6º Domingo da Páscoa

26 de Maio de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus Vive na Sua Morada Santa, F. dos Santos, NRMS 38

cf. Is 48, 20

Antífona de entrada: Anunciai com brados de alegria, proclamai aos confins da terra: O Senhor libertou o seu povo. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Sem luz não se pode caminhar. Quando falta a luz numa casa, numa povoação, toda a gente suspende as suas actividades e fica em silêncio como que à espera de uma resposta explicativa para o que aconteceu.

A verdadeira fonte da nossa luz da Fé, em último caso, é Deus. Mas Ele quer ministrar-nos esta luz por meio da Igreja que Jesus Cristo fundou. Ela ensina-nos e garante a autenticidade das verdades de fé em que acreditamos.

 

Acto penitencial

 

Vivemos com tibieza a nossa fé, como se os seus ensinamentos fossem para nós um peso insuportável, e não damos testemunho dos ensinamentos de Cristo, quando é necessário, porque não renovamos os conhecimentos do catecismo.

Humilhemo-nos, arrependamo-nos e prometamos emenda de vida.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos, no Tempo Pascal, a assembleia com a água benta, em recordação do Batismo. Neste caso, suprime-se o ato penitencial.)

 

•   Senhor Jesus: Não temos alimentado a nossa fé com o estudo do catecismo

    e, por isso, calamo-nos ou colaboramos, se as verdades fé são combatidas.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Cristo: A nossa vida não está, muitas, de acordo com os ensinamentos da fé,

    e tentamos convencer-nos de que, a pesar disso, somos católicos praticantes.

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Senhor Jesus: Temos sido desleixados em ensinar o catecismo na família

    e não damos testemunho do calor e alegria de viver a fé em Jesus Cristo.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Concedei-nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No seio de algumas Igrejas dos tempos apostólicos surgiram dúvidas quanto às exigências da fé cristã. Imediatamente procuraram um esclarecimento junto dos Apóstolos.

Havemos e resolver as nossa dúvidas e hesitações sobre os deveres cristãos ouvindo o que diz o Santo Padre e os Bispos em comunhão com ele.

 

Actos dos Apóstolos 15, 1-2.22-29

Naqueles dias, 1alguns homens que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos de Antioquia: «Se não receberdes a circuncisão, segundo a Lei de Moisés, não podereis salvar-vos». 2Isto provocou muita agitação e uma discussão intensa que Paulo e Barnabé tiveram com eles. Então decidiram que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos. 22Os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja, decidiram escolher alguns irmãos e mandá-los a Antioquia com Barnabé e Paulo. Eram Judas, a quem chamavam Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos. 23Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia. 24Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras, 25resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo, 26homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões. 28O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis: 29abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus».

 

O nosso texto limita-se a referir a «discussão intensa» e mesmo «muita agitação» (v. 2) levantada por alguns cristãos vindos do judaísmo, do grupo dos chamados judaizantes, que defendiam a necessidade das práticas judaicas, incluindo a própria circuncisão. A questão motivou a reunião do Sínodo de Jerusalém, presidido pelo próprio Pedro. A leitura, porém, suprime tudo o que se refere ao desenrolar do chamado Concílio dos Apóstolos (vv. 6-21), referindo apenas a embaixada a Antioquia da Síria com decreto apostólico final. A questão era especialmente grave, pois estava em causa tanto a catolicidade da Igreja, como a sua unidade; com efeito, se, para se ser cristão, fosse preciso judaizar, o cristianismo teria, ao fim e ao cabo, de se confinar ao círculo restrito, internacionalmente mal visto, dos judeus com os seus prosélitos; se, por outro lado, na Igreja se transigisse com a existência de dois tipos de cristãos, os circuncidados e o incircuncisos, seria inevitável um cristianismo classista e dividido, pois uns seriam os cristãos de primeira (os da circuncisão), e outros, em esmagadora maioria, os cristãos de segunda (os do prepúcio). O Sínodo de Jerusalém não teve dificuldade, assistido pelo Espírito Santo (cf. v. 28), em velar decididamente pela catolicidade e pela unidade da Igreja; com efeito, uma questão destas, aparentemente disciplinar, tinha raízes dogmáticas profundas e enormes consequências pastorais.

