6.º Domingo Comum

14 de Fevereiro de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Rochedo, meu abrigo – Az. Oliveira, NRMS, 94

Salmo 30, 3-4

Antífona de entrada: Sede a rocha do meu refúgio, Senhor, e a fortaleza da minha salvação. Para glória do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A fé de Pedro e a fé de Paulo. Pedro confessa a sua fé, a fé de toda a Igreja: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”, Paulo professa a sua fé, a fé de todos os cristãos: “vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2, 20). Nós reunimo-nos, na fé da Igreja, para celebrar a vitória do amor, sobre todas as forças do mal. Sobre o testemunho de fé dos Apóstolos ganha solidez a nossa pouca fé. E, na pobreza da nossa fé, ousamos invocar a misericórdia de Deus:

 

 

Ato penitencial

 

P. Senhor, que pelo vosso mistério pascal nos alcançastes a salvação, tende piedade de nós.

R. Senhor, tende piedade de nós.

 

P. Cristo, que renovais constantemente no meio de nós as maravilhas da vossa Paixão, tende piedade de nós.

R. Cristo, tende piedade de nós!

 

P. Senhor, que nos tornais participantes do sacrifício pascal pela comunhão do vosso Corpo, tende piedade de nós.

R. Senhor tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura apresenta-nos um leproso que surge como um excluído da sociedade. O Evangelho oferecer-nos-á o contraste.

 

Levítico 13, 1-2.44-46

1O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo: 2«Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão ou a algum dos sacerdotes, seus filhos.44O leproso com a doença declarada 45usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará: ‘Impuro, impuro!’ 46Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».

 

Temos aqui uma pequena amostra da legislação judaica sobre a lepra, uma legislação mais religiosa do que profilática, englobando diversas doenças de pele. A lepra era considerada a pior de todas as doenças e como que uma maldição de Deus, constituindo a pessoa num estado de impureza legal. O leproso era um proscrito, impedido da convivência social, obrigado a guardar determinadas distâncias das pessoas e a avisar quando alguém se aproximava.

1 «O Senhor falou a Moisés e Aarão». Não se entende no sentido de as leis do Levítico, concretamente a chamada «Lei de pureza» (Lev 11 – 16), terem sido directamente reveladas por Deus a Moisés, mas no sentido de que Yahwéh guiou a Moisés na compilação, adaptação e adopção de leis, em grande parte comuns a outros povos; desta maneira elas se tornavam a vontade de Deus para aquele povo.

45 «Impuro». Sobre o conceito de pureza legal, ver supra, nota ao v. 24 do Evangelho da festa da Apresentação do Senhor.

 

Salmo Responsorial   Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)

 

Monição: Felizes somos nós porque temos no Senhor o nosso refúgio e salvação.

 

Refrão:        Sois o meu refúgio, Senhor;

Dai-me a alegria da vossa salvação.

 

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.

 

Confessei-Vos o meu pecado

e não escondi a minha culpa.

Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta

e logo me perdoastes a culpa do pecado.

 

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,

fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,

exultai, vós todos os que sois rectos de coração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Tudo para a maior glória de Deus. Diria hoje Sto. Inácio de Loyola... repetindo as palavras do Apóstolo.

 

1 Coríntios 10, 31 – 11, 1

Irmãos: 31Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. 32Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à Igreja de Deus. 33Fazei como eu, que em tudo procuro agradar a toda a gente, não buscando o próprio interesse, mas o de todos, para que possam salvar-se. 1Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo.

 

A leitura com que se concluem neste ano B os retalhos a ler da 1ª aos Coríntios é a conclusão final da longa discussão acerca de comer ou não comer os idolótitos, as carnes de animais que tinham sido imolados em honra dos ídolos e que vinham a ser vendidas nos mercados. 

31 «Fazei tudo para glória de Deus». Como sucede mais vezes nesta epístola, S. Paulo, querendo resolver um caso particular (aqui o da comida das carnes imoladas nos cultos idolátricos), enuncia princípios de uma validade universal. Nesta passagem temos uma dessas maravilhosas regras de oiro que resumem toda a moral e espiritualidade cristã.

