13º Domingo Comum

30 de Junho de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

cf. Salmo 46, 2

Antífona de entrada: Louvai o Senhor, povos de toda a terra, aclamai a Deus com brados de alegria.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! É este anúncio feliz que encontra eco na celebração deste Domingo. Livres e libertos, só assim o Senhor pode encontrar homens e mulheres que O sigam, sem reservas nem condições. A nós que hoje nos reunimos, libertando-nos do peso do quotidiano e da escravidão dos afazeres que nos sufocam, a nós o Senhor nos examina de novo quanto à nossa liberdade... Vamos escutá-lo e celebrar a sua Páscoa de liberdade.

 

Ato Penitencial

 

Porque nos prendem as ocupações do tempo presente,

Senhor, tende piedade de nós!

 

Porque nos prendem os laços familiares e as opiniões sociais,

Cristo, tende piedade de nós!

 

Porque nos entregamos «a meias», sem uma decisão firme e total,

Senhor, tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Senhor, que pela vossa graça nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Eliseu levantou-se e seguiu Elias. A pronta disponibilidade no seguimento do Senhor.

 

1 Reis 19, 16b.19-21

Naqueles dias, disse o Senhor a Elias: 16b«Ungirás Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meola, como profeta em teu lugar». 19Elias pôs-se a caminho e encontrou Eliseu, filho de Safat, que andava a lavrar com doze juntas de bois e guiava a décima segunda. Elias passou junto dele e lançou sobre ele a sua capa. 20Então Eliseu abandonou os bois, correu atrás de Elias e disse-lhe: «Deixa-me ir abraçar meu pai e minha mãe; depois irei contigo». Elias respondeu: «Vai e volta, porque eu já fiz o que devia». 21Eliseu afastou-se, tomou uma junta de bois e matou-a; com a madeira do arado assou a carne, que deu a comer à sua gente. Depois levantou-se e seguiu Elias, ficando ao seu serviço.

 

O gesto com que Elias chama Eliseu como seu continuador na missão profética – “Lançou sobre ele a sua capa” (v. 19) – era deveras expressivo para um semita: a veste considerava-se como parte da personalidade. Elias, ao atirar o seu manto para cima de Eliseu agregava-o à sua própria missão divina de intrépido defensor do javismo. E este gesto foi decisivo para Eliseu; deixa definitivamente a sua vida de proprietário agricultor, a fim de seguir o mestre. O seu carácter firme e generoso ficou patente na atitude decidida de queimar (v. 21) os instrumentos de trabalho. No entanto, Elias permite ao seu discípulo ir abraçar o pai e a mãe (v. 20), mas, no Evangelho de hoje, vê-se como aquele que quer ser discípulo de Jesus não pode por qualquer restrição (cf. Lc 9, 61-62).

 

Salmo Responsorial    Sl 15 (16), 1-2a.5.7-11 (R. cf. 5a)

 

Monição: O salmo 15 lembra que Deus paga com abundância aos que O seguem.

 

Refrão:     o senhor é a minha herança.

 

Guardai-me, Senhor, Vós sois o meu refúgio!

Digo ao meu Deus: «Vós sois o meu bem!

Sois Vós, Senhor, a parte da minha herança,

está nas Vossas mãos o meu destino».

 

Exaltarei o Senhor que me guia e me conduz,

que até de noite me adverte o coração.

O Senhor está sempre na minha presença,

com Ele a meu lado não vacilarei.

 

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta;

repousa tranquilo todo o meu corpo.

Ele não me entregará às mãos da morte,

nem deixará o Seu servo conhecer a corrupção.

 

Ele me apontará o caminho da vida;

a seu lado viverei na plenitude da alegria.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A liberdade. Conceito que São Paulo liga ao da caridade.