28-29 «Nenhuma obrigação além destas». Descartada totalmente a necessidade de judaizar para se ser um cristão perfeito, o Sínodo, no entanto, aprovou as chamadas «cláusulas de Tiago», medidas disciplinares restritas ao tempo e lugares em que fosse conveniente facilitar a boa conivência entre os cristãos vindos do judaísmo com os cristãos vindos directamente da gentilidade; estes deveriam abster-se de «carne imolada aos ídolos» e depois vendidas ao público, bem como de comer «sangue» e «carnes sufocadas» (entenda-se, de animais estrangulados e não sangrados), uma vez que se tratava duma coisa altamente abominável para os judeus, pois o sangue era a vida, pertença exclusiva de Deus (cf. Gn 9, 4; Lv 17, 14). Também ficavam proibidos certos casamentos com determinados impedimentos legais que faziam com que as relações matrimoniais fossem consideradas «porneia», isto é, «relações imorais», ao serem tidas por incestuosas e ilícitas, devido a certos graus de parentesco (cf. Lv 18, 6-18). Esta é a interpretação que considero a mais plausível e é hoje a mais habitual; assim, não parece que neste caso «porneia» designe a prostituição ou a fornicação, como às vezes se traduz. Note-se que este decreto ocasional, que data dos anos 49-50, não chegou a vigorar em Corinto (cf. 1 Cor 8 – 10), cidade evangelizada por S. Paulo pelo ano 50-51.

 

Salmo Responsorial    Sl 66 (67), 2-3.5.6.8 (R. 4 ou Aleluia)

 

Monição: Israel costumava cantar o salmo 66 para agradecer ao Senhor os frutos abundantes das colheitas.

Também nós havemos de participar na Santa Missa com sentimentos de gratidão por todos os benefícios recebidos, especialmente pela colheita abundante de novos cristãos neste tempo pascal.

 

Refrão:     Louvado sejais, Senhor,

                pelos povos de toda a terra.

 

Ou:           Aleluia.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os vossos caminhos

e entre os povos a vossa salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu louvor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O autor do Livro do Apocalipse transporta-nos em espírito à glória dos bem aventurados no Céu e, para se exprimir, serve-se de referências às belezas deste mundo.

É infinitamente mais bela a realidade que nos espera depois da morte, se nos mantivermos fiéis ao nosso Baptismo.

 

Apocalipse 21, 10-14.22-23

10Um Anjo transportou-me em espírito ao cimo de uma alta montanha e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, 11resplandecente da glória de Deus. O seu esplendor era como o de uma pedra preciosíssima, como uma pedra de jaspe cristalino. 12Tinha uma grande e alta muralha, com doze portas e, junto delas, doze Anjos; tinha também nomes gravados, os nomes das doze tribos dos filhos de Israel: 13três portas a nascente, três portas ao norte, três portas ao sul e três portas a poente. 14A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes e neles doze nomes: os dos doze Apóstolos do Cordeiro. 22Na cidade não vi nenhum templo, porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro. 23A cidade não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro.

 

A parte final do Apocalipse, apresenta-nos, em linguagem figurada, o triunfo definitivo da Esposa do Cordeiro, a Igreja. A visão dos vv. 10-14 utiliza a linguagem de Ezequiel com que se refere a Jerusalém e ao Templo restaurados (Ez 40 – 42), mas com a particularidade de se tratar duma realidade «que descia do Céu», pondo assim em relevo a iniciativa divina. Com os nomes das 12 tribos de Israel unidos aos dos 12 Apóstolos mostra-se como a novidade da Igreja de Cristo está na continuidade do antigo Povo de Deus. Apraz registar aqui os comentários espirituais de Santo Agostinho:

10 «A montanha é Cristo. A Igreja é a cidade santa edificada na montanha; é a esposa do Cordeiro. Foi edificada na montanha, quando foi conduzida aos ombros do pastor, como foi conduzida ao redil a própria ovelha (cf. Lc 15, 5)».

12 «As doze portas e os doze Anjos são os Apóstolos e os Profetas, segundo o que está escrito (Ef 2, 20). Isto está de harmonia também com o que o Senhor disse a Pedro (Mt 16,18). (...) Diz-se que os Apóstolos são portas que, com a sua doutrina, abrem a porta da vida eterna».

13 «Porque a cidade descrita é a Igreja difundida por todo o orbe, mencionam-se três portas em cada uma das quatro partes do mundo, pois na Igreja, nas quatro partes do mundo, anuncia-se o mistério da Trindade».

22 «Na cidade não vi nenhum templo»: «assim é, porque em Deus está a Igreja, e na Igreja está Deus», «porque o seu templo é o Senhor» (cf. Jo 2, 19-22; 4, 23-24).

23 «Não precisa da luz do Sol». «A Igreja não é orientada pela luz, nem pelos elementos do mundo; é conduzida por Cristo, o eterno Sol, por entre as trevas do mundo (cf. Jo 8, 12; 1, 9)».

