3º Domingo do Advento

11 de Dezembro de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Dai a paz Senhor, M. Faria, NRMS 23

cf. Filip 4, 4.5

Antífona de entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor. Exultai de alegria: o Senhor está perto.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Mais uma vez, depois de uma semana de trabalho interrompido para celebrarmos a Imaculada Conceição de Nossa Senhora no passado dia oito, aqui nos encontramos a celebrar o Dia do Senhor.

Nesta Eucaristia vai-nos ser indicado o caminho a percorrer sem desânimo mas com muita alegria.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo esperar fielmente o Natal do Senhor, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação e celebrá-las com renovada alegria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os cristãos devem viver e comunicar aos outros a verdadeira alegria porque acreditam que Deus está presente no mundo para o tornar feliz.

 

Isaías 61, 1-2a.10-11

1O espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos pobres, a curar os corações atribulados, a proclamar a redenção aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, 2aa promulgar o ano da graça do Senhor. 10Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, que me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu num manto de justiça, como noivo que cinge a fronte com o diadema e a noiva que se adorna com as suas jóias. 11Como a terra faz brotar os germes e o jardim germinar as sementes, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor diante de todas as nações.

 

O texto da leitura é tirado daquilo que poderíamos chamar o cerne do Terceiro Isaías (Is 60, 1 – 64, 11): no centro de Is 56 – 66 situa-se o anúncio da salvação para todas as nações a partir da nova Jerusalém (Sião) ideal (símbolo de uma nova ordem universal: cf. Apoc 21, 1 – 22, 5). E é em Is 61 que está o cume deste esplendoroso anúncio: o capítulo começa com os primeiros versículos que integram a leitura de hoje, em que aparece a falar, num denso monólogo, o mensageiro da boa nova libertadora. Por um lado, estes dois vv. têm grande afinidade com os poemas messiânicos do Servo de Yahwéh (cf. Is 49, 1-6 e 42, 1) e, por outro lado, o sentido profético destas palavras aparece realçado na parafraseada tradução aramaica (Targum), de que Jesus se teria servido na sinagoga de Nazaré. Com efeito, esta acrescentava no início deste texto: «Assim diz o profeta»; deste modo, o texto na boca de Jesus adquiria uma força surpreendente, ao pôr em evidência que Ele era o profeta-mensageiro de que falava Isaías – «hoje cumpriu-se esta Escritura…» (Lc 4, 21) – e o próprio Messias, isto é, o Ungido (Cristo) pelo Senhor.

«Anunciar a boa nova aos pobres». Estes pobres – em hebraico, anavim, um termo técnico do A. T. – não são propriamente os que sofrem de miséria material ou moral, mas os que vivem numa piedosa atitude de indigência e humildade diante de Deus, isto é, os que confiam na bondade e misericórdia de Deus e não nos seus próprios bens ou merecimentos. «Um ano de graça» encerra uma alusão ao ano sabático (cf. Ex 21, 2-11; Jer 34, 14; Ez 46, 17), ou antes ao ano jubilar, cada ano cinquenta, em que os escravos eram restituídos à liberdade e a propriedade regressava aos seus amigos donos (cf. Lv 25).

10-11 «Exulto de alegria»… O texto adapta-se bem ao tema tradicional da alegria para este «Domingo Gaudete». A alegria a que se refere – uma alegria comparável à dos noivos na sua festa nupcial e à do lavrador em face duma boa colheita – corresponde à maravilhosa restauração de Jerusalém; é a alegria messiânica, pois o horizonte do oráculo é claramente escatológico, isto é, o de uma intervenção de Deus em ordem à salvação definitiva. É, pois, coerente que a Liturgia veja nesta alegria a da Igreja pelo nascimento de Cristo.

 

Salmo Responsorial    Lc 1, 46-48.49-50.53-54 (R. Is 61, 10b)

 

Monição: Com Maria Santíssima que viveu sempre unida ao Senhor no cumprimento da Sua vontade rezemos e exultemos de alegria.

 

Refrão:         Exulto de alegria no Senhor.

Ou:                A minha alma exulta no Senhor.

 

A minha alma glorifica o Senhor

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,

porque pôs os olhos na humildade da sua serva:

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada

todas as gerações.

