NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

Missa da Meia-noite

25 de Dezembro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegou a hora mais alta – M. Faria, NRMS, 44

Salmo 2, 7

Antífona de entrada: O Senhor disse-me: Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.

 

Ou

 

Exultemos de alegria no Senhor, porque nasceu na terra o nosso Salvador. Hoje desceu do Céu sobre nós a verdadeira paz.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor convida-nos, pela voz da Liturgia, a abandonar o conforto das nossas casas para irmos em espírito à gruta de Belém, para celebrarmos o nascimento do Salvador do mundo.

Não se trata de uma piedosa lembrança a comemorar, mas de tomar parte neste acontecimento para o celebrar com alegria. Hoje nasceu o nosso Salvador, Jesus Cristo, Senhor.

Aproximemo-nos com o respeito que nos merece o berço de uma criança, para Lhe segredarmos em voz baixa o nosso amor e a nossa gratidão.

 

Ato penitencial

 

Olhemos agora para nós, para vermos a fealdade dos nossos pecados, e peçamos-Lhe humildemente perdão, antes de tomarmos parte na festa do Seu Nascimento.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos como sugestão o esquema A)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

 

Glória a deus nas alturas!

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que fizestes resplandecer esta santíssima noite com o nascimento de Cristo, verdadeira luz do mundo, concedei-nos que, tendo conhecido na terra o mistério desta luz, possamos gozar no Céu o esplendor da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Isaías anuncia o nascimento do Salvador como uma grande luz que brilhou na noite que envolvia o mundo.

Abramos de par em par o nosso coração e deixemos entrar a Luz que é Deus Menino, para nos encher de alegria e de paz.

 

Isaías 9, 1-6

2«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. 3Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. 4Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. 5Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. 6Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». 7O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.

 

Este belíssimo texto é um trecho do chamado livro do Emanuel (Is 7 – 12), onde, em face da iminência de várias guerras, se abrem horizontes de esperança, que se projectam em tempos vindouros, muito para além das soluções empíricas e imediatas: é a utopia messiânica de paz e alegria que veio a ter o seu pleno cumprimento com a vinda de Cristo ao mundo. Enquadra-se às mil maravilhas na noite de Natal, em que «uma luz começou a brilhar». Esta luz é o «Menino» (v. 5) que nasce para nós nesta noite, «luz do mundo» (Jo 8,12; 1,5.9).

4 «Como no dia de Madiã». Referência à grande vitória de Gedeão sobre os madianitas (Jz 7).

7 O «poder» e a «paz sem fim» serão garantidos para o trono de David pelo Menino de predicados divinos verdadeiramente surpreendentes (v. 5) que, embora expressos em termos semelhantes aos dos soberanos egípcios e assírios, suplantam os predicados de qualquer rei empírico e correspondem ao mistério de Jesus, Deus feito homem. O coro do Messias de Haendel «For unto us a Child is born» aclama admiravelmente estes títulos messiânicos.

 

Salmo Responsorial    Salmo 95 (96), 1-2a.2b-3.11-12.13 (R. Lc 2, 11)

 

Monição: O salmista convida a humanidade e a terra inteira a cantar o nascimento do Salvador do mundo.

Comunguemos desta alegria e bendigamos ao Senhor que veio ao encontro da nossa fragilidade, para nos salvar.

 

Refrão:        Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus Cristo, Senhor.

 

Cantai ao Senhor um cântico novo,

cantai ao Senhor, terra inteira,

cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.

 

Anunciai dia a dia a sua salvação,

publicai entre as nações a sua glória,

em todos os povos as suas maravilhas.

 

Alegrem-se os céus, exulte a terra,

ressoe o mar e tudo o que ele contém,

exultem os campos e quanto neles existe,

alegrem-se as árvores das florestas.

 

Diante do Senhor que vem,

que vem para julgar a terra:

julgará o mundo com justiça

e os povos com fidelidade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta ao seu discípulo Tito começa por lhe recordar que, com o nascimento do Salvador, manifestou-se a misericórdia divina.