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 14, 23

 

Monição: Tudo o que temos a fazer nesta vida terrena é amar com obras, e não apenas com palavras. Jesus promete-nos que, pelo Baptismo e pela fidelidade, por amor, aos seus compromissos, nos tornamos morada da Trindade Santíssima.

Alegremo-nos e aclamemos festivamente esta luz de salvação que nos vem do Evangelho.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 35

 

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra.

Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.

 

 

Evangelho

 

São João 14, 23-29

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 23«Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. 24Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. 25Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. 26Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. 27Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. 29Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis»

 

Estas palavras pertencem à resposta de Jesus à pergunta de Judas: «Porque Te hás-de manifestar a nós, e não Te manifestarás ao mundo?» (v. 22). Poderia parecer uma evasiva de Jesus, pois nega-se a fazer uma demonstração inequívoca e esmagadora do seu poder à humanidade hostil a Deus (o mundo), como esperavam os judeus e como desejam os crentes em geral. Jesus insiste no que acabava de dizer (vv. 19-21), a saber, que se manifesta já, mas individualmente, às almas bem dispostas, a quem Lhe tem amor, através de uma presença íntima e reconfortante. O Antigo Testamento já tinha falado da «morada» de Deus no meio do seu povo (cf. Ex 29, 45; Lv 26, 11; Ez 37, 26-27), mas Jesus fala duma inabitação distinta, perfeitamente individualizada, de forma permanente e única, diferente da ubiquidade divina, na alma de cada fiel. É também neste sentido, o de uma presença de Deus em cada cristão, que S. Paulo fala em 1 Cor 6, 19 e Rom 8, 11.

26 «O Paráclito», em grego, paraklêtós, era o advogado de defesa e, por extensão, o protector. A tradução latina por Consolador é deficiente, embora corresponda ao contexto do discurso do adeus. «Que o Pai enviará em meu nome», quer dizer: «por vontade de Jesus, como seu representante e a pedido seu; cf. Jo 14, 16» (Wikenhauser). A passagem deixa ver claramente a distinção real das Três Pessoas da SS. Trindade.

27 «Deixo-vos a paz, dou-Vos a minha paz. Não vo-la dou corno a dá o mundo…». Era corrente desejar a paz como saudação ou despedida. Mas Jesus não se limita a desejá-la, Ele mesmo a paz aos seus! E uma paz que não é a que o mundo oferece ou anela, uma paz que é sinónimo de prosperidade ou segurança terrena. A paz que Jesus deixa de forma permanente nos seus é a paz de se saberem filhos de Deus (cf. Jo 1, 12), salvos por Ele, uma paz que lhes transmite confiança em Deus, ao ponto de afastar tudo o que seja medo e perturbação (cf. Jo 14, 1; 16, 33).

28 «O Pai é maior do que Eu». Esta expressão foi o célebre cavalo de batalha da heresia ariana. Jesus não considera aqui a sua natureza divina: como homem, é de facto inferior ao Pai. Com efeito, Jesus está a falar da sua ida para o Pai, e é em razão da sua natureza humana que vai para o Pai. No entanto, Santo Agostinho, ao longo da sua célebre obra «De Trinitate» diz que esta expressão também insinua a geração eterna: «nativitas ostenditur»; e Santo Hilário de Poitiers precisa: «est enim Pater maior Filio, sed ut Pater Filio, generatione, non genere» (PL 9, 801).

 

Sugestões para a homilia

 

• A Igreja, Mestra da Fé

Os problemas doutrinais

A infalibilidade do Papa

Amar e alimentar a fé

• Guardar a fidelidade

A fidelidade, condição de Amor

Dóceis ao Espírito Santo

A fidelidade, caminho do Céu

 

1. A Igreja, Mestra da Fé

 

a) Os problemas doutrinais. «Naqueles dias, alguns homens [...] ensinavam aos irmãos de Antioquia: «Se não receberdes a circuncisão, segundo a Lei de Moisés, não podereis salvar-vos». Isto provocou muita agitação e uma discussão intensa que Paulo e Barnabé tiveram com eles

Um grupo de pessoas, vindas do mundo judaico, confundia os primeiros cristãos da Igreja de Antioquia, pretendendo tornar obrigatórias práticas da Antiga lei que o Divino Mestre tinha abolido. Na prática, tratava-se de seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, ou pôr de lado tudo o que Ele tinha ensinado.

No Povo de Deus entrava-se pela circuncisão, recebida oito dias depois do nascimento. Jesus mesmo foi circuncidado.

Na Igreja, novo Povo de Deus, entra-se pelo Baptismo. Estes queriam as duas coisas.

