S. João Baptista

Missa da Vigília

23 de Junho de 2019

 

Solenidade

 

Esta Missa diz-se na tarde do dia 23 de Junho, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

Lc 1, 15.14

Antífona de entrada: Será grande aos olhos do Senhor e cheio do Espírito Santo desde o seio materno. Muitos se hão-de alegrar pelo seu nascimento.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

S. João Batista aparece no calendário litúrgico de Portugal como um dos santos populares, com a veneração de todos os cristãos.

A Igreja colocou a sua festa neste dia para substituir uma festa pagã em honra do sol que eles adoravam como deus. Desta festividade faziam parte ritos de purificação, ainda hoje vividos nos saltos das fogueiras de S. João e outros costumes.

 É muito importante que não deixemos de novo paganizar esta celebração, profanando-a com ritos e pecados.

 

Ato penitencial

 

A vida fiel de S. João Batista, diante da nossa, ajuda-nos a descobrir as nossas infidelidades e pecados.

Peçamos humildemente perdão delas ao Senhor e contemos com a Sua ajuda para nos emendarmos deles.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

Glória a Deus nas alturas....

 

Oração colecta: Conduzi, Senhor, a vossa família pelo caminho da salvação, para que, fiel aos ensinamentos do Precursor, São João Baptista, possa ir confiadamente ao encontro de Cristo, por ele anunciado. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A Liturgia aplica a S. João Batista uma profecia de Isaías na qual o personagem central é eleito por Deus antes do seu nascimento e recebe d'Ele uma grandiosa missão.

A S. João Batista foi confiada pelo Altíssimo a missão de anunciar a presença do Messias no meio dos homens.  

 

Jeremias 1, 4-10

4No tempo de Josias, rei de Judá, o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: 5«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações». 6Então eu disse: «Ah, Senhor Deus, mas eu não sei falar, porque sou uma criança». 7O Senhor respondeu-me: «Não digas: ‘Sou uma criança’, porque irás ao encontro daqueles a quem Eu te enviar e dirás tudo quanto Eu te mandar dizer. 8Não tenhas receio diante deles, porque Eu estou contigo, para te salvar – diz o Senhor». 9Depois o Senhor estendeu a mão, tocou-me na boca e disse-me: «Eu ponho as minhas palavras na tua boca. 10Hoje dou-te poder sobre os povos e os reinos, para arrancar e destruir, para arruinar e demolir, para edificar e plantar».

 

Não é casual a escolha desta leitura que relata a vocação do Profeta Jeremias. Foi escolhida pela alusão que se quer ver à santificação de João no ventre materno: “antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei” (cf. Lc 1, 44).

6 “Mas eu não sei falar”. É a reacção habitual do homem, quando se enfrenta com a vocação divina, a chamada a uma missão que exige a entrega de toda a vida a Deus para O servir numa missão que transcende a nossa limitação e franqueza. Mas a uma primeira reacção de medo segue-se uma certeza, segurança e serenidade que Deus infunde: “Eu estarei contigo!” (v. 8).

 

Salmo Responsorial    Sl 70 (71), 1-2.3-4a.5-6ab.15ab e 17 (R. cf. 6b)

 

Monição: O salmista manifesta a sua inteira confiança em Deus, escolhendo-o como refúgio no meio da adversidade.

Este salmo é uma Formosa oração para rezarmos muitas vezes, sobretudo quando nos sentirmos mais oprimidos.

 

Refrão:     Desde o meu nascimento, sois a minha esperança.

 

Em Vós, Senhor, me refugio,

jamais serei confundido.

Pela vossa justiça, defendei-me e salvai-me,

prestai ouvidos e libertai-me.

 

Sede para mim um refúgio seguro,

a fortaleza da minha salvação.

Vós sois a minha defesa e o meu refúgio,

meu Deus, salvai-me do pecador.

 

Sois Vós, Senhor, a minha esperança,

a minha confiança desde a juventude.

Desde o nascimento Vós me sustentais,

desde o seio materno sois o meu protector.

