Nossa Senhora de Lurdes

DIa MUndial Do doente

11 de Fevereiro de 2021

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: A Cheia de Graça – M. Faria – NRMS, 4 (I)

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

    Em comunhão com toda a Igreja, celebramos a memória de Nossa Senhora de Lurdes. Em 1858, a Imaculada Virgem Maria apareceu a Bernardete Soubirous, na gruta de Massabielle, perto de Lourdes (França). Por intermédio desta humilde menina, a Virgem Maria chamou os pecadores à conversão e despertou na Igreja um intenso movimento de oração e caridade, sobretudo, em benefício dos doentes.

 

Oração colecta: Vinde em auxílio da nossa fraqueza, Senhor de misericórdia, e concedei que, celebrando a memória da Imaculada Mãe de Deus, sejamos purificados dos nossos pecados. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio.» Is 66, 10-14c 

A palavra da Escritura tirada do profeta Isaías, convida-nos à alegria. Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, todos vós que a amais. Com ela enchei-vos de júbilo.

Ou

«Apresentou-a ao homem e os dois serão uma só carne.» Gen 2, 18-25 

Com esta imagem poética o Autor sagrado apresenta a mulher a ser criada a partir do homem, para mostrar a unidade do casal humano, célula e berço da própria sociedade humana. A nudez inicial significa a ausência da concupiscência, que aparecerá mais tarde ligada ao pecado. No princípio, tudo respira a frescura matinal do paraíso, depois tristemente perdido. 

 

 

Isaías 66, 10-14c

10Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, todos vós que a amais. Com ela enchei-vos de júbilo, todos vós que participastes no seu luto. 11Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. 12Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos. 13Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados. 14Quando o virdes, alegrar-se-á o vosso coração e, como a verdura, retomarão vigor os vossos membros. A mão do Senhor manifestar-se-á aos seus servos».

 

O  texto, faz parte dum discurso dotado de rara beleza poética, no final do livro de Isaías. Jerusalém, é apresentada como uma mãe, que com seus peitos sacia de consolação e deleite os seus filhos que regressam do exílio (vv. 10-11).

12-14 “A paz como um rio” é uma figura da paz messiânica que Cristo trouxe à “nova Jerusalém” que é “nossa Mãe”, a Igreja (cf. Gal 4,26-27), “o Israel de Deus” (Gal 6,16). “Meninos levados ao colo e acariciados…” À Virgem Maria, “tipo e figura da Igreja” (LG 63), aplicam-se com verdade estas palavras proféticas: Ela é Mãe que acaricia, anima, consola e alegra os seus meninos, necessitados e desvalidos.

 

Salmo Responsorial    Jud 13, l8bcde.19 (R. 15, 9d ou Lc 1, 42)

 

Monição: No «Magnificat», Nossa Senhora reconhece que tudo é graça de Deus: “O Todo-Poderoso fez em Mim maravilhas.” Nossa Senhora é bendita entre todas as mulheres da terra. Ela é da nossa raça, ela é a alegria de Israel, ela é a honra do nosso povo.

 

Refrão:        Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:               Bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 45

 

Monição: “Os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças.” Mc 7, 24-30 

Esta é uma das narrações mais comovedoras do Evangelho: São Marcos ao escrever esta página deixa-nos ver a situação de angústia da mulher cananeia: era estrangeira, tinha uma filha doente. Contudo, Ela procurava ver Jesus. A sua oração era confiante, humilde e insistente: A sua fé tocou o coração de Jesus, a ponto de Ele a elogiar e logo lhe conceder o que pedia.

As festas em honra da Virgem Maria trazem-nos sempre muita alegria. A Mãe de Jesus é nossa Mãe porque todos somos discípulos de Jesus. Cantemos aleluia!