Também nesta época alguns pensavam erradamente que só as pessoas da raça judaica podiam pertencer à Igreja e, portanto, salvar-se.

A fidelidade doutrinal — a docilidade da inteligência ao que Deus revelou e a Igreja ensina — é fundamental.

A doutrina é o caminho do Céu. Se a indicação do caminho estiver errada, não chegamos ao destino.

As placas de indicação podem estar erradas, voluntária ou involuntariamente; o GPS pode estar avariado. A consequência, quando isto acontece, é que andamos às voltas e não chegamos onde queremos.

A sã doutrina é remédio de Salvação. Se o medicamento estiver trocado, a pessoa pode não se curar, ficar mais doente ou mesmo morrer.

As dificuldades de hoje. Os cristãos de hoje enfrentam várias dificuldades principais em matéria de fé e doutrina:

— há uma ignorância religiosa muito grande, mesmo nos meios cristãos. Isto acontece por vários motivos: muitas famílias já não transmitem os conhecimentos da fé de pais a filhos. No nosso meio, ainda são os avós que o fazem, mas a geração que vem a seguir já mergulhou na escuridão da ignorância e ninguém pode dar o que não tem.

— Existe uma desorientação doutrinal propositada em alguns Meios de Comunicação Social. Servem-se das palavras do Papa ou do Concílio para confundir, ou espalham o erro de que este mandamento ou aquele já caiu em desuso.

 — O assalto aos meios cristãos de seitas e outros movimentos tendenciosos confunde os fiéis: o espiritismo, a bruxaria, a Nova Era, etc.

Por detrás de muitos destes movimentos movem-se interesses inconfessáveis que acabam por confundir muitas pessoas.

Houve sempre problemas doutrinais, desde o princípio da Igreja, como este de que nos fala o livro Actos dos Apóstolos.

 

b) A infalibilidade do Papa. «Então decidiram que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos. [...] Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, [...] resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos

Sabendo que a unidade doutrinal é o alicerce de toda a unidade da Igreja, os cristãos de Antioquia, num momento de confusão, resolveram consultar o Colégio Apostólico que estava ainda em Jerusalém. Para isso, enviaram-lhe uma delegação.

Quando a dúvida entra no nosso espírito, logo diminui a firmeza e solidez daquilo que afirmamos.

Jesus Cristo, com sabedoria infinita, lançou mão de todas as garantias para que nunca tivéssemos motivos para dúvidas em matéria de fé e costumes.

Em que consiste o carisma da infalibilidade: numa assistência especial que o Espírito Santo dá a quem recebe este carisma que o preserva de cair em erro, em matéria de fé e de costumes.

O cardeal beato Newman defendeu que a infalibilidade papal (ou infalibilidade da Igreja) é como uma medida adotada pela misericórdia do Criador para preservar a verdadeira religião no mundo e para refrear aquela liberdade de pensamento que, evidentemente, em si mesma, é um dos nossos maiores dons naturais, mas que urge salvar dos seus próprios excessos suicidas.

A infalibilidade do Santo Padre. Quando Jesus interrogou os Apóstolos sobre o que pensavam acerca d’Ele, todos ficaram em silencia e só Simão Pedro respondeu: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.» Jesus acrescentou que Pedro não rinha respondido certo pela sua cabeça, mas porque o Espírito Santo o iluminou.

A Igreja aceitou sempre que o Santo Padre é infalível em matéria de fé e costumes. Mas quis proclamá-lo solenemente no Concílio Vaticano Im pela constituição Pastor Æternus  (18 de Julho de1970): “O Romano Pontífice, quando fala "ex cathedra", isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé ou costumes que deve ser sustentada por toda a Igreja, possui, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua Igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, ditas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis.

O Colégio Episcopal. É constituído pelos Bispos de toda a Igreja, em união com a Cabeça (o Papa). Goza do carisma da infalibilidade quando está reunido em Concílio; e, quando disperso, ensina e promove uma verdade de fé ou de costumes professada e sustentada já por toda a Igreja Católica.

O Concílio Ecuménico. Os Bispos de toda a Igreja reúnem-se solenemente no Concílio Ecuménico, em união com o Santo Padre. Quando declaram explicitamente que desejam definir uma verdade de fé ou de moral, são infalíveis, em comunhão com a Cabeça do Concílio e Cabeça visível da Igreja que é o Santo Padre.

 

c) Amar e alimentar a fé. «O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis: abster-se da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus

Num momento de dúvida, os cristãos Antioquia recorreram ao Colégio Apostólico que vivia ainda na Cidade Santa e estes deram uma resposta “oficial” às dúvidas apresentadas.

