15º Domingo Comum

14 de Julho de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

cf. Salmo 16, 15

Antífona de entrada: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A tendência mais forte que sentimos dentro de nós, perante as infelicidades dos outros é fecharmo-nos no nosso egoísmo, justificando-nos ilusoriamente com algum dever civil ou religioso a cumprir.

Jesus Cristo, pela Sua vida e Palavra, indica-nos um caminho muito contrário a este modo de proceder: quando os outros estão em necessidade urgente, nada nos desculpa e dispensa de os atender.

Este é o caminho da verdadeira misericórdia que o Senhor nos indica insistentemente, nos acontecimentos de cada dia.

 

Acto penitencial

 

Quando nos é pedido um sacrifício para ajudar o próximo, somos tentamos a camuflar a nossa recusa em fazê-lo com razões que nós sabemos bem que são falsas.

Peçamos humildemente perdão desta conduta que nos afasta de Deus e prometamos sinceramente lutar para emendarmos a nossa vida.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Temos muita dificuldade em compreender e viver

    que o Amor a Deus e ao próximo está no centro da nossa vida.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Cristo: Encontramos pessoas na família, no trabalho e vizinhança

    pessoas que precisam da nossa ajuda espiritual e não lha damos.

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Senhor Jesus: Nós mesmos somos também o pobre curado por Vós,

    e não Vos temos agradecido a Vossa misericórdia para connosco.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Moisés fala ao Povo Deus, a caminho da Terra da Promissão, sobre a necessidade de observar fielmente os Mandamentos da lei de Deus.

Nós que temos a felicidade de pertencer, desde o Baptismo, ao Povo de Deus da Nova Aliança, não nos esqueçamos de pôr em prática esta verdade.

 

Deuteronómio 30, 10-14

Moisés falou ao povo, dizendo: 10«Escutarás a voz do Senhor teu Deus, cumprindo os seus preceitos e mandamentos que estão escritos no Livro da Lei, e converter-te-ás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma. 11Este mandamento que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. 12Não está no céu, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós subir ao céu, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. 13Não está para além dos mares, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós transpor os mares, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. 14Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática».

 

O texto da leitura é tirado da chamada “Aliança de Moab”, o 3º discurso de Moisés (Dt 28, 69 – 30, 20). De uma forma poética e imaginosa muito bela, o autor afirma que o conhecimento da Lei de Deus é acessível a todos, sem serem necessários muitos estudos e longas investigações. S. Paulo em Rom 10, 6-8 faz uma aplicação deste texto ao conhecimento da “palavra da fé” pregada pelos Apóstolos.

 

Salmo Responsorial    Sl 68 (69), 14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R. cf. 33)

 

Monição: O Espírito Santo coloca em nossos lábios um salmo em que, bem conscientes da nossa fragilidade, invocamos o auxílio do Senhor.

É uma oração humilde e confiante para recitarmos muitas vezes na vida, quando nos faltam as forças para fazer a vontade do Senhor.

 

Refrão:     Procurai, pobres, o Senhor

e encontrareis a vida.

 

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,

pela vossa imensa bondade respondei-me.

Ouvi-me, Senhor, pela bondade da vossa graça,

voltai-Vos para mim pela vossa grande misericórdia.

 

Eu sou pobre e miserável:

defendei-me com a vossa protecção.

Louvarei com cânticos o nome de Deus

e em acção de graças O glorificarei.

 

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,

buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.

O Senhor ouve os pobres

e não despreza os cativos.

 

Deus protegerá Sião,

reconstruirá as cidades de Judá.

Os seus servos a receberão em herança

e nela hão-de morar os que amam o seu nome.

 

Segunda Leitura

 

Monição: No texto da Carta de São Paulo aos fiéis da Igreja de Colossos — a duzentos quilómetros de Éfeso — que vai ser proclamado, S. Paulo transcreve, possivelmente, um hino em honra da divindade de Jesus Cristo que se cantava nas Igrejas dessa época.

Queremos depositar em Cristo Jesus toda a nossa confiança e honrá-l’O por uma vida fiel aos Mandamentos.

 

Colossenses 1, 15-20

15Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; 16porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. 17Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. 18Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. 19Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude 20e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.

