27º Domingo Comum

2 de Outubro de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

«Ao Vosso poder, Senhor, tudo está sujeito, e não há quem à Vossa vontade possa resistir» (Ant. de Entrada).

Não basta ter fé – é preciso que a fé seja acompanhada com obras: «Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas o que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus» (Mt 7, 21).

Não basta dizer: – Eu cá tenho a minha fé! Quem não faz a vontade de Deus e não cumpre os seus Mandamentos é como a figueira estéril que o Senhor amaldiçoou...

O Senhor espera de nós frutos abundantes de boas obras.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Vamos ouvir uma das mais belas passagens de toda a Bíblia, o conhecido «cântico da vinha». Nós somos a vinha do Senhor. Ele espera de nós uvas suculentas e saborosas e não uvas azedas.

 

Isaías 5, 1-7

1Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. 2Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar. Esperava que viesse a dar uvas, mas ela só produziu agraços. 3E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: 4Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? E quando eu esperava que viesse a dar uvas, apenas produziu agraços. 5Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. 6Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva. 7A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens de Judá são a plantação escolhida. Ele esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror.

 

O «cântico da vinha», uma das mais belas passagens de toda a Sagrada Escritura, foi escolhido para hoje em função do Evangelho da parábola dos vinhateiros homicidas. É frequente, na Sagrada Escritura, o uso da imagem da vinha para designar o povo de Deus: Jer 2, 21; Ez 15, 1-8; 17, 3-10; 19, 10-14; Jl 1, 7; Sl 79(80), 9-17. Este texto põe em contraste a amorosíssima solicitude de Yahwéh para com o seu povo e a ingrata correspondência deste, o que lhe acarretará tremendas consequências: o amor de Deus, assim como o amor dos pais, não pode ser impunemente desprezado, pois é um amor criador de tudo o que somos e temos. Nos vv. 1-4, o profeta expõe a parábola, sob a forma de um amoroso idílio; nos vv. 5-6 é introduzido Deus a vituperar a negra ingratidão do seu povo; no v. 7 o Profeta explica a parábola.

2 A «torre» e o «lagar» não tem nenhum simbolismo especial. A torre servia para um guarda defender a vinha dos ladrões, chacais e raposas. O lagar era escavado no chão, nalgum sitio rochoso da zona da vinha.

 

Salmo Responsorial    Sl 79 (80), 9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5, 7a)

 

Monição: A vinha do Senhor é cada uma das comunidades cristãs, é cada um de nós, a a Igreja inteira.

 

Refrão:        A vinha do Senhor é a casa de Israel.

 

Arrancastes uma videira do Egipto,

expulsastes as nações para a transplantar.

Estendia até ao mar as suas vergônteas

e até ao rio os seus rebentos.

 

Porque lhe destruístes a vedação,

de modo que a vindime

quem quer que passe pelo caminho?

Devastou-a o javali da selva

e serviu de pasto aos animais do campo.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Não mais nos apartaremos de Vós:

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

Senhor Deus dos Exércitos, fazei-nos voltar,

iluminai o vosso rosto e seremos salvos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo exorta os cristãos de Filipos a pôr em prática tudo o que aprenderam e receberam da sua pregação.

 

Filipenses 4, 6-9

Irmãos: 6Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas, em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e acções de graças. 7E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. 9O que aprendestes, recebestes e vistes em mim é o que deveis praticar. E o Deus da paz estará convosco.

 

6 «Em todas as circunstâncias…, orações com súplicas e acções de graças». A oração não é apenas para alguns momentos particulares da vida, ou do dia; a oração deve ser constante (cf. 1 Tes 1, 2; 5, 17; Lc 18, 1); e não se trata de uma vaga união a Deus, mas de uma oração concreta com súplicas e acções de graças. Para quem vive em união com Deus, não há lugar para se inquietar com coisa alguma.

