NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

Missa da Aurora

25 de Dezembro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cantemos à porfia – C. Silva, OC, pg 59

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Antífona de entrada: Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nasceu Jesus, vindo ao nosso encontro, para ficar mais perto de nós e mais facilmente poder ser encontrado pelos que O procuram.

Deixemos entrar bem dentro de nós a alegria do Natal que tem como único motivo o nascimento do Salvador.

A alegria do convívio das famílias, a permuta de ofertas entre as diversas pessoas e a preocupação dos mais desfavorecidos significam que estamos a aprender bem esta lição do Natal.

Como os Pastores, aproximemo-nos em espírito da gruta de Belém, na qual o Salvador do mundo estende para nós os braços.

 

Acto penitencial

 

Peçamos humildemente perdão pelas vezes em que, por distração e frieza, não fomos capazes de reconhecer Jesus nos pobres, nos doentes e nos marginalizados.

Com a ajuda do nosso Deus, prometamos emenda de vida no nosso procedimento para com eles.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos como sugestão o esquema A)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

 

Glória a Deus nas alturas!

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado, resplandeça em nossas obras o que pela fé brilha em nossos corações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Isaías, em pleno tempo do cativeiro de Babilónia, consola o Povo de Deus, com a promessa do Salvador.

Esta promessa cumpriu-se hoje e nós temos toda a razão para acolher a mensagem do profeta: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador».

 

Isaías 62, 11-12

11Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador. Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. 12Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».

 

A leitura recolhe dois versículos do III Isaías, referidos à Jerusalém restaurada após o exílio. «Até aos confins da terra»: a perspectiva universalista típica da última parte de Isaías corresponde bem à realidade de um «Natal para todos».

«Filha de Sião, Filha de Jerusalém», forma poética de o profeta se dirigir aos habitantes da cidade, e mesmo a todos os israelitas (como aqui sucede). A Igreja é o novo «Israel de Deus», «o monte Sião» (Gal 4,26; 6,16; Hebr 12,22; Apoc 14,1; 21). «Sião» (etimologicamente lugar seco) era a cidadela da capital, Jerusalém. Inicialmente designava a fortaleza conquistada por David aos jebuseus, a colina oriental de Jerusalém (Ofel), que começou a ser chamada «cidade de David», para onde este transladou a Arca da Aliança. Quando Salomão construiu o Templo, a Norte de Sião, e para lá levou a arca, também se começou a dar a esse lugar o nome de Sião. Depois veio a designar o conjunto da cidade de Jerusalém, ou todos os seus habitantes e mesmo todo o povo de Israel. Na tradição cristã, veio a dar-se uma confusão acerca da localização topográfica do monte Sião, ao situá-lo no Cenáculo, na colina ocidental da cidade alta. Esta confusão parece ter origem em que o Cenáculo foi considerado a sede da primitiva Igreja de Jerusalém, o novo «monte Sião», segundo Hebr 12,22 e Apoc 14,1. Actualmente a Arqueologia veio esclarecer estes locais.

 

Salmo Responsorial    Salmo 96 (97), 1 e 6.11-12

 

Monição: O Salmista canta os louvores do Deus Menino que acaba de nascer e convida a terra inteira a entoar os seus louvores.

Acolhamos o convite que nos é dirigido: Alegrai-vos, ó justos, no Senhor e louvai o seu nome santo

 

Refrão:        Hoje sobre nós resplandece uma luz:

nasceu o Senhor.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

 

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

A luz resplandece para os justos

e a alegria para os corações rectos.

 

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome Santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O nascimento do Salvador é a maior manifestação da bondade de Deus para connosco.

Deus derramou abundantemente o Espírito sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.

 

Tito 3, 4-7

Caríssimo: 4Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, 5não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, 6que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, 7para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.

 

Esta belíssima síntese soteriológica bem podia ser uma espécie de fórmula de fé corrente na Igreja primitiva que tenha sido inserida na Carta.

5 O «banho de regeneração e renovação do Espírito Santo» é o Baptismo, que nos faz nascer de novo (Jo 3,3.5) e que nos torna «nova criatura» (Gal 6,15; 2Cor 5,17). O Natal é ocasião propícia para meditar também no nosso natal, o Baptismo, e para daí tirar consequências práticas: «reconhece, ó cristão, a tua dignidade; tornado participante da natureza divina, não regresses à antiga baixeza duma vida depravada; lembra-te de que Cabeça e de que Corpo és membro. Pelo Baptismo, tornaste-te templo do Espírito Santo» (S. Leão Magno, Homilia para o dia de Natal).

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 14

 

Monição: A alegria do Natal é para todas as pessoas de boa vontade, seja qual for a sua idade ou condição social.

Como os pastores de Belém, aproximemo-nos em espírito do Presépio, enquanto o Evangelho é proclamado para nós.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, pg 113

 

Glória a Deus nas alturas

e paz na terra aos homens por Ele amados.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 15-20

15Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direcção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». 16Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.

 

A leitura mostra a reacção dos pastores perante o anúncio do nascimento de Jesus que bem pode marcar a atitude do cristão ao tomar consciência do Natal de Jesus: a decisão (tão presente nos nossos vilancetes), de ir a Belém, apressadamente, sem delongas nem escusas ao encontro pessoal com Jesus, Maria e José

18 Os «pastores» contaram as maravilhas daquela noite, mas os conterrâneos não os deveriam tomar muito a sério. Como poderia o Messias revelar-se a gente tão miserável, malconceituada e tida por pecadora?

19 «Maria» ensina-nos a viver o mistério do Natal no recolhimento, ponderação e intimidade com Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

• A alegria que vem de Deus

• Vamos a Belém

 

1. A alegria que vem de Deus

 

O profeta Isaías dirige-se à cidade Santa de Jerusalém – e por ela, ao mundo inteiro, porque é figura da Igreja que abraça o universo –, mergulhada na tristeza e desolação e conforta-a com palavras proféticas. O seu luto e tristeza vão acabar, porque virá o Messias, o Salvador.

 • Alegres pelo Nascimento de Jesus. Enchemos a casa e a vida com sinais de alegria, na celebração do Natal. Porque sentimos tanta alegria no Natal? Porque nos encontramos com os a familiares e amigos? Porque recebemos prendas? Porque temos uma refeição melhorada? Afinal, tudo isto podemos ter em qualquer dia do ano.

Nós intuímos uma razão mais profunda: o nascimento de Jesus, do Filho de Deus que nos vem salvar dá-nos uma Esperança firme, uma segurança que não tínhamos.

O Senhor traz-nos o maior dos tesouros que é a nossa filiação divina. Mudamos de condição, ganhamos a segurança que vem de Deus. É Ele a nossa Esperança.

 «Eis o que o Senhor: proclama até aos confins da terra: “Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador.”»

•  Deixemos entrar em nós a Alegria! Depois do nascimento de Jesus, as nossas tristezas e desânimos não têm razão e ser. Só está triste e desamparado quem quer. Deus está connosco e vem reconduzir-nos á condição de filhos de Deus e, portanto, herdeiros do Céu.

A verdadeira alegria, como a Luz, vem sempre do alto, da misericórdia do nosso Deus. Basta que nos voltemos para Deus, que peçamos a Sua ajuda, para que Ele, cheio de divina solicitude, Se debruce sobre cada um de nós.

As outras luzes com que querem atrair-nos e desencaminhar-nos são miragens que devemos evitar.

«Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa

Filhos de Deus. O Batismo, ela graça santificante que nos é infundida, torna-nos participantes da natureza divina. Tornamo-nos membros do Corpo do qual Jesus Cristo é a Cabeça. O Pai ama-nos em jesus. Somos filhos no Filho.

A paternidade e maternidade – dois modos de participar na paternidade divina, porque Deus é Pai e Mãe – exprime-se pela doação, a misericórdia, que é o amor inesgotável, a generosidade constante e a semelhança de fisionomia. Os filhos parecem-se com os pais.

«Deus derramou abundantemente o Espírito sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna».