 

O texto da nossa leitura, com um certo sabor de um hino a Cristo, condensa o ensino central desta carta do cativeiro, e é uma das belas e ricas sínteses da cristologia paulina. Em face da chamada “crise de Colossas”, em que alguns põem em causa a primazia absoluta de Cristo, colocando-o ao nível de outros seres superiores e intermédios, quer da cultura pagã, quer da cultura judaica, S. Paulo ensina peremptoriamente a mais completa supremacia de Cristo sobre toda a Criação (vv. 15-17), em virtude da sua acção criadora, e também no campo da nova Criação (vv. 18-20), em virtude da sua acção redentora, que reconcilia todas as coisas com Deus na paz.

15 “Imagem de Deus invisível”. Imagem, para um semita, não é simplesmente a figuração duma realidade, de natureza distinta, mas é, antes de mais, a exteriorização sensível da própria realidade oculta e da sua mesma essência. Assim, é afirmada a divindade de Cristo, o qual nos torna visível e tangível o próprio Deus invisível e transcendente (cf. Jo 1, 18; 14, 9-11; 2 Cor 4, 4; Hbr 1, 3). Cristo também é “o Primogénito de toda a criatura”, no sentido da sua preeminência única sobre todas as criaturas, não só por Ele existir antes de todas, não, porém, no sentido ariano de primeira criatura, mas enquanto todas foram criadas “n’Ele”, “por Ele” e “para Ele” (v.16).

19 “Toda a plenitude”, isto é, a totalidade de todos os tesouros da graça que Deus comunica aos homens depois do pecado, em ordem à reconciliação que Ele realiza pelo seu sangue da sua Cruz (v. 20). Em Col 2, 9 diz-se que em Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina”.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 6, 63c.68c

 

Monição: Aclamemos o Evangelho que para nós vai ser proclamado, com um profundo agradecimento pela Sua luz que enche o nosso espírito.

Procuremos pôr em prática os seus ensinamentos, com a certeza de esta é a melhor aclamação que lhe podemos fazer.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:

Vós tendes palavras de vida eterna.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 10, 25-37

Naquele tempo, 25levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?» 26Jesus disse-lhe: «Que está escrito na lei? Como lês tu?» 27Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». 28Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». 29Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio morto. 31Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. 32Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. 33Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. 34Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. 35No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. 36Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» 37O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».

 

29 “E quem é o meu próximo?” Jesus não explica o conceito de próximo a quem se deve amar, por meio de definições abstractas, mas duma maneira gráfica, concreta e intuitiva, dizendo como actuou uma pessoa que possuía autêntico amor ao próximo (há quem pense tratar-se dum caso real, embora se costume considerar como uma parábola, exclusiva de Lucas).

30-35 Não se identifica quem foi o homem assaltado, talvez para realçar que o amor deve ser universal: o samaritano não pára para investigar de quem se trata; o que ele sabe é que se trata de um necessitado, embora estranho, desconhecido, sendo até de supor tratar-se de um judeu inimigo, uma vez que o caso se passa na Judeia. O samaritano faz tudo o que a necessidade do desgraçado exige, cumprindo, de maneira perfeita, o amor ao próximo. O doutor da lei tinha perguntado: “quem é o meu próximo?” A história deixa ver, antes de mais, que, quando uma pessoa leva o amor no coração, esse amor já lhe fará ver quem é o próximo. “A violação do preceito do amor ao próximo não procede nunca duma falta de conhecimento sobre a sua aplicação prática, mas sim duma falta de amor” (J. Schmid). O que importa não é investigar quem é o meu próximo, como faz o doutor da lei (v. 29), mas o que é preciso é saber ser próximo, proceder como próximo; por isso, Jesus pergunta: “qual dos três se portou como próximo?” Jesus não só acaba com as barreiras de raça, nacionalidade, religião (os samaritanos estavam separados por todas estas barreiras), como também nos situa acima dos acanhados horizontes legalistas do “sacerdote” e do “levita”, que se julgavam juridicamente escusados de prestar socorro naquele caso.

37 “Vai e faz o mesmo”. Jesus insiste em que não chega saber a teoria sobre a caridade, mas que é preciso tomar atitudes concretas, como esta. Houve Padres que viram no Bom Samaritano uma figura de Cristo que veio do Céu à terra para salvar a humanidade ferida de morte por causa do pecado em que jazia, abandonada pela Sinagoga (o sacerdote e o levita). Jesus salva essa humanidade caída, e deixa-a entregue à Igreja – a estalagem (v. 34) – até quando voltar (v. 35), no fim dos tempos.

