Sagrado Coração de Jesus

DM de or. pelos sacerdotes

28 de Junho de 2019

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Sagrado Coração de Jesus Redentor, F. Silva, NRMS 93

Salmo 32, 11.19

Antífona de entrada: Os pensamentos do seu coração permanecem por todas as gerações para libertar da morte as almas dos seus fiéis, para os alimentar no tempo da fome.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança; e saiu imediatamente sangue e água” Jo.19, 34.

Celebramos este amor infinito de Deus que se torna visível no Coração do Redentor, o Bom Pastor, totalmente despojado de Si e entregue por nós e a nós.

Celebramos a nossa profunda gratidão para com o Filho de Deus e acolhemos inteiramente esse amor que transforma a nossa vida, a ponto de nos darmos a Deus de forma inteira e total, e de evangelizarmos com os sinais eficazes do amor, tradução da presença de Cristo em nossa vida.

Nesta solenidade somos convidados a orarmos pela santificação dos bispos, padres e diáconos. Nunca deixemos os nossos pastores sozinhos. Caminhemos com eles na oração, na ajuda, na compreensão e na amizade que dinamiza o apostolado, dá alegria de servir e robustece nas provações.

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que ao celebrar a solenidade do Coração do vosso amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos vossos dons. Por Nosso Senhor...

 

ou

 

Deus de bondade, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor, fazei que, prestando-Lhe a homenagem fervorosa da nossa piedade, cumpramos também o dever de uma digna reparação.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Coração de Cristo vigia, busca, procura, cuida, reúne, apascenta, vela em densidade elevada cada um de nós.

 

Ezequiel 34, 11-16

11Eis o que diz o Senhor Deus: «Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas e hei-de encontrá-las. 12Como o pastor que vigia o rebanho, quando estiver no meio das ovelhas que andavam tresmalhadas, assim Eu cuidarei das minhas ovelhas, para as tirar de todos os sítios em que se desgarraram num dia de nevoeiro e de trevas. 13Arrancá-las-ei de entre os povos e as reunirei dos vários países, para as reconduzir à sua própria terra. 14Apascentá-las-ei nos montes de Israel, nas ribeiras e em todos os lugares habitados do país. Eu as apascentarei em boas pastagens e terão as suas devesas nos altos montes de Israel. Descansarão em férteis devesas e encontrarão pasto suculento sobre as montanhas de Israel. 15Eu apascentarei o meu rebanho, Eu o farei repousar, diz o Senhor Deus. 16Hei-de procurar a ovelha que anda perdida e reconduzir a que anda tresmalhada. Tratarei a que estiver ferida, darei vigor à que andar enfraquecida e velarei pela gorda e vigorosa. Hei-de apascentar com justiça».

 

O texto é tirado da 3ª e última parte do livro de Ezequiel (Ez 33 – 48), um conjunto de oráculos de esperança e de renovação após a destruição de Jerusalém em 587. Depois de ter censurado os maus pastores – os dirigentes de Israel, reis e sacerdotes – que tinham levado o povo à ruína e ao desterro (vv. 1-10), o profeta anuncia que agora vai ser o próprio Deus a dirigir o seu povo, sem mais intermediários. Esta profecia tem o seu pleno sentido em Jesus Cristo. Ele é Deus que vem cuidar de cada uma das suas ovelhas (cf. Jo 10, 1-16): “Eu apascentarei o meu rebanho” (v.15). “Hei-de procurar a ovelha que anda perdida” (v. 16; cf. Lc 15, 4-7 no Evangelho de hoje).

 

Salmo Responsorial    Sl 22 (23), 1-6 (R. 1)

 

Monição: Nada nos pode faltar porque o amor de Cristo é mais forte do que a morte e de que todo o pecado.

 

Refrão:     O Senhor é meu pastor:

nada me faltará.

 

O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:

o vosso cajado e o vosso báculo

me enchem de confiança.

 

Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários;

com óleo me perfumais a cabeça

e meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo dá a vida por cada um de nós. Que surpreendente e maravilhoso é o nosso Deus! Resta-nos a nossa configuração com Ele, o júbilo e a glória.

 

Romanos 5, 5b-11

Irmãos: 5O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 6Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. 7Dificilmente alguém morrerá por um justo; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. 8Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. 9E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito maior razão seremos por Ele salvos da ira divina. 10Se, na verdade, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito maior razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação.

 

São Paulo pretende fazer ver que o amor de Deus garante ao homem justificado a firmeza da esperança da salvação eterna. Esta esperança é certa, não ilusória. Eis é o raciocínio do Apóstolo: se “quando éramos ainda pecadores” (v.8) e “inimigos” de Deus (v. 10) – antes da conversão –, recebemos a graça da justificação, como é que não havemos de estar seguros “agora que fomos justificados” (v. 9) e “reconciliados” v. 10)? “Com muito maior razão” (vv. 9 e 10) “seremos por Ele salvos da ira divina” – à hora do juízo –, quando os pecadores forem condenados. “Seremos salvos pela Sua vida” (v. 10), isto é, em virtude da vida de Cristo ressuscitado, ao aparecermos diante dele como santos, reconciliados e redimidos por Ele.

