança de que também nós podemos chegar ao Céu, apoiados na certeza das promessas de Cristo. A «água pura» do v. 22 é certamente a do Baptismo (cf. 1Pe 3,21), que não pode ser encarado à margem da e da pureza da consciência. Notar como a SS. Humanidade de Jesus – «o caminho da sua carne» (v. 20) – é focada como o «véu» do Templo, o que bem pode evocar a nuvem da Ascensão, que ao mesmo tempo esconde e revela a presença invisível de Cristo ressuscitado.

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 28, l9a.20b

 

Monição: Cristo envia os Apóstolos por todo o mundo, dando-lhes poder e autoridade. Através deles continua presente no meio de nós, vivo na Eucaristia.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, (pg 113)

 

Ide e ensinai todos os povos, diz o Senhor:

Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 28,16-20

Naquele tempo, 16os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. 17Quando O viram, adoraram-n'O; mas alguns ainda duvidaram. 18Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. 19Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».

 

O texto da leitura são os versículos finais de S. Mateus, o único evangelista que não fala das aparições do Ressuscitado em Jerusalém, excepto às mulheres (os vv. 9-10 serão uma generalização da aparição a Maria Madalena? Cf. Jo 20,11-18). Ele apenas regista esta única aparição aos discípulos, na Galileia (há quem goste de a identificar com a de 1Cor 15,6, «a mais de 500 irmãos»). O nosso evangelista também não refere a Ascensão de Jesus, um mistério de glorificação, de algum modo já incluído na sua Ressurreição. Agora as palavras de Jesus revestem-se duma solenidade singular, própria de quem tem consciência de ser o Senhor e o Salvador universal, evocando a célebre visão de Daniel 7,14: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra.» (v. 18). Benedict Viviano observa que «este breve final é tão rico que seria difícil dizer mais e melhor com o mesmo número de palavras» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 674).

19 «Ide e ensinai todas as nações». É o mandato missionário universal, bem em contraste com a orientação para o tempo da vida terrena de Jesus (cf. Mt 10,6; 15,24). Uma tradução mais de acordo com o original grego – e bem mais expressiva – não é simplesmente «ensinai todos os povos», mas «fazei discípulos todos os povos» (assim teremos na nova tradução de CEP). A evangelização é para se estender a todas as raças e culturas, em todos os tempos, sem distinção, como lembra a recente nota doutrinal da Santa Sé sobre alguns aspectos da evangelização (03.12.2007): Os relativismos e irenismos de hoje em âmbito religioso não são um motivo válido para descurar este trabalhoso mas fascinante compromisso, que pertence à própria natureza da Igreja e é sua tarefa primária. Oferecer a uma pessoa, com pleno respeito da sua liberdade, que conheça e ame a Cristo, não é uma intromissão indevida, mas uma oferta legítima e um serviço que pode tornar mais fecundas as relações entre os homens. A incorporação de novos membros à Igreja não é a extensão de um grupo de poder, mas o ingresso na rede da amizade com Cristo. Ao direito que todos têm de ouvir a Boa Nova corresponde o dever de a anunciar, um dever que não se restringe à hierarquia, mas é de todos os baptizados.

«Baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». Este é um texto de suma importância para a Teologia trinitária, pois a unidade divina está posta em relevo pelo singular, «em nome», a par da trindade das pessoas. Por outro lado, o original grego com a preposição dinâmica «eis» deixa ver um certo sentido de consagração própria do Sacramento do Baptismo; com efeito, baptizar é mergulhar para dentro (eis) de Deus (=o Nome), que é Pai, Filho e Espírito Santo (as hipóstases divinas expressas por um genitivo epexegético, que explica quem é Deus); pelo Baptismo somos inseridos na vida trinitária.

20 «Estou sempre convosco…» Jesus é o Deus connosco (Imánu-El). Esta expressão aparece com uma força especial ao constituir uma espécie de inclusão que encerra todo o Evangelho de S. Mateus (Mt 1,23 – 28,20). A presença de Jesus na Igreja (cf. Mt 18,20) não se perde com a Ascensão, mas torna-se mais abrangente. Santo Agostinho observa: «Ele não deixou o Céu quando desceu de lá até nós, nem se afastou de nós quando voltou a subir ao Céu».

