25º Domingo Comum

22 de Setembro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povo por Deus reunido, H. Faria, NRMS 103-104

 

Antífona de entrada: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Eis-nos aqui reunidos no dia do Senhor! Viemos com alegria ao encontro do Senhor para que cheguemos ao “conhecimento da verdade”, que é Cristo Jesus. Aqui podemos encontrar-nos com Ele, descobri-l’O intimamente como nosso único tesouro e pérola da nossa vida, segui-l’O fielmente, no pouco e no muito, e servi-l’O generosamente em todas as coisas. Com um coração humilde e pobre reconheçamos

 

Acto Penitencial

 

Pelas vezes que a nossa vida e o nosso coração não é humilde, pobre e desprendido dos bens terrenos, imploremos a misericórdia de Deus, Nosso Pai.

 

Oração colecta: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Amós denuncia o modo como alguns dos seus concidadãos enriquecem, uma vez que procuram roubar o mais possível, explorando os pobres e estando sujeitos a todos os vexames.

 

Amós 8, 4-7

 

4Escutai bem, vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra. 5Vós dizeis: «Quando passará a lua nova, para podermos vender o nosso grão? Quando chegará o fim de sábado, para podermos abrir os celeiros de trigo? Faremos a medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas. 6Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias. Venderemos até as cascas do nosso trigo». 7Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob: «Nunca esquecerei nenhuma das suas obras».

 

O profeta Amós pregava no Reino do Norte nos tempos de Jerobão II, no séc. VIII a. C. Não cessava de fustigar todos os vícios dum povo esquecido de Deus, dado às vaidades e à exploração dos mais fracos, muitas vezes através da fraude e do abuso do poder.

5 «Quando passará a lua nova?». No calendário, a lua nova marcava o primeiro dia do mês que era dia de festa, um dia de descanso em que não se podiam, portanto, fazer negócios, como em dia de sábado. A avareza e a exploração do pobre está bem escalpelizada e continua a ter grande actualidade.

 

Salmo Responsorial    Sl 112 (113), 1-2.4-6.7-8 (R. cf. 1a.7b ou Aleluia)

 

Monição: Neste salmo cantamos os louvores de Deus, que não faz acepção de pessoas, mas restitui a dignidade a cada pessoa, sobretudo ao pobre, levantando-o do pó e da indigência.

 

Refrão:     Louvai o Senhor, que levanta os fracos.

 

Ou:           Louvai o Senhor, que exalta os humildes.

 

Ou:           Aleluia.

 

Louvai, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

Quem se compara ao Senhor nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas

e Se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra.

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na sua carta a Timóteo, São Paulo dá disposições quanto à oração, exortando às comunidades a que façam “preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens”, em especial pelos que estão constituídos em autoridade.

 

1 Timóteo 2, 1-8

 

Caríssimo: 1Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens, pelos reis 2e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. 3Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador; 4Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, 6que Se entregou à morte pela redenção de todos. 7Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo e do qual fui constituído arauto e apóstolo – digo a verdade, não minto – mestre dos gentios na fé e na verdade.8Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.

 

Continuamos com a 1ª Carta a Timóteo; depois das advertências iniciais sobre a verdadeira doutrina (cap. 1º), detém-se a dar orientações sobre a oração, no capítulo 2º, de que hoje lemos o início.

1 «Que se façam preces». É uma verdade de fé que Deus «quer que todos os homens se salvem», mas, apesar de tudo, não se salvarão sem oração. Podemos ajudar os outros a salvarem-se com a nossa oração, com a qual já Deus conta nos planos da sua Providência. A oração obtém graças que ajudam a nossa liberdade a corresponder livremente aos desígnios divinos, pois ainda que Deus nos queira salvar a todos, não nos quer salvar sem a nossa livre colaboração. A oração de súplica não é para converter Deus, mas para nos convertermos a Ele (Santo Agostinho), para nos dispormos a receber os dons que tem para nos dar.

