32º Domingo Comum

6 de Novembro de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha súplica, F. Santos, NCT 213

Salmo 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A sabedoria da Igreja apresenta-nos sempre Cristo como nossa esperança. O ressuscitado está sempre connosco. Não só a paróquia e os seus movimentos de piedade e apostolado, mas todas as assembleias dominicais estão animadas por esta presença salvadora e a convicção de que voltar a Cristo é a fonte de toda a esperança. Estamos aqui para confessar a nossa fé a nossa convicção na certeza desta verdade. O crescimento da colaboração entre fiéis e pastores dá à Igreja um rosto sempre mais belo e credível.

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Conhecer Jesus – busca permanente da verdade Preparar hoje o futuro

A vida para alem da morte.

 

Monição: A busca da verdade e do caminho a seguir é sugerida nesta leitura e nos prepara para a mensagem da palavra deste domingo.

 

 

Sabedoria 6, 12-16

12A Sabedoria é luminosa e o seu brilho é inalterável; deixa-se ver facilmente àqueles que a amam e faz-se encontrar aos que a procuram. 13Antecipa-se e dá-se a conhecer aos que a desejam. 14Quem a busca desde a aurora não se fatigará, porque há-de encontrá-la já sentada à sua porta. 15Meditar sobre ela, é prudência consumada e, quem lhe consagra as vigílias, depressa ficará sem cuidados. 16Procura por toda a parte os que são dignos dela: aparece-lhes nos caminhos, cheia de benevolência, e vem ao seu encontro em todos os seus pensamentos.

 

A leitura corresponde ao longo elogio da sabedoria (capítulos 6 a 9); a nossa leitura é o desenvolvimento de uma bela ideia inicial: ela deixa-se encontrar pelas almas rectas (Sab 1, 2).

14 «Sentada à sua porta». Como se vê, a sabedoria aparece personificada: é como uma pessoa fácil de encontrar, quando se procura, porque ela mesma, então, vem ao nosso encontro.

 

Salmo Responsorial    Sl 62 (63), 2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b)

 

Monição: A busca de Deus e a oração do salmista anima toda a via daquele que ora e reza os salmos à luz do Novo Testamento.

 

Refrão:        A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.

 

Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro.

A minha alma tem sede de Vós.

Por Vós suspiro,

como terra árida, sequiosa, sem água.

 

Quero contemplar-Vos no santuário,

para ver o vosso poder e a vossa glória.

A vossa graça vale mais que a vida;

por isso, os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.

 

Assim Vos bendirei toda a minha vida

e em vosso louvor levantarei as mãos.

Serei saciado com saborosos manjares

e com vozes de júbilo Vos louvarei.

 

Quando no leito Vos recordo,

passo a noite a pensar em Vós.

Porque Vos tornastes o meu refúgio,

exulto à sombra das vossas asas.

 

Segunda Leitura *

 

Monição: A ressurreição de Jesus é força para todos aqueles que anseiam pela felicidade. A felicidade encontra-se no Senhor ressuscitado.

 

Nota de rodapé

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: 1 Tessalonicenses 4, 13-18                       Forma breve: 1 Tessalonicenses 4, 13-14

13Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. 14Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido.

[15Eis o que temos para vos dizer, segundo uma palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido. 16Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.]

 

13 «Para vos não contristardes». Os cristãos de Tessalónica, recém evangelizados, não estavam devidamente esclarecidos acerca da sorte dos seus defuntos. Julgavam que os que morriam já não podiam tomar parte no triunfo glorioso da segunda vinda de Jesus (parusia), que julgariam estar para breve; por isso andavam preocupados e tristes.

15 «Nós os vivos, os que ficarmos…» S. Paulo não ensina de que havia de ficar para a parusia, como fica claro noutras passagens (cf. 1 Cor 15, 30-31; 2 Cor 1, 8-9; 4, 14; Flp 2, 17); quando muito, manifestaria uma vaga esperança de poder vir a ficar. Mas também, como muitos pensam, pode exprimir, na primeira pessoa do plural, «nós», o que só dizia respeito a uma parte dos cristãos, sem se incluir nesta parte: é uma ficção literária a que os gramáticos dão o nome de enálage pessoal, e que S. Paulo usa mais vezes. O «Dia do Senhor» é absolutamente desconhecido e inesperado (5, 1-11). «Não precederemos…»: Os que viverem na ocasião da 2.ª vinda de Jesus não levarão vantagem aos que já morreram, pois então estes ressuscitarão e os vivos também serão transformados ou glorificados (cf. 1 Cor 15, 51-53).

16 «À voz do arcanjo e ao som da trombeta divina»: estes elementos não se podem tomar à letra e correspondem à linguagem da simbologia apocalíptica, que desta maneira exalta a grandeza da intervenção transcendente de Deus.

 

Aclamação ao Evangelho       Mt 24, 42a.44

 

Monição: A advertência e a exigência de Cristo é um aviso de amor de quem deseja a salvação de cada homem.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Vigiai e estai preparados, porque,

na hora em que não pensais, virá o Filho do homem.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 25, 1-13

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 1«O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. 2Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. 3As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, 4enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. 5Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. 6À meia noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. 7Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. 8As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. 9Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. 10Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. 11Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. 12Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. 13Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».

 

Esta parábola das 10 virgens, referida apenas em Mateus, aparece-nos na segunda parte do discurso escatológico do Primeiro Evangelho (Mt 24 – 25). É ela uma exortação do Senhor à vigilância, a fim de mantermos acesa a luz da fé com o azeite da caridade. A parábola enquadra-se nos costumes nupciais judaicos da época; na última fase das festas nupciais, que em casa de cada um dos noivos já se vinham fazendo, tratava-se de o noivo, rodeado dos seus amigos, vir buscar a noiva a casa dela para a sua, a fim de todos juntos celebrarem as bodas. O cortejo do noivo era recebido fora de casa pelas amigas da noiva (raparigas solteiras, daqui a designação de virgens), enquanto a noiva aguardava dentro o encontro com o noivo. Sucede, porém, que este ritual não parece ser exactamente o desta parábola, pois parece que o banquete foi em casa da noiva (embora isto não seja dito) e, em vez dos archotes habituais, foram usadas candeias de azeite. Desta maneira, a lição da parábola torna-se ainda mais clara, uma vez que são as 10 jovens a esperar a vinda do esposo em casa da noiva; o noivo figura a Cristo, para cuja vinda os fiéis (as dez jovens) devem estar preparados, não lhes bastando estar na Igreja, a casa da noiva, embora esta não seja expressamente nomeada na parábola.

 

Sugestões para a homilia

 

O banquete da Eucaristia e o banquete eterno

Estar sempre preparado

Verdadeira e falsa sabedoria

O banquete da Eucaristia e o banquete eterno

Jesus deixou aos discípulos o sinal do pão e do vinho na última Ceia e anunciou-lhes que havia de participar com eles no banquete no reino de seu Pai. Também neste domingo se fala do reino, do banquete e da preparação indispensável para não ser excluído.

Em cada Eucaristia nós dizemos. «Vem, Senhor Jesus». Pedimos a sua vinda, mas não podemos esquecer-nos da preparação para essa chegada e perder o tempo de se preparar. Eis uma advertência de permanente actualidade hoje que as preocupações do material fazem esquecer o essencial, o espiritual a advertência do Evangelho tem permanente actualidade. Deus chama a atenção. A Igreja dá-nos oportunidade e Jesus Cristo avisa-nos para não cair na tentação do desleixo. Para possuir a sabedoria e saber estar preparado. Cada Eucaristia antecipa sacramentalmente esta caminhada para a sala das núpcias. A Eucaristia é a grande preparação para o banquete do reino. S. Paulo afirma a fé na ressurreição e anima todos os crentes na certeza de que na ressurreição «Deus levará com Jesus aqueles que tiverem morrido em união com Ele».

A vitória da vida sobre a morte é aquilo que todo o ser humano deseja

A Igreja professa: creio na vida do mundo que há-de vir, a vida em Deus só o Espírito Santo a pode dar

Estar sempre preparado

O futuro não nos pertence. É dever de todo o homem de fé esperá-lo e prepará-lo com prudência.

O presente é o momento ideal para adquirir tudo quanto desejaríamos possuir na hora da chegada do esposo, quanto desejaríamos amanhã ter preparado e vivido. Deus é o ponto de chegada da nossa existência valorizada aqui e agora pelos nossos propósitos e acções, atitudes e comportamentos.

Quando Jesus se apresentou a pregar o Reino, anunciou que ele está próximo. Hoje a pregação de Jesus é idêntica, os destinatários são os homens do nosso tempo, é cada um de nós. Meditar e viver agora o que quereríamos ter feito amanhã, eis o projecto e o programa a executar. O futuro prometido por Deus deve ser preparado por cada um dos crentes, homens e mulheres da Igreja que escutam e meditam a palavra divina, quer individualmente, quer inseridos nas associações. As associações apostólicas têm uma acção importante no futuro da Europa e da Igreja.

Ser já aqui homens novos, virgens prudentes, de lâmpada acesa, de modo a evitar portas fechadas no momento da entrada para o banquete.