Por sua vez, os cristãos de Antioquia — foi nesta cidade que receberam pela primeira vez este nome — acolheram estas verdades e procuraram viver de acordo com os seus ensinamentos.

Conhecer a doutrina da fé e da moral. A luz da fé e da moral — os ensinamentos destas verdades — ensinam-nos o caminho do Céu. Se o não conhecêssemos, como poderíamos ir para lá?

Encontramos pessoas convencidas de que é melhor ser ignorante para não tomar compromissos. É um erro: a pessoa que ignora a doença de que padece não se cura mais depressa e melhor do que aquele que sabe que está doente e procura tratar-se.

Aquele que caminha na estrada de olhos fechados, não evita, com isso, o perigo de ser atropelado.

Quando o Senhor nos dá um conhecimento, concede-nos ao mesmo tempo força para o podermos pôr em prática.

A fé alimenta-se com o estudo da doutrina e com a frequência dos meios de formação.

Seguir os ensinamentos da Igreja. Deus mostra-nos o caminho do Céu e da felicidade, pela Sua doutrina, para o seguirmos. Quando o médico receita um medicamento a um doente é para que o adquira e o tome.

Difundi-los entre as pessoas. Uma das obras de misericórdia espirituais consiste em ensinar os ignorantes.

Jesus disse aos Apóstolos e aos cristãos de todos os tempos: «Vós sois a luz do mundo.» A luz não “vive” para si, mas para servir os que estão ao seu alcance.

 

2. Guardar a fidelidade

 

a) A fidelidade, condição de Amor. «Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada

Um pouco antes, no Seu discurso de despedida desta vida mortal, Jesus tinha-Se apresentado aos Apóstolos como o caminho que leva ao Pai, nossa felicidade para sempre e convidou-os a segui-l’O.

A fidelidade é dinâmica. Não podemos olhar a nossa vida em Jesus Cristo como uma situação estática, parada, sem esforço nem luta. Jesus apresenta-a como um caminho em que O seguimos e, num caminho, estamos fora da meta dos nossos passos. Dirigimo-nos para ela.

Quem pensa que já não precisa de esforço para viver a sua fé, está iludido, porque deixou de caminhar, de se converter.

O Espírito Santo vai-nos propondo os passos que devemos dar, como o melhor dos pedagogos que marca pequenos passos a dar no caminho. Se nos propusesse tudo de uma só vez, ficaríamos assustados e desanimados.

Fieis a quem? Quando se fala de fidelidade, referimo-nos à aceitação de todas as verdades da fé e à vida em conformidade com elas.

Tudo se converte em sermos fieis a Jesus Cristo, imitando-O momento a momento da nossa vida.

Na verdade, cristão não é alguém que segue umas ideias, por muito belas que sejam, mas uma Pessoa que se chama Jesus Cristo. Somos chamados a um enamoramento progressivo com Ele, até à comunhão perfeita na Vida Eterna.

Fieis ao Amor. Deus quer estabelecer com cada um de nós uma intimidade única. Esta intimidade começou já no momento do nosso Baptismo. Tornámo-nos então templos e sacrários da Santíssima Trindade: do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Trata-se de uma comunhão na Verdade e no Amor que, uma vez começada na terra, vai continuar para sempre no Paraíso.

Qualquer pecado desvia-nos do Caminho que é Jesus Cristo e perturba esta intimidade, ou até a mata, se for um pecado mortal. Por isso, Jesus põe como condição desta intimidade guardar a Sua Palavra, isto é, os Seus Mandamentos.

 

b) Dóceis ao Espírito Santo. «Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse

Jesus diz-nos coisas muito belas sobre o Espírito Santo — Terceira Pessoa da Santíssima Trindade — antes de inaugurar a Sua invisibilidade na Igreja, pela Paixão, Morte, Ressurreição e ascensão aos Céus.

Começa por nos dizer que a Sua partida para a Casa do Pai é condição para que o Espírito Santo nos seja enviado. Começa, depois, uma bela catequese sobre o Espírito Santo, dom do Pai.

O Consolador. Os Apóstolos sofrem com a Paixão de Jesus e com a Sua Ascensão gloriosa aos Céus; enfrentarão muitas privações e dificuldades na evangelização, perseguições e incompreensões, mas em tudo poderão contar com o Espírito Santo, Consolador de todos os momentos.

Ensina-nos toda a Verdade. Os Apóstolos não tinham compreendido muitas das verdades que Jesus Cristo lhes ensinara durante os três anos da Vida Pública. Não acabam por entender a verdadeira missão de Jesus, rejeitam a ideia da Sua Paixão e Morte e sonham ainda com um Reino temporal.

