6º Domingo da Páscoa

17 de Maio de 2020

 

Onde a Ascensão do Senhor se celebra no domingo seguinte, podem ler-se, no Domingo VI da Páscoa, a Leitura I e o Evangelho indicados para o Domingo VII da Páscoa: pp. 226 e 228

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor libertou o seu povo – A. Cartageno, NRMS, 109

cf. Is 48, 20

Antífona de entrada: Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Com uma delicadeza verdadeiramente divina, Jesus prepara os Onze para deixarem de O contemplar visivelmente ao seu lado e se abandonarem generosamente à ação do Espírito Santo.

A nossa vocação cristã pede-nos que procuremos Deus dentro de nós e que aí nos recolhamos para nos encontrarmos com Ele, no meio das preocupações e trabalhos que nos distraem desta vida íntima, ao mesmo tempo que procuramos reconhecê-lo e servi-lo nos nossos irmãos.

Esta é a mensagem que o Senhor dirige aos fieis da Sua Igreja, neste 6.º Domingo da Páscoa.

 

Acto penitencial

 

(Sugere-se a aspersão da assembleia com a água lustral, como é recomendado pela Liturgia do tempo pascal).

 

Ou:

 

Peçamos humildemente perdão de vivermos continuamente distraídos na vida, de tal modo que quase nunca nos lembramos da presença do Senhor dentro de nós e poucas vezes, nos nossos irmãos mais carenciados.

 

Oração colecta: Concedei-nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A história da Igreja primitiva enche-nos de coragem e otimismo, ao ver como o Espírito Santo a faz crescer, de mãos dadas com o esforço generoso dos primeiros cristãos.

Se quisermos ser dóceis e generosos, também por meio de cada um de nós o Espírito Santo fará grandes coisas.

 

Actos 8, 5-8.14-17

Naqueles dias, 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. 6As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia. 7De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, 8e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela cidade. 14Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. 15Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, 16que ainda não tinha descido sobre eles. 17Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo.

 

A perseguição por ocasião do martírio de Estêvão levou a que a primitiva comunidade cristã de Jerusalém se dispersasse (v. 1). Lucas regista um aspecto do bem que daí adveio para a propagação da fé cristã, que se expandiu até à Samaria.

5 «Filipe». Um dos 7 diáconos (Act 6,5), que no capítulo 21,8 é designado por Evangelista. Os cristãos do Jerusalém, com motivo da perseguição que acompanhou o martírio de Estêvão, dispersaram-se pelas várias terras da Judeia e Samaria, tendo ficado em Jerusalém os Apóstolos e, portanto, também o Apóstolo do mesmo nome (v. 1).

«Uma cidade da Samaria». Não a cidade de Samaria que, nesta altura, depois de várias destruições e reconstruções, se chamava Sebastê (Augusta), nome que lhe dera Herodes, o Grande, para honrar a Augusto. Poderia tratar-se de Siquém (a actual Nablus), mas não o sabemos ao certo. Teria a pregação de Filipe frutificado tanto devido à semente que Jesus ali deixou por ocasião da conversão da Samaritana? (cf.Jo 4,28-30.39-42)

14 «Enviaram-lhes Pedro e João». O facto de se dizer que Pedro foi enviado não significa qualquer subordinação, pois a supremacia de Pedro está patente em todo o livro de Actos (1,15; 2,14.37; 3,5.12; 4,8; 5,29; 8,19; 9,32; 10,5-48; 11,4; 12,3; 15,7). A expressão corresponde a que foi designado de comum acordo.

17 «Impunham-lhes as mãos». Vê-se aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, que dá uma especial abundância da graça e que o diácono não podia administrar.

 

Salmo Responsorial    Sl 65 (66),1-3a.4-5.6-7a.16.20

 

Monição: O salmista dirige um convite a toda a terra para que se una a ele no canto de louvor ao Senhor do universo, pela maravilha das Suas obras.

Que o dom da ciência, infundido em nós pelo Espírito Santo, nos ajude a ver nas criaturas a proclamação da bondade de Deus

 

Refrão:     A terra inteira aclame o Senhor.

 

Ou:           Aleluia.

 

Aclamai a Deus, terra inteira,

cantai a glória do seu nome,

celebrai os seus louvores,

dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

 

«A terra inteira Vos adore e celebre,

entoe hinos ao vosso nome».

Vinde contemplar as obras de Deus,

admirável na sua acção pelos homens.

 

Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,

vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.

Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece,

nem me retirou a sua misericórdia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Pedro desafia-nos a darmos testemunho da nossa fé, em palavras e obras e estarmos prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da nossa esperança.

Procuremos, sobretudo, abafar o mal com a abundância de bem, com a certeza de que mais vale padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal.

 

1 São Pedro 3, 15-18

Caríssimos: 15Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança. Mas seja com brandura e respeito, 16conservando uma boa consciência, para que, naquilo mesmo em que fordes caluniados, sejam confundidos os que dizem mal do vosso bom procedimento em Cristo. 17Mais vale padecer por fazer o bem, se for essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal. 18Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.

 

Temos na leitura mais uma das belas lições sobre a atitude cristã perante as perseguições. Venerar a Cristo como Senhor (à letra, santificar), faz lembrar a oração ensinada por Jesus, sendo desta maneira Jesus posto no mesmo nível do Pai, a merecer a mesma glorificação. Aqui a esperança se identifica com a fé (cf. Bento XVI, Spe salvi, nº 2), uma fé de tal maneira fidedigna que todos devem estar prontos para dar o sentido e a razão de crer e do seu modo cristão de proceder; se este modo de vida segundo a vontade de Deus acarreta contradição e sofrimento, não se há-de estranhar, pois nisso seguem as pegadas de Cristo (cf. 2Pe 2,21; 4,12-19)

18 «Morreu segundo a carne… voltou à vida pelo Espírito». A expressão difícil pode ser entendida de vários modos: Jesus morto como homem e vivo como Deus; ou talvez se trate antes de uma formulação primitiva para exprimir que Jesus, ao morrer, abandonou de vez a sua condição mortal para passar a viver no seu estado glorioso e imortal.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 14, 23

 

Monição: Cada afirmação do Evangelho é para nós uma fonte de paz e um convite a que renovemos a nossa vida.

Manifestemos a nossa disponibilidade interior para seguirmos os seus ensinamentos, aclamando o Evangelho que vai ser proclamado.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – Az. Oliveira, NRMS, 36

 

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra.

Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.

 

 

Evangelho

 

São João 14, 15-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. 16E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: 17o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. 18Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. 19Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. 20Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. 21Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele».

 

Temos a continuação do chamado discurso do adeus, a 2ª parte do capítulo 14 de S. João, com ideias que se repetem no capítulo 16.

16 «Outro Defensor» (à letra, Paráclito»). Etimologicamente a designação significa aquele que é chamado para junto de alguém com o fim de defender, proteger, assistir, acompanhar, consolar; poderia traduzir-se tanto por advogado, como por assistente, protector ou consolador. O contexto deixa ver que se trata do Espírito Santo, sublinhando o seu papel de advogado (ver 15,26; 16,7-11). Seria preferível manter a designação tradicional de Paráclito, para assim englobar os diversos aspectos e pôr em evidência a sua realidade misteriosa e transcendente, que não se identifica com a mera função salvífica. «Outro» deixa ver que é distinto de Jesus, também chamado «Advogado» em 1Jo 2,1; não virá, porém, para O substituir, mas para continuar e aprofundar a missão de Jesus (v. 26), assim como Jesus, que também não fala por conta própria (v. 24).

18-21 «Não vos deixarei órfãos; voltarei para junto de vós». Esta volta de Jesus não é a das aparições depois da Ressurreição, nem a da parusia, mas um regresso duradoiro, permanente, que se dará «daqui a pouco» (v. 19), uma presença só perceptível pela fé – «o munido já não Me verá» –, que Jesus promete a todos os seus depois da Ressurreição (Jo 16,16-24). Os discípulos de Jesus não estão condenados à orfandade, como os discípulos de Sócrates, segundo conta Platão (Fédon, 116).

 

Sugestões para a homilia

 

• A Igreja que Jesus quis

Uma Igreja em crescimento

Uma Igreja com sinais

Uma Igreja animada pelo Espírito Santo

• O Espírito Santo, Dom de Deus

O Espírito Santo, nosso Defensor

O Espírito Santo, Espírito de Verdade

Templos da Santíssima Trindade

 

1. A Igreja que Jesus quis

 

O livro Actos dos Apóstolos acompanha os primeiros passos da Igreja, depois da Ascensão de Jesus e da vinda do Espírito Santo.

 

a) Uma Igreja em crescimento. «Naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia

Depois da perseguição desencadeada contra os cristãos de Jerusalém, a seguir ao martírio de santo Estêvão, Filipe, um dos sete diáconos ordenados pelos Apóstolos, dirigiu-se para a Samaria, a fim de pregar o Evangelho.