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, pg 113

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 2, 1-11

Naquele tempo, 1realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. 2Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. 3A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». 4Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». 5Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». 6Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. 7Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. 8Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. 9Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo 10e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». 11Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

 

O evangelista não visa contar o modo como Jesus resolveu um problema numas bodas, mas centra-se na figura de Jesus, que «manifestou a sua glória», donde se seguiu que «os discípulos acreditaram n’Ele» (v. 11). Toda a narração converge para as palavras do chefe da mesa ao noivo: «Tu guardaste o melhor vinho até agora!» (v. 10). Esta observação encerra um sentido simbólico; o próprio milagre é um «sinal» (v. 11), um símbolo ou indício duma realidade superior a descobrir, neste caso: quem é Jesus. Podemos pressentir a típica profundidade de visão do evangelista, que acentua determinados pormenores pelo significado profundo que lhes atribui. O vinho novo aparece como símbolo dos bens messiânicos (cf. Is 25,6; Joel 2,24; 4,18; Am 9,13-15), a doutrina de Jesus, que vem substituir a sabedoria do A. T., esgotada e caduca. A abundância e a qualidade do vinho – 6 (=7-1) vasilhas [de pedra] «de 2 ou 3 metretas» (480 a 720 litros) – é um dado surpreendente, que ilustra bem como Jesus veio «para que tenham a vida e a tenham em abundância» (Jo 10,10; cfr Jo 6,14: os 12 cestos de sobras). O esposo das bodas de Caná sugere o Esposo das bodas messiânicas, o responsável pelo sucedido: n’Ele se cumprem os desposórios de Deus com o seu povo (cf. Is 54,5-8; 62,5; Apoc 19,7.9; 21,2; 22,17).

Também se pode ver, na água das purificações rituais que dão lugar ao vinho, um símbolo da Eucaristia – o sangue de Cristo –, que substitui o antigo culto levítico, e pode santificar em verdade (cf. Jo 2,19.21-22; 4,23; 17,17). Há quem veja ainda outros simbolismos implícitos: como uma alusão ao Matrimónio e mesmo à Ressurreição de Jesus, a plena manifestação da sua glória, naquele «ao terceiro dia» do v. 1 (que o Leccionário substituiu por: naquele tempo).

Por outro lado, também se costuma ver aqui o símbolo do papel de Maria na vida dos fiéis (cf. Apoc 19,25-27; 12,1-17), Ela que vai estar presente também ao pé da Cruz (Jo 19,25-27): «e estava lá a Mãe de Jesus» (v. 1). Ao contrário dos Sinópticos, nas duas passagens joaninas fala-se da Mãe de Jesus, como se Ela não tivesse nome próprio; é como se o seu ser se identificasse com o ser Mãe de Jesus, a sua grande dignidade. Trata-se de duas menções altamente significativas: os capítulos 2 e 19 aparecem intimamente ligadas precisamente pela referência à «hora» de Jesus, numa espécie de inclusão de toda a vida de Cristo. Ela não é mais um convidado numas bodas; é uma presença actuante e com um significado particular, nomeada por três vezes (vv. 1.3.5), atenta ao que se passa: dá conta da situação irremediável, intervém e fala, quando o milagre que manifesta a glória de Jesus podia ser relatado sem ser preciso falar da sua Mãe, mas Ela é posta em foco.

 “Caná”: só S. João fala desta terra (cf. 4,46; 21,2). Habitualmente identificada com Kef Kenna, a 7 Km a NE de Nazaré, um lugar de peregrinação, mas as indicações de F. Josefo fazem pensar antes nas ruínas de Hirbet Qana, a 14 Km a N de Nazaré.

3 “E estava lá a Mãe de Jesus”. Não deixa de ser surpreendente que João, ao contrário do Sinópticos, nunca A chama pelo seu nome: Maria. Este tratamento por “Mãe” revela uma grande intimidade, correspondente às palavras de Jesus “eis a tua Mãe” (Jo 19,27); ninguém, para se referir à sua mãe, a designa pelo nome próprio, é “a mãe”, sem mais. É significativo que a Mãe de Jesus apareça no início da vida pública de Jesus e no seu culminar no Calvário (19,26); Ela colabora na obra salvadora de Jesus desde o princípio até ao fim, em que é proclamada Mãe dos homens na pessoa do discípulo amado.

