4.º Domingo Comum

31 de Janeiro de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor, nosso Deus, salvai-nos – Az. Oliveira, NRMS, 134

Sl 105, 47

Antífona de entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas as nações, para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso louvor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia da Palavra deste Domingo garante-nos que Deus não se conforma com os projectos de egoísmo e de morte que desfeiam o mundo e que escravizam os homens, propondo-lhes um projecto de liberdade e de vida plena.

 

 

Acto Penitencial

 

P: Senhor, que vieste para nos libertar do mal que nos põe tristes,

Senhor, tende piedade de nós!

A: Senhor, tende piedade de nós!

 

P: Cristo, que vieste para nos libertar do pecado que nos escraviza,

Cristo, tende piedade de nós!

R: Cristo, tende piedade de nós!

 

P: Senhor, que vieste para nos libertar da morte que nos enche de medo,

Senhor, tende piedade de nós!

A: Senhor, tende piedade de nós!

 

oração colecta: Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura propõe-nos, a partir da figura de Moisés, uma reflexão sobre a experiência profética. O profeta é um homem de Deus, que surge nos grandes momentos de crise e de transição. Ele sabe ler os sinais dos tempos e, graças à sua sintonia com Deus, pode animar a fé do povo e anunciar novos caminhos para o futuro.

 

Deuteronómio 18, 15-20

Moisés falou ao povo, dizendo: 15«O Senhor teu Deus fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deveis escutar. 16Foi isto mesmo que pediste ao Senhor teu Deus no Horeb, no dia da assembleia: 'Não ouvirei jamais a voz do Senhor meu Deus, nem verei este grande fogo, para não morrer'. 17O Senhor disse-me: 'Eles têm razão; 18farei surgir para eles, do meio dos seus irmãos, um profeta como tu. Porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar. 19Se alguém não escutar as minhas palavras que esse profeta disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas. 20Mas se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá'».

 

Estamos perante um texto verdadeiramente institucional do profetismo em Israel. Moisés não é simplesmente o libertador da escravidão do Egipto e o legislador e organizador do povo, mas é tido como o primeiro e o modelo de todos os profetas (cf. Dt 34,10). O contexto dos vv. 19-22 deixa ver que profeta tem aqui um sentido colectivo; alude-se à permanência do carisma profético ao longo da história do povo. Mas também se pode incluir aqui o próprio Messias, como reconhecia a tradição judaica no tempo de Jesus, concretamente os manuscritos de Qumrã (1QS 9). O v. 18 é citado textualmente no discurso de Pedro no Templo (Act 3,20-23), e em S. João Jesus é chamado «o Profeta» (Jo 6,14; 7,40; cf. 1,21.45). Jesus cumpre esta profecia de modo eminente.

 

Salmo Responsorial    Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)

 

Monição: O salmista apela-nos a não fechar o nosso coração à voz de Deus, convidando a dirigir os nossos passos ao encontro do Senhor que nos criou, pois “Ele é o nosso Deus e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho”.

 

Refrão:        Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,

                     não fecheis os vossos corações.

 

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,

aclamemos a Deus, nosso Salvador.

Vamos à sua presença e dêmos graças,

ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

 

Vinde, prostremo-nos em terra,

adoremos o Senhor que nos criou;

pois Ele é o nosso Deus

e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:

«Não endureçais os vossos corações,

como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,

onde vossos pais Me tentaram e provocaram,

apesar de terem visto as minhas obras».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo fala como um profeta, oferecendo à comunidade de Corinto uma luz e um sentido novo para o seu comportamento, convidando-os a repensarem as suas prioridades e a não deixarem que as realidades transitórias sejam impeditivas de um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos.

 

1 Coríntios 7, 32-35

Irmãos: 32Não queria que andásseis preocupados. Quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor. 33Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, 34e encontra-se dividido. Da mesma forma, a mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com a forma de agradar ao marido. 35Digo isto no vosso próprio interesse e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios.

 

Na continuação do texto do passado Domingo, S. Paulo continua a fazer a apologia do celibato por amor do Senhor. Aqui recorre a outro argumento a favor: «aquele que se casou… encontra-se dividido» (v. 34). Mesmo que a pessoa casada ame o seu cônjuge por amor de Deus, com um amor recto e puro, sem mistura de egoísmo, a verdade é que nela se produz uma inevitável divisão afectiva, para além do facto de não dispor de tanto tempo para dedicar só a Deus. S. Paulo louva e encarece o celibato por amor do Reino, mas sem o impor (cfr. vv-25-26.38.40). O Magistério da Igreja definiu solenemente a superioridade do celibato apostólico sobre o matrimónio, mas isto não quer dizer que os casados não estejam chamados igualmente à santidade, nem que não possam vir a ser até mais santos do que muitos que vivem o celibato apostólico; o que sucede é que estes arrancam de um escalão mais elevado rumo à santidade – a entrega dum coração indiviso –, embora possa suceder que não cheguem tão alto como muitos casados podem chegar. Convém sublinhar que este ensinamento paulino é original, e está ao arrepio da mentalidade da época, nada tendo que ver com o desprezo pelo corpo, pela mulher e pelo matrimónio, próprio do maniqueísmo posterior; a mentalidade da época era avessa à continência e até à castidade em geral; o celibato praticado pelo insignificante grupo dos essénios era um fenómeno isolado e sem qualquer impacto. O apreço de Paulo pela santidade do matrimónio leva-o a propô-lo como imagem da união entre Cristo e a Igreja (cf. 2Cor 11,2; Ef 5,21-33).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 4, 16

 

Monição: O Evangelho mostra que o Profeta esperado é Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projecto libertador do Pai, que pela sua Palavra e acção, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem esmagados pela dor, egoísmo, pecado e morte.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)

 

O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;

para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 21-28

21Jesus chegou a Cafarnaúm e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, 22todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. 23Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: 24«Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». 25Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». 26O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. 27Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!» 28E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

 

O final do texto da leitura evangélica de hoje (v. 27) põe em evidência dois aspectos notáveis: a autoridade de Jesus e o seu poder sobre os demónios. Jesus ensina uma «nova doutrina» – é a novidade do Evangelho – e «com que autoridade!». Não era «como os escribas» (v. 22); de facto, estes limitavam-se a repetir as lições que procediam da tradição rabínica, a lei oral atribuída a Moisés. Jesus não é um repetidor, ainda que frequentemente recorra aos ensinamentos dos mestres de Israel (cf. Strack-Billerbeck); nunca os cita e as suas palavras sempre estão iluminadas por um espírito novo. Nunca apela para os mestres rabínicos e, quando apela para Moisés, atreve-se a acrescentar: «Eu, porém, digo-vos», aludindo à sua novidade e superioridade.

O outro aspecto é o poder sobre os demónios. Que o demónio existe não se pode pôr em dúvida. Que as doenças eram então atribuídas ao demónio também é verdade. Que todas as vezes que Jesus cura um endemoninhado, o que faz é simplesmente curar algum tipo de doença psíquica era o que em 1779 escrevia o protestante J. S. Semler e alguns hoje repetem, sem que o possam provar. Recentemente a Igreja católica publicou o ritual dos exorcismos, onde aparecem orações que qualquer pessoa pode rezar para se livrar do demónio e onde estão os exorcismos propriamente ditos que só se podem fazer com autorização da autoridade diocesana e só depois de esgotados todos os recursos humanos de ciência médica.

24-25 «Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus» Não é uma confissão de fé do demónio, mas um expediente para captar o favor de Jesus, que o Evangelista regista para mostrar quem é Jesus. «Cala-te e sai desse homem» é a forma original que Jesus emprega para expulsar demónios, ao invés dos exorcistas tradicionais, que se serviam de várias técnicas complicadas e demoradas; a palavra de Jesus encerra um poder divino, pois para Deus basta dizer, para que se faça o que Ele quer (cf. Gen 1).

 

Sugestões para a homilia

 

O verdadeiro profeta

Uma Palavra com autoridade

 

A Palavra de Deus deste domingo convida-nos a tomarmos consciência de que Deus sempre vem ao encontro do homem provocando-o, desafiando-o e libertando-o das forças do mal. Deus obriga-nos a desinstalarmo-nos, a iniciarmos ou a prosseguirmos o caminho de libertação das forças do mal, a iniciarmos ou a continuarmos o caminho em direcção à terra prometida. Mas, muitas vezes, nós não estamos dispostos a desinstalarmo-nos, a vencermos a rotina. A Palavra de Deus liberta-nos de tantas escravidões e leva-nos até à felicidade plena, mas tudo isto só se realiza se nos deixarmos desinstalar.