 

Sugestões para a homilia

 

Sentou-Se à direita de Deus

A força do Espírito Santo

Ide por todo o mundo

 

Sentou-Se à direita de Deus

Celebramos hoje a vitória de Jesus, da Sua Santíssima Humanidade. Ele salvou-nos humilhando-se, “obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e lhe deu um nome que está acima de todos os nomes” - lembra S.Paulo na Carta aos Filipenses (Filip. 2,8).

Celebramos hoje também a nossa própria vitória. Cristo é a Cabeça da Igreja, que é o Seu Corpo. Se O seguirmos seremos glorificados com Ele, alcançando a felicidade eterna do Céu, também com o nosso corpo, no final dos tempos.

Com Ele poderemos vencer na luta diária da nossa vida. Podemos ser santos, apesar das pequenas ou grandes derrotas de cada jornada “Não temais –disse Ele aos Apóstolos – Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Havemos de ter os olhos postos no céu, animando-nos a chegar lá. Só isso vale a pena neste mundo. Ao mesmo tempo teremos os pés bem assentes na terra, aproveitando bem a nossa vida diária. Cada minuto é importante para nós. O tempo não é apenas ouro, como diz o povo. É para nós eternidade.

Com Cristo queremos viver cada dia que passa. Com alegria e optimismo. Com espírito vitorioso, que nos vem da Ressurreição de Cristo e da Sua Ascensão gloriosa ao céu. “Deus…ilumine os olhos do vosso coração – diz-nos o Apóstolo – para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da Sua herança entre os santos e a incomensurável grandeza do Seu poder para nós os crentes” (2ª leit.).

Avivemos a nossa esperança, o nosso desejo do Céu, onde reinaremos com Cristo, com a certeza de chegar lá, santificando-nos em nossa vida de cada dia.

 

A força do Espírito Santo

O Senhor não nos deixou órfãos. Mandou-nos o Seu Espírito. É Ele que nos faz santos. É Ele que trabalha a nossa alma, que a vai modelando à imagem de Cristo. “Cada um dos santos é uma obra prima do Espírito Santo” - afirmava o papa S. João XXIII (Aloc-5-6-60)

Estes dias antes do Pentecostes são ocasião de viver melhor a devoção ao Divino Paráclito, que consola a nossa alma e a fortalece para as dificuldades da vida e para a luta da santidade.

Com a ajuda maternal da Virgem, que acompanhou os Apóstolos naquele decenário de preparação do Pentecostes, vivamos uma intimidade maior com o Divino Consolador, que está presente em nossa alma. Que Ela nos ajude a purificar o nosso coração e a crescer no fervor da oração. Aproveitemos para rezar melhor o Santo Rosário. O mês de Maio é treino mais intenso para a nossa oração em união com Maria, contemplando o rosto de Cristo, mergulhando nos Seus mistérios.

Ser santo é parecer-se com Jesus, identificar-se com Ele, ser Cristo em nossa maneira de ser, de falar, de pensar e de viver. Maria ajuda-nos a tirar obstáculos, para que o Espírito Santo realize essa obra em nossa alma.

Não contristeis o Espírito Santo” (Ef.4,30) - recomenda o Apóstolo. Ele é como o escultor que vai desbastando o bloco de mármore para dele fazer uma estátua maravilhosa, como a dum Moisés de Miguel Ângelo. Mas o bloco tem de estar bem apoiado e bem firme, para não fugir aos golpes certeiros do artista. Pela nossa liberdade podemos fugir ao martelo e ao cinzel do Paráclito e acabar transformados em montão de cascalho inútil, em vez da imagem bela que Deus queria para nós.

A Virgem foi a criatura mais dócil à acção do Espírito Santo e, por isso, a mais santa de todas as criaturas. Que Ela nos ensine a estar atentos aos toques do Paráclito, evitando as faltas mesmo veniais e cultivando a intimidade com Ele pela oração intensa e contínua.