32 «A Igreja de Deus». S. Paulo designa como Igreja não apenas as comunidades locais, mas também, outras vezes, toda a Igreja universal, que parece ser a visada aqui, como o é no cap. 12,28 e sobretudo nas epístolas do cativeiro.

 

Aclamação ao Evangelho       Lc 7, 16

 

Monição: O Evangelho apresenta-nos Jesus e o leproso, evidenciando a cura de uns e a salvação de outros.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (I)

 

Apareceu entre nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 40-45

Naquele tempo, 40veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». 41Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo». 42No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo. 43Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: 44«Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». 45Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.

 

No relato da cura do leproso não se evidencia apenas o poder e a compaixão de Jesus, mas também a superação da lei antiga, que, como determinava o Lv 13 (cf. 1ª leitura de hoje), declarava impuro o contacto com um leproso. Com efeito, sem que fosse necessário, Jesus «estendeu a mão e tocou-lhe» (v. 41).

40 «Se quiseres, podes curar-me». A oração do leproso é um modelo acabado de oração no que se refere à fé no poder de Jesus e à confiança na sua bondade. Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «Não disse: se Tu o pedires a Deus; mas apenas: se Tu o queres. E a Deus, que é misericordioso, não é preciso pedir-lhe, basta expor-lhe a nossa necessidade».

44 «Não digas nada a ninguém». Trata-se da já antes referida «disciplina do segredo messiânico», que Jesus recomendava, especialmente no princípio da vida pública. O povo devia-se ir convencendo pouco a pouco do carácter do messianismo de Jesus, que era espiritual, não político. Assim Jesus evitava ser instrumentalizado pelos nacionalistas exaltados, podendo vir a provocar uma intervenção romana, que impediria a missão do Senhor (cf. Mt 8,4; 9,30; 16,20; 17,19). Uma divulgação intensiva dos seus milagres acarretaria compreensíveis efervescências populares à volta de Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Uma morte em vida

2. Novas lepras

3. A presença de Jesus tudo muda

 

 

1. Uma morte em vida

 

Todos sabemos que a lepra, ainda hoje, é uma doença terrível, seja pelas consequências nefastas no doente, no que diz respeito à integridade física e autoestima, seja pelas consequências sociais que o leproso tem de suportar ao ser votado ao abandono. Se ainda é assim hoje, como seria bem pior há dois mil anos!

Para termos uma ideia, basta-nos o relato da primeira leitura, do livro do Levítico. Daí concluímos que o leproso acabava por ser um morto-vivo, abandonado por todos, entregue a si mesmo, sem se poder valer de ninguém, a não ser dos outros leprosos.

Nunca vi um leproso. Assim, ao vivo, ao pé de mim, com a dureza que as fotografias mostram. É uma doença de pessoas distantes ou que foram distanciadas pelo pavor do contágio. Uma “morte em vida” para quem está impedido de ser tocado e acarinhado. E lembro o padre Damião, esse sacerdote corajoso que foi para uma ilha de leprosos, viveu e morreu no meio deles, concretizando a proximidade que Jesus nos ensinou.

 

2. Novas lepras

 

Pergunto-me pelas “novas lepras”, mais ainda neste tempo de pandemia. Penso de imediato no jeito de viver à distância que a Internet e os telemóveis também proporcionam. Maravilhas para a proximidade e janelas para ver o mundo e, contudo, distrações para o que está perto, mesmo ao nosso lado e até nem queremos ver. Quantas conversas se interrompem pelo toque urgente e estridente de mais uma chamada! Podemos encher o dia de palavras, mas sem o “toque” de uma mão, o encontro dos olhos, o sorriso aberto. Estendo as mãos para o teclado e disparo letras para as autoestradas da informação. Mas... terá isso mais valor do uma carícia da minha mão no rosto de alguém?

E tantas outras lepras que temos dificuldade de curar: a lepra do que pensa diferente e tem coragem de defender as suas ideias; a daquele que não tem medo do que é novo e se entusiasma com a criatividade. A lepra da pobreza e da degradação, e também a dos portadores de alguma deficiência que “desarmam” a nossa vida “normal”; a dos doentes que esquecemos e a dos portadores de sida, a dos que erram e são crucificados na coscuvilhice pública, a lepra dos que “não usam roupa de marca” entre os jovens. Pequenas e grandes lepras a que nos habituamos, como se fossem inevitáveis... e vamos deixando de estender a mão!