O Espírito Santo vem ajudá-los a compreender todas estas verdades, tornando-os testemunhas fieis da Pessoa e ensinamentos de Jesus.

Confirma os ensinamentos de Jesus. Não vem para ensinar verdades novas, mas confirmar toda a revelação recebida do Mestre.

A mesma missão tem na vida de cada um de nós, pois é o Dom do Pai para nos ajudar nesta caminhada para o Céu.

— O Espírito Santo vem para nos santificar, fazendo de cada um de nós testemunhas e imagens vivas de Jesus Cristo. Fá-lo num trabalho silencioso, ao ritmo de Deus

— É o nosso Consolador. Quando nos sentimos tristes, desanimados ou preocupados com algum problema, recolhamo-nos uns instantes para invocarmos o Espírito Santo. Logo nos daremos conta de que nos anima e nos conforta.

— Ilumina-nos, para que compreendamos melhor as verdades da fé. Pelo dom da Sapiência leva-nos a sentir gosto no trato com Deus; e pelo do Entendimento, dá-nos a compreensão das verdades da fé e da relação que elas têm entre si.

 

c) A fidelidade, caminho do Céu. «Na cidade não vi nenhum templo, porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro. A cidade não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro

Fala-se muito de esperança, nos dias de hoje. Em muitos casos, ela apresenta-se como uma palavra oca, sem conteúdo; outras vezes, leva-nos a correr atrás de coisas que para nada servem ou até nos complicam a vida.

As pessoas agitam-se, preocupam-se, perdem o sono e correm atrás de banalidades que as deixam ainda mais vazias, em vez de lhes proporcionar a felicidade com que tinham sonhado.

A verdadeira Esperança. No coração das nossas aspirações há-de estar Jesus Cristo que nos conduz ao Pai, à felicidade eterna. Este é o grande tesouro que procuramos na vida.

Vamos a caminho do Céu, e esta vida é um tempo de prova, de merecimento, para o recebermos como herança.

Diante de nós está uma escolha fundamental: ou Céu ou inferno, para sempre; ou felicidade ou infelicidade; ou viver na alegria de Deus, dos Anjos e dos Santos, ou na companhia dos demónios e de todos os condenados; ou Amor puro, ou ódio.

Esta é a Esperança única, central na nossa vida, que deve aglutinar todas as outras: assegurar, pela misericórdia de Deus, um lugar no Céu.

Anima e corona as outras. Esta esperança está no centro da nossa vida na terra. Se assim não for, se as pequenas esperanças da vida estiverem contra ela, não são verdadeiras esperanças, mas ilusões que podem ser fatais.

A Santa Missa memorial permanente da verdadeira Esperança. Em cada celebração da Santa Missa recebemos o testemunho do amor de Deus sem medida a cada um de nós e do Seu desejo infinito de nos salvar.

Quando nos reunimos para celebrar a mesma fé, ouvindo a Palavra de Deus e orando com as nossas palavras e cânticos, somos fortalecidos na fé.

Maria, Mãe da nossa Esperança. Maria Santíssima, quando lhe pedimos ajuda, enche-nos de coragem para continuar a nossa caminhada para o Céu.

Ela é verdadeiramente a Mãe da nossa Esperança e ajuda-nos a caminhar até ao Céu.

 

Fala o Santo Padre

 

«O Espírito Santo fará recordar os ensinamentos de Jesus

nas diversas circunstâncias concretas da vida, para os poder pôr em prática.»

O Evangelho de hoje reconduz-nos ao Cenáculo. Durante a Última Ceia, antes de enfrentar a paixão e a morte na cruz, Jesus promete aos Apóstolos o dom do Espírito Santo, que terá a tarefa de ensinar e de recordar as suas palavras à comunidade dos discípulos. O próprio Jesus o diz: «O Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito» (Jo 14, 26). Ensinar e recordar. É isto que o Espírito Santo faz nos nossos corações.

No momento em que se prepara para voltar para o Pai, Jesus prenuncia a vinda do Espírito que, antes de tudo, ensinará os discípulos a compreender sempre melhor o Evangelho, a aceitá-lo na sua existência e a torná-lo vivo e ativo com o testemunho. Quando confia aos apóstolos — que significa precisamente «enviados» — a missão de levar o anúncio do Evangelho a todo o mundo, Jesus promete que não permanecerão sozinhos: estará com eles o Espírito Santo, o Paráclito, que se colocará ao seu lado, aliás, estará neles, para os defender e apoiar. Jesus volta para o Pai mas continua a acompanhar e a ensinar os seus discípulos mediante o dom do Espírito Santo.