5 Ver nota da II Leitura da festa da SS. Trindade deste ano C (atrás).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 11, 29ab

 

Monição: Só poderemos compreender e saborear um pouco deste amor de Deus, tão grande e insondável, pela fé grata, orante, fraterna e vivida. Na verdade se compreendêssemos o amor de Deus por nós, morreríamos de amor.

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 35

 

Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,

e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 15, 3-7

Naquele tempo, 3disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola: 4«Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? 5Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros 6e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. 7Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento».

 

A parábola da ovelha perdida manifesta graficamente o desejo que Deus tem da salvação de todos os pecadores, expresso naquele ir à procura da ovelha perdida, deixando “as noventa e nove no deserto” (v. 4), e na festa com os amigos e vizinhos para celebrar o regresso (v. 6). A realidade, porém, supera incomensuravelmente a parábola, pois não deixava de haver interesse e vantagem pessoal para o pastor que recupera um bem perdido, ao passo que Deus se regozija por puro amor gratuito e desinteressado; mais ainda, a busca da ovelha perdida – do pecador – custou a Jesus Cristo a máxima humilhação e dor, os tormentos indescritíveis da sua Paixão e Morte!

7 “Haverá mais alegria no Céu”. Isto não significa que Deus subestime a perseverança dos justos. De modo nenhum! Mas Jesus apenas quer pôr em evidência como Deus aprecia a conversão de um pecador e como Ele nos quer aliciar ao arrependimento e à confiança mais absoluta na misericórdia do seu Coração, que perdoa sempre, por maiores e mais numerosos que possam ser os nossos pesados. E Ele não se limita a esperar o nosso regresso, mas adianta-se, e anda à nossa procura.

 

Sugestões para a homilia

 

Contemplar o Coração de Cristo.

Entrar no Coração de Deus.

Ser coração na frieza do mundo.

 

Contemplar o Coração de Cristo.

Disse Jesus a Santa Margarida: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até se esgotar e se consumir, para lhes testemunhar seu amor”. Na verdade este Coração traduz a pessoa toda de Cristo, o seu amor incondicional por todos nós. Traduz não só as dimensões afetivas do amor, mas tudo o que o amor supõe de verdade, de justiça, de coerência e sobretudo de dar-se inteiramente. Por isso S. João nos revela este Coração, o dar-se totalmente. E São Lucas partilha connosco a pessoa do Bom Pastor que procura e sente alegria em encontrar cada homem e cada mulher. E a alegria desse encontro enche o céu.

E a Palavra de Deus, para hoje, fala nesse doar-se constante e permanente que implica a vontade e a inteligência, a ternura e a misericórdia. Desde a primeira leitura até ao evangelho: vai em busca, vigia, cuida, procura, conduz, reúne, apascenta, faz descansar, faz repousar, reconduz, trata, cuida, dá vigor, vela. Ou, conduz a prados verdejantes, a águas refrescantes, guia por sendas direitas, dá segurança, apoio, confiança, prepara a mesa, perfuma, oferece a bondade e a graça. Ou, derrama seu amor nos nossos corações, morre por nós, justifica-nos com o seu sangue, salva-nos, reconcilia-nos, glorifica-nos. Ou, deixa noventa e nove e parte à procura de uma só, é infatigável, encontra, põe-nos em seus ombros com alegria, alegra-se e convida à alegria pelo encontro, estende a alegria ao céu inteiro.

 

Entrar no Coração de Cristo.

Precisamos de entrar neste coração sempre aberto, disponível, voltado em toda a sua vida para nós, e escrito eloquentemente na paixão e na cruz. Perceber e entrar no coração de Cristo significa não ter medo da cruz e das suas consequências. Este entrar significa assumir a mesma atitude, o mesmo projeto a mesma intensidade de amar e se doar.

Entrar neste coração significa ver as coisas com profundidade e despojar-se de todo o interesse pessoal para só querer o que Deus quer e O servirmos na humildade, simplicidade e compromisso.

Entrar neste coração significa assumir a mesma paixão de Cristo por cada homem e cada mulher, pelos pobres, os doentes e sobretudo os pecadores. Não podemos perseguir os pecadores, mas procurá-los, encontrá-los e trazê-los, se for necessário aos ombros (vós os fortes deveis suportar os mais fracos).

A grande missão deste coração é encontrar os pecadores e sentir alegria dos que regressam a casa. E todos saborearem a presença, o carinho do Pai e de experimentar a Sua alegria por cada filho.

 

Ser coração na frieza do mundo.

Desde há muito tempo que santos, profetas, fenómenos místicos e sinais da sociedade nos foram revelando a necessidade do verdadeiro amor e da misericórdia. Na frieza do mundo e de tantos corações sem vida, anémicos, desalentados, amargurados e ressentidos há um apelo a uma necessária cadeia e onda de amor verdadeiro que venha curar, renovar, dinamizar tudo e todos.

