22º Domingo Comum

1 de Setembro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aproximai- vos do Senhor, F. da Silva, NCT 375

Sl 85, 3.5

Antífona de entrada: Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro. Vós, Senhor, sois bom e indulgente, cheio de misericórdia para aqueles que Vos invocam.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A humildade é o estilo de Deus. E a gratuidade a sua marca. À mesa, e à conversa com os convivas, Jesus introduz-nos, de novo, na sabedoria dos humildes e dos simples, na escola da humildade e da gratuidade, de que Ele próprio é o exemplo mais sublime. À mesa da Palavra, acolhamos o seu apelo e a sua presença de amor dado, sem troco nem preço.

 

Ato Penitencial

 

Irmãos: sem humildade, sem a capacidade de reconhecer publicamente os próprios pecados e a própria fragilidade humana, não se pode acolher a misericórdia do Senhor. Por isso, peçamos perdão ao Senhor, reconhecendo os nossos pecados:

 

Senhor, que sendo rico Vos fizestes pobre,

para nos enriquecerdes com a vossa pobreza,

Senhor, tende piedade de nós!

 

Cristo, que sendo de condição divina,

descestes à nossa condição de homens frágeis, para nos elevar à glória divina,

Cristo, tende piedade de nós!

 

Senhor, manso e humilde de coração,

Senhor, tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união conVosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura aconselha a humildade como caminho para ser agradável a Deus e aos homens, para ter êxito e ser feliz. É a reiteração da mensagem fundamental que a Palavra de Deus hoje nos apresenta.

 

Ben-Sirá  3, 19-21.30-31 (gr.17-18.20.28-29)

 

19Filho, em todas as tuas obras procede com humildade e serás mais estimado do que o homem generoso. 20Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás graça diante do Senhor. 21Porque é grande o poder do Senhor e os humildes cantam a sua glória. 30A desgraça do soberbo não tem cura, porque a árvore da maldade criou nele raízes. 31O coração do sábio compreende as máximas do sábio e o ouvido atento alegra-se com a sabedoria.

 

A leitura contém versículos respigados do capítulo 3 do Sirácida, ou Eclesiástico (na designação cristã), que são uma apologia da virtude da humildade. O texto litúrgico passa à frente aquelas passagens que poderiam ser hoje mal entendidos, como o desejo de querer sempre saber mais, que é apresentado isto como um «perigo», e mesmo aquele célebre adágio: «quem amam o perigo nele perecerá» (v. 25).

 

Salmo Responsorial    Sl 67 (68), 4-7ab.10-11 (R. cf. 11b)

 

Monição: Glorifiquemos o bom Deus porque é o nosso refúgio, cuida do seu povo e prepara uma casa para o pobre.

 

Refrão:     Na vossa bondade, Senhor,

                preparastes uma casa para o pobre.

 

Os justos alegram-se na presença de Deus,

exultam e transbordam de alegria.

Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome;

o seu nome é Senhor: exultai na sua presença.

 

Pai dos órfãos e defensor das viúvas,

é Deus na sua morada santa.

Aos abandonados Deus prepara uma casa,

conduz os cativos à liberdade.

 

Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,

restaurastes a vossa herança enfraquecida.

A vossa grei estabeleceu-se numa terra

que a vossa bondade, ó Deus, preparara ao oprimido.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A segunda leitura convida os crentes instalados numa fé cómoda e sem grandes exigências, a redescobrir a novidade e a exigência do cristianismo; insiste em que o encontro com Deus é uma experiência de comunhão, de proximidade, de amor, de intimidade, que dá sentido à caminhada do cristão.

 

Hebreus 12, 18-19.22-24a

 

Irmãos: 18Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade, 19o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais. 22Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva, 23de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, juiz do universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição 24ae de Jesus, mediador da nova aliança.

