Nossa Senhora do Rosário

7 de Outubro de 2005

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Rainha do Santíssimo Rosário, S. Marques, NRMS 86

cf. Lc 1, 28.42

Antífona de entrada: Avé, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No século XVI, os Turcos Otomanos estavam às portas da Europa. Esta encontrava-se dividida nas terríveis guerras entre católicos e protestantes. São Pio V apelou então à cruzada de oração do Rosário. A 7 de Outubro de 1571, a frota ocidental, comandada por Dom João de Áustria, obteve uma vitória decisiva sobre os turcos na batalha naval de Lepanto.

O Papa, em acção de graças a Nossa Senhora, instituiu a festa de Nossa Senhora das Vitórias, que passou a chamar-se de Nossa Senhora do Rosário, celebrando-se em 7 de Outubro.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que, pela anunciação do Anjo, conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz e com a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os Apóstolos rezavam na companhia de Nossa Senhora. Procuremos também nós pedir-Lhe que esteja connosco para que Deus atenda a nossa oração, a Ela que é a imagem da Igreja sempre pronta a acolher a Vinda do Salvador.

 

Actos 1, 12-14

Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.

 

Quando deixa de ter visibilidade a pessoa de Jesus, a Mãe de Jesus ocupa um lugar digno de nota, logo na oração da Igreja nascente. Com Ela os primeiros que seguiram a Cristo, esperam o Espírito Santo, perseverando, «unidos em oração». Note-se também a importância dada à lista dos Apóstolos e como em todas as quatro listas que aparecem no N. T. Pedro é sempre o cabeça de lista, embora estas não tenham os nomes sempre na mesma ordem.

 

Salmo Responsorial    Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R. Lc 1, 49)

 

Monição: A Igreja faz do cântico jubilatório o seu próprio cântico. A Igreja é também a humilde serva que glorifica o Senhor.

 

Refrão:        O Senhor fez em mim maravilhas:

                     santo é o seu nome.

 

Ou:               Bendita sejais, ó Virgem Maria,

                     que trouxestes em vosso ventre o Filho do eterno Pai.

 

A minha alma glorifica o Senhor,

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

 

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O todo-poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

 

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que O temem.

Manifestou o poder do seu braço

e dispersou os soberbos.

 

Derrubou os poderosos de seus tronos

e exaltou os humildes.

Encheu de bens os famintos

e aos ricos despediu de mãos vazias.

 

Acolheu Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia,

como tinha prometido a nossos pais,

a Abraão e à sua descendência para sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho         Lc 1, 28

 

Monição: A Igreja repete a saudação do Anjo Gabriel porque ela reconhece neste momento o instante do seu nascimento tal como no momento do Pentecostes.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS10 (II)

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita es tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia dos Capuchinhos): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

Como filhos e filhas de Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa querida Mãe celestial, queremos sentir o palpitar do seu coração materno e ouvir mais uma vez ela dizer-nos, como disse nas bodas de Caná em Galileia: «Fazei tudo o que Ele, meu Filho, vos disser».

Ela não só disse estas palavras, mas também as praticou toda a sua vida que pode ser resumida em três palavras: Fiat, Magnificat e Stabat. Fiat, quer dizer «seja feita a vontade de Deus», Magnificat, «que Deus seja sempre louvado», e Stabat, «ser fiel a Deus e aos nossos compromissos até ao fim de vida».

O evangelho que acabamos de ouvir, trouxe-nos à memória aquele momento solene quando Maria Santíssima disse um «sim» total e incondicional, um Fiat, à mensagem do Arcanjo Gabriel que lhe comunicou que Deus queria que ela fosse a Mãe do seu Filho incarnado.

O «sim» de Maria não terminou com a Anunciação do Arcanjo. Maria foi imediatamente a toda a pressa visitar sua prima Isabel que precisava de ajuda, pois estava grávida. E quando a sua prima, divinamente inspirada, a proclamou «Mãe de Deus» e «bendita entre todas as mulheres», o coração de Maria Santíssima rompeu num cântico de louvor e agradecimento a Deus todo-poderoso pelas maravilhas que fez nela e na história de humanidade. Este cântico da Virgem chama-se o Magnificat.