Os samaritanos eram considerados pelos judeus pagãos, hereges, infieis à verdadeira religião israelita. Desprezavam os samaritanos porque quando os judeus partiram para o cativeiro de Babilónia, os habitantes da Samaria tinham-se misturado com os povos pagãos.

 Assim, quando Jesus se encontrou com a Samaritana, ela estranhou que lhe falasse, porque os judeus não saudavam os samaritanos.

A Igreja, porém, não tem fronteiras de raça, de nacionalidade ou de cor e, por isso, anuncia o Evangelho a todos os povos.

O Espírito Santo é o Evangelizador, Aquele que nos ensina toda a verdade. Nós somos apenas instrumentos desta ação divina.

É verdade que, nos primeiros tempos, os cristãos foram favorecidos com graças especiais, para que Igreja pudesse crescer tão rapidamente, embora eles se tenham entregado com toda a generosidade ao anúncio da Salvação em Jesus Cristo.

Queixamo-nos de que as pessoas não querem ouvir de Deus e resistem aos esforços evangelizadores. Muitas vezes, porém, esta dificuldade é um mito inventado por nós. Queixamo-nos, como desculpa que encobre a nossa apatia e preguiça. Se quisermos ser sinceros connosco mesmos, havemos de reconhecer que não temos iniciativa.

Como podemos anunciar Jesus Cristo com entusiasmo, se estamos tíbios na nossa vida pessoal, se vivemos um cristianismo a meias, cheio de descontos na fé e na moral? Quem não está entusiasmado por Cristo, decidido a arriscar tudo por Ele, como pode falar do mestre com entusiasmo?

Quando as pessoas virem no nosso rosto brilhar a alegria de amar a Jesus Cristo, e forem tocadas pela nossa participação fervorosa nas celebrações litúrgicas, gostarão de comungar a nossa fé.

Antes de crescer no exterior, a Igreja tem de crescer dentro de nós, por uma conversão sincera que nos leve a uma entrega sem descontos a Jesus Cristo.

Eram as pessoas correntes – leigos! – que levavam para toda a parte a grande notícia. A nossa terra foi evangelizada pelos soldados romanos destacados de Roma para a nossa terra, para manterem a soberania do Império Romano. O mesmo faziam os mercadores, os marinheiros e todos os outros que percorriam o mundo conhecido de então.

 

b) Uma Igreja com sinais. «De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela cidade

A Igreja dos primeiros tempos dava sinais a todos os que a conheciam de que Deus cooperava nela. Também os pagãos – tal como os já batizados que abandonaram a fé – que vivem ao nosso lado, esperam sinais para se aproximarem de Jesus Cristo.

A expulsão dos demónios. O demónio possui hoje nos meios cristãos uma presença demasiado visível: casados que se deixaram cair na infidelidade do divórcio e “recasamento”, jovens que convivem numa união de facto, imoralidade, contracepção, aborto, injustiças de todo o género, etc.

Outros, com uma vida limpa, pelo menos aparentemente, vivem uma vida pagã, sem oração, nem frequência da Missa dominical e sacramentos.

É preciso expulsar o demónio destas situações pecaminosas por uma conversão sincera e regresso à frequência de sacramentos.

A Mensagem de Fátima é um apelo a que isto se faça, mostrando-nos que é preciso e inadiável dar a Deus o lugar a que Ele tem direito nas nossas vidas e na sociedade.

A alegria de acreditar. Enchemo-nos de alegria e coragem, quando vemos um católico dar testemunho público da sua fé, com desassombro e sem qualquer respeito humano.

Não podemos mais esconder cobardemente a nossa condição de amigos de Jesus Cristo na vida e cada dia. Nada temos de que nos envergonhar. Rezemos antes e depois das refeições, quando o sino toca às Ave Marias, entremos tranquilamente na igreja para rezar e dobremos o joelho ao passar diante do Saníssimo Sacramento e declaremos, sem medo nem vergonha, que somos cristãos quando nos propuserem alguma coisa contrária à nossa fé. 

Com toda a naturalidade, demos testemunho da alegria de acreditar e da felicidade que isso traz à nossa vida.

O ardor da caridade. É, sobretudo o testemunho de uma caridade sem descriminações que as pessoas afastadas do catolicismo entendem.

A caridade começa por não murmurar nem caluniar, sem quem for; em construirmos pontes entre as pessoas e não levantar muros de ódio e aversão; em pormos de parte a violência, nas palavras e nas obras, entre as pessoas e os grupos. O futebol, a opinião política e outras preferências da nossa escolha não podem justificar inimizades, insultos e outras formas de violência. 

