7º Domingo da Páscoa

2 de Junho de 2019

 

Onde a solenidade da Ascensão se celebra na quinta-feira da Semana VI do Tempo Pascal.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aproximai-Vos do Senhor, F. da Silva, NCT 375

Salmo 26, 7-9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Diz-me o coração: «Procurai a sua face». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ao chegarmos à reta final do tempo pascal, a liturgia deste domingo lembra-nos que a fé permite “ver” já o que é invisível e caminhar com segurança ao encontro do Ressuscitado, próximo de nós pela sua oração. E é na sua oração que Jesus pede pela unidade dos seus discípulos para que o seu testemunho seja prenúncio da realidade do Reino de Deus.

 

Oração colecta: Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo e fazei que, assim como acreditamos que o Salvador do género humano está convosco na glória, assim também sintamos que, segundo a sua promessa, está connosco até ao fim dos tempos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os Atos dos Apóstolos apresenta-nos a eleição de Matias que foi escolhido para completar o grupo dos Doze, em substituição de Judas, para ser, como os outros Apóstolos, testemunha da ressurreição do Senhor.

 

Actos dos Apóstolos 7, 55-60

Naqueles dias, 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita 56e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». 57Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele, 58empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito». 60Depois ajoelhou-se e bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado». Dito isto, expirou.

 

O diácono Estêvão tinha sido acusado perante o Sinédrio, com testemunhas falsas, do grave crime de blasfémia (6, 11-14). O relato não fala de uma sentença de morte; o seu apedrejamento é descrito como tratando-se de um linchamento popular, com a aprovação tácita do Sinédrio, que não gozava do poder de executar a pena de morte. O primeiro mártir cristão morre como o Mestre: condenado injustamente, perdoa aos perseguidores e reza por eles. E isto mesmo se veio a repetir milhões de vezes sem conta até aos mártires dos nossos dias, mesmo quando humilhados e torturados da maneira mais cruel.

 

Salmo Responsorial    Sl 96 (97), 1.2b.6.7c.9 (R. 1a.9a ou Aleluia)

 

Monição: Bendigamos ao Senhor cuja misericórdia é grande para os que O temem.

 

Refrão:     O Senhor é Rei,

                o Altíssimo sobre toda a terra.

 

Ou:           Aleluia.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas;

a justiça e o direito são a base do seu trono.

 

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória,

todos os deuses se prostram diante do Senhor.

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,

estais acima de todos os deuses.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A revelação última de Deus ao homem é a de que Ele é amor. E o testemunho de que é assim é o facto de Ele nos ter enviado o seu Filho, para que, por Ele, nos tornássemos filhos de Deus. Nesta fraternidade divina só o amor pode ser o móbil de toda a atividade entre os irmãos.

 

Apocalipse 22, 12-14.16-17.20

Eu, João, ouvi uma voz que me dizia: 12«Eis que venho em breve e trago comigo a recompensa, para dar a cada um segundo as suas obras. 13Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. 14Felizes os que lavam as suas vestes, para terem direito à árvore da vida e poderem entrar, pelas portas, na cidade. 16Eu, Jesus, enviei o meu Anjo para vos dar testemunho no que diz respeito às Igrejas. Eu sou o rebento da descendência de David, a estrela brilhante da manhã». 17O Espírito e a Esposa dizem: «Vem!». E aquele que ouvir diga: «Vem!». Quem tem sede, venha; e quem a deseja, receba de graça a água da vida. 20Aquele que dá testemunho destas coisas diz: «Sim, Eu venho em breve». Amen! Vem, Senhor Jesus!

 

A leitura oferece-nos alguns versículos respigados do final do Apocalipse. Os títulos de Jesus, indicam, por um lado, a sua condição divina de Senhor da História (v. 13), por outro, a sua condição de Messias anunciado pelos profetas (v. 16): «rebento de David» (Is 11, 1.10) e «estrela da manhã» (Num 24, 17). O Apocalipse termina com chave de ouro: um diálogo impressionante amoroso entre a «Esposa» que é a Igreja animada pelo Espírito Santo e o seu Esposo no Céu, um diálogo a viver por cada um dos fiéis – «aquele que ouvir diga… vem, Senhor Jesus!» Este diálogo tem um colorido litúrgico; a liturgia da terra é um eco e prenúncio da celeste.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 14, 18

 

Monição: Ao partir para o Pai, Jesus não pede por si, mas pelos seus discípulos para que sejam um só. É desta unidade entre os cristãos que brotará a credibilidade do seu anúncio.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor:

vou partir, mas virei de novo e alegrar-se-á o vosso coração.