O segundo aspeto da missão do Espírito Santo consiste em ajudar os Apóstolos a recordar as palavras de Jesus. O Espírito tem a tarefa de despertar a memória, de recordar as palavras de Jesus. O Mestre divino já comunicou tudo o que pretendia confiar aos Apóstolos: com Ele, Verbo encarnado, a revelação está completa. O Espírito fará recordar os ensinamentos de Jesus nas diversas circunstâncias concretas da vida, para os poder pôr em prática. É precisamente o que acontece ainda hoje na Igreja, guiada pela luz e pela força do Espírito Santo, para que possa levar a todos o dom da salvação, ou seja, o amor e a misericórdia de Deus. Por exemplo, quando ledes todos os dias — como vos aconselhei — um trecho, um excerto do Evangelho, pedi ao Espírito Santo: «Que eu compreenda e recorde estas palavras de Jesus». E depois lede o trecho, todos os dias... Mas primeiro, aquela oração ao Espírito, que está no nosso coração: «Que eu recorde e compreenda».

Nós não estamos sozinhos: Jesus está ao nosso lado, no meio de nós, dentro de nós! A sua nova presença na história verifica-se mediante o dom do Espírito Santo, por meio do qual é possível instaurar uma relação viva com Ele, crucificado e Ressuscitado. O Espírito, efundido em nós com os sacramentos do Batismo e da Confirmação, age na nossa vida. Ele guia o nosso modo de pensar, agir, distinguir o que é bom e o que é mau; ajuda-nos a praticar a caridade de Jesus, o seu doar-se aos outros, sobretudo aos mais necessitados.

Não estamos sozinhos! E o sinal da presença do Espírito Santo é também a paz que Jesus concede aos seus discípulos: «Dou-vos a minha paz» (v. 27). Ela é diversa da que os homens desejam ou procuram realizar. A paz de Jesus brota da vitória sobre o pecado, sobre o egoísmo que nos impede de nos amarmos como irmãos. É dom de Deus e sinal da sua presença. Cada discípulo, chamado hoje a seguir Jesus carregando a cruz, recebe em si a paz do crucificado, morto e ressuscitado na certeza da sua vitória e na expectativa da sua vinda definitiva.

A Virgem Maria nos ajude a acolher com docilidade o Espírito Santo como Mestre interior e como Memória viva de Cristo no caminho diário.

Papa Francisco, Regina Coeli, Praça de São Pedro, 1 de Maio de 2016

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos em Cristo e filhos de Maria:

Oremos confiadamente a Deus, nosso Pai,

para que nos envie a paz no Espirito Santo

e nos ensine a permanecer no Seu amor,

Oremos (cantando), com fé e cheios de alegria:

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

1. Pela santa Igreja, templo santo do Deus vivo, esposa de Cristo e nossa Mãe,

    para que nos ensine o caminho da Verdade e do Amor e nos conduza ao Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

2. Pelo Santo Padre, com os Bispos em comunhão de Doutrina e Amor com ele,

    para que sinta, neste mês de Maio, a protecção maternal de Nossa Senhora,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

3. Pelas mães desta comunidade que neste dia se alegram com os seus filhos,

    para que recebam hoje o conforto e ajuda do Senhor pela sua maternidade,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

4. Pelos meninos e meninas que se preparam para fazer a Primeira Comunhão,

    para que os anjos da guarda os acompanhem neste passo decisivo da vida,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

5. Por todos nós aqui reunidos em comunhão a celebrar a Santíssima Eucaristia,

    para que celebremos com especial piedade o mês dedicado a Nossa Senhora,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

6. Pelas mães da nossa comunidade que faleceram de há um ano até ao dia de hoje

    para que o Senhor Jesus as acolha neste dia na alegria e na da felicidade eterna,

    oremos, irmãos.

 

    Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

Deus fiel e cheio de misericórdia para connosco,

que prometestes vir habitar com o vosso Filho

no coração dos que guardam a Sua palavra,

dai-nos a graça de nos sentirmos, desde agora,

cidadãos da nova Jerusalém, cidade santa.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Pelas oferendas que levamos ao altar queremos agradecer ao Senhor a semana de trabalho que nos concedeu, e para que Ele transforme no Seu Corpo e Sangue o pão e o vinho que é fruto da Sua bênção e do nosso trabalho.

Iremos, depois, recebê-l’O sacramentalmente, para que seja a nossa força nesta semana que hoje começa.

 

Cântico do ofertório: Senhor, Fazei de Mim um Instrumento, F. da Silva, NRMS 6(II)

 

Oração sobre as oblatas: Subam à vossa presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

Se nos lembrarmos frequentemente de que vamos a caminho do Céu e não temos aqui morada permanente, será mais fácil vivermos todos em paz.

