30.º Domingo Comum

25 de Outubro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vossos corações exultem – A. Oliveira, NRMS, 90-91

Salmo 104, 3-4

Antífona de entrada: Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor. Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Evangelho apresenta-nos hoje Jesus a ser submetido a mais uma prova. Desta vez, é interrogado sobre o essencial da Lei. Como sabemos, os 10 Mandamentos das Tábuas da Lei foram multiplicados em 248 obrigações e 365 proibições. Uma autêntica floresta de leis que os impedia de ver o essencial. Por isso a pergunta é lógica. «Qual o mandamento primeiro», isto é, qual o mandamento básico a partir do qual todos os outros pudessem ser cumpridos? Jesus aceita a pergunta e atinge o coração da Lei: o mandamento do amor. O amor a Deus, o amor ao próximo. Os dois, um só, porque um só e um mesmo é o ato de amar.

 

 

Ato penitencial

 

P. Senhor, pelo coração fechado ao vosso amor, tende piedade de nós!

R. Senhor, tende piedade de nós!

 

 

P. Cristo, pela alma vazia do amor, tende piedade de nós!

R. Cristo, tende piedade de nós!

 

 

P. Senhor, pelo nosso espírito, longe de vós, tende piedade de nós!

R. Senhor, tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O livro do Êxodo apresenta-nos hoje algumas regras que concretizam o amor ao próximo, para lá das fronteiras de raça, tribo ou religião.

 

Êxodos 22, 21-27 (20-26)

Eis o que diz o Senhor: 21«Não prejudicarás o estrangeiro, nem o oprimirás, porque vós próprios fostes estrangeiros na terra do Egipto. 22Não maltratarás a viúva nem o órfão. 23Se lhes fizeres algum mal e eles clamarem por Mim, escutarei o seu clamor; 24inflamar-se-á a minha indignação e matar-vos-ei ao fio da espada. As vossas mulheres ficarão viúvas, e órfãos, os vossos filhos. 25Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que vive junto de ti, não procederás com ele como um usurário, sobrecarregando-o com juros. 26Se receberes como penhor a capa do teu próximo, terás de lha devolver até ao pôr do sol, 27pois é tudo o que ele tem para se cobrir, é o vestuário com que cobre o seu corpo. Com que dormiria ele? Se ele Me invocar, escutá-lo-ei, porque sou misericordioso».

 

Estas prescrições legais pertencem àquela parte do Êxodo chamada pelos críticos Código da Aliança (Ex 20,22 – 23,19; certamente pelo facto de que em 24,7 se chama «Livro da Aliança»); estamos na sua primeira parte, que se compõe de leis casuísticas (os mixpatîm, ou leis formuladas de modo condicional: «se…», reflectindo uma certa primitiva jurisprudência), a que se segue uma 2ª parte, as leis apodícticas (Ex 22,17 – 23,19, umas leis formuladas no modo imperativo, em hebraico ditas devarîm). Estas leis, que correspondem a outros códigos legais semitas do Antigo Médio Oriente, têm a particularidade de serem apresentadas como algo que faz parte das exigências da Aliança de Deus. Com a canonização dessas leis, toda a vida do povo, em todos os campos – sócio-político, pessoal e institucional, particular e familiar, cultual e profano –, adquire um carácter religioso. Note-se ainda a extraordinária humanidade e sábia pedagogia destas normas para virem a preparar a Lei evangélica do amor. 

25-26 Ainda hoje os árabes, de igual maneira, usam como manta para se agasalharem de noite o mesmo manto ou capa com que se cobrem durante o dia.

 

Salmo Responsorial     Sl 17 (18), 2-3.7.47.51ab (R. 2)

 

Monição: Ao Senhor que é nossa força e refúgio, manifestemos a nossa gratidão e amor.

 

Refrão:         Eu Vos amo, Senhor: sois a minha força.

 

Eu Vos amo, Senhor, minha força,

minha fortaleza, meu refúgio e meu libertador.

Meu Deus, auxílio em que ponho a minha confiança,

meu protector, minha defesa e meu salvador.

 

Na minha aflição invoquei o Senhor

e clamei pelo meu Deus.

Do seu templo Ele ouviu a minha voz

e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.

 

Viva o Senhor, bendito seja o meu protector;

exaltado seja Deus, meu salvador.

O Senhor dá ao Rei grandes vitórias

e usa de bondade para com o seu Ungido.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A segunda leitura relata a alegria de Paulo pela conversão dos cristãos de Tessalónica.