 

O Todo–poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que O temem.

 

Aos famintos encheu de bens

e aos ricos despediu-os de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Para conservarmos a verdadeira alegria sigamos o conselho de S. Paulo afastando da nossa vida toda a espécie de mal.

 

1 Tessalonicenses 5, 16-24

Irmãos: 16Vivei sempre alegres, 17orai sem cessar, 18dai graças em todas as circunstâncias, pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus. 19Não apagueis o Espírito, 20não desprezeis os dons proféticos; 21mas avaliai tudo, conservando o que for bom. 22Afastai-vos de toda a espécie de mal. 23O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser espírito, alma e corpo se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. 24É fiel Aquele que vos chama e cumprirá as suas promessas.

 

A leitura contém em parte recomendações finais da Carta. Entre os conselhos, S. Paulo insiste na alegria – «Vivei sempre alegres»– (v. 16), que é uma virtude profundamente cristã, consequência lógica da nossa condição de filhos de Deus. Daqui os apelos constantes do N. T. a viver a alegria: Filp 2, 18; 3, 1; 4, 4; 2 Cor 2, 11; 7, 4; Col 1, 24; Mt 5, 12; Jo 15, 11; 16, 22.24. 17, 13.

18 «É esta a vontade de Deus»: que estejamos sempre alegres, rezemos sem cessar e demos acções de graças sempre; e isto «em Cristo Jesus», pois a vontade de Deus comunicada a nós pela palavra e exemplos de Jesus torna-se coisa praticável mediante a obra redentora do Senhor que nos dá forças para tanto com a sua graça.

19-21 «Não apagueis o Espírito... mas avaliai tudo, conservando o que é bom». Há aqui uma referência aos dons carismáticos – atribuídos ao Espírito Santo –, dons concedidos aos fiéis para o bem espiritual dos outros, concretamente ao dom da profecia; mais do que para adivinhar, este servia para «edificar, exortar e consolar» (cf. 1 Cor 14, 1-15). Parece que esta exortação vai dirigida aos chefes da comunidade, para que não se oponham sistematicamente aos carismas suscitados por Deus nos fiéis, uma recomendação fortemente expressiva, pois o Espírito Santo é por excelência luz e fogo. Não é a Hierarquia quem programa a acção do Espírito Santo, «que sopra onde quer» (Jo 3, 8), mas ela tem a missão de avaliar e discernir a genuinidade dos carismas (cf. Lumen Gentium, n.º 12).

24 «É fiel Aquele que vos chama». Aqui está o firme garantia da perseverança na graça e na vocação cristã. S. Paulo, na linha da doutrina já revelada no A. T., insiste frequentemente na fidelidade divina: 1 Cor 1, 9; 10, 13; 2 Cor 1, 18; Filp 1, 6; 2 Tes 3, 3; 2 Tim 1, 12…

 

Aclamação ao Evangelho        Is 61, 1

 

Monição: Estamos a aproximar-nos do Natal. O Senhor vem de novo à Terra para nos salvar. Como João Baptista endireitemos o caminho do Senhor, evitando o pecado e praticando o bem.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

O Espírito do Senhor está sobre mim:

enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres.

 

 

Evangelho

 

São João 1, 6-8.19-28

6Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. 7Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 19Foi este o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: «Quem és tu?» 20Ele confessou a verdade e não negou; ele confessou: «Eu não sou o Messias». 21Eles perguntaram-lhe: «Então, quem és tu? És Elias?», «Não sou», respondeu ele. «És o Profeta?». Ele respondeu: «Não». 22Disseram-lhe então: «Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?» 23Ele declarou: «Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías». 24Entre os enviados havia fariseus 25que lhe perguntaram: «Então, porque baptizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?» 26João respondeu-lhes: «Eu baptizo em água, mas no meio de vós está Alguém que não conheceis: 27Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias». 28Tudo isto se passou em Betânia, além Jordão, onde João estava a baptizar.

 

O texto evangélico é extraído das referencias a João Baptista que aparecem no Prólogo do IV Evangelho e do início da narrativa joanina.

