Nossa Senhora de Fátima

13 de Maio de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhora, nós vos cantamos – A. Oliveira, CNPL, 926

cf. Hebr 4, 16

Antífona de entrada: Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Rezem o terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”. Com doces palavras brotadas dos seus lábios, este é o pedido que Nossa Senhora fez aos três pastorinhos - Lúcia, Francisco e Jacinta - na sua primeira aparição. O mundo estava em guerra.

Cento e quatro anos após esta aparição, o mundo está novamente em guerra, lutando por um inimigo invisível que afecta toda a humanidade. Por isso, neste momento da história, perceberemos que a mensagem de Fátima é actual e o convite de Nossa Senhora é o mesmo.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe, concedei-nos que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela salvação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A acção de Deus na vida de Maria assemelha-se a uma terra fértil de onde germina com vigor plantas de todo o tipo. Em Maria “Deus fará brotar a justiça e o louvor diante das nações”.

 

Apocalipse 21,1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos nunca mais haverá morte, nem luto, nem gemidos, nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

A leitura corresponde ao início da grandiosa visão final do Apocalipse: uma vez derrotadas todas as forças do mal e própria morte, é o Reino de Deus que aparece em toda a sua plenitude e esplendor. O pano de fundo desta visão é a de Ez 40.

1 «Um novo Céu e uma nova Terra». Designação de todo o Universo novo, isto é, renovado (isto significa o adjectivo grego original). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral: renovação que indica, primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2Pe 3,10-13 e Rom 8,19-22. A expressão é tirada de Is 65,17; 66,22. O que se passará com o Universo no fim dos tempos, em concreto, continua sendo um mistério (cfr. Gaudium et Spes, n.º 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não aquela que é fruto dum simples processo evolutivo natural.

2 «A nova Jerusalém»: uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10), a noiva adornada para o seu esposo. Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4,26). Também é frequente, na Tradição cristã, inclusive na Liturgia, como sucede no dia 13 de Maio, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja.

 

 

Salmo responsorial     Jdt 13, 18 bc. 19-20a. 20 cd (23 bc-24a. 25 abc)

 

Monição: Aclamamos Maria, a Filha do Rei, cheia de esplendor e de beleza, dispostos a escutar a Palavra do Rei.

 

Refrão:        Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:               Aleluia.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra;

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

Não poupaste a vida

perante a humilhação da nossa raça,

mas evitaste a nossa ruína,

caminhando com rectidão na presença do nosso Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: “Enquanto Eva, seduzida pela mensagem de um anjo, desobedeceu à palavra divina e se afastou de Deus, Maria, ao contrário, guiada pela anunciação de outro anjo, obedeceu à palavra divina e mereceu trazer a Deus em seu seio” (Santo Ireneu), por isso, ela é bem-aventurada na escuta e na concretização da Palavra de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. F. Silva, NRMS,46

 

Sois ditosa, ó Virgem Santa Maria,

sois digníssima de todos os louvores,

porque de Vós nasceu o sol da justiça,

Cristo, nosso Deus.

 

 

São João 19, 25-27

25Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

25-27. Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…»). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2,4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3,15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à mulher da profecia messiânica de Gn 3,15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12,1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no «discípulo que Ele amava», que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: “recebeu-a em sua casa”, mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A nova tradução da CEP propõe: «o discípulo recebeu-a entre os seus».

Jesus não fala às mulheres junto à Cruz que são 4, ou apenas 3, conforme se contar por 2 ou por 1 pessoa a irmã de sua Mãe, Maria, a mulher de Cléofas. S. Mateus fala de muitas mulheres no Calvário, a distância (Mt 27,35-36; cf. Mc 15,40-41; Lc 23,49).

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

 

Sugestões para a homilia

 

Elogio à Mãe de Jesus

“Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito”.

Grande é a devoção e a fé que está presente nas palavras desta mulher que o evangelho de hoje nos apresenta. Enquanto que os escrivas e fariseus procuram provocar e colocar Jesus à prova, esta mulher reconhece, diante de todos e com voz vibrante, a identidade de Jesus: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Tendo em conta que os contemporâneos de Jesus negavam que Ele fosse Filho de Deus, consubstancial ao Pai, obra do Espírito Santo, e, por conseguinte, filho da Virgem Maria, esta mulher salienta a dimensão humana e divina de Jesus. Concebido no seio da Virgem, Jesus tomou a sua carne não do nada, nem de outra parte, mas do corpo de Sua Mãe. Se assim não fosse, não seria correcto chamá-lo “Filho do Homem, como tantas vezes os evangelhos apresentam.