 

1 Tessalonicenses 1, 5c-10

Irmãos: 5cVós sabeis como procedemos no meio de vós, para vosso bem. 6Tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor, recebendo a palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo; 7e assim vos tornastes exemplo para todos os crentes da Macedónia e da Acaia. 8Porque, partindo de vós, a palavra de Deus ressoou não só na Macedónia e na Acaia, mas em toda a parte se divulgou a vossa fé em Deus, de modo que não precisamos de falar sobre ela. 9De facto, são eles próprios que relatam o acolhimento que tivemos junto de vós e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro 10e esperar dos Céus o seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livrará da ira divina que há-de vir.

 

Este texto é a continuação do de há oito dias.

6 Em Act 17,5-9 faz-se uma descrição duma dessas muitas tribulações.

7 «Macedónia e Acaia». Eram as duas províncias da administração romana em que então se dividia a Grécia. S. Paulo estava a escrever da Acaia, pois estava em Corinto; Tessalónica (cujo nome procedia da mulher de Cassandro, general de Alexandre, fundador da cidade) ficava na Macedónia.

10 «Ira divina que há-de vir». A ira divina é uma imagem para falar do estrito juízo de Deus a que ninguém pode escapar; há-de vir, isto é, há-de manifestar-se no fim do mundo, por ocasião do Juízo final. Para nós a ira é uma paixão; mas, quando na S. E. se refere a Deus, designa a sua justiça punitiva. Jesus, pela sua obra redentora, livrou-nos do castigo divino merecido.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 15, 20

 

Monição: O Evangelho vem lembrar-nos que a Lei e os Profetas, todo o Antigo Testamento, resumem-se a uma palavra só: amor.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)

 

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra, diz o Senhor;

meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 22, 34-40

Naquele tempo, 34os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se em grupo, 35e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar: 36«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» 37Jesus respondeu: «‘Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito’. 38Este é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo, porém, é semelhante a este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. 40Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas».

 

A questão posta a Jesus tinha como base a multiplicidade de leis mosaicas; vieram a ser contadas 613.

37 «Jesus respondeu», citando uma passagem do A.T. (o texto é mais exacto em Mc 12,29-30), que todo o judeu piedoso recitava duas vezes por dia – a chamada Xemá – e que muitos escreviam e metiam dentro das filactérias ou caixinhas que atavam à testa, ao braço esquerdo ou às costas da mão (cf. Dt 6,4-9); e ainda hoje constam da mezuzah, no umbral das portas, para se beijar ao entrar.

38-39 «O primeiro mandamento… O segundo…». Sendo inseparáveis estes dois preceitos, há neles uma jerarquia: devemos amar a Deus mais do que a ninguém e dum modo incondicional; ao próximo, como consequência e efeito do amor a Deus. Se amasse ao próximo por ele mesmo, e não por amor a Deus, esse amor impediria o cumprimento do primeiro mandamento e deixaria de ser autêntico amor ao próximo, pois entrar-se-ia pelo caminho de pouco se interessar pela sua salvação eterna e de vir a reduzir o próximo a uma determinada classe de pessoas, as que agradam ou oferecem vantagens, ou de o equiparar ao amor a um cachorrinho ou a um gato de estimação.

 

Sugestões para a homilia

 

Cristãos com amor!

 

Não separe o homem o que Jesus uniu! Não, não vou aqui refletir sobre esta afirmação no contexto do casamento (e aí diz-se "o que Deus uniu" à união livre de duas pessoas). O que Jesus uniu foi os mandamentos do amor a Deus e do amor ao próximo (bem explicitados em Lucas e João). E tem sido grande a tentação, ao longo dos tempos, de os separar, ou de voltar ao calculismo de uma lista, que tem o seu modelo nos 613 preceitos ensinados pelos rabinos do tempo de Jesus! Para Jesus, só se pode amar a Deus amando o homem e, por isso, todas as tentativas de glorificar a Deus esquecendo o amor que cada pessoa merece, são falsas e apenas servem glórias pessoais!

No recente Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza voltámos a ter notícia das incontáveis situações de pobreza no nosso país. Somos um dos países da Europa onde as diferenças entre ricos e pobres são mais acentuadas: 20% dos mais ricos controlam 46% do rendimento nacional. Mas o mais grave é o estado generalizado de apatia de todos nós perante estes dados. Como se não fosse possível fazer nada! E neste país "tradicionalmente cristão" (o que quer que isto possa significar!) em breve estaremos a pensar nas prendas de Natal, em que, certamente, se esgotarão novamente as bugigangas mais caras e mais luxuosas!