6-8 «Um homem… chamado João» O único João de que se fala no IV Evangelho é o Baptista, sem nunca contar a sua vida e pregação (como os Sinópticos: cf. Lc 3, 1-22 par.); apenas se refere o seu testemunho a favor de Jesus (1, 15.19-35; 3,27-30; 5,33), a fim de que todos acreditassem.

19-28 Nesta secção deixa-se ver o prestígio excepcional do Baptista e a sua humildade, bem como o ambiente de expectativa messiânica. É interessante notar como o IV Evangelho abre com o testemunho de João (Baptista), e termina com o do Evangelista (João), ambos apontando Cristo como o Cordeiro de Deus imolado: 19, 35-36.

A propósito de Elias, ver Mal 3, 23; Sir 48, 10-11; Mt 11, 14; 17, 19; e de o Profeta, ver Dt 18, 15; Jo 6, 14; Act 3, 22.

19 «Os judeus». S. João costuma designar assim os chefes judaicos, e geralmente com uma conotação de inimigos de Jesus. Isto explica-se por escrever para cristãos vindos da gentilidade e a muitos anos de distância dos acontecimentos (estamos perto do ano 100), por isso não implica anti-judaísmo. Os «levitas» pertencentes à tribo sacerdotal de Levi; eram os auxiliares dos sacerdotes, e não podiam oferecer os sacrifícios.

20 «Ele confessou a verdade e não negou. Confessou...» Esta insistência do Evangelista põe em evidência a hombridade e rectidão do Baptista, assim como a especial força do seu testemunho. É também de supor que esta insistência tenha por objectivo animar os fiéis a confessarem a sua fé em Cristo, apesar do furor das perseguições.

21 «Elias… o profeta». Segundo a crença popular, Elias, elevado ao céu sem morrer (cf. 2 Re 2, 11-12), deveria regressar no fim dos tempos: Mal 3, 23 (4, 5); Sir 48, 10; Mt 17, 10-13. Note-se que não perguntam a João se ele é um profeta, mas o profeta. Com efeito, os judeus esperavam um profeta distinto do Messias para introduzir os tempos messiânicos, apoiados em Dt 18, 15. Também a Regra da Comunidade, daquela época, achada nas grutas do Mar Morto, fala da chegada de um novo profeta que acompanhará os dois Messias esperados pelos essénios: um, sacerdote, da tribo de Levi, e outro, rei, da tribo de Judá.

26 «Eu baptizo em água». Baptizar era mergulhar na água. Tratava-se dum banho ritual que significava a purificação legal de alguma impureza prevista pela Torá escrita ou oral. Na época, existia também o baptismo dos prosélitos, para incorporar um gentio no judaísmo, e ainda o baptismo dos essénios, um rito de iniciação e purificação dos adeptos que entravam na seita de Qumrã. O baptismo de João não era um rito de incorporação ou de iniciação, mas de conversão interior; as palavras de exortação do Baptista e o reconhecimento público e humilde dos pecados dispunham o penitente para vir a receber a graça de Cristo, que já vivia entre o povo, mas que o povo não conhecia na sua qualidade de Messias. Os profetas tinham anunciado uma purificação com a água nos tempos messiânicos: Zac 13, 1; Jer 4, 14; Ez 36, 25; 37, 23. O baptismo de João dispunha para a limpeza da alma, mas o Baptismo de Jesus concede eficazmente o perdão dos pecados (cf. Mt 3, 11; Mc 1, 4). Dadas as circunstâncias da época, o simbolismo do rito de baptizar era então muito mais evidente do que nos nossos dias, mas a eficácia do Baptismo de Jesus só se pode captar pela fé.

28 «Em Betânia, além Jordão», em frente de Jericó, na margem esquerda do rio (cf. Jo 10, 39-40), é diferente da terra de Lázaro (cf. Jo 11, 1.18), a uns três quilómetros a leste de Jerusalém.

 

Sugestões para a homilia

 

João, o Precursor

Fazei penitência

Ditoso o que não se escandalizar de Mim

João, o Precursor

A figura de Baptista tem um destacado protagonismo no Advento como apresentador da figura de Cristo.

Filho da velhice e do Milagre, foi consagrado desde o seu nascimento profeta do Altíssimo. Termina o ciclo dos profetas, inaugurado por Elias. Os profetas antigos tinham dito ao povo de Israel: Há-de de vir um Ungido de Deus, há-de de vir um Libertador, Há-de vir.