4 “Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora”. Maria tinha apelado para o seu Filho, como o Messias; com aquele discreto “não têm vinho” pedia uma intervenção poderosa. É por isso que na resposta de Jesus se pode ver um sentido mais profundo. A expressão “ti emoi kai soi?” não parece significar tanto: “Que importa a Mim e a Ti (a falta de vinho)?”, nem é um “deixa-Me em paz!”, mas, segundo alguns, poderia entender-se assim: “Que dependência há entre Mim e Ti (na hora de realizar os milagres messiânicos)?” A dependência é só do Pai que fixa a hora dos milagres. Maria sabe o valor da oração nos planos da Providência, por isso, continua a pedir, talvez sem palavras, mas com a sua actuação de preparar os criados, com o seu olhar, com a sua presença. E o milagre dá-se devido à intercessão de Maria. Ela tinha apelado para o seu Filho na qualidade de Messias, e o seu Filho dirige-se a Ela na qualidade da nova Eva, como quem tem uma missão a cumprir na obra da Redenção (corredentora e medianeira com Cristo), por isso não lhe chama Mãe, mas sim “Mulher” (a nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão a Gn 3,15). De qualquer modo, são possíveis outras interpretações. Note-se que há mesmo quem interprete a resposta de Jesus como afirmativa: “Que (desentendimento há) entre Mim e Ti? (Nenhum!) Porventura não chegou já a minha hora (de fazer milagres)?”.

“Seis talhas de pedra… cada uma de duas a três medidas”. A medida (metreta grega, ou bath hebreu) era cerca de 40 litros, por isso o novo vinho, além de ser melhor, é abundantíssimo: entre 480 e 720 litros. No número 6 e nas talhas de pedra com água para as purificações rituais, pode ver-se um profundo simbolismo, pois o número 6 é um número que indica imperfeição (7 – 1 = 6); com efeito, apesar de a água ser tanta, de nada serve para purificar: Jesus substitui o antigo culto pelo novo.

10  “Tu guardaste o vinho bom até agora!” Esta observação do chefe da mesa é-nos transmitida por S. João, certamente pelo seu sentido simbólico. O próprio milagre é um “sinal” (v. 11) não apenas no sentido de argumento de credibilidade a favor da missão messiânica de Jesus (v. 11), mas também no sentido de símbolo, ou indício duma realidade superior, como em Jo 6; 9; e 11. Nestas passagens, é o próprio Jesus a revelar o simbolismo dos seus milagres; aqui, porém, podemos pressentir a típica profundidade de visão do Evangelista que acentua determinados pormenores pelo significado profundo que lhes atribui. Discute-se, no entanto, o simbolismo das palavras do noivo. O vinho novo, isto é, a doutrina trazida por Jesus – Sabedoria, Verbo de Deus – vem substituir a sabedoria do Antigo Testamento, esgotada e caduca. A água das purificações rituais e exteriores dá lugar ao vinho, que simboliza o sangue de Cristo, substituindo o antigo culto levítico, e santificando interiormente e em verdade (cf. Jo 4,23; 17,17). Podem ver-se ainda outros simbolismos implícitos; além da alusão ao Sacramento da Eucaristia, pode ver-se uma alusão ao do Matrimónio, e também, por outro lado, o papel de Maria na vida dos fiéis (ver Apoc 19,25-27; 12,1-17): se Jesus, a seu pedido, faz um milagre sem ter chegado a sua hora, quanto mais agora.

