nossa senhora de lurdes

DIa MUndial Do doente

11 de Fevereiro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Desde toda a eternidade, M. Carneiro, NRMS 18

 

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nossa Senhora quis aparecer em Lurdes a Bernardete para transmitir uma mensagem de salvação ao mundo. Vamos agradecer-Lhe, procurando cumprir o que nos recomenda. Vamos pedir-Lhe, neste Dia Mundial do Doente, por todos os que sofrem.

 

Oração colecta: Vinde em auxílio da nossa fraqueza, Senhor de misericórdia, e concedei que, celebrando a memória da Imaculada Mãe de Deus, sejamos purificados dos nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Isaías anima-nos a vivermos na esperança e na alegria. Maria Santíssima continua hoje connosco para que nunca desesperemos, mantendo sempre a esperança num futuro melhor.

 

Isaías 66, 10-14c

10Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, todos vós que a amais. Com ela enchei-vos de júbilo, todos vós que participastes no seu luto. 11Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. 12Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos. 13Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados. Quando o virdes, alegrar-se-á o vosso coração e, como a verdura, retomarão vigor os vossos membros. 14cA mão do Senhor manifestar-se-á aos seus servos.

 

O texto, faz parte dum discurso dotado de rara beleza poética, no final do livro de Terceiro Isaías. Jerusalém, é apresentada como uma mãe, que com seus peitos sacia de consolação e deleite os seus filhos que regressam do exílio (vv. 10-11). Bela acomodação do texto à Virgem Maria feita pela Liturgia de hoje.

12 «A paz como um rio» é uma figura da paz messiânica que Cristo trouxe à «nova Jerusalém» que é «nossa Mãe», a Igreja (cf. Gal 4, 26-27), «o Israel de Deus» (Gal 6, 16). A Virgem Maria é imagem, modelo e Mãe da Igreja.

 

Salmo Responsorial    Jt 13, l8bcde.19 (R. 15, 9d ou Lc 1, 42)

 

Monição: Louvemos Maria. Cantemos-Lhe com entusiasmo. Ela é nossa Padroeira. Ela é nossa Rainha. Ela é nossa Mãe.

 

Refrão:        Tu és a honra do nosso povo.

Ou:               Bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 45

 

Monição: Há dois mil anos as pessoas escutaram Jesus a ensinar a Sua Doutrina. Hoje Ele mesmo nos dirige a Sua Palavra no Evangelho que vai ser proclamado.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Evangelho

 

São João 2, 1-11

Naquele tempo, 1realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. 2Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. 3A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». 4Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». 5Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». 6Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. 7Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. 8Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. 9Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo 10e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». 11Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

 

Ver notas, supra, II Domingo do tempo comum, ano C.

 

Sugestões para a homilia

 

Nossa Senhora de Lurdes

Bernardete: a vidente de Nossa Senhora

Dia mundial do doente

 

Nossa Senhora de Lurdes

Nossa Senhora foi escolhida desde toda a eternidade para ser a Mãe de Jesus.

Concebida sem pecado original, viveu sempre para o Senhor. Pediu-nos para cumprirmos a Sua vontade: «Fazei tudo o que Ele vos disser» ( Evangelho ). Terminada a Sua missão na Terra, foi elevada ao Céu em corpo e alma. Lá se encontra a interceder por nós.

Maria Santíssima é nossa Mãe. A Mãe está sempre com os Seus filhos. Ela quer-nos felizes.  Quando a maldade se instala no mundo, vem até nós para nos apontar mais uma vez o caminho de conversão e salvação. Por isso quis aparecer em Lurdes, dezoito vezes, no ano de 1858 a Bernardete, dizendo-lhe: « Eu sou a Imaculada Conceição ».Quis confirmar assim o dogma definido, quatro anos antes, por Pio IX.

 

Bernardete: a vidente de Nossa Senhora

Bernardete era uma menina pobre, simples, pura e bondosa que teve a felicidade de ver Nossa Senhora. Faleceu em 16 de Abril de 1879 com 35 anos de idade. Ainda hoje podemos contemplar seu rosto sorridente no convento de Saint Gildard de Nevers ( França ) onde faleceu.