João, porém, pode já anunciar: aí vem, aí vem. Preparai o caminho do Senhor (Lc.3, 4).

No meio de vós está o que vem depois de Mim e Eu não sou digno de desatar as correias das sandálias (Lc. 3, 16).

Como se parece com a missão do Baptista, a missão do cristão: dar a conhecer Cristo com as nossas palavras e com a nossa maneira de proceder.

Fazei penitência

No meio de vós está quem vós não conheceis. Para descobrir Jesus, conhecer a sua presença, aceitá-l’O, é preciso primeiro converter-se. Se não nos convertermos cada dia, se não nos purificamos, também nós não O reconhecemos. Jesus, que passa ao nosso lado, que vem até nós encarnado, das mais diversas maneiras, nas pessoas e nos acontecimentos.

Penitência significa mudança profunda na alma. É um passar da avareza à esmola, do prazer à pureza do pecado à santidade. Avizinha-se o reino dos Céus (Mt. 3, 20). Reino dos céus ou reino de Deus, representa o reinado de Deus sobre os homens: um reinado prático, reconhecido voluntariamente, desejado e amado. É nesse sentido que João Baptista pregava também um Baptismo de penitência. Mas tinha o cuidado de advertir : não basta ser baptizado no Jordão. È indispensável purificar as consciências. De nada vos servirão as aparências exteriores, hipócritas, acentuava, se não vos converterdes interiormente. Modificai a vossa maneira de proceder ou passareis pelo ferro e pelo fogo.

Ditoso o que não se escandalizar de Mim

João Baptista repetirá aquela palavra de Cristo: Ditoso o que não se escandalizar de Mim. (Mt.11, 6). Isto é, ditoso o que não se desconcertar nem desanimar perante a aparente debilidade com que o cristão há de enfrentar a força do poder das trevas. Ditoso aquele que sabe orientar-se, na obscuridade, cheio de fé e esperança. Ditoso o que não exige certezas e resultado imediatos na hora de influir cristãmente na sociedade em que vive – os filhos, os familiares e amigos, os companheiros de trabalho, os vizinhos, mas que descobre Deus nas trevas no mundo e da própria vida.

O cristão, hoje como então o Baptista, será bem aventurado se realizar esta conversão que permite ver Deus no meio da morte terrena. Assim se compreende o significado profundo daquela sentença do Precursor: convém que Ele cresça e que eu diminua (Jo 3, 30) Quer dizer, é preciso fiar-se no Senhor; aceitar os seus modos de agir e abandonar os nossos; trocar a nossa lógica pela sua.

Aqui está o segredo do Advento, a profunda conversão que nos pede. Que Ele Jesus, cresça, e diminua a minha auto suficiência na busca do vazio e do oco. Supliquei ao Senhor que assim seja.

 

Fala o Santo Padre

 

«Este domingo do Advento, chamado «Gaudete», exorta-nos a sentir a alegria do Natal.»

1. Aproxima-se a festa do Natal e em muitos lugares já está a ser preparado o presépio, como aqui, na Praça de São Pedro. Pequeno ou grande, simples ou elaborado, o presépio constitui uma representação do Natal familiar e expressiva como nunca. É um elemento da nossa cultura e da arte, mas sobretudo um sinal de fé em Deus, que em Belém veio «habitar connosco» (Jo 1, 14).

2. […] As imagens do Menino Jesus, que na Noite Santa serão colocadas nos presépios, onde já se encontram São José e Nossa Senhora, testemunhas silenciosas de um mistério sublime. Com o seu olhar de amor eles convidam-nos a velar e a rezar para receber o Salvador divino, que vem trazer ao mundo a alegria do Natal.

3. Este terceiro domingo do Advento, chamado domingo «Gaudete», exorta-nos a sentir esta mesma alegria. Pedimos à Virgem da expectativa que seja vivo nos cristãos e em todos os homens de boa vontade o desejo de encontrar o Senhor já próximo.

João Paulo II, Vaticano, no Angelus de 12 de Dezembro de 2004

 

Oração Universal

 

O Senhor apontou-nos o caminho a seguir.