Mas esta graça tem implicações na nossa vida: renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, para vivermos, no tempo presente, com temperança, justiça e piedade

 

Tito 2, 11-14

Caríssimo: 11Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens, 12ensinando-nos a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos para vivermos, no tempo presente, com temperança, justiça e piedade, 13aguardando a ditosa esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, 14Jesus Cristo, que Se entregou por nós, para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado, zeloso das boas obras.

 

Este breve texto é tirado da 2ª parte da breve carta a Tito. Depois de S. Paulo lhe ter dado orientações pastorais para a organização da Igreja em Creta (cap. 1), passa a desenvolver o tema das exigências da vida cristã (cap. 2 e 3). Na leitura queremos fazer ressaltar o v. 13, que foi adoptado pela liturgia da Missa (final do embolismo) e o v. 14 que é uma síntese da soteriologia paulina.

11 A graça do Baptismo mete-nos no caminho da «renúncia» (recordem-se as renúncias do ritual do Baptismo), pois sem renúncia não se pode seguir a Cristo (cf. Lc 9,23).

13 «Nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo». É uma das mais categóricas afirmações da divindade de Jesus Cristo em todo o N. T. Com efeito, como no original grego há um só artigo para «Deus e Salvador», estas duas designações, Deus e Salvador, referem-se à mesma pessoa, Jesus Cristo.

14 «Um povo especialmente seu», isto é, a Igreja, povo que Jesus Cristo conquista, não pelo poder das armas, mas pelo resgate do seu sangue redentor. A Igreja é o novo povo de Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 10-11

 

Monição: O Evangelho anuncia hoje a todos nós uma grande alegria: o nascimento do nosso Salvador.

Alegremo-nos e manifestemos o nosso júbilo aclamando o Evangelho e abrindo generosamente o coração à sua Mensagem.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – Az. Oliveira, NRMS, 36

 

Anuncio-vos uma grande alegria:

Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus Cristo, Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 1-14

1Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. 2Este primeiro recenseamento efectuou-se quando Quirino era governador da Síria. 3Todos se foram recensear, cada um à sua cidade. 4José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David, 5a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe. 6Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz 7e teve o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. 8Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. 9O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. 10Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: 11nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. 12Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». 13Imediatamente, juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: 14«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

 

A narrativa do nascimento do Filho eterno de Deus – nunca houve nem haverá Menino como este! – é deveras encantadora na sua simplicidade. O teólogo Lucas, dotado de génio de historiador nada precisa de inventar, para a sua peculiar teologia. Embora dispondo provavelmente de não muitos dados, começa, como bom historiador, por situar o acontecimento no tempo e no lugar.

Ainda ninguém apresentou nenhuma razão convincente para pôr em dúvida o lugar do nascimento de «Jesus de Nazaré» em Belém (a pari, todo o mundo fala de Santo António de Pádua e a verdade é que nasceu em Lisboa!). Por outro lado, as referências do nosso historiador ao tempo não são contaminadas pela sua preocupação teológica de apresentar o nascimento do Salvador, em contraste com o César romano, Augusto, que se ufanava do título de salvador da humanidade. Embora o recenseamento geral na época de Quirino como governador da Síria – que está bem documentado – seja bastante posterior (dá-se no ano 6 da era cristã), a verdade é que houve muitos outros censos; Lucas poderia não dispor de dados muito precisos, mas o historiador teólogo não precisava de mais pormenor para que o nascimento de Jesus ficasse enquadrado na História geral. De qualquer modo, a história profana documenta-nos vários recenseamentos a que na época se procedeu; papiros descobertos no Egipto falam de censos ali feitos, em que se obrigavam também as mulheres casadas a acompanharem os seus maridos (para se garantir a verdade das declarações), e a apresentarem-se ante o recenseador ou seu delegado para a prestação das declarações tributárias; assim se explica que Maria tivesse de acompanhar a José numa viagem tão incómoda (cerca de 150 Km). Da escassa documentação romana depreende-se que com Quirino se poderia mesmo ter iniciado um recenseamento durante a sua primeira missão (militar, não como governador) na Síria, entre os anos 10 a 6 a. C.. Dado que o nascimento de Jesus se deu uns seis ou sete anos a. C., em virtude do erro cometido por Dionísio, o Exíguo, quando no séc. VI fez as contas para a adopção da era cristã, a época referida por Lucas concorda substancialmente com os dados da história profana. Para solucionar o problema da data do recenseamento Ratzinger/Bento XVI adopta a explicação de que o recenseamento teria duas fases, a do arrolamento dos bens e a da aplicação da imposto, esta no ano 6 da nossa era em que se deu a revolta de que fala Flávio Josefo, quando Quirino era governador da Síria; mas o problema fica resolvido se adoptamos outra tradução possível: «Aquele recenseamento veio a ser anterior ao que foi feito quando Quirino era governador da Síria» (esta é a tradução da Bíblia Catalã). Assim, fica claro que S. Lucas não comete um erro histórico, ainda que o censo decretado por Herodes por altura do nascimento de Cristo não tenha sido o de Quirino, mas o do governador Saturnino, segundo a informação de Tertuliano (Contra Marcião, 4,19,10).

