Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

 

Missa da Aurora

25 de Dezembro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegou a hora mais alta – M. Faria, NRMS, 44

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Antífona de entrada: Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Depois dos sempre bons momentos vividos em família, durante a ceia de Natal, estamos aqui para, como irmãos que somos, nos encontrarmos com o próprio Jesus Cristo, nascido em Belém e agora verdadeiramente presente connosco na Santa Missa. Encontro melhor não é possível existir. Vamos prepararmo-nos o melhor possível para tão feliz e desejado Encontro, na Sagrada Comunhão e, no final, beijar a Imagem do mesmo Menino Jesus. Escutemos com muita atenção e gratidão, a Palavra de Deus que nos vai ser dirigida, em ordem a essa tão importante e necessária preparação.

 

Ato penitencial

 

Comecemos por pedir perdão das nossas faltas de amor que são sempre os nossos pecados.

( Tempo de silêncio.. )

 

Confessemos os nossos pecados.

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado, resplandeça em nossas obras o que pela fé brilha em nossos corações. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Ao proclamar até aos confins da terra a notícia de que vem aí o Salvador, o Profeta Isaías anuncia que o Natal é para todos os tempos. Cabe a cada um de nós levar ao coração de cada pessoa esta Boa Nova do nascimento do Redentor do mundo.

 

Isaías 62, 11-12

11Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador. Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. 12Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».

 

A leitura recolhe dois versículos do III Isaías, referidos à Jerusalém restaurada após o exílio. «Até aos confins da terra»: a perspectiva universalista típica da última parte de Isaías corresponde bem à realidade de um «Natal para todos».

«Filha de Sião, Filha de Jerusalém», forma poética de o profeta se dirigir aos habitantes da cidade, e mesmo a todos os israelitas (como aqui sucede). A Igreja é o novo «Israel de Deus», «o monte Sião» (Gal 4,26; 6,16; Hebr 12,22; Apoc 14,1; 21). «Sião» (etimologicamente lugar seco) era a cidadela da capital, Jerusalém. Inicialmente designava a fortaleza conquistada por David aos jebuseus, a colina oriental de Jerusalém (Ofel), que começou a ser chamada «cidade de David», para onde este transladou a Arca da Aliança. Quando Salomão construiu o Templo, a Norte de Sião, e para lá levou a arca, também se começou a dar a esse lugar o nome de Sião. Depois veio a designar o conjunto da cidade de Jerusalém, ou todos os seus habitantes e mesmo todo o povo de Israel. Na tradição cristã, veio a dar-se uma confusão acerca da localização topográfica do monte Sião, ao situá-lo no Cenáculo, na colina ocidental da cidade alta. Esta confusão parece ter origem em que o Cenáculo foi considerado a sede da primitiva Igreja de Jerusalém, o novo «monte Sião», segundo Hebr 12,22 e Apoc 14,1. Actualmente a Arqueologia veio esclarecer estes locais.

 

 

Salmo Responsorial    Salmo 96 (97), 1 e 6.11-12

 

Monição: Este Salmo é um convite à alegria, porque o Senhor reina e manifesta-Se como Rei.

Acolhamos jubilosos este convite e cantemos a alegria do nascimento de Jesus que vem para nos salvar.

 

Refrão:        Hoje sobre nós resplandece uma luz:

nasceu o Senhor.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

 

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

A luz resplandece para os justos

e a alegria para os corações rectos.

 

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome Santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta ao seu discípulo Tito, ensina-nos que Deus nos salva, manifestando a Sua bondade para connosco.

As graças que o Senhor nos veio trazer, são derramadas sobre nós, com abundância no nosso Batismo.

 

Tito 3, 4-7

Caríssimo: 4Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, 5não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, 6que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, 7para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.

 

Esta belíssima síntese soteriológica bem podia ser uma espécie de fórmula de fé corrente na Igreja primitiva que tenha sido inserida na Carta.

5 O «banho de regeneração e renovação do Espírito Santo» é o Baptismo, que nos faz nascer de novo (Jo 3,3.5) e que nos torna «nova criatura» (Gal 6,15; 2Cor 5,17). O Natal é ocasião propícia para meditar também no nosso natal, o Baptismo, e para daí tirar consequências práticas: «reconhece, ó cristão, a tua dignidade; tornado participante da natureza divina, não regresses à antiga baixeza duma vida depravada; lembra-te de que Cabeça e de que Corpo és membro. Pelo Baptismo, tornaste-te templo do Espírito Santo» (S. Leão Magno, Homilia para o dia de Natal).

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 14

 

Monição: O Evangelho narra-nos o cântico entoado pelos Anjos em Belém, anunciando aos pastores o nascimento de Jesus Menino. Com os Anjos e os Pastores vamos, em espírito, também a Belém para oferecermos o nosso coração a Jesus recém-nascido.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, (pg 113)

 

Glória a Deus nas alturas

e paz na terra aos homens por Ele amados.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 15-20

15Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direcção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». 16Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.

 

A leitura mostra a reacção dos pastores perante o anúncio do nascimento de Jesus que bem pode marcar a atitude do cristão ao tomar consciência do Natal de Jesus: a decisão – tão presente nos nossos vilancetes – de ir a Belém, apressadamente, sem delongas nem escusas, ao encontro pessoal com Jesus, Maria e José.

18 Os «pastores» contaram as maravilhas daquela noite, mas os conterrâneos não os deveriam tomar muito a sério. Como poderia o Messias revelar-se a gente tão miserável, malconceituada e tida por pecadora?

19 «Maria guardava...». Ela ensina-nos a viver o mistério do Natal no recolhimento, ponderação e intimidade com Jesus.

 

 

Sugestões para a homilia

 

    1. “Hoje sobre nós resplandece uma Luz: nasceu o Salvador”.

    2. Consagremo-nos a Jesus.

    3. Natal sempre.

 

1.     “Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Salvador”.

Com que entusiasmo devemos celebrar este dia! É dia de Natal!

Ao longo dos séculos o Povo de Israel preparou-se para o tão anunciado e desejado nascimento do Redentor. Durante esse tão longo período, houve lutas, ódios, violências, crimes e pecados. Corrigir o que estava mal e apontar caminhos de perfeição foi a tarefa árdua dos Profetas, como vimos na Primeira Leitura.

Hoje sobre nós resplandece uma Luz, nasceu o Salvador”. O impensável aconteceu. O Senhor de tudo quanto existe no Universo, não teve uma casa para nascer... E ao Seu encontro não vieram os poderosos e ricos, mas sim os humildes pastores e os Anjos do Céu, como nos narra o Evangelho. Como eles vamos em espírito também nós, até ao Presépio de Belém.

Jesus, apesar do desconforto material, nasceu feliz. Tinha a Seu lado a maior riqueza do mundo: Sua Mãe, a Virgem Maria e Seu Pai adotivo, S. José.

A partir do nascimento de Jesus, tudo mudou na humanidade. Ele veio para ser amado por uns, odiado por outros. A todos quantos O descobriram e amaram Ele oferece o dom da salvação (Segunda Leitura). Que pertençamos a este grupo de escolhidos do Senhor.

 

2.     Consagremo-nos a Jesus.

 

Com generosidade, bem acordados para tanto Amor que Jesus nos revela, corresponder ao Seu Amor. “Amor com amor se paga”. Os irmãos que nos precederam e deram a vida por Ele dizem-nos que valeu a pena. Jesus lhes concedeu uma eternidade feliz.

Aqueles que não se deixaram seduzir pelas tentações do mundo, do demónio e da carne, dizem-nos que valeu bem a pena aderir plenamente a Jesus Cristo. Ele e só Ele sacia, já nesta vida, a ânsia de felicidade, que temos no nosso coração, como bem nos recorda, por experiência, santo Agostinho.

Vamos todos em espírito até Belém. Vamos ao encontro de Jesus. Ofereçamos-Lhe a nossa vida. Não podemos estar mais seguros. Ele quer mesmo ficar connosco para que sejamos felizes. Nesta entrega consciente está a nossa consagração ao Coração dulcíssimo de Jesus.

Ele garante-nos que considera feito a Ele, tudo quanto fizermos aos mais pequeninos, marginalizados, velhinhos, pobres de bens materiais ou espirituais. Nestes encontros da vida, teremos ocasião concreta de agradecer a Jesus quanto Ele fez por todos e cada um de nós desde nascimento em Belém, até à Sua morte na Cruz.

 

3.     Natal sempre

 

A paz e alegria que hoje respiramos nos revela quão bom é vivermos sempre assim em família, com Jesus. Ele é o Príncipe da Paz e de todo o bem. Que maravilha podermos transformarmos em dias de Natal todos os dias da nossa vida. Essa possibilidade está nas nossas mãos. Vamos então fazer tudo para que assim seja.

Nossa Senhora, que nos deu Jesus, quer ajudar-nos a viver em Natal constante e a levarmos aos outros esta tão Boa Nova. Vamos fazê-lo com generosidade.

Que a Mãe de Jesus, que é também nossa Mãe, nos ajude a realizar esta missão que o Natal nos transmite, para, um dia todos possamos viver com Ela e as Pessoas da Santíssima Trindade por toda a eternidade.

 

 

Oração Universal

 

    Irmãos caríssimos, neste santo Dia de Natal

    oremos a Jesus Menino com muito amor e ternura

    dizendo confiadamente:

    Filho da Virgem Maria, ouvi-nos!

   

1.     Para que o Santo Padre, Bispos, Sacerdotes e Diáconos

através da oração, do exemplo e apostolado,

alcancem do Senhor bênçãos para toda a humanidade

oremos, irmãos.

 

R. Filho da Virgem Maria, ouvi-nos Senhor!

   

2.     Para que os esposos, pais e filhos

vivam felizes, como a Sagrada Família,

no diálogo, na fidelidade e no amor,

oremos, irmãos.

 

R. Filho da Virgem Maria, ouvi-nos Senhor!

 

3.     Para que as crianças e os jovens,

chamados a consagrar a vida ao Senhor,

permaneçam firmes na sua vocação,

oremos, irmãos.

 

R. Filho da Virgem Maria, ouvi-nos Senhor!

 

4.     Para que na nossa comunidade (paroquial)

todos sejam solidários e generosos

com os que necessitam de atenção e ajuda,

oremos, irmãos.

 

R. Filho da Virgem Maria, ouvi-nos Senhor!

 

5.     Para que os doentes e aqueles que não podem estar aqui

pensem em Jesus que veio ao mundo

para nos abençoar e salvar,

oremos, irmãos.

 

R. Filho da Virgem Maria, ouvi-nos Senhor!

 

6.     Para que os familiares e amigos falecidos

vivam eternamente com o Senhor no Céu,

onde os esperamos encontrar, um dia,

oremos, irmãos.

 

R. Filho da Virgem Maria, ouvi-nos Senhor!

 

Senhor Jesus, nós Vos agradecemos

tudo o que nos concedeis por intercessão de Maria Santíssima.

Ficai sempre connosco, Vós que sois Deus com o Pai,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Resplandece a luz divina – S. Marques, NRMS, 76

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, a nossa oblação nesta santa noite de Natal e fazei que, pela admirável permuta destes dons, participemos na divindade do vosso Filho que a Vós uniu a nossa natureza humana, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

 

Santo: C. Silva – COM, (pg 193)

 

Monição da paz

 

Ao trocarmos agora entre nós o gesto da paz, procuremos acompanhar com o nosso coração o desejo de nos tornarmos, cada vez mais, semeadores da paz e da alegria que Jesus Menino veio trazer ao mundo. Com esse propósito, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus nascido em Belém quer também entrar no nosso coração.  Vamos recebê-Lo com muita fé, amor e profunda gratidão. Com Ele todos os nossos dias poderão ser verdadeiros dias de Natal. Ele e só Ele nos assegura a felicidade terrena e eterna que todos tanto desejamos.

 

Cântico da Comunhão: Vamos todos a Belém – Az. Oliveira, NRMS, 15

Jo 1, 14

Antífona da comunhão: O Verbo fez-Se carne e nós vimos a sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Hoje nasceu Jesus Cristo – J. F. Silva, NRMS, 44

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos dais a alegria de celebrar o nascimento do nosso Redentor, dai-nos também a graça de viver uma vida santa, a fim de podermos um dia participar da sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Foi com muita alegria e verdadeira emoção que vivemos em família esta santa Missa em dia de Natal.

Vamos anunciar Jesus Cristo, Amigo e Salvador, ao mundo que ainda o desconhece.

Para todas as pessoas aqui presentes e para todas as que permanecem em nosso coração, votos de Feliz e Santo Natal.

 

Cântico final: Cantava em nossas campinas – (Glória in exelsis Deo), CT

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 


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