S. João Baptista

Missa do Dia

24 de Junho de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

Jo 1, 6-7; Lc 1, 17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje a solenidade do nascimento de S. João Batista, com grandes manifestações de alegria. Na verdade, o seu nascimento anuncia-nos que o Messias, esperado durante tantos milhares de anos, está mesmo a chegar, porque ele é o Seu Precursor, aquele que anuncia que Jesus está mesmo a chegar.

No meio desta alegria, pedimos ao Senhor que todas as famílias se possam alegrar o nascimento dos seus filhos.

 

Ato penitencial

 

Neste dia de festa, queremos pedir ao Senhor perdão por todas as manifestações de falsa alegria que nos afastaram do Seu Amor, pelos pecados cometidos.

Peçamos perdão e a Sua ajuda para vivermos sempre na graça de Deus, ao encontro da verdadeira alegria.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

Glória a Deus nas alturas....

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías fala-nos de uma misteriosa figura que a Liturgia da solenidade deste dia apropria a S. João Batista.

Cada um de nós pode ver neste texto – salvas as devidas distâncias – um vislumbre da sua missão na terra, a caminho do Céu.

 

Isaías 49, 1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2, 32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal. Aqui trata-se suma “acomodação real ou por extensão”, pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3, 7-10; 14, 4); 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1, 16-17; 3, 1-20.

 

Salmo Responsorial    Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: A nossa vida está diante dos olhos do Senhor e Ele lê no nosso íntimo melhor do que nós, num livro aberto.

À imitação do Santo Precursor que hoje celebramos, Deus chama-nos a uma grande retidão de vida, procurando, nos pensamentos, palavras e obras, agradar aos Seus divinos olhos.

 

Refrão:     Eu Vos dou graças, Senhor,

porque maravilhosamente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto.

De longe penetrais o meu pensamento:

Vós me vedes quando caminho e quando descanso,

Vós observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu Vos dou graças por me terdes feito tão maravilhosamente:

admiráveis são as vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundidades da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Num vibrante discurso em Antioquia, S. Paulo dá um vibrante testemunho sobre a divindade de Jesus e recorre ao testemunho dado por S. João Batista sobre a divindade de Cristo.

«Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’

 

Actos dos Apóstolos 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso querigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores.

24-25 “João dizia”. Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que “eu não sou aquilo que julgais”, pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1, 20-30; 3, 25-30).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Lc 1, 76

 

Monição: Deixemo-nos contagiar pela alegria do Evangelho desta solenidade, ao contar-nos o nascimento de S. João Batista.

Manifestemos esta alegria que nos vem do Céu, aclamando com júbilo o Evangelho da Salvação que vai ser proclamado para nós.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 “O seu nome é João”. Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer “Yahwéh concedeu uma graça”. Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe “perguntaram por sinais” (v. 62).

80 “E foi habitar no deserto”. Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas pouco tempo antes da vida pública de Cristo. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

 

• Profetas do Altíssimo

• A celebração da vida

 

1. Profetas do Altíssimo

 

O texto de Isaías que a Liturgia escolheu para primeira leitura desta Solenidade de S. João Batista fala da missão profética de um personagem misterioso, chamado por Deus para testemunhar a Sua Palavra.

Uma vida entregue a Deus. S. João Batista é o único santo, além de Nossa Senhora cujo nascimento celebramos, porque foi santificado ainda antes de nascer, quando Nossa Senhora visitou Santa Isabel. A presença de Jesus no ventre materno fê-lo exultar de alegria ainda antes de nascer.

Mas este facto não dispensou a sua correspondência generosa. Logo que lhe foi possível, dirigiu-se para o deserto da Judeia, nas margens do Jordão. Vestia uma incómoda pele de camelo, cingida por um cinto apertado e alimentava-se de gafanhotos comestíveis e mel silvestre. Antes de pregar com a palavra, pregava com o exemplo de tal modo que se lhe aplicam as palavras de Isaías: «O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão».