Como é que Jesus se encontraria hoje com tantos cristãos “recasados” que lhe pediriam como o leproso do Evangelho: “Se quiseres, podes curar-nos”? Para muitos, a situação dolorosa de um casamento que se desfez permanece como um sinal de lepra, principalmente quando constroem com alguém uma vida de amor verdadeiro e compromisso efetivo.

O que significará para nós “compadecido, estendeu a mão”? Que passos de humildade e coragem, de verdade e justiça pede o Senhor para sermos um sinal claro da Sua presença?

 

3. A presença de Jesus tudo muda

 

Mas eis que a presença de Jesus tudo muda! Um leproso aproxima-se para Lhe dizer desesperado: «Se quiseres, podes curar-me». Jesus não passa ao lado: venceu as barreiras, toca-lhe e diz-lhe: «Quero: fica limpo». E, no mesmo instante, a lepra deixou-o!

Então, o leproso, não se importando em desobedecer a Cristo, quanto ao ficar calado sobre o que lhe acontecera, foi por ali fora apregoando e divulgando o que lhe tinha acabado de suceder: estava curado da lepra!!! O Senhor Jesus, em quem se refugiou, deu-lhe o dom da cura, a alegria de estar salvo; como poderia ficar calado? O que estava a fazer era para maior glória de Deus!!!

Tudo isto porque o leproso reconheceu que Jesus era o Salvador! Por isso se ajoelhou e Lhe suplicou a cura! A fé no Filho de Deus o salvou.

Hoje?! Como nos custa reconhecer que Jesus é o Filho de Deus! Há uns meses atrás, no Natal – temos agora consciência! – a alegria que espelhamos em nossos rostos era mais circunstancial, tradicional e social que cristã ou divina! Afinal, percebemos agora, confundimos Natal como uma mera festa de aniversário! Afinal, Natal não é bem sempre “quando um homem quer”; isso é cantiga! Afinal, percebemos agora que o fundamental é, de facto, a exemplo do leproso, sermos capazes de nos ajoelhar diante do Filho de Deus e pedir-Lhe a cura. E, se for essa a Sua vontade, partirmos depois desejosos de anunciar, apregoar e cantar as maravilhas que Ele fez em nós… para que os outros possam ir ter com Ele.

 

Fala o Santo Padre

 

«Não se entende a obra de Cristo, não se compreende o próprio Cristo,

se não se entra no seu Coração cheio de compaixão e de misericórdia.»

 

Nestes domingos o Evangelho, segundo a narração de Marcos, apresenta-nos Jesus que cura os doentes de todos os tipos. Em tal contexto insere-se bem o Dia Mundial do Doente, que se celebra a 11 de fevereiro, memória da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes. Por isso, com o olhar do coração voltado para a gruta de Massabielle, contemplemos Jesus como verdadeiro médico dos corpos e das almas, que Deus Pai enviou ao mundo para curar a humanidade, marcada pelo pecado e pelas suas consequências.

A hodierna página evangélica (cf. Mc 1, 40-45) apresenta-nos a cura de um homem doente de lepra, uma patologia que no Antigo Testamento era considerada uma grave impureza e comportava a separação do leproso da comunidade: eles viviam sozinhos. A sua condição era verdadeiramente penosa, porque a mentalidade dessa época o levava a sentir-se impuro até diante de Deus, não só perante os homens. Até diante de Deus! Por isso, o leproso do Evangelho suplica a Jesus com estas palavras: «Se quiseres, podes purificar-me!» (v. 40).