Depois disto, Maria Santíssima viveu o seu Fiat e Magnificat toda a sua vida, nas alegrias e nas dores, até ao pé da cruz do seu Filho no Calvário. O evangelho tem uma palavra que descreve bem esta atitude de fidelidade e perseverança de Nossa Senhora: Stabat, quer dizer, estava firme, resoluta e decidida.

Com estes sentimentos – Fiat, Magnificat e Stabat – a Virgem Maria ensinou-nos o que significa viver como discípulos de Jesus Cristo. Fiat: dizendo sempre «sim» à vontade de Deus a nosso respeito. Magnificat vivendo na alegria, paz e amor ainda que a vida nos traga frequentemente cruzes e amarguras. Stabat: sendo fiéis até à morte aos nossos compromissos e deveres. É um ensinamento profundo, pois muitas vezes dizemos «sim» a Deus e rejubilamos pelos efeitos imediatos, mas falhamos no terceiro elemento de fidelidade e perseverança. Por isso muitas iniciativas perdem-se pela estrada, muitos matrimónios fracassam com o divórcio, muitas pessoas interrompem a sua vocação da vida, e às vezes até a própria vida. Ora, estes três sentimentos – Fiat, Magniflcat e Stabat – se obtêm só com sacrifício e oração.

Ao honramos Nossa Senhora do Rosário: é o apelido com que ela mesma se designou na última aparição em Fátima, há 87 anos, diante de 70.000 pessoas. Naquela ocasião, Nossa Senhora pediu que se rezasse o terço todos os dias pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. O Santo Rosário faz-nos recordar os sentimentos do Fiat, Magnificat e Stabat que marcaram a vida de Nossa Senhora e inspira-nos a imitá-la para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Normalmente quando rezamos o terço, pensamos – como é natural – às nossas intenções pessoais, às nossas famílias e necessidades. Mas não esqueçamos as intenções que nos propôs a nossa Mãe de Céu: a conversão dos pecadores e a paz no mundo. São intenções muito caras ao coração de Deus.

Antes de tudo: a conversão dos pecadores. Hoje o mundo está espiritualmente doente e, mais do que nunca, aumentam os pecados e os pecadores; até porque o mal se apresenta como bem, e os vícios são exibidos como virtudes. Há ideologias e doutrinas chamadas New Age que negam a existência de Deus e exaltam o poder humano. Há modas de vestir e de viver que traduzem um modo pagão de viver sem Deus e ofendem muito o coração de Deus, porque reduzem o homem – a obra-prima da sua criação – à uma condição indigna da sua dignidade de filho de Deus. Abundam hoje também os atentados contra a vida, desde as inocentes crianças no seio materno até a eutanásia e há leis civis contra a moralidade matrimonial. Há seitas secretas, cultos satânicos, o terrorismo e poderosos meios de comunicação social que destroem muitos, especialmente os jovens, da atenção que devem dar a Deus e ao próximo.

E onde chega o pecado, aí faz falta a paz de Jesus. No mundo hoje, há guerras não só entre nações, mas entre habitantes duma mesma nação, nas próprias famílias e comunidades, e sobretudo no íntimo dos corações. As causas são diversas: a inveja, o egoísmo, a avidez, honras e posição social, a arrogância de comportar-se como se Deus não existisse ou fosse irrelevante na vida do homem ou, pior ainda, como se o homem mesmo fosse Deus. Estamos no meio dum combate espiritual entre o bem e o mal; entre o amor de Deus e do próximo, duma parte, e o amor egoísta que escraviza o mundo e busca só a prosperidade, a popularidade e o poder. Mas, uma coisa é certa: a vitória final será de Deus, graças às orações dos fiéis e à intercessão poderosa de Nossa Senhora que já predisse: «Finalmente o meu Coração triunfará».

Hoje mais do que nunca, o mundo necessita de nossos sacrifícios e preces pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. Vivamos fielmente os sentimentos do Fiat, Magnificat e Stabat de Nossa Senhora e, obedientes ao seu apelo materno, vamos fazer muita penitência e oração e, em particular, vamos rezar o terço cada dia pedindo a Deus, Pai de misericórdia, que tenha piedade de nós e nos dê a paz de Jesus que tanto necessitamos e desejamos.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso, e imploremos a misericórdia

d’Aquele que é o Deus Todo-Poderoso que fez maravilhas em Maria, dizendo:

Ouvi-nos Senhor.

 

1.  Pelos bispos, presbíteros e diáconos:

para que busquem apenas no Senhor a sua glória

e imitando assim a humildade de Maria,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos chefes das nações:

para que respeitem a dignidade de toda a pessoa humana,

temendo o Deus que derruba os poderosos de seus tronos e exalta os humildes,

oremos, irmãos

 

3.       Para que nunca percamos a esperança perante as dificuldades da vida,

e sejamos sempre conscientes de que o Amor de Deus é mais forte que a morte,

oremos, irmãos.

 

4.       Para que em todas as famílias

haja diálogo, paz, amor e felicidade com a oração do Rosário,

oremos, irmãos

 

5.       Para que todos nós vivamos nossa fé em Cristo ressuscitado

numa Comunidade que saiba repartir com os demais tudo o que é e o que tem,

oremos, irmãos.

 

Deus Eterno e Omnipotente, nós Vos agradecemos todas as graças que por intercessão de Maria

Santíssima e pela Vossa infinita misericórdia generosamente nos concedeis.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo …

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tudo vos damos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Tornai-nos dignos, Senhor, de Vos oferecer este santo sacrifício, de modo que, celebrando fervorosamente os mistérios do vosso Filho, mereçamos alcançar as suas promessas. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644-756] ou II, p. 487

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é memória e actualização da morte e ressurreição de Jesus. Não se pode entrar em comunhão com esse Jesus se não se aceitar essa dimensão do sofrimento e da morte, embora isso nos custe a admitir. Comungar é dizer com Maria Fiat, Magniflcat esperando que Deus nos dê a graça do Stabat até ao dia do Banquete Celeste.

 

Cântico da Comunhão: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Antífona da comunhão: O Anjo do Senhor disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus.

 

Cântico de acção de graças: Minha Senhora e minha Mãe, H. Faria, NRMS 33-34

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor nosso Deus, que, ao anunciarmos neste sacramento a morte e a ressurreição do vosso Filho, O sigamos fielmente na sua paixão e mereçamos participar na alegria da sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Continuemos, enquanto o Senhor nos conceder o dom da vida, a rezar o Terço todos os dias. A alegria que sentiremos levar-nos-á a fazermos apostolado para que também as outras pessoas o rezem. Nossa Senhora abençoar-nos-á e salvará o mundo.

 

Cântico final: Caminhos de bênção, M. Faria, NRMS 10 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

Sábado, 8-X: A Ave-Maria: o encanto de Deus.

Jl. 4, 12-21 / Lc. 11, 27-28

Feliz daquela que te trouxe no seio e que te amamentou ao seu peito.

Nossa Senhora recebe um duplo louvor: duma mulher e de seu Filho Jesus, porque ouviu a palavra de Deus e a levou à prática (cf. Ev.).

Temos possibilidade de louvar a nossa Mãe quando recitamos a Ave-Maria, cujas palavras «exprimem a admiração do céu e da terra, e deixam de certo modo transparecer o encanto do próprio Deus ao contemplar a sua obra prima – a Encarnação do Filho no ventre virginal de Maria... A repetição da Ave-Maria sintoniza-nos com este encanto de Deus: é júbilo, admiração, reconhecimento do maior milagre da história» (RVM, 33).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:             Hermenegildo Faria

Nota Exegética:      Geraldo Morujão

Homilia Ferial:          Nuno Romão

Sugestão Musical:  Duarte Nuno Rocha


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