A história mostra riscos e quedas que se repetem ao lado de maravilhosas recordações.

Os agentes da história hoje somos nós. Advertência que nos faz o Evangelho é o incentivo para todos, porque o Senhor é o «fim da história humana», a garantia de que ela pode ser construída de forma positiva com a sua ajuda. A presença de Cristo na história é constante, exigente e eficaz. É estímulo e motivo de esperança, única garantia da edificação do reino, do homem novo e do mundo novo.

Verdadeira e falsa sabedoria

A observação da fragilidade de cada momento que passa não impede a coragem para lhe dar valor e preparar o momento futuro. Deus nos chama e nos envia. Sempre temos necessidade de conversão e de penitência

Os tempos de crise são evidentes, as tentações desânimo são muitas. As desilusões acontecem. Porém tudo pode ser superado pela sabedoria, a sabedoria livre e libertadora de tudo quanto arrasta para tentações de perversidade de laicismo e relativismo dos nossos dias.

Livres para encher as vasilhas de azeite, o espírito de audácia por Jesus e pelo Reino. Para ir ao encontro do Senhor que nos criou fortalece e chama para Si. Para estar preparados, não antecipar a festa, e não perder o momento oportuno do encontro com o esposo. Não perder o tempo que o Senhor nos dá. Firmes na esperança, «estamos sempre com o Senhor». Uma promessa que é um dom e uma responsabilidade.

O encontro com o Senhor é uma certeza. A sabedoria é estar sempre preparado «para se apresentar diante do Filho de Deus»

 

Fala o Santo Padre

 

«Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem por Ele.»

 

1. A piedade popular dedica o mês de Novembro à recordação dos fiéis defuntos. Por eles rezamos com confiança, sabendo que como afirma Jesus no Evangelho: «Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem por Ele» (Lc 20, 38). Ele permanece fiel à aliança estabelecida com o homem, aliança que nem sequer a morte pode interromper.

2. Este pacto, selado na Páscoa de Cristo, torna-se constantemente actual no sacramento da Eucaristia. Encontra nela, portanto, o seu ápice também a oração pelos defuntos. Oferecendo por eles a Santa Missa, os crentes contribuem para a sua última purificação. Aproximando-se com fé da sagrada Comunhão, fortalecem com eles os vínculos de amor espiritual.

3. Maria Santíssima, do Paraíso, interceda por todos os nossos queridos defuntos, e fortaleça em nós, peregrinos sobre a Terra, a fé na ressurreição final, da qual o sacramento da Eucaristia nos oferece o penhor.

 

João Paulo II, Angelus, Domingo, 7 de Novembro de 2002

 

Oração Universal

 

Irmãos, neste dia de festa pascal, como todos os domingos,

ao recordar o aviso misericordioso do nosso Deus

peçamos a graça da perseverança nos bons propósitos,

assim como os dons de bem e felicidade para todos os nossos irmãos.

 

1.       Pelo Santo padre e pela Igreja sempre atenta e vigilante

a pedir a boa preparação os fiéis para a chegada do esposo,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos bispos, sacerdotes e missionários,

pelos homens e mulheres de apostolado

que encontram dificuldades na sua missão para que o Senhor Jesus

seja sempre a sua fortaleza,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos responsáveis pela condução civil dos cidadãos

para que desempenhem o seu dever com generosidade

e manifestem o interesse pelo bem comum,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos povos de todas as nações

para que ninguém seja descriminado na busca da verdade

e na resposta que recebe, dos poderes públicos,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos familiares e amigos que não puderam participar

hoje nesta festa pascal de fé e caridade,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos familiares, benfeitores, amigos e conterrâneos

que são mais lembrados neste mês das almas,

para que o Senhor lhes dê o eterno descanso,

oremos, irmãos.

 

Abençoai, Senhor a nossa oração e concedei-nos a nós e aos nossos irmãos

as graças que vos pedimos. Por nosso Senhor…

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A minha alma tem sede, M. Carneiro, NRMS 40

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor nos guia e leva a pastagens abundantes. Ele realiza hoje para nós esta acção maravilhosa, que prometeu aos discípulos para toda a vida da Igreja. O Senhor conduz-me a águas refrescantes e reconforta a minha alma.

 

Cântico da Comunhão: Nesta santa Eucaristia, H. Faria, NRMS 103-104

Salmo 22, 1-2

Antífona da comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

 

Ou

Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A vida do cristão é uma peregrinação contínua. Por vezes surgem dificuldades e perigos. Acompanha-nos sempre o bom cireneu que ajuda a levar a ultrapassar todos os obstáculos.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

2ª feira, 7-XI: Responsáveis pela felicidade dos outros.

