Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

1 de Janeiro de 2021

 

Na Oitava do Natal do Senhor

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Gloriosa Mãe de Deus – M. Carneiro, NRMS, 33-34|

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Ou

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos a concluir a Oitava do Natal, em que contemplámos o rosto do Menino, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A união inseparável, e sem confusão, das duas naturezas, a humana e a divina, levou a fé da Igreja a proclamar Maria, Mãe de Jesus, como “Mãe de Deus”. Este é o seu maior título de glória. Mas o ano civil abre as portas com a marca do Dia Mundial da Paz. São, por isso, tantos os motivos para agradecer e confiar ao Senhor o tempo que nos é dado viver, sob a proteção maternal de Maria, neste caminho, tão marcado pelas suas pegadas. Comecemos por pedir a bênção da paz, mediante a graça do perdão.

 

 

Ato penitencial

 

P. Senhor, porque passais por nós e caminhais a nosso lado, mas nem sempre reconhecemos a Vossa presença, tende piedade de nós!

R. Senhor, tende piedade de nós!

 

P. Cristo, porque nos dais Maria como Mãe, mas preferimos a orfandade espiritual quando só olhamos para nós mesmos, tende piedade de nós!

R. Cristo, tende piedade de nós!

 

P. Senhor, porque nos chamais a todos filhos de Deus, mas descartamos, com medo, os estrangeiros e refugiados, tende piedade de nós!

R. Senhor, tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura apresenta-nos uma fórmula de bênção no início do ano. Escutemos!

 

Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

 

24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras a segunda e com 7 palavras a terceira (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.

 

Salmo Responsorial     Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)

 

Monição: Alegremo-nos e exultemos porque o Senhor se compadeceu de nós, concedendo-nos a sua bênção.

 

Refrão:         Deus Se compadeça de nós

e nos dê a sua bênção.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A segunda leitura evoca, outra vez, o amor de Deus, que enviou o seu Filho ao encontro dos homens para os libertar da escravidão da Lei e para os tornar seus "filhos".

 

Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.

 

O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico (daí o cuidado de traduzir a palavra), parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.

 

Aclamação ao Evangelho        Hebr 1, 1-2

 

Monição: O Evangelho convida-nos, também, a louvar a Deus pelo seu amor e a testemunhar o desígnio libertador de Deus no meio dos homens.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, pg 114

 

Muitas vezes e de muitos modos

falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

 

Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».

 

Sugestões para a homilia

 

1. Maria, Mãe do Príncipe da Paz

2. Maria, Mãe da esperança

 

 

1. Maria, Mãe do Príncipe da Paz

 

Começamos o ano de 2021 solenizando-o com um dia santo, e feriado, pela invocação de Santa Maria, Mãe de Deus.

 Diz-nos o Evangelho que Maria “conservava” todas as palavras que os pastores diziam, “meditando-as em seu coração”. Ora, depois das festas do Natal e no início de um novo ano torna-se essencial, e salutar, que cada um de nós saiba, e queira, conservar e meditar toda a Palavra de Deus que ouviu aos longo das festividades natalícias; palavra essa que nos foi dirigida de um modo personalizado, não de um qualquer modo, ou por qualquer pessoa, ou por qualquer ‘pastor’… mas pelo Filho de Deus, por uma pessoa concreta e verdadeira, com nome: Jesus!

Por Jesus foi-nos trazida a vida com Deus, da qual somos co-herdeiros. Esta herança deve ser seriamente meditada e conservada para que o reino de Deus aconteça, como Maria permitiu que acontecesse!

Com Maria, por Maria e como Maria, a Igreja convida-nos, no início deste ano, a abrirmos a nossa vida à paz e à bênção que de Deus nos vem com Jesus Cristo. E ainda que os nossos dias pareçam ser cada vez mais de insegurança, incerteza, calamidades e guerras, aí está, por Maria, Mãe de Deus, o Príncipe da Paz a dizer-nos que o Pai Se compadece de nós e nos concede a paz. É certo que não uma paz como os ‘homens do mundo’ no-la querem dar, mas, seguramente, segundo a vontade do Pai: “enviando aos nossos corações o Espírito de seu Filho” (Gal 4. 6)!

Abramos, então, de uma vez por todas e para sempre, o nosso coração ao Príncipe da Paz, para que em todos e cada um de nós, e por toda a humanidade, se possa irradiar uma nova onda de santidade e de paz e possamos todos regressar ao nosso dia-a-dia, glorificando e louvando – como os pastores – a Deus por tudo o que ouvimos e vimos!