São estes os sinais que as pessoas que vivem ao nosso lado esperam encontrar na nossa conduta de cada dia.

 

c) Uma Igreja animada pelo Espírito Santo. «Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, que ainda não tinha descido sobre eles. Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo

O Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, continua a ser o Grande Desconhecido para muitos cristãos.

Com uma pedagogia infinitamente sábia, Deus foi revelando aos homens as verdades da fé a pouco e pouco, à medida que eram capazes de as acolher.

Ao longo do Antigo Testamento foi preciso sublinhar bem a unicidade de Deus, sublinhando esta verdade em contraste com os muitos falsos deuses adorados pelos pagãos.  Adoramos um só Deus.

Agora que o Verbo, a Palavra do pai, desceu até nós, revestindo-Se da nossa frágil natureza, já pode ser revelado o Mistério da Santíssima Trindade: Três Pessoas distintas e um só Deus verdadeiro.

Esta consoladora verdade de fé – Deus, como uma comunidade de Amor de Três Pessoas – foi revelada pela primeira vez na Anunciação do Arcanjo S. Gabriel a Nossa Senhora. Volta a manifestar-se depois do Baptismo de Jesus, nas margens do rio Jordão.

O Divino Mestre aproveitou a intimidade da Última Ceia para falar longamente sobre os Espírito Santo e a Sua missão nos cristãos e na Igreja.

Nós recebemos o Espírito Santo:

No Baptismo. Comunica-nos a vida sobrenatural, a participação na vida divina e, com e, por ela, torna-nos filhos de Deus e irmãos de todos os que receberam o Baptismo, Templos da Santíssima Trindade, membros do Corpo Místico de Jesus Cristo e herdeiros do Paraíso.

Por isso, o Baptismo é o acontecimento mais importante da nossa vida, depois do nascimento para a vida natural. É na fonte baptismal que iniciamos a nossa caminhada para o Céu.

Na Confirmação ou Crisma. Recebemos o Espírito Santo como Dom de Deus – é-nos dado verdadeiramente – e tornamo-nos testemunhas de Jesus. Ele tinha anunciado: «Sereis Minhas testemunhas», anunciando que Jesus vive e nos quer salvar por palavras e por obras. Por isso, este sacramento exige uma preparação especial para quem o recebe.

Na Ordenação Sacerdotal. Por este Sacramento, o Espírito Santo torna os homens – só eles o podem receber validamente – instrumentos vivos da ação de Deus na Igreja e no mundo. Dá-las o poder de perdoar os pecados, de consagrar o pão e o vinho, transubstanciando-os no Corpo e Sangue do Senhor e de administrar os outros sacramentos, bem como os demais sacramentos. O Espírito Santo possibilita que a ação de Jesus na Igreja se torne visível.

O texto do Livro dos Actos dos Apóstolos hoje proclamado parece referir-se ao Sacramento da Confirmação o qual o diácono Filipe não podia administrar. Só um Bispo ou Presbítero o pode fazer.

 

2. O Espírito Santo, Dom de Deus

 

a) O Espírito Santo, nosso Defensor. «Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco»

Jesus escolhe o ambiente íntimo do Cenáculo, depois e ter instituído a Santíssima Eucaristia e o sacerdócio ministerial, e dado a comunhão aos que ali estavam, para fazer uma profunda e longa catequese sobre a terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

Num primeiro momento, já habituados com Jesus, os Onze sofrem com esta separação. É preciso que o Mestre lhes diga: «A vós convém-vos que Eu vá...»; «Vou preparar-vos um lugar...» Entretanto, vai ficando claro na mente destes homens quem é o Espírito Santo.

É uma Pessoa. Significa esta palavra que tem inteligência e vontade livre. É omnisciente como o Pai e o Filho; quer e ama. Como Pessoa, é Alguém com Quem podemos falar, abrir-nos em confidência, pedir conselho e ajuda.

Quando temos junto de nós uma pessoa de confiança, nuca estamos sós nem inseguros ou receosos.

Divina. É Deus, como o Pai e o Filho, Omnipotente, infinitamente, Bondade e Beleza infinitas.

Com a santidade como atribuição. Embora as Três Pessoas divinas tenham os mesmos atributos, em cada uma delas manifesta-se especialmente um deles. Assim, na criação do universo atribuída ao Pai, manifesta-se a Omnipotência e a Sabedoria infinita; o Verbo, ao assumir a nossa condição humana, manifesta-nos o infinito Amor de Deus por nós; ao Espírito Santo, Hóspede divino das almas, atribuímos a Santidade.