No meio de uma indiferença gravemente generalizada são também imensos os gestos de uma amor concreto por quem precisa. Há pessoas que fazem esta opção quotidiana do amor e da bondade. Não basta ser naturalmente bom ou simpático; se não nos pomos "na pele do outro" essa boa vontade gasta-se depressa! É preciso optar pelo lado luminoso da vida, estar atento e disponível para quem sofre, despir-se de preconceitos e importâncias, não contabilizar o bem praticado. Não nos ensinou Jesus que é amando o irmão que se ama a Deus? Quem é tão religioso que se esquece de ser humano, a quem se dirigirá na oração?

Estas questões tornam-se ainda mais pertinentes para nós que celebramos o Pão repartido, que alimenta o corpo e o espírito. Na verdade, o partir do pão é um sinal de amor. Pão de pão, pão de cultura, pão de alegria, pão de desenvolvimento, pão de compromisso, pão também de Eucaristia. A vida cristã é isso mesmo: partir e repartir o que Deus semeou em nós. Deixar de amar os nossos interesses mesquinhos para amar mais os outros. Os que têm nome, e são vizinhos, e são familiares e conhecidos, e nem sempre são simpáticos, e não são bonzinhos nem socialmente bem vistos, e até já desconfiam da palavra amor! Podemos dizer palavras muito bonitas e até profundas; valerão sempre menos que um gesto de amor sincero! Conhecem melhor atitude missionária?

 

Fala o Santo Padre

 

«Deus, que é Amor, criou-nos para nos tornarmos partícipes da sua vida,

para sermos amados por Ele, para o amar e para amar juntamente com Ele todas as pessoas.

Este é o “sonho” de Deus para o homem.»

 

Neste domingo, a liturgia apresenta-nos um breve trecho evangélico, mas muito importante (cf. Mt 22, 34-40). O evangelista Mateus narra que os fariseus se reuniram para pôr à prova Jesus. Um deles, um doutor da Lei, dirigiu-lhe esta pergunta: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» (v. 36). É uma pergunta insidiosa, porque na Lei de Moisés são mencionados mais de seiscentos preceitos. Como distinguir, entre todos, o grande mandamento? Mas Jesus não hesita e responde: «Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito». E acrescenta: «Amarás teu próximo como a ti mesmo» (vv. 37.39).

Esta resposta de Jesus não é óbvia, porque, entre os múltiplos preceitos da lei judaica, os mais importantes eram os dez Mandamentos, comunicados diretamente por Deus a Moisés, como condições do pacto de aliança com o povo. Mas Jesus quer que compreendamos que sem o amor a Deus e ao próximo não há verdadeira fidelidade a esta aliança com o Senhor. Podes fazer muitas coisas boas, cumprir tantos preceitos, tantas coisas boas, mas se não tiveres amor, isto não serve.

Confirma-o um outro texto do Livro do Êxodo, chamado “código da aliança”, onde se afirma que não se pode estar na Aliança com o Senhor e maltratar quantos gozam da sua proteção. E quem são aqueles que gozam da sua proteção? A Bíblia diz: a viúva, o órfão, o estrangeiro, o migrante, ou seja, as pessoas mais sozinhas e indefesas (cf. Êx  22, 20-21). Respondendo a estes fariseus que o tinham questionado, Jesus tenta também ajudá-los a pôr ordem na sua religiosidade, a estabelecer de novo o que conta realmente e o que é menos importante. Jesus diz: «Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas» (Mt  22, 40). São os mais importantes, e os outros dependem destes dois. E Jesus viveu precisamente assim a sua vida: pregando e fazendo o que conta realmente e é essencial, ou seja, o amor. O amor dá impulso e fecundidade à vida e ao caminho de fé: sem amor, quer a vida quer a fé permanecem estéreis.

O que Jesus propõe nesta página evangélica é um ideal maravilhoso, que corresponde ao desejo mais autêntico do nosso coração. Com efeito, fomos criados para amar e ser amados. Deus, que é Amor, criou-nos para nos tornarmos partícipes da sua vida, para sermos amados por Ele, para o amar e para amar juntamente com Ele todas as pessoas. Este é o “sonho” de Deus para o homem. E a fim de o realizar precisamos da sua graça, necessitamos receber em nós a capacidade de amar, que provém do próprio Deus. Jesus oferece-se a nós na Eucaristia exatamente por isso. Nela recebemos o seu Corpo e o seu Sangue, ou seja, recebemos Jesus na expressão máxima do seu amor, quando Ele se ofereceu ao Pai para a nossa salvação.