Missão universal. Passados mais de vinte séculos, a missão profética do santo Precursor continua atual. «Terras de Além-Mar, escutai-me; povos de longe, prestai atenção

Gostamos muito da celebração da Natividade de S. João Batista e das manifestações externas de alegria, mas não queremos os seus compromissos de fidelidade ao Senhor.

S. João Batista teve como missão ser o Precursor de Jesus – o arauto que vai à frente do rei a anunciar a sua chegada, para que o acolham devidamente – e, por isso, logo que lhe foi possível, partiu para junto do rio Jordão a proclamar que o Messias estava já no meio de nós e era necessário preparar o nosso acolhimento por uma conversão de vida.

Testemunhas de Cristo. Cada um de nós, pelo Batismo, que nos tornou membros vivos de Jesus Cristo, tornou-nos participantes da Sua missão profética. Ele é a última e definitiva Palavra do Pai. Não esperamos mais nenhuma verdade em matéria de fé.

Nós somos profetas do divino Mestre e testemunhamos a Sua doutrina pela vida e pela palavra. Exercemos esta missão profética – testemunha de Jesus – na família, no trabalho, na prática da vida cristã e na atuação social, vivendo de acordo com o que Ele nos ensinou e dando às pessoas a razão da nossa Esperança.

Quando vemos o mundo descristianizado somos tentados a pensar que isto acontece pela falta de sacerdotes e daqueles que não se conduzem como devem.

O que na verdade falta hoje ao mundo são testemunhas vivas do amor de Deus. S. João Batista não era sacerdote; S. Tomás Moro era um político inglês que morreu mártir da indissolubilidade do matrimónio; S. Luís Martín (1823-1894), pai de Santa Teresinha era ourives; e Santa Zélia Guérin (1831-1877), a mãe, tinha um fabrico de rendas famosas. Encontramos na história da Igreja muitos outros exemplos de leigos que chegaram à santidade.

Proclamamos a glória de Deus. Para que isto aconteça, temos necessidade de cultivar a unidade de vida, não separando as exigências da fé da nossa vida diária.

Os cristãos “esquizofrénicos”, aqueles que deixam as exigências da sua fé dentro da igreja e procedem no trabalho, nos negócios, no matrimónio e em todas as outras situações como se fossem pagãos atraiçoam a sua vocação.

S. João Batista, proclamou e defendeu os Mandamentos da Lei de Deus, morrendo mártir. Herodes vivia em concubinato com a esposa do seu irmão e João Batista, com amizade, foi dizer-lhe que não tinha o direito de viver deste modo, e isso valeu-lhe a morte.

O seu exemplo luminoso é um chamamento a mitos cristãos de hoje que procuram um cristianismo sem Mandamentos – lite – sem sacrifício, nem amor.

Deus pede-nos uma vida agradável aos Seus olhos, pela nossa fidelidade aos Mandamentos e um cuidado em ajudar as outras pessoas no caminho da salvação.

 

2. A celebração da vida

 

Depois de terem pedido um filho durante muitos anos e de já haver passado a idade normal para o ter, Santa Isabel concebeu miraculosamente um filho. Alguns dias antes, o Arcanjo S. Gabriel, veio anunciá-lo ao marido, S. Zacarias, quando estava a exercer as suas funções sacerdotais no Templo de Jerusalém.

Uma carícia do Céu. Zacarias tinha esperado tanto tempo por esta graça que já lhe parecia impossível alcançá-la. Mas Deus tem a Sua hora de nos conceder o que pedimos.

Como sinal de que a aparição e a mensagem eram verdadeiras, Zacarias perdeu a fala e só comunicava por sinais.

No terceiro mês da sua gestação, Nossa Senhora foi avisada pelo mesmo Arcanjo Gabriel da concessão desta graça e dirigiu-se imediatamente para Ai-Karin, onde vivia este casal idoso e feliz. Queria felicitar Isabel e colocar-se ao serviço deste casal, como a mais humilde empregada doméstica.