 

Gálatas 5, 1.13-18

Irmãos: 4, 31bFoi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. 5, 1Portanto, permanecei firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão. 13Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Contudo, não abuseis da liberdade como pretexto para viverdes segundo a carne; mas, pela caridade, colocai-vos ao serviço uns dos outros, 14porque toda a Lei se resume nesta palavra: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». 15Se vós, porém, vos mordeis e devorais mutuamente, tende cuidado, que acabareis por destruir-vos uns aos outros. 16Por isso vos digo: Deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os desejos da carne. 17Na verdade, a carne tem desejos contrários aos do Espírito e o Espírito desejos contrários aos da carne. São dois princípios antagónicos e por isso não fazeis o que quereis. 18Mas se vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sujeitos à Lei de Moisés.

 

4, 31 “Foi para a liberdade…”, que a nossa tradução adjectivou: “a verdadeira” (um adjectivo que não aparece no texto original), isto é, para a liberdade que procede da Redenção. Cristo liberta-nos do pecado e do erro e também das prescrições da Antiga Lei mosaica (v. 18), dumas normas rituais e jurídicas que deixam de ter sentido para quem já foi redimido pelo Sangue de Jesus, pois eram prescrições preparatórias, “o pedagogo” que levava a Cristo (cf. Gal 3, 24). Certamente que S. Paulo não está a considerar aqui aquelas prescrições que correspondem à lei moral natural. “Não abuseis da liberdade como pretexto…” (v. 13): a liberdade não é permissivismo moral, nem libertinagem, não é estar livre de normas, de compromissos, para o bem e para a verdade. É-se livre para, por si próprio, responsavelmente, escolher a Verdade e o Bem, isto é, para amar e servir a Deus, em cuja posse está a felicidade autêntica. Fazer o mal é sinal de que se é livre, mas então usa-se a liberdade para se tornar escravo do mal. A liberdade não se basta a si mesma, pois é-se livre para alguma coisa: a liberdade precisa dum rumo, dum norte, dum compromisso, senão está-se à mercê do egoísmo, do comodismo, da preguiça, da sensualidade, etc., isto é, de todas as más tendências da nossa natureza caída, dos apetites desordenados da natureza ferida pelo pecado original, daquilo que S. Paulo aqui chama “a carne, os desejos da carne” (vv. 13.16.17). Esse rumo ou norte para a liberdade é o amor (“a caridade”, v. 13), que nos leva a servir os outros sem nos sentirmos escravizados; e é “o espírito” (v. 16), quer no sentido de o Espírito Santo, (assim a Neovulgata, seguida pela tradução litúrgica, que usa a maiúscula), quer no sentido de o homem novo, regenerado pela graça, na nossa condição de “filhos adoptivos de Deus” (daí o espírito com minúscula na edição da Vulgata).

18 “Não estais sujeitos à Lei”, isto é, não estais sob o regime da Lei de Moisés, mas no regime da graça que não só não nos tem sujeitos às prescrições judaicas, como também faz com que as próprias normas morais da Lei não nos tirem a liberdade, pois a graça nos conduz sem violência segundo desejos do Espírito.

 

Aclamação ao Evangelho        1 Sam 3, 9; Jo 6, 68c

 

Monição: O Evangelho recorda-nos que Jesus tomou a decisão de se dirigir a Jerusalém. É o início do caminho para a Cruz e para a Ressurreição.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Falai, Senhor, que o vosso servo escuta.

Vós tendes palavras de vida eterna.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9, 51-62

51Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém e mandou mensageiros à sua frente. 52Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem. 53Mas aquela gente não O quis receber, porque ia a caminho de Jerusalém. 54Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus: «Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?» 55Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os. 56E seguiram para outra povoação. 57Pelo caminho, alguém disse a Jesus: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». 58Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». 59Depois disse a outro: «Segue-Me». 60Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». 61Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». 62Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».

 

É aqui (neste v. 51) que começa a segunda parte do ministério de Jesus, com a grande viagem para Jerusalém (Lc 9, 51 – 19, 28), muito mais extensa que nos Sinópticos, pois engloba quase 10 capítulos e com vários relatos exclusivos do III Evangelho.