 

Sugestões para a homilia

 

• Fidelidade aos Mandamentos

Manifestam a vontade de Deus

Caminho fácil e possível

Seguindo Jesus Cristo

 

• Vivendo a misericórdia

Uma vida de Amor de Deus

Presente nas pessoas carenciadas

Jesus, o Bom Samaritano

 

1. Fidelidade aos Mandamentos

 

a) Manifestam a vontade de Deus. «Moisés falou ao povo, dizendo: «Escutarás a voz do Senhor teu Deus, cumprindo os seus preceitos e mandamentos que estão escritos no Livro da Lei, e converter-te-ás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma

Moisés exorta o Povo de Deus a fazer a vontade do Senhor que os libertou da escravidão do Egipto e os vai conduzir à Terra da Promissão.

A vontade do Senhor, manifestada nos Dez Mandamentos da Lei de Deus, é o caminho do Céu para todos nós. A primeira preocupação do cristão é sabê-los de cor. Sem os saber, como poderá cumpri-los?

Depois, é preciso meditá-los, para compreender as exigências deles em cada momento da nossa vida. Não basta o que aprendemos na Catequese, porque, desde então, a nossa inteligência desenvolveu-se, e agora precisamos de mais esclarecimentos que dêem resposta aos nossos problemas.

A Lei de Deus concretiza-se numa série de indicações concretas de conduta que correspondem às exigências da nossa natureza para o seu florescimento total.

Quando queremos usar uma máquina — automóvel, máquina de lavar a roupa, a louça, ou qualquer outra e não queremos danificá-la, para que possa continuar a servir-nos, temos necessidade de usar uma série de regras que o caderno de instruções nos indica.

Se uma pessoa, por descuido ou voluntariamente, não as respeitar, é o primeiro a ser prejudicado.

Cada um dos Mandamentos é uma exigência da nossa natureza humana a qual foi criada por Deus. Ofendemo-l’O, ao transgredir os Mandamentos, porque danificamos a obra das Suas mãos que é cada um de nós.

Deste modo, compreendemos que os santos são as pessoas mais equilibradas que conhecemos e com quem nos dá gosto viver.

Pelo contrário, o pecado deforma-nos e impede o nosso desenvolvimento saudável. Cada um de nós foi criado para viver na Verdade, na Alegria verdadeira e no Amor.

Quando uma criança mente, rouba ou faz qualquer outro desmando, sofre interiormente. A criança é naturalmente sincera e, se a forçam a mentir, sofre uma grande angústia. Depois, com o hábito, a consciência vai perdendo a sensibilidade progressivamente, até chegar a coisas de cada vez mais graves. Não se começa a ser grande criminoso de uma só vez, a não ser que se trate de uma pessoa doente.

O cumprimento da vontade de Deus tem já uma recompensa na terra: o Senhor concede-nos uma grande paz e alegria.

 

b) Caminho fácil e possível. «Este mandamento que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Não está no céu [...]. Não está para além dos mares [...]. Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática.»

A Lei de Deus é imutável. Não é como as leis humanas que estão sempre a mudar, para ser adaptarem aos vícios de caprichos das pessoas. O que hoje é considerado um crime nas leis civis, amanhã pode não o ser.

A Lei de Deus, pelo contrário é igual como o era há dois ou três mil anos e continuará a ser a mesma até ao fim do mundo.

Há, por vezes, uma certa desorientação nas pessoas, pensando que esta ou aquela exigência deixou de ser pedida.

Há leis disciplinares que a Igreja põe mudar, por causa da exigência dos tempos. Foi mudada a lei do jejum eucarístico e passou a poder celebrar-se a missa e comungar de tarde.

Se continuasse a ser exigido o jejum absoluto a partir da meia noite até à hora de comungar, quantas seriam as pessoas que poderiam comungar, com as exigências de horários de trabalho que temos hoje?

Jesus advertiu-nos contra a tentação enganosa de pensar que aqueles Mandamentos que mais nos custam podem mudar. «Ainda que passem o Céu e a terra, as Minhas palavras não mudarão.» O roubo continuará a ser mal, como a mentira, o adultério ou qualquer forma de impureza.

Fácil de cumprir. Moisés, inspirado por Deus, insiste muito na facilidade que há em cumprir esta Lei de Deus.