 

Nesta impressionante passagem da epístola, o hagiógrafo põe em vivo contraste a Antiga e a Nova Aliança, simbolizada nos dois montes em que foram seladas: «o Monte Sinai» e o «Monte Sião»; este era o monte onde assentava o templo de Jerusalém, monte que se tornou o símbolo do novo e definitivo lugar de encontro com Deus, ao mesmo tempo firme e glorioso: a «Jerusalém celeste», que é a Igreja (cf. Gal 4, 25-26; Apoc 21, 2), a qual aqui engloba tanto os que já triunfam no Céu, como os que ainda militam na terra, considerados como um todo, por assim dizer. A Antiga Aliança é marcada pelo temor e pela majestade esmagadora de Deus (vv. 18-19); a Nova Aliança pela proximidade de Deus e intimidade com Ele, com os «Anjos» (v. 22), com os Santos do Céu («os justos que atingiram a perfeição» - v. 23) e sobretudo com o próprio «Jesus, mediador da Nova Aliança», juntamente com os restantes cristãos que ainda militam na terra, provavelmente aqui designados por «uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu» (v. 23). Assim poderia traduzir-se à letra, «uma Igreja - ekklesía - de primogénitos»; a designação de «primogénitos» correspondia à situação privilegiada dos cristãos, pois então os primogénitos gozavam de direitos especiais, sobretudo relativamente à herança.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 11, 29ab

 

Monição: O Evangelho coloca-nos no meio de um banquete em casa de um fariseu. É o pretexto para Jesus falar do “banquete do Reino”. A todos os que quiserem participar desse “banquete”, Ele recomenda a humildade; ao mesmo tempo, denuncia a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pelo reconhecimento, de superioridade em relação aos outros.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,

e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 14, 1.7-14

 

Naquele tempo, 1Jesus entrou, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. 7Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: 8«Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; 9então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. 10Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. 11Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 12Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. 13Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; 14e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.

 

Com esta parábola, contada por ocasião duma refeição, Jesus não se limita a encarecer simplesmente uma atitude a ter no momento de escolher o lugar à mesa de um banquete, mas, acima de tudo, o que pretende com este exemplo é dar uma lição de humildade, válida para sempre, pois «quem se humilha será exaltado» (v. 11), entenda-se, por Deus, de acordo com o costume judaico seguido por Jesus, que evitava deliberadamente pronunciar o nome de Deus, recorrendo a uma forma passiva impessoal, que os gramáticos chamam o passivum divinum.

10 «Aquele que te convidou dirá». Tradução muito livre do original, com o fim de tornar menos chocante a leitura: «para que te diga». De facto, se o convidado escolhesse o último lugar com a secreta intenção de vir a ser «honrado aos olhos dos outros convidados», não estaria a viver a humildade, mas sim um refinado orgulho. Ora sucede que aqui a intenção expressa no texto não é a do convidado, mas sim a de Jesus que dá o conselho. Sendo assim, a tradução litúrgica facilita uma correcta interpretação. Um belo comentário a este ensinamento de Jesus podem ser as palavras da Imitação de Cristo: «Deseja que não te conheçam e te reputem por nada... Não perdes nada, se te consideras inferior a todos, mas prejudicas-te muito se te considerares superior a um só que seja» (I, 2.7).

12-14 Jesus não quer dizer que se podem convidar só aqueles que não nos possam retribuir. Esta maneira taxativa de falar, tão característica de Jesus, à maneira semítica, visa produzir impacto e chamar a atenção; o Senhor quer ensinar-nos que não devemos andar atrás de compensações humanas, mas daquilo que merece a aprovação e recompensa de Deus no Céu, aqui designado por «ressurreição dos justos» (que os maus também ressuscitam consta doutras passagens, como Jo 5, 29; Act 24, 15…).

 

Sugestões para a homilia

 

Não basta dizer que se é cristão; é preciso ser cristão!

 

Não basta dizer que se é cristão; é preciso ser cristão! Temos um ditado popular que nos diz «Palavras, leva-as o vento!». E a palavra de Deus, hoje, logo desde a primeira leitura nos fala de humildade. Ser cristão, como diz a segunda leitura, é aproximar-se de Deus. E, por isso mesmo, o nosso modo de ser e de estar deve ser adequado: quem deve ser exaltado é Deus e não nós. Daí que o desafio do Evangelho de hoje seja o da humildade!

Ser cristão, hoje, não é fácil; mas, em boa verdade, o Senhor não nos fez promessas de facilidade. Aliás, foi claro e disse-nos que «ninguém é mais que o mestre»; por isso, o que nos espera, no nosso caminhar para a ressurreição, é mesmo e de verdade a paixão e morte por causa do Evangelho.

Por isso, no Evangelho desta liturgia, Jesus diz-nos que, quando quisermos servir banquetes, convidemos para comensais não os amigos e vizinhos ricos… mas sim os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos – e seremos felizes «porque eles não terão com que nos retribuir»! Noutra altura, Cristo havia dito algo idêntico, ao afirmar: «Se amares os que te amam, que mais fazes que os pagãos; não fazem eles o mesmo? Tu, ama os teus inimigos»!