8-9 «Tudo o que é virtude…» Temos aqui a canonização das virtudes morais naturais, ou humanas. O cristianismo assume e eleva à ordem sobrenatural os valores humanos. O Concílio encarece estas virtudes aos presbíteros, citando esta passagem (PO 3). S. Paulo usa aqui – a única vez – o mesmo vocábulo da filosofia ética grega: «aretê». E o Apóstolo não receia apresentar-se como modelo a seguir: «o que aprendestes, recebestes e vistes em mim».

 

Aclamação ao Evangelho       cf. Jo 15, 16

 

Monição: Aclamemos Jesus Cristo, pedra angular, e os Seus desígnios de salvação.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto

e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 21, 33-43

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33«Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 34Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. 35Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. 36Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. 37Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. 38Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. 39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados, e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 42Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? 43Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. Quem cair sobre esta pedra ficará despedaçado e aquele sobre quem ela cair será esmagado».

 

33-39 A parábola de hoje está na sequência da lida há oito dias, a dos dois filhos. O «proprietário» é Deus; a «vinha» é o povo de Israel; «uns agricultores» representam os chefes e orientadores do povo: «príncipes dos sacerdotes a anciãos do povo». «Os criados» são os profetas; estes foram, em geral, mal recebidos e maltratados pelos responsáveis do povo (cf. Mt 23, 37; Act 7, 42; Heb 11, 36-38). «Por fim, mandou-lhes o próprio filho». Fica aqui patente a natureza divina de Jesus, que não é mais um enviado de Deus, entre outros, mas é «o seu próprio Filho».

39 «Lançaram-no fora da vinha e mataram-no»: uma alusão à crucifixão de Jesus, que se veio a fazer fora dos muros de Jerusalém.

41 «Arrendará a vinha a outros vinhateiros»: assim, a Igreja é designada como o novo «Israel de Deus» (Gal 6, 16).

 

Sugestões para a homilia

 

1. Vida de fé.

2. Visão sobrenatural.

3. Vitória que vence o mundo – a nossa fé.

1.  Somos a vinha do Senhor.

«A vinha do Senhor é a Casa de Israel» (Salmo de Meditação)

A vinha do Senhor somos nós os cristãos: pelo Baptismo fomos enxertados em Cristo como cepas escolhidas. Deus nada regateou para cultivar e embelezar a Sua vinha. Fomos revestidos da graça de Jesus Cristo, adornados com um cortejo de virtudes e dons sobrenaturais, alimentados continuamente com os Sues santos Sacramentos, protegidos e guiados pela nossa Mãe, a Santa Igreja... fomos «cumulados de bens para além dos nossos méritos e desejos» (Colecta). «Que mais se podia fazer à Minha vinha que Eu não lhe tivesse feito?» (1ª leitura).

O Senhor tem direito a esperar de nós frutos, uvas saborosas e não uvas azedas. Temos obrigação de dar frutos que saciem a fome de tantas almas; temos todos os meios sobrenaturais e doutrina mais que suficiente para iluminar, com a graça de Jesus Cristo, a vida de tantos nossos irmãos. O Senhor semeou em nós a boa semente para que dê abundante colheita (Cfr. Mt 13, 24). A glória de Deus é que produzamos muito fruto (Cfr. Jo 15, 8).

2. A condição para dar fruto.

A condição para darmos muito fruto é estarmos unidos a Jesus Cristo: «Aquele que permanece em Mim e em quem Eu permaneço é que dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5). Sem a união a Jesus Cristo não pode haver fecundidade apostólica: «Reparai nesses sarmentos repletos, porque participam da seiva do tronco. Só assim aqueles minúsculos rebentos de alguns meses antes puderam converter-se em polpa doce e madura, que encherá de alegria a vista e o coração das pessoas» (Salmo 103, 15). No solo ficam talvez algumas varas toscas, soltas, meio enterradas. Eram sarmentos também, mas secos, estiolados. São o símbolo mais gráfico da esterilidade. Porque «sem Mim nada podeis fazer» (S. Josemaría, Amigos de Deus, n.º 254).