Pode tornar-se difícil se a pessoa em causa contraiu maus hábitos. Mas mesmo neste caso, a graça que o Senhor dá, ajuda a pessoa a vencer as más inclinações.

Como diz o texto sagrado, não é preciso, para a cumprir, passar além dos mares o subir ao Céu.

Às vezes é preciso fazer uma longa viagem à procura do tratamento de uma doença. Para cumprir os Mandamentos, não é preciso sair de casa, mas fugir das ocasiões de pecado.

Precisamos da ajuda da graça. Todas as exigências dos Dez mandamentos não passam além da lei natural e, portanto, obrigatória também para os não baptizados.

Mas é verdade que precisamos da ajuda de Deus, pela Sua graça, para perseverar na Sua amizade continuamente, porque o demónio, como diz S. Pedro, anda rugindo à nossa volta, como um leão, buscando uma presa para devorar.

 

c) Seguindo Jesus Cristo. «Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus

Jesus Cristo assumiu a nossa natureza humana, sem deixar de ser Deus, para nos resgatar da escravidão do pecado.

Mas quis também ser nosso guia no cumprimento da vontade do Pai e ensinou-os que não há outro caminho para o Céu... e quem não vai para o Céu, não fica na terra, mas vai fazer companhia ao demónio.

Diz-nos que só entrará no Reino de Deus que, fizer a vontade do Pai e faz diversas catequeses sobre os Mandamentos.

Ele é a Cabeça da Igreja — Corpo Místico de que fazemos parte, desde o Baptismo — e deve ser a cabeça a guiar toda a pessoa, não as paixões desordenadas.

Deixemo-nos guiar por Ele, acolhendo os Mandamentos, com a certeza de que Ele nunca nos engana.

Uma das tentações mais em voga é que a submissão aos Mandamentos nos faz perder a liberdade e ser infelizes.

É precisamente o contrário aquilo que nos acontece:

Aquele que resiste ao impulso ditador das suas paixões — sensualidade, preguiça, gula, soberba — é uma pessoa livre, que não se deixa escravizar.

A experiência daquele que procura a felicidade guiado pelo Inimigo foi feita já com os nossos primeiros pais a quem a serpente prometeu que seriam como deuses.

Viram-se, depois, reduzidos à mais extrema indigência. Perderam a graça santificante, com ela a amizade divina.

Tiveram de sair do paraíso terreal e arrancar à terra o sustento de cada dia com o suor do rosto.

 

2. Vivendo a misericórdia

 

a) Uma vida de Amor de Deus. «Jesus disse-lhe: “Que está escrito na lei? Como lês tu?” Ele respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo”.»

O amor é uma palavra banalizada na linguagem das pessoas dos nossos dias.

Amar parece-nos, assim, uma palavra muito fácil, porque pensamos sempre na consolação do sentimento, quando pronunciamos a palavra amor.

Na realidade, amar é muis difícil do que isso. Não se trata de experimentar um sentimento passageiro, emotivo, mas de tomar conta de toda uma vida.

• Amar é dar o coração ao nosso Deus, presente em cada pessoa que se cruza connosco pelo caminho. «o amor não é apenas um sentimento, mas deve ser entendido no sentido que o verbo «amar» tem em hebraico: «fazer o bem». Como dizia Santo Inácio de Loyola, «o amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras».[106] Assim poderá mostrar toda a sua fecundidade, permitindo-nos experimentara felicidade de dar, a nobreza e grandeza de doar-se superabundantemente, sem calcular nem reclamar pagamento, mas apenas pelo prazer de dar e servir.» (Papa Francisco, A alegria do Amor, 94).

• Amar é dar-se, sem guardar nada para si. Diante dos que amamos, só temos um direito: amar, dando-nos.

 • Amar é renunciar aos nossos projectos e desejos e enfrentar os dissabores, perigos e privações para que os outros estejam bem.

Temos, como cristãos, uma missão sublime: tornar o amor de Deus presente na sociedade: «Com o testemunho e também com a palavra, as famílias falam de Jesus aos outros, transmitem a fé, despertam o desejo de Deus e mostram a beleza do Evangelho e do estilo de vida que nos propõe. Assim os esposos cristãos pintam o cinzento do espaço público, colorindo-o de fraternidade, sensibilidade social, defesa das pessoas frágeis, fé luminosa, esperança activa. A sua fecundidade alarga-se, traduzindo-se em mil e uma maneiras de tornar o amor de Deus presente na sociedade.» (Papa Francisco, A alegria do Amor, 184).