«César Augusto», o imperador Octávio, que reinou dos anos 27 a. C. a 14 d. C.

«Belém», em hebraico bet-léhem, significa casa do pão; ali nasce o «Pão da vida». Fica a uns 8 Km a sul de Jerusalém. Deduz-se que S. José ali teria a sua origem próxima, ou alguma propriedade ou condomínio. Pensa-se mesmo que ele se teria deslocado da sua Belém natal para Nazaré, participando na campanha de expansão religiosa do judaísmo na Galileia dos Gentios, que já se vinha promovendo desde o século II a. C.; não abundando o trabalho neste pequeno lugar, daqui poderia ir facilmente trabalhar nas obras da importante cidade de Séforis, apenas a 5 Km a Noroeste de Nazaré, a capital da Galileia reconstruída por Herodes Antipas, helenizada, mas não paganizada.

6 «Enquanto ali se encontravam». O texto deixa ver, como é compreensível, que estiveram em Belém durante algum tempo antes de o Menino nascer. De facto é inverosímil a aventura de empreenderem uma viagem de cerca de 150 Km nas vésperas do parto.

7 «Filho primogénito». Ao chamar-se Jesus «primogénito» não se faz referência a outros filhos que depois a Santíssima Virgem de facto não veio a ter, mas sim aos direitos e deveres do filho varão que uma mãe dava à luz pela primeira vez (pertencia a Deus, tinha que ser resgatado; cf. Ex 13,1; Nm 18,15). Também parece que «primogénito» era uma designação corrente para o primeiro filho independentemente de que fosse o único, segundo se depreende de uma inscrição egípcia da época, encontrada em 1922 perto do Tell-el-Jeduiyeh, onde se diz que uma tal Arsinoé morreu com as dores do parto do seu filho primogénito.

«Manjedoira». A palavra grega, fátnê, também pode significar curral. Seja como for, fica patente a extrema humildade em que quis nascer o Senhor do mundo. Segundo uma tradição que vem do séc. II (S. Justino, palestino nascido em Nablus), Jesus nasceu numa gruta natural, já fora de Belém. Ali Santa Helena, mãe de Constantino, nos princípios do séc. IV, ergueu uma basílica de cinco naves que, depois de várias modificações, chegou até nós, sendo, por isso, a mais antiga igreja de toda a Cristandade. A confirmar a tradição da gruta, temos vários testemunhos que falam da profanação desta nos tempos do imperador Adriano, que ali erigiu uma estátua de Adónis. Isto confirma que se tratava de um lugar de culto dos primeiros cristãos.