 

 

Evangelho

 

São João 17, 20-26

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: 20«Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra, 21para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste. 22Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um: 23Eu neles e Tu em Mim, para que sejam consumados na unidade e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste como a Mim. 24Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória, a glória que Me deste, por Me teres amado antes da criação do mundo. 25Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te e estes reconheceram que Tu Me enviaste. 26Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles e Eu esteja neles».

 

A leitura corresponde à parte final da chamada oração sacerdotal de Jesus, que ocupa todo o capítulo 17 de S. João, com que termina o longo discurso do adeus. Jesus não pede uma unidade qualquer para os crentes, suplica «que eles cheguem à perfeição da unidade», como traduz Vanhoye o v. 23. A repetição nestes versículos, por três vezes (vv. 20.24.25), do vocativo «Pai», e com a adjectivação de «santo» (v. 20) e de «justo» (v. 25), confere ao final da oração sacerdotal uma maior intensidade e até mesmo emotividade. De facto está em causa que se mantenha firme a obra de Jesus, a sua Igreja na unidade da fé e do amor, aliás Jesus veria baldado todo o seu sacrifício e entrega total à salvação da humanidade.

 

Sugestões para a homilia

 

Uma Igreja unidade e unidos com o Papa

 

Vemos como Evangelho, o Senhor orou pela unidade de todos os seus discípulos. Jesus rezou pelos discípulos, mas «também por nós» e «continua a fazê-lo hoje», como se lê no Evangelho: «Pai, rezo também por aqueles que vão acreditar em Mim»

É este «o desafio dos cristãos: não deixar lugar à divisão entre si, não dar espaço ao espírito da divisão, ao pai da mentira» (Papa Francisco). Devemos «procurar sempre a unidade». Naturalmente, cada um «é como é», mas deve procurar viver na unidade. O Senhor reza por isto: «A Igreja tem muita necessidade desta prece da unidade, não só de Jesus, mas também nós devemos unir-nos nesta oração». De resto, desde os primórdios a Igreja manifestou esta necessidade. Se começarmos a ler os Atos dos Apóstolos encontraremos tensões e conflitos. Uns querem enganar os outros, basta pensar em Ananias e Safira. Já nos primeiros anos havia divisões, interesses pessoais, egoísmos. Fazer a unidade foi e é uma verdadeira «luta».

O Papa tem advertido para os perigos causados pelas disputas entre cristãos, nomeadamente ao serem causa de recusa ou afastamento da fé, tendo afirmado que «as divisões começam com a língua». Onde «os cristãos fazem a guerra entre eles, não há testemunho»: «Devemos pedir muito perdão a Deus por esta história. Uma história tantas vezes de divisões, mas não só no passado».

«Ainda hoje, ainda hoje. E o mundo vê que estamos divididos e diz: “Que se metam de acordo, e depois veremos. Como é que Jesus ressuscitou e está vivo, e estes – os seus discípulos – não se metem de acordo?”», lembra o Papa.

O santo Padre recorda um dos mais conhecidos motivos da divisão: «Uma vez, um cristão católico perguntava a outro cristão do Oriente, também católico: “O meu Cristo ressuscita depois de amanhã. E o teu, quando ressuscita?”. Nem na Páscoa estamos unidos. E isto no mundo inteiro. E o mundo não acredita».

Mas é preciso entender que «sozinhos não podemos» alcançar a unidade, dado que ela «é uma graça». Assim «Jesus reza pela Igreja, por mim, para que eu vá em frente por este caminho». Como diz o Papa Francisco, A unidade é tão importante que se repete «quatro vezes em seis versículos». Ela «não se faz com a cola», pois não existe uma «Igreja feita com a cola»: a Igreja torna-se uma só mediante o Espírito. Então, «devemos dar espaço ao Espírito para que nos transforme, como o Pai no Filho, num só». Para alcançar esta meta, o próprio Jesus dá um conselho: «Permanecei em mim», e na sua oração pede: «Pai, quero que quantos me deste permaneçam comigo onde Eu estou» para «contemplar a minha glória».