 

Ide por todo o mundo

 

Recebereis a força do Espírito Santo e sereis Minhas testemunhas em Jerusalém e até aos confins da terra” – dizia Jesus aos Apóstolos antes de subir ao céu. E assim aconteceu com a vinda do Paráclito, dez dias depois, no Pentecostes.

Esta missão é também para todos nós. Temos de ser de verdade testemunhas de Cristo, pelo exemplo da nossa vida e pela nossa palavra e oração. Em primeiro lugar no lugar onde vivemos. E também com ânsias de chegar até aos confins da terra e salvar todas as almas. Santa Teresa de Lisieux exclamava: “Não poderei descansar até ao fim do mundo, enquanto houver uma alma para salvar. Mas quando o Anjo disser: já terminou o tempo, então poderei descansar e poderei gozar, porque o número dos eleitos estará completo” (Novissima verba)

Temos de trabalhar para que todos conheçam e amem a Cristo. Ele e só Ele é a luz do mundo e o salvador dos homens. A grande prova de amor e de solidariedade não é dar pão aos que têm fome. É dar Cristo aos outros com o testemunho da nossa vida e do amor, que Ele nos ensinou. A grande pobreza do nosso tempo é a pobreza de Deus e existe em grande escala nos países ricos de bens materiais. É urgente o mandato de Cristo à Sua Igreja no dia que subiu ao céu. Que sintamos esta urgência e a vivamos. Sabendo que contamos com a força do Espírito Santo. É bonito ver que os católicos aumentaram no mundo, nas últimas décadas.

Papel importante tiveram S.João Paulo II e os últimos papas. Que seria do mundo se todos, bispos, sacerdotes e leigos fossem como João Paulo II, cada um no seu lugar, por mais humilde que seja.

Manning converteu-se à fé católica e veio a ser arcebispo de Westminster, na Inglaterra e cardeal. Antes era famoso pregador da Igreja anglicana. Um dia uma senhora humilde disse-lhe que gostaria que ele pregasse sobre o Espírito Santo. Foi à procura de livros sobre este tema mas não encontrou nada. Então buscou livros católicos sobre o assunto e começou a descortinar um panorama novo, encontrando a fé verdadeira. O Espírito Santo serviu-se duma simples mulher para o encaminhar para a Igreja Católica.

Animemo-nos com a ajuda de Maria. Ela dizia em Fátima que Deus quer salvar o mundo de hoje pela devoção ao Seu Imaculado Coração.

Através das Comunicações sociais temos um meio extraordinário para levar a mensagem de Jesus a todos os homens. Que saibamos aproveitá-lo. Apoiando os bons e dizendo não aos maus. Estes prosperam porque os católicos tontamente os apoiam. A guerra de audiências depende de nós, não nos enganemos.

Aproveitemos as redes sociais para espalhar o amor a Jesus. Só Ele tem palavras de vida eterna. A internet, os telemóveis são instrumentos úteis para tornar os outros participantes da nossa fé e do nosso entusiasmo por Jesus.

Apoiemos de modo especial os jornais, as rádios e televisões que espalham o bem, a verdade e o amor. Apoiando-os economicamente e com a nossa oração.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

PARA O LV DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

 «“Vem e verás” (Jo 1, 46). Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são»

 

 Queridos irmãos e irmãs!

O convite a «ir e ver», que acompanha os primeiros e comovedores encontros de Jesus com os discípulos, é também o método de toda a comunicação humana autêntica. Para poder contar a verdade da vida que se faz história (cf. Mensagem para o LIV Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de janeiro de 2020), é necessário sair da presunção cómoda do «já sabido» e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las, recolher as sugestões da realidade, que nunca deixará de nos surpreender em algum dos seus aspetos. «Abre, maravilhado, os olhos ao que vires e deixa as tuas mãos cumular-se do vigor da seiva, de tal modo que os outros possam, ao ler-te, tocar com as mãos o milagre palpitante da vida»: aconselhava o Beato Manuel Lozano Garrido[1] aos seus colegas jornalistas. Por isso, este ano, desejo dedicar a Mensagem à chamada a «ir e ver», como sugestão para toda a expressão comunicativa que queira ser transparente e honesta: tanto na redação dum jornal como no mundo da web, tanto na pregação comum da Igreja como na comunicação política ou social. «Vem e verás» foi o modo como a fé cristã se comunicou a partir dos primeiros encontros nas margens do rio Jordão e do lago da Galileia.