A alegria do nascimento. Mais uma vez, o Evangelho é uma mensagem de alegria verdadeira que o Senhor nos convida a colher dentro de nós.

Com o nascimento de S. João Batista alegraram-se os pais e os vizinhos, não só pela graça de um filho, mas ainda pelas circunstâncias que rodearam a sua vinda.

Deus quer que os filhos sejam uma fonte de alegria para os seus pais e encham a casa em que habitam.

Ao mesmo tempo que se alegram com os rebentos com que Deus enriquece o seu matrimónio, os pais deixam de ter tempo para pensar em si mesmos e na própria felicidade, para pensarem exclusivamente nos filhos.

O que muitas vezes nos faz tristes é o pensarmos obsessivamente na própria felicidade, dobrando-nos sobre nós mesmos e deixando-nos, assim, dominar pelo egoísmo. Quanto menos tempo tivermos para pensar em nós mesmos, mais feliz seremos.

A presença de Maria. Uma razão profunda da alegria deste lar é a presença de Maria que traz no seu seio virginal o Redentor do mundo.

Alegrou-se Isabel e todos os que estavam com ela, ao ouvir a saudação e as felicitações de Nossa Senhora e João Batista, ainda com pouco mais de seis meses de gestação, exultou também de alegria e recebeu a graça santificante, como se tivesse sido batizado.

Numa casa em que há devoção a Nossa Senhora e A tornamos presente pela devoção mariana – o terço, a consagração e demais formas de devoção, haverá alegria verdadeira.

Cada filho, um projeto do amor de Deus. Os pais e as outras pessoas perguntavam, enlevados: «Quem virá a ser este menino?»

O mesmo devemos perguntar quando nasce uma criança nas nossas casas. Que quererá Deus deste menino ou desta menina. Deus tem um projeto de amor para cada pessoa que vem a este mundo e chama-a a participar com Ele da Sua felicidade eterna no Céu.

Os pais costumam entregar-se ao sonho, quando lhes nasce um filho, mas, muitas vezes, os seus sonhos ficam das nuvens para baixo, ou melhor, não sobem além da terra: muito dinheiro, muita glória e muita fama.

E, por vezes, a sonhar com isto, afastam os filhos dos verdadeiros valores: o desporto, em vez da missa dominical, os jogos de computador em vez da reza do Terço em família…

Sonhemos com os verdadeiros valores para as crianças que nascem no seio das famílias.

Que Nossa Senhora esteja presente em cada nascimento de cada família e obtenha do Altíssimo a graça da felicidade eterna para ele e para os seus pais.

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs em Cristo Jesus:

Na solenidade do nascimento de São João Baptista,

elevemos a nossa oração ao Pai das misericórdias,

pelas necessidades de todos os homens.

Oremos (cantando), com alegria:

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

1. Pela santa Igreja de Cristo, peregrina em toda o mundo,

    para que seja animada pelo espírito de São João Baptista,

    oremos, irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

2. Pelo Santo Padre, pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos,

    para que anunciem Jesus Cristo, que está no meio de nós,

    oremos, irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

3. Pelos cristãos militantes, catequistas e educadores da fé,

    para que, no meio das dificuldades, se lembrem do Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

4. Pelos povos que ainda não conhecem nem amam a Cristo,

    para que Deus lhes envie missionários e profetas zelosos,

    oremos, irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

5. Pelos lares cristãos onde há a alegria de um nascimento,

    para que os pais vejam nos filhos um dom de Deus a educar

    oremos, irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

6. Pelas pessoas da nossa comunidade que partiram desta vida,

    para que o Senhor as receba hoje entre os bem-aventurados,

    oremos, irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

Deus Pai, que nos escolhestes e chamastes a ser santos,

fazei de nós vossos servidores fieis em todas as horas,

a fim de prepararmos também os nossos irmãos

para a vinda do vosso amado Filho Jesus Cristo.