Sab. 1, 1-7 / Lc. 17, 1-6

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

Constituímos um Corpo Místico, no qual cada um se deve sentir responsável pela felicidade dos outros: «Daí que, se algum membro padece, todos os membros sofrem juntamente e, se algum membro recebe honras, todos se alegram» (Lumen gentium, 7).

Podemos ajudar os outros a alcançar a vida eterna, embora algumas vezes se afastem do bem caminho. Para isso, procuremos corrigir os seus defeitos (cf. Ev.), que desagradam a Deus, e perdoar as pequenas ofensas, próprias do convívio diário: «perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido».

 

3ª feira, 8-XI: A morte dos justos.

Sab. 2, 23-3, 9 / Lc. 17, 7-10

Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido, o saírem deste mundo considerou-se uma desgraça... e, contudo, eles estão em paz.

Para quem não tem fé, a morte é uma desgraça, em vez de ser uma amiga, a chave da felicidade plena, a que possibilita a mudança de casa, pois a «vida não é tirada, mas transformada» (Prefácio defuntos).

Os justos que já estão na casa de Deus são os servos inúteis (cf. Ev.): os que fizeram apenas o que deveriam ter feito, procurando cumprir os seus deveres quotidianos. Mas foram castigados, sofreram penas, foram postos à prova, ofereceram sacrifícios, confiaram em Deus... (cf. Leit.).

 

4ª feira, 9-XI: Dedicação da Basílica de Latrão: Respeito pela casa de oração.

Ez. 47, 1-2.8-9. 12 ou 1 Cor. 3, 9-11. 16-17 / Jo. 2, 13-22

Tirai isto daqui... não façais da casa de meu Pai casa de comércio.

A Basílica de Latrão foi um dos primeiros templos a ser construído logo que acabaram as perseguições aos cristãos (no século IV). Sendo a Catedral do Bispo de Roma (o Papa) é um sinal de unidade com o Papa.

Cada templo há-de ser uma casa de oração, um lugar onde prestamos culto a Deus. Por isso devemos viver o respeito e a compostura adequadas; chegarmos pontualmente à Missa; fazermos bem as genuflexões diante do Sacrário; evitarmos as conversas inúteis; rezarmos muito...

 

5ª feira, 10-XI: O que é e onde está o reino de Deus.

Sab. 7, 22-8, 1 / Lc. 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá está aqui ou acolá, pois o reino de Deus já está no meio de vós.

«O Reino de Deus está diante de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a Santa ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O Reino virá na glória, quando Cristo o entregar ao Pai» (CIC, 2816).

Com a sua segunda vinda, Cristo entregará ao Pai o Reino, cuja realização lhe fora confiada. Quando se estabelecerem «os novos céus e a nova terra», será o triunfo sobre o demónio, o pecado, a dor e a morte.

 

6ª feira, 11-XI: Sinais indicativos da vida eterna.

Sab. 13, 1-9 / Lc. 17, 26-37

Por serem grandes e belas as coisas criadas é que se pode contemplar, por analogia, o seu Autor.

As coisas criadas são como sinais que nos ajudam a descobrir Deus (cf. Leit.). Às vezes, não é fácil porque, depois do pecado original e dos pecados pessoais, não sabemos descobrir este vestígio de Deus nas artes, na ciência, na moda, etc. «Há um algo santo, divino, escondido nas situações mais comuns, que compete a cada um de vós descobrir» (S.J. Escrivá).

Um dos campos que temos que analisar é o diminuto valor das coisas temporais, quando não ajudam a construir o caminho para a vida eterna: «quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la» (Ev.).

 

Sábado, 12-XI: A paciência da fé.

Sab. 18, 14-16- 19, 6-9 / Lc. 18, 1-8

Uma vez que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que não venha moer-me indefinidamente.

Esta parábola da viúva inoportuna está centrada numa das qualidades da oração: é preciso rezar sempre, com a paciência da fé (cf. CIC, 2613). A paciência e a fé estão intimamente unidas: quem tem fé nunca desiste e quem tem paciência torna mais firme a sua fé (cf. S. Agostinho).

Não nos esqueçamos de pedir a Deus, com a paciência da fé, o dom da perseverança final, para alcançarmos a vida eterna. Assim ajudou Deus o povo eleito a chegar à terra prometida, apesar das dificuldades: «viu-se...a terra enxuta surgir do que antes era água, do mar Vermelho aparecer um caminho praticável...» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:             José Valentim Vilar

Nota Exegética:      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:  Duarte Nuno Rocha


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