Gastar as solas dos sapatos

Pensemos no grande tema da informação. Há já algum tempo que vozes atentas se queixam do risco dum nivelamento em «jornais fotocópia» ou em noticiários de televisão, rádio e websites que são substancialmente iguais, onde os géneros da entrevista e da reportagem perdem espaço e qualidade em troca duma informação pré-fabricada, «de palácio», autorreferencial, que cada vez menos consegue intercetar a verdade das coisas e a vida concreta das pessoas, e já não é capaz de individuar os fenómenos sociais mais graves nemas energias positivas que se libertam da base da sociedade. A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem «gastar a sola dos sapatos», sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações. Mas, se não nos abrimos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas com a capacidade que têm de nos apresentar uma realidade engrandecida onde nos parece estar imersos. Todo o instrumento só é útil e válido, se nos impele a ir e ver coisas que de contrário não chegaríamos a saber, se coloca em rede conhecimentos que de contrário não circulariam, se consente encontro que de contrário não teriam lugar.

Aqueles detalhes de crónica no Evangelho

Aos primeiros discípulos que querem conhecer Jesus, depois do seu Batismo no rio Jordão, Ele responde: «Vinde e vereis» (Jo 1, 39), convidando-os a permanecer em relação com Ele. Passado mais de meio século, quando João, já muito idoso, escreve o seu Evangelho, recorda alguns detalhes «de crónica» que revelam a sua presença no local e o impacto que teve na sua vida aquela experiência: «era cerca da hora décima», observa ele! Isto é, as quatro horas da tarde (cf. 1, 39). No dia seguinte (narra ainda João), Filipe informa Natanael do encontro com o Messias. O seu amigo, porém, mostra-se cético: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe não procura convencê-lo com raciocínios, mas diz-lhe: «vem e verás» (cf. 1, 45-46). Natanael vai e vê, e a partir daquele momento a sua vida muda. A fé cristã começa assim; e comunica-se assim: com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não por ouvir dizer. «Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos…»: dizem as pessoas à Samaritana, depois de Jesus Se ter demorado na sua aldeia (cf. Jo 4, 39-42). O método «vem e verás» é o mais simples para se conhecer uma realidade; é a verificação mais honesta de qualquer anúncio, porque, para conhecer, é preciso encontrar, permitir à pessoa que tenho à minha frente que me fale, deixar que o seu testemunho chegue até mim.

Agradecimento pela coragem de muitos jornalistas

O próprio jornalismo, como exposição da realidade, requer a capacidade de ir aonde mais ninguém vai: mover-se com desejo de ver. Uma curiosidade, uma abertura, uma paixão. Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmara, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas. Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade.

Numerosas realidades do planeta – e mais ainda neste tempo de pandemia – dirigem ao mundo da comunicação um convite a «ir e ver». Há o risco de narrar a pandemia ou qualquer outra crise só com os olhos do mundo mais rico, de manter uma «dupla contabilidade». Por exemplo, na questão das vacinas e dos cuidados médicos em geral, pensemos no risco de exclusão que correm as pessoas mais indigentes. Quem nos contará a expetativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África? Deste modo as diferenças sociais e económicas a nível planetário correm o risco de marcar a ordem da distribuição das vacinas anti-Covid, com os pobres sempre em último lugar; e o direito à saúde para todos, afirmado em linha de princípio, acaba esvaziado da sua valência real. Mas, também no mundo dos mais afortunados, permanece oculto em grande parte o drama social das famílias decaídas rapidamente na pobreza: causam impressão, mas sem merecer grande espaço nas notícias, as pessoas que, vencendo a vergonha, fazem a fila à porta dos centros da Cáritas para receber uma ração de víveres.