Move-nos à santidade pessoal. A santidade é perfeição, concretizada na luta contra os defeitos, as obras por acabar ou mal feitas, tudo o que é fruto da mentira.

Nosso Defensor. Como nos defende? Fazendo brilhar a verdade contra a mentira que nos oprime; fortalece-nos com os dons, para lutarmos contra as seduções do Inimigo; coloca em nossos lábios a resposta certa quando formos chamados diante dos tribunais por causa da nossa fé.

Com o Pai e com o Filho, constitui a Santíssima Trindade, Três Pessoas divinas e um só Deus verdadeiro.

 

b) O Espírito Santo, Espírito de Verdade. «o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós

A verdade é a coincidência, a conformidade, o ajustamento perfeito do nosso pensamento com a realidade. A procura da verdade acaba por se tornar na procura de Deus porque Ele é a suma Verdade. O contrário da verdade é a falsidade, a mentira, o engano.

De algum modo, podemos dizer que o Espírito de Verdade a que o Espírito Santo nos conduz é o Espírito de Deus.

A luta pela verdade é tão importante porque acaba por se tornar a luta pela procura de Deus. Procurá-l’O não é para nós um luxo ou um passatempo porque vem a ser a procura da felicidade a que todos intimamente aspiramos. Nunca encontramos uma pessoa que quisesse tornar-se infeliz. Quando uma pessoa desiste, por lhe parecer impossível, de procurar a felicidade, desiste de viver e de ser alegre, porque a sua vida deixou de ter sentido.

Jesus chama ao demónio “Pai da mentira”, porque esta é a sua arma principal para nos vencer. Como sabe que andamos à procura da felicidade, engana-nos e leva-nos por falsos caminhos que nos afastam de Deus e nos conduzem à ruína.

Falar verdade e procurar a verdade leva-nos até Deus. Por isso, a veracidade – virtude que nos leva a ser verdadeiros, é uma virtude fundamental. Abarca a verdade no pensamento e na vida sem fingimento.

A verdade liberta-nos, ao passo que a mentira nos torna escravos. Quando fingimos o que não somos, tornamo-nos escravos dos outros, deixando-nos condicionar pelo que eles podem pensar de nós.

O Livro dos Atos dos Apóstolos narra-nos a lição forte que receberam os primeiros cristãos, quando o casal Ananias e Safira venderam um campo e fingiram que entregavam todo o dinheiro da transação nas mãos de Pedro. Eles eram livres de ficar com todo o dinheiro, mas Deus mostrou que rejeitava todo o fingimento e duplicidade.

Afinal, a humildade é uma manifestação da verdade, porque é a aceitação da verdade acerca de Deus e de nós mesmos.

Chamamos sinceridade à verdade nas palavras; autenticidade à verdade nas ações e na conduta: e santidade à procura da perfeição na vida.

Quanta riqueza nos dá o Espírito Santo, conceder-nos o Espírito de Verdade!

 

c) Templos da Santíssima Trindade. «Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-Me eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós

A solidão é hoje um pesadelo para muitas pessoas, mesmo quando vivem numa casa cheia de gente ou numa grande cidade. Às vezes, temos a sensação de que, à medida que aumentam em número e facilidade os meios de comunicação social, cresce também à volta de cada um a solidão.

Templos de Deus. Jesus Cristo oferece-Se para nos ajudar a vencer a solidão. Quem procura estar com Ele, não sofrerá nunca deste mal. Basta um momento de concentração – um ato de presença de Deus – para nos encontrarmos com Ele e podermos desabafar à vontade as nossas mágoas e preocupações.

Somos um templo de Deus – da Santíssima Trindade –  e bastam-nos uns momentos para entrar dentro dele e combatermos o sentimento de orfandade, de estarmos abandonados de todos, sem termos em quem nos apoiar.

Sobre o altar do nosso coração, podemos oferecer o sacrifício da nossa vida, os sonhos que não chegamos a realizar, os nossos fracassos aparentes e também alguns louros de vitórias.

Presença invisível de Jesus. Com a luz da fé, podemos contemplar continuamente o rosto amigo de Jesus.

Espera-nos oculto no sacrário, sob as aparências do pão. Visitemo-l’O e falemos-Lhe com confiança. Sairemos transformados. Todas as vezes que tinha uma dúvida, uma dificuldade, e não tinha a quem recorrer, a irmã Lúcia acorria ao Sacrário. Às vezes, cheia de confiança, batia mesmo na porta do Tabernáculo, a pedir uma resposta urgente.