Bernardete foi feliz por ver Nossa Senhora. Mas quantos sofrimentos suportou, sem nunca se queixar, das autoridades civis, do próprio Pároco e de algumas Religiosas!...

Quando em 13 de Outubro de 1867 Bernardete fez a profissão religiosa, a Madre Geral disse ao Bispo de Nevers: « É uma que não serve para nada! Por isso conservá-la-emos aqui a ajudar a Irmã enfermeira ».

Meu Deus, como é possível descer tão baixo no respeito para com as pessoas?!...Aquela que não servia para nada foi a escolhida por Nossa Senhora para, de Lurdes, dirigir a todo o mundo uma mensagem de conversão e salvação…

Hoje no Céu Bernardete já não sofre de asma, é amada por todos os anjos e santos e é imensamente feliz junto da Mãe que lhe apareceu em Lurdes. Aí pede ao Senhor por nós, não esquecendo todos os que sofrem…

 

Dia Mundial do doente

Hoje é o dia de reflectirmos naquilo que nos leva a estar com os doentes em todos os dias do ano.

O doente, em casa ou no hospital, tem uma vida diferente… Não pode trabalhar. Não pode deslocar-se. Vive dependente dos outros. Pode sentir que é um peso para quem cuida dele. Pode revoltar-se com o desespero que o atormenta. Mas pode viver em plenitude se confiar inteiramente no Senhor a Quem oferece a sua cruz…

A proximidade e presença junto do doente deve ser uma preocupação constante em nossa vida.

O conforto com os sacramentos da Santa Unção, Reconciliação e Eucaristia dar-lhe-á força e coragem para continuar a sua missão com a oração e o sofrimento redentor.

Que Santa Bernardete interceda pelos doentes e por todos os que sofrem!

Que Nossa Senhora permaneça junto deles! Assim também o sofrimento será oração…

Que todos nós sintamos, com Santa Bernardete, a presença maternal de Maria Santíssima agora e sempre!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, Com Santa Bernardete

oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Interceda por nós a Virgem cheia de Graça.

 

1.     Para que a Santa Igreja manifeste ao mundo

a vida e a doutrina de Jesus

a fim de que possamos viver no Seu Amor,

oremos irmãos.

 

2.     Para que as famílias permaneçam unidas,

vivendo em felicidade e harmonia

e nelas surjam vocações para a vida consagrada e matrimonial,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que os povos mergulhados na guerra

afastem as divisões, discórdias, injustiças

e fomentem a concórdia e a paz,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que todos nós aqui presentes

nos deixemos seduzir pelo Senhor Jesus,

cumprindo sempre a Sua vontade,

oremos, irmãos.   

 

5.     Para que os doentes e todos os que sofrem

não sejam abandonados e descubram na doação

um sentido novo para as suas vidas,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que os nossos familiares e amigos falecidos

alcancem a bem-aventurança eterna no Céu

onde os esperamos encontrar um dia,

 oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Venha, Senhor, em nosso auxílio o vosso Filho feito homem; Ele, que ao nascer da Virgem Maria, não diminuiu, antes consagrou a integridade de sua Mãe, nos purifique das nossas culpas e Vos torne agradável a nossa oblação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora: p. 486 [644-756] e pp. 487-490

 

Santo: F. da Silva, 1 (I)

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor vem até nós. Recebamo-l’O como O acolheu Maria em Seu seio virginal. É na Eucaristia que recebemos as graças que precisamos para cumprirmos a missão que nos foi confiada.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

 

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste sacramento celeste, fazei que, celebrando com alegria a festa da Virgem Santa Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir. Os doentes que não puderam vir a esta Missa esperam agora a nossa companhia. Com Santa Bernardete rezemos a Nossa Senhora pelos que sofrem e por todos os que necessitam da nossa ajuda.

