20º Domingo Comum

18 de Agosto de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, F. Silva, NRMS 102

Sl 83, 10-11

Antífona de entrada: Senhor Deus, nosso protector, ponde os olhos no rosto do vosso Ungido. Um dia em vossos átrios vale mais de mil longe de Vós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus anima-nos a viver este encontro com Ele para nos enchermos do fogo do Seu amor, que veio acender na terra. E assim sermos verdadeiramente felizes e comunicarmos aos outros essa mesma felicidade.

O pecado afasta-nos dEle e rouba-nos a alegria. Examinemo-nos e peçamos perdão.

 

Oração colecta: Deus de bondade infinita, que preparastes bens invisíveis para aqueles que Vos amam, infundi em nós o vosso amor, para que, amando-Vos em tudo e acima de tudo, alcancemos as vossas promessas, que excedem todo o desejo. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Jeremias foi perseguido por causa da missão que tinha recebido de Deus: convidar à conversão e avisar das desgraças que iriam cair sobre Jerusalém se não se convertesse. Deus permitiu essas perseguições mas não abandonou o profeta.

 

Jeremias 38, 4-6.8-10

Naqueles dias, 4os ministros disseram ao rei de Judá: «Esse Jeremias deve morrer, porque semeia o desânimo entre os combatentes que ficaram na cidade e também todo o povo com as palavras que diz. Este homem não procura o bem do povo, mas a sua perdição». 5O rei Sedecias respondeu: «Ele está nas vossas mãos; o rei não tem poder para vos contrariar». 6Apoderaram-se então de Jeremias e, por meio de cordas, fizeram-no descer à cisterna do príncipe Melquias, situada no pátio da guarda. Na cisterna não havia água, mas apenas lodo, e Jeremias atolou-se no lodo. Entretanto, 8Ebed-Melec, o etíope, saiu do palácio e falou ao rei: 9«Ó rei, meu senhor, esses homens procederam muito mal tratando assim o profeta Jeremias: meteram-no na cisterna, onde vai morrer de fome, pois já não há pão na cidade». 10Então o rei ordenou a Ebed-Melec, o etíope: «Leva daqui contigo três homens e retira da cisterna o profeta Jeremias, antes que ele morra».

 

A nossa leitura escolhida em função do Evangelho de hoje é extraída de parte final da segunda parte (biográfica) do livro de Jeremias (26, 1 – 45, 5), a chamada «paixão de Jeremias» (37, 1 – 44, 30): no tempo do rei Sedecias, ele é metido na prisão sujeito a maus tratos e humilhações. Jeremias é considerado uma figura de Cristo sofredor, corajoso e paciente, um sinal de contradição.

4 «Jeremias semeia o desânimo entre os combatentes». O profeta de Anatot não se cansou de advertir o rei e o povo de que a solução, em face da ameaça de Nabucodonosor, rei da Babilónia, era negociar a rendição. Os altos funcionários, obcecados pela sua visão humana, não querem ouvir Jeremias e acusam-no de traidor à pátria, pois os seus oráculos são de molde a desalentar os combatentes.

5 «O rei Sedecias» tinha sido posto no trono pelo próprio Nabucodonosor, quando entrou vitoriosamente em Jerusalém no ano de 598 e levou para a Babilónia o rei Joaquim (filho) à frente dos prisioneiros. Sedecias, seu tio, era fraco e deixava-se manobrar facilmente pelos cortesãos e, ainda que respeitasse o profeta, não tinha uma fé suficientemente forte para seguir os seus oráculos. A falta de fé do rei havia de custar muito caro a todo o povo, pois em 587 foi o incêndio da cidade e do templo, o exílio e o fim do reino de Judá; Sedecias é preso, são-lhe arrancados os olhos, após terem presenciado o massacre dos seus próprios filhos. A tremenda catástrofe podia ter sido evitado se o rei tivesse dado atenção à voz de Deus, contra os cálculos meramente humanos.