Acabámos de professar a nossa Fé.

Peçamos-Lhe agora confiadamente na certeza de que seremos atendidos.

 

1.  Pela Santa Igreja, pelo Papa, pelos Bispos,

pelos Sacerdotes, Religiosos e Leigos

para que com o exemplo, a oração e o apostolado

dêem testemunho do Senhor Jesus em toda a Terra,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos povos do mundo inteiro

para que reparem os males do passado e fomentem a concórdia e a paz,

preparando assim um futuro melhor,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas crianças e pelos jovens das nossas comunidades

para que se deixem seduzir por Jesus,

a fim de viverem felizes e contentes,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelas nossas famílias e pelas de todo o mundo

para que não haja separação e divórcio

mas nelas se viva a união e o amor,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos idosos e por todos os doentes

para que encontrem nos familiares e amigos

compreensão, ajuda e companhia,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos que nos precederam na vida terrena

e já partiram para junto do Pai

para que vivam eternamente felizes no Céu

onde os voltaremos a encontrar um dia,

oremos, irmãos.

 

Deus Eterno e Omnipotente, nós Vos agradecemos todas as graças

que por intercessão de Maria Santíssima e pela Vossa infinita misericórdia

generosamente nos concedeis.

Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Espírito de Deus repousou, Az. Oliveira, NRMS 58

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício se renove sempre na vossa Igreja, de modo que a celebração do mistério por Vós instituído realize em nós plenamente a obra da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou II p. 455 [588-700]

 

Santo: F. Silva, NRMS99-100

 

Monição da Comunhão

 

Façamos do nosso coração um berço para acolher o Salvador do mundo. Se estamos devidamente preparados, recebamo-l'O na Sagrada Comunhão. Com Jesus em nós seremos as pessoas mais felizes do mundo.

 

Cântico da Comunhão: Povos que caminhais, J. Santos, NRMS 64

cf. Is 35, 4

Antífona da comunhão: Dizei aos desanimados: Tende coragem e não temais. Eis o nosso Deus que vem salvar-nos.

 

Cântico de acção de graças: Desce o orvalho sobre a terra, M. Simões, NRMS 64

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, pela vossa bondade, que este divino sacramento nos livre do pecado e nos prepare para as festas que se aproximam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Fizemos bem em participar na Eucaristia Dominical. Agora vamos partir. Teremos dias melhores, dias menos bons... A Santíssima Virgem Maria vai connosco para nos ajudar e abençoar. Com Ela viveremos a verdadeira alegria e seremos sempre felizes.

 

Cântico final: Levanta-te Jerusalém, F. da Silva, NRMS 39

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

feira, 12-XII: S. Joana F. Chantal: Cristo, luz do mundo.

Num. 24, 2-7. 15-17 / Mt. 21-23-27

(Balaão): Eu vejo, mas não de perto: um Astro sai de Jacob e um ceptro se ergue de Israel.

Balaão, inspirado pelo Espírito de Desus, profetiza o aparecimento do Astro (cf. Leit.), que representa a estrela vista pelos Magos e que os conduziu até Belém.

Quando Jesus foi apresentado no Templo, foi reconhecido como o Messias esperado, «a luz das nações» e «a glória de Israel». Por El ser a «luz do mundo» é que tem o direito de ensinar (cf. Ev.). S. Joana de Chantal (século XVI), irradiou igualmente luz à sua volta, alcançando a santidade nos vários estados de vida: matrimonial, religiosa.

 

feira, 13-XII: S. Luzia: Aceitar e confiar plenamente em Deus.

Sof. 3, 1-2. 9-13 / Mt. 21, 28-32

Ai da cidade rebelde e impura...! Não escutou nenhum apelo, nem aceitou qualquer aviso. Não teve confiança no Senhor...

O profeta Sofonias faz-nos chegar esta lamentação de Deus: não é escutado nem têm confiança n’Ele (cf. Leit.). Aconteceu o mesmo com os sacerdotes e os anciãos do povo, que não deram crédito a João Baptista. Pelo contrário, os publicanos e as mulheres de má vida recebem o baptismo de penitência (cf. Ev.).