Oportunidades e insídias na web

A rede, com as suas inumeráveis expressões nos social, pode multiplicar a capacidade de relato e partilha: muitos mais olhos abertos sobre o mundo, um fluxo contínuo de imagens e testemunhos. A tecnologia digital dá-nos a possibilidade duma informação em primeira mão e rápida, por vezes muito útil; pensemos nas emergências em que as primeiras notícias e mesmo as primeiras informações de serviço às populações viajam precisamente na web. É um instrumento formidável, que nos responsabiliza a todos como utentes e desfrutadores. Potencialmente, todos podemos tornar-nos testemunhas de acontecimentos que de contrário seriam negligenciados pelos meios de comunicação tradicionais, oferecer a nossa contribuição civil, fazer ressaltar mais histórias, mesmo positivas. Graças à rede, temos a possibilidade de contar o que vemos, o que acontece diante dos nossos olhos, de partilhar testemunhos.

Entretanto foram-se tornando evidentes, para todos, os riscos duma comunicação social não verificável. Há tempo que nos demos conta de como as notícias e até as imagens sejam facilmente manipuláveis, por infinitos motivos, às vezes por um banal narcisismo. Uma tal consciência crítica impele-nos, não a demonizar o instrumento, mas a uma maior capacidade de discernimento e a um sentido de responsabilidade mais maduro, seja quando se difundem seja quando se recebem conteúdos. Todos somos responsáveis pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controlo que podemos conjuntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as. Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar.

Nada substitui o ver pessoalmente

Na comunicação, nada pode jamais substituir, de todo, o ver pessoalmente. Algumas coisas só se podem aprender, experimentando-as. Na verdade, não se comunica só com as palavras, mas também com os olhos, o tom da voz, os gestos. O intenso fascínio de Jesus sobre quem O encontrava dependia da verdade da sua pregação, mas a eficácia daquilo que dizia era inseparável do seu olhar, das suas atitudes e até dos seus silêncios. Os discípulos não só ouviam as suas palavras, mas viam-No falar. Com efeito, n’Ele – Logos encarnado – a Palavra ganhou Rosto, o Deus invisível deixou-Se ver, ouvir e tocar, como escreve o próprio João (cf. 1 Jo 1, 1-3). A palavra só é eficaz, se se «vê», se te envolve numa experiência, num diálogo. Por esta razão, o «vem e verás» era e continua a ser essencial.

Pensemos na quantidade de eloquência vazia que abunda no nosso tempo, em todas as esferas da vida pública, tanto no comércio como na política. «Fala muito, diz uma infinidade de nadas. As suas razões são dois grãos de trigo perdidos em dois feixes de palha. Têm-se de procurar o dia todo para os achar, e, quando se encontram, não valem a procura».[2] Estas palavras ríspidas do dramaturgo inglês aplicam-se também a nós, comunicadores cristãos. A boa nova do Evangelho difundiu-se pelo mundo, graças a encontros pessoa a pessoa, coração a coração: homens e mulheres que aceitaram o mesmo convite – «vem e verás –, conquistados por um «extra» de humanidade que transparecia brilhou no olhar, na palavra e nos gestos de pessoas que testemunhavam Jesus Cristo. Todos os instrumentos são importantes, e aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eletrónicas; mas foram a sua fé, esperança e caridade que impressionaram os contemporâneos que o ouviram pregar e tiveram a sorte de passar algum tempo com ele, de o ver durante uma assembleia ou numa conversa pessoal. Ao vê-lo agir nos lugares onde se encontrava, verificavam como era verdadeiro e frutuoso para a vida aquele anúncio da salvação de que ele era portador por graça de Deus. E mesmo onde não se podia encontrar pessoalmente este colaborador de Deus, o seu modo de viver em Cristo era testemunhado pelos discípulos que enviava (cf. 1 Cor 4, 17).

«Nas nossas mãos, temos os livros; nos nossos olhos, os acontecimentos»: afirmava Santo Agostinho,[3] exortando-nos a verificar na realidade o cumprimento das profecias que se encontram na Sagrada Escritura. Assim, o Evangelho volta a acontecer hoje, sempre que recebemos o testemunho transparente de pessoas cuja vida foi mudada pelo encontro com Jesus. Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. Por isso, o desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.

Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos,

e partir à procura da verdade.

Ensinai-nos a ir e ver,

ensinai-nos a ouvir,

a não cultivar preconceitos,

a não tirar conclusões precipitadas.

Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém,

a reservar tempo para compreender,

a prestar atenção ao essencial,

a não nos distrairmos com o supérfluo,

a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade.

Concedei-nos a graça de reconhecer as vossas moradas no mundo

e a honestidade de contar o que vimos.

 Papa Francisco, Roma, São João de Latrão, 23 de janeiro de 2021

 

Oração Universal

 

A Carta aos Hebreus diz que Cristo está no Céu sempre a interceder por nós.

Ele reza por nós e connosco agora na Eucaristia, como nosso Sumo Sacerdote.

Com Ele supliquemos:

 

1-Pela Igreja Santa de Deus,

para que leve a todos os homens a mensagem de Cristo, oremos, irmãos.

 

2-Pelo Santo Padre,

para que o Senhor faça frutificar abundantemente as suas canseiras, oremos, irmãos.

 

3-Pelos bispos, sacerdotes e religiosos,

para que o Senhor aumente neles o desejo de salvar todas as almas, oremos, irmãos.

 

 4-Por todos os que andam longe de Deus,

para que desperte em seus corações

mais vivo o desejo de encontrar a Cristo, único Salvador, oremos, irmãos.

 

5-Por todos os cristãos,

para que vivam intensamente o Ano de S.José, como o Santo Padre pediu,

e cresçam na devoção ao Santo Patriarca imitando-o nas suas vidas, oremos, irmãos.

 

6-Pelos que usam os meios de comunicação e as redes sociais,

para que os ponham ao serviço da verdade e do bem, oremos, irmãos.

 

7-Para que saibamos dizer não aos maus programas de televisão e às revistas más,

apoiando os bons programas televisivos, a boa imprensa e a boa rádio

e usando bem a internet, oremos, irmãos.

 

Senhor, que nos chamastes a uma vida de santidade

e nos dais meios abundantes para a conseguirmos,

fazei que sejamos dóceis à acção do Espírito Santo em nossas almas.

Pelo mesmo N.S.J.C. Vosso Filho, que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Por entre aclamações – J. F. Silva, NRMS, 2 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, o sacrifício que Vos oferecemos ao celebrar a admirável ascensão do vosso Filho e, por esta sagrada permuta de dons, fazei que nos elevemos às realidades do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Prefácio

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Santo: C. Silva – COM, (pg 193)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus subiu ao Céu e ficou connosco na Eucaristia. Vem viver com cada um de nós na comunhão, para ser a nossa força e a nossa alegria.

 

Cântico da Comunhão: Eu estou sempre convosco – C. Silva, OC pg 101

Mt 28, 20

Antífona da comunhão: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Louvai, Louvai ao Senhor – J. F. Silva, NRMS, 85

 

Oração depois da comunhão: Deus eterno e omnipotente, que durante a nossa vida sobre a terra nos fazeis saborear os mistérios divinos, despertai em nós os desejos da pátria celeste, onde já se encontra convosco, em Cristo, a nossa natureza humana. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com os pés bem assentes na terra vamos aproveitar a nossa vida para amar o Senhor e levá-Lo a todos os homens. 

 

Cântico final: Ide por todo o mundo – J. Santos, NRMS, 59

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

2ª Feira, 17-V: O conhecimento do Espírito Santo.

Act 19, 1-8 / Jo 16, 19-33

Eles responderam-lhe: Mas nem sequer ouvimos dizer que existe um Espírito Santo.

Vamos preparar-nos ao longo destes dias, anteriores à Solenidade de Pentecostes, para conhecermos melhor o Espírito Santo (LT). Ele cura as feridas dos nossos pecados: diante dEle fogem todos os que O odeiam (SR), ilumina-nos para vivermos como filhos de Deus, imitando a Jesus Cristo.

No mundo havemos de sofrer tribulações, mas devemos ter coragem, pois Cristo venceu o mundo (EV). Peçamos ao Espírito Santo o dom da fortaleza, para enfrentarmos as dificuldades. E também a ajuda de Nossa Senhora, Esposa do Espírito Santo.

 

3 ª Feira, 18-V: A hora de Jesus e a hora de S. Paulo.