A Virgem Santa nos ajude a acolher na nossa vida o “grande mandamento” do amor a Deus e ao próximo. Com efeito, mesmo conhecendo-o desde quando éramos crianças, nunca nos converteremos totalmente a ele nem pomos em prática o suficiente nas diversas situações nas quais nos encontramos.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 29 de outubro de 2017

 

Oração Universal

 

P. Por Jesus Cristo, eterno sacerdote que junto Pai intercede por nós,

confiamos a Deus as súplicas do seu Povo:

 

1.     Pela Igreja de Jesus:

para que, no trabalho da evangelização, saiba primeiro alimentar-se da Palavra,

para depois se tornar serva da mesma Palavra de Deus. Oremos, irmãos!

 

2.     Pelos que governam os povos,

para que promovam medidas de maior justiça social,

visando sobretudo os mais pobres desfavorecidos,

a fim de que encontrem dignas condições de vida. Oremos, irmãos.

 

3.     Pelos pobres, doentes e descrentes da nossa comunidade:

para que experimentem no amor do próximo a proximidade de Deus,

em gestos concretos de ajuda, de proteção, de luz e de amparo. Oremos, irmãos.

 

4.     Por todos nós,

para que façamos do nosso coração uma biblioteca da Palavra

e da nossa vida uma carta de Cristo conhecida e lida por todos. Oremos, irmãos.

 

P. Senhor, nosso Deus nossa força e nosso refúgio, atendei às preces que humildemente vos dirigimos com fé. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Deus e Senhor – Perruchot, CT, 63

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons que Vos apresentamos e fazei que a celebração destes mistérios dê glória ao vosso nome. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

O coração que vai ao encontro da dor dos homens é o mesmo que recebe Cristo na Comunhão em agradecimento, intercessão e louvor. Rezamos e trabalhamos, na certeza de que para descer à miséria da vida dos homens, é preciso subir bem alto até ao coração de Deus. O Padre Américo dizia: «Quando me virdes rezar a Missa, sabei que estou a servir o pobre no altar»... Amamos a Deus nos outros e não através dos outros. O próximo não é degrau para subir, mas morada para ficar...

 

Cântico da Comunhão: Comemos, ó Senhor, do mesmo pão – M. F. Borda, NRMS, 43

cf. Salmo 19, 6

Antífona da comunhão: Celebramos, Senhor, a vossa salvação e glorificamos o vosso santo nome.

 

Ou

Ef 5, 2

Cristo amou-nos e deu a vida por nós, oferecendo-Se em sacrifício agradável a Deus.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor – J. Santos, NRMS, 36

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que os vossos sacramentos realizem em nós o que significam, para alcançarmos um dia em plenitude o que celebramos nestes santos mistérios. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Eram dois mandamentos distintos. Dois amores separados. À pergunta feita ao Mestre, sobre o mandamento prioritário, Jesus responde, sacando da memória um texto sabido de cor, por todos: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente». Esta é uma face da moeda! «E amarás o próximo como a ti mesmo». Esta é a outra face. Se o homem é a outra face de Deus, o amor ao próximo e o amor a Deus são duas faces da mesma moeda, quer dizer, do mesmo e único e amor...

 

Cântico final: Exulta de Alegria no Senhor – M. Carneiro, NRMS, 21

 

 

Homilias Feriais

 

30ª SEMANA

 

2ª Feira, 26-X: A Palavra de Deus e o olhar para o Céu.

Ef 4, 32-5,8 / Lc 13, 10-17

Apareceu então uma mulher com um espírito que a tornava enferma, com um espírito havia dezoito anos e andava curvada.

Esta mulher, que andava curvada (EV), é o símbolo dos que não conseguem levantar os olhos para cima, para poderem contemplar a Deus.

Cristo quer ajudar-nos a levantar. Por isso entregou-se si mesmo por nós, oferecendo-se como vítima agradável (LT). Assim, nos libertou das escravidões e tornou-nos filhos de Deus. Agora sois luz pela união com o Senhor. Comportai-vos como filhos da luz (LT). Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados (SR). Agradeçamos a Nossa Senhora o seu 'fiat', que nos obteve a graça da filiação divina e é modelo para as nossas actuações.

 

3ª Feira, 27-X: A Palavra de Deus e a vida familiar.

Ef 5, 21-33 / Lc 13, 18-21

O reino de Deus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha.

Nós somos enviados para sermos o fermento (EV), que faz crescer o amor de Deus nos ambientes que nos rodeiam. Para isso, é necessário que estejamos mais unidos a Cristo.

Um dos aspectos pode aplicar-se à vida familiar (LT).  O modelo é o amor com que Cristo amou a Igreja. Ele entregou-se até à morte por ela, a fim de a santificar (LT). Cada dia há oportunidade de os esposos se entregarem mais: na ajuda mútua, no carinho, na amabilidade, etc. Tua esposa será como videira fecunda e teus filhos como ramos de oliveira (SR). Em Caná. Nossa Senhora está atenta a todos os pormenores.

 

4ª Feira, 28-X: S. Simão e S. Judas: A participação na construção da Igreja.

Ef 2, 19-22 / Lc 6, 12-19

Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos profetas, que tem Cristo Jesus como pedra angular.

A Igreja continua a ser edificada sobre os mesmos fundamentos: os Apóstolos, escolhidos e enviados em missão pelo próprio Cristo. Os Santos Simão e Judas andaram, segundo a Tradição, pelo Egipto, Mesopotâmia e Pérsia, onde sofreram o martírio.

Agora todos participamos na construção da Igreja. Em união com Cristo também vós sois integrados na construção (LT). A sua mensagem estendeu-se a toda a terra (SR). Nª Senhora participou também, como templo de Deus, desde o momento do 'fiat'. E, depois, em união com os Apóstolos, pedindo a vinda do Espírito Santo.

 

5ª Feira, 29-X: A Palavra de Deus e as armas para a luta.

Ef 6, 10-20 / Lc 13, 31-35

Alguns fariseus disseram a Jesus: Sai, vai-te embora daqui, porque Herodes quer mandar-te matar.

Jesus tinha tomada a decisão de se dirigir a Jerusalém (EV), pois era a vontade do Pai.

Para cumprirmos a vontade de Deus, encontraremos vários obstáculos no caminho. O Apóstolo sugere-nos as armas que devemos levar para o combate. A 'armadura de Deus', para podermos resistir nos dias difíceis; 'o escudo da fé' para apagar a setas incendiárias do Maligno; o 'capacete da salvação' e 'a espada do espírito', que é a palavra de Deus; a 'oração em todo o tempo' em união com o Espírito Santo (LT). O Senhor é o meu amparo, a minha força e salvação (SR). E recorramos a Nª Senhora, através da Oração 'Lembrai-vos'.

 

6ª Feira, 30-X: A Palavra de Deus e o serviço ao próximo.

Flp 1, 1-11 / Lc 14, 1-6

Jesus tomou a palavra e disse aos doutores da Lei e aos fariseus: É permitido ou não fazer curas ao Sábado?

Jesus lembra que o repouso sabático (EV) não é violado pelo serviço de Deus e ao próximo, devido às curas que realiza. Este serviço ao próximo é importante para o desenvolvimento pessoal, pois o homem só se realiza mediante um dom sincero de si mesmo e, além disso, precisa também da ajuda dos outros para o seu desenvolvimento pessoal.

S. Paulo dá um belo exemplo desse serviço: lembra-se de todos nas suas orações, pela ajuda que lhe deram, tem saudades deles, trá-los no seu coração, pede pela sua perseverança (LT). Deus não esqueceu os seus amigos, por fidelidade à sua aliança (SR).

 

Sábado, 31-X: A Palavra de Deus: A morte será um lucro?

Flp 1, 18-26 / Lc 14, 1. 7-11

É que, para mim, viver é Cristo e morrer um lucro.

A morte de Cristo também é um lucro para nós. O seu sacrifício foi indispensável para a salvação do género humano e Jesus só voltou para o Pai depois de nos ter deixado um meio para dele participarmos, que é a Santa Missa.

Se temos fé, também a nossa própria morte é um lucro (LT), porque ela é a chave que nos abre as portas do reino dos Céus. A minha alma tem sede do Deus vivo (SR). Todo aquele que se eleva será humilhado, e o que se humilha será elevado (EV). Procuremos ter as mesmas disposições de Nª Senhora no Calvário.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo


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