Hoje, talvez, a ter-se realizado connosco as coisas que aconteceram aos pastores, quereríamos trazer uma ‘recordação’, um milagre, quem sabe!?... Os pastores, pelo contrário, sentiram felicidade em regressar glorificando e cantando, pelo que ouviram e viram! Estarão os nossos ouvidos atentos e os nossos olhos abertos?

 

 

2. Maria, Mãe da esperança

 

No caminho da sua maternidade, Maria teve que atravessar mais do que uma noite sombria, desde a anunciação ao Calvário. Maria é uma mulher que não se deprime face às incertezas da vida; nem uma mulher que protesta e se lamenta contra a sorte que muitas vezes se Lhe apresentava hostil. Pelo contrário, é uma mulher que aceita a vida como vem, com os seus dias felizes, mas também com as suas tragédias. Ela simplesmente está esperando contra toda a esperança.

No Pentecostes, no primeiro dia da Igreja, reencontramos Maria como Mãe da Esperança em meio àquela comunidade de discípulos tão frágeis: um tinha negado o Mestre, muitos tinham fugido, todos tinham medo. Maria simplesmente estava lá no seu modo normal de ser, como se fosse algo natural: a Igreja primitiva, envolvida pela luz da Ressurreição, mas também pela incerteza e o medo dos primeiros passos a dar no mundo.

Na verdade, Maria ensina-nos a virtude da esperança, mesmo quando tudo parece sem sentido, porque ela confia em Deus. Também nestes momentos difíceis que estamos a atravessar, Maria possa sempre amparar os nossos passos e continue a ser para todos nós Mãe de esperança. Por isso, queremos hoje invocar a sua intercessão, com a oração do Papa Francisco, pedindo o fim da pandemia:

 

 

 

 

Ó Maria, Mãe da esperança,

Tu resplandeces sempre no nosso caminho

como sinal de salvação e de esperança.

Confiamo-nos a Ti, Saúde dos Enfermos,

que junto da Cruz foste associada à dor de Jesus,

mantendo firme a tua fé.

 

Tu, Salvação do Povo de Deus,

sabes bem do que mais precisamos

e estamos seguros de que proverás

para que, tal como em Caná da Galileia,

possa voltar a alegria e a festa

depois deste momento de provação.

 

Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor,

a conformar-nos com a vontade do Pai

e a fazer aquilo que Jesus nos disser,

Ele que tomou sobre Si os nossos sofrimentos

e carregou as nossas dores,

para nos conduzir, por meio da Cruz,

à glória da Ressurreição.

Amen.

 

Sob a Tua proteção, buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus.

Não desprezes as nossas súplicas, nós que estamos na provação,

e livra-nos de todo perigo, Virgem gloriosa e bendita.

 

Fala o Santo Padre

 

«Dizer «Mãe de Deus» lembra-nos isto: o Deus infinito fez-Se pequenino,

não só para estar connosco, mas também para ser como nós.

Eis o milagre: o homem já não está sozinho; nunca mais será órfão, é para sempre filho.»

 

O Ano tem início sob o nome da Mãe de Deus. Mãe de Deus é o título mais importante de Nossa Senhora. Mas a alguém poderia vir a pergunta: por que dizemos «Mãe de Deus», e não Mãe de Jesus? Alguns, no passado, pediram para nos cingirmos a isto, mas a Igreja afirmou: Maria é Mãe de Deus. Devemos estar-lhe agradecidos, porque, nestas palavras, se encerra uma verdade esplêndida sobre Deus e sobre nós mesmos, ou seja: desde que o Senhor Se encarnou em Maria – desde então e para sempre –, traz a nossa humanidade agarrada a Ele. Já não há Deus sem homem: a carne que Jesus tomou de sua Mãe, continua ainda agora a ser d’Ele e sê-lo-á para sempre. Dizer «Mãe de Deus» lembra-nos isto: Deus está perto da humanidade como uma criança da mãe que a traz no ventre.