É sempre bom reler o Evangelho de hoje (Jo 17, 20-26). Desta meditação deriva um conselho: reler e pensar: «Jesus rezou e ainda reza por mim. Roga ao Pai com as suas chagas». E fá-lo «para sermos todos um só». Isto «deve levar-nos a não julgar», a não «agir contra a unidade», a seguir o conselho de Jesus «de permanecer nele nesta vida para podermos estar com Ele na eternidade».

Estes ensinamentos encontram-se no discurso de Jesus na última ceia. Na missa «revivemos» a ceia e Ele repete-nos as mesmas palavras. Por isso, na Eucaristia «permitamos que as suas palavras entrem no nosso coração, sejamos testemunhas de unidade na Igreja e de alegria na esperança da contemplação da glória de Jesus».

Numa época em que o Papa Francisco tem sido causa de tantos ataques e incompreensões, dentro da própria Igreja, aproveitamos o pedido de Jesus no Evangelho, para reforçamos os laços da nossa fé em Cristo, mostrando e confirmando a nossa comunhão com o Santo Padre, o bom pastor, o Papa Francisco.

E assim, consumados na unidade, o mundo reconhecerá como credível o nosso testemunho de discípulos missionários e saberá que Deus a todos ama (cf. Jo 20, 23)!

 

Fala o Santo Padre

 

«Na Ascensão de Jesus, o Crucificado Ressuscitado,

há a promessa da nossa participação na plenitude de vida junto de Deus.»

Hoje, na Itália e noutros países, celebra-se a Ascensão de Jesus ao céu, ocorrida quarenta dias depois da Páscoa. Contemplamos o mistério de Jesus que deixa o nosso espaço terreno para entrar na plenitude da glória de Deus, levando consigo a nossa humanidade. Isto é, nós, a nossa humanidade entra pela primeira vez no céu. O Evangelho de Lucas mostra-nos a reação dos discípulos diante do Senhor que «se separou deles e foi arrebatado ao céu» (24, 51). Não sentiram dor nem perplexidade, mas «depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande júbilo» (v. 52). É o regresso de quem já não teme a cidade que rejeitou o Mestre, que presenciou a traição de Judas e a negação de Pedro, viu a dispersão dos discípulos e a violência de um poder que se sentia ameaçado.

A partir daquele dia para os Apóstolos e para cada discípulo de Cristo foi possível viver em Jerusalém e em todas as cidades do mundo, inclusive naquelas mais atribuladas pela injustiça e violência, porque acima de cada cidade há o mesmo céu e cada habitante pode erguer os olhos com esperança. Jesus, Deus, é homem verdadeiro, com o seu corpo de homem no céu! E esta é a nossa esperança, é ainda nossa, e sentimo-nos firmes nesta esperança se olharmos para o céu.

Neste céu reside o Deus que se revelou tão próximo que até assumiu o rosto de um homem, Jesus de Nazaré. Ele permanece sempre o Deus-connosco — recordemos isto: Emanuel, Deus connosco — e não nos deixa sós! Podemos olhar para o alto e reconhecer o nosso futuro. Na Ascensão de Jesus, o Crucificado Ressuscitado, há a promessa da nossa participação na plenitude de vida junto de Deus.

Antes de se separar dos seus amigos, Jesus, referindo-se ao evento da sua morte e ressurreição, dissera-lhes: «Disto sois testemunhas» (v. 48). Isto é os discípulos, os apóstolos são testemunhas da morte e da ressurreição de Cristo, naquele dia, também da Ascensão de Cristo. Com efeito, depois de ter visto o seu Senhor subir ao céu, os discípulos voltaram à cidade como testemunhas que com alegria anunciam a todos a vida nova que vem do Crucificado Ressuscitado, em cujo nome «se prega a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações» (n. 47). Este é o testemunho — oferecido não só com palavras mas também com a vida diária — o testemunho que todos os domingos deveria sair das nossas igrejas para entrar durante a semana nas casas, nos escritórios, na escola, nos lugares de encontro e de divertimento, nos hospitais, nas prisões, nas casas para idosos, nos locais cheios de imigrantes, nas periferias da cidade... Devemos oferecer este testemunho todas as semanas: Cristo está connosco; Jesus subiu ao céu, está connosco; Cristo é vivo!