Que bem o entendeu a criança que raciocinava assim: no crucifixo, parece-nos que Jesus está, mas não está: é a Sua imagem; na Eucaristia, parece que não está, mas está deveras.

Aguarda também a nossa ajuda amiga naquela pessoa que se cruza connosco, ou que vem à nossa procura para encontrar ajuda. Precisa de uma ajuda material ou espiritual, ou simplesmente de quem a ouça e conforte.

É para esta intimidade que o Senhor nos convida, quando somos convocados para a celebração da Santa Missa em cada Domingo.

Ele convida-nos, porque as Suas delícias são estar connosco. Ensina-nos o caminho do Céu e fortalece-nos para a longa caminhada.

Com Maria, aprendamos a viver esta intimidade com o Senhor que nos ama e quer ver felizes.

 

Fala o Santo Padre

 

«Escutai isto: cada dia devemos seguir com paciência a escola de Cristo,

aprender a arte de amar e perdoar, com o auxílio deste Consolador que Jesus nos enviou, que é o Espírito Santo.»

 

O Evangelho de hoje (cf. Jo 14, 15- 21), continuação daquele do domingo passado, leva-nos ao momento comovedor e dramático que é a última ceia de Jesus com os seus discípulos. O evangelista João recolhe dos lábios e do coração do Senhor os seus últimos ensinamentos, antes da paixão e da morte. Jesus promete aos seus amigos, naquele momento triste e obscuro, que depois dele receberão «outro Paráclito» (v. 16). Esta palavra significa outro «Advogado», outro Defensor, outro Consolador: «O Espírito da verdade» (v. 17); e acrescenta: «Não vos deixarei órfãos: voltarei a vós» (v. 18). Estas palavras transmitem a alegria de uma nova vinda de Cristo: Ele, ressuscitado e glorificado, reside no Pai e, ao mesmo tempo, vem a nós no Espírito Santo. É nesta sua nova vinda que se revela a nossa união com Ele e com o Pai: «Conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e Eu em vós» (v. 20).

Meditando estas palavras de Jesus, hoje nós compreendemos com sentido de fé que somos o povo de Deus em comunhão com o Pai e com Jesus, mediante o Espírito Santo. Neste mistério de comunhão, a Igreja encontra a fonte inesgotável da sua missão, que se realiza através do amor. No Evangelho de hoje, Jesus diz: «Aquele que recebe os meus mandamentos e os guarda, é alguém que me ama. E aquele que me ama será amado pelo meu Pai, e Eu amá- lo-ei e manifestar-me-ei a ele» (v. 21). É o amor que nos introduz no conhecimento de Jesus, graças à ação deste «Advogado» que Jesus nos enviou, ou seja, o Espírito Santo. O amor a Deus e ao próximo é o maior mandamento do Evangelho. Hoje o Senhor chama-nos a corresponder generosamente à vocação evangélica do amor, pondo Deus no centro da nossa vida e dedicando-nos ao serviço dos irmãos, de maneira especial dos mais necessitados de ajuda e de consolação.

Se existe uma atitude que nunca é fácil nem óbvia, nem sequer para uma comunidade cristã, é precisamente a de saber amar-se e desejar o bem uns dos outros, a exemplo do Senhor e com a sua graça. Às vezes os contrastes, o orgulho, as invejas e as divisões deixam o sinal até no rosto da Igreja. Uma comunidade de cristãos deveria viver na caridade de Cristo, e no entanto é exatamente ali que o maligno «mete a pata» e às vezes deixamo-nos enganar. E quem arca com as consequências são as pessoas espiritualmente mais frágeis. Quantas delas — e vós conheceis algumas — se afastaram porque não se sentiram acolhidas, não se sentiram entendidas, não se sentiram amadas. Quantas pessoas se afastaram, por exemplo de alguma paróquia ou comunidade, devido ao ambiente de bisbilhotices, de ciúmes e de invejas que aí encontraram. Até para o cristão, saber amar nunca é um dado adquirido uma vez por todas; cada dia há que recomeçar, é preciso exercitar-se a fim de que o nosso amor pelos irmãos e pelas irmãs que nós encontramos amadureça e seja purificado daqueles limites ou pecados que o tornam parcial, egoísta, estéril e infiel. Cada dia devemos aprender a arte de amar. Escutai isto: cada dia devemos aprender a arte de amar, cada dia devemos seguir com paciência a escola de Cristo, cada dia devemos perdoar e olhar para Jesus, e isto com o auxílio deste «Advogado», deste Consolador que Jesus nos enviou, que é o Espírito Santo.