7 Ébed-Mélec. É um negro estrangeiro, um oficial cusita, quem desta vez salvou a vida do homem de Deus, rejeitado pelos seus concidadãos como inimigo da sua pátria, que tão ardentemente amava.

 

Salmo Responsorial    Sl 39 (40), 2.3.4.18 (R. 14b)

 

Monição: O salmo é um cântico de confiança em Deus e de súplica na aflição.

 

Refrão:     Senhor, socorrei-me sem demora.

 

Esperei no Senhor com toda a confiança e Ele atendeu-me.

Ouviu o meu clamor e retirou-me do abismo e do lamaçal,

assentou os meus pés na rocha

e firmou os meus passos.

 

Pôs em meus lábios um cântico novo,

um hino de louvor ao nosso Deus.

Vendo isto, muitos hão-de temer

e pôr a sua confiança no Senhor.

 

Eu sou pobre e infeliz:

Senhor, cuidai de mim.

Sois o meu protector e libertador:

ó meu Deus, não tardeis.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A Carta aos Hebreus anima-nos a ser valentes sem medo das tribulações, imitando a Jesus que sofreu voluntariamente o suplício da cruz por nosso amor.

 

Hebreus 12, 1-4

Irmãos: 1Estando nós rodeados de tão grande número de testemunhas, ponhamos de parte todo o fardo e pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, 2fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição. Renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, Ele suportou a cruz, desprezando a sua ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus. 3Pensai n’Aquele que suportou contra Si tão grande hostilidade da parte dos pecadores, para não vos deixardes abater pelo desânimo. 4Vós ainda não resististes até ao sangue, na luta contra o pecado.

 

Na leitura do domingo anterior o autor sagrado tinha-nos feito considerar exemplos de fé intrépida no Antigo Testamento, hoje no capítulo seguinte, já perto do final da Epístola, temos uma empolgante exortação à constância na fé, lutando contra o pecado, num apelo a imitar a Jesus Cristo, «guia da nossa fé e autor da sua perfeição», Este texto, mais do que comentado, deve ser meditado, palavra por palavra.

4 «Ainda não resististes até ao sangue». Os destinatários da epístola, embora estejam a passar por duras provações pelo facto de serem cristãos, como a prisão e a espoliação dos bens, ainda não tinham sido sujeitos ao martírio, como já acontecera a outros discípulos do Senhor (lembrar o martírio de Estêvão e de Tiago Maior…); a verdade é que têm de estar dispostos a dar a vida por Cristo, na luta contra o pecado, concretamente o pecado de apostasia. Aqui está presente a ideia paulina de que a vida cristã é uma luta, mas não uma luta qualquer, uma luta sangrenta como era a do pugilato sobretudo quando se usavam luvas com reforço metálico, a luta dos gladiadores.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 10, 27

 

Monição: Jesus veio trazer à terra o fogo do amor de Deus e conta connosco para o espalhar. Aclamemo-lo com entusiasmo.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 2, F. Silva, NRMS 50-51

 

As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;

Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.

 

 

Evangelho

 

Lucas 12, 49-53

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 49«Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? 50Tenho de receber um baptismo e estou ansioso até que ele se realize. 51Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. 52A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. 53Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».

 

O nosso texto evangélico de hoje move-se na linha do sinal de contradição que é Jesus (cf. Lc 2, 34), contradição a que está sujeito quem quer ser seu discípulo.

49 «Eu vim trazer o fogo à terra». A linguagem de Jesus não é, evidentemente a dum incendiário ou dum revolucionário político. Também não parece que se trate do fogo da desavença e do ódio a que se referem os vv. 51-53, como pensam alguns. O sentido deve buscar-se no contexto mais próximo, o v. 50, onde se fala da Paixão e Morte redentora de Cristo, a prova máxima do seu amor, a qual levaria os crentes a uma correspondência de amor. É o Filho de Deus feito homem quem traz à terra o fogo do amor de Deus, de Deus que é fogo devorador (Dt 4, 24).