Peçamos ao Senhor nos conceda este dom, ao manifestarmos entre nós o sinal litúrgico da paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

 

Monição da Comunhão

 

A Igreja é a Mãe desvelada que nos convida todas as semanas para a Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia, na qual nos serve o Corpo e o Sangue do Senhor.

Renovemos a nossa fé na Presença Real de Jesus na Eucaristia e procuremos comungar Fé e Amor este Alimento divino.

 

Cântico da Comunhão: Formamos um Só Corpo, C. Silva, NCT 265

cf. Jo 14, 15-16

Antífona da comunhão: Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando, diz o Senhor. Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo, que permanecerá convosco para sempre. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Louvai o Senhor, Louvai, J. Santos, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Senhor Deus todo-poderoso, que em Cristo ressuscitado nos renovais para a vida eterna, multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal e infundi em nós a força do alimento que nos salva. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Agradeçamos ao Senhor o dom de sermos pedras vivas da Igreja que Ele fundou e de que é a Cabeça.

Ajudemos a construí-la, servindo a Cristo presente em cada uma das pessoas com quem nos vamos encontrar ao longo da semana.

 

Cântico final: Ide por Todo o Mundo, M. Luis, NCT 355

 

 

Homilias Feriais

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 27-V: A actuação do Espírito Santo.

Act 16, 11-15 / Jo 15, 26- 16, 4

Quando vier o Paráclito, que Eu hei-de enviar lá do Pai, o Espírito de verdade...

  Jesus promete o envio do Espírito Santo, a quem chama Paráclito, isto é, o Consolador, que ajuda Jesus. Temos necessidade dEle, sobretudo nos momentos difíceis, para não sucumbirmos (EV).

É no momento do Baptismo e, depois na Confirmação, que recebemos este dom de Deus. Assim aconteceu com Lídia, ao receber o Baptismo juntamente com os seus familiares (LT). Exultemos de alegria (SR), porque o Espírito Santo apaga a mancha do pecado original, dá-nos a graça santificante, faz-nos participantes da vida divina e membros da Igreja.

 

3ª Feira, 28-V: A verdade sobre a família.

Act 16, 22-34 / Jo 16, 5-11

O carcereiro logo recebeu o Baptismo, juntamente com todos os seus. E encheu-se de alegria com toda a família.

O carcereiro, depois da sua conversão, pediu aos Apóstolos que fossem a sua casa, e todos os seus receberam o Baptismo (LT). Estas famílias passaram a ser pequenas ilhas dum mundo descrente (CIC, 1655). Tudo foi uma consequência da actuação do Espírito Santo, que Jesus tinha prometido que enviaria (EV).

Muitos factores estão a contribuir para uma crise profunda da instituição familiar. É importante que se proclame a verdade sobre a família, apesar das leis iníquas. E que se mantenha a prática tradicional de baptizar, quanto antes, as crianças.

 

4ª Feira, 29-V: O despertar da religiosidade.

Act 17, 15. 22- 18, 1 /Jo 16, 12-15

Atenienses, vejo que sois os mais religiosos dos homens. Encontrei um altar com esta inscrição: Ao Deus desconhecido.

O homem sempre procurou Deus através de crenças e comportamentos religiosos. Como estas expressões são universais, podemos dizer que o homem é um ser religioso, porque, na verdade, 'Deus não está longe de nós' (LT) e 'O Céu e a terra proclamam a vossa glória' , 'Louvem todos o nome do Senhor' (SR).

Em muitos casos pode ser que a religiosidade esteja oculta. Podemos aproveitar as ocasiões para falar de Deus, como fez S. Paulo (LT), e invoquemos a ajuda do Espírito Santo: 'Ele vos guiará para a verdade plena' (EV).

 

5ª Feira, 30-V: Rogações: Construção de um mundo melhor.

Act 18, 1-8 / Jo 16, 16-20

Oração: Senhor Deus, Criador de todas as coisas, fazei que as nossas tarefas sirvam o progresso humano e a extensão do reino dos Céus.

As Rogações já se celebravam em Roma no século IV. Os cristãos, foram tomando consciência que, através do seu trabalho, colaboravam com Deus na obra da criação. Organizavam uma procissão, rezando a Ladainha dos Santos e, pela Missa celebrada na Basílica de S. Pedro, consagravam ao Senhor todas as actividades temporais. Inspirados pelo Espírito Santo, pediam ao Senhor que os ajudasse a levar à prática o seu projecto a respeito do mundo e dos homens. As Rogações tiveram sempre um carácter penitencial e de sério compromisso pela construção de um mundo melhor.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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