7.º Domingo Comum

24 de Fevereiro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povos da Terra, Cantai Hinos, S. Marques, NRMS 55

cf. Salmo 12, 6

Antífona de entrada: Eu confio, Senhor, na vossa bondade. O meu coração alegra-se com a vossa salvação. Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste sétimo domingo do tempo comum, somos confrontados com duas maneiras diversas de pensar: uma ditada pela lógica humana de agressão e vingança para quem pode constituir um perigo para a sociedade; a outra, de perdoar não fazendo mal aos inimigos e, segundo o ensinamento de Jesus, indo ao seu encontro para os ajudar a sair da sua condição.

Talvez connosco tenha prevalecido mais a lógica dos homens e nos tenhamos esquecido de celebrar a misericórdia de Deus, na qual fundamos a nossa esperança.

Por isso, rezemos arrependidos:

 

Senhor, porque esquecemos a Vossa recomendação de amar os inimigos,

- Senhor, misericórdia!

 

Cristo, porque nos esquecemos de amar desinteressadamente e sem condições,

- Cristo, misericórdia!

 

Senhor, porque não olhamos com amor para as necessidades dos outros,

 

Oração colecta: Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, meditando continuamente nas realidades espirituais, pratiquemos sempre, em palavras e obras, o que Vos agrada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O episódio que vamos escutar, revela a grandeza de alma de David que, podendo desfazer-se do seu perseguidor, não seguiu o conselho dos amigos e poupou a vida do seu inimigo.

 

1 Samuel 26, 2.7-9.12-13.22-23

Naqueles dias, 2Saul, rei de Israel, pôs-se a caminho e desceu ao deserto de Zif com três mil homens escolhidos de Israel, para irem em busca de David no deserto. 7David e Abisaí penetraram de noite no meio das tropas: Saul estava deitado a dormir no acampamento, com a lança cravada na terra à sua cabeceira; Abner e a sua gente dormia à volta dele. 8Então Abisaí disse a David: «Deus entregou-te hoje nas mãos o teu inimigo. Deixa que de um só golpe eu o crave na terra com a sua lança e não terei de o atingir segunda vez». 9Mas David respondeu a Abisaí: «Não o mates. Quem poderia estender a mão contra o ungido do Senhor e ficar impune?» 12David levou da cabeceira de Saul a lança e o cantil e os dois foram-se embora. Ninguém viu, ninguém soube, ninguém acordou. Todos dormiam, por causa do sono profundo que o Senhor tinha feito cair sobre eles. 13David passou ao lado oposto e ficou ao longe, no cimo do monte, de sorte que uma grande distância os separava. 22Então David exclamou: «Aqui está a lança do rei. Um dos servos venha buscá-la. 23O Senhor retribuirá a cada um segundo a sua justiça e fidelidade. Ele entregou-te hoje nas minhas mãos e eu não quis atentar contra o ungido do Senhor».

 

Este episódio, de que a leitura respiga alguns versículos, mostra a coragem de David e a sua benevolência e magnanimidade para com Saúl, que o perseguia de morte; tem bastantes semelhanças com o que é relatado no capítulo 24, mas sucedido na caverna de Engadi, parecendo mesmo a alguns tratar-se dum duplicado. «Zif» fica no Néguev, a Sudoeste do Mar Morto.

7 «Com a lança cravada na terra». Como insígnia de poder e comando, ainda hoje é usada por tribos árabes. «Abner», comandante das tropas de Saúl e seu grande apoiante.

 

Salmo Responsorial     Sl 102 (103), 1-2.3-4.8.10.12-13 (R. 8a)

 

Monição: O cântico de meditação, que vamos entoar, celebra a bondade e a misericórdia do nosso Deus, através das atitudes do Senhor para connosco.

 

Refrão:        O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

Ou:               Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

 

Ele perdoa todos os teus pecados

e cura as tuas enfermidades;

salva da morte a tua vida

e coroa-te de graça e misericórdia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade;

não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como o Oriente dista do Ocidente,

assim Ele afasta de nós os nossos pecados;

como um pai se compadece dos seus filhos,

assim o Senhor Se compadece dos que O temem.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Pelo Baptismo que recebemos, Cristo infundiu em nós a natureza espiritual, como plenitude da vida. É nossa tarefa permanente fazer vivificar essa vida nova em todo o nosso ser.