«E que quero Eu senão que ele se acenda?» A Neo-vulgata preferiu outra interpretação possível do original grego (que se escrevia pontuação nem separação de palavras): «…e qual é o meu desejo? Oxalá ele já estivesse ateado!».

50 «Um baptismo». É sem dúvida o «banho de sangue» da sua dolorosíssima Paixão (cf. Mc 10, 38).

51-53 «Paz... divisão». Jesus não veio trazer uma paz mundana baseada numa satisfação egoísta das paixões, que é uma paz podre. Ele trouxe a paz (cf. Lc 2, 14; Jo 14, 27) baseada no amor de Deus acima de todas as coisas, e, por isso mesmo, os que não quiserem aceitar esse amor entrarão em desavença, mesmo no seio das famílias. Jesus não quer isso, mas permite-o ao respeitar a nossa liberdade.

 

Sugestões para a homilia

 

Eu vim trazer fogo à terra.

Fixando os olhos em Jesus

Para não vos deixardes abater pelo desânimo

 

 Eu vim trazer fogo à terra.

 

Jesus veio trazer à terra o fogo do amor de Deus. É um fogo que aquece os corações e os enche de vida. Hoje há tantos corações enregelados! Jesus quer comunicar-lhes o Seu amor e fazê-los felizes. Nós cristãos temos de encher-nos desse fogo e comunicá-lo àqueles que nos rodeiam.

O calor faz crescer plantas e animais. Também o calor do amor de Deus faz crescer as almas, enche-as de energias para oferecer a Deus as tarefas de cada dia e trabalhar para que todos O conheçam e amem. Jesus enviou o Espírito Santo, amor incriado que une o Pai e o Filho desde toda a eternidade, para ficar em nós, em nossa alma, para nos comunicar a caridade, participação do amor do próprio Deus. “O amor de Deus foi difundido em nossos corações – diz S.Paulo – pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rom 5,5)

É o amor que dá sentido à vida. É o amor que nos faz santos. Aqueles que veneramos nos altares não eram pessoas sem defeitos. Caíam e levantavam-se, uma e outra vez. Procuravam enamorar-se de Deus e assim alcançaram a perfeição.

 

 Fixando os olhos em Jesus

 

Jesus é para nós o modelo que havemos de copiar em nossa vida. Havemos de avivar o desejo de nos parecermos com Ele. Temos de fixar os olhos nEle, como diz a Carta aos Hebreus: “Estando nós rodeados de tão grande número de testemunhas ponhamos de parte todo fardo e pecado que nos cerca... fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição” (2ª leit). Os santos são essas testemunhas que nos rodeiam e nos animam, mas o modelo a copiar é Jesus. Ele veio viver a nossa vida, trabalhou na oficina de Nazaré, sujeitou-se ao sofrimento e à morte. Os santos procuraram parecer-se com Ele e por isso alcançaram a santidade. DEle receberam toda a graça; por isso Ele é o autor da sua perfeição.

Sobretudo temos de pôr os olhos em Jesus para sofrer as contrariedades da vida, para enfrentar as perseguições que atingiram os primeiros cristãos e continuam a bater à porta dos cristãos do nosso tempo.

Os cristãos têm de ser valentes, não ter medo da cruz, ser capazes de encontrar a alegria mesmo no meio dos sofrimentos. S. Lourenço, que a Igreja celebrou há poucos dias, era diácono em Roma e tinha ânsias do martírio. Foi preciso que o papa, de que era colaborador diligente, o proibisse de se expor a ser descoberto. Foi preso e condenado a ser queimado vivo numa grelha de ferro. No meio das chamas gracejava com o carrasco: – já me podes virar, porque já estou assado deste lado.

Os mártires encontravam força e alegria em Jesus e na certeza de irem vê-Lo faca a face.

 

 

 Para não vos deixardes abater pelo desânimo

 

Não podemos deixar-nos vencer pelo desânimo. Foi Jesus que disse antes de morrer: Não temais, Eu venci o mundo (Jo 16,33). Ele vence sempre porque tem todo o poder. Com Ele também nós venceremos, se O amamos, se lutamos unidos a Ele.