52 “Samaritanos”. Procediam da mistura de israelitas com colonos assírios mandados para a Samaria por Sargão II, em substituição dos exilados após o fim do Reino do Norte com a queda de Samaria em 721. A sua religião era híbrida, pois, embora admitissem o Pentateuco, tinham certas práticas supersticiosas e não aceitavam o Templo de Jerusalém como único santuário para a oferta dos sacrifícios. Havia uma grande incompatibilidade com os judeus que ainda hoje se mantém, embora os samaritanos tendam a desaparecer (não chegam a um milhar).

57-62 Lucas é o Evangelista que mais põe em relevo a radicalidade do seguimento de Cristo. “Lançar as mãos ao arado” é dedicar-se a trabalhar no Reino de Deus. “Olhar para trás” é a falta de decisão, como também o cálculo humano para avaliar com mera visão humana o valor do que se deixa. Quando Deus chama, não se pode olhar para trás, tem que se ser fiel e leal a Deus, que nos confia uma missão insubstituível no seu Reino.

 

Sugestões para a homilia

 

1. A vida está cheia de vitórias e derrotas

2. Batalha da fé

 

 

1. A vida está cheia de vitórias e derrotas

 

A vida está cheia de vitórias e derrotas. Mas o que enobrece o homem não é a soma das vitórias nem o aplauso das multidões, mas sim as batalhas que se escolhe para travar.

E quando não se aprende também a perder, não se merece ganhar! Quando o adversário passa a inimigo, quando queremos eliminar quem pensa diferente, ou pedimos o “fogo do céu” para quem não nos recebe, estamos a perder.

Porque as grandes batalhas não se fazem contra os outros, e sim contra o mal. Este mal que se aloja no coração dos homens, que cega o nosso olhar e nos impede de ver os outros como irmãos de um mesmo projeto e destino, que transforma o efémero em absoluto e esvazia a alma.

As verdadeiras “batalhas” são sempre em favor dos homens. O importante é todos sermos vencedores. Vencedores da morte e dos seus laços que sufocam os nossos sonhos; da ignorância e da alienação, que persistem como armas de quem usa o poder para dominar e explorar; da indiferença e da ingratidão que matam as almas antes do tempo.

 

 

2. Batalha da fé

 

Hoje como outrora, sempre arranjamos desculpas para não nos comprometermos com Cristo, seja em que circunstâncias da vida for! Aliás, há a ideia de que isso de se comprometer com Cristo é coisa para padres e freiras! Também é, claro! Mas não só! Por vezes, fica-se também com a sensação de que isso de se «comprometer com Deus» é um extra na nossa vida, pois que há quem diga até que «tem mais que fazer».

Talvez fosse mais honesto termos a coragem de assumir, de uma vez por todas, o nosso «não» rotundo a Cristo, em vez de andarmos a mitigar as coisas com desculpas, meias verdades, meios não querer, meios nem sim nem sopas! Quase parece ser uma estirpe nova de xenofobia, este nosso modo de ser e agir: só porque se trata de Cristo, já nem se quer falar!

O que o Senhor Jesus hoje faz é confrontar-nos exatamente com o nosso egoísmo e autossuficiência. Estes são sentimentos e atitudes a abolir de uma vez por todas, para podermos ouvir a sua voz. Claro que já percebemos bem, e há muito tempo, que isso de seguir a Cristo não é «coisa de padres e de freiras»; já percebemos, há muito mesmo, que temos tempo para as coisas de Deus e da Igreja e muitas mais… só que não estamos para aí virados; e sabemos, mais que perfeitamente, que Deus não é um extra na nossa vida!