 

1 Coríntios 15, 45-49

Irmãos: 45O primeiro homem, Adão, foi criado como um ser vivo; o último Adão tornou-se um espírito que dá vida. 46O primeiro não foi o espiritual, mas o natural; depois é que veio o espiritual. 47O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo homem veio do Céu. 48O homem que veio da terra é o modelo dos homens terrenos; o homem que veio do Céu é o modelo dos homens celestes. 49E assim como trouxemos em nós a imagem do homem terreno, procuremos também trazer em nós a imagem do homem celeste.

 

S. Paulo, ao falar da ressurreição, estabelece um paralelo com a antítese entre Adão – «primeiro homem» (em hebraico adam significa «homem») – e Cristo, o «último Adão». O «primeiro» é simplesmente um ser vivo, em contraste com o «segundo», que dá a vida. Depois de acentuar as diferenças – alguns autores pensam que, ao dizer que «o primeiro não foi o espiritual», quis rebater as ideias de Filon de Alexandria, que falava dum Adão celeste, espiritual e assexuado, anterior ao primeiro homem de que fala a Bíblia –, exorta os Coríntios a identificarem-se com o modelo (imagem) do «homem celeste», Jesus Cristo (v. 49).

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 13, 34

 

Monição: Somente amando o homem é que amamos a Deus. Este mandamento novo gera uma comunidade que oferece a alternativa para a vida de liberdade perante a morte e a opressão.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. Silva, NRMS 50-51

 

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:

amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 6, 27-38

Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: 27«Digo-vos a vós que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; 28abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam. 29A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica. 30Dá a todo aquele que te pedir e ao que levar o que é teu, não o reclames. 31Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também. 32Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. 33Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo. 34E se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto. 35Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. 36Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. 38Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».

 

Temos hoje a segunda parte do chamado «sermão da planície» (v. 17, correspondente ao da «montanha» em Mt 5, 1ss), que contém ensinamentos sobre o amor aos inimigos (vv. 27-36) e um apelo à magnanimidade e generosidade (vv. 37-38). Em Mateus, estes ensinamentos apareciam em confronto com a Lei antiga: «ouvistes o que foi dito…, mas Eu digo-vos…» (cf. Mt 5, 38-42.43-48), tendo em atenção aos destinatários do seu Evangelho, vindos do judaísmo, ao passo que para os destinatários de Lucas (vindos do mundo gentio) essa antítese não tinha interesse. Estes ensinamentos constituem o núcleo da mensagem de Cristo sobre o amor e a misericórdia, a grande originalidade dos seus ensinamentos, em face do ensino moral não só dos rabinos, como de todos os grandes líderes religiosos de todos os tempos.

27-28 O amor e o perdão aos inimigos. Por mais incompreensível que pareçam estas palavras, elas constituem a base mais sólida para evitar de raiz a violência e a guerra. Não é uma utopia, mas um programa de acção (é também a tese do autor judeu Pinchas Lapide, que lamenta que se tenha atenuado e adocicado o que de radical e exigente há em The Sermon on the Mount). Não se trata de uma «ética para os fracos», pois exige-se muitíssimo mais força de ânimo para perdoar do que para alimentar desejos de vingança. E o próprio Lucas sublinha o exemplo de Jesus, sobretudo ao perdoar aos que O crucificavam (cf. Lc 23, 34).

29-30 «Apresentar a outra face… deixar também a túnica… não reclamar». Trata-se de expressões chocantes, que visam a força expressiva através do efeito de contraste, bem ao gosto semítico; indicam graficamente qual é o espírito de Cristo, sintetizado no v. 31: o perdão completo, a magnanimidade, a caridade que se deve sobrepor à reclamação dos direitos (o que não significa que sempre tenhamos de renunciar ao que nos é devido).

31 «Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós…» É a preciosa regra de ouro da caridade cristã, simples e prática, a ter sempre em conta.

35-38 Uma interpretação fundamentalista do v. 35 levou, a que, noutros tempos, alguns pensassem que era contrário ao Evangelho cobrar juros do dinheiro emprestado, como se sempre se tratasse de usura. O espírito de generosidade e magnanimidade permanece válido para sempre, tendo como referência a misericórdia de Deus a imitar (v. 36); trata-se dum comportamento que não é sem contrapartida, mas essa não é terrena: «a grande recompensa» (v. 35) será na outra vida. E essa retribuição de Deus remunerador tem uma «medida»: «a que usardes com os outros será usada [isto é, «Deus usará» – o chamado passivo divino] também convosco» (v. 38).