Ele que é Deus convosco e vive e reina

por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

A Palavra de Deus enche-nos de alegria, como a que ouvimos hoje proclamar para nós, Quando procuramos viver de acordo com os seus ensinamentos.

Para que isto se nos torne possível, o Senhor vai agora preparar para nós, pelo ministério do sacerdote, o Alimento divino que é o Seu Corpo.

 

Cântico do ofertório: Não fostes vós que me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor ...

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Saudação da Paz

 

À semelhança de S. João Batista, cada um de nós deve disponibilizar-se para ser no mundo, pela sua vida, uma mensagem de alegria e paz.

Procuremos, pelas nossas palavras e obras, difundir à nossa volta a verdadeira paz e alegria.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Vamos receber o Corpo e o Sangue do Senhor, na Sagrada Comunhão que o senhor preparou para cada um de nós, pelo mistério da Transubstanciação.

Procuremos fazê-lo com uma fé profunda que nos leve a uma grande reverência e amor para com o Senhor que Se nos dá.

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Participemos com alegria na solenidade de S. João Batista e o procuremos imitar a sua fidelidade ao Senhor.

 

Cântico final: Exulta de alegria, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

12ª SEMANA

 

3ª Feira, 25-VI: A nova criatura (VIII): O caminho que leva à vida.

Gen 13, 2. 5-18 / Mt 7, 6. 12-14

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição.

O Senhor lamenta que a porta e o caminho estreito é percorrido por poucos (EV). É verdade que muitas vezes somos tentados pela preguiça, que nos conduz ao mau caminho. Pelo contrário, o Senhor pede-nos fortaleza, para vencermos as dificuldades do caminho. Para isso, fala-nos dum auxílio: quem me segue terá a luz da vida. Sigamos o seu exemplo.

Para chegar à terra prometida, Abraão e Lot puderam escolher. Lot escolheu o mais rico, mas com cidades perversas, e acabou na perdição. Pelo contrário, Abraão ficou com o pior e recebeu uma enorme bênção de Deus (LT). Há um ditado popular: Nem tudo o que luz é ouro.

 

4ª Feira, 26-VI: A nova criatura (IX): A obtenção de bons frutos.

Gen 15, 1-12. 17-18 / Mt 7, 15-20

Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e a árvore má dá maus frutos.

Como podemos saber que haverá bons frutos na nossa vida? Por um lado, devemos ter cuidado com os falsos profetas, vestidos de ovelhas mas, por dentro, lobos ferozes (EV). São os seguidores do demónio. Por outro lado, o Senhor diz-nos: quem permanece em mim dá muito fruto (AV). Procuremos andar sempre na graça de Deus, confessando-nos quando necessário; e vamos à Comunhão sacramental, para recebermos o Senhor da vida.

Deus fez uma Aliança com Abraão. E o fruto da correspondência dele foi uma descendência numerosa, como as estrelas do Céu, e a posse da terra prometida (LT).

 

5ª Feira, 27-VI: A nova criatura (X): O cumprimento da vontade de Deus.

Gen 16, 1-12. 15-16 / Mt 7, 21-29

Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas só quem faz a vontade de meu Pai.

Para entrar no reino dos Céus não bastam só as palavras, mas é necessário o cumprimento da vontade de Deus. Para isso, contou a bela parábola acerca do modo como edificamos a nossa vida: sobre rocha, tem consistência, sobre a areia, vai à ruína (EV). O próprio Jesus se apresenta como aquele que cumpriu a vontade do Pai, obedecendo até à morte e morte de Cruz. Examinemo-nos ao longo do dia: Faço o que devo? E faço-o, agradando a Deus?

Agar, que se tinha afastado de Abraão, foi aconselhada pelo Anjo a voltar. Cumpriu a vontade de Deus e teve uma descendência numerosa (LT).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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