A palavra mãe (mater) remete também para a palavra matéria. Em sua Mãe, o Deus do céu, o Deus infinito fez-Se pequenino, fez-Se matéria, não só para estar connosco, mas também para ser como nós. Eis o milagre, eis a novidade: o homem já não está sozinho; nunca mais será órfão, é para sempre filho. O Ano tem início com esta novidade. E nós proclamamo-la dizendo assim: Mãe de Deus! É a alegria de saber que a nossa solidão está vencida. É a maravilha de nos sabermos filhos amados, de sabermos que esta nossa infância nunca mais nos poderá ser tirada. É espelharmo-nos em Deus frágil e menino nos braços da Mãe e vermos que a humanidade é querida e sagrada para o Senhor. Por isso, servir a vida humana é servir a Deus, e toda a vida – desde a vida no ventre da mãe, até à vida envelhecida, atribulada e doente, à vida incómoda e até repugnante – deve ser acolhida, amada e ajudada.

Deixemo-nos agora guiar pelo Evangelho de hoje. Da Mãe de Deus, diz-se apenas uma frase: «guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração» (Lc 2, 19). Guardava. Simplesmente… guardava; Maria não fala: d’Ela, o Evangelho não refere uma palavra sequer, em toda a narração do Natal. Também nisto a Mãe Se associa ao Filho: Jesus é infante, ou seja, «sem dizer palavra». Ele, o Verbo, a Palavra de Deus que «muitas vezes e de muitos modos falara nos tempos antigos» (Heb 1, 1), agora, na «plenitude dos tempos» (Gal 4, 4), está mudo. O Deus, na presença de Quem se guarda silêncio, é um menino que não fala. A sua majestade é sem palavras, o seu mistério de amor desvenda-se na pequenez. Esta pequenez silenciosa é a linguagem da sua realeza. A Mãe associa-Se ao Filho e guarda no silêncio.

E o silêncio diz-nos que também nós, se nos quisermos guardar a nós mesmos, precisamos de silêncio. Precisamos de permanecer em silêncio, olhando o presépio. Porque, diante do presépio, nos redescobrimos amados; saboreamos o sentido genuíno da vida. E, olhando em silêncio, deixamos que Jesus fale ao nosso coração: deixamos que a sua pequenez desmantele o nosso orgulho, que a sua pobreza desinquiete as nossas sumptuosidades, que a sua ternura revolva o nosso coração insensível. Reservar cada dia um tempo de silêncio com Deus é guardar a nossa alma; é guardar a nossa liberdade das banalidades corrosivas do consumo e dos aturdimentos da publicidade, da difusão de palavras vazias e das ondas avassaladoras das maledicências e da balbúrdia.

Maria guardava – continua o Evangelho – todas estas coisas, meditando-as. Quais eram estas coisas? Eram alegrias e aflições: por um lado, o nascimento de Jesus, o amor de José, a visita dos pastores, aquela noite de luz; mas, por outro, um futuro incerto, a falta de uma casa, «porque não havia lugar para eles na hospedaria» (Lc 2, 7), o desconsolo de ver fechar-lhes a porta; a desilusão por fazer Jesus nascer num curral. Esperanças e angústias, luz e trevas: todas estas coisas preenchiam o coração de Maria. E que fez Ela? Meditou-as, isto é, repassou-as com Deus no seu coração. Nada conservou para Si, nada encerrou na solidão nem submergiu na amargura; tudo levou a Deus. Foi assim que guardou. Entregando, guarda-se: não deixando a vida à mercê do medo, do desânimo ou da superstição, não se fechando nem procurando esquecer, mas dialogando tudo com Deus. E Deus, que Se preocupa connosco, vem habitar nas nossas vidas.

Aqui temos os segredos da Mãe de Deus: guardar no silêncio e levar a Deus. Isto realizava-se – conclui o Evangelho – no seu coração. O coração convida a pôr os olhos no centro da pessoa, dos afetos, da vida. Também nós – cristãos em caminho –, ao princípio do Ano, sentimos a necessidade de recomeçar do centro, deixar para trás os pesos do passado e partir do que é importante. Temos hoje diante de nós o ponto de partida: a Mãe de Deus. Pois Maria é como Deus nos quer, como quer a sua Igreja: Mãe terna, humilde, pobre de coisas e rica de amor, livre do pecado, unida a Jesus, que guarda Deus no coração e o próximo na vida. Para recomeçar, ponhamos os olhos na Mãe. No seu coração, bate o coração da Igreja. Para avançar – diz-nos a festa de hoje –, é preciso recuar: recomeçar do presépio, da Mãe que tem Deus nos braços.