Mas ele é também inseparável do sacrifício, porque exige renúncia aos próprios gostos e lutar contra os o egoísmo, colocando-se ao serviço dos outros.

Por isso mesmo, o amor assim entendido, é indispensável para o nosso crescimento humano e sobrenatural.

 

b) Presente nas pessoas carenciadas. «Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio morto

Também nós podemos perguntar: Quem é o meu próximo? A quem hei-de prestar ajuda?

Cristo responde com uma Parábola: É aquele que precisa de nós. Explicou com uma Parábola: «O bom Samaritano.»

Um desconhecido em dificuldade. Este é o exemplo do próximo que Jesus apresenta. «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio morto

Não é nenhum familiar, amigo ou conhecido. É simplesmente um homem, uma pessoa, mas sem rosto, sem qualquer outra nota que o identifique.

Já não tem forças para pedir ajuda, depois e ter sido tão maltratado. Está “meio-morto.”

É um risco ajudá-lo. Os ladrões podem estar ainda perto e aproveitar a ocasião para lhe fazer o mesmo.

O lugar onde localizam a Parábola era propício a sofrer assaltos, pela sua solidão. Muitas vezes, na antiguidade, as pessoas viajavam em caravanas, para evitar este risco. Quem lhe garante que, interrompida a viagem, pode sofrer o mesmo trato, enquanto está ocupado em socorrer esta pessoa?

Ajudar é isto mesmo: pôr de lado os planos e interesses pessoais. Ele vai de viagem, para os seus negócios para socorrer alguém que necessite e que talvez não vá agradecer. Não consta da Parábola a gratidão deste homem assaltado. Jesus não diz que ele agradeceu. É possível que nem tenha chegado a saber quem o livrou da morte certa.

Pretextos para não ajudar. O nosso comodismo disfarça-se de mil modos, para continuar a parecer bom a alimentar a preguiça egoísta.

Aqui Jesus aponta duas pessoas “de Igreja”, duas pessoas exemplares, segundo o nosso modo de julgar: um sacerdote e um levita.

Um Sacerdote da Antiga Lei, a quem competia realizar os actos de culto e ensinar a conduta moral.

Um levita. Originalmente, "levita" significa "descendente de Levi", que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus.

Estas duas pessoas “boas”, “santas” aos olhos do povo, não se aproximaram porque quem tocasse num pagão ficava legalmente manchado e já não poderia tomar parte nas cerimónias religiosas sem uma purificação.

Para evitar esse incómodo e cumprir religiosamente a Lei, deixavam de socorrer uma pessoa em perigo de vida. Era um legalismo

 

c) Jesus, o Bom Samaritano. «Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus

O Bom Samaritano é o próprio Jesus que nos convida a imitá-l’O.

Pôs de lado a Sua tranquilidade e os seus planos. Veio do Céu à terra para nos socorrer, depois de assaltados pelos ladrões — pelo demónio e seus sequazes — deixando-nos em risco de morte eterna.

Submeteu-Se aos nossos riscos e limitações para nos socorrer. Assumiu a nossa condição humana, excepto no pecado. Não só correu risco, mas entregou-se mesmo à morte por nós.

Curou o doente.  Jesus descreve o tratamento necessário: «Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho

Suavizou as feridas com azeite e desinfectou os ferimentos com vinho (álcool). Ajudemos a pessoas a emendar-se. Suavizemos as suas amarguras por andarem longe de Deus (azeite) e ajudemo-las a reconhecer o mal e a pôr-lhe termo (vinho): Palavra de Deus, Sacramentos e Oração. Sem isto não há cura possível.

Levou-o para um lugar seguro onde não podia ser novamente assaltado e onde seria tratado até se recuperar e poder ir para casa. Quem não vê nesta estalagem uma figura da Igreja, onde encontramos todo o “tratamento” de que precisamos?

• Caminhou a pé para o transportar á estalagem. «colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele

• Preocupou-se com a sua recuperação. «No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele

• Pagou tudo por nós. «e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’

Deseja que regressemos sãos e salvos à nossa Casa, ao Céu, de onde nos afastou o pecado.

Neste ano da misericórdia, o mundo será melhor se cumprirmos o mandato de Jesus: «Então vai e faz o mesmo».

