Santos Anjos da Nossa Guarda

2 de Outubro de 2019

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Anjo da Guarda, H. Faria, NRMS 11-12

Dan 3, 58

Antífona de entrada: Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-O e exaltai-O para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia, a Palavra de Deus convida-nos a meditar sobre a realidade daqueles que Deus criou para O servirem e nos protegerem nesta nossa peregrinação até Ele. Nesta liturgia, em que toda a corte celeste se encontra presente, renovemos a nossa fidelidade aos Anjos a que a piedade divina nos confiou!

 

Oração colecta: Senhor, que na vossa admirável providência enviais os Anjos para nos guardarem, ouvi as nossas súplicas e fazei que sejamos sempre defendidos pela sua protecção e gozemos eternamente da sua companhia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No meio da difícil travessia do deserto, Deus garante ao seu povo um protector, um Anjo que o conduzirá por entre as agruras do caminho e o fará chegar são e salvo à terra prometida. Também a nós, Deus nos promete um Anjo que nos guarda e nos acompanha no peregrinar tantas vezes difícil da nossa vida.

 

Êxodo 23, 20-23

20Eis o que diz o Senhor: «Vou enviar um Anjo à tua frente, para que te proteja no caminho e te conduza ao lugar que preparei para ti. 21Respeita a sua presença e escuta a sua voz não lhe desobedeças. Ele não perdoaria as vossas transgressões, porque fala em meu nome. 22Mas, se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que Eu te disser, serei inimigo dos teus inimigos e perseguirei os que te perseguirem. 23aO meu Anjo irá à tua frente».

 

Esta leitura é tirada do texto do Êxodo, da parte que se segue ao «Código da Aliança», e com que se introduzem disposições relativas à entrada na Palestina. Nestes versículos, Deus garante ao seu Povo uma protecção especial, que lhe permita entrar na posse da terra prometida. Daí a actualização que a Igreja faz deste texto, aplicando-o ao novo Povo de Deus, a Igreja, que é guiada e assistida pelos Anjos da Guarda, a caminho do Céu. Lembramos que, quando no Antigo Testamento se fala do «anjo do Senhor», habitualmente designa-se a presença do próprio Deus ou uma sua directa intervenção (cf. Gn 16, 7; 22, 11.14; Ex 3, 2; 14, 19; etc.); mas, em muitas outras passagens, quando se fala de «o meu anjo», ou simplesmente de «o anjo» (cf. Ex 33, 2; Nm 20, 16), sobretudo em contraste com Deus (cf. Salm 138, 1), sem dúvida que se refere a seres espirituais distintos de Deus, os anjos. Que estes existem é uma verdade que está clara no Novo Testamento e pertence à fé da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 334-336), que professamos: «Creio em Deus… Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis»; e as coisas invisíveis «não são as galáxias, mas esses puros espíritos, que são os anjos» (Sequeri).

 

Salmo Responsorial    Salmo 90 (91) 1-2.3-4.5-6.10-11

 

Refrão:     O Senhor mandará aos seus Anjos

                que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo

e moras à sombra do Omnipotente,

diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela:

meu Deus, em Vós confio».

 

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

Cobrir-te-á com as suas penas,

debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

 

A sua fidelidade é escudo e couraça:

não temerás o pavor da noite, nem a seta que voa de dia

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque Ele mandará aos seus anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Salmo 102 (103), 21

 

Monição: Jesus apresenta as crianças como exemplo daqueles que querem verdadeiramente entrar no reino de Deus. Elas são as criaturas visíveis mais semelhantes aos Anjos!

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendizei o Senhor, todos os seus exércitos,

que estais ao seu serviço e executais a sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 18, 1-5. 10

1Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no reino dos Céus?». 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. 4Quem for humilde como esta criança esse será o maior no reino dos Céus. 5E quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim. 10Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos vêem continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus».

 

A leitura é tirada do início do chamado «discurso eclesiástico» de Jesus (Mt 18) sobre a vida na Igreja, concretamente como devem ser as relações dos cristãos entre si e como se deve exercer a autoridade; o discurso é introduzido com uma pergunta dos discípulos: «Quem é o maior no Reino dos Céus?».

10 «Os seus Anjos», isto é, os Anjos da Guarda das crianças. A contexto desta afirmação é o da importância que na Igreja se deve dar aos «pequeninos» (vv. 6.14), isto é, àqueles são mais necessitados de auxílio, quer pela sua pouca idade, quer pela pouca formação, ou recente conversão; é preciso ter um cuidado especial para não os escandalizar. O próprio Deus toma esses pequeninos ao seu cuidado, confiando-os a um Anjo protector; e esse mesmo Anjo se encarregará também de acusar diante do «Pai que está nos Céus», cujo «rosto vêem continuamente», todos aqueles que os levem a pecar. Mas não são apenas os pequeninos, são todos os seres humanos que têm o seu Anjo da Guarda (cf. Hebr 1, 14; Lc 16, 22; Catecismo da Igreja Católica, nº 336).

 

Sugestões para a homilia

 

1.     «Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus». A pureza e a candura das crianças faz delas as criaturas visíveis que mais se assemelham aos Anjos. De facto, Jesus apresenta as crianças como exemplo para quem quer de verdade entrar no reino dos Céus. De facto, elas possuem dons imprescindíveis para quem quer seguir Jesus de perto e juntar-se aos Anjos no seu louvor perpétuo a Deus.

 

2.     Em primeiro lugar, a confiança: esta graça de confiar as crianças possuem-na em abundância, porque ainda não se deixaram contaminar pela autossuficiência. Uma criança abandona-se nos braços carinhosos de sua mãe; a criança refugia-se nos braços fortes de seu pai; a criança abandona toda a sua vida na protecção daqueles que a trouxeram ao mundo. Também nós somos chamados a abandonar assim a nossa vida nos braços de Deus.