 

O verdadeiro profeta

 

A primeira leitura deste domingo é retirada do livro do Deuteronómio e o tema da leitura é o profetismo. O profetismo não era um fenómeno exclusivo do povo de Deus. Na verdade, os povos do crescente fértil também conheciam um profetismo que se misturava com fenómenos de adivinhação, êxtase, convulsão e delírios. Assim sendo, surge a necessidade de distinguir entre a verdadeira e a falsa profecia. A leitura do livro do Deuteronómio dá-nos alguns critérios de discernimento entre a verdadeira e a falsa profecia, ao apresentar-nos o quadro do verdadeiro profeta.

Assim sendo, o verdadeiro profeta, a exemplo de Moisés, é aquele que é chamado por Deus e que anuncia unicamente a Palavra de Deus e não palavras de outros ídolos ou as suas próprias palavras. O verdadeiro profeta é um dom de Deus ao seu povo. O verdadeiro profeta não é aquele que se candidata a ser profeta mas alguém que é chamado por Deus para desempenhar tal missão, independentemente das suas qualidades. Além disto, o verdadeiro profeta não é aquele que apregoa a sua doutrina mas aquele que transmite a mensagem que Deus lhe manda transmitir. O verdadeiro profeta não é aquele que está preocupado em não ferir as susceptibilidades dos seus interlocutores. O verdadeiro profeta não é aquele que busca aplausos pela mensagem transmitida. O verdadeiro profeta é aquele que transmite com fidelidade a mensagem que Deus lhe comunica.

Ao comunicar a Palavra de Deus, o profeta deve ser escutado pelo povo. O povo deve ouvir as palavras do profeta como se fosse Deus que estivesse a falar. Não deve endurecer o seu coração (salmo responsorial) diante de Deus que fala por intermédio do seu profeta.

 

Uma Palavra com autoridade

 

Hoje em dia vivemos num mundo onde abundam as palavras. Todo o dia e todos os dias somos bombardeados por palavras, por propostas de felicidade que são apregoadas por tantos falsos profetas. Neste emaranhado de vozes, também ressoa a voz de Jesus, a voz de Deus. Ao ouvirmos esta voz sentimos que ela é bem diferente das outras vozes que ouvimos no nosso mundo. Na verdade, como nos diz o evangelho: “todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade”. Ao ouvirmos as palavras de Jesus que é a Palavra de Deus encarnada sentimos que as suas palavras são bem diferentes das outras palavras que ressoam no mundo. Ajuda-nos a compreender melhor esta realidade, o evangelho deste domingo.

Depois da pregação inicial de Jesus e do chamamento dos quatro primeiros discípulos, o evangelista Marcos apresenta-nos a actividade de Jesus em Cafarnaum. A apresentação da actividade de Jesus em Cafarnaum (o ensinamento de Jesus na sinagoga, a cura do endemoninhado e a cura da sogra de Pedro), da qual o evangelho deste domingo é só uma parte, pretende ser a apresentação do programa de acção de Jesus. Jesus é aquele que vem ao encontro do homem para o libertar de tudo aquilo que lhe rouba a vida.

Toda a acção descrita no evangelho, deste domingo, situa-se na sinagoga de Cafarnaum num dia de sábado. Como qualquer judeu, Jesus, muito provavelmente, vai à sinagoga para aí participar na liturgia. Esta liturgia era composta por orações e cânticos, uma leitura do Pentateuco e outra leitura dos Profetas, um comentário e as bênçãos. Podemos depreender que tivessem convidado Jesus, nesse dia, a fazer o comentário às leituras pois todos os que ali estavam ficaram maravilhados “com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade”. Os interlocutores de Jesus notaram bem a diferença entre a pregação de Jesus e a pregação dos escribas, dos estudiosos da escritura de então. Diz-nos o texto que Jesus falava com autoridade. Não com autoritarismo, mas com autoridade. O autoritarismo é quando se pretende impor uma palavra pela força e pela violência. Por sua vez, a autoridade das palavras de Jesus mostram a credibilidade de tais palavras, mostram que as palavras de Jesus são palavras de Deus.

A autoridade de Jesus revela-se também nas suas acções, de uma forma muito especial, na cura do endemoninhado que o evangelho deste domingo nos conta. A autoridade das palavras de Jesus é comprovada pelas suas obras. Segundo a mentalidade de então, as doenças eram consideradas como o resultado da apropriação das pessoas por espíritos maus. Tal apropriação levava que os doentes vivessem afastados de Deus e da comunidade, pois as pessoas doentes não podiam cumprir a lei e assim eram consideradas pessoas impuras. O homem sozinho não era capaz de vencer este domínio dos espíritos maus. Só Deus com o seu poder era capaz de vencer os espíritos maus e devolver ao homem a liberdade. Assim sendo, ao narrar-nos o episódio da cura do endemoninhado, o evangelista Marcos está a mostrar-nos que Jesus vem de Deus e traz consigo uma proposta de libertação.

A liturgia deste domingo convida-nos a prestar atenção e a escutar a Palavra de Deus. É verdade que esta palavra é uma palavra que nos provoca e nos desinstala das nossas comodidades e das nossas certezas adquiridas. No entanto, só a Palavra de Deus é uma palavra credível, uma palavra que é capaz de nos libertar de tudo aquilo que nos atrofia e de nos pôr a caminho da terra prometida. No emaranhado de palavras em que vivemos, ouçamos a Palavra de Deus e deixemo-nos interpelar por ela.

 

Fala o Santo Padre

 

«No Evangelho vemos que Jesus, na sua missão terrena, revela o amor de Deus

tanto com a pregação como com numerosos gestos de atenção e socorro

aos doentes, aos necessitados, às crianças, aos pecadores.»

 

O Evangelho deste domingo (cf. Mc 1, 21-28) faz parte da narração mais ampla indicada como o “dia de Cafarnaum”. No centro da narração de hoje encontra-se o evento do exorcismo, através do qual Jesus é apresentado como profeta poderoso em palavras e ações.

Ele entra na sinagoga de Cafarnaum no dia de sábado e começa a ensinar; as pessoas ficam admiradas com as suas palavras, porque não eram palavras comuns, não se assemelhavam com o que eles normalmente ouviam. Com efeito, os escribas ensinavam mas sem ter autoridade própria. E Jesus ensina com autoridade. Ao contrário, Jesus ensina como alguém que tem autoridade, revelando-se assim como o Enviado de Deus, e não como um simples homem que tem que fundar o seu ensinamento unicamente nas tradições precedentes. Jesus tem plena autoridade. A sua doutrina é nova e o Evangelho diz que as pessoas comentavam: «Um ensinamento novo, dado com autoridade» (v. 27).

Ao mesmo tempo, Jesus revela-se poderoso também nas obras. Na sinagoga de Cafarnaum há um homem possuído por um espírito imundo, que se manifesta gritando estas palavras: «Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem és: o santo de Deus» (v. 24). O diabo diz a verdade: Jesus veio para destruir o diabo, para destruir o demónio, para o vencer. Este espírito imundo conhece o poder de Jesus e proclama também a sua santidade. Jesus repreende-o dizendo-lhe: «Cala-te, e sai dele» (v. 25). Estas poucas palavras de Jesus são suficientes para obter a vitória sobre Satanás, o qual sai daquele homem «depois de o sacudir com força e dando um grande grito», diz o Evangelho (v. 26).

Este facto impressiona muito os presentes; todos são tomados pelo medo e perguntam uns aos outros: «Que é isto? [...] até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-lhe!» (v. 27). O poder de Jesus confirma a autoridade do seu ensinamento. Ele não pronuncia apenas palavras, mas age. Assim manifesta o projeto de Deus com as palavras e com o poder das obras. Com efeito, no Evangelho vemos que Jesus, na sua missão terrena, revela o amor de Deus tanto com a pregação como com numerosos gestos de atenção e socorro aos doentes, aos necessitados, às crianças, aos pecadores.