A Virgem Maria, discípula perfeita do seu Filho e Senhor, nos ajude a ser cada vez mais dóceis ao Pará- clito, o Espírito de verdade, para aprendermos cada dia a amar como Jesus nos amou.

  Papa Francisco, Regina Coeli, Praça de São Pedro, 21 de maio de 2017

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos, renovados em Cristo Jesus:

Cheios de confiança na promessa do Mestre,

de enviar o Espírito Santo aos seus Apóstolos,

peçamos a Deus Pai que O envie à sua Igreja.

Oremos (cantando), com fé:

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

1. Pelo Santo Padre, pelos bispos e Presbíteros e Diáconos,

    para que nos ajudem a viver como bons filhos de Deus,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

2. Por todos os fiéis que proclamam a Salvação em Cristo,

    para que o Espírito Santo torne fecundo o apostolado,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

3. Pelos leitores, acólitos e pelos salmistas das celebrações,

    para que o Senhor os encha de alegria nestes ministérios,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

4. Pelas irmãs de vida contemplativa ou cuidam dos pobres,

    para que saibam reconhecer Jesus nos mais carenciados,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

5. Por todos os que vivem a intimidade com Espirito Santo,

    para que saibam ensinar a todos a razão da sua esperança,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

6. Pelos nossos irmãos que Deus chamou À Sua Presença,

    para, purificados, entrem na alegria e felicidade do Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

Deus, Pai de misericórdia infinita,

que destes a estes vossos filhos

a graça de reconhecerem que os amais,

enviai-nos do Céu o vosso Espírito,

para que seja nosso defensor e nosso guia.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Em cada celebração da Santa Missa, vivemos uma hora extraordinária de graça. Ouvimos a palavra de Jesus, na primeira parte, e vamos agora testemunhar o mesmo gesto de Jesus na Última Ceia, ao transubstanciar, pelo ministério do sacerdote, o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue.

 

Cântico do ofertório: Recebestes um Espírito – C. Silva, CNPL, pg 855

 

Oração sobre as oblatas: Subam à vossa presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: A. F. Santos – BML, 27

 

Saudação da Paz

 

Sejamos no mundo construtores da verdadeira paz, perdoando e esquecendo generosamente as ofensas recebida e derrubando os mundos de separação que existem ao nosso lado.

Exprimamos este desejo, ao trocarmos entre nós o gesto litúrgico da paz e reconciliação.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Depois de termos acolhido a palavra de Deus em nosso coração, para a meditarmos, à imitação de Nossa Senhora, chegou o momento de recebermos o Corpo e Sangue do Senhor.

Se julgamos, diante de Deus, que estamos em condições de O receber, acolhamo-l’O com fé, amor e devoção.

 

Cântico da Comunhão: Vós sereis meus amigos – M. Luís, CEC I, pg 151

cf. Jo 14, 15-16

Antífona da comunhão: Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando, diz o Senhor. Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo, que permanecerá convosco para sempre. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente ao Senhor – M. Luís, NRMS, 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor Deus todo-poderoso, que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna, multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal e infundi em nós a força do alimento que nos salva. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Somos templos do Espírito Santo. A Santíssima Trindade habita em nós como num templo.

Recordemo-nos muitas vezes desta verdade confortante, ao longo da semana que hoje começa.

 

Cântico final: Glória ao Senhor, louvor em terra e Céus – M. Faria, (dos 20 cânticos), IC pg 835

 

 

HomiliaS FeriaIS

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 18-V: A Palavra de Deus e o contributo da mulher.

Act 16, 11-15 / Jo 15, 26- 16, 4

Quando vier o defensor, que Eu hei-de enviar lá do alto, o Espírito de verdade...

Jesus anuncia e promete a vinda do Espírito Santo, o 'Paráclito', O Consolador. Ele vem ajudar-nos nos momentos difíceis, pequenos ou grandes. Disse-vos estas coisas para não sucumbirdes (EV). Recebemo-lo no momento do Baptismo, nos outros sacramentos e nos momentos de oração.

Que o Espírito Santo ilumine a mulher, como fez com Lídia (LT), para que ela possa dar o seu contributo, com as suas características próprias. Cantem jubilosos em suas casas (SR). Nª Senhora, ao receber o Espírito Santo, preparou-se para ser a Mãe de Deus.