Jesus garantiu que neste anúncio e testemunho seremos «revestidos de poder que vem do alto» (v. 49), ou seja, com a força do Espírito Santo. Eis o segredo desta missão: a presença entre nós do Senhor ressuscitado, que com o dom do Espírito continua a abrir a nossa mente e o nosso coração, para anunciar o seu amor e a sua misericórdia também nos âmbitos mais refratários das nossas cidades. O Espírito Santo é o verdadeiro artífice do multiforme testemunho que a Igreja e cada batizado oferece no mundo. Portanto, nunca podemos descuidar o recolhimento na oração para louvar a Deus e invocar o dom do Espírito. Nesta semana, que nos leva à festa do Pentecostes, permaneçamos espiritualmente no Cenáculo, junto com a Virgem Maria, para receber o Espírito Santo. [...]

Papa Francisco, Regina Coeli, Praça de São Pedro, 8 de Maio de 2016

 

Oração Universal

 

O Senhor elevou uma profunda oração pela unidade de todos aqueles que haveriam de acreditar n'Ele. Como resposta a esta sua vontade, digamos:

 

R. Senhor, tornai-nos perfeitos na unidade.

 

1. Por todos os homens que não têm esperança na ressurreição futura,

para que compreendam o valor e o alcance humano deste destino,

fundado em Cristo ressuscitado. Oremos:

 

2. Por todos os que acreditam em Cristo,

para que colaborem nas iniciativas que se esforçam

por promover a unidade dos cristãos, divididos em várias confissões. Oremos:

 

3. Pelo bispo da Igreja de Roma, para que no seu carisma

de presidência à caridade universal dos cristãos,

seja cada vez mais fiel à sua missão de princípio visível de unidade. Oremos:

 

4. Pelas comunidades religiosas, para que sejam,

para a Igreja e para o mundo, um testemunho vivo da unidade querida por Cristo. Oremos:

 

5. Por todos nós chamados a acreditar na palavra dos sucessores dos apóstolos,

para que sejamos testemunhas alegres da nossa fé. Oremos:

 

Senhor, Pai Santo, que sois fonte de amor e princípio de unidade, tornai-nos dóceis à Palavra do vosso Filho, para que, por meio do Espírito Santo, possamos ser, entre nós e em Vós, um só. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós Senhor, M. Caeneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio Dominical VIII «A Igreja Templo da Trindade»

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus orou ao Pai pelos seus discípulos. Existe uma relação muito íntima entre esta unidade eclesial e a ’comunhão’ eucarística: «Cristo não cessa de promover a unidade através da sua presença eucarística. Com efeito, é precisamente o único Pão eucarístico que nos torna um só corpo... No mistério eucarístico, Jesus edifica a Igreja como comunhão, seguindo o modelo supremo evocado na oração sacerdotal: ‘...como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti’» (MN, 20).

 

Cântico da Comunhão: Senhor, Eu Creio que Sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

cf. Jo 17, 22

Antífona da comunhão: Eu Vos peço, ó Pai: assim como Nós somos um, também eles sejam consumados na unidade. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Ouvi-nos, Deus nosso salvador, e, por estes sagrados mistérios, confirmai a nossa esperança de que todo o Corpo da Igreja alcançará um dia o mistério de glória inaugurado em Cristo, sua Cabeça. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agora que terminamos a celebração, sabemos que, na vida cristã, não se trata de falar dos nossos sentimentos, mas dos sentimentos de Cristo; trata-se de assumir em nós a vida do próprio Jesus. E ao falarmos dos “sentimentos que estão em Cristo”, não estamos a pensar apenas nos sentimentos de Jesus no passado, mas sim no dinamismo da sua presença como Ressuscitado. É que Ele está vivo! Jesus está aqui! Ele continua a desejar e a pedir a nossa unidade. Colaboremos da nossa parte para que o sonho de Cristo se torne realidade.

Ide em paz...

 

Cântico final: Eu Quero Viver na Tua Alegria, H. Faria, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

2ª Feira, 3-VI: Conhecer melhor o Espírito Santo.

Act 19, 1-8 / Jo 16, 29-33

Eles responderam-lhe: Mas nem sequer ouvimos dizer que existe um Espírito Santo.

Vamos preparar-nos ao longo destes dias, anteriores à Solenidade de Pentecostes, para conhecermos melhor o Espírito Santo (LT). Ele cura as feridas dos nossos pecados: 'fogem diante dEle todos os que o odeiam' (SR), leva a cabo uma transformação espiritual, ilumina-nos e dá-nos fortaleza para vivermos como filhos de Deus, imitando a Jesus Cristo.

No mundo havemos de sofrer tribulações, mas devemos ter coragem, pois Cristo venceu o mundo (EV). Peçamos ao Espírito Santo o dom da fortaleza, para enfrentarmos as dificuldades, e sermos constantes para alcançarmos o bem.

 

3ª Feira, 4-VI: A 'hora de Jesus' e o Espírito Santo.

Act 20, 17-27 / Jo 17, 1-11

Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai, chegou a hora.

Finalmente chegou a 'hora de Jesus' (EV). Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai, no momento em que vai vencer a morte, ressuscitar e entregar o Espírito Santo, soprando sobre os discípulos: 'Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos' (SR).

O Espírito Santo orienta a vida dos primeiros cristãos, como diz S. Paulo: Só sei que o Espírito Santo me avisa de cidade em cidade que me aguardam cadeias e tribulações (LT). Assim deve ser também na vida de cada um de nós, para que nos inspire o que devemos fazer e dizer, nos guie e fortaleça nas tribulações.

 

4ª Feira, 5-VI: A oração sacerdotal de Jesus (I).

Act 20, 28-38 / Jo 17, 11-19

Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: Pai santo, guarda os meus discípulos no teu nome.

Esta oração sacerdotal contém as grandes petições da oração dominical: a referência ao nome do Pai, o empenho pelo seu reino, o cumprimento da vontade do Pai, o seu desígnio de salvação, a libertação do mal (EV) (CIC, 2750).

S. Paulo pede igualmente aos anciãos de Éfeso: 'Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho' (LT). Pressentia o ataque ao rebanho, que arrastaria muitos discípulos. Agora, todos precisamos viver bem a Comunhão dos santos, pedindo pela firmeza na fé de todos os nossos irmãos. 'Mostrai, Senhor, o vosso poder, confirmai o que fizestes por nós' (SR).

 

5ª Feira, 6-VI: A oração sacerdotal de Jesus (II).

Act 22, 30- 23, 6-11/ Jo 17, 20-26

Jesus: não é só por estes discípulos que eu rogo, é também por aqueles que vão acreditar em mim, por meio da sua palavra.

 Na sua oração sacerdotal, Jesus pede ao Pai pelos frutos da pregação dos seus discípulos (EV). Um deles foi S. Paulo, que fala aos sacerdotes e ao Sinédrio, 'evitando que o despedaçassem' (LT). Depois foi enviado a Roma: 'Coragem! Tal como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim também tens de o dar em Roma' (LT).

Todos somos enviados pelo Senhor, junto das respectivas famílias e nos locais de trabalho. Que todos os que convivem connosco, sejam atraídos para o Senhor, pelo nosso testemunho e pelas nossas palavras: 'defendei-me. Senhor; Vós sois o meu refúgio' (SR).

 

6ª Feira, 7-VI: Defesa da fé recebida.

Act 25, 13-21 / Jo 21, 15-19

Simão, filho de João, amas-me mais tu do que estes... Apascenta as minhas ovelhas.

Jesus confirma a Simão Pedro o encargo que antes lhe tinha anunciado: 'Apascenta as minhas ovelhas' (EV). Entrega-lhe a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja (CIC, 553). Quando o sucessor de S. Pedro nos falar tenhamos presente que tem a autoridade do próprio Cristo.

S. Paulo foi preso por causa de 'questões sobre a sua religião e sobre um certo Jesus' (LT). Procuremos melhorar a nossa formação doutrinal para enfrentarmos os problemas que se apresentam hoje: 'O seu reino estende-se sobre o universo' (SR).

 

Sábado, 8-VI: testemunhas fiéis de Jesus.

Act 28, 16-20 / Jo 21, 20-25

É esse discípulo que dá testemunho dessas coisas e as escreveu

Os Evangelhos foram escritos pelos primeiros homens que receberam a fé (EV) e que quiseram partilhá-la com os outros. Tendo conhecido Jesus pela fé, puderam ver e fazer ver os traços do seu mistério em toda a sua vida terrena. Pelos seus gestos e palavras, foi revelado que nEle habita corporalmente a plenitude da divindade (CIC, 515).

S. Paulo, prisioneiro em Roma durante dois anos, não deixou de ensinar o que dizia respeito a Jesus (LT). Também nós, com fé, ultrapassaremos as dificuldades na propagação da Boa Nova: Os olhos do Senhor estão atentos ao pobre (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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