 

 

Sugestões para a homilia

 

Maria Mãe de Jesus e nossa Mãe

Pelo mistério da Encarnação Jesus entrou no mundo, teve uma verdadeira família com laços de sangue. Era conhecido como o filho de José, o carpinteiro. Sua Mãe chama-se Maria. Jesus, o Filho de Deus assumiu a nossa humanidade para nos tornar participantes da sua divindade. Deste modo, elevou-nos à dignidade máxima de filhos de Deus: “Quem fizer a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” “Quando orardes dizei Pai.” Jesus antes de morrer fez um testamento, entregando-nos a Sua Mãe. “Ao ver sua Mãe e o discípulo que Ele amava, disse: Mãe, eis o teu filho. Filho eis a tua mãe.” Somos filhos de Deus a quem invocamos com o nome de Pai. A Mãe de Jesus é nossa Mãe. Hoje celebramos a Mãe de Jesus com o nome de Nossa Senhora de Lurdes.

 

Dia mundial do Doente.

A data foi instituída a 11 de Fevereiro de 1992, pelo Papa São João Paulo II. Na carta de instituição do Dia Mundial do Doente, o Santo Padre lembrou que a data representa “um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade.” A efeméride é celebrada todos os anos pela Igreja Católica, neste dia, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, França.

 

Fratelli tutti

Com o Santo Padre, o Papa Francisco, sonhamos como uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que nos alberga a todos, cada qual com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada qual com a própria voz, mas todos irmãos. Nº 8

As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no Seu Coração. (Fratelli Tutti, nº 56)

Jesus contou a Parábola do Bom Samaritano. Esta parábola é um ícone iluminador, capaz de manifestar a opção fundamental que precisamos de tomar para reconstruir este mundo. Diante de tanta dor, à vista de tantas feridas, a única via de saída é ser como o bom samaritano. Qualquer outra opção deixa-nos ou com os salteadores ou com os que passam ao largo, sem se compadecer com o sofrimento do homem ferido e abandonada na estrada. A parábola mostra-nos as iniciativas com que se pode refazer uma comunidade a partir de homens e mulheres que assumem como própria a fragilidade dos outros, fazendo-se próximos, levantando e reabilitando o caído, para que o bem seja comum. (Fratelli Tutti, nº 67)

 

Nossa Senhora dos Enfermos

Ao celebrarmos a memória de Nossa Senhora de Lourdes, celebramos também o dia mundial do Doente. A Conferência Episcopal Portuguesa publicou, em 1997, uma Colectânea de Missas da Virgem Maria, que pode ser considerada como um apêndice do Missal Romano. Uma dessas Missas é dedicada à Virgem Maria, saúde dos Enfermos. Transcrevo algumas passagens da introdução dessa Missa.

A salvação de Deus abrange o homem todo, corpo, alma e espírito, tanto na sua vida de peregrino sobre a terra como futuro cidadão da Pátria celeste. Pela salvação realizada por Jesus, no Espírito Santo, muda radicalmente a condição do homem: a opressão converte-se em liberdade, a enfermidade em saúde, a tristeza em alegria, a morte em vida. A escravidão do pecado em participação da natureza divina. Durante a Sua vida terrena, movido pela Sua Misericórdia, Jesus curou muitos enfermos, libertando-os também das feridas do pecado (Mt 9, 2-8; Jo 5, 1-14). A Virgem Santíssima, porque é Mãe de Cristo e Mãe dos fiéis, socorre com amor os Seus filhos que se encontram em dificuldades. Por isso os enfermos a Ela recorrem com frequência, muitas vezes visitando os santuários a Ela dedicados, para receber a saúde por Sua intercessão. Nos santuários marianos existem muitos testemunhos desta confiança dos enfermos na Mãe de Cristo. Entre os títulos com que os fiéis, atingidos pela enfermidade, veneram a Santíssima Virgem, sobressai o de Saúde dos Enfermos.

No Prefácio desta Missa glorificamos a Deus que deu a Virgem Maria aos doentes como padroeira e exemplo. Padroeira porque ela brilha aos olhos dos enfermos que imploram o Seu auxílio como sinal de salvação e de celeste esperança. Como exemplo, porque ela prepara os corações dos que a vêem como exemplo para aceitarem a Vontade de Deus e se identificarem plenamente com Cristo.