 

Fala o Santo Padre

 

«Faço-me próximo, ou simplesmente passo ao lado? Sou daqueles que seleciono as pessoas a bel-prazer?

É bom fazer estas perguntas frequentemente, porque no fim seremos julgados pelas obras de misericórdia.»

O Senhor poderá dizer-nos: Aquele menino faminto era eu. Recordas? Era eu aquele migrante que muitos querem expulsar. Era eu aqueles avós sozinhos, abandonados nas casas de repouso. Era eu aquele doente no hospital, que ninguém vai visitar.

A liturgia hodierna propõe-nos a parábola chamada do «bom samaritano», tirada do Evangelho de Lucas (10, 25-37). Na sua narração simples e estimuladora, ela indica um estilo de vida, cujo baricentro não somos nós mesmos, mas os outros, com as suas dificuldades, que encontramos no nosso caminho e que nos interpelam. Os outros interpelam-nos! E quando os outros não nos interpelam, então algo não funciona; naquele coração alguma coisa não é cristã. Jesus utiliza esta parábola no diálogo com um doutor da lei, a propósito do duplo mandamento que permite entrar na vida eterna: amar a Deus com todo o coração e o próximo como a nós mesmos (vv. 25-28). «Sim — responde aquele doutor da lei — mas, diz-me, quem é o meu próximo?» (v. 29). Também nós podemos formular esta pergunta: quem é o meu próximo? A quem devo amar como a mim mesmo? Os meus parentes, os meus amigos, os meus compatriotas, aqueles da minha mesma religião? ... Quem é o meu próximo?

E Jesus responde com esta parábola. Ao longo do caminho de Jerusalém para Jericó um homem foi assaltado por bandidos, espancado e depois abandonado. Por aquela estrada passaram primeiro um sacerdote e em seguida um levita; não obstante tenham visto o homem ferido, eles não pararam e foram em frente (vv. 31-32). Depois passou um samaritano, ou seja, um habitante de Samaria e como tal desprezado pelos judeus porque não observante da verdadeira religião; e no entanto ele, precisamente ele, quando viu aquele pobre desventurado, «encheu-se de compaixão. Aproximando-se, atou-lhe as feridas [...] levou-o para uma hospedaria e cuidou dele» (vv. 33-34); e no dia seguinte confiou-o aos cuidados do hospedeiro, pagou por ele e disse que teria pago também tudo o resto (cf. v. 35).

Naquela altura, Jesus dirige-se ao doutor da lei e pergunta-lhe: «Qual destes três — o sacerdote, o levita, o samaritano — parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?». E ele, naturalmente — porque era inteligente — responde: «Aquele que teve misericórdia dele» (vv. 36-37). Deste modo, Jesus inverteu completamente a perspetiva inicial do doutor da lei, e também a nossa: não devo catalogar os outros para decidir quem é o meu próximo e quem não é. Depende de mim, ser ou não ser próximo — a decisão é minha — depende de mim, ser ou não ser próximo da pessoa com a qual me encontro e que tem necessidade de ajuda, mesmo que seja desconhecida, ou talvez até hostil. E Jesus conclui: «Vai, e também tu faz o mesmo» (v. 37). Uma boa lição! E repete-o a cada um de nós: «Vai, e também tu faz o mesmo», tornando-te próximo do irmão e da irmã que tu vês em dificuldade. «Vai, e também tu faz o mesmo». Praticar boas obras, não apenas pronunciar palavras que se perdem no vento. Vem-me ao pensamento uma canção: «Palavras, palavras, palavras...». Não! É preciso fazer, agir. E mediante as boas obras que praticamos com amor e alegria a favor do próximo, a nossa fé germina e dá fruto. Questionemo-nos — cada qual responda no próprio coração — interroguemo-nos: é fecunda a nossa fé? Produz boas obras a nossa fé? Ou então é bastante estéril e portanto mais morta do que viva? Faço-me próximo, ou simplesmente passo ao lado? Sou daqueles que seleciono as pessoas a bel-prazer? É bom fazer estas perguntas, e fazê-las frequentemente, porque no fim seremos julgados pelas obras de misericórdia. O Senhor poderá dizer-nos: e tu, recordas aquela vez ao longo do caminho de Jerusalém para Jericó? Aquele homem meio morto era eu. Recordas? Aquele menino faminto era eu. Recordas? Era eu aquele migrante que muitos querem expulsar. Era eu aqueles avós sozinhos, abandonados nas casas de repouso. Era eu aquele doente no hospital, que ninguém vai visitar.