3. O trabalho necessário.

Para darmos os frutos que Deus espera de nós, além da união a Cristo, é necessário o esforço e a disposição constante de viver as virtudes sobrenaturais e humanas na actuação apostólica que deve ser varonil, laboriosa, prática, variada e dinâmica. Sem tempo, paciência e constância não poderemos dar fruto: «Sede, pois, pacientes, irmãos...vede como o lavrador espera o precioso fruto da terra, tendo paciência até às chuvas do outono e da primavera» (Tiago 5, 7). A vinha precisa de ser «lavrada e limpa das pedras» (1ª leitura); precisa de ser «podada» (Jo 15, 2):

«Não ouviste dos lábios do Mestre a parábola da videira e das varas? – Consola-te. Ele é exigente porque és vara que dá fruto...E poda-te, ‘para que dês mais fruto’. É claro: dói esse cortar, esse arrancar. Mas, depois, que louçania nos frutos, que maturidade nas obras» (Caminho, n.º 701).

Oração, sacrifício, acção: desse modo, «o Senhor dará a sua bênção e a nossa terra produzirá o seu fruto» (Salmo 84, 13). «Tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação e o que seja virtude e digno de louvor é o que devemos ter no pensamento» (2ª leitura), vigiando e orando em todo o tempo, propondo-nos metas apostólicas precisas e determinadas, levando muitas almas para Deus, enchendo os celeiros divinos de trigo bom, de frutos abundantes e saborosos.

A Virgem Santíssima é modelo de fecundidade apostólica:

«Na sua acção apostólica, a Igreja olha com razão para Aquela que gerou Cristo, o qual foi concebido por acção do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja» (LG 65).

Mãe fecunda, mais que todas as mães, Ela consegue-nos de Deus graças abundantes para que, durante esta vida terrena, produzamos muitos frutos de boas obras, levando muitas almas para Deus.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos caríssimos,

com toda a nossa alma, a Deus Pai Todo-Poderoso,

que quer salvar todos os homens

e conduzi-los ao conhecimento da verdade,

dizendo:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pela santa Igreja de Deus:

para que a guarde e faça progredir

em santidade e em eficácia apostólica,

oremos, irmãos.

 

2.  Pela nossa pátria e pelos nossos governantes:

para que contem sempre com a ajuda de Deus

e sirvam o bem comum com generosidade e competência,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas pessoas consagradas,

pelos lares cristãos e seus filhos,

pelos idosos e pelos que vivem sozinhos:

para que Deus os guarde na santidade do seu amor,

os alegre com a sua luz

e lhes conceda a firme esperança do reino futuro,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos nossos emigrantes

espalhados pelos quatro cantos da terra,

para que Deus abençoe os seus trabalhos

e faça deles testemunhas fiéis de Cristo ressuscitado,

oremos, irmãos.

 

5.  Por nós próprios, congregados nesta assembleia,

para que demos muitos frutos de boas obras,

levando muitas almas para Deus,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro:

para que, purificados das sua faltas,

possam contemplar na eternidade o rosto de Cristo,

oremos, irmãos.

 

Deus Todo-Poderoso e eterno, que desejais salvar todos os homens

e não quereis que nenhum deles se perca, ouvi as orações do vosso povo;

fazei que os acontecimentos do mundo se desenrolem para nós em paz

segundo a Vossa vontade e que a Igreja se alegre no Vosso serviço.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Que bom Senhor, estar ao pé de Ti, M. Carneiro, NRMS 36

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

A união a Jesus Cristo é condição indispensável para dar frutos sobrenaturais de boas obras, como Ele mesmo afirmou, dizendo: «Sem Mim nada podeis fazer».

A Eucaristia é o Sacramento Santíssimo que nos une cada vez mais a Jesus Cristo: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em Mim e Eu nele» – diz o Senhor. Comunguemos, pois o Seu Corpo e a nossa vida será repleta de uma admirável fecundidade apostólica.