Ao ouvir isto, Jesus sente compaixão (cf. v. 41). É muito importante prestar atenção a esta ressonância interior de Jesus, como fizemos prolongadamente, durante o Jubileu da Misericórdia. Não se entende a obra de Cristo, não se compreende o próprio Cristo, se não se entra no seu Coração cheio de compaixão e de misericórdia. É ela que o impele a estender a mão àquele homem doente de lepra, a tocá-lo e a dizer-lhe: «Eu quero, sê curado!» (v. 40). O facto mais surpreendente é que Jesus toca o leproso, porque isto era absolutamente proibido pela lei mosaica. Tocar um leproso significava ser contagiado inclusive dentro, no espírito, ou seja, tornar-se impuro. Mas neste caso o influxo não passa do leproso para Jesus, transmitindo o contágio, mas de Jesus para o leproso, concedendo-lhe a purificação. Nesta cura nós admiramos, além da compaixão, da misericórdia, também a audácia de Jesus, que não se preocupa nem com o contágio, nem com as prescrições, mas é movido unicamente pela vontade de libertar aquele homem da maldição que o oprime.

Irmãos e irmãs, nenhuma enfermidade é causa de impureza: a doença certamente abrange a pessoa inteira, mas de modo algum atinge ou impede a sua relação com Deus. Aliás, uma pessoa doente pode estar ainda mais unida a Deus. Ao contrário, é o pecado que nos torna impuros! O egoísmo, a soberba, o entrar no mundo da corrupção, são estas as enfermidades do coração das quais é preciso ser purificado, dirigindo-se a Jesus como o leproso: «Se quiseres, podes purificar-me!».

E agora, guardemos um instante de silêncio, e cada um de nós — todos vós, eu, todos — pode pensar no seu coração, olhar para dentro de si mesmo e ver as suas impurezas, os seus pecados. E cada um de nós, em silêncio, mas com a voz do coração, diga a Jesus: “Se quiseres, podes purificar-me!”. Façamo-lo todos, em silêncio.

“Se quiseres, podes purificar-me!”.

“Se quiseres, podes purificar-me!”.

E cada vez que nos aproximamos do sacramento da Reconciliação com o coração arrependido, o Senhor repete-nos também a nós: «Eu quero, sê curado!». Quanta alegria há nisto! Assim a lepra do pecado desaparece, voltamos a viver com júbilo a nossa relação filial com Deus e somos readmitidos plenamente na comunidade.

Por intercessão da Virgem Maria, nossa Mãe Imaculada, peçamos ao Senhor, o qual trouxe a saúde aos doentes, que cure também as nossas feridas interiores com a sua misericórdia infinita, para nos restituir deste modo a esperança e a paz do coração.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 11 de fevereiro de 2018

 

Oração Universal

 

P. Ao Senhor, nosso Deus, que está próximo dos corações atribulados, confiamos as nossas preces, dizendo:

 

R. Senhor, se quiseres, podes curar-me!

 

1.   Pela Santa Igreja:

para que cuide de seus filhos, como verdadeira mãe,

anunciando a todos, e sem exclusão, o Evangelho do Reino.

Oremos, irmãos.

 

2.   Pelos que governam:

para que apoiem os cuidados prestados em família,

com o reconhecimento devido e as políticas adequadas.

Oremos, irmãos.

 

3.   Pelos médicos e enfermeiros, voluntários

e todos os prestadores de cuidados de saúde:

para que coloquem sempre a pessoa doente

no centro do processo de tratamento e a respeitem na sua dignidade humana.

Oremos, irmãos.

 

4.   Pelos doentes e frágeis da nossa comunidade:

para que se entreguem aos cuidados maternos de Maria, Mãe da ternura,

que a todos sustenta na esperança.

Oremos, irmãos.

 

5.   Pelos namorados para que o seu namoro seja um tempo de conhecimento mútuo

em ordem a amor verdadeiro e abençoado por Deus.

Oremos, irmãos.

 

6.   Por todas as vítimas do Covid-19, a lepra do nosso tempo,

e pelo fim desta pandemia.

Oremos, irmãos.

 

P. Deus de bondade, acolhei as nossas súplicas, para que sejamos sempre fiéis às últimas vontades do Vosso Filho, manifestadas no alto da Cruz, a Maria e ao discípulo amado, para nos tornarmos comunidade acolhedora e cuidadora de todos os seus filhos. Pelo mesmo Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Deus amou de tal modo o mundo – J. P. Martins, CT

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que estes dons sagrados nos purifiquem e renovem, para que, obedecendo sempre à vossa vontade, alcancemos a recompensa eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dominical - Prefácio Comum VIII «Cristo, Bom Samaritano» (Missal, 507)

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 38

 

Monição da Comunhão

 

Jesus não teme o contágio. Infringe o regulamento. Rompe o cordão sanitário e entra em «área desprotegida». Não há fronteiras que o limitem. Nem barreiras que o impeçam de chegar ao «lugar do morto». Para o leproso, a cura já tinha começado; o mais importante é ser olhado. Mais importante ainda é ser tocado. E Jesus já o tinha então contagiado pela graça do amor. Seja assim, o toque de ternura ao recebermos Cristo na nossa vida: tocados por Jesus na comunhão saibamos estender a mão, acolher o irmão.

 

Cântico da Comunhão: Saciastes o vosso povo – F. Silva, NRMS, 90-91

Salmo 77, 24.29

Antífona da comunhão: O Senhor deu-lhes o pão do Céu: comeram e ficaram saciados.

 

Ou

Jo 3, 16

Deus amou tanto o mundo que Ihe deu o seu Filho Unigénito. Quem acredita n'Ele tem a vida eterna.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor deu-lhes o pão do Céu – Az. Oliveira, CEC II, (pg 36)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, concedei-nos a graça de buscarmos sempre aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Mais do que ter saúde, importa ser saudável, ou seja, ter o equilíbrio de um coração que não para de amar, de umas mãos que não deixam de se abrir, de uma pele que não deixa de sentir, de uma alma que não desiste de viver! Ser saudável, mais do que ter saúde.  Há muito boa gente que morre mais da cura que da doença.

 

Cântico final: Povos da terra, louvai ao Senhor – M. Simões, NRMS, 55

 

 

Homilias Feriais

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 15-II: A invasão do pecado.

Gen 4, 1-15. 25 / Mc 8, 11-13

O Senhor olhou benignamente para Abel e para a sua oferta mas, para Caim e para a sua oferta, não quis olhar.

Por causa da inveja, Caim cometeu o primeiro crime da história da humanidade. E, a partir deste primeiro pecado, uma verdadeira 'invasão do pecado' inunda o mundo: o sacrifício cometido por Caim na pessoa de Abel (LT). Hei-de acusar-te e lançar-te tudo no rosto (SR).

Renovemos o propósito de nos defendermos desta 'invasão do pecado', afastando-nos das ocasiões de pecado. Ofereçamos alguns sacrifícios que protejam os nossos sentidos, que evitem a entrada do inimigo.

 

3ª Feira, 16-II: O pecado e a corrupção universal.

Gen 6, 5-8; 7, 1-5. 10 / Mc 8, 14-21

O Senhor viu que era grande sobre a terra a malícia e, que do homem, os projectos do seu coração eram sempre e unicamente para o mal.

Depois do primeiro crime deu-se uma verdadeira 'invasão do pecado', como consequência daquele crime (LT).

Apesar de tal corrupção, um homem atrai a graça de Deus: Noé (LT). Deus continua a precisar de homens e mulheres fiéis para atenuar o castigo sobre a humanidade. Por isso nos pergunta: Tendes o coração endurecido? Não entendeis ainda? (EV). É necessário que façamos penitência para desagravar as ofensas a Deus pelos pecados, para evitar o aumento da corrupção. E o Senhor abençoará o seu povo na paz (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:      Nuno Westwood

Nota Exegética:               Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:           José Carlos Azevedo

 

 

 

 

SIGLAS:

NRMS – Nova Revista de Música Sacra

OC – Orar Cantando – C. Silva

CMJ – Cânticos ao Menino Jesus – B. Salgado

ENPL – Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica

CEC – Cânticos de Entrada e Comunhão

BML – Boletim de Música Litúrgica

CT – Cantemos Todos

GAP – Glória ao Presépio – M. Faria

NCN – Novos Cânticos do Natal – M. Faria

PN – Presépio Novo – M. Faria

COM – Cânticos do Ordinário da Missa. (Secretariado Nacional de Liturgia)

SP – Senhora da Primavera – M. Faria

CNPL – Cantoral Nacional Para a Liturgia. (Secretariado Nacional de Liturgia)

 


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