Vale a pena trabalhar para espalhar no mundo o amor de Deus. S.Francisco de Assis clamava: “o Amor não é amado”. Tantos andam pelo mundo atrás de bolas de sabão. Pensam que são felizes atrás das vaidades, dos prazeres terrenos, atrás das riquezas que lhes fogem das mãos. E esquecem-se do Senhor de todos tesouros e de todas as alegrias.

Temos de lhes gritar: -porque desperdiçais a vossa vida em bugigangas que não valem a pena? Porque correis atrás de sonhos vãos de felicidade? Só Cristo tem palavras de vida eterna.

“Não vos dá vontade de gritar à juventude buliçosa que vos rodeia: Loucos!, deixai essas coisas mundanas que amesquinham o coração... e muitas vezes o aviltam..., deixai isso e vinde connosco atrás do Amor?” ( S. JOSEMARIA, Caminho 790 ).

Este ano foi proclamado pelos bispos de Portugal como ano missionário Temos de encher-nos do ardor de S.Francisco Xavier e comunicar aos que nos rodeiam o fogo do amor de Jesus. Animemos os nossos migrantes a levarem aos outros países em que trabalham as riquezas da fé cristã.

Lutemos por ser santos e por levar os outros a Cristo.Com perseverança que nada faça desanimar.

“Bendita perseverança a do burrico de nora! - Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. - Um dia e outro; todos iguais. Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçania na horta, nem o jardim teria aromas. Leva este pensamento à tua vida interior.

Qual é o segredo da perseverança? O Amor. – Enamora-te. e não «O» deixarás” (Ib. 998-999).

Peçamos à Virgem nos ajude a encher-nos do amor de Seu Filho e a levá-lo aos. Outros, com valentia e sem desanimar

 

Fala o Santo Padre

 

«Se a Igreja não receber este fogo, ou se não o deixar entrar em si, tornar-se-á uma Igreja arrefecida,

ou apenas tíbia, incapaz de dar vida porque feita de cristãos frios e mornos.»

O Evangelho deste domingo (cf. Lc 12, 49-53) faz parte dos ensinamentos de Jesus, dirigidos aos discípulos ao longo da sua subida rumo a Jerusalém, onde o espera a morte na cruz. Para indicar a finalidade da sua missão, Ele serve-se de três imagens: o fogo, o batismo e a divisão. Hoje desejo falar da primeira imagem: o fogo.

Jesus exprime-a com as seguintes palavras: «Eu vim lançar fogo sobre a terra; e que quero Eu, senão que ele já se tenha ateado?» (v. 49). O fogo de que Jesus fala é a chama do Espírito Santo, presença viva e concreta em nós, a partir do dia do nosso Batismo. Ele — o fogo — é uma força criadora que purifica e renova, queima toda a miséria humana, todo o egoísmo e todo o pecado, transforma-nos a partir de dentro, regenera-nos e torna-nos capazes de amar. Jesus deseja que o Espírito Santo se propague como fogo no nosso coração, porque só começando a partir do coração o incêndio do amor divino poderá difundir-se e fazer progredir o Reino de Deus. Não começa na cabeça, mas no coração. E por isso, Jesus quer que o fogo entre no nosso coração. Se nos abrirmos completamente à ação deste fogo, que é o Espírito Santo, Ele infundir-nos-á a audácia e o fervor para anunciar a todos Jesus e a sua consoladora mensagem de misericórdia e de salvação, navegando em alto mar, sem receio.