 

Cântico da Comunhão: Comemos, ó Senhor, do mesmo pão, M. Borda, NRMS 43

Lam 3, 25

Antífona da comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

 

Ou

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

Cântico de acção de graças: Louvarei para sempre, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

 

Oração depois da comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Iluminados pela Palavra do Senhor e fortalecidos com a Santíssima Eucaristia, seremos Cristo que passa em todos os ambientes da sociedade e do mundo em que vivemos, seremos apóstolos de todos os que nos rodeiam e daremos frutos abundantes de salvação.

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

27ª SEMANA

 

2ª feira, 3-X: Cuidar do bem do próximo.

Jon. 1, 1-2. 1- 11 / Lc. 10, 25-37

Mas um samaritano, que seguia de viagem, veio por junto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão.

No nosso caminho de cada dia encontramos sempre algum ferido (cf. Ev.), que precisa do nosso auxílio. Há pessoas que atravessam circunstâncias dolorosas: de falta de carinho, de abandono, de miséria... E há outras que têm feridas na alma: afastadas de Deus, desconhecedoras das verdades da fé...Esperam que sejamos para elas o bom samaritano, que imitemos o próprio Cristo, que manifestou o seu amor por nós entregando a sua vida.

A Eucaristia, quando é autenticamente participada, há-de levar-nos a um compromisso de solidariedade com o próximo (Cf. MN, 27). Nossa Senhora cuidou de Santa Isabel nos últimos três meses da sua gravidez.

 

3ª feira, 4-X: Acompanhar o Senhor

Jon. 3, 1-10 / Lc. 10, 38-42

(O Senhor): Marta, Marta, andas inquieta e agitada com muita coisa, quando uma só coisa é necessária.

A coisa que é necessária é mantermos a nossa união com Deus ao longo do dia. Arranjemos alguns momentos dedicados exclusivamente ao Senhor (como Maria): para a oração, a participação na Eucaristia, etc. E também para nos lembrarmos do Senhor durante o trabalho (como Marta): indo com a imaginação até ao Sacrário mais perto do nosso local de trabalho.

O Senhor espera de nós uma conversão (cf. Leit.) para nos afastarmos daquelas actividades que nos afastam d’Ele. Nossa Senhora esteve muito unida ao seu Filho Jesus durante toda a sua vida, quer quando estavam juntos quer quando estavam separados.

 

4ª feira, 5-X: Misericórdia divina e mesquinhez humana.

Jon. 4, 1-11 / Lc. 11, 1-4

Perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende.

Na oração do Pai-nosso estabelece-se uma relação entre o perdão que Deus nos concede e o perdão mútuo das nossas ofensas (cf. Ev.). Da parte de Deus não há contudo limite para o perdão (cf. CIC, 2845). Que contraste com a mesquinhez de Jonas: tem pena que um carrapiteiro seque e não perdoa aos 120 mil habitantes da cidade de Nínive (cf. Leit.).

Na Santa Missa pedimos frequentes vezes perdão ao Senhor (Senhor, tende piedade de nós, Cordeiro de Deus...). Que a oração do Pai-nosso nos leve a reconciliar-nos com os nossos irmãos. Mãe de misericórdia queremos aprender a perdoar àqueles que nos ofendem.

 

5ª feira, 6-X: Piedade nas orações da Missa.

Mal. 3, 13-20 / Lc. 11, 5-13

Não se levantará para lhos dar, por ser amigo dele. Mas, por causa da sua impertinência, levantar-se-á para lhe dar tudo o que precisa.

O Senhor anima-nos a uma oração persistente, perseverante (cf. Ev.), ainda que nos pareça que os nossos pedidos não são atendidos: «É coisa inútil servir a Deus» (Leit.).

Procuremos rezar com piedade e atenção as orações da Missa, uma vez que estamos tão perto do Senhor. Prestemos atenção aos diálogos, às aclamações, à recitação dos cânticos ou das partes comuns (Glória, Credo, Pai nosso...). Nossa Senhora é o nosso modelo de oração. Em Caná, apesar da aparente recusa de Jesus, não desiste e obtém o milagre.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:             Alfredo Melo

Nota Exegética:      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:  Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial