23º Domingo Comum

8 de Setembro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Sl 118, 137.124

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamentos. Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus está no meio de nós, manifestando-nos o Seu amor. Também nós queremos manifestar-Lhe o nosso amor, dispostos a unir-nos à Sua cruz.

 

Examinemo-nos e peçamos perdão do nosso comodismo e do medo ao sacrifício.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A verdadeira sabedoria está em conhecer a Deus e fazer a Sua vontade. É um dom muito grande que nos é dado pelo Espírito Santo.

 

Sabedoria 9, 13-19 (gr. 13-18b)

 

13Qual o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Quem pode sondar as intenções do Senhor? 14Os pensamentos dos mortais são mesquinhos e inseguras as nossas reflexões, 15porque o corpo corruptível deprime a alma e a morada terrestre oprime o espírito que pensa. 16Mal podemos compreender o que está sobre a terra e com dificuldade encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem poderá então descobrir o que há nos céus? 17Quem poderá conhecer, Senhor, os vossos desígnios, se Vós não lhe dais a sabedoria e não lhe enviais o vosso espírito santo? 18Deste modo foi corrigido o procedimento dos que estão na terra, os homens aprenderam as coisas que Vos agradam e pela sabedoria foram salvos.

 

A leitura é o final da 2ª parte do livro da Sabedoria (cap. 6 – 9), em que se põe na boca de Salomão, protótipo do homem sábio, o elogio da sabedoria, terminando com uma longa oração (todo o cap. 9), de que lemos aqui os últimos versículos. A Vulgata latina dividiu o último versículo, o 18, em dois (18 e 19).

13-16 «Qual o homem que pode conhecer…?» O homem, entregue só às forças da sua própria razão, não pode descortinar os desígnios inescrutáveis de Deus, pois o seu espírito está prisioneiro da matéria, na linguagem da antropologia filosófica grega aqui adoptada; o corpo é concebido como a morada terrestre do espírito (v. 15).

17-18 «A sabedoria, o santo espírito» é um dom divino para se poder pensar e proceder segundo o pensamento e a vontade de Deus. A história da salvação documenta o bem que é ser guiado pela sabedoria divina, a par do mal que é viver privado dela (cf. capítulos finais do livro da Sabedoria: 10 – 19).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1)

 

Monição: O salmo convida-nos a buscar a sabedoria do coração, examinando-nos sobre a nossa vida.

 

Refrão:     Senhor, tendes sido o nosso refúgio

                através das gerações.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Vós os arrebatais como um sonho,

como a erva que de manhã reverdece;

de manhã floresce e viceja,

à tarde ela murcha e seca.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando...

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Desça sobre nós a graça do Senhor nosso Deus.

Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo escreve a Filémon um cristão rico de Colossas para receber o escravo Filémon que fugira e fora baptizado por ele em Roma. É breve mas é carta magna da dignidade cristã.

 

Filémon 9b-10.12-17

 

Caríssimo: 9bEu, Paulo, prisioneiro por amor de Cristo Jesus, 10rogo-te por este meu filho, Onésimo, que eu gerei na prisão. 12Mando-o de volta para ti, como se fosse o meu próprio coração. 13Quisera conservá-lo junto de mim, para que me servisse, em teu lugar, enquanto estou preso por causa do Evangelho. 14Mas, sem o teu consentimento, nada quis fazer, para que a tua boa acção não parecesse forçada, mas feita de livre vontade. 15Talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo, a fim de o recuperares para sempre, 16não já como escravo, mas muito melhor do que escravo: como irmão muito querido. É isto que ele é para mim e muito mais para ti, não só pela natureza, mas também aos olhos do Senhor. 17Se me consideras teu amigo, recebe-o como a mim próprio.

 

Agora, provavelmente no seu primeiro cativeiro romano (60-62), S. Paulo escreve ao seu amigo a sua mais breve carta (25 versículos), uma peça de grande valor literário e que revela a sua fina sensibilidade. A leitura respiga apenas 8 versículos dispersos.

9 «Eu Paulo…» A tradução portuguesa suprimiu o adjectivo «velho», com que Paulo se classifica. Trata-se de uma velhice relativa, pois uns 25 anos antes, quando do martírio de Estêvão, é chamado «jovem» (Act 7, 58). No 1º cativeiro romano deveria ter entre 50 e 60 anos de idade. Bento XVI, ao proclamar o ano paulino, parte da suposição de que S. Paulo nasceu no ano 7 da era cristã, o que condiz com esta idade. Dada a esperança de vida de então, uma pessoa com mais de 50 anos já se poderia considerar um ancião.

10 Onésimo, um escravo fugitivo do cristão abastado de Colossas, Filémon, a quem S. Paulo baptizou em Roma durante o cativeiro em regime de «custódia líbera», isto é, à solta, mas sempre vigiado por um soldado que se revezava trazendo o seu braço direito atado ao braço esquerdo dele. É por isso que é chamado «este meu filho que gerei na prisão». Onésimo em grego significa proveitoso, útil; S. Paulo brinca com um trocadilho (no v. 11 que não aparece na leitura): «ele outrora foi inútil para ti (porque fugitivo), mas agora é útil para ti e para mim». Toda a carta está repassada da fina sensibilidade do coração de Paulo, e onde não falta até o bom humor.

17-17 «A fim de o recuperares para sempre, não já como escravo, mas... como irmão muito querido». S. Paulo envia a Filémon o escravo fugitivo, tornado agora um irmão, não só pela sua condição de homem - pela natureza - mas também pelo Baptismo - aos olhos do Senhor. Não é para ninguém estranhar que S. Paulo tenha transigido com a estrutura social da escravatura, remetendo um escravo fugitivo ao seu dono, embora com um cartão de recomendação. Abolir de chofre esta instituição social era impossível; por outro lado, o objectivo da missão apostólica não era a revolução social, mas pôr no coração de todos os homens a doutrina e o amor de Cristo, que, quando vividos, são o fermento de renovação da própria sociedade e das suas estruturas.

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 118 (119), 135

 

Monição: Para seguir a Cristo é preciso ter o coração livre do apego à família e à própria vida. Ouçamos o que o Senhor nos diz.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3,F. da Silva, NRMS 50-51

 

Fazei brilhar sobre mim, Senhor, a luz do vosso rosto

e ensinai-me os vossos mandamentos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 14, 25-33

 

Naquele tempo, 25seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: 26«Se alguém vem ter comigo, sem Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. 28Quem de vós, que, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? 29Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: 30‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. 31E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil? 32Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz. 33Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo».

 

S. Lucas apresenta «uma grande multidão» da Palestina a seguir Jesus, mas quer que, com as palavras de Jesus, fique bem claro para os seus leitores que há exigências para todos os que O hão-de seguir «até aos confins do mundo» (cf. Act 1, 8). É que não se trata apenas de se sentir atraído por uma doutrina superior, mas de seguir Jesus com todas as renúncias que isso implica: «Não pode ser meu discípulo…», insiste por três vezes (vv. 26.27.33). As exigências de Jesus são-nos aqui propostas sem rodeios e em toda a sua crueza e vigor. S. Lucas é o evangelista que mais acentua não só a bondade de Cristo, mas também as suas exigências.

26 «Sem me preferir ao pai...» Esta tradução pretende evitar o chocante idiotismo hebraico, «odiar o pai…», que, mais do que uma força da expressão, é uma forma expressiva, muito ao estilo de Jesus, para chamar a atenção para algo muito importante, de modo a que o ensino fique bem gravado para sempre na memória dos ouvintes. É que seguir a Jesus como seu discípulo não admite meias tintas, concessões ou contemporizações de qualquer espécie: Jesus exige um amor acima de tudo, que só Deus pode exigir, situando-se assim no mesmo plano de Deus, deixando ver a sua divindade. Sendo assim, «odiar…» poderia traduzir-se por «estar disposto a renunciar ao amor de…»; Jesus não revoga o 4º mandamento da Lei de Deus, mas situa-o na justa escala de valores, como se lê em Mt 10, 37: «quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim». Numa palavra, para seguir a Jesus é preciso estar disposto a sacrificar os afectos humanos mais nobres.

28-32 Estas duas parábolas – a do homem que constrói uma torre e a do rei que vai para a guerra – exclusivas de S. Lucas, demonstram graficamente que seguir a Jesus sem abraçar a sua cruz é afadigar-se a trabalhar para um saco roto: é deitar a perder tudo o que uma pessoa se propôs com o seguimento de Cristo.

33 «Renunciar a todos os seus bens». A radicalidade do seguimento de Cristo tem consequências também no que diz respeito aos bens deste mundo, exige o desprendimento deles, embora não necessariamente o prescindir deles; mas os bens não passam de simples meios para chegar a Deus. Seguir a Jesus é dizer não à mediocridade, a aurea mediocritas dos romanos, exaltada pelo poeta Horácio.

 

Sugestões para a homilia

 

Se alguém vem ter comigo

Quem não toma a sua cruz

Rogo-te por este meu filho

 

 Se alguém vem ter comigo...

 

 Neste dia 8 de Setembro a Igreja celebra o nascimento da Virgem Maria. É a festa dos Seus anos.

Queremos alegrar-nos com Ela, aprender com Ela a amar a Deus com todo o coração. Ela soube consagrar a Deus a vida toda desde muito jovem. Ela ensina-nos a amar a Jesus de verdade, a dar-Lhe o coração por inteiro. Todos os outros amores hão-de estar subordinados ao amor que Lhe temos. Temos de cortar com decisão todos os fios que nos prendem às pessoas cá da terra para podermos correr para Ele. Só assim encontraremos a verdadeira liberdade e poderemos dar o nosso coração ao Senhor. O passarito pode estar preso por um cordão grosso ou por um fio de nylon quase invisível. Em qualquer caso não pode voar.

Havemos de examinar o que nos prende e não nos deixa voar para Deus. Podemos ser como aquele miúdo a quem tinham oferecido um coelhinho branco. Andava tão entusiasmado que até queria tê-lo na cama. E quando rezava a Nossa Senhora “Ó Senhora minha... “dizia “vos consagro todo o meu ser menos o meu coelhinho branco”.

Nossa Senhora soube desprender-se de tudo para dar o seu coração a Deus. Ao casar com José ambos se comprometeram em viver como irmãos para se dedicarem de todo o coração ao Senhor. Jesus encontrou nEla a morada bem preparada para O acolher.

É bom amar o pai e a mãe, a mulher e os filhos. Mas temos de os amar no amor com que amamos a Jesus. E assim é que os amamos de verdade. Amá-los-emos mesmo quando tivéssemos todas as razões para os pôr de lado.

 

 

 Quem não toma a sua cruz...

 

 No dia 14 a Igreja celebra festa da Santa Cruz. É ocasião de agradecer a Jesus o amor que nos manifestou morrendo por nós na Santa Cruz. Devemos fomentar em nós o amor à Santa Cruz, beijando-a com amor, pondo-a em lugar de honra em nossas casas, sabendo fazer com piedade o sinal da cruz.

Mas temos de ir mais longe diz Jesus. Temos de metê-la em nossa vida, sofrendo com alegria as contrariedades e sacrifícios que a vida nos traz, sabendo praticar a mortificação no cumprimento do nosso dever, nos tempos de oração, na prática de caridade para com todos.

Não podemos levar a cruz de rastos, de má vontade, mas antes com valentia, tomando-a em nossas mãos e levando-a com garbo e por amor.

Nossa Senhora esteve junto à Cruz de pé, com a vontade de unir-Se à Paixão de Seu Filho e tornou-Se corredentora com Ele. No dia 15 celebramos Nossa Senhora das Dores lembrando a Sua participação na salvação dos homens. Como tinha anunciado o santo velho Simeão uma espada de dor atravessou o Seu Coração.

 

 Rogo-te por este meu filho

 

 Se amamos a Jesus de todo o coração amaremos todos os que nos rodeiam: ricos e pobres, sábios e ignorantes, os que nos fazem bem e os que nos fazem mal. Na carta a Filémon S.Paulo fala do escravo Onésimo como seu filho, porque o baptizou e o ensinou a viver como cristão. Escreve a Filémon, que era o dono daquele homem, que lhe tinha fugido e estava sujeito à condenação à morte, para que o receba como irmão na fé. Na primitiva Igreja não havia distinção entre escravos e homens livres. Todos se sentiam irmãos mesmo mantendo a condição social que tinham ao ser baptizados. A Igreja não promulgou nenhuma lei anti-escravatura nem o podia fazer. Criou no entanto a fraternidade entre todos, que iria levar depois à abolição da escravatura.

No mundo actual temos de lutar contra tantas formas de escravatura existentes nos tempos actuais. E temos de viver e ensinar os outros a viver o espírito de filhos de Deus. Todos temos a mesma dignidade e a verdadeira grandeza está em servir os outros. Peçamos à Virgem que saibamos amar os outros, viver a fraternidade cristã e preocupar-nos com a salvação de todos.

 

Fala o Santo Padre

 

«Onde quer que haja uma mão estendida pedindo ajuda para levantar-se,

ali deve estar a nossa presença e a presença da Igreja, que apoia e dá esperança.»

«Qual o homem que conhece os desígnios de Deus?» (Sab 9,13). Esta interrogação do Livro da Sabedoria, que escutamos na primeira leitura, apresenta-nos a nossa vida como um mistério, cuja chave de interpretação não está em nossa posse. Os protagonistas da história são sempre dois: Deus de um lado e os homens do outro. A nossa missão é perceber a chamada de Deus e aceitar a sua vontade. Mas para aceitá-la sem hesitar, perguntemo-nos: qual é a vontade de Deus na minha vida?

No mesmo trecho do texto sapiencial encontramos a resposta: «Os homens foram instruídos no que é do Vosso agrado» (v 18). Para verificar a chamada de Deus, devemos perguntar-nos e entender o que Lhe agrada. Muitas vezes, os profetas anunciam o que é agradável ao Senhor. A sua mensagem encontra uma síntese maravilhosa na expressão: «Misericórdia quero, e não sacrifício» (Os 6,6; Mt 9,13). Para Deus todas as obras de misericórdia são agradáveis, porque no irmão que ajudamos, reconhecemos o rosto de Deus que ninguém pode ver (cf. Jo 1,18). E todas as vezes em que nos inclinamos às necessidades dos irmãos, dêmos de comer e beber a Jesus; vestimos, apoiamos e visitamos o Filho de Deus (cf. Mt 25,40). Em definitiva, tocamos a carne de Cristo.

Estamos chamados a por em prática o que pedimos na oração e professamos na fé. Não existe alternativa para a caridade: quem se põe ao serviço dos irmãos, embora não o saibamos, são aqueles que amam a Deus (cf. 1 Jo3,16-18; Tg 2,14-18). A vida cristã, no entanto, não é uma simples ajuda oferecida nos momentos de necessidade. Se assim fosse, certamente seria um belo sentimento de solidariedade humana, que provoca um benefício imediato, mas seria estéril, porque careceria de raízes. O compromisso que o Senhor pede, pelo contrário, é o de uma vocação para a caridade com que cada discípulo de Cristo põe ao seu serviço a própria vida, para crescer no amor todos os dias. […]

Seguir Jesus é um compromisso sério e ao mesmo tempo alegre; exige radicalidade e coragem para reconhecer o divino Mestre no mais pobre e descartado da vida e colocar-se ao seu serviço. Para isso, os voluntários que servem os últimos e necessitados por amor de Jesus não esperam nenhum agradecimento ou gratificação, mas renunciam tudo isso porque encontraram o amor verdadeiro. E cada um pode dizer: “Como o Senhor veio até mim e se inclinou sobre mim na hora da necessidade, assim vou ao seu encontro e me inclino sobre aqueles que perderam a fé ou vivem como se Deus não existisse, sobre os jovens sem valores e ideais, sobre as famílias em crise, sobre os enfermos e os prisioneiros, sobre os refugiados e imigrantes, sobre os fracos e desamparados no corpo e no espírito, sobre os menores abandonados à própria sorte, bem como sobre os idosos deixados sozinhos. Onde quer que haja uma mão estendida pedindo ajuda para levantar-se, ali deve estar a nossa presença e a presença da Igreja, que apoia e dá esperança”. E fazê-lo com a memória viva da mão do Senhor estendida sobre mim quando eu estava por terra. […]

    Papa Francisco, Homilia, Praça de São Pedro, 4 de Setembro de 2016

 

Oração Universal

 

Jesus ensina-nos a orar e reza connosco. Unidos a Ele e a toda a Igreja apresentemos ao Pai as nossas intenções e as intenções de todos os irmãos, dizendo:

Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor

 

    1-Pela Santa Igreja Católica,

para que viva com entusiasmo a fé e o amor ao Senhor,

oremos ao Senhor. Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor

 

    2-Pelo Santo Padre,

para que o Senhor o encha de sabedoria e graça

e todos obedeçam docilmente ao que nos indica,

oremos ao Senhor.

Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor

 

    3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que o Senhor os encha do espírito de fortaleza,

para darem testemunho de Cristo, oremos ao Senhor.

Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor

 

    4-Por todos os cristãos,

para que empreguem os meios abundantes para crescer na fé

e numa terna devoção à Virgem Maria,

oremos ao Senhor.

Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor

 

    5-Para que todos nos entusiasmemos em transformar com Cristo a sociedade,

espalhando no mundo a fraternidade cristã,

oremos ao Senhor.

Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor

 

    6- Para que aumente em todos nós o gosto pela oração,

oremos ao Senhor.

Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor

 

    7-Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que o Senhor os purifique e lhes conceda a bem-aventurança do Céu,

 oremos ao Senhor.

Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor

 

    Senhor, que nos chamastes à vida em Cristo,

aumentai em nós a fé e o amor à oração e o ardor no apostolado.

    Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O pão e o vinho que vos trazemos, B. Salgado, NRMS 12 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz, fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente e que a nossa participação nos sagrados mistérios reforce os laços da nossa unidade. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Pela fé contemplamos a Jesus escondido na Eucaristia. Imitemos a Virgem na maneira de comungar.

 

Cântico da Comunhão: Se vos amardes uns aos outros, F. da Silva, NRMS 22

Sl 41, 2-3

Antífona da comunhão: Como suspira o veado pela corrente das águas, assim minha alma suspira por Vós, Senhor. A minha alma tem sede do Deus vivo.

Ou:    Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais e fortaleceis à mesa da palavra e do pão da vida, fazei que recebamos de tal modo estes dons do Vosso Filho que mereçamos participar da sua vida imortal. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Fortalecidos pela Eucaristia vamos lá fora trabalhar para que todos conheçam e amem a Jesus. E assim será melhor este mundo em que vivemos.

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

23ª SEMANA

 

2ª Feira, 9-IX: Os sofrimentos e a Redenção.

Col 1, 24- 2, 3 / Lc 6, 6-11

Então olhou a todos em redor e disse ao homem: estende a mão. Ele assim fez, e a mão ficou-lhe curada.

Quando temos dificuldades em eliminar os nossos defeitos, ou nos aparecem obstáculos difíceis de ultrapassar, o Senhor pede-nos igualmente que façamos o esforço de 'estender a mão' (EV), isto é, que nos empenhemos um pouco mais e que tenhamos muita confiança em Deus. Só Ele é a minha força e salvação, não vacilarei (SR).

S. Paulo recorda como é grande a luta que sustenta por todos os cristãos (LT), e alegra-se por sofrer por todos e completa nele próprio o que falta às tribulações de Cristo (LT). Completemos em nós o que falta à paixão de Cristo, pelos sofrimentos que padecemos.

 

3ª Feira, 10-IX: Motivos para procurar Jesus.

Col 2, 6-15 / Lc 6, 12-19

Todos procuravam tocar-lhe, porque saía dEle uma força que a todos sarava.

Jesus atraía muita gente à sua volta, por motivos muitos diferentes: Uns foram chamados para acompanhá-lo; outros vinham para serem curados das suas doenças (EV).

Para nós é também muito importante procurá-lo, pelas razões que explica S. Paulo: Quem aceita o Senhor, deve proceder em união com Ele e, uma vez enraizados nEle, deve edificar a sua vida sobre Ele (LT). Devemos-lhe muitas graças: pelo Baptismo, fomos sepultados e ressuscitámos com Ele; perdoa-nos todas as nossas faltas, cravando na Cruz o documento em que estavam inscritas (LT). O Senhor é bom para com todos (SR).

 

4ª Feira, 11-IX: A vivência das bem-aventuranças.

Col 3, 1-11 / Lc 6, 20-26

Felizes de vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus.

Ao falar das bem-aventuranças (EV), Jesus ensina-nos que podemos viver no meio da pobreza, da dor, do abandono e, ao mesmo tempo, ser feliz já aqui na terra e, depois, na vida eterna.  As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. O vosso Reino é um reino eterno, dominando sobre todas as gerações (SR).

Para o conseguirmos, sigamos o conselho de S. Paulo: Afeiçoai-vos às coisas do alto, não às coisas da terra. Mortificai os vossos membros terrenos: imoralidade, impureza, maus desejos e ganância (LT).

 

5ª Feira, 12-IX: O Santíssimo Nome de Maria

Col 3, 12-17 / Lc 6, 27-38

Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.

Tal como o Senhor nos indica, o preceito da caridade não se estende apenas aos que nos querem e tratam bem, mas a todos (EV). O pedido de Jesus exige heroicidade, pois precisamos perdoar, aceitar os que não nos agradam; sermos misericordiosos com os outros; não julgarmos, perdoarmos, etc.

S. Paulo diz-nos: revesti-vos de sentimentos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência (LT). A celebração do Santíssimo Nome de Maria, leva-nos a considerar que Ela é a Mãe de misericórdia, a quem recorremos nos momentos difíceis do nosso dia.

 

6ª Feira, 13-IX: Modo de ver os defeitos do próximo.

1 Tim 1, 1-2. 12-14 / Lc 6, 39-42

Irmão deixa que tire o argueiro que tens na vista, se tu não vês a trave que está na tua?

Para ajudarmos os outros precisamos viver bem a virtude da humildade, que nos torna capazes de perdoar, de compreender; que nos leva a descobrir primeiro os erros e defeitos que há em nós próprios e que permite compreender melhor os alheios (EV).

S. Paulo lembra como era antes da sua conversão: blasfemo, perseguidor, insolente (LT). E depois recebeu graças abundantes de Nosso Senhor, alcançou misericórdia e foi colocado ao seu serviço. Apesar dos defeitos evidentes do próximo sempre podemos rezar por ele e pedir ao Senhor que o transforme.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Celestino Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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