«Hospedaria». A palavra grega, katályma, oferece alguma dificuldade de tradução devido ao facto de tanto poder significar «hospedaria» (o kan que existia em muitas povoações), como «sala de cima» (cf. Lc 22,11; Mc 14,14), o aposento superior ao rés-do-chão, que tanto podia servir de salão como de dormitório. É estranho que, em qualquer dos casos, não coubessem mais duas pessoas, dada a boa hospitalidade oriental. Mas, para a hora do parto, não haveria o mínimo de condições de privacidade, por isso se recolhem para uma gruta ou curral. Um relato destes não se inventa, pois não era este o lugar digno para o Messias glorioso que se esperava. É impressionante verificar que para o «Senhor» de toda a Criação não havia na terra um sítio digno!

8 «Pastores». É significativo que os primeiros a quem o Messias se manifesta seja gente desprezada e sem valor aos olhos da sociedade judaica, que os incluía entre os «publicanos e pecadores», pois a sua ignorância religiosa levava-os a constantemente infringirem as inúmeras prescrições legais. O facto de guardarem o gado de noite não significa que não fosse inverno, embora não saibamos nem o dia nem sequer o mês em que Jesus nasceu, o que se compreende, pois então só se celebrava o aniversário natalício dos filhos dos reis e pouco mais. Só tardiamente se começou a celebrar o nascimento de Jesus (em Roma já se celebrava no séc. IV a 25 de Dezembro). Ao chegar a noite, os pastores reuniam o gado numa vedação campestre (redil) e eles abrigavam-se da inclemência do tempo nalguma cabana feita de ramos, mesmo durante o inverno.

14 Com o nascimento de Jesus, Deus é glorificado – «glória a Deus» e advém para os homens a síntese de todos os bens – «a paz». O texto original grego pode ter uma dupla tradução, qual delas a mais rica: «homens de boa vontade» (que possuem boa vontade, segundo a interpretação tradicional adoptada pela nova tradução da CEP), ou «os homens que são objecto de boa vontade» (ou da benevolência divina. Por agora, os textos litúrgicos preferiram a segunda, mais de acordo com a visão universalista de Lucas. Segundo uma variante textual (menos provável) teríamos uma frase com três membros: «glória a Deus..., paz na terra, benevolência divina entre os homens».

 

Sugestões para a homilia

 

• Um Menino nasceu para nós

• Deus Menino vem ao nosso encontro

 

1. Um Menino nasceu para nós

 

Nesta Noite de Natal, no centro da nossa alegria está um Menino que nos foi dado. É à volta d’Ele que desejamos realizar a nossa festa, porque outra coisa não faria sentido.

Nasceu o Desejado das Nações. A história do mundo divide-se em duas épocas: antes de Cristo e depois de Cristo. Não se trata de uma divisão artificial, mas exprime uma grande realidade.

Durante muitos séculos, Deus foi preparando o mundo para esta hora da Salvação.

– O mundo tinha, finalmente, uma unidade de governo, sob o Império Romano, dando ao mundo conhecido de então uma paz nunca obtida antes.

– Havia a unidade de língua, facilitando o anúncio da Boa Nova. Quem soubesse falar latim ou o grego comercial, era entendido em toda a parte;

– Foram estabelecidas vias de comunicação. Havia carreiras de barcos entre todas as províncias do Império banhadas pelo mar, entre abril e setembro; e as vias romanas ligavam todo o mundo conhecido com a cidade de Roma.

– A falência dos deuses do paganismo era evidente. Os homens imolavam os seus semelhantes em sacrifício e adoravam deuses que eram a glorificação dos vícios e pecados dos homens.

A tal ponto chegou o descrédito que, na cidade de Atenas, era proibido anunciar novas religiões e divindades.

«Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombrose será chamado “Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz”»

Hoje renova-se a necessidade de que Deus venha. O mundo europeu atravessa hoje a maior crise da história, depois da vinda de Cristo.

Não é uma crise de alimentos que o faz sofrer, mas uma crise de amor, porque esta civilização do conforto acabou por fechar as pessoas no espaço estreito do seu egoísmo. Como temos muitos “brinquedos” para encher o tempo – a televisão, o telemóvel, o computador com a internet –, esquecemo-nos dos outros e fechamo-nos em nós mesmos.

Vivemos na mesma casa e sentamo-nos à mesma mesa, mas procedemos como se estivéssemos sós no mundo, entretidos com os nossos brinquedos.

Renova-se a falta de respeito pela vida humana. Legaliza-se o aborto e a morte dos idosos, diminuídos e doentes, pela eutanásia.

Assistimos ao maior ataque de sempre contra a família, pela união de facto, o divórcio e o re-casamento.

 Temos urgente necessidade de que Jesus Cristo volte a nascer na família, na sociedade, na escola, no mundo do trabalho.

Recebemos uma grande Luz. Jesus Cristo apresenta-se como sendo a Luz do mundo e deseja que cada cristão seja luz para os que vivem com ele. Havemos de sê-lo pela clareza da doutrina, conhecendo bem o Catecismo; e pela vida de acordo com os ensinamentos do Divino Mestre.

Que a nossa vida seja um reflexo da luz que brilhou em Belém na noite de Natal, pelo otimismo e alegria; amizade e compreensão.

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morteuma luz começou a brilhar

É a luz da Verdade e do Amor que dissipa as trevas do erro e da mentira; que desterra o ódio e a indiferença.

Ele é a fonte da nossa alegria. Para nos ajudar a compreender a alegria que o nascimento do Salvador causa no mundo, o profeta Isaías recorre a comparações da vida humana: os lavradores que regressam dos campos a cantar, com os braçados das colheitas; ou os soldados que, depois da incerteza e perigo da batalha, repartem depois os despojos conquistados.

«Multiplicastes a sua alegria,aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos

Interiorizemos a alegria desta noite, para que brote da verdadeira fonte. As prendas, os enfeites e a ceia de Natal só fazem sentido se estamos a celebrar a alegria do nascimento de Jesus.

Recuperamos a liberdade de filhos de Deus. As pessoas tornaram-se escravas umas das outras, pelo regime da escravatura; e escravas de si mesmas pelas paixões desordenadas. Cristo vem ajudar-nos a reconquistar esta dupla liberdade, ando-nos a dignidade de filhos de Deus.

«Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor

Ele dá-nos a verdadeira paz. Ele dá-nos a verdadeira paz porque nos leva a procurar a justiça em todas as nossas ações. O novo nome da paz é a justiça.

Isaías profetiza o fim da guerra com o nascimento do Salvador. Mas esta promessa virá a ser real se nós quisermos. É preciso acolher este dom de Deus destruindo em nossos corações as causas das guerras.

«Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas

 

2. Deus Menino vem ao nosso encontro

 

Deus serviu-se de um decreto dos homens, mandando que fosse recenseada toda a terra para que o Redentor do mundo fosse nascer onde o tinham anunciado as profecias.

Como José e Maria eram descendentes do rei David, dirigiram-se para Belém a fim de se recensearam. O Filho de David, Aquele que vem ocupar o seu trono, nasce na mesma terra.

«José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe

Belém, berço do Salvador. O nascimento de Jesus em Belém não foi uma surpresa inesperada para Maria e José.

Eles conheciam as profecias sobre o nascimento do Salvador. Além disso, quando viajaram para lá, bem sabiam que a Mãe de Jesus não estava em condições de regressar antes de dar à luz virginalmente o Redentor do mundo.

Outra coisa diferente seria desconhecer o sacrifício que exigiu das duas criaturas mais amadas de Deus o nascimento de um filho longe de casa e no meio de pessoas desconhecidas, no maior desconforto.

O primogénito de muitos irmãos. «Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz e teve o seu Filho primogénito

A palavra Primogénito, divinamente inspirada, pode significar duas verdades: quando nasce o primeiro filho a um casal, é sempre o primogénito, mesmo que não venha a ter mais irmãos. Esta expressão em nada atenta contra a virgindade de Maria antes do parto, no parto e depois do parto.

De facto, Jesus é o primogénito de muitos irmãos, porque vem restituir-nos a filiação divina que o pecado de Adão nos tinha arrebatado. É o primogénito porque, na verdade, Maria é também a nossa Mãe, na vida da graça.

A delicada generosidade de Maria. Alguns livros piedosos lançam imprecações contra os habitantes de Belém, por não terem oferecido uma casa à Sagrada Família onde pudesse nascer o Salvador.

«Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria

A Hospedaria daquele tempo resumia-se a um espaço cercado por um muro onde as pessoas acampavam a céu aberto. Não era o ambiente propício para Jesus nascer, juntando os primeiros vagidos àquele arraial noturno.

Além disso, toda a pessoa que tocasse numa parturiente em trabalhos de parto, ficava impura, segundo a Lei de Moisés, e tinha de se submeter a complicadas e demoradas purificações antes de tomar parte nos atos de culto.

Maria e José, com suma delicadeza, e sempre a pensar nos outros, procuraram evitar estes incómodos, preparando rapidamente uma das grutas onde abrigavam os animais durante a noite para que não se extraviassem nem fossem roubados.

O romantismo dos nossos presépios conservou a mula e o boi ao lado da manjedoura.

Vamos a Belém. Deus manifesta-se aos corações simples. Precisamos de pedir este coração ao Senhor, antes de nos aproximarmos do Presépio.

Os que discutem tudo o que se refere ao nascimento; que acham que montar um presépio não é próprio de gente adulta e importante, mas entretenimento para crianças, devem despojar-se destes sentimentos antes de se aproximarem.

Os anjos não convidam os Doutores de Lei daquele tempo, nem os governantes e outras pessoas importantes, para visitarem o presépio, mas os humildes pastores que cuidavam dos rebanhos de onde sairiam os cordeiros para os sacrifícios do Templo de Jerusalém; e os cordeiros pascais das famílias.

«Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz.»

O fim de todos os medos. A primeira palavra que o Anjo do Senhor diz aos pastores humildes e cheios de medo, é esta: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor

Não tenhamos medo dos nossos pecados e defeitos que a luz do Presépio torna mais visíveis.

Não tenhamos medo de nada nem de ninguém, porque somos filhos de Deus e não temos inimigos.

Não tenhamos medo de nada nem de ninguém, como dizia um santo dos nossos dias, porque Deus é nosso Pai.

Deus não quer ser temido, mas amado por cada um de nós, porque veio restituir-nos esta intimidade e reconduzir-nos à vida íntima com a Santíssima Trindade.

Com Maria e José aguardemos com Esperança o nascimento do Salvador para nós.

 

Fala o Santo Padre

 

«Eis a alegria que somos convidados a partilhar, celebrar e anunciar nesta noite.

A alegria com que Deus, na sua infinita misericórdia, nos abraçou a nós, pagãos, pecadores e estrangeiros,

e nos impele a fazer o mesmo.»

 

«Completaram-se os dias de [Maria] dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (Lc 2, 6-7). Com esta afirmação simples mas clara, Lucas leva-nos ao coração daquela noite santa: Maria deu à luz, Maria deu-nos a Luz. Uma narração simples para nos entranhar no acontecimento que muda para sempre a nossa história. Tudo, naquela noite, se tornava fonte de esperança.

Mas recuemos alguns versículos… Por decreto do imperador, Maria e José viram-se obrigados a partir. Tiveram de deixar os parentes, a sua casa, a sua terra e pôr-se a caminho para se recensearem. Uma viagem nada confortável nem fácil para um casal jovem que estava para ter um bebé: viram-se forçados a deixar a sua terra. No coração, transbordavam de esperança e de futuro por causa do filho que chegava; mas sentiam os passos carregados com as incertezas e perigos próprios de quem tem de deixar a sua casa.

E em seguida tocou-lhes enfrentar a coisa talvez mais difícil: chegar a Belém e sentir que era uma terra que não os esperava, uma terra onde não havia lugar para eles.

Mas foi precisamente lá, naquela realidade que se revelava um desafio, que Maria nos presenteou com o Emanuel. O Filho de Deus teve de nascer num curral, porque os seus não tinham espaço para Ele. «Veio para o que era seu, e os seus não O receberam» (Jo 1, 11). E lá, no meio da escuridão duma cidade que não tem espaço nem lugar para o forasteiro que vem de longe, no meio da escuridão duma cidade toda em movimento que parecia querer, neste caso, edificar-se voltando as costas aos outros… precisamente lá acende-se a centelha revolucionária da ternura de Deus. Em Belém, criou-se uma pequena abertura para aqueles que perderam a terra, a pátria, os sonhos; mesmo para aqueles que sucumbiram à asfixia produzida por uma vida fechada.