 

Pistas para a homilia

 

A grandeza de alma de David

Um programa que não é fácil pôr em prática

É tarefa do cristão fazer vivificar a vida nova recebida pelo Baptismo

 

A grandeza de alma de David

 

Na primeira leitura deste domingo escutamos um episódio onde se revela a grandeza de alma de David. O rei Saul andava a persegui-lo e queria matá-lo. Num dado momento, David teve oportunidade de desfazer-se do seu perseguidor e a isso foi incitado por Abisai, seu sobrinho. Todavia, o respeito pelo «Ungido» do Senhor leva-o a poupar a vida do seu inimigo.

Esta acção de David é louvada por Deus e merecedora do elogio dos homens justos. Só Deus é Senhor da vida e da morte, só a Ele pertence fazer justiça!

Nós, cristãos, somos chamados a dar testemunho do respeito pela vida humana em todas as fases da sua existência e em todas as circunstâncias em que nos encontremos. 

Jesus, no Evangelho que escutamos hoje, dá um passo em frente: convida a ir além do simples perdão, exigindo dos seus discípulos não apenas que não façamos mal ao inimigo, mas que tomemos a iniciativa de ir ao seu encontro para o ajudar a sair da sua condição. Ora, teremos de reconhecer que a exigência desse programa não é fácil de pôr em prática.           

 

Um programa que não é fácil pôr em prática

 

No ambiente em que vivemos, respiramos mais o egoísmo, a ambição e a vingança, do que a compaixão e o perdão. Em tais circunstâncias, precisamos de uma sensibilidade cristã muito viva e generosa para pormos em prática o Evangelho.

Quando ouvimos ou vemos na comunicação social tantas pessoas que são barbaramente agredidas, roubadas, desprezadas, violadas ou mortas, embora nós não sendo maus, somos levados a reagir instintivamente com agressividade, pelo menos numa revolta interior capaz de tirar vingança de tais prevaricadores. Geralmente correspondemos, por sentido de justiça, ao bem com o bem e ao mal com o mal. Estamos convencidos de que, «fazendo-os pagar», se conseguirá de alguma forma restabelecer a justiça, dando a todos uma lição sobre aquilo que se não deve fazer.

Ora, Jesus rejeita o uso da violência porque em vez de esta melhorar as situações, apenas as complica ainda mais fazendo surgir o ódio, os maus instintos e a vontade de reparação ou vingança.

Jesus dirigindo-se às multidões pede para: amar, fazer bem, abençoar e orar.

O Mestre pede para amar, não olhando aos próprios direitos, mas para as necessidades dos outros. De manter o propósito de acolher o outro, de dar o primeiro passo para ir ao encontro de quem errou. Isto nem sempre é fácil. Há quem honestamente reconheça que embora despendendo todo o seu esforço seja incapaz de amar quem lhe causou graves danos, destruiu a serenidade, o bom nome, a carreira, ou a paz da sua família pelos mais gravosos motivos.

É preciso, contudo, reconhecer que Jesus não exige que façamos amigos daqueles que nos fazem mal. A simpatia depende de nós, a ela não podemos ser obrigados, pois é algo que surge com espontaneidade entre pessoas que se querem bem e se entendem por terem carácter semelhante.

As palavras usadas por Jesus não são para seguir à letra, pois o cristão tem o direito de defender os seus direitos, de proteger os seus bens, a sua honra e a sua vida. Trata-se de indicações sobre os sentimentos que os discípulos devem fazer prevalecer perante o mal. Amar não significa sofrer em silêncio, sem reagir, mas procurar restabelecer a justiça sem o recurso às armas, à violência, à mentira, ao ódio ou à vingança. Mas teremos verdadeira compaixão pelos irmãos e interessamo-nos por eles? Cultivamos a virtude da bondade, como algo que nos faz semelhantes a Deus?

Precisamos de uma sensibilidade cristã muito viva e generosa para fazer vivificar a vida nova recebida no nosso Baptismo.