5 «Um só Mediador...» Deus, sendo único, é Deus para todos e não apenas para uma nação (como os falsos deuses). Ele salva-nos pela mediação de Jesus Cristo, o qual, por ser Deus e Homem, é Mediador apto e eficaz, podendo unir com Deus os homens inimigos pelo pecado, oferecendo a sua vida como redenção. Esta mediação exerce-se através da sua Humanidade. Esta mediação é única, embora participem misteriosamente dela, de modo subordinado, os Santos e especialmente a Virgem Maria.

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 8, 9

 

Monição: Nesta parábola, Jesus ensina que o dinheiro deve ser administrado com sabedoria e não com avareza e ganância. Contudo, a posição de Jesus não é uma condenação dos bens, nem o convite a deitá-los fora, mas ensina o método para tornar boa até a “vil” riqueza. 

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Jesus Cristo, sendo rico, fez-Se pobre,

para nos enriquecer na sua pobreza.

 

 

Evangelho

 

Forma longa: São Lucas 16, 1-13;        forma breve: São Lucas 16, 10-13

 

Naquele tempo, 1disse Jesus aos seus discípulos:

[«Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. 2Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. 3O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. 4Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. 5Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. 6Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. 7A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora 9Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.»]

10«Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes. 11Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? 13Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».

 

Esta é mais uma parábola que, para a nossa maneira de pensar, é desconcertante. Temos de ter em conta que se trata do género literário de parábola, em que os diversos elementos que nela entram não têm qualquer valor alegórico, mas são meros elementos de encenação dum ensinamento central, que se quer veicular. Está fora de dúvida que Jesus dá por sabido que a atitude do administrador é profundamente imoral, mas quer simplesmente que nos fixemos na habilidade e engenho que devemos pôr em chegar ao Reino dos Céus. O mesmo problema põe-se relativamente à parábola do próximo domingo, a do rico e do pobre Lázaro.

6 «Cem talhas». A medida de capacidade aqui referida é o bat, correspondente a 36,4 litros.

7 «Cem medidas». Trata-se da medida chamada Kor que equivalia a 10 bat.

8 «O senhor elogiou o administrador», não pela sua desonestidade, mas pela sua esperteza. A Nova Vulgata considera que aqui o senhor é o proprietário, (como o nosso texto, pois utilizam minúscula), mas há autores que pensam que é Jesus, um pormenor que em nada altera o ensinamento. Jesus quer que no que diz respeito ao Reino de Deus recorramos a todos os meios humanos honestos, mas não aprova os desonestos, pois um fim bom nunca justifica o recurso a meios maus, segundo o princípio da Ética: «o fim não justifica os meios» (cf. Rom 2, 8); a Ética cristã não é a pragmática. 

«Os filhos deste mundo», um hebraísmo (o genitivo de qualidade) com que se designam os mundanos; os filhos da luz, isto é, os iluminados pela luz que vem de Deus, por Jesus Cristo (cf. Jo 1, 9), isto é, os cristãos.

9 «Arranjai amigos... eles vos recebam nas moradas eternas». Usando bem as riquezas, concretamente para ajudar o próximo, conseguir-se-ão amigos que nos ajudarão a ser recebidos no Céu – «nas moradas eternas». «Amigos» também podia ser uma forma de designar a Deus, evitando pronunciar o seu nome inefável. «Com o vil dinheiro», à letra «com a mamona da injustiça»; mamona é um termo aramaico, que o Evangelista não traduziu para grego, e que significa: dinheiro, lucro, riquezas. As riquezas dizem-se injustas – «vil dinheiro» –, porque muitas vezes são adquiridas injustamente, degradando o homem.

10-12 Há um certo paralelismo nestas sentenças do Senhor, o que deixa ver que aqui «coisas pequenas» (v. 10) são as riquezas, o «vil dinheiro» (v. 11), o bem alheio (v. 12), que, por maiores que sejam, são perecíveis e quase nada, em comparação com os bens espirituais e eternos, que são «o verdadeiro bem» (v. 11) e «o que é vosso» (v. 12), isto é, o que autenticamente é nosso porque está de acordo com o nosso ser espiritual e nos acompanhará eternamente.

13 «Nenhum servo pode servir dois senhores». Um escravo ou criado não tinha horário de trabalho e tinha de estar totalmente dedicado a servir o seu senhor, sem lhe restar a mínima possibilidade de atender outro patrão. Deus também exige de nós que todos os nossos pensamentos, palavras e acções sejam todos e sempre orientados para O amarmos e servirmos. Não temos uma vida para servir a Deus e outra para cuidar das coisas materiais; de tudo havemos de fazer um serviço a Deus e ao próximo, por amor a Deus. Os bens e os cuidados deste mundo tendem a converter-se num fim último, em ídolos, escravizantes sucedâneos de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

O conhecimento da verdade

Caminhos de destruição

Os bens materiais estão ao serviço

 

 

O conhecimento da verdade

A noção de salvação é comum a todas as religiões e transmite a ideia de libertação de uma situação de sofrimento, de morte e de ameaça de perigo. Na tradição bíblica o salvador é sempre Deus que, por vezes, se serve de homens e mulheres. No Novo Testamento o Salvador é Jesus de Nazaré. O termo salvação deriva de um termo grego que tem uma amplitude de sentido. Na verdade, ele não designa unicamente o acto de salvação mas também o seu resultado, ou seja, uma vida íntegra, a saúde e a plenitude de vida com Deus. Assim sendo, a salvação não é só a libertação de uma situação negativa mas um aumento qualitativo de vida. 

Na segunda leitura deste domingo, retirada da carta a Timóteo, encontramos uma das afirmações centrais da fé cristã: “Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. Deus que por amor nos criou para a felicidade quer que todos os homens se salvem, alcancem a qualidade de vida própria dos filhos de Deus: uma vida que é comunhão à imagem da Santíssima Trindade. É este o grande desafio e o grande dom que Deus dá a cada homem. É esta a vocação de todo o homem: a vida de comunhão no seio da Trindade. Paralelamente, para alcançar o conhecimento da verdade, Paulo exorta as comunidades à oração, pois nela se manifesta o grande coração de Cristo, que não faz acepção de pessoas, distinções de raça, de tribo, de nacionalidade, posição social ou riqueza, e abre o coração do Homem ao amor de Deus, que abraça a todos os povos, e ao conhecimento da verdade.

 

Caminhos de destruição

O Homem na sua peregrinação quotidiana nem sempre escolhe os caminhos de salvação. Deste modo, ao longo da história da salvação, Deus vai suscitando profetas que denunciam os caminhos de destruição pelo qual a humanidade opta. É o caso do profeta Amós, profeta das causas sociais, denuncia o modo como alguns dos seus concidadãos enriquecem, uma vez que procuram roubar o mais possível, explorando os pobres. Quando deixamos que seja o materialismo a conduzir a nossa vida não enveredamos por um caminho de salvação mas de destruição. Mas Deus está atento a esta situação e porque quer que todos se salvem e sejam felizes é que promete solenemente que irá actuar: “Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob: nunca esquecerei nenhuma das suas obras”. 

 

Os bens materiais estão ao serviço

Neste domingo, podemos confessar que, à primeira vista, a parábola do Evangelho suscita um certo embaraço, pois parece elogiar o administrador desonesto e não é possível recomendar aos cristãos que o imitem. No entanto, é importante ter presente que, ao louvar a esperteza de uma pessoa, não significa que Jesus esteja de acordo com o que ela fez. Para Jesus, este administrador foi esperto porque entendeu apostar nos amigos e não nos bens, nos produtos que deveria receber e que poderiam apodrecer ou serem roubados. Contudo, o principal ensinamento que Jesus nos apresenta está no servo que não pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro. No fundo, nós não existimos para servir o dinheiro, mas ao contrário, os bens materiais existem para servir o Homem. Os bens materiais, como toda a criação, são bons porque foram criados por Deus e com eles podemos fazer verdadeiros milagres. No entanto, alguns usos que fazemos dos bens materiais são perversos. Os bens estão ao nosso serviço para proporcionarem a todos condições de vida dignas. Os bens existem para servir a nossa relação com Deus, com a família e com os irmãos e não para destrui-las. Quantos insensatos que trabalhando pela ilusão da felicidade do ter sacrificam o tempo e a disponibilidade para Deus, para a família e para os irmãos, fonte de verdadeira felicidade!

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus exorta-nos a fazer uma escolha clara entre Ele e o espírito do mundo,

entre a lógica da corrupção, da opressão e da avidez, e aquela da retidão, da mansidão e da partilha.»

Hoje Jesus leva-nos a refletir sobre dois estilos de vida opostos entre si: o mundano e o evangélico. O espírito do mundo não é o espírito de Jesus. E fá-lo mediante a narração da parábola do administrador infiel e corrupto, que é elogiado por Jesus não obstante a sua desonestidade (cf. Lc 16, 1-13). É necessário esclarecer imediatamente que este administrador não é apresentado como modelo a seguir, mas como exemplo de astúcia. Este homem é acusado de má gestão dos negócios do seu patrão e, antes de ser afastado, procura astutamente conquistar a benevolência dos devedores, perdoando-lhes uma parte da dívida para assegurar assim um futuro. Comentando este comportamento, Jesus observa: «Os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no tratamento dos seus semelhantes» (v. 8).

A esta astúcia mundana nós somos chamados a responder com a astúcia cristã, que constitui um dom do Espírito Santo. Trata-se de se afastar do espírito e dos valores do mundo, que tanto agradam ao diabo, para viver segundo o Evangelho. E come si manifesta a mundanidade? A mundanidade manifesta-se com atitudes de corrupção, de engano e de opressão, constituindo o caminho mais errado, a senda do pecado, porque uma leva à outra! É como uma corrente, não obstante geralmente — é verdade! — seja o caminho mais fácil de percorrer. Ao contrário, o espírito do Evangelho exige um estilo de vida sério — sério mas alegre, repleto de júbilo! — sério e exigente, caracterizado pela honestidade, pela justiça, pelo respeito dos outros e da sua dignidade, pelo sentido do dever. Eis no que consiste a astúcia cristã!

O percurso da vida comporta necessariamente uma opção entre dois caminhos: entre honestidade e desonestidade, entre fidelidade e infidelidade, entre egoísmo e altruísmo, entre bem e mal. Não se pode oscilar entre uma e outra, porque se movem segundo lógicas diferentes e contrastantes. Ao povo de Israel, que caminhava por estas duas veredas, o profeta Elias dizia: «Vós claudicais com os dois pés!» (cf. 1 Rs 18, 21). É uma imagem bonita! É importante decidir que rumo tomar e depois, uma vez escolhida a direção certa, caminhar com impulso e determinação, confiando-se à graça do Senhor e ao amparo do seu Espírito. A conclusão deste trecho evangélico é forte e categórica: «Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de estimar um e desprezar o outro» (Lc 16, 13).

Com este ensinamento, hoje Jesus exorta-nos a fazer uma escolha clara entre Ele e o espírito do mundo, entre a lógica da corrupção, da opressão e da avidez, e aquela da retidão, da mansidão e da partilha. Alguns comportam-se com a corrupção como com a droga: pensa que a pode usar e abandonar quando quiser. Começa-se com pouco: uma gorjeta aqui, um suborno ali... E entre esta e aquela, lentamente, perde-se a própria liberdade. Também a corrupção produz dependência, gerando pobreza, exploração e sofrimento. E quantas vítimas existem no mundo de hoje! Quantas vítimas desta corrupção difundida! Ao contrário, quando procuramos seguir a lógica evangélica da integridade, da transparência de intenções e comportamentos, da fraternidade, tornamo-nos artífices de justiça e abrimos horizontes de esperança para a humanidade. Assim, na doação gratuita e na entrega de nós mesmos aos irmãos, servimos o Senhor justo: Deus!

A Virgem Maria nos ajude a escolher em cada ocasião, e custe o que custar, o caminho reto, encontrando também a coragem de ir contra a corrente, para seguir Jesus e o seu Evangelho.

    Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 18 de Setembro de 2016

 

Oração Universal

 

 

Irmãs e irmãos:Ergamos o nosso espírito para o Céu

e façamos subir até Deusas nossas preces e súplicas por todos os homens, pedindo

(ou: cantando), fervorosamente:

R. Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.Ou: Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que o Papa e os bispos da Igreja

ensinem aos homens todo o Evangelho

e lhes mostrem o rosto de Jesus, oremos.

 

2.     Para que os chefes de estado e de governo

sejam bons administradores das coisas públicas

e sirvam honestamente os cidadãos,oremos.

 

3.     Para que os homens da riqueza e do poder

não comprem os necessitados por dinheiro

nem os indigentes por um par de sandálias, oremos.

 

4.     Para que, segundo a vontade de Deus,

todos os homens e mulheres possam salvar-se

e chegar ao conhecimento da verdade, oremos.

 

5.     Para que todos nós aqui reunidos na casa da Igreja,

tenhamos presente no nosso coração

que ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro, oremos.

 

6.     (Outras intenções: os que vão iniciar este novo ano escolar; as iniciativas pastorais da nossa diocese ...).

 

Senhor, nosso Deus,livrai-nos do desejo imoderado das riquezas,

e, com a ajuda da vossa misericórdia, fazei que levantemos do pó o indigente

e tiremos o pobre da miséria.Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Diante da presença eucarística de Jesus, recordamos que Ele “sendo rico se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza”. Neste pedaço, pobre e simples, de pão consagrado está o grande sinal da riqueza de Jesus. Convidando-nos a recebê-l’O com espírito de piedade, de súplica e de acção de graças. 

 

Cântico da Comunhão: A minha carne é verdadeira comida, F. da Silva, NRMS 102

Sl 118, 4-5

Antífona da comunhão: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

Ou.    Jo 10, 14

Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar- Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que a celebração deste domingo nos ajude a descobrir que os bens materiais que possuímos estão ao serviço da nossa relação com Deus, com a família e com os irmãos e não para as destruir.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

25ª SEMANA

 

2ª Feira, 23-IX: O verdadeiro Templo.

Esd 1, 1-6 / Lc 8, 16-18

Se alguém entre vós fizer parte do seu povo...suba a Jerusalém para construir o Templo do Senhor.

Com a vinda de Jesus, o verdadeiro Templo já não é construído por mãos humanas, pois é a própria humanidade de Cristo: 'destruí este templo e em três dias o reedificarei'. Cada um de nós passa a ser também templo de Deus: Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós? ( 1 Cor 3, 16).

Que podemos fazer para reconstruir o templo da nossa alma? (LT). Pode ser, por exemplo, ganhar uma maior intimidade com Deus, pois precisamos também iluminar os outros, com o nosso exemplo: para verem a luz aqueles que entram (EV).

 

3ª Feira, 24-IX: Como é a família de Jesus?

Esd 6, 7-8. 12. 14-20 / Lc 8, 19-21

Mas Jesus respondeu-lhes: minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Esta família é caracterizada pelo cumprimento da vontade de Deus: quem fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus; tem uma forma especial de agir: ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática (EV); e tem uma oração própria: o Pai nosso.