O refrão da aclamação do Evangelho aponta-nos o verdadeiro caminho para os dias de hoje e para cada um de nós: «Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração».

De muitos modos e por diversas circunstâncias, fomos, ao longo deste mês, exortados pelo Senhor a sermos verdadeiramente cristãos. Vivemos alegrias e contrariedades. Em breve, para muitos de nós, termina o tempo de férias e descanso. Façamos hoje um propósito verdadeiro de total fé e esperança no Senhor que nos ama como ninguém e nos retribui na ressurreição dos justos.

 

Fala o Santo Padre

 

«Quando nos colocamos diante de Deus nesta dimensão de humildade,

Deus exalta-nos, debruça-se sobre nós para nos elevar a Si.»

O episódio do Evangelho de hoje mostra-nos Jesus na casa de um dos chefes dos fariseus, que observava com atenção como os convidados para o almoço se preocupam em escolher os primeiros lugares. É uma cena que vimos muitas vezes: procurar o melhor lugar, até «com os cotovelos». Ao ver esta cena, ele narra duas breves parábolas com as quais oferece duas indicações: uma relativa ao lugar e a outra à recompensa.

A primeira semelhança é ambientada num banquete nupcial. Jesus diz: «Quando fores convidado para as bodas, não te ponhas no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa mais importante do que tu, e aquele que te convidou te diga: “Cede o lugar a este!”... Mas, quando fores convidado, ocupa o último lugar» (Lc14, 8-10). Com esta recomendação, Jesus não tenciona dar normas de comportamento social, mas uma lição sobre o valor da humildade. A história ensina que o orgulho, o arrivismo, a vaidade e a ostentação são causas de muitos males. E Jesus faz-nos compreender a necessidade de escolher o último lugar, ou seja, de procurar a pequenez e o escondimento: a humildade. Quando nos colocamos diante de Deus nesta dimensão de humildade, Deus exalta-nos, debruça-se sobre nós para nos elevar a Si; «porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo o que se humilhar será exaltado» (v. 11).

As palavras de Jesus sublinham atitudes completamente diferentes e opostas: a atitude daquele que escolhe o próprio lugar e a atitude de quem deixa que Deus lho atribua e dele espera a recompensa. Não o esqueçamos: Deus paga muito mais do que os homens! Ele reserva-nos um lugar muito melhor do que aquele que nos dão os homens! O lugar que Deus nos dá está próximo do seu coração, e a sua recompensa é a vida eterna. «Serás feliz... — diz Jesus — receberás a tua recompensa na ressurreição dos justos» (v. 14).

É quanto se descreve na segunda parábola, na qual Jesus indica a atitude de abnegação que deve caracterizar a hospitalidade; Ele diz assim: «Quando ofereceres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não podem retribuir-te» (vv. 13-14). Trata-se de escolher a gratuitidade, em vez do cálculo oportunista que deseja alcançar uma recompensa, que busca o interesse e que procura enriquecer-se ulteriormente. Com efeito os pobres, os simples e aqueles que não contam nunca poderão retribuir o convite para uma ceia. Assim Jesus demonstra a sua preferência pelos pobres e excluídos, que são os privilegiados do Reino de Deus, e lança a mensagem fundamental do Evangelho, que consiste em servir o próximo por amor a Deus. Hoje Jesus faz-se voz de quantos não a têm, dirigindo a cada um de nós um apelo urgente a abrir o coração e a fazer nossos os sofrimentos e os anseios dos pobres, famintos, marginalizados, refugiados, derrotados da vida e daqueles que são descartados pela sociedade e pela prepotência dos mais fortes. E na realidade estes descartados representam a esmagadora maioria da população.

Neste momento, penso com gratidão nos refeitórios onde tantos voluntários oferecem o próprio serviço, dando de comer a pessoas sozinhas, deserdadas, desempregadas ou desabrigadas. Estes refeitórios e outras obras de misericórdia — como visitar os doentes, os presos... — são escolas de caridade que propagam a cultura da gratuitidade, porque aqueles que aí trabalham são impelidos pelo amor a Deus e iluminados pela sabedoria do Evangelho. Assim o serviço aos irmãos torna-se testemunho de amor, que torna crível e visível o amor de Cristo.

Peçamos à Virgem Maria que nos conduza todos os dias pelo caminho da humildade, Ela que foi humilde durante a sua vida inteira, e que nos torne capazes de fazer gestos gratuitos de acolhimento e de solidariedade a favor dos marginalizados, para nos tornarmos dignos da recompensa divina.

    Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 28 de Agosto de 2016

 

Credo

 

R: Sim, creio!

 

- Credes em Deus Pai e Criador, que Se esconde humildemente, por dentro da obra criada, para assim engrandecer as suas criaturas?

 

- Credes em Jesus Cristo, o Filho de Deus, que veio a este mundo, na humildade da natureza humana, e que Se humilhou até à morte e morte de Cruz, para nos salvar?

 

- Credes no Espírito Santo, que com a sua sombra cobre os humildes da Terra, tal como Maria, para neles fazer brilhar o esplendor da glória de Deus?

 

- Credes na Igreja, chamada a ser humilde, como a Lua em relação ao Sol, aquela que deixa resplandecer em si e por meio de si, a luz dos Povos, que é Cristo?

 

- Credes na ressurreição e na vida eterna, mesmo se ainda não se manifestou tudo o que haveis de ser, na plenitude da comunhão com Cristo?

 

Oração Universal

 

Ao Senhor Deus, Juiz do Universo, confiamos as nossas preces por intermédio de seu Filho Jesus, mediador da nova Aliança:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.     Pela Igreja de Jesus:

para que dê testemunho de uma entrega generosa e humilde,

no serviço a todos os homens. Oremos, irmãos.

 

2.     Pelos que, no mundo, têm o poder de governar e decidir:

para que se revelem como homens humildes

e generosos no seu serviço aos demais. Oremos, irmãos.

 

3.     Pelas vítimas da violência e da guerra:

para que sejam socorridas, com prontidão e eficácia,

contando com a nossa generosidade

e a gratuidade dos vários serviços de voluntariado. Oremos, irmãos.

 

4.     Por todos os que servem a nossa comunidade paroquial,

nos diversos setores da Liturgia, da Palavra e da Caridade:

para que o façam sempre, com grande humildade

e verdadeiro espírito de gratuidade. Oremos, irmãos.

 

5.     Por todos nós aqui presentes:

para que saboreando nesta Eucaristia o dom gratuito do amor de Cristo por nós,

vivamos esta humilde generosidade na alegria e no serviço ao próximo. Oremos, irmãos.

 

P. Porque derramais, ó Deus, uma chuva de bênçãos, por vossa bondade, escutai as nossas orações. Por Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Sois, Jesus, o meu Deus, M. Borda, NRMS 107

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos e realizai em nós, com o poder da vossa graça, a redenção que celebramos nestes mistérios. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor tem um lugar para todos, na sua morada eterna, na mesa desta Eucaristia, e no seio desta comunidade cristã. E nem sequer a humildade nos dá o direito de dizer «Eu não sirvo para nada». Na verdade, “a nossa imperfeição não deve servir de desculpa; pelo contrário, a missão é um estímulo constante, para não nos acomodarmos na mediocridade, mas continuarmos a crescer” (EG 121), na gratuidade, na humildade, no serviço, alimentados por Cristo, o Pão vivo descido do céu.

 

Cântico da Comunhão: Se morremos com Cristo, J. Santos, NRMS 551

Sl 30, 20

Antífona da comunhão: Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

Ou:    Mt 5, 9- 1 0

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor, F. da Silva, NRMS 70

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, fazei que esta fonte de caridade fortaleça os nossos corações e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não procureis um lugar para vós. Tornai-vos um lugar para os outros. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe!

 

Cântico final: Eu quero viver na tua alegria, H. Faria, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

22ª SEMANA

 

2ª Feira, 2-IX: A Boa Nova e a possibilidade de estar com Cristo.

1 Tes 4, 13-18 / Lc 4, 16-30

Se, como acreditamos, Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus levará com Jesus aqueles que tiverem morrido com Ele.

Para alcançar a vida eterna aqui temos um bom conselho: Deus levará com Jesus aqueles que tiverem morrido em união com Ele (LT).

No entanto, os que se encontravam na sinagoga não aceitaram a companhia de Jesus e expulsaram-no da cidade (EV). Mas Ele pede: Proclamai dia após dia a sua salvação (SR). Para conseguir viver já aqui na terra em união com Ele, procuremos fazer-lhe mais companhia durante o dia: uma visita ao Sacrário, comunhões espirituais, oferecimento do trabalho, desagravo pelas ofensas que se cometem, etc.

 

3ª Feira, 3-IX: Esperança em Cristo.

1 Tes 5, 1-6. 9-11 / Lc 4, 31-37

Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demónio impuro.

Este homem, que tinha o espírito impuro (EV), representa o pecador que se quer converter a Deus e tem que se libertar de Satanás e do pecado.

Infelizmente, há muitas pessoas que se tornam escravas do pecado. E também porque a presença do demónio se torna cada vez mais forte, à medida que o homem e a sociedade se afastam de Deus (S. João Paulo II). É um diagnóstico muito actual. Temos que ter muita esperança em Cristo: Cristo morreu por nós para que, vivos ou mortos, cheguemos à vida em união com Ele (LT). E: Coragem! Espera em Deus (SR).

 

4ª Feira, 4-IX: O Evangelho e a Boa-Nova.

Col 1, 1-8 / Lc 4, 38-44

Tenho que ir às outras cidades para anunciar a Boa Nova do reino de Deus, porque é para isto que fui enviado.

A Boa Nova que Jesus tinha que anunciar (EV) é a mesma que encontramos no Evangelho, proclamado na celebração eucarística. S. Paulo manifesta a sua alegria porque aquele já tinha chegado à igreja de Colossas (LT) e com bons resultados: o Evangelho tem estado a frutificar e a desenvolver-se (LT).

Olhando para a nossa vida pessoal, notamos que a sua leitura também vai dando os seus frutos? Identificamo-nos cada vez mais com Cristo? E, depois, que o façamos chegar aos outros: proclamarei a bondade do vosso nome na presença dos vossos fiéis (SR).

 

5ª Feira, 5-IX: Procurar agradar ao Senhor.

Col 1, 9-14 / Lc 5, 1-11

Não temos deixado de orar por vós e de pedir que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus.

 S. Paulo pede aos Colossenses que procurem agradar a Deus em tudo (LT). Para isso, é preciso conhecer a vontade do Senhor com toda a sabedoria e inteligência: O Senhor deu a conhecer a salvação (SR).

Simão Pedro descobre a vontade de Deus, depois da primeira pesca milagrosa. Esforçou-se por cumprir a vontade de Deus, indo pescar contra a sua própria vontade e, depois, rendeu-se ao Senhor (EV). Procuremos agradar ao Senhor em tudo, realizando toda a espécie de boas obras e crescendo no conhecimento de Deus (LT).

 

6ª Feira, 6-IX: Como receber bem os ensinamentos do Senhor.

Col 1, 15-20 / Lc 5, 33-39

Ninguém recorta um remendo de um vestido novo para o deitar em vestido velho.

Com esta parábola Jesus quer recordar-nos que a nossa alma deve estar preparada e limpa para receber as graças de Deus e os seus ensinamentos, que contêm abundantes novidades (EV). A soberba é um grande obstáculo para acolher todas estas coisas novas.

Entre essas novidades, S. Paulo recorda-nos, por exemplo, que Cristo é a imagem do Deus invisível, indispensável para conhecer bem o Pai; tudo foi criado por seu intermédio e para Ele; Cristo é a Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo; Deus reconciliou-nos, e a todas as coisas da terra e dos Céus, pelo Sangue derramado por Cristo na Cruz (LT).

 

Sábado, 7-IX: A reconciliação de Deus com os homens.

Col 1, 21- 23 / Lc 6, 1-5

Mas agora, Deus reconciliou-nos consigo pela morte de Cristo no seu corpo de carne, para nos apresentar diante dos santos.

Deus reconciliou-nos consigo pelo sangue de Cristo derramado na Cruz (LT). Por isso, o Senhor é o meu amparo. Ele sustenta e protege a minha vida (SR). E entrega à Igreja os meios necessários para a nossa salvação.

Para que tal aconteça, S. Paulo aponta duas condições: a primeira, uma fé sólida e firme, apoiada nos ensinamentos de Cristo e da Igreja; a segunda, a esperança no Evangelho, recordando todas as promessas de Cristo para alcançar a vida eterna (LT). E Jesus recorda-nos o seu poder sobre todas as coisas: O Filho do homem é Senhor do Sábado (EV).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial