Nossa Senhora de Fátima

13 de Maio de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Desde toda a eternidade, M. Carneiro, NRMS 18

cf. Hebr 4, 16

Antífona de entrada: Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Com muita alegria e profunda gratidão vamos celebrar a primeira Aparição de Nossa Senhora, aos três pastorinhos, em Fátima, o que de fato aconteceu há 102 anos. Lúcia, a mais velha, depois de ter perguntado a Nossa Senhora donde era, dirigiu-lhe uma segunda pergunta: “O que é que Vossemecê me quer?”.

Pergunta semelhante devemos também nós, fazer, neste momento.

Quão importante é tomar consciência da Mensagem de Fátima! Nunca é demais que o façamos. Para isso mais uma vez aqui nos encontramos.

 

 

Ato penitencial

 

Oração e penitência são os meios de salvação que o Evangelho a todos apresenta. Nossa Senhora, em Fátima, veio a todos particularmente lembrar esses mesmos caminhos a que devemos recorrer para nos salvarmos.  Os pastorinhos, crianças inocentes, aderiram com generosidade a este apelo, deixando-nos um grande exemplo a seguir.

A nossa penitência, neste momento, deve ser um sincero arrependimento no intimo do nosso coração.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe, concedei-nos que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela salvação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A presença maternal de Nossa Senhora é uma experiência de felicidade da Cidade Santa do Céu, que enxuga todas as lágrimas dos nossos olhos.

 

Apocalipse 21, 1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos nunca mais haverá morte, nem luto, nem gemidos, nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

A leitura corresponde ao início da grandiosa visão final do Apocalipse: uma vez derrotadas todas as forças do mal e própria morte, é o Reino de Deus que aparece em toda a sua plenitude e esplendor. O pano de fundo desta visão é a de Ez 40.

1 «Um novo Céu e uma nova Terra». Designação de todo o Universo novo, isto é, renovado (isto significa o adjectivo grego original). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral: renovação que indica, primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2 Pe 3, 10-13 e Rom 8, 19-22. A expressão é tirada de Is 65, 17; 66, 22. O que se passará com o Universo no fim dos tempos, em concreto, continua sendo um mistério (cfr. Gaudium et Spes, n.º 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não aquela que é fruto dum simples processo evolutivo natural.

2 «A nova Jerusalém»: uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10): a noiva adornada para o Seu esposo. Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). Também é frequente, na Tradição cristã, inclusive na Liturgia, como sucede no dia 13 de Maio, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja.

 

 

Salmo responsorial     Jdt 13, 18 bc. 19-20a. 20 cd (23 bc-24a. 25 abc)

 

Monição: Aclamemos Aquela que é bendita entre todas as mulheres, e demos graças a Deus por sermos filhos de tão maravilhosa Mãe.

 

Refrão:     Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:           Aleluia.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra;

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

Não poupaste a vida

perante a humilhação da nossa raça,

mas evitaste a nossa ruína,

caminhando com rectidão na presença do nosso Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Por virtude do mistério da Encarnação, Maria já era nossa Mãe. No momento da morte de Jesus, em João, todos fomos de novo assumidos como filhos.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, 73-74

 

Sois ditosa, ó Virgem Santa Maria,

sois digníssima de todos os louvores,

porque de Vós nasceu o sol da justiça,

Cristo, nosso Deus.

 

 

São Mateus 12, 46-50

46Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. 47Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». 48Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». 49E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: 50todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

 

Esta perícope põe em evidência quem é a verdadeira família de Jesus, mas sem pôr em causa o amor de Jesus a sua Mãe. Ele deixa ver que os laços espirituais que nos unem a Deus são superiores e têm direitos e exigências mais urgentes que os laços de sangue (cf. Lc 8, 19). Poderíamos dizer que Jesus ama sua Mãe, mais do que pelos vínculos de sangue, pelos da graça; mas a própria maternidade de Maria já é uma graça, a maior de todas e a fonte de todas as outras graças.

46 «Seus Irmãos». Cf. Mt 13, 55-56 onde se nomeiam Tiago, José, Simão e Judas; os dois primeiros eram filhos de uma mulher chamada Maria, distinta da SS.ma Virgem (Mt 27, 56). Não é admissível que os «irmãos» de Jesus fossem filhos de Nossa Senhora, pois a Igreja sempre defendeu a sua perpétua virgindade. Também não é provável que fossem filhos de S. José. O uso da palavra «irmão» entre os semitas, cujo vocabulário era pobre e reduzido, indicava não apenas os irmãos de sangue, mas também outros graus de parentesco e até todos aqueles que pertenciam à mesma família, clã ou tribo (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tb 7, 9-11).

48-50 Na passagem não está em causa o amor de Jesus a sua Mãe. Jesus ensina, desta maneira, que os laços espirituais que nos unem a Deus são superiores e têm direitos e exigências mais urgentes que os laços de sangue (cf. Lc 8, 19). Poderíamos dizer que Jesus ama sua Mãe mais do que pelos vínculos de sangue, pelos da graça; mas a própria maternidade de Maria já é uma graça, a maior de todas e a fonte de todas.

 

 

Sugestões para a homilia

 

1.     A grandeza de Maria.

2.     Recebeu-A em sua casa.

3.     Fátima, sinal de Deus para os homens do nosso tempo.

 

1.     A grandeza de Maria.

 

A grandeza de Nossa Senhora é posta em relevo no Apocalipse através de figuras e imagens que a história da salvação vem confirmar. Ela é chamada o templo de Deus (1ª Leitura).

Nossa Senhora recebeu em seu Ventre virginal, desde a Anunciação, o Filho de Deus que assim se faz homem também. Em Maria, Deus está presente no meio dos homens. Jesus torna-se nosso irmão.

Maria esteve presente em toda a vida de Jesus Cristo. O texto que acabámos de ler, fala-nos desta presença naquele momento supremo do Calvário, quando João A recebeu como Mãe.

 S. João assume uma tarefa singular. Ao levar Maria para casa, como filho, ele representa-nos a todos. E Nossa Senhora a todos nos recebeu como filhos. As suas muitas Aparições, confirmam as suas constantes preocupações maternais.

 

2.     Recebeu-A em sua casa.

 

S. João, a pedido de Jesus, teve a honra de receber Nossa Senhora em sua casa em Éfeso. Honra semelhante podemos e devemos ter todos nós. Ela quer estar no lar de todos para nos ajudar a vencer as dificuldades da vida e sempre nos conduzir a Jesus.

Quantas graças de Deus, recebem, através de Nossa Senhora, aqueles lares que veneram uma sua imagem ou estampa, colocada em lugar de destaque de suas casas e diante dela rezam o Terço diariamente, como Ela, com tanta insistência, em todas as Aparições em Fátima, pediu.  Os fatos confirmam que “Família que reza unida permanecerá unida” e verá resolvidos todos os problemas familiares com muita facilidade.

Que todos, com muito carinho e devoção, recebam Nossa Senhora em suas casas, como fez pela primeira vez S. João.

 

 

3.     Fátima, sinal de Deus para os homens do nosso tempo.

 

Nossa Senhora, em Fátima, a todos dirige a “mensagem evangélica de oração e penitência” como muito bem recordou S. Paulo VI.

A mensagem de Fátima continua a ser nos nossos dias de premente atualidade. Se em 1917 o ateísmo militante era uma ameaça para a fé, o ateísmo prático de hoje, manifestado no permissivismo e relativismo moral, no indiferentismo religioso e no pouco interesse pela prática da fé, torna a mensagem de Fátima um permanente sinal de alerta do céu para a Igreja e para todo o mundo contemporâneo.

“Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está tão ofendido”, nos pede com carinho de Mãe, Nossa Senhora em Fátima. A todos lembra as verdades eternas do Céu, do inferno e o valor da oração diante de Deus, pela conversão doe pecadores.

“Vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas”, continua a dizer-nos Nossa Senhora.

Vamos levar muito a sério tão insistentes e maternos apelos da nossa querida Mãe do Céu. Aproveitemos todas as oportunidades para divulgar esta tão terna, atual e maternal mensagem de Fátima. Vamos todos consagrarmo-nos ao Coração Imaculado de Maria, como Ela nos recomendou. Façamos as devoções dos Primeiros Sábados, como Nossa Senhora nos propôs. A melhor opção que poderemos tomar na vida será a de nos entregarmos totalmente a Ela, como fez S. João Paulo II. “Sou Todo Teu”, era o lema e programa de vida deste grande Papa.

O atentado e a feliz resistência ao mesmo em S. João Paulo II, verificado em 13 de Maio de 1981, é mais um vibrante apelo à seriedade que todos devemos prestar à importantíssima mensagem de Nossa Senhora em Fátima.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos e irmãs

a Deus nosso Pai que escolheu Maria para Mãe de Jesus

e protetora da humanidade,

que atenda as preces do seu povo, dizendo:

 

R. Por Maria, nossa Mãe, ouvi-nos, Senhor.

 

1.     Para que a Santa Igreja, esposa de Cristo,

conserve a firmeza da fé, a alegria da esperança

e o ardor da caridade no meio das angústias do mundo,

oremos irmãos.

 

R.  Por Maria, nossa Mãe, ouvi-nos, Senhor.

 

2.     Pelos Bispos e homens da Igreja,

pelos agentes de evangelização

para que encontrem na Mãe de Deus

a grande inspiradora do seu apostolado,

oremos, irmãos,

 

R.  Por Maria, nossa Mãe, ouvi-nos, Senhor.

 

3.     Pelas nações em que existem santuários marianos,

para que estes se tornem centros de evangelização,

e meios de renovação espiritual,

oremos, irmãos.

 

R. Por Maria, nossa Mãe, ouvi-nos, Senhor.

 

4.     Pelos doentes, os abandonados e sós,

para que sintam na sua solidão

a presença materna da Mãe de Jesus,

oremos, irmãos.

 

R.  Por Maria, nossa Mãe, ouvi-nos, Senhor.

 

5.     Por todos nós aqui presentes,

para que saibamos invocar Nossa Senhora

nos Seus numerosos títulos e escutá-La

nas Suas mensagens maternas,

oremos, irmãos.

 

R.  Por Maria, nossa Mãe, ouvi-nos, Senhor.

  

6.     Pelos que já partiram para a eternidade,

para que cheguem quanto antes à pátria celeste,

onde possam honrar a Rainha dos Santos,

oremos, irmãos.

 

R. Por Maria, nossa Mãe, ouvi-nos, Senhor.

 

Deus de bondade, atendei as súplicas que vos dirigimos

em favor dos homens nossos irmãos,

e concedei-nos as graças que, com humildade, Vos pedimos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor que Vos oferecemos na festa da Virgem Santa Maria, perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados e orientai os nossos corações no caminho da santidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

PREFÁCIO

 

Maria, imagem e mãe da Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade ao celebrarmos a festa da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado, ela mereceu concebê-1'O em seu seio virginal e, dando à luz o Criador do universo, preparou o nascimento da Igreja. Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina e recebeu todos os homens como seus filhos, pela morte de Cristo gerados para a vida eterna. Enquanto esperava, com os Apóstolos, a vinda do Espírito Santo, associando-se às preces dos discípulos, tornou-se modelo admirável da Igreja em oração. Elevada à glória do Céu, assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra, protegendo misericordiosamente os seus passos a caminho da pátria celeste, enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Paz

 

Por Maria, vamos a Jesus, Príncipe da paz. Correspondendo aos apelos maternais de Nossa Senhora, fomentemos a paz entre todos os homens e rezemos pela conversão dos pecadores. Com estes propósitos de paz e conversão, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Antes das Aparições de Nossa Senhora, o Anjo de Portugal deu a Sagrada Comunhão aos Pastorinhos, ensinando-lhes jaculatórias repletas de fé e de amor. O mesmo Jesus vai ser recebido por todos aqueles, que neste momento, estão preparados para O fazer. Como os Pastorinhos, vamos recebê-LO com muita fé, amor e profunda gratidão.

 

Cântico da Comunhão: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

cf. Judite 13, 24-25

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que deu tanta glória ao vosso nome: todas as gerações cantarão os vossos louvores.

