Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2019

 

Solenidade

 

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus te salve, claro exemplo, M. Carneiro, NRMS 81

 

Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ao evocarmos a Assunção de Nossa Senhora, sentimo-nos num ambiente festivo de Páscoa: a vitória sobre a morte e sobre tudo aquilo que é limitado e corruptível; a posse da vida em plenitude; a glorificação total, em corpo e alma, no seio de Deus.

Deste modo, a Assunção de Maria é ocasião privilegiada para Lhe entoarmos louvores e reforçarmos a nossa devoção para com Ela.

Talvez nos tenhamos muitas vezes esquecido da sua ligação a Cristo e não a veneremos e louvemos como o deveríamos ter feito.

Aproveitemos esta ocasião para, em silêncio, reflectirmos sobre as nossas falhas e peçamos perdão pelas nossas omissões.

 

Oração colecta: Senhor Nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A Arca da Aliança era para os israelitas o sinal da presença de Deus no meio do seu povo. A sua transferência para Jerusalém é, pois, feita em clima de festa. Maria, como mãe de Deus, é a Arca da Nova Aliança.

 

1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

 

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.

 

A Liturgia vê no solene e festivo transporte da Arca da Aliança de Quiriat-Iarim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico atribuído à Virgem Maria.

 

Salmo Responsorial    Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)

 

Monição: O salmo que iremos recitar evoca o encontro da Arca da Aliança por David e o seu transporte para a cidade santa. Assim aconteceu com a Virgem Mãe de Deus que, com a sua assunção, é recebida no céu e coroada de glória.

 

Refrão:     Levantai-Vos, Senhor, e entrai no Vosso repouso,

                Vós e a Arca da vossa majestade..

 

Ouvimos dizer que a Arca estava em Éfrata,

nós a encontrámos nas campinas de Jaar.

Entremos no santuário do Senhor,

prostremo-nos a Seus pés.

 

Revistam-se de justiça os Vossos sacerdotes,

Exultem de alegria os Vossos fiéis.

Por amor de David, Vosso servo,

não afasteis o rosto do Vosso Ungido.

 

O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para Sua morada.

«É este para sempre o lugar do Meu repouso,

aqui habitarei, pois o escolhi».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Esta segunda leitura fala-nos da nossa passagem para a nova vida onde receberemos um novo corpo revestido de incorruptibilidade e imortalidade.

 

1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 11, 28

 

Monição: Acolher a palavra de Jesus no íntimo do nosso coração, a fim de a pôr em prática, é a maior felicidade que podemos conceber.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1, 38). O Papa Bento XVI em Fátima, a propósito da resposta de Jesus àquela mulher do povo – «mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (v. 28) –, interpela-nos seriamente: «Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo».

 

Sugestões para a homilia

 

Maria, Mãe de Deus

Arca da nova Aliança e Mãe da Igreja

 

Maria, Mãe de Deus

A Virgem Maria, que na anunciação do Anjo recebeu Jesus no coração e no seio, e deu ao mundo a Vida, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus Redentor.

A Sagrada Escritura do Antigo e Novo Testamento, bem como a venerável Tradição mostram de modo progressivamente mais claro o papel da Mãe do Salvador. Os livros do Antigo Testamento vão progressivamente pondo em evidência a figura de uma mulher, a Mãe do Redentor.

Maria, encontra-se já profeticamente apontada nessa promessa da vitória sobre a serpente tentadora dos nossos primeiros pais. Ela é, igualmente, a Virgem que concebe e dá à luz um Filho, Jesus Cristo.

Durante toda a sua vida, Maria avançou pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz. Preservada e imune de toda a mancha da culpa original, terminado o seu curso de vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para se conformar mais com seu Filho, Senhor dos Senhores.

A Santíssima Virgem é, por isso, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus» e «Arca da nova Aliança».

 

Arca da nova Aliança e Mãe da Igreja

Assim como a Arca da Aliança, que era para Israel o sinal da presença de Deus no meio do Seu Povo, Maria, como Mãe de Deus, é a Arca da Nova Aliança. Ora, tal como a Arca da Aliança foi solenemente levada para Jerusalém, assim Maria foi introduzida triunfalmente na Jerusalém celeste e associada intimamente à vitória de Cristo sobre a morte.

Deste modo, glorificada já em corpo e alma, é venerada como «Mãe da Igreja», imagem e início da Igreja que se há-de consumar no futuro. Assim na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus, nós que ainda peregrinamos na terra, até que chegue o dia do Senhor.

Honrando a Mãe, procuremos conhecer, amar e glorificar o Filho, por quem tudo existe, a fim de melhor se cumprir os seus mandamentos. A verdadeira devoção à Virgem nossa Mãe não deve consistir numa devoção estéril e passageira, mas deve nascer da fé, pela escuta da Palavra de Deus, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes.

Ela que assistiu com as suas orações aos começos da Igreja, também agora, exaltada sobre todos os anjos e bem-aventurados, interceda, junto de seu Filho, na comunhão de todos os santos, até que todos os povos se reúnam em unidade, paz e harmonia, para glória da santíssima e indivisa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Neste dia em que toda a Igreja

exulta alegremente pela Assunção da Virgem Santa Maria,

oremos, por sua intercessão,

dizendo, com alegria:

 

Mãe de Jesus Cristo, intercedei por nós.

 

1.     Por todas as Igrejas,

para que sejam sinal de unidade e esperança

para todos os povos,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

2.     Por todos os fiéis,

para que honrando a Mãe,

procurem conhecer, amar e glorificar seu Filho,

por quem tudo existe,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

3.     Por todos os catecúmenos,

para que Nossa Senhora seja sinal de esperança segura

e de consolação, até que chegue o dia do Senhor.

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

4.     Por todas as mães,

para que Deus lhes conceda a graça

da Virgem Mãe as guardar

em toda as circunstâncias da sua vida,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

5.     Por todos nós aqui presentes,

para que Deus nos dê a graça

de sermos simples e humildes

como a Senhora nossa Mãe,

oremos, por intercessão da Virgem Maria

 

6.     Por todos aqueles que já partiram para a casa do Pai,

para que contemplem o rosto de Cristo na eternidade,

oremos, por intercessão da Virgem Maria.

     

Senhor, nosso Deus,

escutai as nossas súplicas

e ajudai-nos a encontrar no Céu a Mãe do vosso Filho,

por a ele ter sido elevada em corpo e alma.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Avé Maria, Senhora, F. da Silva, NRMS 81

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Que a comunhão do Corpo e Sangue do Senhor Jesus Cristo que vamos receber, nos ajude a venerar a nossa Mãe do Céu e, com a sua ajuda, a honrar e glorificar seu Filho muito amado.

 

Cântico da Comunhão: Como é admirável Senhor, F. dos Santos, NCT 257

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao termos participado na celebração da Assunção de Nossa Senhora, sentimo-nos num ambiente festivo e privilegiado para Lhe entoarmos louvores e reforçarmos a nossa devoção para com Ela.

Que a Senhor nos ajude a imitá-la na sua humildade e simplicidade, para seguirmos com mais fidelidade a Jesus Cristo nosso Senhor.

 

Cântico final: Avé Maria, farol do mar, Az. Oliveira, NRMS 73-74

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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