 

É tarefa do cristão fazer vivificar a vida nova recebida pelo Baptismo

 

Na realidade como poderemos odiar ou fazer mal aos nossos semelhantes neste mundo, se acreditamos que um dia nos reencontraremos todos juntos para fazer festa, sentados numa única mesa, na casa do Pai?

Porque, como nos diz S. Paulo, na segunda leitura, não ressuscita apenas uma parte de nós, é toda a pessoa que entra na glória do céu, mas com um corpo completamente diferente do que temos neste mundo. Se o encontro com Deus, após a morte, purifica a pessoa dos seus pecados, eliminando todas as suas acções negativas, deixando nele apenas a capacidade para amar, então não faz sentido conservar a recordação dos erros que cometeu nesta vida. Mesmo que nos tenha feito mal, não devemos alimentar rancores. Iluminada por Deus, essa pessoa compreende tudo, está a nosso lado, reza connosco, acompanha-nos a todo o momento, favorece-nos e conduz-nos para o bem.

Por isso Jesus recomenda a oração. Só ela pode extinguir a agressividade, amoldar o coração, transmitir os sentimentos do Pai que está nos céus e dar a força que nasce do amor de Deus. A oração pelo inimigo é o mais alto grau do amor, porque antecipa a disposição da pessoa se deixar purificar de todas as formas de ódio por forma a ajudar o seu semelhante. 

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Oremos a Deus Pai

que é misericordioso para com todos,

e moldemos o nosso coração ao amor

para com os irmãos, suplicando com humildade,

dizendo (cantando):

 

Pai de misericórdia, ouvi a nossa oração

 

1.     Pela santa Igreja, presente em todos os continentes,

para que não sinta a tentação de julgar ou condenar,

oremos ao Senhor.

 

2.     Pelos crentes de todas as religiões da terra,

para que façam esforço por amar

e perdoar a todos aqueles que os perseguem cheios de ódio,

oremos ao Senhor.

 

3.     Por todos os homens,

para que saibam respeitar a vida humana

em todas as fases da sua existência,

oremos ao Senhor.

 

4.     Pelos governantes das nações,

para que promulguem leis e acções

que promovam a justiça e a paz entre todos,

oremos ao Senhor.

 

5.     Por todos nós aqui reunidos em assembleia litúrgica,

para que amemos, façamos bem, abençoemos e oremos

por todos aqueles que manifestam desejos de vingança,

a fim de que nasça neles o amor de Deus,

oremos ao Senhor.

 

Senhor,

nosso Deus e nosso Pai de misericórdia,

ensinai-nos a entender e seguir as palavras de Vosso amado Filho,

para sabermos acolher a todos com verdadeiro amor.

Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Subam até Vós, M. Luis, NCT 250

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que celebremos dignamente estes divinos mistérios, de modo que os dons oferecidos para vossa glória sejam para nós fonte de eterna salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Que o encontro com Cristo Jesus sacramentado através da comunhão, nos purifique e ajude a eliminar todas as nossas acções negativas, deixando no nosso coração apenas a capacidade para amar.

 

Cântico da Comunhão: Se Vos Amardes Uns aos Outros, F. da Silva, NRMS 22

Salmo 9, 2-3

Antífona da comunhão: Cantarei todas as vossas maravilhas. Quero alegrar-me e exultar em Vós. Cantarei ao vosso nome, ó Altíssimo.

 

Ou

cf. Jo 11, 27

Senhor, eu creio que sois Cristo, Filho de Deus vivo, o Salvador do mundo.

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Deus omnipotente, que este sacramento de salvação seja para nós penhor seguro de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois desta celebração tenhamos a coragem de fazer o compromisso de saber amar; fazer o bem; abençoar; orar e perdoar; não fazer mal aos inimigos; a ter verdadeira compaixão pelos irmãos; a nos interessarmos por eles e a cultivarmos a virtude da bondade, como algo que nos faz semelhantes a Deus.

 

Cântico final: Povo Teu Somos ó Senhor, NCT 360

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-II: O poder da oração.

Sir 1, 1-0 / Mc 9, 14-29

Jesus replicou-lhe: Se podes?! Tudo é possível a quem acredita.

«Tal é a força da oração: 'tudo é possível a quem acredita' (Ev.), com uma fé que não hesita» (CIC, 2610).

A oração, feita com fé, é o melhor meio de vencermos as tentações, de ultrapassarmos as dificuldades, de obtermos do Senhor aquilo que precisamos. Além disso, «a fonte da sabedoria é a palavra de Deus no alto dos céus e os seus caminhos são preceitos eternos» (Leit.). Precisamos acolher com fé a palavra de Deus, que nos indica o verdadeiro caminho para o Céu e a felicidade na terra.

 

3ª Feira, 26-II: O valor das provações.

Sir 1, 2-11 / Mc 9, 30-37

E dizia-lhes: O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Estes hão-de matá-lo.

Jesus já tinha anunciado a sua paixão e a sua ressurreição por três vezes, sem que fosse entendido o seu significado.

Foi difícil para os discípulos, e para cada um de nós, compreender o significado da paixão e morte do Senhor. E, contudo, a cruz é um sinal positivo, salvífico. Por isso, o livro sapiencial recomenda: «Se pretendes servir o Senhor, prepara a tua alma para ser provada...Tudo aquilo que te aconteça, procura aceitá-lo...Pois, no fogo é que o ouro se avalia e, os que a Deus agradam, na fornalha da humilhação» (Leit.).

 

4ª Feira, 27-II: A importância da Sabedoria

Sir 4,11-19 / Mc 9, 38-40

A Sabedoria eleva os seus filhos e cuida daqueles que a procuram.

Uma ajuda da Sabedoria consiste em mantermos sempre a confiança em Deus, quando aparecem as contrariedades e as exigências do Senhor: «Poderá primeiro acompanhá-lo por caminhos tortuosos..., atormentá-lo por meio dos seus castigos até que possa ter confiança nele e experimentá-lo com as suas exigências» (Leit.).

A outra ajuda pode ser um perfeito discernimento, em relação a todos os que trabalham por Deus, para que nos sintamos unidos a eles. S. João queria impedir os que faziam milagres, mas não andavam com os Apóstolos: «Não os impeçais» (Ev.).

 

5ª Feira, 28-II: Rejeição das ocasiões de pecado.

Sir 5, 1-8 / Mc 9, 41-50

Não esperes para te converteres ao Senhor pois, subitamente há-de irromper a sua indignação e, no tempo do castigo, serás exterminado.

Jesus fala muitas vezes da 'gehena do fogo que não se apaga' (Ev.), reservado aos que recusam até ao fim acreditar e converter-se» (CIC, 1034). Para evitar isso, somos convidados à conversão, quanto mais depressa melhor (Leit.).

A conversão consiste muitas vezes na rejeição do pecado: «Se um dos teus olhos for para ti ocasião de pecado, deita-o fora» (Ev.). Também no domínio das paixões: «A pessoa temperada orienta para o bem os apetites sensíveis, guarda uma sã descrição e não se deixa arrastar pelas paixões do coração (Leit.)» (CIC, 1809).

 

6ª Feira, 1-III: A fidelidade no matrimónio.

Sir 6, 5-17 / Mc 10, 1-12

Quem despedir a sua mulher, e casar com outra, comete adultério em relação à primeira.

Infelizmente são já muitos os católicos que recorrem ao divórcio e, depois, contraem civilmente uma nova união. «A Igreja mantém, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo (Ev.), que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro matrimónio for válido» (CIC, 1650).

É muito importante viver a amizade entre os esposos: «O amigo fiel é abrigo seguro: quem o encontra descobriu um tesouro» (Leit.). A amizade precisa ser protegida, mantida firme nas dificuldades, resistente ao passar do tempo e das contradições.

 

Sábado, 2-III: Restauração da imagem de Deus.

Sir 17, 1-15 / Mc 10, 13-16

Á semelhança de si mesmo, Deus revestiu-os (aos homens) de força e formou-os à sua própria imagem.

Esta imagem e semelhança de Deus foram restauradas, no homem, por Cristo, apesar de desfiguradas pelo pecado e pela morte: «Na economia da salvação, o próprio Filho assumirá a 'imagem' e restaurá-la-á na 'semelhança' com o Pai» (CIC, 705).

Ajudaremos Jesus nesta restauração se, por exemplo, nos fizermos como crianças diante de Deus (Ev.). Ele disse que Deus se revelava aos pequeninos. Precisamos ter uma vontade firme para nos comportarmos como filhos de Deus, dóceis à sua vontade, e vivermos com simplicidade e abandono em Deus.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António Elísio Portela

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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