Participaremos da mesma felicidade e alegria para sempre, da Santíssima Trindade, no Céu.

  «Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’»

Sentemo-nos à mesa da alegria. Para comungar na mesma alegria de Deus é preciso viver na Sua amizade. Jesus veio tornar fácil recuperá-la, ao deixar o Sacramento da alegria.

Precisamos também, no dia a dia, de viver com delicadeza esta amizade, procurando fazer a vontade de Deus, falar com Ele pela oração e amá-l’O nos nossos irmãos.

Terá então sentido o salmo que cantamos: Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor.

 

2. Vamos a Belém

 

Quando os anjos se retiraram para o Céu, os pastores animaram-se mutuamente a ir a Belém, para verem com os próprios olhos o que lhes tinha sido anunciado.

Do campo dos pastores até à gruta de Belém era preciso andar cerca de um quilómetro. Para maior dificuldade, era de noite e estava frio, além dos perigos e incertezas que a noite encobre. 

Vamos a Belém. Nenhuma destas dificuldades foram capazes de os deter. E, na tua pobreza, encontraram algo para oferecer ao Menino que acabava de nascer. «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.»

Ir a Belém concretiza-se em nos reconciliarmos com Jesus Menino, renunciando ao que nos afasta d’Ele.

Convida-nos a deixarmos de ser meros expetadores do Natal, comentando o que se passa, para nos integrarmos de alma e coração nesta Família de Deus e nossa, que é a Igreja.

Renunciemos o nosso comodismo. Para ir ao encontro do Senhor, correspondendo ao que Ele quer de nós em cada momento, é preciso combater a preguiça, o frio da indiferença e responder com generosidade.

Somente quando nos sacrificamos recuperamos o gosto pelas coisas de Deus e nos aproximamos d’Ele. Quando estamos à espera de que nos apeteça rezar, participar na santa Missa e frequentar os Sacramentos, nunca mais nos decidimos.

Comecemos por sair do sofá cómodo, combatendo a preguiça e a indiferença que nos tornam infelizes, e caminhemos ao encontro de Jesus Cristo no Presépio do Belém,

Abandonemos o sentimentalismo estéril. Comovemo-nos na Ceia do Natal, ao beijar a imagem do Menino Jesus quando nos detemos diante do Presépio.

Demos ao Senhor o nosso coração e, com ele, o nosso trabalho, a vida de família e os nossos afetos. É esta a única prenda que Ele aceita. Não tem necessidade de mais nada.

Vamos andar mais atentos porque, durante o ano, este mesmo Menino vai aparecer-nos com frequência disfarçado de idoso, de pobre, de doente ou de criança sem afeto. Façamos um esforço generoso para reconhecermos Jesus menino nessas pessoas.

É o nosso Salvador. Não foi pelas nossas boas obras que fomos resgatados, mas pela bondade infinita do Senhor que incarnou, morreu e ressuscitou por nós.

Quando fomos batizados – a quase totalidade de nós – ainda não éramos capazes de qualquer praticar qualquer obra meritória, pois ainda nem sequer tínhamos uso da razão.

Pela nossa limitação de criaturas, não éramos capazes de saldar a dívida infinita contraída pelo pecado dos nossos primeiros pais e pelos nossos pecados.

Agora que somos adultos, com as boas coisas que fazemos manifestamos ao Senhor o nosso desejo de sermos salvos por Ele.

Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo.

Encontramos a Trindade da terra. Quando os pastores chegaram à gruta do Nascimento, depois de percorrerem cerca de um quilómetro de distância, enfrentando a incerteza da noite, experimentaram a felicidade de contemplar Jesus na manjedoura e Maria e José em adoração ao deus feito Homem que acabava de nascer da sempre Virgem Sua Mãe.

Era o que S. João Paulo II chamou com felicidade a trindade na terra: Jesus, Maria e José e, em silêncio e deslumbramento, contemplaram aquele quadro celeste.

Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria e José e o Menino deitado na manjedoura.