 

Ou:

Jo 19, 26-27

Suspenso na cruz, Jesus disse a sua Mãe: Eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, 17

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que o sacramento que recebemos conduza à vida eterna aqueles que proclamam a Virgem Santa Maria Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A mensagem de Fátima é um veemente apelo à conversão, mediante a penitência, a oração e a consagração ao Imaculado Coração de Maria, a que os Pastorinhos aderiram com todo o empenho e entusiasmo. Que os Santos Francisco e Jacinta Marto peçam a Deus por intermédio de Nossa Senhora por todos e cada um de nós para que correspondamos aos apelos da Mãe de Deus. Com esse propósito, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Nossa Senhora de Fátima, onde irás, B. Salgado, NRMS 2 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

3ª Feira, 14-V: S. Matias: testemunha de Cristo.

Act 1, 15-17 / Jo 15, 9-17

Receba outro o seu encargo. É pois necessário que um deles se torne connosco testemunha da sua Ressurreição.

Para a substituição de Judas, Pedro põe como condição que tivesse acompanhado o ministério público de Jesus bem como a sua ressurreição (LT). E assim foi escolhido Matias. Todos precisamos conhecer muito bem a vida do Senhor, através dos Evangelhos: 'Quem se compara ao Senhor, nosso Deus, que se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra'? (SR).

Só assim poderemos dar um bom testemunho de Jesus. E ser testemunhas de Jesus é também permanecer igualmente no seu amor e guardar os seus mandamentos (EV). Peçamos ajuda à melhor testemunha de Jesus, que é Nossa Senhora, que o acompanhou sempre.

 

4ª Feira, 15-V: Os pilares da actuação da Igreja.

Act 12, 24-13, 5 / Jo 12, 44-50

Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.

A Igreja sempre se apoiou sobre estes dois pilares: a oração e a penitência (LT), imprescindíveis para o seu crescimento. O Espírito Santo, prometido por Cristo, ilumina os caminhos que se hão-de percorrer.

Também nós, através da oração, descobriremos a presença do Senhor; receberemos a luz, para que desapareçam as trevas da nossa vida e possamos compreender os acontecimentos (EV); escutaremos o Espírito Santo, para que nos oriente sobre o que devemos dizer para anunciar a palavra de Deus aos outros (LT).

 

5ª Feira, 16-V: Urgência da evangelização.

Act 13, 13-25 / Jo 13, 16-20

Quem receber aquele que me enviou é a mim que recebe, recebe aquele que me enviou

Jesus é enviado pelo Pai. A seguir escolhe os Apóstolos, que serão os seus enviados. Assim actuou Paulo na sinagoga, ao fazer um resumo da história da salvação (LT).

Todos nos devemos sentir enviados: 'O enviado não é maior do que aquele que o enviou. Sabendo isto, sereis felizes se o puserdes em prática' (EV). Peçamos a Deus que suscite em nós esta urgência da evangelização, para contrariar a tarefa de paganização dos inimigos de Deus. O mandato final da Missa é um dever de propagar o Evangelho e animar cristãmente a sociedade: na família, na educação, no trabalho, etc.

 

6ª Feira, 17-V: O caminho para a casa do pai.

Act 13, 26-33 / Jo 14, 1-6

Em casa de meu Pai há muitas moradas: se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

S. Paulo recorda uma grande novidade: Nós vos anunciamos a Boa-Nova de que somos filhos de Deus, porque Jesus, ao ressuscitar, recuperou para nós a filiação adoptiva (LT). Também o Salmo 2 o repete: 'Tu és meu filho, Eu hoje te gerei' (SR).

Para chegarmos ao Pai temos sempre a companhia de Jesus: 'Ninguém vai ao Pai senão por mim' (EV). Assim é, porque Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (EV). É o Caminho: exemplo do que devemos fazer; a Verdade, que encontramos nos seus ensinamentos; e a Vida, que é penhor de Vida eterna.

 

Sábado, 18-V: Revelação da vida íntima da Trindade.

Act 13, 44-52 / Jo 14, 7-14

Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.

É importante esta revelação da vida íntima da Santíssima Trindade. Acreditai-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim (EV). Deste modo, as palavras de Cristo, os seus actos e sofrimentos, a maneira de ser e de falar, dão a conhecer o Pai.

Outra revelação da vontade do Pai é o desejo de que todos os homens se salvem, incluídos os pagãos: Assim nos mandou o Senhor: Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra' (LT) e (SR). Compete-nos, a cada um de nós, continuar esta missão, procurando chegar a todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        A. Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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