O rei Dario pediu que se ajudassem aqueles que participassem na reconstrução do templo de Deus (LT). Iremos com alegria para Casa do Senhor (SR). Poderíamos aplicar isto a todos aqueles que, sendo filhos de Deus, participam diariamente na construção do templo de Deus que é a Igreja. Como está o nosso contributo: as nossas orações e sacrifícios?

 

4ª Feira, 25-IX: Confiança plena em Deus.

Esd 9, 5-9 / Lc 9, 1-6

Disse-lhes então: Não leveis nada para o caminho, nem cajado, nem saco, nem pão, nem dinheiro.

Jesus quer ensinar os Apóstolos, quando os envia para a primeira missão apostólica, que têm que aprender a apoiar-se nos meios sobrenaturais, pois é Ele quem dá toda a eficácia (EV). Essa mesma confiança devemos ter quando falamos de Deus aos outros.

Precisamos ser humildes, como Esdras: Meu Deus tenho tanta vergonha e confusão que não posso erguer o rosto para vós (LT). Ele também lembrava a ajuda de Deus para a reconstrução do Templo e a restauração das suas ruínas (LT). Apoiemo-nos em Deus, quando encontrarmos pessoas, ou parentes, que estejam afastados de Deus (em 'ruínas').

 

5ª Feira, 26-IX: Procurar e encontrar o Senhor.

Ag 1, 1-8 / Lc 9, 7-9

Assim fala o Senhor: Esse povo diz: Anda não chegou a altura de reconstruir o Templo do Senhor.

Perante esta atitude, Deus respondeu: Prestai atenção à vossa maneira de proceder. Subí ao monte e trazei madeira, reconstruí o meu Templo (LT). Pode acontecer o mesmo connosco, com os nossos adiamentos, uma maior atenção às coisas materiais e pouca às coisas de Deus. É preciso arranjar os materiais adequados: sacramentos, oração, etc., para a reconstrução.

Herodes, depois de ouvir falar de tudo o que Jesus fazia, manifestou desejo de vê-lo (EV), mas nunca o concretizou. Não é verdade que ouvimos falar de Deus, às vezes até menos bem, e não fazemos esforços por saber quem é, procurá-lo e encontrá-lo?

 

6ª Feira, 27-IX: O Novo Templo: sua reconstrução.

Ag 1, 15. 2, 9 / Lc 9, 18-22

Ainda há alguém no meio de vós que tenha visto este Templo na sua glória primitiva?

Deus anima todos que participem na reconstrução do novo Templo: Mãos à obra, que Eu estou convosco, pois assumi um compromisso desde a saída do Egipto (LT). O Senhor encherá de glória este Templo, e nele reinará a Paz (LT). Estas palavras do Senhor são uma figura de Cristo e do seu Reino, que havia de vir depois.

No novo reino temos que conhecer muito bem quem é Cristo: Quem dizeis vós que Eu sou? (EV); aprendermos a rezar, logo desde o princípio do dia, como Ele: estava Jesus a orar sózinho; e redimir o sofrimento: o Filho do homem tem de sofrer muito (EV).

 

Sábado, 28-IX: A alegria e a Cruz

Zac 2, 5-9. 14-15 / Lc 9, 43-45

O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Mas eles não entendiam aquela linguagem.

A pregação sobre a Cruz, a mortificação, o sofrimento, como um bem, há-de ser sempre difícil de entender (EV), quando se vê apenas com olhos humanos. No entanto, a fé ajuda-nos a ver que, sem sacrifício, não há  amor, não há purificação dos pecados, não há encontro com Deus. O caminho da santificação passa necessariamente pela Cruz.

O Anjo disse sobre Jerusalém: Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque Eu venho habitar no meio de ti -diz o Senhor (LT). A Igreja aplicou também estas palavras a Nossa Senhora: Alegra-te, Maria! = Avé, Maria! por nos ter trazido Cristo à Terra.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Bruno Barbosa

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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