Nestes dias em que temos o Presépio nas nossas casas, revistamo-nos desta mesma admiração e simplicidade, ao contemplar tão maravilhoso mistério.

Anunciemos o nascimento de Jesus. Os pastores foram difundir a notícia do nascimento do Salvador, contando com simplicidade tudo o que tinham visto e ouvido. Falemos às pessoas sobre o verdadeiro Natal e levemos-lhes a mensagem de Jesus: Ele espera-te!

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos em Cristo Jesus recém-nascido:

Elevemos ao Pai celeste as nossas súplicas

pelos homens e mulheres de toda a terra,

aos quais Ele enviou o próprio Filho Jesus.

Oremos (cantando), com a alegria do Natal:

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

1. Pelas Igrejas que hoje celebram o Natal,

    pelos que o celebram noutro dia

    e por todos os fiéis e catecúmenos que vivem a alegria desta celebração,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

2. Pelos que correm para o presépio como os pastores dos campos de Belém,

    pelos que meditam em seu coração como Maria e contemplam como José,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

3. Pelos que anunciam a boa nova do Natal, e que a vivem com esperança

e pelos que dão glória a Deus construindo a paz entre todos os homens,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

4. Pelos que vivem o Natal longe dos seus na emigração, nos hospitais,

    e nas cadeias e pelos que estão a trabalhar para servir neste Natal,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

5.  Por esta porção do povo santo que somos todos nós, aqui em festa,

    pelas nossas famílias e amigos e pelos que estão para nos deixar,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

6. Pelos que há um ano ainda estavam connosco e foram chamados

    e pelos que, tendo falecido, foram esquecidos pelos seus amigos, 

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,

que fizestes resplandecer hoje sobre a terra

a luz de Cristo, que iluminou a noite escura,

acolhei benignamente as nossas súplicas

pelos homens de quem Ele Se fez irmão.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Como os Pastores das campinas de Belém, também nós recebemos a notícia do nascimento do Salvador.

Ele mesmo prepara para nós, pelo sacerdote ministerial, o Banquete Eucarístico com que vamos celebrar este grande acontecimento.

 

Cântico do ofertório: Resplandece a luz divina – S. Marques, NRMS, 76

 

Oração sobre as oblatas: Sejam as nossas oferendas, Senhor, dignas do mistério do Natal que hoje celebramos; e assim como o vosso Filho feito homem Se manifestou como Deus, também estes frutos da terra nos tornem participantes dos dons divinos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Pelo mistério do Verbo encarnado, nova luz da vossa glória brilhou sobre nós, para que vendo a Deus com os nossos olhos, aprendamos a amar asa coisas invisíveis.

Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

 

Santo: C. Silva – COM, pg 193

 

Saudação da Paz

 

Todos sentimos hoje uma imensa alegria, porque a Paz do Natal desceu no Céu à terra.

É preciso agora que abramos de par em par as portas do coração para que, por cada um de nós, ele reine na terra,

 

Monição da Comunhão

 

Deus Menino oferece-Se a cada um de nós na Sagrada Comunhão – contanto que estejamos preparados para O comungar –, não apenas para O beijarmos e abraçarmos, mas para ser o nosso Alimento.

Agradeçamos este Dom divino, procurando recebê-l’O com fé, amor e respeito profundo.

 

Cântico da Comunhão: O Verbo fez-se carne – C. Silva, Oc, pg 195

cf. Zac 9, 9

Antífona da comunhão: Alegra-te, filha de Sião. Exulta, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, o Santo de Israel, que vem salvar o mundo.

 

Cântico de acção de graças: Hoje nasceu Jesus Cristo – J. F. Silva, NRMS, 44

 

Oração depois da comunhão: Ao celebrarmos com santa alegria o nascimento do vosso Filho, nós Vos pedimos, Senhor, a graça de conhecer este mistério com fé viva e de o viver com ardente caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que a nossa alegria contagiosa neste Natal dê testemunho da nossa gratidão pelo nascimento do Salvador.

 

Cântico final: Cantava em nossas campinas – (Glória in exelsis Deo), CT

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Fernando Silva

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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