Nossa Senhora de Fátima

13 de Maio de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Desde toda a eternidade – M. Carneiro, NRMS, 18

cf. Hebr 4, 16

Antífona de entrada: Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia de Nossa Senhora de Fátima, a Palavra de Deus apresenta-nos Maria como modelo da Igreja e de todo o cristão. Ela concebeu Jesus Cristo, primeiramente pela fé, na obediência à Palavra de Deus, para depois O conceber na carne.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe, concedei-nos que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela salvação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A Virgem Maria é apresentada como modelo da Igreja, que há-de continuamente «dar à luz» Jesus Cristo, em cada lugar e em cada tempo. Diante de uma missão tão grandiosa, nem as forças do mal poderão o que quer que seja contra a Igreja, se esta permanecer fiel ao seu Senhor, sob a protecção da Mãe da Igreja.

 

Apocalipse 21, 1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos nunca mais haverá morte, nem luto, nem gemidos, nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

A leitura corresponde ao início da grandiosa visão final do Apocalipse: uma vez derrotadas todas as forças do mal e própria morte, é o Reino de Deus que aparece em toda a sua plenitude e esplendor. O pano de fundo desta visão é a de Ez 40.

1 «Um novo Céu e uma nova Terra». Designação de todo o Universo novo, isto é, renovado (isto significa o adjectivo grego original). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral: renovação que indica, primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2Pe 3,10-13 e Rom 8,19-22. A expressão é tirada de Is 65,17; 66,22. O que se passará com o Universo no fim dos tempos, em concreto, continua sendo um mistério (cfr. Gaudium et Spes, n.º 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não aquela que é fruto dum simples processo evolutivo natural.

2 «A nova Jerusalém»: uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10), a noiva adornada para o seu esposo. Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4,26). Também é frequente, na Tradição cristã, inclusive na Liturgia, como sucede no dia 13 de Maio, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja.

 

 

Salmo responsorial     Jdt 13, 18 bc. 19-20a. 20 cd (23 bc-24a. 25 abc)

 

Monição: Maria é cantada como Mãe de uma multidão: «Em lugar de teus pais, terás muitos filhos». Ela concebeu-os pela escuta da Palavra e pela sua humildade diante de Deus. Aprendamos a cantar e a escutar com ela!

 

Refrão:     Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:           Aleluia.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra;

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

Não poupaste a vida

perante a humilhação da nossa raça,

mas evitaste a nossa ruína,

caminhando com rectidão na presença do nosso Deus.

 

 

 

 

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Se é grandiosa a graça da maternidade divina de Maria, maior é ainda a felicidade de quem vive a palavra de Seu Filho Jesus!

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. F. Silva, NRMS,46

 

Sois ditosa, ó Virgem Santa Maria,

sois digníssima de todos os louvores,

porque de Vós nasceu o sol da justiça,

Cristo, nosso Deus.

 

 

São João 19, 25-27

25Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

25-27. Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…»). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2,4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3,15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à mulher da profecia messiânica de Gn 3,15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12,1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no «discípulo que Ele amava», que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: “recebeu-a em sua casa”, mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A nova tradução da CEP propõe: «o discípulo recebeu-a entre os seus».

Jesus não fala às mulheres junto à Cruz que são 4, ou apenas 3, conforme se contar por 2 ou por 1 pessoa a irmã de sua Mãe, Maria, a mulher de Cléofas. S. Mateus fala de muitas mulheres no Calvário, a distância (Mt 27,35-36; cf. Mc 15,40-41; Lc 23,49).

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

 

Sugestões para a homilia

 

1.     A Virgem Santa Maria, que apareceu há mais de cem anos em Fátima, aparece no livro do Apocalipse, que escutámos na primeira leitura, como protótipo da Santa Igreja de Cristo.

 

2.     Como Maria, também a Igreja hoje é chamada a dar à luz a Cristo, a fazê-l’O presente no mundo, em cada lugar e em cada tempo.

 

3.     Porém, esta sua missão de dar Cristo ao mundo está ameaçada pelo diabo, que pretende «devorá-l’O», isto é, desviar Cristo do centro da missão da Igreja e do centro da vida dos cristãos. Embora não consiga roubar a Cristo, consegue pelo menos arrastar com a cauda um terço das estrelas do céu. As estrelas do céu são os cristãos, que brilham como estrelas na noite de uma geração perversa e corrompida (cf. Fl 2, 15). Infelizmente, muitos se deixam arrastar pelas seduções de uma vida mundana com que o diabo os atrai e os faz cair das alturas da Graça, perdendo o seu brilho de filhos de Deus.

 

4.     Para vencer o inimigo, a mulher fugiu para o deserto. É no deserto que a Igreja é chamada a deixar-se purificar. O deserto é o lugar da esperança, onde a Igreja pode voltar sempre de novo ao essencial. O silêncio e o despojamento do deserto possibilitam a escuta da Palavra de Jesus Cristo, aurindo as forças para a obediência, rumo assim à maior de todas as felicidades, como nos mostra Jesus neste excerto do Evangelho.

 

5.     Deste modo se pode viver a verdadeira penitência e a oração autêntica que nos pedia a Nossa Mãe do Céu em Fátima, a 13 de Maio de 1917. Que a Virgem Santa Maria, a Senhora do Rosário de Fátima, nos alcance de Deus a graça de fazer deserto nas nossas vidas, para escutarmos a Palavra do seu Filho Jesus e fazermos tudo o que Ele nos disser (cf. Jo 2, 5), para descobrirmos assim a verdadeira felicidade de vida!

 

Fala o Santo Padre

 

«Como exemplo, temos São Francisco e Santa Jacinta,

a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo.

Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos.»

 

«Apareceu no Céu (…) uma mulher revestida de sol»: atesta o vidente de Patmos no Apocalipse (12, 1), anotando ainda que ela «estava para ser mãe». Depois ouvimos, no Evangelho, Jesus dizer ao discípulo: «Eis a tua Mãe» (Jo 19, 26-27). Temos Mãe! Uma «Senhora tão bonita»: comentavam entre si os videntes de Fátima a caminho de casa, naquele abençoado dia treze de maio de há cem anos atrás. E, à noite, a Jacinta não se conteve e desvendou o segredo à mãe: «Hoje vi Nossa Senhora». Tinham visto a Mãe do Céu. Pela esteira que seguiam os seus olhos, se alongou o olhar de muitos, mas… estes não A viram. A Virgem Mãe não veio aqui, para que A víssemos; para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente se formos para o Céu.

Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre, pois, como ouvíamos na Primeira Leitura, «o filho foi levado para junto de Deus» (Ap 12, 5). E, no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera. No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha, «mostrai-nos Jesus».

Queridos peregrinos, temos Mãe, temos Mãe! Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus, pois, como ouvíamos na Segunda Leitura, «aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo» (Rm 5, 17). Quando Jesus subiu ao Céu, levou para junto do Pai celeste a humanidade – a nossa humanidade – que tinha assumido no seio da Virgem Mãe, e nunca mais a largará. Como uma âncora, fundeemos a nossa esperança nessa humanidade colocada nos Céus à direita do Pai (cf. Ef 2, 6). Seja esta esperança a alavanca da vida de todos nós! Uma esperança que nos sustente sempre, até ao último respiro.

Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra. Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo. Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos. A presença divina tornou-se constante nas suas vidas, como se manifesta claramente na súplica instante pelos pecadores e no desejo permanente de estar junto a «Jesus Escondido» no Sacrário.

Nas suas Memórias (III, n. 6), a Irmã Lúcia dá a palavra à Jacinta que beneficiara duma visão: «Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com ele?» Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos, rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus.

Pois Ele criou-nos como uma esperança para os outros, uma esperança real e realizável segundo o estado de vida de cada um. Ao «pedir» e «exigir» o cumprimento dos nossos deveres de estado (carta da Irmã Lúcia, 28/II/1943), o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. Não queiramos ser uma esperança abortada! A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida. «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24): disse e fez o Senhor, que sempre nos precede. Quando passamos através dalguma cruz, Ele já passou antes. Assim, não subimos à cruz para encontrar Jesus; mas foi Ele que Se humilhou e desceu até à cruz para nos encontrar a nós e, em nós, vencer as trevas do mal e trazer-nos para a Luz.

Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor.

 Papa Francisco, Fátima, Homilia na Canonização dos beatos Francisco e Jacinta, 13 de maio de 2017

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Porque é a melhor das mães, Nossa Senhora

está atenta aos problemas que nos preocupam.

Entreguemos confiadamente ao seu Coração,

para que o apresente a Seu Filho Jesus Cristo,

obtendo-nos a graça de um auxílio oportuno.

Oremos (cantando):

 

Mãe de misericórdia, rogai por nós, pecadores!

 

1.     Para que o Santo Padre, Vigário de Cristo na terra,

nos guie pelos caminhos da verdadeira devoção a Maria,

oremos, irmãos.

 

Mãe de misericórdia, rogai por nós, pecadores!

 

2.     Para que os Bispos, Presbíteros e seus colaboradores

nos conduzam pelos caminhos da fidelidade a Cristo,

oremos, irmãos.

 

Mãe de misericórdia, rogai por nós, pecadores!

 

3.     Para que as famílias, chamadas Igrejas domésticas,

marquem a sua vida pela fidelidade à Lei de Deus,

oremos, irmãos.

 

Mãe de misericórdia, rogai por nós, pecadores!

 

4.     Para que a mensagem anunciada na Cova da Iria

seja acolhida por todas as pessoas de boa vontade,

oremos, irmãos.

 

Mãe de misericórdia, rogai por nós, pecadores!

 

5.     Para que os cristãos, atormentados por dificuldades,

encontrem em Nossa Senhora o conforto que procuram,

oremos, irmãos.

 

Mãe de misericórdia, rogai por nós, pecadores!

 

6.     Para que todas as crianças das nossas famílias

cresçam com alegria livres de todos os perigos,

oremos, irmãos.

 

Mãe de misericórdia, rogai por nós, pecadores!

 

7.     Para que os nossos defuntos que são purificados

encontrem na mediação de Maria a misericórdia,

oremos, irmãos.

 

Mãe de misericórdia, rogai por nós, pecadores!

 

Senhor, que nos enviastes a Vossa Mãe,

a recordar-nos os caminhos da Salvação:

ajudai-nos a acolher à sua Mensagem,

para que, por ela conduzidos na terra,

alcancemos a felicidade eterna no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai um cântico novo – J. Santos, NRMS, 10

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor que Vos oferecemos na festa da Virgem Santa Maria, perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados e orientai os nossos corações no caminho da santidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

PREFÁCIO

 

Maria, imagem e mãe da Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade ao celebrarmos a festa da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado, ela mereceu concebê-1'O em seu seio virginal e, dando à luz o Criador do universo, preparou o nascimento da Igreja. Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina e recebeu todos os homens como seus filhos, pela morte de Cristo gerados para a vida eterna. Enquanto esperava, com os Apóstolos, a vinda do Espírito Santo, associando-se às preces dos discípulos, tornou-se modelo admirável da Igreja em oração. Elevada à glória do Céu, assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra, protegendo misericordiosamente os seus passos a caminho da pátria celeste, enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: C. Silva - OC (pg 537)

 

Monição da Comunhão

 

A Palavra que nos promete a maior felicidade, fez-Se carne no seio da Virgem Santa Maria. Acolhamo-l’A e tomêmo-l’A como alimento!

 

Cântico da Comunhão: É celebrada a vossa glória – A. F. Santos, BML, 33

cf. Judite 13, 24-25

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que deu tanta glória ao vosso nome: todas as gerações cantarão os vossos louvores.

 

Ou:

Jo 19, 26-27

Suspenso na cruz, Jesus disse a sua Mãe: Eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe.

 

Cântico de acção de graças: Feliz és Tu porque acreditaste – C. Silva, OC

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que o sacramento que recebemos conduza à vida eterna aqueles que proclamam a Virgem Santa Maria Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tendo escutado o Senhor, aprendamos com Maria e com os Pastorinhos de Fátima a viver como Ele nos pede, no nosso quotidiano, para onde somos agora enviados!

 

Cântico final: Na Cova da Iria – J. F. Silva, NRMS, 37

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 14-V: S. Matias: A Palavra de Deus e o conhecimento da sua vida.

Act 1, 15-17 / Jo 15, 9-17

 Receba outro o seu encargo. É pois necessário que um deles se torne connosco testemunha da sua Ressurreição.

Para a substituição de Judas, Pedro põe como exigência que tivesse acompanhado o ministério público de Jesus e a sua Ressurreição (LT). Matias foi o escolhido. Todos precisamos conhecer muito bem a vida do Senhor, através dos Evangelhos. Quem se compara ao nosso Deus, que se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra? (SR).

Para sermos boas testemunhas de Jesus, temos também que permanecer no seu amor e guardar os seus mandamentos (EV). Podemos recorrer à melhor testemunha de Jesus, Nossa Senhora, que O acompanhou sempre durante a sua vida.

 

6ª Feira, 15-V: A Palavra de Deus e a amizade.

Act 15, 22-31 / Jo 15, 12-17

Não há maior amor do que dar a vida pelos outros.

Jesus dá-nos um belo exemplo do que é a verdadeira amizade. Em primeiro lugar, ser capaz de viver uma entrega ao amigo com apoio e dedicação; depois, dar a conhecer aos outros o que sabemos de Deus, porque tudo o que ouvi de meu Pai, vo-lo dei a conhecer (EV); em terceiro lugar, se fizermos tudo o que Cristo nos indica. Cristo é o nosso melhor amigo. Porque até às nuvens se eleva a vossa fidelidade (SR).

Este amor há-de levar-nos a dar aos outros o melhor que temos. É o conselho que nos dá a Mãe do Bom Conselho: fazei tudo o que Ele vos disser.

 

Sábado, 16-V: A Palavra de Deus e os sofrimentos.

Act 16, 1-10 / Jo 15, 18-21

O servo não maior do que o seu Senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós.

Jesus foi muitas vezes perseguido e diz-nos que o mesmo nos há-de acontecer a nós (EV). Mas, as perseguições actuais são muito diferentes. No ambiente em que vivemos, sofremos porque se atacam os valores da nossa fé, a própria lei de Deus, os ensinamentos mais importantes sobre a pessoa e a sociedade, etc

Para combater este ambiente, o melhor é levarmos a Boa Nova a todos os lugares, onde decorre a nossa vida, como fizeram os Apóstolos. Partiram convencidos de que Deus os chamava a anunciar a Boa Nova (LT), para que o Senhor seja aclamado na terra inteira (SR).

 

 

Celebração e Homilia:        Tiago Varanda

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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