Celebrar a Missa em honra de Nossa Senhora de Lourdes, ou de Nossa Senhora de Fátima, ou de Nossa Senhora dos Enfermos é uma maneira de dar graças a Deus pela “sua misericórdia que se estende de geração em geração.” Celebrar a Eucaristia em honra de Nossa Senhora e suplicar a Sua intercessão para alcançar a saúde do corpo e da alma, equivale a celebrar o momento peculiar da História da Salvação que terá o seu cumprimento e perfeição quando, na vinda gloriosa Jesus Cristo, vencer “o último inimigo e aniquilar a morte.” (1 Cor 15, 26)

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs, celebrando a memória de Nossa Senhora de Lurdes,

façamos os nossos pedidos ao Pai celeste,

lembrando a Santa Igreja dispersa por toda a terra.

 Rezemos: Santa Maria, rogai por nós.

Ou

Nossa Senhora, saúde dos enfermos, rogai por nós

 

1. Para que a Igreja tenha um só coração e uma só alma

e persevere em oração com Maria, Mãe de Jesus, oremos

 

2. Para que as mães fomentem nos seus lares

o amor e a santidade da Família de Nazaré, oremos.

 

3. Para que as famílias das nossas comunidades

vivam sempre unidas a Jesus,

e cumpram a Sua vontade, oremos, irmãos.

 

4. Para que todos aqueles que estão doentes

Em suas casas, nos lares e nos hospitais

 sintam a protecção de Nossa Senhora Saúde dos enfermos, oremos.

 

5. Por todos os profissionais de saúde

 se alegrem por ter Maria como Mãe, oremos.

 

6. Para que as religiosas e os religiosos

 e todas as pessoas consagradas ao Senhor

exultem por terem escolhido a melhor parte, oremos.

 

7. Pelos nossos familiares falecidos

e pelas almas do Purgatório:

Para que pela intercessão de Nossa Senhora de Lurdes

 alcancem no Céu a felicidade eterna,

oremos.

 

Oremos:

Concedei, Senhor, ao vosso povo,

por intercessão de Nossa Senhora de Lurdes

as graças que Vos pede com fé e humildade.

Por Nosso Jesus Cristo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Ó Santa Maria, Mãe de Deus – J. Santos, NRMS, 05

 

Oração sobre as oblatas: Venha, Senhor, em nosso auxílio o vosso Filho feito homem; Ele, que ao nascer da Virgem Maria, não diminuiu, antes consagrou a integridade de sua Mãe, nos purifique das nossas culpas e Vos torne agradável a nossa oblação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Prefácio

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças, sempre e em toda parte e glorificar o Vosso Nome ao celebrarmos a memória de Nossa Senhora Saúde dos enfermos. Participando de modo admirável no mistério do sofrimento, Ela brilha aos olhos dos enfermos que imploram o seu auxílio como sinal de salvação e celeste esperança. Ela prepara os corações para aceitarem a Vossa vontade e se identificarem plenamente com Cristo que, pela Sua grande caridade para connosco, suportou as nossas enfermidades e tomou sobre Si as nossas dores. Por Ele com a multidão dos Anjos que adoram a vossa majestade e se alegram eternamente na vossa presença, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo…

 

Santo: C. Silva – COM, (pg 193)

 

Monição da Comunhão

 

“Estive doente e foste visitar-me.”

Para os cristãos, as palavras de Jesus têm uma dimensão transcendente. Implicam reconhecer o próprio Cristo em cada irmão abandonado ou excluído (cf. Mt 25, 40.45). A fé cumula de motivações inauditas o reconhecimento do outro, pois quem acredita pode chegar a reconhecer que Deus ama cada ser humano com um amor infinito e que «assim lhe confere uma dignidade infinita». Além disso, acreditamos que Cristo derramou o seu sangue por todos e cada um, pelo que ninguém fica fora do seu amor universal. FT nº 85.

São João Crisóstomo expressou, com muita clareza, este desafio que se apresenta aos cristãos: “Queres honrar o Corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no templo com vestes de seda, enquanto lá fora O abandonas ao frio e à nudez.»  FT nº 74

 

Cântico da Comunhão: É celebrada a vossa glória – A. F. Santos, BML, 33

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor alimenta J. F. Silva, NRMS, 23 

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste sacramento celeste, fazei que, celebrando com alegria a festa da Virgem Santa Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Fratelli tutti

Sejamos parte activa na reabilitação e apoio das sociedades feridas. Hoje temos à nossa frente a grande ocasião de expressar o nosso ser irmãos, de ser outros bons samaritanos que tomam sobre si a dor dos fracassos, em vez de fomentar ódios e ressentimentos. Como o viandante ocasional da Parábola do Bom Samaritano, é preciso apenas o desejo gratuito, puro e simples de ser povo, de ser constantes e incansáveis no compromisso de incluir, integrar, levantar quem está caído; embora muitas vezes nos vejamos imersos e condenados a repetir a lógica dos violentos, de quantos nutrem ambições só para si mesmos, espalhando confusão e mentira. Deixemos que outros continuem a pensar na política ou na economia. Alimentemos o que é bom, e coloquemo-nos ao serviço do bem. (77)

O samaritano do caminho partiu sem esperar reconhecimentos nem obrigados. A dedicação ao serviço era a grande satisfação diante do seu Deus e na própria vida e, consequentemente, um dever. Todos temos uma responsabilidade pelo ferido que é o nosso povo e todos os povos da terra. Cuidemos da fragilidade de cada homem, cada mulher, cada criança e cada idoso, com a mesma atitude solidária e solícita, a mesma atitude de proximidade do bom samaritano. (79)

Para os cristãos, as palavras de Jesus têm ainda outra dimensão, transcendente. Implicam reconhecer o próprio Cristo em cada irmão abandonado ou excluído (cf. Mt 25, 40.45). Na realidade, a fé cumula de motivações inauditas o reconhecimento do outro, pois quem acredita pode chegar a reconhecer que Deus ama cada ser humano com um amor infinito e que «assim lhe confere uma dignidade infinita». Além disso, acreditamos que Cristo derramou o seu sangue por todos e cada um, pelo que ninguém fica fora do seu amor universal. (85)

 

Cântico final: - Senhora do manto lindo – H. Faria, NRMS, 103-104

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 12-II: Cura das feridas do pecado original.

Gen 3, 1-8 / Mc 7, 31-27

A mulher verificou então que o fruto da árvore era bom para comer e agradável à vista, uma árvore para obter conhecimento.

Este relato do pecado original mostra-nos as consequências da falta de cumprimento da vontade de Deus. O homem e a mulher esconderam-se de Deus (LT). Mas o pecado também tem solução: Confessarei a Deus a minha culpa. Vós perdoastes a maldade do meu pecado (SR):

Além disso, Jesus veio à terra para nos aproximar de novo de Deus; para nos servir de modelo. Tudo tem feito admiravelmente (EV), para o imitarmos no cumprimento da vontade de Deus. O meu alimento é fazer a vontade de meu Pai.

 

Sábado, 13-II: A Eucaristia, a 'árvore da vida'.

Gen 3, 9-24 / Mc 8, 1-10

Tenho dó desta multidão: há já três dias que permanecem junto de mim e não têm de comer.

Na sequência do pecado original, Deus expulsou o homem do Paraíso, indicando as causas desse pecado: comeu do fruto da árvore que Deus lhe tinha proibido, e Deus ficou com receio que comesse do fruto da árvore da vida (LT).

Jesus tem pena de uma grande multidão que o seguia e realiza uma multiplicação dos pães (EV). Esta prefigura a Eucaristia, pela qual nos dá vida sobrenatural, a vida dos filhos de Deus. Passa a ser o fruto da 'árvore da vida nova'. Agradeçamos ao Senhor, e preparemos a próxima comunhão. Voltai, Senhor! Até quando... (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       José Roque

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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