 

Cântico final: Avé Maria farol do mar, Az. Oliveira, NRMS 73-74

 

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

3ª Feira, 12-II: A dignidade do homem.

Gen  1, 20- 2, 4 / Mc 7, 1-13

Disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.

O relato da criação inteira e, do homem em particular (Leit.), constitui uma manifestação do amor de Deus.

O homem foi criado com uma extraordinária dignidade, que alcança o seu ponto mais alto com a Encarnação do Senhor: «A natureza humana nEle assumida, não absorvida, foi elevada também a uma dignidade sem igual. Com efeito, pela sua Encarnação, o Filho de Deus uniu-se de algum modo a todo o homem. Trabalhou com mãos humanas, agiu com vontade humana, amou com um coração humano» (GS, 22).

 

4ª Feira, 13-II: A dignidade do trabalho.

Gen 2, 4-9 / Mc 7, 14-23

O Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a Oriente, e aí colocou o homem que formara.

«Sinal da familiaridade com Deus é o facto de Deus o colocar no jardim. Ali vive a fim de o 'cultivar e guardar' (Leit.): o trabalho não é um castigo, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível» (CIC, 378).

Aqui se vê a dignidade do trabalho: é uma colaboração do homem com Deus no aperfeiçoamento da criação visível. Mas é também um instrumento ao serviço da Redenção, a partir do momento em que Cristo trabalhou com mãos humanas. O mesmo sucedeu com Nª Senhora e S. José e, mais tarde, com os primeiros discípulos.

 

5ª Feira, 14-II: S. Cirilo e Metódio, Padroeiros da Europa.

Act 13, 46-49 / Lc 10, 1-9

Designou o Senhor setenta e dois discípulos e mandou-os em missão dois a dois, a todas as cidades e lugares.

Esta mesma cena se repetiu no século IX com os irmãos Cirilo e Metódio, que foram evangelizar os povos eslavos (Oração). Além de uma intensa actividade evangelizadora, conseguiram também preparar os textos litúrgicos em língua eslava, pondo à disposição daqueles povos a riqueza da palavra de Deus.

Paulo e Barnabé voltaram-se igualmente para os pagãos (Leit.) que, «cheios de alegria, glorificaram a palavra do Senhor» (Leit.). Peçamos a estes Padroeiros da Europa que nos ajudem a ultrapassar as dificuldades que encontrarmos no nosso apostolado.

 

6ª Feira, 15-II: Cura das feridas do pecado original.

Gen 3, 1-8 / Mc 7, 31-37

A mulher verificou então que o fruto da árvore era bom para comer e agradável à vista, uma árvore para obter conhecimento.

Este relato do pecado original mostra-nos as consequências da falta de cumprimento da vontade de Deus: «o homem e a mulher esconderam-se de Deus» (Leit.). Mas o pecado também tem uma solução. «Confessarei a Deus a minha culpa. Vós perdoastes a maldade do meu pecado» (S. Resp.).

Além disso, Jesus veio à terra para nos aproximar de novo de Deus; para nos servir de modelo: «Tudo tem feito admiravelmente» (Ev.); para o imitarmos no cumprimento da vontade de Deus: «O meu alimento é fazer a vontade do Pai».

 

Sábado, 16-II: A Eucaristia, 'árvore da vida nova'

Gen 3, 9-24 / Mc 8, 1-10

Tenho dó desta multidão: há já três dias que permanecem junto de mim e não têm que comer.

Na sequência do pecado original, Deus expulsou o homem do Paraíso, indicando as causas desse pecado: comeu do fruto da árvore que Deus lhe tinha proibido e Deus ficou com receio que comesse do fruto da árvore da vida (Leit.).

Jesus tem pena de uma grande multidão que o seguia e realiza uma multiplicação dos pães (Ev.). Esta prefigura a Eucaristia, pela qual nos dá a vida sobrenatural, a vida dos filhos de Deus. Passa a ser o fruto da 'árvore da vida nova'. Ao comungar agradeçamos ao Senhor, que vem ao nosso encontro.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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