Seja hoje oportunidade para um recomeço comprometido com Deus numa vida livre e libertadora.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos caríssimos, ao Senhor nosso Deus e nosso Pai, que nos chama à verdadeira liberdade, e supliquemos confiadamente, dizendo:

 

R. Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

1.     Para que o Papa Bento XVI e os bispos a ele unidos,

exerçam com alegria o seu ministério de profetas,

em favor do povo santo de Deus. Oremos ao Senhor.

 

2.     Para que Deus guie os governantes na sua missão

e especialmente acompanhe Portugal

na presidência da comunidade europeia. Oremos ao Senhor.

 

3.     Para que os tempos livres sejam vividos,

como tempo de graça, na escuta de Deus

e no serviço aos outros. Oremos ao Senhor.

 

4.     Para que Deus nos faça entender o sentido da liberdade,

nos dê a todos o gosto de amar e de servir

e dê aos defuntos a vida feliz no paraíso. Oremos ao Senhor.

 

P- Concedei, Senhor, a todos os fiéis a graça de se deixarem conduzir pela luz do vosso Espírito, para que se mantenham tolerantes e pacíficos, num mundo inclinado à violência, e sigam a Cristo, pobre e humilde, com alegria, desprendimento e confiança. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai Senhor e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que assegurais a eficácia dos vossos sacramentos, fazei que este serviço divino seja digno dos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor ...

 

Santo: J. Duque, NRMS 21

 

Monição da Comunhão

 

Não são os laços da carne que dão sentido e dimensão a este gesto da Paz. São os vínculos gerados pelo Espírito que nos unem na comunhão da mesma fé.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós Senhor está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 102, 1

Antífona da comunhão: A minha alma louva o Senhor, todo o meu ser bendiz o seu nome santo.

 

Ou

cf. Jo 17, 20-21

Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim, para que sejam em Nós confirmados na unidade e o mundo acredite que Tu Me enviaste.

 

Cântico de acção de graças: Povos batei palmas, C. Silva, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Concedei-nos, Senhor, que o Corpo e o Sangue do vosso Filho, oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão, nos dêem a verdadeira vida, para que, unidos convosco em amor eterno, dêmos frutos que permaneçam para sempre. Por Nosso Senhor ...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com o convite "segue-me", Jesus não só repete aos seus discípulos: toma-me como modelo, mas também: compartilha a minha vida e as minhas opções, vive juntamente comigo a tua vida por amor a Deus e aos irmãos. Assim, Cristo abre à nossa frente o "caminho da vida"».

 

Cântico final: Somos testemunhas de Cristo, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

13ª SEMANA

 

2ª Feira, 1-VII: Como seguir o Senhor.

Gen 18, 16-33 / Mt 8, 18-22

Se encontrar cinquenta justos na cidade de Sodoma, perdoarei por causa deles a toda essa terra.

Aproximaram-se de Jesus dois homens dispostos a segui-lo, mas com condições (EV) e não conseguiram. Como seguir o Senhor? Fazendo um esforço por ser seus imitadores, seguindo os seus exemplos, sendo mais generosos, não regateando os seus pedidos em cada dia.

Abraão acreditou em Deus e foi aprendendo a misericórdia do Senhor pelos homens. Ao ouvir o que Deus pensava dos maus comportamentos dos habitantes das cidades de Sodoma e Gomorra, pediu-lhe que poupasse os justos que nela houvesse e Deus compadeceu-se de todos (LT). Ele é clemente e compassivo, não nos trata como as nossas ofensas merecem (SR).

 

3ª Feira, 2-VII: Com o olhar posto no Senhor.

Gen 19, 15-29 / Mt 8, 23-27

Disse-lhes Jesus: por que estais assustados, homens de pouca fé?

Apesar do convívio habitual com Jesus, para quem nada é impossível, os discípulos ficam assustados com a agitação das ondas do Lago (EV). Se temos Jesus mais presente no nosso dia, através da oração, ficaremos unidos a Ele e manter-nos-emos firmes no nosso caminho. Se deixarmos de olhar para Ele, assustamo-nos com as dificuldades.

A mulher de Lot não confiou nas palavras do Anjo do Senhor, olhou para trás e transformou-se numa estátua de sal (LT). No nosso dia tenhamos os olhos postos no Senhor, especialmente da sua presença no Sacrário: Diante dos meus olhos está o vosso amor (SR).

 

4ª Feira, 3-VII: S. Tomé: O poder da fé.

Ef 2, 19-22 / Jo 20, 24-29

Jesus disse a Tomé: Chega aqui o dedo e vê as minhas mãos, aproxima a tua mão e mete-a no meu lado.

Tomé teve a sorte de encontrar Jesus ressuscitado e poder afirmar que Ele estava vivo. Mas Nosso Senhor louva a fé dos que não o viram: Felizes os que acreditam sem terem visto (EV). Também ele edificou sua vida sobre Cristo, que é a pedra angular (LT). Na sua vida procurou cumprir o mandato do Senhor: ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho (SR). E assim, pode chegar até à Índia, segundo a Tradição.

Todos podemos construir a nossa vida para edificarmos um templo do Espírito Santo. É essa a recomendação de S. Paulo (LT), e anunciar a Boa Nova junto dos nossos conhecidos.

 

5ª feira, 4-VII: A fé e a generosidade.

Gen 22, 1-19 / Mt 9, 1-8

Toma o teu filho, que tanto amas, e vai à terra de Moriá. Aí o hás-de oferecer em holocausto.

A grande fé e esperança de Abraão fazem com que ele esteja disposto a sacrificar o seu filho único, apesar de muito o amar (LT). Neste sacrifício está um anúncio do sacrifício de Cristo, que leva a sua cruz às costas até ao Calvário. Abraão tem uma fé grande acompanhada de uma grande generosidade. Invoquei o nome do Senhor: salvai a minha vida (SR).

Uma falta de fé faz com que os presentes deem mais importância à cura do paralítico do que ao perdão dos seus pecados, mas Jesus louva a fé dos que levaram o paralítico até junto dEle (EV). Se lá estivéssemos a qual daríamos mais importância?

 

6ª feira, 5-VII: A fé e a qualidade do sacrifício.

Gen 23, 1-4. 19; 24, 1-8. 62-67 / Mt 9, 9-13

Ide aprender o que isto significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício.

Jesus recorda aqui a palavra do profeta Oseias: Eu prefiro a misericórdia ao sacrifício (EV). O único sacrifício perfeito é o que Cristo ofereceu na Ceia em total oblação ao Pai e para nossa salvação Se nos unirmos ao seu sacrifício também podemos fazer da nossa vida um sacrifício. É o que devemos procurar fazer, unindo-nos ao sacrifício da Missa, pedindo para termos os mesmos sentimentos de Cristo, enquanto fazemos os nossos trabalhos.

Como consequência da sua fé, Abraão ofereceu a sua vida em oblação a Deus e Deus abençoou-o: Já era velho e o Senhor em tudo o havia abençoado (LT).

 

Sábado, 6-VII: A fé em Cristo e os seus frutos.

Gen 27, 1-5. 15-29 / Mt 9, 14-17

Mas deita-se vinho novo em odres novos, e ambas as coisas se conservam.

A vinda de Cristo à terra, e a sua mensagem, são como o vinho novo, que exige um recipiente novo (EV). A Igreja recebe esta mensagem e está atenta para que o vinho bom não se estrague, isto é, que as verdades de fé e da moral não se alterem ao sabor das modas. Cada um de nós é igualmente um recipiente novo, que recebe a graça de Deus e as verdades da fé, procurando defendê-las da agressividade do relativismo e do secularismo.

Isaac abençoa o filho que lhe vai suceder para que haja frutos abundantes, e todas as nações o sirvam e todos os povos se prostrem a seus pés (LT). Assim nos abençoe Deus.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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