Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

 

2ª Missa

2 de Novembro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós Te rogamos Senhor, M. Luis, NRMS 19-20

cf. Esdr 2, 34-35

Antífona de entrada: Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso, nos esplendores da luz perpétua.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ontem foi um dia tão bonito! Celebrámos aqueles que na Terra viveram segundo a vontade de Deus: Todos os Santos.

Muitos que hoje, dia de Fiéis Defuntos, recordamos com saudade também são santos. Pedimos ao Senhor pelos que se purificam no Purgatório, acreditando que rezam sem cessar por nós os que já se encontram no Céu.

 

Oração colecta: Senhor, glória dos fiéis e vida dos justos, que nos salvastes pela morte e ressurreição do vosso Filho, acolhei com bondade os vossos fiéis defuntos, de modo que, tendo eles acreditado no mistério da ressurreição, mereçam alcançar as alegrias da bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Já no Antigo testamento se ofereciam sacrifícios pelos que faleceram. Nós agora oferecemos pelo seu eterno descanso a Santa Missa cujo valor é infinito.

 

2 Macabeus 12, 43-46

Naqueles dias, 43Judas Macabeu fez uma colecta entre os seus homens de cerca de duas mil dracmas de prata e enviou-as a Jerusalém, para que se oferecesse um sacrifício de expiação pelos pecados dos que tinham morrido, praticando assim uma acção muito digna e nobre, inspirada na esperança da ressurreição. 44Porque, se ele não esperasse que os que tinham morrido haviam de ressuscitar, teria sido em vão e supérfluo orar pelos mortos. 45Além disso, pensava na magnífica recompensa que está reservada àqueles que morrem piedosamente. Era um santo e piedoso pensamento. Por isso é que ele mandou oferecer um sacrifício de expiação pelos mortos, para que fossem libertos do seu pecado.

 

Judas Macabeu é o grande herói tanto do 1º como do 2º livro dos Macabeus; seguiu o seu pai Matatias na resistência contra a helenização pagã do povo de Israel, tendo chegado, em 165, a conseguir a purificação do templo e a restauração do culto (cf. 1 Mac 4, 36-59; 2 Mac 10, 1-9). O seu título de Macabeu significa martelo ou malho, título que lhe veio da impugnação do paganismo imposto pelo soberano sírio, e das derrotas infligidas aos opressores do povo judeu (sírios e egípcios). A leitura fala duma colecta de 2.000 dracmas de prata (não 12.000 como aparecia na Vulgata, um texto que a Neovulgata corrige, de acordo com os melhores manuscritos). A moeda grega pesava cerca de 4 gramas de prata; tratava-se, pois, de cerca de oito quilos de prata.

46 «Um santo e piedoso pensamento». O sacrifício que Judas manda oferecer revela a fé numa vida além-túmulo; a aprovação formal do hagiógrafo deixa-nos ver como a oração pelos defuntos que têm faltas a expiar é uma coisa que lhes aproveita (aqueles soldados mortos no campo de batalha conservavam despojos que tinham sido ofertas aos ídolos, o que era proibido pela Lei). Daqui se deduz a existência do Purgatório, uma fase de expiação de pecados que não impedem a salvação eterna, mas, de alguma maneira, a atrasam (falando em linguagem humana de uma realidade transcendente). É sobretudo a Tradição, a vida e Magistério da Igreja que esclarecem esta doutrina revelada por Deus. Ver a bela referência ao Purgatório na Encíclica de Bento XVI, Spe salvi, nº 47 e 48.

 

Salmo Responsorial     Sl 102 (103), 8 e 10.13-14.15-16.17-18 (R. 8a ou Sl 36 (37), 39a)

 

Monição: Rezamos constantemente ao Senhor porque Ele é misericordioso para connosco.

 

Refrão:        O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

 

Ou:               A salvação dos justos vem do Senhor.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

Não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como um pai se compadece dos seus filhos,

assim o Senhor Se compadece dos que O temem.

Ele sabe de que somos formados

e não Se esquece que somos pó da terra.

 

Os dias do homem são como o feno:

ele desabrocha como a flor do campo

mal sopra o vento desaparece

e não mais se conhece o seu lugar.

 

A bondade do Senhor permanece eternamente sobre aqueles que O temem

e a sua justiça sobre os filhos dos seus filhos,

sobre aqueles que guardam a sua aliança

e se lembram de cumprir os seus preceitos.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Jesus é a ressurreição e a vida. Como Marta acreditemos e com Ele viveremos para sempre.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor.

Quem acredita em Mim nunca morrerá.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 7, 11-17

Naquele tempo, 11dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. 13Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». 14Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». 15O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. 16Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». 17E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.

 

1 «Naim». Como também hoje, não seria propriamente uma cidade, mas uma pequena aldeia a uns 10 km a Sueste de Nazaré. É frequente que S. Lucas dê o nome da cidade a pequenas aldeias. É esta a única passagem em toda a Bíblia onde se fala desta terra, o que leva a crer que seria mesmo um lugarejo sem importância, mas isso não obstou a que Jesus fizesse ali um grande milagre. É S. Lucas o único Evangelista a contá-lo, o Evangelista que mais se detém a retratar a misericórdia do coração de Cristo; nem sequer foi preciso um pedido formal da desolada viúva para que, com uma única palavra, transformasse o seu choro na maior alegria, devolvendo-lhe o seu único filho vivo. Os funerais costumavam realizar-se no mesmo dia da morte, ao meio da tarde.

15 «E Jesus entregou-o à mãe». Santo Agostinho comenta: «Esta mãe viúva alegra-se com o filho ressuscitado. Diariamente se alegra a Mãe Igreja com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele estava morto quanto ao corpo; estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem se chora nem se vê. Anda à busca destes mortos Aquele que os conhece, Aquele que pode fazê-los voltar à vida» (Sermão 98, 2). O mesmo Santo afirma que é um maior milagre a conversão dum pecador do que a ressurreição dum morto, embora seja menos espectacular.

 

Sugestões para a homilia

 

( Ver a 1.ª Missa )

 

Oração Universal

 

( Ver a 1.ª Missa )

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A hóstia branca do nosso altar, M. Faria, NRMS 3 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Deus de bondade infinita, que purificastes na água do Baptismo os vossos servos defuntos, purificai-os também agora no Sangue de Cristo, por este sacrifício de reconciliação. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Monição da Comunhão

 

Recebamos a Jesus Eucaristia. Ele venceu a morte, ressuscitando glorioso. A certeza de que nos ressuscitará após a morte leva-nos a viver sempre com Ele, cumprindo a Sua vontade.

 

Cântico da Comunhão: Eu sou o Pão vivo, C. Silva, NMRS 36

cf. Esdr 2, 35.34

Antífona da comunhão:

V. Brilhe para eles a luz perpétua.

R. Vivam para sempre com os vossos Santos, porque Vós sois bom, Senhor.

V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, nos esplendores da luz perpétua.

R. Vivam para sempre com os vossos Santos, porque Vós sois bom, Senhor.

 

 

Oração depois da comunhão: Ao recebermos o sacramento do vosso Filho, que por nós foi imolado e ressuscitou glorioso, humildemente Vos suplicamos, Senhor, pelos vossos fiéis defuntos, para que, purificados pelo mistério pascal, alcancem a glória da ressurreição futura. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Terminamos a Santa Missa neste dia de saudade em que recordamos todos os que já faleceram. Mas também mantemos viva a esperança. Esperança de que o Senhor, na Sua infinita misericórdia, lhes concede a bem-aventurança eterna.

Que Maria Santíssima nos acompanhe sempre para um dia os reencontrarmos no Céu a fim de vivermos felizes eternamente!

 

Cântico final: Jerusalém do alto, M. Faria, NRMS 3 (I)

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 

 


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