 

A minha boca proclamará a vossa justiça,

dia após dia a vossa infinita salvação.

Desde a juventude Vós me ensinais

e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A nossa fé em Jesus Cristo, nosso Salvador, é para nós uma fonte inesgotável de alegria, como o foi para S. João Batista.

S. Pedro, na sua primeira carta à Igreja Universal, diz-nos que é «essa mensagem que agora vos anunciam aqueles que, movidos pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregam o Evangelho, a qual os próprios Anjos desejam contemplar

 

 

1 São Pedro 1, 8-12

Caríssimos: 8Vós amais Cristo Jesus sem O terdes visto, acreditais n’Ele sem O verdes ainda. Isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, 9porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas. 10Esta salvação foi objecto das investigações e meditações dos Profetas que predisseram a graça a vós destinada. 11Procuraram descobrir a que tempos e circunstâncias se referia o Espírito de Cristo que estava neles, quando predizia os sofrimentos de Cristo e as glórias que se lhes haviam de seguir. 12Foi-lhes revelado que não era para eles, mas para vós, que no seu ministério transmitiam essa mensagem. É essa mensagem que agora vos anunciam aqueles que, movidos pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregam o Evangelho, a qual os próprios Anjos desejam contemplar.

 

8-9 “Vós amais Cristo Jesus... acreditais nele...” Estes cristãos da Ásia Menor a quem S. Pedro se dirige, como também nós, já não conheceram Jesus na sua vida mortal, mas exactamente como nós hoje e os cristãos de todos os tempos acreditavam em Jesus Cristo e amavam apaixonadamente a sua pessoa adorável como alguém que está vivo e actuante, enchendo-nos daquela alegria inefável que procede de sabermos que a nossa fé vai desembocar na visão da glória, o fim da nossa fé, a salvação das nossas almas.

10 “Os profetas”, mais provavelmente os do Antigo Testamento.

12 Os Anjos, ao tomarem conhecimento do plano de salvação da humanidade, extasiam-se a contemplá-lo com atenção na vida da igreja (cf. Ef 3, 10).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 1, 7; Lc 1, 17

 

Monição: S. João Batista veio ao mundo, depois de uma longa espera dos seus pais, para dar testemunho da vinda de Jesus.

Demos nós também testemunho do nosso Salvador e aclamemos o Evangelho da Salvação com um cântico de júbilo.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Ele veio para dar testemunho da luz

e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 5-17

5Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias, cuja esposa era descendente de Aarão e se chamava Isabel. 6Eram ambos justos aos olhos de Deus e cumpriam irrepreensivelmente todos os mandamentos e leis do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril e os dois eram de idade avançada. 8Quando Zacarias exercia as funções sacerdotais diante de Deus, no turno da sua classe, 9coube-lhe em sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no Santuário do Senhor para oferecer o incenso. 10Toda a assembleia do povo, durante a oblação do incenso, estava cá fora em oração. 11Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e encheu-se de temor. 13Mas o Anjo disse-lhe: «Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi atendida. Isabel, tua esposa, dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João. 14Será para ti motivo de grande alegria e muitos hão-de alegrar-se com o seu nascimento, 15porque será grande aos olhos do Senhor. Não beberá vinho nem bebida alcoólica será cheio do Espírito Santo desde o seio materno 16e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. 17Irá à frente do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, a fim de preparar um povo para o Senhor».

 

5 “Zacarias”, nome corrente entre judeus e que significa “Yahwéh recordou-se”. Isabel, Elixabet, era o nome da mulher de Aarão (Êx 6, 23) e significa “Deus é a plenitude”, ou “Deus jurou”. Zacarias pertencia à turma de Abias, isto é, ao oitavo turno semanal ao serviço do Templo (cf. 1 Par 24, 10). Segundo conta o historiador Flávio José, os 24 turnos semanais estavam em pleno funcionamento nesta data.

6 “Ambos justos aos olhos de Deus”. A sua santidade não era meramente externa e legal. Justo equivale a fiel cumpridor de toda a vontade de Deus, pessoa que ajusta todo o seu pensar e actuar à lei do Senhor. Então, como hoje, é de pais justos e santos que procedem os grandes homens, os grandes santos.

9-10 “Para oferecer o incenso”. Um sacrifício que se repetia duas vezes ao dia e às 3 horas da tarde. O sacerdote eleito desta vez foi Zacarias, talvez a única vez na vida que lhe coube tamanha honra, segundo as instruções de Mixná. Então pôde penetrar no Santuário, na primeira câmara chamada “o Santo”, onde se encontravam os 12 pães da proposição que representavam as 12 tribos de Israel na presença do Senhor, bem como o candelabro de 7 braços, a menoráh. Zacarias, totalmente só e no máximo recolhimento, ao sinal da trombeta, tinha de deitar incenso sobre as brasas que estavam sobre o pequeno altar de oiro, enquanto o povo espalhado pelos átrios, o dos israelitas e o das mulheres, fazia subir as suas preces até Deus: a nuvem do fumo do incenso que se erguia do altar dos perfumes era a imagem bem expressiva da oração, segundo as palavras do Salmo 141(140), 2. A afluência dos fiéis costumava ser grande, a fim de rezar neste preciso momento, sobretudo na oferenda da tarde.

14-17 “Terás alegria…” Logo a seguir são apontados os motivos de tamanha alegria: a grandeza e santidade excepcionais do filho (v. 15), cheio de Espírito Santo (santificado no ventre materno, segundo a exegese habitual, ou dotado do carisma profético): será instrumento para a salvação de muitos (v. 16): preparará a vinda do Messias (v. 17). É interessante notar como o Evangelista, apesar de saber que João preparou a vinda de Jesus, o Messias, não instrumentaliza um relato que se move num ambiente e perspectiva “pré-cristâ” e numa linguagem vétero-testamentária; é mais um indício da fidelidade de Lucas às suas fontes (aqui talvez um relato de família, conservado em círculos afectos ao Baptista). É por isso que não diz: “irá à frente do Messias”, mas “irá à frente de Yahwéh”.

 

Sugestões para a homilia

 

• Chamados à vida por Amor

• Cada pessoa, um dom de Deus

 

1. Chamados à vida por Amor

 

A Liturgia desta solenidade aplica a S. João Batista as palavras proféticas de Josias: também ele foi escolhido e santificado antes de se ter formado no seio materno e foi consagrado antes do seu nascimento, quando Nossa Senhora visitou santa Isabel.

De algum modo, isto mesmo se aplica a cada pessoa: Deus chama-nos à vida e entrega-nos uma missão para realizar neste mundo. Ninguém existe sem este plano de Deus, embora possa ou não assumir a escolha feita por Ele.

Nascemos pelo Amor infinito de Deus. Deus amou-nos e chamou-nos à vida na terra e à eternidade feliz no Céu. Sonhou connosco desde toda a eternidade e amou-nos antes que tivéssemos rosto. A nossa vida é um puro dom.

Não encontramos outra razão da nossa existência, senão o amor misericordioso de Deus. Fomos escolhidos por Deus antes de existirmos, de modo que Ele nada encontrou em nós que O atraísse, porque ainda não éramos nada!

Também de cada um de nós se pode dizer: «Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações».

Os pais da terra muitas vezes não podem dar aos filhos a riqueza e future que desejam, mas o Pai do Céu pode e quer fazê-lo. Escolheu para nós o melhor futuro e pode garanti-lo, porque é omnipotente.

Deu-nos todos os meios para triunfar. Quando pensamos na nossa vida na terra, às vezes tornamo-nos pessimistas, porque nos parece que estamos de braços e pés atados e não podemos nada. Mas isso é uma mentira com que o demónio nos procura enganar, para que nada façamos. Assim respondia o profeta: «Ah, Senhor Deus, mas eu não sei falar, porque sou uma criança».

Ele anima-nos a trabalhar com entusiasmo e moral de vitória na nossa santificação. «Não digas: ‘Sou uma criança’, porque irás ao encontro daqueles a quem Eu te enviar e dirás tudo quanto Eu te mandar dizer. Não tenhas receio diante deles, porque Eu estou contigo, para te salvar [...]»

Como corresponder ao Amor. E, no entanto, o Senhor deixa-nos livres para corresponder ou não ao Seu Amor, dependendo da nossa resposta a felicidade neste mundo e no outro.

Para o conseguirmos, é preciso lançar mão dos meios que Ele deixou ao nosso dispor na Igreja; oração, sacramentos e ajuda fraterna na Igreja.

S. João Batista recebeu muitas graças de Deus para desempenhar a altíssima missão a que foi chamado. Começou por ser santificado por Jesus ainda no seio materno, quando Nossa Senhora visitou Santa Isabel.

Teve uns pais maravilhosos que o encaminharam no caminho da santidade e deixou-se guiar pelo Espírito Santo.

Também a cada um de nós deu muitas graças e continuará a dar, na medida em que precisamos delas e formos aproveitando as que nos são dadas.

Missão profética. Todos recebemos, pelo Batismo, a missão de profetas. Devemos proclamar, pela vida e pelas palavras, as maravilhas do amor de Deus por cada um de nós.

Jesus recordou isto mesmo aos discípulos que testemunharam a Sua gloriosa Ascensão aos Céus: «sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra».

Por isso, também nós podemos cantar o salmo de meditação: «Desde o meu nascimento, sois a minha esperança

 

2. Cada pessoa, um dom de Deus

 

Isabel e Zacarias tinham chegado a uma idade avançada, sem realizarem o grande desejo de terem filhos, embora os tivessem pedido por uma oração constante.

Os filhos eram considerados em Israel – e também hoje, para aqueles que têm fé – um sinal da bênção de Deus; e a esterilidade, sinal do Seu desagrado.

Cada filho é um dom de Deus. Na verdade, uma criança é um prolongamento da vida dos pais, um monumento ao amor dos dois e uma promessa da continuidade da família.

A instituição matrimonial está estruturalmente orientada para os filhos, e os que seguem o caminho do matrimónio sofrem sem consolação quando no lar está não surgem novas vidas humanas. É como se dissessem um ao outro: amo-te tanto que quero ver o nosso amor esculpido numa pessoa que tenha um pouco de nós os dois.

Os filhos, à medida que vão nascendo, tiram os pais do seu comodismo e preguiça e ajudam-nos a caminhar em santidade, com muitas virtudes humanas, sem que deem por isso.

Levam-nos a um esquecimento complete de si mesmos e a uma doação generosa em cada momento. Quando os pais tomam a sério a sua missão, chegam à santidade sem darem por isso.

O casamento deve tirar os dois de olharem cada um para si mesmo, para olharem para o outro; o nascimento dos filhos leva-os a olharem os dois para os filhos que vão nascendo.

Este dom de Deus que foi João Batista encheu os pais de felicidade e alegria. «Isabel, tua esposa, dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João. Será para ti motivo de grande alegria e muitos hão-de alegrar-se com o seu nascimento, porque será grande aos olhos do Senhor.»

Os filhos pertencem a Deus. Zacarias, quando exercia a sua função sacerdotal no Templo de Jerusalém, enquanto oferecia incenso no Santo dos Santos, tardou mais do que o habitual em aparecer ao povo, pelo que causou uma certa inquietação aos presentes.

Tivera a aparição do Arcanjo S. Gabriel que lhe viera anunciar a graça de um filho. Cansado de rezar e de esperar, Zacarias recusou-se a acreditar na veracidade da mensagem, pelo que ficou mudo. Quando apareceu diante do povo, apenas podia comunicar por sinais.

Os filhos não são propriedade dos pais. São-lhes confiados para que eduquem para o Céu, respeitando a sua liberdade e fomentando neles o espírito de responsabilidade diante da vida.

Cada filho tem uma missão. João Batista, o futuro descendente de Zacarias e de Isabel, foi anunciado ao pai com uma missão. «Não beberá vinho nem bebida alcoólica; será cheio do Espírito Santo desde o seio materno e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, a fim de preparar um povo para o Senhor».

João Batista foi escolhido para ser o Precursor de Jesus – o arauto que vai à frente para anunciar a chegada próxima do rei – e foi libertado do pecado original ainda quando estava no seio materno, quando Nossa Senhora saudou e felicitou santa Isabel.

De facto, logo que lhe foi possível, retirou-se para as margens do rio Jordão e aí chamava as pessoas, com o exemplo e coma a palavra a prepararem-se para a vinda do messias que estava prometido.

Que Nossa Senhora obtenha para os filhos das nossas famílias, a graça de se santificarem numa vida agradável a Deus.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos caríssimos:

Na Vigília da solenidade de São João Baptista,

o primeiro a dar testemunho de Cristo Salvador,

elevemos a nossa oração ao Pai das misericórdias,

com toda a confiança de filhos do Pai do Céu.

Oremos (cantando), com alegria:

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

1. Pela santa Igreja de Jesus Cristo, peregrina em toda a terra,

    para que Deus lhe mande profetas cheios do Espírito Santo,

    oremos irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

2. Por todos os povos do mundo, pelos seus Pastores e governos,

    para que, rejeitando a violência e a mentira, se abram a Cristo,

    oremos irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

3. Pelos monges, religiosos e todos os que fazem apostolado,

    para que sejam fiéis à consagração baptismal e à sua missão,

    oremos irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

4. Por todas as pessoas que são perseguidas por causa da verdade,

    para que, diante dos poderosos do mundo, imitem João Batista,

    oremos irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

5. Pelos casais que não tiveram filhos, a pesar de os desejarem,

    para que ponham a sua alegria em Deus e n’Ele se alegrem,

    oremos irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

6. Por todos os devotos de S. João Batista que Deus chamou a Si,

    para que recebam de Deus neste dia a felicidade eterna do Céu,

    oremos irmãos.

 

    Renovai, Senhor, os prodígios do vosso Espírito.

 

Acolhei, Pai santo, as nossas súplicas

e, por intercessão de São João Baptista,

concedei-nos a graça de sermos santificados

pelo Cordeiro sem defeito e sem mancha,

que tira o pecado do mundo.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Mais felizes do que João Batista somos nós os cristãos que participamos nesta celebração da Eucaristia. O Senhor não nos diz apenas que estará no meio de nós, mas já está, pela Palavra que foi proclamada.

E a fé ensina-nos que o pão e o vinho que levamos ao altar, pelo mistério da transubstanciação, serão transformados no Corpo e Sangue do Senhor, para nosso alimento da vida sobrenatural. 

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Olhai com bondade, Senhor, para as ofertas que o vosso povo Vos apresenta na solenidade de São João Baptista e fazei que a nossa vida dê testemunho dos santos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor ...

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

S. João Batista aparece no mundo como mensageiro da paz e da alegria, como o foi também para os seus pais.

Aprendamos com ele a sermos também em cada dia – na família, no trabalho e na convivência humana, mensageiros da paz e da alegria.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Aquele que tira os pecados do mundo e foi anunciado por João Batista, como Alguém que está no meio de nós, está, de facto, na hóstia consagrada, embora os nossos olhos não O possam ver.

Oferece-se-nos como Alimento espiritual, pedindo apenas que O recebamos com as disposições indicadas por Ele: na graça de Deus, com fé e com reverência que manifesta o Amor.

 

Cântico da Comunhão: Bendito seja Deus que nos escolheu, Az. Oliveira, NRMS 63

Lc 1, 16

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste banquete sagrado, fazei que a poderosa intercessão de São João Baptista, que anunciou o Cordeiro que vinha tirar o pecado do mundo, nos alcance do vosso Filho o perdão e a paz. Por Nosso Senhor ...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Celebremos o nascimento de S. João Batista com muita alegria, como o fizeram os seus pais, e procuremos que esta alegria nos torne ainda melhores filhos de Deus.

 

Cântico final: Exultai de alegria no Senhor, F. da Silva, NRMS 87

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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