Jesus é o nosso mestre, poderoso em palavras e obras. Jesus comunica-nos toda a luz que ilumina o caminho, por vezes escuros, da nossa existência; comunica-nos também a força necessária para superar as dificuldades, as provas, as tentações. Pensemos na grande graça que é para nós ter conhecido este Deus tão poderoso e bondoso! Um mestre e um amigo, que nos indica o caminho e cuida de nós, sobretudo quando estamos em necessidade.

A Virgem Maria, mulher da escuta, nos ajude a fazer silêncio à nossa volta e dentro de nós, para ouvir, entre os ruídos das mensagens do mundo, a palavra mais influente que existe: a do seu Filho Jesus, que anuncia o sentido da nossa existência e nos liberta de qualquer escravidão, também do Maligno.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 28 de janeiro de 2018

 

Oração Universal

 

Oremos, para que o Senhor

continue a mandar profetas а sua Igreja

e nos dê o gosto de escutar as suas palavras,

dizendo (ou: cantando), confiadamente:

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Ouvi, Senhor, a nossa oração.

Ou: Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

1.      Para que a santa Igreja, presente em toda a terra,

ampare, estimule e defenda os profetas

que o Espírito Santo nela faz surgir,oremos.

 

2.      Para que as nações em dificuldade

recebam a ajuda internacional de que precisam

e assim cresça o bem-estar dos seus habitantes, oremos.

 

3.      Para que os diáconos, leitores e catequistas

dêem testemunho da Palavra que proclamam

ou ensinam as crianças nos seus grupos, oremos.

 

4.      Para que todos os leprosos do mundo,

encontrem em Jesus o grande amigo

e, em cada homem, um irmão solidário, oremos.

 

5.      Para que os membros da nossa comunidade (paroquial)

se preocupem com as coisas do Senhor

e com o modo de em tudo Lhe agradar,oremos.

 

Senhor, nosso refúgio e fortaleza,escutai benignamente as orações do vosso povo,

e concedei-nos, em abundância, o que Vos pedimos com fé.Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório:  Aceitai, Senhor, a nossa humilde oferta – M. Faria, NRMS, 7 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Apresentamos, Senhor, ao vosso altar os dons do vosso povo santo; aceitai-os benignamente e fazei deles o sacramento da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus é o próprio pão que Deus quer oferecer ao seu Povo para lhe saciar a fome e a sede de vida. Ao comungar o Seu Corpo, Jesus pede-nos para escutar a Sua Palavra, acolher a Sua proposta, assimilar os Seus valores e fazer da vida um dom total de amor aos irmãos.

 

Cântico da Comunhão: Aproximai-vos do Senhor – F. Silva, NRMS, 115

Sl 30, 17-18

Antífona da Comunhão: Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto, salvai-me, Senhor, pela vossa bondade e não serei confundido por Vos ter invocado.

Ou:    Mt 5, 3-4

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra prometida.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor – M. Valença, NRMS, 60 .

 

Oração depois da Comunhão: Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção, nós Vos suplicamos, Senhor, que, por este auxílio de salvação eterna, cresça sempre no mundo a verdadeira fé. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A liturgia da Palavra lembra-nos a urgência e a necessidade do carisma profético: o cristão é profeta por vocação e é chamado, com a sua palavra e com suas obras, a revelar os caminhos de Deus, condenando tudo aquilo que se opõe ao mistério do Reino proclamado por Jesus. Como tenho vivido a minha vocação profética?

 

Cântico final: A vida só tem sentido – H. Faria, NRMS, 103-104

 

 

Homilia FeriaL

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 1-II: Aproveitar o desagradável.

Heb 11, 32-40 / Mc 5, 1-20

Os que tinham visto narraram o que havia sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos. Começaram então a pedir que se retirasse do seu território.

No Antigo Testamento fala-se de abundantes testemunhas desta fé, como Sansão, David, Samuel e os Profetas. Pela fé conquistaram reinos, etc (LT). Pelo contrário, os gadarenos pediram a Jesus que se fosse embora porque, para salvar dois homens, tinham ficado sem dois mil porcos (EV)

É muito frequente que a lógica de Deus não coincida com a lógica humana. Só a fé nos ajudará a descobrir a mão de Deus por detrás dos acontecimentos desagradáveis, como a dor, as contrariedades, as doenças, etc. Deus defende os que lhe são fiéis (SR).

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Bruno Barbosa

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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