33º Domingo Comum

13 de Novembro de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Jer 29, 11.12.14

Antífona de entrada: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Está a terminar o ano Litúrgico. Será no próximo Domingo com a festa de Cristo Rei. Lembra o fim dos tempos.

Enquanto a Igreja aguarda essa hora, a Liturgia da missa de hoje chama a nossa atenção para três pontos: a oração (antífona da Comunhão), a prática da caridade e a fidelidade no serviço de Deus (Colecta).

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Esta leitura descreva-nos a glória da dona de casa que, com o seu trabalho, a sua caridade e fidelidade, torna feliz o lar. Um exemplo a seguir: imitar «a mulher corajosa».

 

Provérbios 31, 10-13.19-20.30-31

10Quem poderá encontrar uma mulher virtuosa? O seu valor é maior que o das pérolas. 11Nela confia o coração do marido e jamais lhe falta coisa alguma. 12Ela dá-lhe bem-estar e não desventura, em todos dias da sua vida. 13Procura obter lã e linho e põe mãos ao trabalho alegremente. 19Toma a roca em suas mãos, seus dedos manejam o fuso. 20Abre as mãos ao pobre e estende os braços ao indigente. 30A graça é enganadora e vã a beleza; a mulher que teme o Senhor é que será louvada. 31Dai-lhe o fruto das suas mãos e suas obras a louvem às portas da cidade.

 

O texto é tirado da última secção do livro dos Provérbios e contém os primeiros versículos do poema em que se enaltece «a mulher virtuosa», isto é, de valor; na tradução da Vulgata e da Neovulgata, é a mulher forte, ou dotada de força de carácter e de habilidades e ornada de virtudes. É uma espécie de «abecê da esposa ideal» (Dyson), começando mesmo cada verso por uma letra do alefato, segundo a ordem habitual do abecedário hebraico, um poema acróstico.

31 «O fruto das suas mãos». Já então a mulher amealhava com as suas economias domésticas, e esse produto podia dar não apenas para «alfinetes», mas até para poder plantar uma vinha, como se diz no v. 16 (omitido na leitura).

 

Salmo Responsorial    Sl 127, 1-2.3.4-5 (R. cf. 1a)

 

Monição: Nesse salmo é citada a esposa do homem justo, glorificada na sua fecundidade.

 

Refrão:        Ditoso o que segue o caminho do Senhor.

 

Feliz de ti que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda,

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira,

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Somos filhos «da luz e do dia». Não vivemos nas trevas. Somos chamados à responsabilidade. Não podemos viver de qualquer maneira.

 

1 Tessalonicenses 5, 1-6

Irmãos: 1Sobre o tempo e a ocasião, não precisais que vos escreva, 2pois vós próprios sabeis perfeitamente que o dia do Senhor vem como um ladrão nocturno. 3E quando disserem: «Paz e segurança», é então que subitamente cairá sobre eles a ruína, como as dores da mulher que está para ser mãe, e não poderão escapar. 4Mas vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão, 5porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas. 6Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios.

 

Como diz H. Schürmann, «a espera do fim constitui a música de fundo de toda a carta».

1 «Sobre o tempo... não precisais de que se vos escreva». Deviam ser muito conhecidos os ensinamentos do Senhor acerca da sua última vinda (cf. Lc 12, 35-48; Mt 24, 42-50).

2-4 Quanto ao fim, toda a nossa certeza é que a hora é incerta. Esta incerteza, é uma graça de Deus, um convite a estarmos sempre preparados, a aproveitarmos o tempo fazendo todo o bem possível sem adiamentos. «Como um ladrão», isto é, sem avisar; não quer dizer traiçoeiramente, pois o Senhor é o melhor dos amigos e o melhor dos pais.

5 «Filhos da luz e filhos do dia», Deus é luz e nele não há quaisquer trevas (1 Jo 1, 5). Deus é a suma Verdade e o sumo Bem, sem a menor sombra de erro ou de maldade, diríamos na nossa linguagem. Ora nós somos filhos de Deus, participando da sua vida, da sua verdade pela fé, da sua bondade pela caridade: somos, pois, filhos da luz. Por isso, as nossas obras têm de ser claras, luminosas, nem podemos estar adormecidos, mas «vigilantes e sóbrios» (v. 6), numa espera activa.

 

Aclamação ao Evangelho       Jo 15, 4a.5b

 

Monição: A certeza de que o Senhor virá, reveste-se de maior actualidade ao aproximar-se o fim do ano Litúrgico.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós, diz o Senhor.

Quem permanece em Mim dá fruto abundante.

 

 

Evangelho *

Nota de rodapé

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 25, 14-30   Forma breve: São Mateus 25, 14-15.19-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 14«Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. 15A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; [e depois partiu. 16O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. 18Mas, o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.] 19Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. 20O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. [21Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 22Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. 23Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 24Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. 25Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. 26O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; 27devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. 28Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. 29Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’».]

 

A parábola dos talentos, apesar das semelhanças, não deverá ser a mesma das minas (Lc 19, 12-27), ainda que alguns pensem que sim, pois Jesus podia ter contado duas parábolas semelhantes, embora com o mesmo fim didáctico. Esta parábola ensina principalmente a necessidade de corresponder à graça duma maneira esforçada, exigente, constante, durante toda a vida. Temos de fazer render todos os dons da natureza e da graça, recebidos do Senhor. O importante não é o número dos talentos recebidos, mas sim a generosidade em os fazer frutificar.

15 «Talento». Não se trata propriamente de uma moeda, mas de uma unidade monetária, cujo valor ignoramos ao certo, por variável que era então, mas que ronda pelos 36 quilos de prata (mais corrente que o talento de oiro).

 

Sugestões para a homilia

 

O segredo da felicidade

Os pecados de omissão

Desçamos ao concreto

O segredo da felicidade

Todos suspiram pela felicidade, todos queremos ser feliz. Quem o duvida?

Mas não tínhamos ilusões. A felicidade não se recebe de mão-beijada. Ela conquista-se com o esforço, o trabalho e o sacrifício. O segredo da felicidade está na fidelidade aos nossos deveres em relação a Deus e aos outros. Ser fiel no dever de cada dia; fiel em pequenos gestos de caridade com o próximo; fiel no compromisso de piedade, de amor para com Jesus na Eucaristia; fiel na preocupação de tornar a vida agradável aos outros; sorrido; servindo e ensinando.

Não é indiferente ser ou não ser fiel: ditoso o que teme o Senhor e segue o seu caminho, diz o Salmista.

Não há felicidade sem fidelidade. As leituras da missa de hoje colocam diante de nós o exemplo da mulher virtuosa que põe todo o seu esforço ao serviço do bem estar da família, do aconchego do lar. E, no Evangelho, o exemplo dos criados que puseram a render os talentos que o patrão lhes confiou. S. Paulo, por sua vez, convida-nos a ser vigilantes e sóbrios em tudo: no falar e no comer; no vestir e no andar; na maneira de encarar os acontecimentos com optimismo e não com pessimismo e desespero.

Os pecados de omissão

O Evangelho diz-nos que o patrão daqueles criados, passado muito tempo, foi ajustar contas com eles. Enquanto que o primeiro e o segundo puseram a render os talentos recebidos, o terceiro, deixando-se levar pela preguiça, nada fez. Daí, ouvir a censura condenatória do seu patrão: servo mão e preguiçoso.

Aqui temos retratado o pecado de omissão. Aquele servo não perdeu o talento recebido. Teve até o cuidado de o esconder, mas assim o tornou improdutivo.

O servo preguiçoso é imagem viva do cristão que, quando é chamado a uma vida de piedade mas intensa; comprometer-se na tarefa do apostolado; a aliviar o peso da pobreza, do sofrimento de quem o rodeia, se esquiva. E tranquiliza a sua consciência dizendo: eu não sou mau, não trato mal ninguém, nem prejudico quem quer que seja. Quem fala assim não repara que também existam omissões graves, coisas que se deviam ter feito ou dito, não se fizeram nem se disseram. V.G. na comunicação social quantos pecados de omissão nesta área, lembra o Senhor Arcebispo Primaz: há momentos para elogiar e ocasiões para, sem condenar ninguém, mostrar a nossa discordância. Lembro os que apoiam publicamente o aborto e outros actos graves contra a vida a justiça e a paz.

Desçamos ao concreto

O comportamento dos servos não foi igual. Para o primeiro e o segundo o resultado foi 100% mais; para o terceiro foi 100% negativo.

Cada um recebeu os seus talentos para os pôr a render sempre que posso fazer algo. E assim não posso cruzar os braços. Certamente que não resolvo tudo. Faço o que posso.

Coisa curiosa e digna de nota. O Evangelho estabelece um laço constante entre os pecados de omissão e o inferno. Três textos se referem ao caso: a parábola dos talentos que acabados de ouvir – lançai-os às trevas de lá de fora. Na parábola do rico avarento (Lc. 16, 10): Morreu e foi sepultado no abismo. No capítulo 25, 11 de S. Mt.: afastai-vos de mim malditos para o fogo eterno.

Eu, no meu lar, no lugar de trabalho, nas minhas relações sociais, na minha paróquia, faço frutificar os talentos de inteligência, de saúde, de simpatia, de possibilidades económicas...ou enterro tudo isso no despejo da preguiça? Procuro trabalhar na defesa dos valores: da vida, da verdade, da honra, do pudor, dos outros que precisam da minha ajuda?

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, o Senhor virá pedir conta das nossas vidas.

Iluminados pelo Espírito Santo peçamos confiadamente:

Abençoai, Senhor o vosso povo.

 

1.  Pela Igreja que espera o Senhor,

pelo Papa Bento XVI, pelo nosso Bispo,

pelos ministros sagrados que nos repetem vigiai,

oremos irmãos.

 

2.  Pelas famílias que vivem na tristeza e sem esperança,

pelos doentes isolados e os que sofrem,

oremos irmãos.

 

3.  Pelos cristãos que caíram na indiferença,

pelos que procuram pôr a render os talentos

e pelos que despertam a fé dos vacilantes;

oremos irmãos.

 

4.  Pelos que trabalham noite e dia, com esforço,

pelos desempregados, para que a ninguém falte o pão de cada dia,

oremos irmãos.

 

5.  Pelos fiéis defuntos,

para que o Senhor os recompense dos seus trabalhos

e lhes dê a alegria do seu reino,

oremos irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, concedei-nos a graça de trabalhar com diligência no vosso reino.

Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós Vos oferecemos, B. Salgado, NRMS (II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Fortalecido com a Eucaristia, alimento dos peregrinos, vivendo na caridade, preparemos confiadamente para o dia em que o Senhor virá.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Salmo 72, 28

Antífona da comunhão: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

 

Ou

Mc 11, 23.24

Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao senhor, louvai, J. Santos, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que dita e que profunda satisfação se há-de aproximar de nós se no fim da vida ouvirmos estas palavras de Cristo: parabéns, excelente fiel servo; vem tomar parte de alegria do teu Senhor. Esta é nossa esperança.

 

Cântico final: Com a benção do Pai, J. Santos, NRMS 38

 

 

Homilias Feriais

 

33ª SEMANA

 

2ª feira, 14-XI: Aliança com o paganismo ou com Deus?

1 Mac.1, 10-15. 41-43. 54-57. 62-64 / Lc. 18, 35-43

Vamos fazer uma aliança com as nações pagãs... pois, desde que nos separámos delas, nos sucederam muitas desgraças.

Há infelizmente muitas pessoas que se deixam seduzir pelos modos de vida pagãos. Acham que assim são mais felizes, obtêm mais benefícios. E pensam que a Igreja também se deveria adaptar a muitos modos de vida mais fáceis.

Em vez de fazermos uma aliança com o paganismo, deveríamos fazer uma Aliança com Deus, que está disposto a salvar-nos, entregando a sua vida. Peçamos, pois, a Deus, como o cego de Jericó: «Que veja, Senhor!» (Ev.). E assim ouviremos de Jesus: «Pois vê, que a tua fé te salvou» (Ev.).

 

3ª feira, 15-XI: Prefiro ver Jesus de perto ou ao longe?

2 Mac. 6, 18-31 / Lc. 19, 1-10

(Zaqueu) esforçou-se por ver quem era Jesus mas, devido à multidão, não podia vê-lo, por ser ele próprio de pequena estatura.

Zaqueu manifestou um grande desejo de ver Jesus (Ev.). Também Eleazar deixou «um exemplo de coragem e uma nobre lição de virtude» (Leit.).

«Quero ver Jesus? Faço todos os possíveis para poder vê-lo? Este problema, passados dois mil anos, é tão actual como outrora... E é actual para cada um pessoalmente: quero verdadeiramente contemplá-lo ou evito o encontro com Ele? Prefiro não vê-lo ou que Ele não me veja? Prefiro vê-lo ao longe, não me aproximando muito, não me colocando diante dos seus olhos... para não ter que aceitar toda a verdade que há n’Ele...?» (João Paulo II).

 

4ª feira, 16-XI: Coerência e transformação da sociedade.

2 Mac. 7, 1. 20-31 / Lc. 19, 11-28

A tua mina rendeu mais dez minas. Ele respondeu-lhe: muito bem excelente servidor! Porque foste fiel em muito pouco, receberás o governo de dez cidades.

Para alcançarmos a vida eterna precisamos fazer render as minas (talentos) que o Senhor nos entregou (Ev.) e sermos fiéis aos seus mandamentos (Leit.).

Um dos talentos é precisamente o esforço para transformar a sociedade: «A vocação do homem para a vida eterna não suprime, antes reforça, o seu dever de aplicar as energias e os meios recebidos do Criador ao serviço da justiça e da paz neste mundo» (CIC, 2820). Quanto à fidelidade recordemos estas palavras de João Paulo II: «É fácil ser coerente durante um dia ou alguns dias... à hora da exaltação. E só pode chamar-se fidelidade a uma coerência que dura toda a vida».

 

5ª feira, 17-XI: Fidelidade e graças recebidas de Deus.

1 Mac. 2, 15-29 / Lc. 19, 41-44

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém... chorou à vista dela e disse: Se tu também soubesses, hoje ao menos, os meios de alcançar a paz!

A consideração das verdades eternas leva-nos a pensar na correspondência às graças de Deus (cf. Ev.) e na fidelidade à Aliança (cf. Leit.).

A dor de Jesus é uma consequência da falta de correspondência de tantos habitantes da cidade de Jerusalém. A nossa conta-corrente (graças recebidas-graças correspondidas) como se encontra neste momento? Pelo contrário, quanta alegria no céu pela fidelidade de Matatias e seus familiares, e pelo seu testemunho:« Todo aquele que tem zelo pela Lei e quer manter a Aliança saia atrás de Mim» (Leit.). Se formos fiéis, com o nosso exemplo, atrairemos muitas bênçãos de Deus.

 

6ª feira, 18-XI: Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo

Act. 28, 11-16. 30-31 / Mt. 14, 22-33

Guardai Senhor a vossa Igreja sob a protecção dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, de modo que... receba também... a graça de que precisa para expansão da fé cristã.

Celebramos o aniversário da dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. É uma boa oportunidade para uma meditação sobre a Igreja, apoiada sobre o fundamento dos dois principais Apóstolos de Cristo.

«A Igreja... só na glória celeste alcançará a sua realização acabada, aquando do regresso glorioso de Cristo. Até esse dia, a Igreja avança na sua peregrinação, por entre as perseguições do mundo e das consolações de Deus» (CIC, 769). Podemos pedir concretamente, através de S. Pedro e S. Paulo, que a doutrina de Cristo e seus sucessores chegue a todos os recantos da terra (cf. Oração).

 

Sábado, 19-XI: O ‘segredo’ da ressurreição dos corpos.

1 Mac. 6, 1-13 / Lc. 20, 27-40

E não se trata de um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos vivem.

Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e, para apoiar o seu ponto de vista, puseram este caso ao Senhor. Jesus resolve o problema, reafirmando a ressurreição e as propriedades dos corpos ressuscitados (cf. Ev.).

A Eucaristia é também o segredo da ressurreição: «Na Eucaristia recebemos a garantia também da ressurreição do corpo no fim do mundo: ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia’... Pela Eucaristia, assimila-se, por assim dizer, o ‘segredo’ da ressurreição» (IVE, 18).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:             A. Barreto Marques

Nota Exegética:      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:  Duarte Nuno Rocha


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