Nos passos de José e Maria, escondem-se tantos passos. Vemos as pegadas de famílias inteiras que hoje são obrigadas a partir. Vemos as pegadas de milhões de pessoas que não escolhem partir, mas são obrigadas a separar-se dos seus entes queridos, são expulsas da sua terra. Em muitos casos, esta partida está carregada de esperança, carregada de futuro; mas, em tantos outros, a partida tem apenas um nome: sobrevivência. Sobreviver aos Herodes de turno, que, para impor o seu poder e aumentar as suas riquezas, não têm problema algum em derramar sangue inocente.

Maria e José, para quem não havia lugar, são os primeiros a abraçar Aquele que nos vem dar a todos o documento de cidadania; Aquele que, na sua pobreza e pequenez, denuncia e mostra que o verdadeiro poder e a autêntica liberdade são os que honram e socorrem a fragilidade do mais fraco.

Naquela noite, Aquele que não tinha um lugar para nascer é anunciado àqueles que não tinham lugar nas mesas e nas ruas da cidade. Os pastores são os primeiros destinatários desta Boa Notícia. Pelo seu trabalho, eram homens e mulheres que tinham de viver à margem da sociedade. As suas condições de vida, os lugares onde eram obrigados a permanecer, impediam-lhes de observar todas as prescrições rituais de purificação religiosa e, por isso, eram considerados impuros. Traía-os a sua pele, as suas roupas, o seu odor, o modo de falar, a origem. Neles tudo gerava desconfiança. Homens e mulheres de quem era preciso estar ao largo, recear; eram considerados pagãos entre os crentes, pecadores entre os justos e estrangeiros entre os cidadãos. A eles – pagãos, pecadores e estrangeiros – disse o anjo: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lc 2, 10-11).

Eis a alegria que somos convidados a partilhar, celebrar e anunciar nesta noite. A alegria com que Deus, na sua infinita misericórdia, nos abraçou a nós, pagãos, pecadores e estrangeiros, e nos impele a fazer o mesmo.

A fé desta noite leva-nos a reconhecer Deus presente em todas as situações onde O julgamos ausente. Ele está no visitante indiscreto, muitas vezes irreconhecível, que caminha pelas nossas cidades, pelos nossos bairros, viajando nos nossos transportes públicos, batendo às nossas portas.

E esta mesma fé impele-nos a abrir espaço a uma nova imaginação social, não ter medo de experimentar novas formas de relacionamento onde ninguém deva sentir que não tem um lugar nesta terra. Natal é tempo para transformar a força do medo em força da caridade, em força para uma nova imaginação da caridade. A caridade que não se habitua à injustiça como se fosse algo natural, mas tem a coragem, no meio de tensões e conflitos, de se fazer «casa do pão», terra de hospitalidade. Assim no-lo recordava São João Paulo II: «Não tenhais medo! Abri, antes, escancarai as portas a Cristo» (Homilia na Missa de início do Pontificado, 22/X/1978).

No Menino de Belém, Deus vem ao nosso encontro para nos tornar protagonistas da vida que nos rodeia. Oferece-Se para que O tomemos nos braços, para que O levantemos e abracemos; para que n’Ele não tenhamos medo de tomar nos braços, levantar e abraçar o sedento, o forasteiro, o nu, o doente, o recluso (cf. Mt 25, 35-36). «Não tenhais medo! Abri, antes, escancarai as portas a Cristo». Neste Menino, Deus convida-nos a cuidar da esperança. Convida-nos a fazer-nos sentinelas para muitos que sucumbiram sob o peso da desolação, que deriva do facto de encontrar tantas portas fechadas. Neste Menino, Deus torna-nos protagonistas da sua hospitalidade.

Comovidos pelo jubiloso dom, Menino pequenino de Belém, pedimo-Vos que o vosso choro nos desperte da nossa indiferença, abra os olhos perante quem sofre. A vossa ternura desperte a nossa sensibilidade e nos faça sentir convidados a reconhecer-Vos em todos aqueles que chegam às nossas cidades, às nossas histórias, às nossas vidas. Que a vossa ternura revolucionária nos persuada a sentir-nos convidados a cuidar da esperança e da ternura do nosso povo.

Papa Francisco, Homilia, Basilica Vaticana, 24 de dezembro de 2017

 

Oração Universal

 

Caríssimos cristãos:

Nesta santa noite de Natal, peçamos a Deus

que inunde de paz a terra inteira

e o coração de todos os homens e mulheres.

Oremos (cantando), com toda a confiança:

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

1. Pelos fiéis de todas as Igrejas cristãs espalhadas pelo mundo

    para que, nesta santa noite de Natal, adorem o nosso Salvador,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

2. Pelos grandes e poderosos que governam as nações da terra,

    para que oiçam os profetas deste tempo e queimem as armas,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

3. Pelas crianças que estão para nascer hoje em todo o mundo,

    para que tenham o amor e ternura que Jesus recebeu de Maria,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

4. Pelos pobres, pelos doentes e presos, os órfãos, viúvas e sós,

    para que a luz de Belém brilhe sobre eles e os encha de alegria,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

5. Por todos nós aqui reunidos nesta noite e por todas as famílias,

    para que a ninguém falte o alimento e a paz que vem do Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

6. Pelos parentes e amigos que nos deixaram desde o último Natal,

    para que o Deus Menino lhes abra, nesta noite, as portas do Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, a terra inteira.

 

Deus, nosso Pai, Criador e Senhor do universo

que, nesta noite, fizestes nascer da Virgem Mãe

o Salvador prometido há tantos séculos,

por vossa bondade, dai-nos a graça

de O reconhecermos em cada ser humano.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

O nascimento do Salvador é a grande notícia esta noite que ilumina as trevas deste mundo.

Agora que Ele mesmo, pelo ministério do sacerdote, prepara para nós o Alimento divino do Seu Corpo, ofereçamo-nos, com Ele, ao Pai.

 

Cântico do ofertório: Meia noite dada M. Simões, NRMS, 15

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, a nossa oblação nesta santa noite de Natal e fazei que, pela admirável permuta destes dons, participemos na divindade do vosso Filho que a Vós uniu a nossa natureza humana, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457[590-702] ou 458-459

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Pelo mistério do Verbo encarnado, nova luz da vossa glória brilhou sobre nós, para que vendo a Deus com os nossos olhos, aprendamos a amar asa coisas invisíveis.

Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

 

Santo: A. F. Santos – BML, 27

 

Saudação da Paz

 

O grande dom da verdadeira paz oferecido aos homens em Cristo recém-nascido foi anunciado aos humildes pastores de Belém.

Anunciemos também nós com as nossas obras a verdadeira paz que Ele veio trazer-nos.

 

Monição da Comunhão

 

É o mesmo Senhor Jesus que nasceu em Belém, Se imolou por nós na Cruz, ressuscitou e está vivo em glorioso no Céu, que vamos receber.

Imitemos a fé e o carinho de Maria e de José, ao recebê-l’O e ofereçamos-Lhe o nosso coração.

 

Cântico da Comunhão: O Verbo fez-se carne – Az. Oliveira, NRMS, 47 e 52

Jo 1, 14

Antífona da comunhão: O Verbo fez-Se carne e nós vimos a sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Hoje sobre nós / Bendito o que vem – J. Santos, NRMS, 44

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos dais a alegria de celebrar o nascimento do nosso Redentor, dai-nos também a graça de viver uma vida santa, a fim de podermos um dia participar da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Celebremos o Natal com verdadeira alegria que brote de um coração em paz.

 

Cântico final: Bendito seja Jesus – M. Faria, NCN

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Fernando Silva

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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