Maria é verdadeiramente feliz porque é a mãe do Rei que governa o céu e a terra. Ela tem alegria da maternidade e a honra da virgindade. No entanto, Maria é chamada de bem-aventurada pelo Salvador, não só por ter concebido o Filho de Deus, mas porque ouviu Palavra e a colocou em prática (Lc 11, 28).

 

A mensagem de Fátima

Neste dia 13 de Maio, celebramos, com muita alegria e profunda gratidão, a primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, recordando este acontecimento que marcou a história do nosso país e de todo o mundo.

As mensagens de Nossa Senhora em Fátima são expressões da sua solicitude materna que já haviam sido manifestadas durante a sua vida terrena em Nazaré, em Caná, no Calvário e no Cenáculo, no dia de Pentecostes, onde Maria estava reunida com os Apóstolos na oração e na fé.

A mensagem de Fátima não perdeu a sua actualidade, pois, infelizmente, o nosso mundo, ainda hoje, continua afastado de Deus e do Seu fecundo amor. Em Fátima, Nossa Senhora solicitou aos pastorinhos, e a todo o mundo, quatro apelos: a fé viva e testemunhada, a conversão, a paz e a esperança.

O primeiro apelo de Nossa Senhora de Fátima é um insistente convite à fé, a uma mais ousada vivência da fé, para que o mundo possa conhecer a pessoa de Cristo por meio do nosso testemunho de pertença a Deus e à Igreja.

O pedido constante de conversão e de penitência é o segundo apelo de Nossa Senhora de Fátima. Todos nós precisamos de conversão, todos nós podemos ser melhores para com os outros e para com Deus. Dessa maneira, logo na primeira aparição, a Virgem Mãe questiona os três pastorinhos se querem oferecer-se e suportar todos os sofrimentos que Deus lhes mandar como “acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores”.

Por outro lado, o terceiro apelo é um pedido para que os pastorinhos rezassem “para obter a paz do mundo e o fim da guerra”. Como sabemos, no ano de 1917, o mundo estava a viver a Primeira Guerra Mundial e a Revolução russa. O pedido de paz continua a ser uma necessidade actual, bem como a recomendação de “rezar o terço todos os dias”, como tantas vezes Nossa Senhora o solicitou.

Por último, o quarto apelo é um convite à esperança, ou seja, não podemos deixar de acreditar em dias melhores, pois nunca estamos sozinhos mas amparados e protegidos pelo próprio Deus e a Virgem Santa Maria. Essa certeza inabalável deve ser sempre o alicerce da nossa esperança.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Elevemos as nossas preces a Deus Pai,

por intermédio da Senhora de Fátima,

Mãe de Jesus e nossa Mãe,

dizendo:

   

    Por intercessão de Maria, ouvi-nos, Senhor.

 

1.      Pelo Santo Padre e pelos Bispos, presbíteros e diáconos,

para que proclamem e vivam a fé da Igreja,

a esperança e a caridade no meio das angústias do mundo,

oremos, irmãos.

 

2.      Para que todos os homens assumam a mensagem de Fátima,

como valor universal de paz, solidariedade, justiça e liberdade,

oremos irmãos.

 

3.      Por todos os que vivemos neste mundo que ignora Deus,

para que, com o auxílio de Nossa Senhora de Fátima,

não nos deixemos vencer pelo desânimo,

oremos, irmãos.

 

4.      Por todos os casais,

para que aceitem Maria como Rainha dos seus lares

e invoquem a sua ajuda nas dificuldades

por que, porventura, estejam a passar,

oremos, irmãos.

 

5.      Por todos os jovens e adultos,

para que escutem a voz materna de Nossa Senhora

que recomenda: convertei-vos, fazei penitência

e orai confiadamente ao Senhor,

oremos, irmãos.

 

6.      Por todos nós aqui reunidos,

para que Maria nos ensine a permanecermos fiéis

na fé e na adesão à vontade do Senhor,

oremos, irmãos.

 

Ouvi, Senhor,

as preces que vos apresentamos,

pela intercessão de Maria nossa Mãe,

em união como vosso Filho Jesus Cristo

e na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhora um dia descestes – C. Silva, NRMS, 37

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor que Vos oferecemos na festa da Virgem Santa Maria, perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados e orientai os nossos corações no caminho da santidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

PREFÁCIO

 

Maria, imagem e mãe da Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade ao celebrarmos a festa da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado, ela mereceu concebê-1'O em seu seio virginal e, dando à luz o Criador do universo, preparou o nascimento da Igreja. Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina e recebeu todos os homens como seus filhos, pela morte de Cristo gerados para a vida eterna. Enquanto esperava, com os Apóstolos, a vinda do Espírito Santo, associando-se às preces dos discípulos, tornou-se modelo admirável da Igreja em oração. Elevada à glória do Céu, assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra, protegendo misericordiosamente os seus passos a caminho da pátria celeste, enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: C. Silva - OC (pg 537)

 

Monição da Comunhão

 

Maria é a cheia de graça porque Deus escolheu-a. Habitou-a. Fez-se carne no seu corpo para poder habitar em nós. Diante da presença eucarística de Jesus, Seu Corpo e Sangue, contemplamos o mesmo Corpo que habitou no seu seio virginal.

 

Cântico da Comunhão: É celebrada a vossa glória – A. F. Santos, BML, 33

cf. Judite 13, 24-25

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que deu tanta glória ao vosso nome: todas as gerações cantarão os vossos louvores.

 

Ou:

Jo 19, 26-27

Suspenso na cruz, Jesus disse a sua Mãe: Eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe.

 

Cântico de acção de graças: Feliz és Tu porque acreditaste – C. Silva, OC

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que o sacramento que recebemos conduza à vida eterna aqueles que proclamam a Virgem Santa Maria Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Desde o ano de 1917 que a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima ressoa na Igreja e no mundo, demonstrando o carinho, a ternura e a preocupação da Virgem Maria para com todos nós. A mensagem de Fátima é sempre actual. Por isso, somos convocados a acolher a mensagem da Virgem Mãe, reforçando o compromisso da vivência quotidiana da fé, através da oração mais intensa, de uma conversão total ao Evangelho e de um espírito de penitência.

 

Cântico final: Na Cova da Iria – J. F. Silva, NRMS, 37

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 14-V: S. Matias, Apóstolo: testemunha de Cristo.

Act 1, 15-17.20-26 / Jo 15, 9-17

Receba outro o seu encargo. É, pois, necessário que um deles se torne connosco testemunha da sua Ressurreição.

Para substituir Judas, S. Pedro exigiu que o candidato tivesse acompanhado o ministério público e a Ressurreição de Jesus (LT). O escolhido foi Matias. Todos precisamos conhecer bem a vida do Senhor, através da leitura dos Evangelhos, da meditação dos mistérios do Rosário, etc. Bendito seja o nome do Senhor (SR).

Ser testemunha de Cristo é ser testemunha da sua Ressurreição, isto é, Cristo está vivo; é permanecer no seu amor e guardar os seus mandamentos (EV). Nossa Senhora é também uma testemunha privilegiada de Cristo. Conhecê-la é conhecê-Lo.

 

Sábado, 15-V: A oração, respiração dos cristãos.

Act 18, 23-28 / Jo 16 23-28

O que pedirdes ao Pai, Ele vo-lo dará em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.

Porque somos filhos de Deus ousamos dirigir-nos ao Pai (EV), pois esta a oração é um verdadeiro resumo de todo o Evangelho. Deus é Rei do universo (SR).

É bom que nas famílias se reserve um espaço para a oração feita em comum. Mas nunca deve descurar-se a oração pessoal, que é como a respiração do cristão. Ofereçamos a Deus todas as nossas ocupações diárias. A oração é também a base do apostolado, como se vê no caso de Apolo, que foi ajudado por um casal, Priscila e Áquila (LT). Aprendamos com Nossa Senhora a pedir o que mais necessitamos, como Ela fez em Caná.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Bruno Barbosa

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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