A devoção a Maria não é galanteria espiritual, mas uma exigência da vida cristã. Olhando para a Mãe, somos encorajados a deixar tantas bagatelas inúteis e reencontrar aquilo que conta. O dom da Mãe, o dom de cada mãe e cada mulher é tão precioso para a Igreja, que é mãe e mulher. E, enquanto o homem muitas vezes abstrai, afirma e impõe ideias, a mulher, a mãe sabe guardar, fazer a ligação no coração, vivificar. Porque a fé não se pode reduzir apenas a ideia ou a doutrina; precisamos, todos, de um coração de mãe que saiba guardar a ternura de Deus e ouvir as palpitações do homem. A Mãe, autógrafo de Deus sobre a humanidade, guarde este Ano e leve a paz de seu Filho aos corações, aos nossos corações, e ao mundo inteiro. E, como filhos d’Ela, convido-vos a saudá-La hoje, simplesmente, com a saudação que os cristãos de Éfeso pronunciavam diante dos seus Bispos: «Santa Mãe de Deus!» Com todo o coração, digamos três vezes, todos juntos, fixando-A [voltados para a sua imagem posta ao lado do altar]: «Santa Mãe de Deus!»

Papa Francisco, Homilia, Basílica Vaticana, 1 de janeiro de 2018

 

Credo

 

Oração Universal

 

P. Irmãos, Confiemo-nos a Cristo, Príncipe da Paz,

por intercessão de Maria, Mãe de Deus e Mãe de todos os homens:

 

R. Confirmai, Senhor, a nossa esperança!

 

1.     Pela Igreja e pela sua opção real e preferencial pelos pobres:

para que se revele assim como um instrumento útil,

na construção de um mundo mais solidário.

Oremos, irmãos.

 

2.     Pelas pessoas desorientadas interiormente ou transtornadas,

apesar do seu bem-estar económico:

para que sejam libertas da sua pobreza relacional, moral e espiritual.

Oremos, irmãos.

 

3.     Pelas pessoas vítimas de pandemias:

para que os governos saibam colocar à disposição dos mais pobres

os remédios e os tratamentos necessários e a ninguém falte o amor.

Oremos, irmãos.

 

4.     Por uma verdadeira política de desarmamento:

para que os recursos poupados possam ser destinados

a projetos de desenvolvimento, em favor dos mais pobres.

Oremos, irmãos.

 

5.     Por todos nós: para que nos deixemos mover pela esperança

e assim sejamos construtores de paz

no compromisso fraterno e solidário com quem mais precisa.

Oremos, irmãos.

 

P- Senhor, nosso Deus, que sempre procurais pessoas, que levem e comuniquem a vossa paz ao mundo, não permitais que se encontre fechado o nosso coração. Mas fazei de nós, neste nosso tempo, portadores ativos da vossa paz, por Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Ó Maria, sois a Mãe de Jesus – J. Santos, NRMS, 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: C. Silva – COM, pg 195

 

Monição da Comunhão

 

Quem recebe Cristo alarga o coração às necessidades dos pobres e faz tudo o que lhe for possível para ir em seu socorro. Que esta comunhão nos una cada vez mais a Jesus e nos comprometa ainda mais com os mais irmãos.

 

Cântico da Comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje – A. Cartageno, CEC (I)

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

Cântico de acção de graças: Magnificat – Terreiro Nascimento, CT

 

Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O frágil Menino, o Príncipe da Paz, que a Mãe de Deus mostra ao mundo, nos dê luz e vontade, coração e braços, para sermos para o nosso tempo semeadores da esperança. Com Cristo, iremos vencer. Que seja um ano de mudança e de vitórias. Que seja um ano de paz! Feliz ano de 2021!

 

Cântico final:  O Povo de Deus te aclama – M. Carneiro, NRMS, 33-34

 

 

 

Homilia FeriaL

 

 

Sábado, 2-I: Endireitar os caminhos do Senhor.

1 Jo 2, 22-28 / Jo 1, 19-20

Quem é mentiroso? Este é que é o Anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho.

 João Baptista anuncia a proximidade do aparecimento do Messias. Endireitai os caminhos do Senhor (EV). Os confins da terra puderam ver a salvação do nosso Deus (SR).

Há muitos que se afastam dos caminhos do Senhor: são o Anticristo, todos aqueles que querem ser os senhores da vida e da morte, que decidem quem deve nascer e quem deve morrer, esquecendo que a vida é sagrada e a Deus pertence. E também aqueles que se põem no lugar de Deus, fazendo tudo, ou quase tudo, como se Deus não existisse. O Apóstolo ensina-nos a permanecer em Cristo (LT).

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                       Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 

 


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