Este amor propõe-nos deixar os nossos círculos de segurança, de comodidade, das nossas certezas sem abertura à novidade de Deus. E enquanto houver descriminação, miopias e sectarismo é difícil permanecer o amor. A Igreja faz-se e constrói-se no amor. E o amor é que é o sólido apostolado: “Se vos amardes uns aos outros o mundo acreditará que sois meus discípulos”. É urgente este amor, ser coração no coração de Cristo, num mundo violento, fanático, inumano. Os inocentes são a muralha mais forte que fazem frente a esta violenta tempestade de ódio, vingança e fanatismo. E todos os que amam a Deus e aos irmãos impedem que o inferno alastre sobre a terra.

Por isso se torna necessário não deixar morrer a devoção ao Coração de Cristo, às primeiras sextas-feiras, à oração eucarística forte, constante e central na vida das comunidades e na vida pessoal. Acreditar nestas propostas de pastoral e de renovação, que nos educam no amor verdadeiro a Deus e aos irmãos: “Como eu vos amei, que também vós vos ameis uns aos outros” (João 13, 34). Este amor nos liga às pessoas e ao mundo. Este amor nos ensina a sair de nós próprios, das nossas preocupações e a mergulhar nas necessidades das pessoas e do mundo. Tal vínculo permite que Cristo nos revele Seu Amor. Assim nos apaixonamos! E nada há de mais belo, de autêntico e de revolucionário que um coração apaixonado!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

O amor do Coração de Cristo

revelou-se plenamente na Cruz.

Elevemos as nossas súplicas ao Redentor,

dizendo (ou: cantando), com toda a confiança:

 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Ou: Rei de bondade, tende compaixão de nós.

Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

1. Pela Igreja, que nasceu na Cruz de Cristo,

para que seja Esposa santa e imaculada

e ensine os homens a contemplar o Redentor,

oremos.

 

2. Pelos bispos, presbíteros e diáconos,

para que anunciem, com a palavra e com a vida,

as insondáveis riquezas de Cristo,

oremos.

 

3. Pelas vítimas da violência e da injustiça,

para que as palavras de Jesus ao expirar

lhes ensinem a grandeza do perdão,

oremos.

 

4. Pelos idosos, pelos doentes e moribundos,

para que sintam que Deus nos trata como filhos,

nos toma em seus braços e nos atrai ao seu amor,

oremos.

 

5. Pelos membros do Apostolado da Oração,

para que, orando, sejam conduzidos pelo Espírito

e entre eles cresça a amizade e a ajuda mútua,

oremos.

 

Jesus Cristo, nosso Redentor,

que nos abristes as fontes da salvação,

fazei que, olhando para Vós,

trespassado no madeiro,

descubramos as dimensões do vosso amor.

Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do Teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para o inefável amor do Coração do vosso Filho e fazei que a nossa oferenda Vos seja agradável e sirva de reparação pelos nossos pecados. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

O Coração de Cristo, fonte de salvação

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo, nosso Senhor.

Elevado sobre a cruz, com admirável amor deu a sua vida por nós e do seu lado trespassado fez brotar sangue e água, donde nasceram os sacramentos da Igreja, para que todos os homens, atraídos ao Coração aberto do Salvador, pudessem beber com alegria nas fontes da salvação.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Monição da Comunhão

 

Senhor torna o meu coração semelhante ao teu cheio de mansidão, de paz e de vida.

Obrigado porque nunca desistes de mim. Obrigado pela beleza e intensidade do teu amor que experimento no perdão e na misericórdia que me ofereces. Obrigado pelos sacerdotes que ofereces à tua Igreja, que eles se pareçam contigo.

Faz com que eu te ame sempre e cada vez mais, sem medo da entrega, da cruz. Faz com que te ame nos irmãos que vejo, que procuro ou naqueles que me procuram.

 

Cântico da Comunhão: Saboreai como é bom, M. Carneiro, NRMS 93

Jo 7, 37-38

Antífona da comunhão: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor. Se alguém acredita em Mim, do seu coração brotará uma fonte de água viva.

 

Ou

Jo 19, 34

Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança e dele brotou sangue e água.

 

Cântico de acção de graças: Vossos corações exultem, Az. Oliveira, NRMS 90-91

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento do vosso amor nos una sempre mais a Jesus Cristo, vosso Filho, de modo que, inflamados na caridade, saibamos reconhecê-l'O nos nossos irmãos.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tenho de amar com o Coração de Cristo. Só este amor eleva, purifica, dá vida. Só este amor impede a propagação do ódio, da violência e do mal. Só este amor me torna apóstolo fecundo, ágil e oportuno. Só este amor provoca renovação harmónica, fiel, eclesial e capaz de saciar os sedentos, que bem revelam sua sede… e há tantas fontes inquinadas!

Maria, Mãe nossa, só o teu coração é incomparavelmente semelhante ao do teu Filho. Ensina-me a amar, a servir e a doar-me.

 

Cântico final: Em coro altíssimo, M. Faria, NRMS 14

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Armando R. Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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