 

3.     Por outro lado, a criança é livre e vive em paz. A criança vive livre de interesses oportunistas ou de ocasião… A criança é autêntica, livre de qualquer tipo de falsidades e insinuações perversas. Por ser assim livre, ela vive sempre em paz!

 

4.     As crianças – e todos aqueles que como elas se fazem pequeninos – têm a protecção especial dos Anjos de Deus. Os seus Anjos, que vêem continuamente o rosto de Deus, apresentando-Lhe as suas necessidades, são também continuamente solícitos em trazer de Deus a paz aos seus corações humildes e confiantes.

 

5.     Peçamos, pois, ao Senhor, que nos conceda a graça de ser pequeninos como as crianças, para que, na confiança, na verdadeira liberdade e na paz possamos acolher com humildade o Anjo a que a piedade divina nos confia!

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

confiemos a nossa oração ao ministério dos Anjos,

mensageiros de Deus e nossos intercessores,

e digamos (ou:  cantemos) com toda a confiança:

 

R. Ouvi-nos Senhor.

Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

Ou: Por intercessão dos vossos Anjos, ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus,

pelo Papa Francisco, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

e todo o Povo de Deus,

para que a proteção dos Santos Anjos da Guarda

a todos defenda dos ataques do inimigo,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelas dioceses e paróquias do mundo inteiro,

para que, dóceis aos Anjos da Guarda,

e na sabedoria do Evangelho,

sejam espaços de acolhimento,

experiência de bondade e misericórdia,

oremos, irmãos.

 

3.  Para que os responsáveis do nosso País

sejam guiados não pelo desejo de mandar,

mas pelo espírito de serviço,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos que se sentem marginalizados e espezinhados,

pelas crianças a quem é negado o direito à vida,

e por todas as que são maltratadas moral, física e psicologicamente,

para que os Anjos da Guarda as defendam e protejam,

oremos, irmãos.

 

5.  Por todos nós aqui presentes em assembleia,

para que, pelo ministério dos Anjos,

sintamos os benefícios da sua proteção,

oremos, irmãos.

 

 

Deus, nosso Pai,

que nos reunistes nesta santa assembleia,

acolhei os nossos votos e orações

e fazei de nós verdadeiros adoradores

e concidadão dos Anjos no Céu.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A vida só tem sentido, H. Faria, NRMS 103-104

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, os dons que Vos apresentamos em honra dos santos Anjos e concedei-nos que, pela sua contínua protecção, sejamos livres dos perigos desta vida e cheguemos à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, que nos pede que sejamos pequeninos como as crianças, faz-Se Ele mesmo pequenino por nós, para que O possamos acolher agora mesmo, na Sagrada Comunhão. Deixemos que o Anjo da guarda que Ele nos confiou trabalhe o nosso coração para melhor o dispor a recebê-lO.

 

Cântico da Comunhão: Anunciai em toda a terra, F. da Silva, NRMS 106

Salmo 137, 1

Antífona da comunhão: Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, meu Deus.

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Pai, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, com a assistência dos santos Anjos, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tendo participado nestes santos Mistérios, voltamos para a vida, confiando que Jesus nos envia sempre um Anjo à nossa frente, para que nos proteja no caminho!

 

Cântico final: Como promessa de cada hora, M. Faria, NRMS 30

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 3-X: O acolhimento dos preceitos do Senhor.

Ne 8, 1- 12 / Lc 10, 1-12

Esdras abriu o livro da Lei e bendisse o Senhor e o povo respondeu: Amen, amen.

Esdras, o escriba, ia lendo o Livro da Lei de Moisés e os levitas explicavam a Lei ao povo. O povo inteiro chorava (LT). Deixaram-nos um belo exemplo, de como devemos ler e escutar a Leitura da palavra de Deus. Os preceitos do Senhor são claros, são luz para os nossos olhos, e alegram o coração (SR).

Para que muitos possam ouvir a palavra de Deus o Senhor pede: A seara é grande mas os trabalhadores são poucos, Peçamos ao Senhor da messe que mande trabalhadores para a messe (EV). Todos somos chamados a colaborar na transmissão da Boa Nova.

 

6ª Feira, 4-X: O reconhecimento das nossas faltas.

Bar 1, 15-22 / Lc 10, 13-16

Disse Jesus: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betzaida!

Lamenta-se o Senhor pela falta de correspondência dos habitantes daquelas cidades (EV).  Tinham recebido tantas graças e viram tantos milagres. O mesmo nos acontece a nós e Ele espera uma nova conversão.

Também o profeta Baruch, em nome de todo o povo, pede perdão pelas suas sucessivas rebeldias, não querendo escutar a sua voz (LT). Clamemos: Livrai-nos e perdoai-nos as nossas culpas, por amor do vosso nome (SR). E aproximemo-nos do Senhor com um coração contrito, reconhecendo as nossas faltas.

 

Sábado, 5-X: Procurar logo o Senhor depois das ofensas.

Bar 4, 5-12. 27-29 / Lc 10, 17-24

Alegrai-vos antes de os vossos nomes estarem inscritos nos Céus

Os discípulos, ao voltarem da sua missão, estão muito contentes com os bons resultados. Mas o Senhor chama-lhes a atenção para o que é mais importante: alegria pela vida eterna que os espera (EV). Todos os nossos triunfos só valem se forem ordenados à vida eterna e não pelo orgulho pessoal.

Baruch diz ao povo de Deus: Esquecestes Aquele que vos alimentou, o Deus eterno (LT). E pede a todos que se arrependam: Assim voltai agora para Ele e procurai-o com ardor dez vezes maior (LT). Buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará (SR).

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Tiago Varanda

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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