Que a Virgem Maria nos ajude a caminhar pela vereda do amor, amor generoso pelo próximo, a senda do bom samaritano. Que Ela nos ajude a viver o principal mandamento que Cristo nos deixou. Este é o caminho para entrar na vida eterna.

  Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 10 de Julho de 2016

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

alarguemos os horizontes da nossa oração

a todos os filhos de Deus e a todos os homens

que procuram respostas para as suas dúvidas

e peçamos fervorosamente (cantando):

 

    Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

 

1. Para que as Igrejas do Oriente e do Ocidente, em comunhão

    descubram a plenitude do amor de Deus e permaneçam fiéis,

    oremos, irmãos.

 

    Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

 

2. Para que aqueles que não crêem em Deus, e O procuram

    O encontrem pela rectidão e sinceridade das suas vidas,

    oremos, irmãos.

 

    Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

 

3. Para que os que são roubados, espancados e maltratados,

encontrem um bom samaritano que os acolha no caminho,

    oremos, irmãos.

 

    Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

 

4. Para que as pessoas agonizantes e abandonados de todos

    unidas à Paixão redentora de Cristo, sejam purificadas,

    oremos, irmãos.

 

    Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

 

5. Para que todos nós que celebramos a Eucaristia Dominical

    recebamos de Deus a graça de O procurar e amar na vida,

    oremos, irmãos.

 

    Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

 

6. Para que todos os fieis defuntos que são ainda purificados,

    pela misericórdia de Deus, sejam hoje acolhidos no Paraíso,

    oremos, irmãos.

 

    Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

 

Senhor, Pai santo e rico em misericórdia:

dai-nos a graça de cumprir os mandamentos

que imprimistes no nosso coração que Vos ama

e não deixeis que jamais nos esqueçamos

de ver em cada homem o nosso próximo.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Jesus, o verdadeiro Bom Samaritano da Parábola, curou as nossas chagas e confiou-nos à estalagem da Igreja, para continuar a nossa recuperação até ao Céu.

Iluminou o nosso caminho com a Sua Palavra e prepara agora para nós o Alimento divino do Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, pelo ministério do sacerdote.

 

Cântico do ofertório: Subam até vós, ó Senhor, M. Luis, NCT 250

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Saudação da Paz

 

Jesus Cristo é a nossa paz e fundamento da nossa alegria, porque nos alcançou a graça da filiação divina, depois de Adão e Eva a terem perdido para todos nós.

Peçamos-Lhe nos ajude a sermos, em cada momento da vida, construtores da verdadeira paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

A Sagrada Comunhão bem feita leva-nos, gradualmente — e quase sem darmos por isso —  a uma verdadeira transformação com Jesus Cristo na vida.

Comunguemos com toda a frequência possível, nas condições que o mesmo Senhor estabeleceu: na graça de Deus, com intenção recta e com verdadeiro júbilo pela Sua vinda a nós.

 

Cântico da Comunhão: A semente é a Palavra de Deus, C. Silva, NCT 256

Salmo 83, 4-5

Antífona da comunhão: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

 

Ou

Jo 6, 57

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Deus connosco, Deus em nós, F. Silva, NRMS 49

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Nos caminhos que vamos percorrer durante a semana, não nos esqueçamos de proceder como o bom samaritano para com todos os feridos que encontramos na nossa passagem.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1(II)

 

 

Homilia FeriaL

 

15ª SEMANA

 

2ª Feira, 15-VII: O seguimento de Cristo e a Cruz.

Ex 1, 8-14. 22 / Mt 10, 34- 11, 1

Quem não toma a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.

Como afirma o próprio Senhor devemos convencer-nos que o primordial da vocação do cristão é o seguimento de Jesus (EV). Este seguimento exige uma conversão constante que, por sua vez, está ligada à luta interior: Não penseis que eu tenha vindo trazer a paz à Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada (EV).

 O povo de Deus, exilado no Egipto, sofreu imenso, devido às medidas do novo faraó: trabalhos mais duros e o lançamento ao rio de todos os filhos que nascessem (LT). Mas o Senhor ajudou: Salvámos a vida e ficámos livres (LT).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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