Jesus aproxima-se de nós. Como o vamos receber: aceitamos a sua palavra? Procuremos o arrependimento (a conversão) e as obras (cf. parábola do Ev.). Santa Luzia aceita a mensagem de Cristo e dá a sua vida por ela, durante a perseguição de Diocleciano.

 

feira, 14-XII: S. João da Cruz: Encontro do orvalho e da terra ressequida.

Is. 45, 6-8. 18. 21-255 / Lc. 7, 19-23

Ó céus, mandai o orvalho lá do alto, e as nuvens derramem a justiça; abra-se a terra, floresça a salvação...

Trata-se de uma profecia claramente messiânica (cf. Leit.), tal como o Salmo:«Ó céus, dai-nos o justo, como orvalho» (S. 84).

O Senhor dará o que é bom: o orvalho, a justiça; e a nossa terra (cada um de nós) dará o seu fruto (cf. S. Resp.). A vinda do Messias é um sinal de grande esperança, dada a grande fertilidade: os cegos vêem, os coxos andam... (cf. Ev.). O Senhor vem visitar-nos e trazer-nos a paz e a justiça (cf. S. Resp.). A vida de S. João da Cruz (século XVI) está repleta de frutos, consequência do seu grande amor à Cruz e aos sofrimentos.

 

feira, 15-XII: A mensagem de João Baptista.

Is. 54, 1-10 / Lc. 7, 24-30

Ainda que as montanhas se desloquem... o meu amor não te abandonará, a minha Aliança de paz não será abalada.

Através do profeta, Deus faz-nos uma promessa de fidelidade, estabelecendo connosco uma Aliança (cf. Leit.). E, antes da sua vinda, envia-nos João Baptista para preparar os seus caminhos (cf. Ev.).

A mensagem de João Baptista é um convite ao baptismo de penitência, que alguns receberam e outros rejeitaram. Não deixemos de abrir completamente as portas da nossa alma para a entrada do Senhor. Qual a conversão (penitência) que Ele espera de mim neste Advento: uma vida mais coerente com a sua doutrina? Uma conduta mais exigente e forte, como a de João Baptista?

 

feira, 16-XII: O testemunho de João Baptista.

Is. 56, 1-3. 6-8 / Jo. 5, 33-36

João era a lâmpada que ardia e brilhava, e vós quisestes alegrar-vos um momento com a sua luz.

João Baptista, o último profeta antes da chegada de Cristo, foi uma lâmpada (cf. Ev.), que iluminou os caminhos dos homens até à chegada da própria Luz. Foi ele que catequizou os primeiros discípulos e depois os orientou para Jesus: ajudou-os até chegarem à montanha santa, à casa de oração do Senhor (cf. Leit.).

Como João Baptista todos temos uma missão semelhante: dar testemunho de Cristo, como lâmpada que brilha, que ilumina os caminhos que a Ele conduzem; dar testemunho da verdade (cf. Ev.) a todos os que nos rodeiam e perguntam pelo Messias...

 

Sábado, 17-XII: Invocar o nome de Jesus.

Gen. 49, 2. 8-10 / Mt. 1, 1-17

(Jacob): O ceptro não há-de fugir a Judá... até que venha Aquele que lhe tem direito e a quem os povos hão-de obedecer.

Jacob anuncia aos seus filhos a vinda do Messias (cf. Leit.). E na genealogia de Cristo, filho de David e filho de Abraão, aparece o nome de Jacob, logo no seu início (cf. Ev.).

O nome de Jesus quer dizer ‘Yavé salva’. Esse nome está no centro da oração cristã: todas as orações concluem com a fórmula ‘por nosso Senhor Jesus...’; na Ave-Maria recorda-se o ‘bendito fruto do vosso ventre, Jesus’; na Missa ‘Senhor tende piedade de nós’: no Adoro te devote: ‘Ó bom Jesus! Lava-me com o teu sangue, a mim, imundo’. Que o nome de Jesus esteja sempre presente em todas as nossas acções e orações.

 

 

 

 

 

Celebração:             Aurélio Araújo Ribeiro

Homilia:                            Armando B. Marques

Nota Exegética:           Geraldo Morujão

Homilias Feriais:          Nuno Romão

Sugestão Musical:    Duarte Nuno Rocha

 


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