Sagrada Família de Jesus, Maria e José

29 de Dezembro de 2019

 

Domingo dentro da Oitava do Natal

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: F. Santos – BML, 54 e CEC (I)

Lc 2, 16

Antífona de entrada: Os pastores vieram a toda a pressa e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, situada no Domingo da oitava do Natal, põe a claro uma das dimensões do mistério da Encarnação: o Deus que se fez Homem precisou de uma família onde viver e crescer. Dia por excelência para a comunidade cristã se perceber a si mesma também como família de Deus. É nesse espírito que nos reunimos a celebrar o Domingo do Senhor.

 

Ato Penitencial

 

E peçamos perdão ao Senhor. Mas comecemos por pedir perdão aos de casa, da nossa família:

 

Pelas nossas faltas de misericórdia, humildade e paciência,

Senhor, tende piedade de nós!

 

Pelas nossas asperezas, palavras duras, birras desnecessárias,

Cristo, tende piedade de nós!

 

Pelo egoísmo, pelo tempo roubado à família,

pelas desobediências e incompreensões,

pelas teimosias e ingratidões,

Senhor, tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Senhor, Pai Santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura é um belo texto, sobre a honra que é devida aos pais.

 

Ben-Sira 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

3Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. 4Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados 5e acumula um tesouro quem honra sua mãe. 6Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. 7Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. 14Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. 15Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, 16porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida 17ae converter-se-á em desconto dos teus pecados.

 

Esta leitura é extraída da Sabedoria de Jesus Ben Sira, título grego do livro do A.T. mais lido na Liturgia, depois do Saltério, o que lhe veio a merecer, na Igreja latina, o nome de Eclesiástico, como já lhe chamava S. Cipriano no séc. III. O autor inspirado escreve pelo ano 180 a. C., quando a Palestina acabava de passar para o domínio dos Selêucidas (198). Então, a helenização, favorecida pelas classes dirigentes, começava a tornar-se uma sedução para o povo da Aliança, com a adopção de costumes totalmente alheios à pureza da religião. Perante tão perigosa ameaça, Ben Sira vê na família o mais poderoso baluarte contra o paganismo invasor. Assim, os seus ensinamentos vão insistentemente dirigidos aos filhos, e estes são continuamente exortados a prestar atenção às palavras do pai.

O nosso texto é um belíssimo comentário inspirado ao 4.º mandamento do Decálogo (Ex 20,12; Dt 5,16), concretizando alguns deveres: o cuidado com os pais na velhice (v. 14a); não lhes causar tristeza (v. 14b); ser indulgente para com eles, se vierem a perder a razão (15a); nunca os votar ao desprezo (15b).

 

 

Salmo Responsorial    Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: Ditosa é a família que segue os caminhos de Deus.

 

Refrão:        Felizes os que esperam no Senhor,

e seguem os seus caminhos.

 

Ou:               Ditosos os que temem o Senhor,

                ditosos os que seguem os seus caminhos.

 

Feliz de ti, que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na segunda leitura temos recomendações de São Paulo, para uma “vida doméstica no Senhor”.

 

Colossenses 3, 12-21

Irmãos: 12Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. 14Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. 16Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. 17E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 18Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. 19Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. 20Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. 21Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.

 

A leitura é tirada da parte final da Carta, a parte parenética, ou de exortação moral, em que o autor fundamenta a vida moral do cristão na sua união com Cristo a partir do Baptismo: trata-se duma «vida nova em Cristo».

12-15 Temos aqui a enumeração de uma série de virtudes e de atitudes indispensáveis à vida doméstica, diríamos nós agora, para que ela se torne uma imitação da Sagrada Família de Nazaré. Estas virtudes são apresentadas com a alegoria do vestuário, como se fossem diversas peças de roupa, que, para se ajustarem bem à pessoa, têm de ser cingidas com um cinto, que é «a caridade, o vínculo da perfeição». Na linguagem bíblica, «revestir-se» não indica algo de meramente exterior, de aparências, mas assinala uma atitude interior, que implica uma conversão profunda.

17 «Tudo em nome do Senhor Jesus» como Jesus faria ou falaria no meu lugar.

18-21 O autor sagrado não pretende indicar aqui os deveres exclusivos de cada um dos membros da família, mas sim pôr o acento naqueles que cada um tem mais dificuldade em cumprir; com efeito, o marido também tem de «ser submisso» à mulher, e a mulher também tem de «amar» o seu marido.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Col 3, 15a.16a

 

Monição: O Evangelho é um apelo a redizer a história do natal, e a contar a história de cada família, como história de amor.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)

 

Reine em vossos corações a paz de Cristo,

habite em vós a sua palavra.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 2, 13-15.19-23

13Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto 15e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». 19Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José no Egipto 20e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». 21José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel. 22Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».

 

13 «Foge para o Egipto e fica por lá até que eu te diga». Eis o comentário da homilia de S. João Crisóstomo, pondo em evidência a fé, obediência e fidelidade de S. José, o chefe da Sagrada Família: «Ao ouvir isto José não se escandalizou nem disse: isto parece um enigma! Tu próprio, ainda não há muito, dizias-me que Ele salvaria o seu povo, e agora não é capaz de se salvar nem sequer a si mesmo, mas até temos necessidade de fugir, de empreender uma viagem, uma longa deslocação; isto é contrário à tua promessa! Mas não diz nada disto, porque José é um varão fiel. Também não pergunta pela data do regresso, apesar de o Anjo a ter deixado indeterminada, pois lhe tinha dito: fica lá até que eu te avise. Não obstante, nem por isso levanta dificuldades, mas obedece e crê e suporta todas as provações com alegria. É bem verdade que Deus, amigo dos homens, mistura mágoas e alegrias, procedimento que adopta com todos os santos. Porém, nem as penas nem as consolações no-las envia ininterruptamente, mas com umas e outras Ele vai tecendo a vida dos justos. Isto mesmo fez com S. José».

15 «Para se cumprir o que o Senhor anunciara...» Se bem que o sentido literal imediato que o profeta Oseias pôs nestas palavras (Os 11,1) dissesse respeito a Israel, o povo filho de Deus que o Senhor liberta e chama do Egipto, a verdade é que o Evangelista, inspirado por Deus, descobre naquela passagem um sentido mais profundo que Deus quis para aquelas palavras de Oseias: «do Egipto chamei o meu Filho». Esta actualização do texto do A. T. é vista por uns como um sentido típico, isto é, uma figura do chamamento de Jesus; por outros, como um sentido pleno, isto é, mais profundo, já contido nas palavras do profeta, sem que este se apercebesse dele, mas querido por Deus ao inspirar o texto.

20 «Pois aqueles... já morreram». Com o plural de generalização é designado Herodes, o Grande, tão grande pelas suas construções, como pela sua crueldade. Não há dúvida de que estas referências a Arquelau e Herodes por parte do Evangelista são um valioso indício humano do valor histórico do relato. Aqui não aparece nada de fantástico, tudo tem naturalidade e verosimilhança: a morte dum tirano não aparece como um castigo divino, como é próprio de relatos lendários. É certo que a medida de matar os inocentes de Belém era descabida e inadequada, mas coaduna-se com a crueldade de Herodes e com a arbitrariedade dum tirano que num acesso de fúria faz o que lhe vem à cabeça só para satisfazer a sua ira.

23 «Há-de chamar-se Nazareno». S. Mateus, sabendo como o título de Nazareno usado pelos judeus incrédulos tinha uma decidida intenção de vexame (cf. Act 24,5) para Jesus e para os cristãos, e dado que Nazaré era uma aldeia insignificante e de mau nome (cf. Jo 1,46), ele quis deixar ver como afinal o ser apodado do humilhante titulo de Nazareno era mais uma prova de que Ele era o Messias, cumprindo assim as profecias. Se é certo que não há nenhuma passagem do Antigo Testamento que fale do Messias como Nazareno, há algumas que se referem às humilhações a que o Messias será sujeito (Sal 22 (21); Is 53,2ss; etc.) e, sobretudo, há outras profecias que o anunciam como «o rebento (em hebraico nétser) de Jessé», pai de David (Is 11,1; Zac 3,8; 6,12; etc.). Pois bem, para os destinatários do 1.º Evangelho – cristãos de origem judaica – esta referência era clara, dada a perfeita equivalência entre «nétser», «rebento», e «notsri», «nazareno» (na literatura judaica Jesus é chamado: Yexu-ha-notsri). S. Mateus recorreu a uma técnica (deraxe) de interpretação rabínica, chamada «al-tiqrey», «não leias», entenda-se, com umas vogais (as vogais da palavra nétser, rebento), mas com outras vogais (as vogais da palavra «notsri», nazareno), tendo em conta que em hebraico não se escrevem as vogais, mas apenas as consoantes, variando o sentido das mesmas palavras conforme as vogais com que as palavras sejam lidas. Note-se que ainda hoje a palavra que os judeus têm para designar os cristãos é nazarenos (notsrim).

 

 

Sugestões para a homilia

 

1. Ao escrever aos Colossenses, São Paulo repete aquilo que Jesus disse na Última ceia: "Assim como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

Amar as pessoas com as quais não se tem relacionamento é fácil. Os nossos defeitos não criam problemas às pessoas que não vivem connosco.

Mas quando precisamos compartilhar o espaço e as actividades, os nossos defeitos tornam-se um peso para os outros e vice-versa. Por isso S. Paulo nos diz na 2ª leitura: "suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente toda vez que tiverdes queixa contra outro. Como o Senhor vos perdoou, assim também deveis fazer vós também".

No seio da família, a admoestação de São Paulo é ainda mais necessária. A família, cujos membros não estão dispostos a perdoarem-se, toma o ambiente insuportável. Se um dos membros da família quer sempre impor o seu ponto de vista aos demais, acabará por criar um clima de tensão.

Na família deve haver sempre compreensão e tolerância. Mas deve haver, antes de mais, fidelidade radical em relação à vontade de Deus.

Maria, por exemplo, ao ficar grávida, recebe a missão de levar o Espírito Santo à família de Zacarias. Isabel estava no sexto mês de gravidez. A viagem de Nazaré a Jerusalém durava cerca de cinco dias. Havia tempo mais do que suficiente para Maria procurar José e avisá-lo que tinha ficado grávida do Espírito Santo. Mas ela preferiu primeiro cumprir a ordem de Deus. Não se preocupou com a possibilidade de José não compreender a gravidez dela após os três meses de ausência. Primeiro cumpriu a vontade de Deus e depois deu explicações ao marido.

 

2. E uma maneira de ser fiel à vontade de Deus na família é precisamente o cumprimento dos deveres de cada um. Os pais estão limitados na sua autoridade. Não podem mandar nem exigir nada que seja contra as exigências da Lei de Deus. Também eles têm de obedecer e meditar na presença do Senhor o que é melhor para os seus filhos. São apenas guardas fiéis do tesouro divino que são os filhos e não seus donos. Um dia hão-de prestar contas desta administração.

 

3. Honrar o pai e a mãe tem aos olhos de Deus enorme valor porque é a realização da vontade do Senhor. É tal o valor que a Palavra de Deus atribui a este comportamento, que o Senhor promete já uma recompensa nesta vida a quem o tiver: Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados e acumula um tesouro quem honra sua mãe.

A idade dos pais não dispensa nunca estes preceitos do Senhor. De resto, uma ferida dolorosa das nossas famílias está precisamente aqui: a falta de acolhimento, amor e compreensão aos idosos. Uma mentalidade consumista leva a considerar as pessoas inúteis e até nocivas quando deixam de produzir. As pessoas de idade e as doentes, além de ser testemunha e elo duma tradição cultural atraem sobre a família as maiores bênçãos de Deus.

 

4. Depois de uma vida saudável na família, aprenderemos também a viver nesta grande família dos filhos de Deus que é a Igreja. Por isso nos reunimos todas as semanas, no Domingo. Recebemos a luz da Palavra de Deus e tomamos uma refeição em comum na qual Jesus Cristo é o alimento. Assim estreitamos os laços de amizade entre nós e nos encorajamos mutuamente para nos dirigirmos ao encontro dos irmãos que estão ainda fora da Igreja.

Que Maria, Mãe da Igreja, nos ensine a viver na terra esta vida de família em comunhão que terá a sua plenitude no Céu.

 

 

Oração Universal

 

P- Invoquemos a Cristo Nosso Senhor, Verbo eterno do Pai,

que, habitando entre nós, quis sentir as vicissitudes da família humana

e santificá-la com as suas bênçãos celestes.

Supliquemos-Lhe humildemente que proteja as famílias, dizendo:

 

R. Guardai as nossas famílias, Senhor, na vossa paz.

 

1-    Vós que consagrastes a vida doméstica,

vivendo sob a autoridade de Maria e José,

santificai as famílias com a vossa presença.

 

2-    Vós que fostes sempre dedicado aos interesses do vosso Pai,

fazei que Deus seja sempre adorado e glorificado em todas as famílias.

 

3-    Vós que fizestes da vossa Santa Família

um exemplo admirável de oração,

de amor e de obediência à vontade do Pai celeste,

santificai as famílias com a vossa graça

e derramai sobre elas a abundância dos vossos dons.

 

4-    Vós que amastes os vossos parentes e por eles fostes amado,

confirmai todas as famílias na paz e na mútua caridade.

 

5-    Vós que, em Caná da Galileia,

alegrastes os primeiros momentos duma família

com o vosso primeiro milagre, convertendo a água em vinho,

aliviai os sofrimentos e preocupações das famílias e convertei-os em alegria.

 

6-    Vós que, para confirmar a unidade da família, dissestes:

«Não separe o homem o que Deus uniu»,

guardai os esposos sempre unidos pelo vínculo indestrutível do vosso amor.

 

P- Deus de misericórdia, que fizestes da família humana,

constituída pela aliança nupcial, o sacramento de Cristo e da Igreja,

derramai a abundância das vossas bênçãos

sobre esta família reunida em vosso nome,

para que aqueles que nela vivem unidos pelo amor

sejam fervorosos no espírito e assíduos na oração,

solícitos uns pelos outros e atentos às necessidades de todos

e dêem testemunho da fé pela palavra e pelo exemplo. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor Jesus iluminai nossas famílias – J. F. Silva, NRMS, 71 - 72

 

Oração sobre as oblatas: Nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício de reconciliação e humildemente Vos suplicamos que, pela intercessão da Virgem, Mãe de Deus, e de São José, se confirmem as nossas famílias na vossa paz e na vossa graça. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio Dominical

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

 

Monição da Comunhão

 

Formamos uma só família todos nós que comungamos o mesmo Senhor.

 

Cântico da Comunhão: O Verbo fez-se carne e habitou no meio de nós – C. Silva, OC, (pg 195)

 

cf. Bar 3, 38

Antífona da comunhão: Deus apareceu na terra e começou a viver no meio de nós.

 

Cântico de acção de graças: Glória e louvor ao Verbo Divino – M. Faria, NRMS, 8 (I)

 

Oração depois da comunhão: Pai de misericórdia, que nos alimentais neste divino sacramento, dai-nos a graça de imitar continuamente os exemplos da Sagrada Família, para que, depois das provações desta vida, vivamos na sua companhia por toda a eternidade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Renovar o nosso amor… Uma santa Família que não vive na autarcia, bem protegida das correntes e das dificuldades: é esta família que somos convidados a contemplar, procurando junto dela as nossas próprias referências de vida familiar. Ben Sirac e São Paulo propõem-nos meios muito concretos. Retomemos os seus textos na oração e decidamos sob que forma concreta vamos renovar o nosso amor e em relação a que membros da nossa família…

 

Cântico final: Como o lar de Nazaré – B. Salgado, NRMS, 8 (I)

 

 

HomiliaS FeriaIS

 

2ª Feira, 30-XII (6º dia): Benefícios de um encontro especial.

1 Jo 2, 12-17 / Lc 2, 36-40

Estando Ana presente na mesma ocasião, começou por sua vez a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos.

A profetisa Ana passava o tempo ao serviço do Senhor, no Templo de Jerusalém. E recebeu naquele dia uma recompensa especial: poder ver o Salvador (EV). A Liturgia bizantina designa esse acontecimento como o 'Encontro'.

Para encontrarmos o Senhor temos que rejeitar as propostas mundanas: desejos da carne, desejos dos olhos e orgulho da riqueza (LT).Temos que procurar agradecer  a sua vinda até nós e louvá-lo, e comunicarmos essa alegria, como fez Ana, para que haja um ambiente muito alegre neste Tempo de Natal.

 

3ª Feira, 31-XII (7º dia): Desejos de uma vida nova em Cristo.

1 Jo 2, 18-21 / Jo 1, 1-18

E estes não nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas nasceram de Deus.

Estes são os últimos momentos do ano, esta é a última hora (LT). É boa altura para agradecermos a Deus pelas muitas graças que nos concedeu, para pedirmos perdão pelo que não fizemos, e a pedir ajuda para o novo Ano.

A partir do momento em que recebemos o Baptismo, temos uma vida nova, sobrenatural: começámos a viver a vida Cristo, somos filhos de Deus (EV). Procuremos começar o novo Ano com o propósito de vivermos e de nos comportarmos de acordo com esta dignidade que recebemos.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 


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