 

3ª Feira, 19-V: A Palavra de Deus e a família.

Act 16, 22-34 / Jo 16, 5-11

 O carcereiro logo recebeu o Baptismo, juntamente com todos os seus. E encheu-se de alegria com toda a família.

Depois da sua conversão, o carcereiro pediu aos Apóstolos que fossem a sua casa, e todos os seus receberam o Baptismo (LT). Estas famílias passaram a ser pequenas ilhas num mundo descrente. Foi uma consequência da actuação do Espírito Santo, como Jesus tinha prometido que enviaria (EV).

Há muito empenho actualmente em destruir a instituição familiar. Mas não podemos deixar de proclamar a verdade sobre a família, tal como a instituiu o Criador. O Senhor completará o que começou (SR). À Rainha da Família confiamos esta dificuldade.

 

4ª Feira, 20-V: A Palavra de Deus e o homem, ser religioso.

Act 17, 15. 22 – 18, 1 / Jo 16, 12-15

Atenienses, vejo que sois os mais religiosos dos homens. Encontrei um altar com esta inscrição: Ao Deus desconhecido.

O homem, por natureza, sempre procurou Deus, através de crenças e comportamentos religiosos. Pode pois ser chamado um ser religioso, porque Deus não está longe de cada um de nós (LT). Louvemos todos o nome do Senhor (SR).

Por vezes, a religiosidade está oculta, por ignorância, por indiferentismo, por secularismo, etc. Como S. Paulo, podemos aproveitar as ocasiões para falarmos de Deus (LT). Há muita gente que usa símbolos religiosos: cruzes, medalhas. Invoquemos a ajuda do Espírito Santo (EV). E a de Nª Senhora, caminho mais fácil para chegarmos até Jesus.

 

5ª Feira, 21-V: A Palavra de Deus para a construção de um mundo melhor.

Act 18, 1-8 / Jo 16, 16-20

Paulo foi procurá-los, ficou em casa deles, e começou a trabalhar. Tinham a profissão de fabricantes de tendas.

Neste dia das Rogações, elevemos a Deus as nossas preces para que Ele nos ajude a levar à prática o seu projecto a respeito do mundo e dos homens. Queremos colaborar no projecto de Deus sobre a criação, especialmente através do trabalho, como S. Paulo (LT).

«O trabalho humano procede imediatamente das pessoas criadas à imagem de Deus e chamadas a prolongar, umas com as outras, a obra da criação. Dominando a terra... O trabalho pode ser um meio de santificação, e uma animação das realidades terrenas no espírito de Cristo» (CIC, 2427). Cantai ao Senhor um cântico novo pelas maravilhas que Ele operou (SR).

 

6ª Feira, 22-V: A Palavra de Deus e o sentido de eternidade.

Act 18, 9-18 / Jo 16, 20-23

Haveis de chorar e lamentar-vos, ao passo que o mundo se há-de alegrar. Mas a vossa tristeza tornar-se-á em alegria.

Esta profecia (EV) é sempre actual. Parece que os indiferentes em relação à religião, se divertem, gozam a vida e prosperam, enquanto os outros, que procuram a Deus, não têm tanto sucesso. Chorareis e lamentar-vos-eis enquanto o mundo se alegrará (EV).

Também agora vos sentis tristes (EV). Mas o Senhor conforta-nos, como a S. Paulo, Não tenhas receio, que Eu estou contigo (LT). Mostra-nos como o verdadeiro sentido da vida não está confinado com o horizonte terreno, mas abre-se para a eternidade. Deus subiu entre aclamações (SR). É o sentido das bem-aventuranças, vivido por Cristo e por Maria.

 

Sábado, 23-V: A Palavra de Deus e a importância da oração.

Act 18, 22-38 / Jo 16, 23-28

O que pedirdes ao Pai, Ele vo-lo dará em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.

Por sermos filhos de Deus ousamos pedir ao Pai, como Cristo nos ensinou (EV), pois a oração dominical contém tudo o que precisamos e é o resumo do Evangelho. A oração é como a respiração do cristão (S. João Paulo II). Tudo o que fazemos há-de ser transformado em oração.

A oração também nos permite conhecer melhor o Senhor, porque o Espírito Santo nos recorda os ensinamentos de Jesus. Priscila e Áquila procuraram expor a Apolo os caminhos do Senhor (LT). Porque a Deus pertencem todos os poderes da terra (SR). Maria é Mestra de oração em Caná, ajudando-nos a pedir o que é conveniente em cada momento.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 

 

 


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