Act 20, 17-27 / Jo 17, 1-11

Jesus ergueu os olhos ao Pai e disse: Pai, chegou a hora.

Chegou finalmente a 'hora de Jesus' (EV). Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai. É o momento em que, pela sua morte, vence a morte, Mas, uma vez ressuscitado, envia o Espírito Santo aos discípulos. Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos (SR).  Acompanhemos esta hora de Jesus meditando os mistérios dolorosos do Santo Rosário.

S. Paulo reconhece que também chegou a sua hora: Eu sei que não tornareis a ver o meu rosto (LT). O mais importante para ele era cumprir a missão que lhe fora confiada. Vivamos a pontualidade (a nossa hora), para cumprirmos bem os nossos deveres diários.

 

4ª Feira, 19-V: A oração sacerdotal de Jesus (I).

Act 20, 28-38 / Jo 17, 11-19

Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda os meus discípulos no teu nome.

A Tradição chamou a estas palavras a oração sacerdotal de Jesus, porque é a oração do Sumo sacerdote, unida ao seu sacrifício, da sua passagem (Páscoa) deste mundo para o Pai (EV). Assim se cumpre o seu desígnio de salvação, a libertação do mal.

S. Paulo pede aos discípulos de Éfeso: Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho (LT). Previa que este pudesse ser atacado por homens perversos, que afastariam os discípulos. Agora todos precisamos viver bem a comunhão dos santos, pedindo por todos os nossos irmãos: Mostrai, Senhor, o vosso poder (SR). Mãe da Igreja rogai por todos nós.

 

5ª Feira, 20-V: A oração sacerdotal de Jesus (II).

Act 22, 30-23, 6-11 / Jo 17, 20-26

Jesus: não é só por estes discípulos que eu rogo, é também por aqueles que vão acreditar em mim, por meio da sua palavra.

Na sua oração sacerdotal, Jesus pede ao Pai pelos frutos da pregação dos seus discípulos (EV). Um deles foi S. Paulo, que falou aos sacerdotes e ao Sinédrio, evitando que o despedaçassem, Depois foi enviado a Roma: Coragem! Tal como destes testemunho de mim em Jerusalém, assim também tens de o dar em Roma (LT).

Todos somos enviados pelo Senhor, junto das nossas famílias e dos locais de trabalho. Que o nosso testemunho os ajudem a ser atraídos para o Senhor: defendei-me Senhor; Vós sois o meu refúgio (SR). Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.

 

6 ª Feira, 21-V:  A defesa da fé que recebemos.

Act 25, 13-21 / Jo 21, 15-19

Simão, filho de Jonas, amas-me tu mais do que estes? Apascenta as minhas ovelhas.

Jesus confirma a Pedro, depois da Ressurreição, o encargo que já lhe tinha anunciado: Apascenta as minhas ovelhas (EV). Confia-lhe a autoridade para perdoar os pecados, pronunciar-se sobre as doutrinas, tomar decisões disciplinares. Quando falar o sucessor de Pero, tenhamos em conta estas palavras do Senhor.

S. Paulo esteve dois anos na prisão em Roma, por causa de se pronunciar sobre a sua religião (LT). Melhoremos a nossa formação doutrinal para enfrentarmos os problemas actuais sobre a religião, para que o seu reino se estenda sobre o Universo (SR).

 

Sábado, 22-V: Testemunhas fiéis de Cristo.

Act 28, 16-20. 30-31 / Jo 21, 20-25

É esse discípulo que dá testemunho dessas coisas e as escreveu.

S. João conheceu Jesus muito bem, acompanhou-o durante a sua vida terrena e ajuda-nos a descobrir os mistérios da sua vida (EV). Através de gestos, milagres e palavras, Jesus manifestou que nEle habita a plenitude da divindade.

S. Paulo, durante os dois anos de prisão em Roma, pregava e ensinava o que dizia respeito ao reino de Deus e o que dizia respeito a Jesus Cristo (LT). Procuremos conhecer, cada vez melhor, a vida Jesus, para sermos igualmente suas testemunhas fiéis perante aqueles que encontramos na nossa vida. Os homens rectos verão o Senhor (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Celestino Correia

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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