No cumprimento da sua missão no mundo, a Igreja — ou seja, todos nós que somos a Igreja — tem necessidade da ajuda do Espírito Santo para não se deter pelo medo nem pelo cálculo, para não se acostumar a caminhar dentro de limites seguros. Estas duas atitudes levam a Igreja a ser uma Igreja funcional, que nunca corre riscos. Ao contrário, a intrepidez apostólica que o Espírito Santo acende em nós como um fogo ajuda-nos a superar os muros e as barreiras, torna-nos criativos e estimula-nos a pôr-nos em movimento para percorrer inclusive caminhos inexplorados ou desalentadores, oferecendo esperança a quantos encontramos. Mediante este fogo do Espírito Santo somos chamados a tornar-nos cada vez mais comunidades de pessoas orientadas e transformadas, cheias de compreensão, pessoas com um coração dilatado e com um semblante jubiloso. Hoje mais do que nunca há necessidade de sacerdotes, de consagrados e de fiéis leigos com o olhar atento do apóstolo, para se comover e para se deter diante das dificuldades e das pobrezas materiais e espirituais, caracterizando assim o caminho da evangelização e da missão com o ritmo purificador da proximidade. É exatamente o fogo do Espírito Santo que nos leva a tornarmo-nos próximos dos outros: das pessoas que sofrem, dos necessitados, de tantas misérias humanas, de tantos problemas, dos refugiados, dos deserdados, daqueles que sofrem. Aquele fogo que deriva do coração. O fogo!

Neste momento, penso também com admiração sobretudo nos numerosos sacerdotes, religiosos e fiéis leigos que, no mundo inteiro, se dedicam ao anúncio do Evangelho com grande amor e fidelidade, não raro até à custa da própria vida. O seu testemunho exemplar recorda-nos que a Igreja não tem necessidade de burocratas, nem de funcionários diligentes, mas de missionários apaixonados, devorados pelo ardor de anunciar a todos a palavra consoladora de Jesus e a sua graça. Este é o fogo do Espírito Santo. Se a Igreja não receber este fogo, ou se não o deixar entrar em si, tornar-se-á uma Igreja arrefecida, ou apenas tíbia, incapaz de dar vida porque feita de cristãos frios e mornos. Hoje, far-nos-á bem pensar cinco minutos e perguntar-nos: «Mas como está o meu coração? É frio, é tíbio? É capaz de receber este fogo?». Pensemos cinco minutos nisto. Fará bem a todos nós.

E peçamos à Virgem Maria que ore connosco e interceda por nós junto do Pai celestial, a fim de que Ele infunda em todos os fiéis o Espírito Santo, o fogo divino que aquece o coração e nos ajuda a ser solidários com as alegrias e os sofrimentos dos nossos irmãos. […]

    Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 14 de Agosto de 2016

 

Oração Universal

 

Jesus fala-nos e reza connosco em cada missa.

Na oração universal apresentamos com Ele ao Pai as necessidades de todos os homens.

Vamos fazê-lo cheios de fé e confiança, dizendo:

 Senhor, aumentai em nós o fogo do vosso amor

 

1-Pela Santa Igreja Católica,

para que todos vejam nela a Cristo presente entre os homens,

que nos convida a conhecer e amar a Deus, oremos ao Senhor

 Senhor, aumentai em nós o fogo do vosso amor

 

2-Pelo Santo Padre,

para que seja instrumento dócil do Espírito Santo na condução do Rebanho de Cristo

e todos vejam nele a Jesus, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai em nós o fogo do vosso amor

 

3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que se gastem generosamente ao serviço das almas

e todos saibam acolhê-los com fé e visão sobrenatural, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai em nós o fogo do vosso amor

 

4-Por todos os cristãos,

para que vivam melhor a Eucaristia de cada domingo,

e nela se encham da força e da alegria de Cristo,

que nos convida à santidade, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai em nós o fogo do vosso amor

 

5- Pelos nossos emigrantes,

para que o Senhor os proteja

e faça deles testemunhas da fé nos países onde trabalham, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai em nós o fogo do vosso amor

 

6-Pelos jovens de todo o mundo e sobretudo da nossa comunidade paroquial

para que, seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito

para renovarem o mundo, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai em nós o fogo do vosso amor

 

7-Pelo nosso Portugal,

para que encha os nossos governantes com a sabedoria de Deus

e nos dê a prosperidade e a paz, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai em nós o fogo do vosso amor

 

 

Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo, presente na Eucaristia,

fazei-nos viver unidos a Ele, na fé, na esperança, e na caridade.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Eu venho, Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o que trazemos ao vosso altar, nesta admirável permuta de dons, de modo que, oferecendo-Vos o que nos destes, mereçamos receber-Vos a Vós mesmo. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Jesus veio até nós na consagração. Vamos agora acolhê-Lo em nosso coração, pedindo que nos abrase no fogo do Seu amor.

 

Cântico da Comunhão: Nosso Pai que está no céu, A. Cartageno, NRMS 107

Sl 129, 7

Antífona da comunhão: No Senhor está a misericórdia, no Senhor está a plenitude da redenção.

Ou:    Jo 6, 51-52

Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor. Quem comer deste pão viverá eternamente.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor alimenta, F. da Silva, NRMS 23

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que neste sacramento nos fizestes participar mais intimamente no mistério de Cristo, transformai-nos à sua imagem na terra para merecermos ser associados à sua glória no Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a Palavra de Jesus, encher-nos do Seu amor e comunicá-lo a todos à nossa volta.

 

Cântico final: Eu quero viver na tua alegria, H. Faria, NRMS 11-12 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

20ª SEMANA

 

2ª Feira, 19-VIII: O que é o Bem para mim?

Jz 2, 11-19 / Mt 19, 16-22

Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se, pois tinha muitos bens.

O jovem perguntou ao Mestre: que devo fazer de bom para ter a vida eterna? (EV). Jesus respondeu que era necessário reconhecer a Deus como único Bem, o Bem por excelência e fonte de todo o bem. E o jovem retirou-se triste, pois tinha muitos bens.

O povo de Deus, esquecendo as coisas que Deus lhe tinha feito, começou a adorar outros deuses. Os sucessivos Juízes bem tentavam fazê-los demover do seu comportamento, mas voltavam sempre a cair no mesmo (LT). Adoraram os seus ídolos e caíram nos seus laços (SR). Não nos deixemos levar pelos bens enganadores e voltemo-nos para Deus.

 

3ª Feira, 20-VIII: Os frutos abundantes e bons da nossa vida.

Jz 6, 11-24 / Mt 19, 23-30

Olha que nós deixámos tudo e te seguimos. Que nos será pois concedido?

Jesus, a todo aquele que deixa tudo para o seguir, promete cem vezes mais e a vida eterna (EV). Vale a pena apreciar esta generosidade de Deus, e também aquelas coisas que constituem as riquezas de Deus.

O Anjo do Senhor aproximou-se de Gedeão e pediu-lhe que lutasse a favor do seu povo (LT). Ele deixou tudo e lançou-se ao cumprimento da vontade de Deus. Para tal contaria sempre com a ajuda do Senhor. O Senhor dará o que é bom e dará fruto a nossa terra (SR).  Em cada dia, procuremos fazer o que agrada a Deus e teremos igualmente frutos abundantes.

 

4ª Feira, 21-VIII: Dedicação às coisas de Deus.

Jz 9, 6-15 / Mt 20, 1-16

Ao sair pelas cinco horas, encontrou outros, que ali estavam e disse-lhes: Por que ficais aqui o dia inteiro inactivos?

Com a parábola da vinha, o Senhor convida-nos a trabalhar nas suas coisas (EV). Pode encontrar-nos descuidados, ociosos. Trabalhar na vinha é cuidar daquilo que se refere a Deus, aproveitar bem o tempo, que é de Deus, trabalhar em obras de apostolado. E é também participar na construção do reino de Deus na terra, melhorando as condições do local de trabalho, da vida familiar, etc. O Senhor dará o que é bom e dará fruto a nossa terra (SR).

Com a alegoria das árvores (LT), vemos que estas não estão dispostas a renunciar às suas próprias coisas. Vençamos o nosso egoísmo para nos dedicarmos a Deus e aos outros.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Celestino Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 

 


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