Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2020

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Salve, Virgem dolorosa – M. Faria, NRMS, 13

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ao longo do ano o povo cristão não se cansa de invocar a Mãe do Céu. Ela tudo merece. Hoje somos convidados a meditar no Seu sofrimento, celebrando Nossa Senhora das Dores. Se cumprirmos o que nos pede, a tristeza converter-se-á em alegria, viveremos sempre felizes e, com a Sua bênção, conseguiremos um mundo melhor.

 

Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jesus sofreu por todos nós. Com a Sua Cruz alcançou-nos a salvação. Ofereçamos o nosso sofrimento ao Senhor.

 

Hebreus 5, 7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extrato de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4,14 – 7,28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o Sumo Sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26,36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22,43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no Horto, que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensou numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua Ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7,24; 10,10); com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela Ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5,19 e Filp 2,8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é diretamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cónego Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Salmo Responsorial    Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)

 

Monição: Que a Virgem Santíssima nos encaminhe a todos para o Senhor pois só Ele nos pode tornar felizes.

 

Refrão:        Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.

 

Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.

 

Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: A presença de Maria Santíssima no calvário junto de Jesus dá-nos a certeza de que, nos momentos de dor, não estamos sós porque Ele nunca nos abandona.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, (pg 114)

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor. Refrão

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

25-27. Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…»). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2,4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3,15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à mulher da profecia messiânica de Gn 3,15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12,1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no «discípulo que Ele amava», que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: “recebeu-a em sua casa”, mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A nova tradução da CEP propõe: «o discípulo recebeu-a entre os seus».

Jesus não fala às mulheres junto à Cruz que são 4, ou apenas 3, conforme se contar por 2 ou por 1 pessoa a irmã de sua Mãe, Maria, a mulher de Cléofas. S. Mateus fala de muitas mulheres no Calvário, a distância (Mt 27,35-36; cf. Mc 15,40-41; Lc 23,49).

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

 

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1,26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus “preparou diante de todos os povos” (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).

«Simeão», de quem não temos mais notícias (em parte nenhuma se diz que era velho), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas), mas o verdadeiro Salvador – «a consolação de Israel». Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27). Há quem o considere filho do grande rabino Hillel e pai do célebre Gamaliel I (Vacari; cf. Act 5,34; 22,3), mas sem provas convincentes.

«Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual», de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».

 

Sugestões para a homilia

 

Dia de Nossa Senhora das Dores

O sofrimento dos santos

Nossa Senhora está connosco

 

Dia de Nossa Senhora das Dores

Foi um dia tão bonito! Maria, acompanhada de José, leva Jesus nos braços a Jerusalém. Eram decorridos quarenta dias do Seu nascimento. Como determinava a Lei, era então apresentado no Templo.

Um velhinho que ali se encontrava, Simeão, não tem dúvidas. Entre tantos meninos, Aquele é o Salvador do mundo. Entre tantas mães, Aquela foi a escolhida desde toda a eternidade para ser Mãe de Jesus. Simeão fica feliz. Já pode morrer em paz porque viu o que sempre ansiou: o Menino Jesus.

Mas, naquela hora de alegria, de felicidade sem fim, Simeão profetizou: « uma espada trespassará a tua alma » ( Lc 2, 35 ).

Oh quantas espadas de dor trespassarão o coração de Nossa Senhora, desde então!…

Viveu sempre unida a Jesus que, na oração a Seu eterno Pai: « dirigiu preces e súplicas com grandes clamores e lágrimas » ( Primeira Leitura ).

Agora no Céu acolhe as preces de todos os que, sofrendo, Lhe pedem auxílio e protecção.

 

 

O sofrimento dos santos

Era uma menina tão feliz! Brincava, trabalhava, cantava, rezava!... Até que um dia, para se defender dum predador que queria manchar a sua inocência e pureza, se atirou abaixo da janela de casa… Nunca mais teve saúde. Mas poucos tiveram tanta felicidade como ela a quem Jesus se manifestava constantemente, confortando-a até a vir buscar para o Céu em 13 de Outubro de 1955. Hoje, junto de Jesus e de Nossa Senhora a Quem, carinhosamente, chamava Mãezinha, Alexandrina de Balasar intercede por nós.

Francisco teve a sorte de ver Nossa Senhora em Fátima no ano de 1917.Desde então transformou em oração a sua vida… Após seis meses de sofrimento, oferecido com amor a Jesus, faleceu em 4 de Abril de 1919.

Jacinta também sofreu muito até ser levada para o Céu, na companha de Nossa Senhora, em 20 de Fevereiro de 1920. Numa das conversas frequentes, Lúcia tinha-lhe perguntado: «Que vais fazer no Céu?» Jacinta responde com o coração agradecido: «Vou amar muito a Jesus, o Imaculado Coração de Maria, pedir muito por ti, pelos pecadores, pelo Santo Padre, pelos meus pais e irmãos e por todas as pessoas que me têm pedido para pedir por elas». Não se esquece de cada um de nós que lhe suplica protecção…Obrigado, Jacinta!

Lúcia viu com os primos Nossa Senhora. Foi a alegria maior da sua vida! Mas, quanto sofreu depois!... Sua mãe, castigando-a fisicamente, juntava a si todos aqueles que acusavam Lúcia de mentir quando ela afirmava convictamente que Nossa Senhora lhe apareceu, transmitindo-lhe a mensagem de Fátima. Hoje, no Céu, Lúcia diz-nos que também são dirigidas a cada um de nós as palavras que Nossa Senhora lhe disse na segunda aparição em 13 de junho de 1917: «O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus». Obrigado, Mãe do Céu!

 

Nossa Senhora está connosco

Nossa Senhora é Mãe da Igreja, Mãe de todos nós. No alto da Cruz, Jesus no-l’A confiou ao dizer a São João: « Eis a tua Mãe » ( Evangelho ).

Nossa Senhora é Mãe de todos os cristãos. Intercede para que não haja divisões pois Jesus fundou uma única Igreja.

Nossa Senhora é Mãe dos que são perseguidos. São tantos e em tantos países os nossos irmãos cujo único crime é serem cristãos. Ela não os abandona e dá-lhes coragem para permanecerem firmes na Fé.

Nossa Senhora é Mãe das crianças maltratadas, das mulheres vítimas de violência, de todos os que morrem nas guerras decretadas por quem não quer viver em paz, pedindo-nos para não permitirmos essas monstruosidades no mundo

Nossa Senhora é Mãe dos pobres, dos idosos abandonados, dos doentes esquecidos que devem ser amparados com a generosidade das famílias e com a caridade dos cristãos…

Nossa Senhora é Mãe de todos nós que queremos também retribuir, amando-A com todo o nosso coração.

Nossa Senhora é Mãe a Quem pedimos esteja connosco na vida, nos acompanhe na hora da morte e nos acolha em Seus braços no Céu para com Ela sermos felizes eternamente.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Por intercessão de Maria, ouvi-nos Senhor.

 

1. Pelos que respondem sim ao chamamento de Deus,

pelos cristãos que dão testemunho de Jesus no mundo

e por todos aqueles que promovem a paz,

oremos irmãos.

 

2. Pelos que duvidando procuram a Deus,

pelos que querem afastar o ódio e a violência

e pelos que confiam na misericórdia do Senhor,

oremos, irmãos.

 

3. Pelos meninos e meninas a quem foi impedido o seu nascimento,

pelas crianças maltratadas a pedirem a nossa ajuda

e pelos jovens a quererem transformar o mundo,

oremos, irmãos.

 

4. Pelas famílias onde há luto e sofrimento,

pelas famílias que vivem felizes e em paz

e pelas famílias onde os filhos se consagram ao Senhor,

oremos, irmãos.

 

5. Pelos que agradecem o dom da saúde,

pelos que sofrem com os olhos na Cruz de Jesus Cristo

e pelos que cuidam dos doentes com dedicação,

oremos, irmãos.

 

6. Pelos familiares e amigos falecidos,

pelos que se purificam a caminho do Céu

e por nós que esperamos ser felizes com eles eternamente,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Estava a Mãe dolorosa – A. Oliveira, NRMS, 53

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644 756], ou II, p. 487

 

Santo: C. Silva – COM, (pg 195)

 

Monição da Comunhão

 

Maria deu-nos Jesus. Que nos ajude a viver em Graça a fim de O podermos receber sacramentalmente para sermos bons e santos.

 

Cântico da Comunhão:  Bendito seja o nome do Senhor – A. Oliveira, NRMS, 45

1 Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor alimenta – J. F. Silva, NRMS, 23

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Foi tão bom estarmos aqui reunidos, celebrando Nossa Senhora das Dores! Quem não se sente feliz junto da Mãe?!... Mas temos de partir. Lá fora esperam-nos todos aqueles que precisam de nós para os ajudarmos a caminhar ao Seu encontro...

 

Cântico final: Virgem dolorosa – M. faria, NRMS, 13

 

 

Homilias Feriais

 

24ª SEMANA

 

4ª Feira, 16-IX: A Palavra de Deus e a caridade.

1 Cor 12, 31- 13, 13 / Lc 7, 31-35

Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo.

Este caminho perfeição é o caminho da caridade. Neste hino à caridade, vemos que esta virtude é muito mais do que mera actividade. Ainda que distribua todos os meus bens em esmola e entregue o meu corpo a fim de ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita (LT). Cantai-lhe um cântico novo, com arte e com calma (SR).

Um dos campos da caridade pode ser o de evitar as críticas, que tão facilmente aparecem nas conversas do dia a dia. Veio João Baptista, e vós dizeis... Veio o Filho do homem e vós dizeis: É um glutão e um ébrio (EV).

 

5ª Feira, 17-IX: A Palavra de Deus e o arrependimento.

1 Cor 15, 1-11 / Lc 7, 36-50

Disse à mulher: Os teus pecados estão perdoados. Foi a tua fé que te salvou.

A oração desta mulher foi escutada por Jesus, mesmo sem ter dito nada. As lágrimas e o perfume foram suficientes. Jesus atende a oração, de fé expressa em palavras, ou feita em silêncio, que é o caso desta mulher (EV).

Os nossos defeitos e faltas, mesmo frequentes, não devem desanimar-nos, enquanto formos humildes e nos arrependermos. O arrependimento e o perdão do Senhor levaram aquela mulher a começar de novo. Não esqueçamos que Jesus morreu pelos nossos pecados (LT). Dai graças ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia (SR).

 

6ª Feira, 18-IX: A Palavra de Deus e o contributo das mulheres.

1 Cor 15, 12-20 / Lc 8, 1-3

Andavam com Ele os doze, bem como algumas mulheres, que serviam Jesus com os seus haveres.

Como estas mulheres, todos temos que pôr os nossos talentos ao serviço do Senhor (EV). Mas estas mulheres sempre tiveram um lugar de relevo no testemunho do Evangelho. É um contributo específico para servir o Senhor, mediante a sua maternidade física e espiritual, a acção educativa, a catequese e as grandes obras de caridade.

Também contribuíram para dar a conhecer a Ressurreição de Cristo, tão importante para a nossa fé. Assim o diz S. Paulo: Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação não tem sentido (LT). Invoco-vos, Senhor. Escutai, ó Deus, a minha súplica (SR).

 

Sábado, 19-IX: A Palavra de Deus e o valor das provações.

1 Cor 15, 35-37. 42-48 / Lc 8, 4-15

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra de Deus com um coração recto e bom, a conservaram e, com perseverança, dão fruto.

Nas duas Leituras fala-se das sementeiras e das sementes. Lembra S. Paulo. O que tu semeias não volta à vida sem morrer (LT). Isto é, sem sacrifício, não pode haver frutos na nossa vida. Vós contastes os meus passos e recolhestes as minhas lágrimas (SR).

Jesus fala dos terrenos que recebem a sementeira de Deus (EV). Num dos terrenos, o demónio tenta arrancar a palavra do coração. O Espírito Santo permite-nos distinguir entre a provação necessária ao crescimento interior, em vista da aquisição de uma virtude comprovada. A provação e o sacrifício são necessários para o crescimento das virtudes.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 


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